Kim Kataguiri

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Kim Kataguiri
Deputado federal por São Paulo
Período Eleito, ainda não assumiu.
Dados pessoais
Nome completo Kim Patroca Kataguiri
Nascimento 28 de janeiro de 1996 (22 anos)
Salto, São Paulo
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Pai: Paulo Atuhiro Kataguiri
Partido DEM
Religião Cristão (Episcopal)
Ocupação Ativista pelo liberalismo econômico[1][2], conferencista. Tem como influências Ronald Reagan e Margaret Thatcher[3]

Kim Patroca Kataguiri (Salto, 28 de janeiro de 1996) é um político, ativista[2] conferencista[4] e ex-colunista da Folha de S. Paulo[5] (e do The Huffington Post Brasil).[6] É mais conhecido por ser co-fundador e coordenador do Movimento Brasil Livre, sendo uma das principais figuras do movimento liberal brasileiro moderno.[3][7][8] Kataguiri é neto de imigrantes japoneses.[9]

Em outubro de 2015, a revista americana TIME classificou Kataguiri como um dos jovens mais influentes do mundo naquele ano.[10][11][12]

Nas eleições de 2018, foi eleito deputado federal por São Paulo pelo DEM. Foi o quarto candidato mais votado.

Biografia

Nascido na cidade de Salto, no interior de São Paulo, e cresceu em Indaiatuba. É filho de um metalúrgico e de uma dona de casa. Mudou-se para Santo André para cursar economia na Universidade Federal do ABC, porém abandonou o curso antes de completar o último ano. Segundo Kataguiri, ele foi apresentado ao pensamento liberal depois de ler obras de Ludwig von Mises. Em 2013, postou um vídeo no YouTube questionando o Bolsa Família, e assim, se tornou amigo de críticos do governo da presidente Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores, como o apresentador Danilo Gentili. Em 2014, foi co-fundador do Movimento Brasil Livre.[13][14] Em 16 de março de 2018, afirmou que concorreria ao cargo de deputado federal pelo DEM nas eleições de 2018.[15] Concorreu e elegeu-se para o cargo por São Paulo pelo DEM, sendo o quarto mais votado.[16] Poucos dias depois da eleição anunciou que pretendia se candidatar à presidência da Câmara.[17]

Manifestações

Marcha para Brasília

Em maio de 2015, organizou e liderou a marcha para Brasília para pressionar os congressistas para o impeachment de Dilma Rousseff.[18] No dia 24 do mesmo mês, durante a marcha, foi atropelado por um motorista embriagado. Segundo Kim, “o motorista estava dirigindo com duas vezes mais álcool que o limite", acrescentando que "todo mundo ficou indignado" e que "foi uma irresponsabilidade tremenda dirigir nessas condições e acima do limite de velocidade”.[19]

Contra o governo Dilma

Fernando Holiday, Kataguiri (sentados, ao celular) e Joice Hasselmann (à direita, de branco) em 29 de agosto de 2016 no Senado, acompanhando uma das votações do processo de impeachment.

Em 13 de março de 2016, em entrevista à Jovem Pan, Kim falou sobre os protestos contra o governo Dilma Rousseff,[20] tendo sido o maior protesto da história do Brasil.[21] Apesar de a mídia televisiva ter noticiado pouco sobre sua participação, a enorme adesão às manifestações se deram pela convocação de grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL), que tem Kim como coordenador, e o Vem Pra Rua. De acordo com institutos de pesquisa, com a Polícia Militar e com historiadores consultados pelo jornal Estadão, a manifestação superou, em termos de adesão, as manifestações das Diretas Já e do movimento conhecido como Jornadas de Junho, em 2013, organizado pelo Movimento Passe Livre. A maior concentração de manifestantes ocorreu em São Paulo, assim como já havia acontecido em março do ano passado, no primeiro grande protesto contra a gestão Dilma e o PT. Segundo a PM, 1,4 milhão de pessoas foram à Avenida Paulista. Os protestos tiveram forte apelo contra a corrupção, pela ética pública e pelo fim da impunidade.[22]

Contra as ocupações das escolas

Em novembro de 2016, Kim Kataguiri participou de um protesto contra as ocupações nas escolas, que ele chama de invasões, no pátio da reitoria da universidade UFRGS, em Porto Alegre. Kim, e o MBL já haviam se mostrado contrários às ocupações.[23][24][25]

Contra o Facebook

Em 26 de julho de 2018, os coordenadores do MBL fizeram uma manifestação em frente ao prédio de onde fica a sede do Facebook, no Itaim Bibi, em São Paulo. A manifestação foi feita porque "foram derrubadas páginas que defendem ideias liberais e conservadoras em plena eleição", segundo Kim. Foram removidas 196 páginas e 87 perfis na rede social como parte da política de combate à disseminação de notícias falsas.[26]

Publicações

Em 2017, lançou um livro chamado Quem É Esse Moleque para Estar na Folha?, em referência a sua contratação como colunista no jornal Folha de S. Paulo. Kim afirma que ser liberal de direita é a nova contracultura, e que esse movimento não pertence mais à esquerda.[27] O livro é um compilado de suas colunas para a Folha, escritas entre janeiro de 2016 e março de 2017. O prefácio do livro foi assinado pela jurista Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma Rousseff.[28]

Posicionamentos políticos

Kim tem defendido seus ideais políticos incisivamente nas redes sociais, em seminários e sessões parlamentares. Algumas pautas são defendidas por unanimidade, quando são oficiais colocadas pelo MBL, e outras subentendidas, como a questão da intervenção militar.[29] Kim defendeu o voto impresso [30] e tem rebatido críticas feitas aos posicionamentos que defende. Kim tem defendido que Lula foi o líder do esquema de corrupção que ficou conhecido como Petrolão, colocando Temer como um coadjuvante apenas.[carece de fontes?] Kim defende que a maioria das propostas das Dez medidas contra a corrupção originais foram boas, mas discorda de três propostas: limitação de habeas corpus; permissão de uso de prova ilícita; e teste de honestidade. Kim defende um endurecimento de penas para a corrupção, mas que se puna que cometeu um crime e não quem tenderia a cometê-lo, como propõe essa terceira proposta que recusa.[carece de fontes?]

Posições políticas de Kim Kataguiri
Não Cotas raciais Não Alistamento militar obrigatório Sim Revogação do auxílio-reclusão[31] Sim Reforma Trabalhista[32] Sim Reforma da Previdência[33] Sim Reforma tributária Sim Revogação de leis inúteis ? Prisão perpétua
Não Aborto [34] Não Fundo partidário[35][36] Sim Revogação do Estatuto do Desarmamento [37][38] SimImprensa livre Sim Militarização de escolas [39] Sim PEC 241 Sim Trabalho e Formação Educacional nos Presídios [40] ? Castração química
Não Reforma agrária [41] Não PEC 2516 [42] Não Imposto sindical[43][44][45] Sim Democracia [46][47] Sim Legalização de drogas [48] Sim Reforma política Sim Redução da maioridade penal [49] ? Pena de morte
Não Intervenção militar Não Voto obrigatório Sim Escola Sem Partido[50] Sim Voto distrital Sim Privatização Sim Fortalecimento do Federalismo Sim Liberdade religiosa Não Lei Rouanet
Não Auxílio Moradia Parlamentar Não Impeachment de Michel Temer Sim Reforma do judiciário Sim Maior Investimento no Ensino Básico [51] Sim Escola Gratuita [51] Sim Impeachment de Dilma Rousseff [52] Sim Parlamentarismo [53] Sim 10 Medidas contra a corrupção[54]

Controvérsias

Ao mencionar suas qualificações, afirmou ter abandonado o curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do ABC,[55] alegando que "sabia mais que o professor, que não conhecia nem Milton Friedman, e o pessoal me chamava de reacinha".[56][57]

Em resposta aos comentários de Kataguiri, o professor Ramon Vicente Garcia Fernandez, coordenador do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do ABC, foi procurado pelo portal iG e disse: "Esse aluno não teve contato com nenhum professor de economia da nossa faculdade. Temos disciplinas como história do pensamento econômico que passam pelos economistas liberais". O coordenador explicou que ele foi apenas aluno de bacharelado em Ciências e Humanidades, curso de ingresso na Universidade Federal do ABC, ao término do qual é possível escolher matricular-se nos cursos de Filosofia, Ciências Econômicas e Políticas Públicas.[58][59]

Em dezembro de 2015, postou em seu Twitter uma foto ao lado de Ney Matogrosso, no qual dizia que o cantor apoiava as manifestações pró-impeachment de Dilma Rousseff. No dia seguinte, Ney Matogrosso desmentiu Kataguiri, qualificando-o como "imbecil", dizendo que o mesmo o havia abordado em uma lanchonete, dizendo que era seu fã e pediu para tirar uma foto com o cantor, sem mencionar nada sobre manifestação alguma.[60] Em outubro de 2016, uma decisão judicial ordenou a retirada de toda postagem que envolvesse o nome de Ney Matogrosso com o MBL, bem como de seu líder, do Facebook, Google, Twitter e do site do MBL.[61]

Ver também

Referências

  1. Paulo Germano. «O avanço da nova direita: quem são e como pensam jovens líderes que influenciam multidões pelo país». clickrbs. Consultado em 10 de fevereiro de 2017. 
  2. a b Thiago Ney (12 de março de 2015). «Roqueiro e ativista na web, líder anti-Dilma defende privatizar saúde e educação». iG São Paulo. Consultado em 16 de março de 2015. 
  3. a b «Kim Kataguiri, criador do Movimento Brasil Livre, está entre os jovens mais influentes do mundo». Gazeta do Povo. Consultado em 9 de fevereiro de 2017. 
  4. Agência Pública (25 de Junho de 2015). «A Roupa Nova da Direita». Carta Capital. Consultado em 15 de Julho de 2015. 
  5. «Colunistas kim kataguiri». Folha de S.Paulo. Uol. Consultado em 9 de fevereiro de 2017. 
  6. «Kim Kataguiri Coordenador Nacional do Movimento Brasil Livre». Huff Post Brasil. Consultado em 9 de fevereiro de 2017. 
  7. Lawrence W. Reed (5 de junho de 2015). «Millions in Brazil Follow a Teen Leader to Freedom» (em inglês). FEE - Foundation for Economic Education. Consultado em 15 de julho de 2015. 
  8. The Associated Press (30 de março de 2015). «Teen Libertarian Is Face of Brazil`s Young Free-Market Right». The New York Times. Consultado em 31 de março de 2015. 
  9. «Meet the Teen Spearheading Brazil's Protests Against its President». Time. 27 de outubro de 2015 
  10. «The 30 Most Influential Teens of 2015: Kim Kataguiri, 19». Time. 27 de outubro de 2015 
  11. «Kim Kataguiri é um dos 30 jovens mais influentes, diz Time | EXAME.com - Negócios, economia, tecnologia e carreira». exame.abril.com.br. Consultado em 9 de fevereiro de 2017. 
  12. «Revista americana Time inclui Kim Kataguiri em lista de jovens mais influentes de 2015». revistaepoca.globo.com 
  13. http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-03-12/roqueiro-e-ativista-na-web-lider-anti-dilma-defende-privatizar-saude-e-educacao.html
  14. https://veja.abril.com.br/politica/quais-sao-e-como-pensam-os-movimentos-que-vao-para-a-rua-contra-dilma-no-domingo/
  15. «Kim Kataguiri, do MBL, diz que será candidato a deputado federal pelo DEM» 
  16. «Kim Kataguri é eleito deputado federal em São Paulo». Huff Post. 7 de outubro de 2018. Consultado em 7 de outubro de 2018. 
  17. Kim Kataguiri anunciará candidatura à presidência da Câmara. Folha de S.Paulo.
  18. «Um dos coordenadores do MBL, Kim Kataguiri, explica ato e marcha do grupo». G1. Globo.com. Consultado em 9 de fevereiro de 2017. 
  19. Paula Resende. «Após ser atropelado, líder do MBL critica motorista: 'Irresponsabilidade'». G1. Globo.com. Consultado em 9 de fevereiro de 2017. 
  20. «"Manifestantes têm perspectiva de mudança", diz Kim Kataguiri». Jovem Pan. 13 de março de 2016. Consultado em 9 de fevereiro de 2017. 
  21. O Estado de S.Paulo (13 de março de 2016). «Maior manifestação da história do País aumenta pressão por saída de Dilma». Estadão. Consultado em 9 de fevereiro de 2017. 
  22. O Estado de S.Paulo (13 de março de 2016). «Maior manifestação da história do País aumenta pressão por saída de Dilma». Estadão. Consultado em 9 de fevereiro de 2017. 
  23. «MBL monta contraofensiva para desocupar escolas no Paraná». El Pais. Consultado em 9 de fevereiro de 2017. 
  24. Moacir Moreira (29 de outubro de 2016). «MBL de SC promove ações para desocupação das escolas invadidas». DC. Consultado em 9 de fevereiro de 2017. 
  25. «MBL, pais e alunos impedem invasão de escola em Florianópolis». Jornal Livre. 1 de novembro de 2016. Consultado em 9 de fevereiro de 2017. 
  26. «MBL protesta na sede do Facebook: 'Vai ter publicação liberal e conservadora, sim'». HuffPost Brasil. 26 de julho de 2018 
  27. «QUEM É ESSE MOLEQUE PARA ESTAR NA FOLHA?». Livraria Cultura. Consultado em 6 de Outubro de 2017. 
  28. «Kim Kataguiri ataca esquerda e PT em livro a ser lançado neste domingo». Folha de S. Paulo. Uol. Consultado em 6 de outubro de 2017. 
  29. «Holiday - E se rolasse uma INTERVENÇÃO MILITAR?». MBL Canal. Consultado em 14 de junho de 2018. 
  30. «Kim Kataguiri - VOTO IMPRESSO!». MBL Canal. Consultado em 14 de junho de 2018. 
  31. «Kim Kataguiri: Deputado de esquerda quer gerar novos benefícios para presidiários (MBL Canal)». Maio de 2018. Consultado em 11 de junho de 2018. 
  32. «As 4 maiores mentiras sobre a reforma trabalhista (MBL Canal)». Maio de 2018. Consultado em 11 de junho de 2018. 
  33. «Conheça a Reforma da Previdência do MBL». Maio de 2018. Consultado em 11 de junho de 2018. 
  34. «STF Descriminaliza aborto e abusa do poder, por Kim kataquiri (MBL)». MBL Canal 00h00min55seg. Consultado em 13 de junho de 2018. 
  35. «Vergonha: fundo partidário foi usado para bancar luxos de caciques». MBL Canal. Consultado em 14 de junho de 2018. 
  36. «Deputado petista quer fundo partidário de 3 BILHÕES pago com seu dinheiro». MBL Canal. Consultado em 14 de junho de 2018. 
  37. «Kim kataguiri do MBL - Crise na Segurança Publica x Desarmamentistas». Movimento Brasil Livre. Consultado em 13 de junho de 2018. 
  38. «Armas matam? Fizemos o teste! (MBL Canal)». Movimento Brasil Livre. Consultado em 13 de junho de 2018. 
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  40. «Kim Kataguiri fala sobre segurança pública». Movimento Brasil Livre Canal. Consultado em 13 de junho de 2018. 
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  55. Barboza, Mariana Queiroz (15 de março de 2015). «Isto É Entrevista». Consultado em 16 de janeiro de 2016. 
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  57. «Principais líderes». Folha de S.Paulo. UOL. 9 de março de 2015. Consultado em 27 de janeiro de 2016. 
  58. Ney, Thiago (12 de março de 2015). «Roqueiro e ativista na web, líder anti-Dilma defende privatizar saúde e educação». Último segundo. iG São Paulo. Consultado em 16 de março de 2015. 
  59. «Meet the Teen Spearheading Brazil's Protests Against its President». Time. 27 de outubro de 2015 
  60. «Líder do MBL causa polêmica ao postar foto com Ney Matogrosso». O Estado de São Paulo. 18 de outubro de 2016 
  61. «Justiça manda tirar do Facebook posts do líder do MBL sobre Ney Matogrosso». Diário de Pernambuco. 18 de outubro de 2016 

Ligações externas