Carlos Zarattini

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Carlos Zarattini
Carlos Zarattini em agosto de 2016.
Deputado federal por São Paulo
Período 1º de fevereiro de 2007
até atualidade
Deputado estadual de São Paulo
Período 1º de fevereiro de 1999
até 31 de janeiro de 2003
Dados pessoais
Nascimento 8 de junho de 1959 (59 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Universidade de São Paulo
Partido PT
Profissão economista

Carlos Alberto Rolim Zarattini (São Paulo, 8 de junho de 1959) é um político brasileiro. Filiado ao Partido dos Trabalhadores, é o líder do partido na Câmara dos Deputados do Brasil. É filho do também político Ricardo Zarattini[1] e sobrinho do ator Carlos Zara, ambos falecidos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Zarattini é Economista formado pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Engenharia de Transportes.

Participou da reorganização dos estudantes secundaristas na década de 70 e trabalhou como gráfico na Editora Abril e na Folha de S. Paulo, período no qual fez parte da oposição sindical dos gráficos.

Foi filiado ao PMDB entre 1982 e 1985, e ao PCB entre 1985 e 1987.[1] Em 1987 se filiou ao PT, assumindo sua primeira atividade parlamentar em 1995 ao ser eleito vereador na Câmara Municipal de São Paulo, na qual ganhou notoriedade ao elaborar e garantir a aprovação da proposta que estabeleceu o Bilhete Único do sistema de transporte público.

Em 1998 foi eleito deputado estadual e atuou com ênfase na área de Educação. Na gestão de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo foi Secretário Municipal do Transporte e mais tarde comandou a Secretaria de Subprefeituras. Foi membro do Diretório Nacional (1997-2003) do PT e exerceu outros cargos de direção em nível estadual e municipal.

Elegeu-se deputado federal em 2006[1] e foi o autor da Lei da Tarifa Social de Energia Elétrica, beneficiando milhares de famílias de baixa renda em todo o país.[carece de fontes?]

Reeleito em 2010 com mais de 200 mil votos, na legislatura 2011-2015 foi vice-líder da bancada do PT e atuou com ênfase nas comissões de Minas e Energia e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Coordenou os grupos de trabalho de Negociação dos Royalties e do Código Penal Militar. Presidiu a Comissão Especial de Aplicação dos Recursos dos Royalties (PL 0323/07) e a Frente Parlamentar da Defesa Nacional.

Em 2014, Carlos Zarattini foi reeleito para o terceiro mandato na Câmara com 138.286 votos. Na atual legislatura, é vice-líder do governo na Câmara e relator da Medida Provisória 664/14, que altera as regras para concessão de pensão por morte e auxílio-doença. Foi autor do pedido de criação da comissão parlamentar de inquérito, CPI, do sistema carcerário brasileiro. Além disso, é 2º vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, presidente da Frente Parlamentar Mista da Defesa Nacional, vice-presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Mídia Regional e integrante da Comissão Especial que está discutindo a Reforma Política.

Em 2017 foi autor de um projeto que impõe uma série de regulamentações à atuação dos aplicativos, como a utilização de placas vermelhas pelos carros, como os táxis, além da necessidade de uma autorização específica do poder público municipal para a prestação do serviço.

As prefeituras poderiam, por exemplo, limitar o número de carros operando nesse modelo, o que aproximaria o modelo ao de táxis tradicionais e eliminaria a lógica das empresas, que buscam ter o maior número de carros nas ruas, tentando eliminar por meio da tecnologia as ineficiências do sistema.

As empresas dizem que não teriam condições de atuar no modelo proposto pelo projeto. Elas afirmam não ser contra regulamentação, cobrança de impostos ou fiscalização, mas que essas propostas não podem esvaziar o modelo de negócios no qual operam, que fez com que se tornassem tão populares.

As empresas dizem que não teriam condições de atuar no modelo proposto pelo projeto. Elas afirmam não ser contra regulamentação, cobrança de impostos ou fiscalização, mas que essas propostas não podem esvaziar o modelo de negócios no qual operam, que fez com que se tornassem tão populares. As empresas também dizem que falta debate público sobre o assunto, já que a proposta tramita em regime de urgência e pode ser votada a qualquer momento. Há duas semanas, o Uber entregou 815.000 assinaturas contra a aprovação deste projeto e apoiando outro, de autoria das próprias empresas. Para que a proposta fosse apresentada oficialmente como de autoria popular, seriam necessárias 1,4 milhão de assinaturas. Junto com a 99 e a Cabify, os três apps lançaram a campanha Juntos pela Mobilidade, em que motoristas ajudavam a recolher as assinaturas dos clientes. Mas apenas o que o Uber recolheu foi entregue ao Congresso no dia. O projeto foi aprovado na Câmara em um momento de apagão das áreas de relações governamentais das empresas, principalmente do Uber, que tratavam de outro projeto, no Senado, apresentado pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES). O atropelo imposto pela proposta de Zarattini acabou pegando todos de surpresa.

Escândalos[editar | editar código-fonte]

Em 2002 foi acusado por um empresário de empresas de ônibus, de fazer transferência irregular de mais de R$ 1 MILHÃO da Secretaria de Transportes de São Paulo para empresas de ônibus. Cabe registrar que o empresário que acusou Zarattini era filiado ao PT e foi coordenador de campanha de Ricardo Zarattini (pai de Carlos) a Deputado Federal. O Ministério Público Estadual instaurou inquérito para investigar Zarattini que perdeu o cargo de Secretário.

Outro escândalo em que o deputado petista foi envolvido, ocorreu em 2006. Operadores do Vai e Volta, projeto de transporte escolar gratuito da capital paulista, forçariam mães de alunos a preencherem um formulário, junto com propaganda de Zarattini, como maneira de garantir o benefício ao filho. A propaganda entregue pelos perueiros às mães dos alunos, também pediam votos para Lula (presidente), Mercadante (governador), Eduardo Suplicy (senador) e exaltava as realizações de Marta Suplicy na prefeitura.

A mulher de Carlos Zarattini, Maria Aparecida Perez, também se envolveu em escândalos na gestão Marta. Ela foi secretária de Educação e foi acusada pelo Ministério Público de fraude e superfaturamento de contrato com a Fundação Getúlio Vargas e a Secretaria da Educação do Município de São Paulo em 2003. Quando Secretária da Educação da gestão Marta, Maria Aparecida contratou sem licitação a ONG Grupo de Trabalho e Pesquisa e Orientação Sexual (GTPOS) fundada pela prefeita em 1987. Os contratos foram de mais de R$ 1,6 MILHÃO. Em 2008, após a repercussão na mídia sobre o programa eleitoral de Marta que questionava o estado civil do candidato à reeleição Gilberto Kassab, Carlos Zarattini que era o coordenador geral da campanha petista, divulgou nota assinada por ele acusando a imprensa por uma suposta distorção no sentido da propaganda. Dois anos depois, Marta em um programa de TV pediu desculpas publicamente ao Kassab.

Referências

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