Bernardo Cabral

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Bernardo Cabral
Bernardo Cabral em 2007
Deputado federal pelo Amazonas
Período 1º-2 de fevereiro de 1967
até 10 de fevereiro de 1969
2º-1 de fevereiro de 1987
até 31 de janeiro de 1991
Ministro da Justiça do Brasil
Período 15 de março de 1990
até 13 de outubro de 1990
Presidente Fernando Collor de Mello
Antecessor Saulo Ramos
Sucessor Jarbas Passarinho
Senador pelo Amazonas
Período 1 de fevereiro de 1995
até 31 de janeiro de 2003
Dados pessoais
Nascimento 27 de março de 1932 (86 anos)
Manaus, Amazonas
Alma mater Universidade Federal do Amazonas
Cônjuge Zuleide Cabral
Partido PMDB, PP, PFL
Profissão Advogado
linkWP:PPO#Brasil

José Bernardo Cabral GCIH (Manaus, 27 de março de 1932) é um advogado e político brasileiro, sendo sua última filiação o Partido da Frente Liberal (PFL). Foi deputado estadual, duas vezes deputado federal e senador pelo estado do Amazonas.[1] Foi também Ministro da Justiça do governo Fernando Collor.

Biografia[editar | editar código-fonte]

É filho de Antônio Bernardo Andorinha e de Cecília Cabral Bernardo.[2] Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas, com curso de especialização em processo civil pela Universidade Católica Portuguesa; possui diversos trabalhos publicados na área.

Foi um dos fundadores do extinto MDB, pelo que foi eleito deputado federal nas eleições de 1966 e vice-líder, até seu mandato ser cassado pelo AI-5, de 13 de dezembro de 1968. Em 10 de fevereiro de 1969, teve suspensos, seus direitos políticos por dez anos e interrompida a sua carreira de professor universitário, em virtude de sua atuação parlamentar às vésperas da edição do respectivo Ato Institucional - publicação nos jornais "O Jornal do Brasil" e "Diário de Notícias", do Rio de Janeiro, no dia 19 de dezembro de 1968.[3]

Constituinte[editar | editar código-fonte]

Em 1987, após a sua eleição para deputado federal pelo PMDB, foi eleito, em votação realizada na bancada do partido, para relator da Assembleia Constituinte de 1987. Posteriormente, foi destituído da relatoria, tendo em seu lugar assumido o deputado José Lins, pelo Ceará, este no qual relator do anteprojeto promovido pelo chamado "centrão".[carece de fontes?]

Governo Collor[editar | editar código-fonte]

Tornou-se, em 15 de março de 1990, Ministro da Justiça do governo de Fernando Collor de Mello, cargo que ocupou até 13 outubro do mesmo ano. Também por poucos dias interinamente o Ministério da Agricultura. Sua saída do cargo foi motivada pelo suposto romance que manteve com a então ministra da economia Zélia Cardoso de Melo.[4]

A 19 de Outubro de 1990, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.[5]

Em 1994, foi eleito senador pelo Amazonas, então filiado ao PP. Tentou reeleger-se em 2002, pelo PFL, porém sem êxito.[6]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Casado com Zuleide Cabral, seu filho Júlio Cabral foi deputado federal por Roraima (1995-1999).

Em junho de 2013 foi lançado livro biografico "Bernardo Cabral – Um Estadista da República", de Júlio Antônio Lopes.[7]

Referências

  1. «Bernardo Cabral - AM AM (Fora de Exercício)». Senado. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  2. «JOSE BERNARDO CABRAL». FGV 
  3. «Relator da Assembleia Nacional Constituinte ministra palestra na OAB/RO». OAB. 27 de junho de 2014. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  4. «Em entrevista exclusiva, Zélia Cardoso de Mello dispara: "O ódio tinha que ser dividido"». Revista Claudia. 2 de outubro de 2012. Consultado em 13 de setembro de 2013 
  5. «Cidadãos Estrangeiras Agraciados com Ordens Nacionais». Resultado da busca de "José Bernardo Cabral". Presidência da República Portuguesa (Ordens Honoríficas Portuguesas). Consultado em 1 de março de 2016 
  6. «Derrota de Cabral para Péres causa surpresa no AM». Terra. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  7. «Biografia de Bernardo Cabral é lançada nesta quinta em Manaus». Portal de notícias do Senado Federal. 13 de junho de 2013. Consultado em 13 de setembro de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Saulo Ramos
Ministro da Justiça do Brasil
1990
Sucedido por
Jarbas Passarinho
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