Arlindo Chinaglia

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Arlindo Chinaglia
Arlindo Chinaglia em 2006
Deputado Federal por  São Paulo
Período 1º de fevereiro de 1995
até a atualidade
Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil
Período 1º de fevereiro de 2007
a 2 de fevereiro de 2009
Antecessor(a) Aldo Rebelo
Sucessor(a) Michel Temer
Deputado estadual de  São Paulo
Período 1991 a 1994
Dados pessoais
Nascimento 24 de dezembro de 1949 (67 anos)
Serra Azul, (SP), Brasil
Alma mater Universidade de Brasília
Partido PT (1980-)
Profissão Médico

Arlindo Chinaglia Junior (pronúncia AFI: [kiˈnaʎa]; Serra Azul, 24 de dezembro de 1949) é um médico e político brasileiro. Filiado ao Partido dos Trabalhadores, é Deputado Federal e Presidente do Parlamento do Mercosul[1]. Presidiu a Câmara dos Deputados entre fevereiro de 2007 e fevereiro de 2009.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Graduado em Medicina pela Universidade de Brasília com especialização em Saúde pública, presidiu a CUT e Sindicato dos Médicos, ambos do estado de São Paulo.[2] Foi fundador do Partido dos Trabalhadores.

Foi eleito deputado estadual em 1990 e, pela quinta legislatura consecutiva, é deputado federal. Destacou-se durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Ficou conhecido como proponente de Comissões Parlamentares de Inquérito.

Entre 2001 e 2002, exerceu o cargo de Secretário de Implementação das Subprefeituras, na prefeitura de São Paulo.

Presidente da Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Na legislatura 2007-2009 foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, prometendo combater os "detratores" do Congresso Nacional. Disse à revista britânica The Economist: "quem quer que ataque o Parlamento ...também ataca a democracia".[3] Ao deixar o mandato, pediu desculpas aos deputados pelo excesso de rigor no comando da casa.[4]

Denúncias de Corrupção[editar | editar código-fonte]

O deputado é suspeito de cobrar propina da Odebrecht em troca da liberação de uma obra, segundo inquérito autorizado pelo ministro o STF Edson Fachin, e cujos valores chegaram a R$ 10 milhões. Os delatores da Odebrecth relataram terem destinado pagamento um total de R$ 50 milhões a um grupo de quatro parlamentares para auxiliarem a Odebrecht e Andrade Gutierrez a vencerem a licitação da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio e aparar arestas com o governo federal. Um dos nome era o de Chinaglia, na época presidente da Câmara dos Deputados, que recebeu R$ 10 milhões; os outros eram o então deputado Eduardo Cunha (R$ 20 milhões), o senador Romero Jucá (R$ 10 milhões), e o deputado Sandro Mabel (R$ 10 milhões). Os valores seriam pagos pelas duas construtoras, de acordo com sua fatia no consórcio que ganhou a licitação. Segundo os delatores, Chinaglia ainda reclamou em 2014 que os valores não estavam sendo pagos. A Odebrecht acionou o "Setor de Operações Estruturadas", conhecido como "departamento de propinas", e destinou R$ 2,5 milhões ao deputado. Nas planilhas de pagamento de propinas da empresa, o deputado era apelidado de "Grisalho". [5]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. «Arlindo Chinaglia assume presidência do Parlamento do Mercosul». Agência Brasil - Últimas notícias do Brasil e do mundo 
  2. «Chinaglia tenta vencer Cunha e clima anti-PT para presidir Câmara». BOL. 23 de janeiro de 2015 
  3. «Parliament or pigsty?». The Economist. 8 de fevereiro de 2007. ISSN 0013-0613 
  4. «Chinaglia se emociona em discurso de despedida». Folha UOL. 2 de fevereiro de 2009 
  5. «Delação da Odebrecht: Arlindo Chinaglia é suspeito de cobrar propina para liberar obra». Globo.com. 12 de abril de 2017. Consultado em 17 de abril de 2017 
Precedido por
Aldo Rebelo
Presidente da Câmara dos Deputados
2007–2009
Sucedido por
Michel Temer