Arlindo Chinaglia
Arlindo Chinaglia | |
|---|---|
Arlindo Chinaglia em 2006. | |
| Deputado federal por São Paulo | |
| Período | 1º de fevereiro de 1995 a atualidade (8 mandatos consecutivos) |
| Legislatura | 50.ª, 51.ª, 52.ª, 53.ª, 54.ª, 55.ª, 56.ª, 57.ª |
| 13.º e 25.º Presidente do Parlamento do Mercosul | |
| Período | 1°- 1º de dezembro de 2016 até 31 de dezembro de 2017 2°- 1° de janeiro de 2025 até a atualidade |
| Antecessor(a) | 1°- Jorge Taiana 2ª- Fabiana Martin |
| Sucessor(a) | Tomás Enrique Bittar Navarro |
| 106.º Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil | |
| Período | 1º de fevereiro de 2007 a 2 de fevereiro de 2009 |
| Antecessor(a) | Aldo Rebelo |
| Sucessor(a) | Michel Temer |
| Deputado estadual de São Paulo | |
| Período | 1º de fevereiro de 1991 a 1º de fevereiro de 1995 |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 24 de dezembro de 1949 (76 anos) Serra Azul, SP |
| Alma mater | Universidade de Brasília |
| Prêmio(s) | Ordem do Mérito Militar[1] |
| Partido | PT (1980–presente) |
| Profissão | médico, político |
Arlindo Chinaglia Junior GOMM (pronúncia AFI: [kiˈnaʎa]; Serra Azul, 24 de dezembro de 1949) é um médico e político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores. É deputado federal por São Paulo há oito mandatos, sendo presidente da Câmara dos Deputados entre 2007 e 2009 e Presidente do Parlamento do Mercosul desde 1º de janeiro de 2025.[2] Foi também deputado estadual do mesmo estado e Presidente do Parlamento do Mercosul em 2016.[3]
Biografia
[editar | editar código]De origem italiana, graduou-se em medicina pela Universidade de Brasília (UnB), com especialização em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e com residência em Radiodiagnóstico pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE).
Ao longo de sua trajetória, foi membro fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), presidente da Câmara dos Deputados (2007-2009), do Parlamento do Mercosul (2017-2018 e 2025), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado de São Paulo (1988-1990) e do Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (1984-1990). Foi reeleito para um terceiro mandato no sindicato antes de se afastar para candidatar-se a deputado estadual em 1990, sendo eleito para a Assembleia Legislativa de São Paulo e exercendo o mandato de 1991 a 1995. Em seguida, foi eleito deputado federal, cargo que ocupa desde 1995. Durante a gestão de Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo, atuou como Secretário das Subprefeituras, sendo responsável pela implementação desse modelo administrativo, que aproximou os serviços públicos das comunidades.
Na Câmara dos Deputados, ocupou os cargos de líder e vice-líder do Partido dos Trabalhadores (PT), além de ter sido líder dos governos Lula e Dilma. Também foi relator-geral do Orçamento e presidente da Comissão Especial do Pré-Sal.
Assembleia Legislativa de São Paulo
[editar | editar código]Nas eleições de 1990, Chinaglia candidatou-se pelo PT à Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP). Foi eleito em último lugar, com 13 143 votos (0,08%). Foi eleito deputado estadual em último lugar, parcialmente devido à baixa adesão ao partido nas urnas estaduais daquele ano.
Câmara dos Deputados
[editar | editar código]Nas eleições de 1994, com mais que o dobro dos votos (28 323; 0,15%), foi eleito deputado federal por São Paulo. Nas eleições de 1998, novamente dobrou seu eleitorado, sendo reeleito com 56 672 votos (0,36%) Destacou-se durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995–2002). Ficou conhecido como proponente de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Entre 2001 e 2002, exerceu o cargo de Secretário de Implementação das Subprefeituras, na prefeitura de São Paulo.
Nas eleições de 2002, foi novamente reeleito para um terceiro mandato, dessa vez alcançando 136 402 votos (0,69%). Em 2004, Chinaglia foi admitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao grau de Grande-Oficial especial da Ordem do Mérito Militar.[1] Nas eleições de 2006, foi reeleito com 170 008 votos (0,84%).
Presidente da Câmara dos Deputados
[editar | editar código]Na legislatura 2007–2009 foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, prometendo combater os "detratores" do Congresso Nacional. Disse à revista britânica The Economist: "quem quer que ataque o Parlamento… também ataca a democracia".[4] Ao deixar o mandato, pediu desculpas aos deputados pelo excesso de rigor no comando da casa.[5]
Nas eleições de 2010, foi reeleito para um quinto mandato com 207 465 votos (0,97%). Nas eleições de 2014, registrou sua primeira queda: embora eleito, perdeu parte dos votos no estado para o palhaço Tiririca, que compôs a coligação entre o antigo Partido da República (PR, atual PL) e o PT. Nesse ano, foi eleito com 135 772 votos (0,64%).
Foi reeleito para seu sétimo mandato nas eleições de 2018, mas com seu pior resultado eleitoral desde 1998. Debilitado nas urnas por um suposto envolvimento na Operação Lava Jato e pela vitória de Eduardo Bolsonaro como o mais votado da história, seu companheiro de partido Rui Falcão foi o mais bem-visto pelos petistas paulistas, enquanto que Chinaglia recebeu apenas 87 449 votos (0,41%).
Caso Odebrecht
[editar | editar código]O deputado é suspeito de cobrar propina da Odebrecht em troca da liberação de uma obra, segundo inquérito autorizado pelo ministro o STF Edson Fachin, e cujos valores chegaram a R$ 10 milhões. Os delatores da Odebrecth (atual Novonor) relataram terem destinado pagamento um total de R$ 50 milhões a um grupo de quatro parlamentares para auxiliarem a Odebrecht e Andrade Gutierrez a vencerem a licitação da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio e aparar arestas com o governo federal. Um dos nome era o de Chinaglia, na época presidente da Câmara dos Deputados, que recebeu R$ 10 milhões; os outros eram o então deputado Eduardo Cunha (R$ 20 milhões), o senador Romero Jucá (R$ 10 milhões), e o deputado Sandro Mabel (R$ 10 milhões). Os valores seriam pagos pelas duas construtoras, de acordo com sua fatia no consórcio que ganhou a licitação. Segundo os delatores, Chinaglia ainda reclamou em 2014 que os valores não estavam sendo pagos. A Odebrecht acionou o "Setor de Operações Estruturadas", conhecido como "departamento de propinas", e destinou R$ 2,5 milhões ao deputado. Nas planilhas de pagamento de propinas da empresa, o deputado era apelidado de "Grisalho".[6]
Ver também
[editar | editar código]- Eleições estaduais em São Paulo em 1990
- Eleições estaduais em São Paulo em 1994
- Eleições estaduais em São Paulo em 1998
- Eleições estaduais em São Paulo em 2002
- Eleições estaduais em São Paulo em 2006
- Eleição para mesa diretora da Câmara dos Deputados do Brasil em 2007
- Eleições estaduais em São Paulo em 2010
- Eleições estaduais em São Paulo em 2014
- Eleição para mesa diretora da Câmara dos Deputados do Brasil em 2015
- Eleições estaduais em São Paulo em 2018
Referências
- ↑ a b Brasil, Decreto de 8 de abril de 2004.
- ↑ «Deputado Arlindo Chinaglia assume presidência do Parlamento do Mercosul em 2025 - Rádio Câmara». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 13 de fevereiro de 2025
- ↑ Rodrigues, Alex (1 de dezembro de 2016). «Arlindo Chinaglia assume presidência do Parlamento do Mercosul». Agência Brasil
- ↑ «Parliament or pigsty?». The Economist. 8 de fevereiro de 2007. ISSN 0013-0613
- ↑ Giraldi, Renata (2 de fevereiro de 2009). «Chinaglia se emociona em discurso de despedida e pede desculpas por seu rigor». Folha de S. Paulo
- ↑ «Delação da Odebrecht: Arlindo Chinaglia é suspeito de cobrar propina para liberar obra». G1. 12 de abril de 2017. Consultado em 5 de dezembro de 2017
Ligações externas
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| Precedido por Aldo Rebelo |
Presidente da Câmara dos Deputados 2007–2009 |
Sucedido por Michel Temer |
| Precedido por Jorge Taiana |
Presidente do Parlamento do Mercosul 2016–2017 |
Sucedido por Tomás Enrique Bittar Navarro |
- Nascidos em 1949
- Alunos da Universidade de Brasília
- Brasileiros de ascendência italiana
- Deputados estaduais de São Paulo
- Deputados federais do Brasil por São Paulo
- Grandes-Oficiais da Ordem do Mérito Militar
- Médicos do estado de São Paulo
- Membros do Partido dos Trabalhadores
- Naturais de Serra Azul
- Parlamentares do Mercosul pelo Brasil
- Presidentes da Câmara dos Deputados do Brasil
- Presidentes do Parlamento do Mercosul
- Membros do Partido dos Trabalhadores do Estado de São Paulo
- Membros da Central Única dos Trabalhadores