Antonio Carlos Rodrigues

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Antonio Carlos Rodrigues
Ministro dos Transportes do Brasil
Período 1º de janeiro de 2015
até 12 de maio de 2016
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Paulo Sérgio Passos
Sucessor(a) Maurício Quintella Lessa
Senador por São Paulo
Período 8 de outubro de 2012
até 13 de novembro de 2014
Vereador de São Paulo
Período 1º de janeiro de 2001
até 1º de janeiro de 2013
(3 mandatos consecutivos)
Dados pessoais
Nascimento 17 de maio de 1950 (67 anos)
São Paulo, SP, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Cônjuge Gilda Ferreira Rodrigues
Partido PR (2007-presente)
PL (1990-2007)

Antonio Carlos Rodrigues (São Paulo, 17 de maio de 1950) é um politico brasileiro filiado ao Partido da República (PR). É o atual presidente do partido.

Foi ministro dos Transportes durante o segundo governo de Dilma Rousseff. Foi senador da República pelo Estado de São Paulo entre 2012 e 2014. Entre 2001 e 2012, foi vereador de São Paulo, tendo sido o único a ocupar por quatro anos consecutivos a Presidência da Câmara Municipal, sendo considerado por muitos como o melhor presidente do legislativo municipal paulistano nas últimas décadas.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formado em direito, Antonio Carlos Rodrigues começou sua vida pública em 1978, aos 28 anos, como assistente de diretoria na Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - Sabesp. Nos anos seguintes, exerceu os cargos de Procurador, Secretário Parlamentar, Assessor Parlamentar e Chefe de Gabinete da Presidência na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.[1]

Também integrou o Conselho Administrativo da Companhia do Metropolitano de São Paulo - Metrô, foi Secretário Adjunto da Secretaria de Esportes e Turismo do Estado de São Paulo, diretor-presidente da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo e Secretário de Serviços Públicos da Prefeitura de Guarulhos, de onde se afastou para se candidatar a vereador em São Paulo.[1]

Foi eleito vereador em 2000 e assumiu o seu primeiro mandato na Câmara Municipal de São Paulo em 1º de janeiro de 2001. Foi reeleito por três vezes consecutivas, em 2004, 2008 e 2012.

Primeiro suplente da senadora pelo PT de São Paulo Marta Suplicy, eleita em 2010, assumiu o mandato no Senado em outubro de 2012, após a petista se licenciar do Legislativo para comandar o Ministério da Cultura. Permaneceu no cargo até novembro de 2014, quando Marta retornou ao Senado.

Em 29 de dezembro de 2014, foi anunciado pela presidente da República Dilma Rousseff como o novo ministro dos Transportes, tendo sido empossado no dia 1º de janeiro de 2015.[2]

Senado Federal[editar | editar código-fonte]

No Senado, Antonio Carlos Rodrigues integrou o Bloco Parlamentar União e Força, composta por senadores do PR, PTB, PSC e PPL. A bancada era a 3ª maior do Senado e foi um braço de apoio do governo da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional. No início de 2013, foi designado integrante da Procuradoria Parlamentar e do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado.[3]

Integrou as comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Assuntos Econômicos (CAE), duas das mais importantes da Casa. Ele também participou da Comissão Mista criada com o objetivo de promover a regulamentação da Constituição Federal e de propor a consolidação de nossa legislação, além da Comissão Especial criada para atualizar o Código de Defesa do Consumidor, onde teve emendas de sua autoria contempladas no projeto do novo Código. Ainda foi suplente na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática e na Comissão de Serviços de Infraestrutura.

No dia 10 de abril de 2013, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, por unanimidade, o PLS 420/2012,[4] primeiro projeto de lei apresentado por Antonio Carlos Rodrigues no Senado. A proposta propõe mudança nas bulas de remédios, estabelecendo que elas sejam escritas em linguagem simples e acessível, sendo disponibilizadas em sites na internet e também em versões em braile e caracteres aumentados, para atender a necessidade dos deficientes visuais.[5]

Foi um dos senadores da lista “ranking do progresso”, da revista Veja, que reúne os parlamentares que "mais trabalharam em 2013 por um país moderno e competitivo". Foi o senador mais bem colocado do Estado de São Paulo. No ranking geral, ocupou a 12ª posição. A lista leva em conta nove eixos considerados fundamentais para que se alcance tal objetivo: da diminuição da carga tributária ao aprimoramento das relações entre empregadores e empregados. O ranking dos parlamentares é feito anualmente pela Revista Veja desde 2011, com a colaboração do Núcleo de Estudos sobre o Congresso (Necon), do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj).[6]

Câmara Municipal de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Antonio Carlos Rodrigues foi eleito vereador de São Paulo pela primeira vez em 2000 e reeleito por três vezes consecutivas com expressivas votações. Ele assumiu o seu primeiro mandato na Câmara em 1º de janeiro de 2001. Em 2004, foi reeleito como um dos dez mais votados para a 14.ª Legislatura. Em 2007, foi eleito Presidente da Câmara, cargo que ocupou até o final de 2010. Em 2012, foi eleito para o seu quarto mandato, tendo sido o sexto candidato mais votado da cidade.[7]

Fato inédito na história da Câmara Municipal de São Paulo, foi o único vereador a ocupar por quatro anos consecutivos a Presidência da Casa, isso só foi possível porque foram dois anos em cada legislatura.[1] Nesse período, chegou a ocupar por quatro vezes o cargo de prefeito da capital paulista.[carece de fontes?]

Foi também o grande articulador do "centrão", grupo de parlamentares que não era situação e nem oposição ao executivo municipal, entretanto fazia a diferença nas votações em plenário e era sempre cortejado pelo governo para aprovação de projetos de lei de interesse do prefeito. A mediação dos conflitos internos da Câmara Municipal de São Paulo e a ética em honrar os compromissos foram pontos chaves que conduziram Antonio Carlos Rodrigues à presidência da Casa.

Ministério dos Transportes[editar | editar código-fonte]

Foi anunciado em 29 de dezembro de 2014 como o novo ministro dos Transportes,[2] tendo sido empossado pela presidente Dilma Rousseff no dia 1º de janeiro de 2015. Em cerimônia no dia 5 de janeiro de 2015, Antonio Carlos Rodrigues recebeu de seu antecessor, Paulo Sérgio Passos, o comando da Pasta.[8] Permaneceu no cargo até o dia do afastamento de Dilma pelo Senado Federal, em 12 de maio de 2016.[9]

Justiça Eleitoral[editar | editar código-fonte]

No dia 22 de novembro de 2017, a Justiça Eleitoral de Campos dos Goytacazes (RJ) decretou a sua prisão temporária durante a Operação Caixa D'água.[10] Rodrigues se apresentou na sede da Polícia Federal em Brasília. [11] O ministro Gilmar Mendes, na qualidade de presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou sua soltura, alegando que o decreto de prisão preventiva se tratava de “ilação incompatível com a regra constitucional da liberdade de ir e vir de cada cidadão, em decorrência lógica da presunção de inocência”.[12] Os advogados que representam a defesa do ex-ministro ressaltaram em nota que sempre acreditaram que as Cortes Superiores iriam reverter a decisão e que confiam que seja reconhecida a sua inocência.[13]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Em 4 de julho de 2012, Antonio Carlos Rodrigues e dezesseis outros vereadores da cidade de São Paulo foram acusados em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo de fraudar o painel eletrônico da Câmara Municipal de São Paulo. Em sua defesa, Antonio Carlos afirmou que havia marcado presença no terminal ao lado do elevador, o que na época era permitido, e após o episódio o terminal de registro de presença foi removido.[14]

Referências

  1. a b c «Antônio Carlos Rodrigues foi suplente de Marta Suplicy no Senado». G1. Globo.com. 29 de dezembro de 2014. Consultado em 28 de novembro de 2017 
  2. a b Nathalia Passarinho (29 de dezembro de 2014). «Palácio do Planalto anuncia os nomes de sete novos ministros». G1. Consultado em 31 de dezembro de 2014 
  3. [1]
  4. [2]
  5. [3]
  6. «Os melhores senadores e deputados em 2013». Veja. 20 de dezembro de 2013. Consultado em 31 de dezembro de 2014 
  7. «Confira os 55 vereadores eleitos em São Paulo». Uol. 8 de outubro de 2012. Consultado em 3 de fevereiro de 2018 
  8. Aguirre Talento (5 de janeiro de 2015). «Novo ministro diz que vai continuar concessões de rodovias a setor privado». Folha.com. Consultado em 9 de janeiro de 2015 
  9. «Lula e mais 27 ministros são exonerados». O Povo Online. 12 de maio de 2016. Consultado em 12 de maio de 2016 
  10. «Presidente do PR é alvo de mandado de prisão em SP». Valor Econômico. 22 de novembro de 2017. Consultado em 11 de janeiro de 2018 
  11. «Ex-ministro Antonio Carlos Rodrigues é preso ao se apresentar à PF em Brasília». UOL Notícias. 28 de novembro de 2017. Consultado em 11 de janeiro de 2018 
  12. «Garotinho e Antonio Carlos Rodrigues devem sair da prisão nesta quinta-feira». Metro 1. 21 de dezembro de 2017. Consultado em 11 de janeiro de 2018 
  13. «Presidente do PR, Antônio Carlos Rodrigues, deixa a cadeia». Midiamax. 21 de dezembro de 2017. Consultado em 3 de fevereiro de 2018 
  14. «Vereadores de SP flagrados cometendo irregularidades se defendem». Estadão. 4 de julho de 2012. Consultado em 31 de dezembro de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Predefinição:Vereadores da 16ª legislatura na cidade de São Paulo (2013 - 2017)