Miguel Calmon du Pin e Almeida (engenheiro)

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Miguel Calmon du Pin e Almeida
Nascimento 1879
Salvador, BA
Morte 1935 (56 anos)
Rio de Janeiro, DF
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Engenheiro, político

Miguel Calmon Du Pin e Almeida (Salvador, 1879[1]Rio de Janeiro, 1935) foi um engenheiro e político brasileiro, correligionário de Rui Barbosa, ministro da Viação e Obras Públicas e, posteriormente, da Agricultura, Indústria e Comércio nas primeiras décadas da "República Velha". Foi também sobrinho homônimo do Marquês de Abrantes.

Com Artur Bernardes e outros ministros de Estado (fotografia sob a guarda do Arquivo Nacional).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Casou-se com Alice da Porciúncula, de família do Rio Grande do Sul.[2]

De 15 de novembro de 1906 a 18 de julho de 1909 foi Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Indústria, Viação e Obras Públicas, do Governo Afonso Pena e depois de Nilo Peçanha.

Retornou ao governo, agora sob a presidência de Artur Bernardes, como Ministro da Agricultura, Indústria e Comércio, de 16 de novembro de 1922 a 15 de novembro de 1926.

Denunciou os crimes do governo Floriano Peixoto contra o proletariado brasileiro durante a Primeira República, Diz o Ministro Calmon du Pin e Almeida: "No governo Floriano Peixoto decretou-se o desterro de várias pessoas de notoriedade nacional para Cucui e Tabatinga. Depois da revolta de 14 de novembro de 1904, Fizeram-se deportações larga manu para a Amazônia, não se sabendo até hoje o paradeiro das centenas, senão milhares, de indivíduos largados ao abandono, sem alimentação nem assistência médica, nas margens dos rios do território do Acre, considerado então região mortífera por excelência. (Ministro da Agricultura Miguel Calmon du Pin apud PINHEIRO, 1999, p. 88). Livro "Estratégias da Ilusão".

"Os amotinados foram rapidamente varridos da praça, indo os mais audazes e cabeçudos entrincheirar-se no velho bairro da Saúde, perto da obras do porto, onde, cercados pela infantaria do Exército e bombardeados pela artilharia da esquadra, tiveram que render-se à autoridade. O governo mostrou-se então de um severidade deveras espantosa para com a gente miserável do Rio de Janeiro. Sem direito a qualquer defesa, sem a mínima indagação regular de responsabilidade, os populares suspeitos de participação em motins daqueles dias começaram a ser recolhidos em grandes batalhas policiais. Não se fazia distinção de sexo nem de idade. Bastava ser desocupado ou maltrapilho e não provar residência habitual, para ser culpado. Conduzidos para bordo do Lloyd Brasileiro, em cujos porões já se encontravam, a ferros e no regime da chibata, os prisioneiros da Saúde, todos eles foram sumariamente expedidos para o acre." (Ministro Miguel Calmon du Pin e Almeida, apud PINHEIRO, p. 89-90).Livro "Estratégias da Ilusão"

Em 1936, sua viúva transfere da mansão dos Calmon, na rua São Clemente, em Botafogo para o Museu Histórico Nacional todo um conjunto completo de obras de arte, móveis, tapetes, documentos, fotografias e bibliotecas que ficou conhecido como "Coleção Miguel Calmon". A mostra nos passa a ideia do estilo de vida dos poderosos da Primeira República.

Não deixou descendentes.[2]

Referências

  1. Sítio da Presidência da República - galeria dos Ministros de Estado
  2. a b Baumann, Eneida Santana (2011). «O arquivo da família Calmon à luz da arquivologia contemporânea» (PDF). Salvador, BA: Universidade Federal da Bahia, Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ABREU, Regina. A Fabricação do Imortal: Memória, História e Estratégias de Consagração no Brasil. Rio de Janeiro: Rocco, 1996, ISBN 8532506674.
  • PINHEIRO, P. S. Estratégias da Ilusão. São Paulo: Cia. da Letras, 1999.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Lauro Müller
Ministro dos Transportes do Brasil
1906 — 1909
Sucedido por
Francisco Sá
Precedido por
José Pires do Rio
Ministro da Agricultura do Brasil
1922 — 1926
Sucedido por
Geminiano Lira Castro


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