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José Martiniano Pereira de Alencar

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 Nota: Se procura o escritor, veja José de Alencar.
José Martiniano Pereira de Alencar
José Martiniano Pereira de Alencar
Presidente da Província do Ceará
Período6 de outubro de 1834 a 25 de novembro de 1837
Antecessor(a)Inácio Correia de Vasconcelos
Sucessor(a)João Facundo de Castro Menezes
Presidente da Província do Ceará
Período20 de outubro de 1840 a 6 de abril de 1841
Antecessor(a)João Facundo de Castro Meneses
Sucessor(a)João Facundo de Castro Meneses
11° Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil
Período11 de julho de 1831 a 16 de maio de 1832
Antecessor(a)Martim Ribeiro de Andrada
Sucessor(a)Antônio Paulino Limpo de Abreu
Senador pela Província do Ceará
Período2 de maio de 1832 a 15 de março de 1860
Dados pessoais
Nascimento6 de outubro de 1794
Crato, Brasil Colônia
Morte15 de março de 1860
Rio de Janeiro, Império do Brasil
ProgenitoresMãe: Bárbara Pereira de Alencar
Pai: José Gonçalves dos Santos
CônjugeAna Josefina de Alencar
OcupaçãoPadre, jornalista e político

José Martiniano Pereira de Alencar (Crato, 16 de outubro de 1794Rio de Janeiro, 15 de março de 1860) foi um padre, jornalista e político brasileiro. É o pai do escritor José de Alencar e do diplomata Leonel Martiniano de Alencar, barão de Alencar.[1][2]

Membro da Revolução Pernambucana ao lado de sua mãe, Bárbara Pereira de Alencar, também participou da Confederação do Equador. Foi senador pelo Ceará e, posteriormente, governador da província, entre 1834 e 1837, e novamente de 1840 a 1841.[3]

Biografia

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Nasceu no Crato em 16 de outubro de 1794, filho do capitão José Gonçalves dos Santos e de Bárbara Pereira de Alencar. Seus pais eram grandes proprietários de terra no Ceará. Tornou-se padre ainda jovem, provavelmente aos vinte anos. Junto com sua mãe, Bárbara de Alencar, e seus irmãos, Tristão Gonçalves e Carlos José dos Santos, participou da revolução de 1817 e da Confederação do Equador.[4][5] Também teve papel crucial na Independência do Brasil. Sua atuação nesse evento, em apoio a Pedro I do Brasil, garantiu-lhe sucesso e longevidade política nos anos seguintes.[6]

Ruínas do primeiro engenho a vapor do Ceará, construído por José Martiniano Alencar

Foi nomeado senador pela província do Ceará em 2 de maio de 1832, cargo que exerceu até sua morte, com mandato vitalício. Também foi presidente da província do Ceará em duas ocasiões: de 6 de outubro de 1834 a 25 de novembro de 1837 e de 20 de outubro de 1840 a 6 de abril de 1841.[7] Antes da Primeira República Brasileira, o Brasil Imperial era composto por províncias, não estados, e estas eram governadas por presidentes, e não por governadores como hoje. Em 1834, fundou a Loja Maçônica "União e Beneficência" em Fortaleza.[8][9]

Sua casa, conhecida como Casa de José de Alencar, é um monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Localiza-se no bairro Messejana, no município de Fortaleza, e foi residência particular de José de Alencar durante o período em que foi presidente da província.[10]

Descendência

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Apesar de ser padre, manteve uma relação amorosa com sua prima em primeiro grau, Ana Josefina de Alencar.[11] Dessa união, nasceram os seguintes filhos:

  • José Martiniano de Alencar – casou-se em 1864 com Georgiana Augusta da Gama Cochrane, com descendência. Foi um político e escritor de grande influência, ícone da literatura brasileira até os dias atuais.
  • Leonel Martiniano de Alencar – não se casou oficialmente, mas teve pelo menos quatro filhos com a boliviana Gregoria Eloísa Ayoroa Deheza. Também foi um político e diplomata influente, agraciado com o título de nobreza por Pedro II do Brasil.
  • Tristão de Alencar
  • Maria de Alencar – casou-se com José Collaço Brandão de Veras, com descendência.
  • Joaquina de Alencar – casou-se em 1863 com Joaquim Bento de Sousa Andrade.
  • Agustina de Alencar
  • Carlos de Alencar – casou-se várias vezes e deixou descendência.

Todos esses filhos foram reconhecidos por José Martiniano Pereira de Alencar em seu testamento como sendo seus com sua prima Ana Josefina de Alencar.

Ver também

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Referências

  1. Meneses, Erigutemberg (31 de março de 2021). Padre Verdeixa. [S.l.]: Clube de Autores. ISBN 978-65-00-19993-2 
  2. Cavalcante, Rogério (12 de dezembro de 2010). Siará. [S.l.]: Clube de Autores. ISBN 978-85-907853-3-0 
  3. Mota, Carlos Guilherme (8 de abril de 2022). Nordeste 1817: Estruturas e Argumentos. [S.l.]: Editora Perspectiva S/A. ISBN 978-65-5505-099-8 
  4. Kahler, Mary Ellis (1968). Relations Between Brazil and the United States, 1815-1825: With Special Reference to the Revolutions of 1817 and 1824 (em inglês). [S.l.]: American University, Washington, D.C. 
  5. Fagundes, Morivalde Calvet (1989). Subsídios para a história da literatura maçônica brasileira: século XIX. [S.l.]: Editora da Universidade de Caxias do Sul. ISBN 978-85-7061-077-5 
  6. Sena, Gilvania (2013). A transgressão feminina em Senhora e Lucíola de José de Alencar. [S.l.]: biblioteca24horas. ISBN 978-85-416-0331-7 
  7. Fridman, Fania; Ferreira, Carlos H. C. (3 de janeiro de 2024). URBANIZAÇÕES BRASILEIRAS - 1800 - 1850. [S.l.]: Letra Capital Editora. ISBN 978-85-7785-905-4 
  8. Nogueira, Nonato (29 de setembro de 2021). História Do Ceará (em inglês). [S.l.]: Clube de Autores 
  9. MAGALHÃES, Zelito Nunes (2008). História da Maçonaria do Ceará. Fortaleza: Grande Loja Maçônica do Estado do Ceará. 17 páginas 
  10. Rogero, Tiago (21 de outubro de 2024). projeto Querino: um olhar afrocentrado sobre a história do Brasil. [S.l.]: Fósforo. ISBN 978-65-6000-059-9 
  11. Entre livros. [S.l.]: Duetto Editorial. 2005 

Ligações externas

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Precedido por
Inácio Correia de Vasconcelos
Presidente da província do Ceará
1834 — 1837
Sucedido por
João Facundo de Castro Meneses
Precedido por
João Facundo de Castro Meneses
Presidente da província do Ceará
1840 — 1841
Sucedido por
João Facundo de Castro Meneses