Ibsen Pinheiro

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Ibsen Pinheiro
40.º Presidente da Câmara dos Deputados
Período 2 de fevereiro de 1991
até 2 de fevereiro de 1993
Antecessor(a) Antônio Paes de Andrade
Sucessor(a) Inocêncio Gomes de Oliveira
Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul
Período 1 de fevereiro de 2007
até 1 de fevereiro de 2011
Período 1 de fevereiro de 1983
até 18 de maio de 1994
Deputado Estadual do Rio Grande do Sul
Período 1 de janeiro de 1979
até 1 de janeiro de 1983
Dados pessoais
Nascimento 5 de julho de 1935 (82 anos)
São Borja, Rio Grande do Sul
Alma mater Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Partido PMDB (1980-atualmente)
MDB (1966-1979)
Profissão Procurador de Justiça e jornalista

Ibsen Valls Pinheiro (São Borja, 5 de julho de 1935) é um jornalista, advogado e político brasileiro, filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Foi promotor de justiça e procurador de justiça. É deputado estadual no Rio Grande do Sul. Foi presidente da Câmara dos Deputados durante o processo de impeachment de Fernando Collor de Mello. Após ser acusado de enriquecimento ilícito e irregularidades fiscais, teve o seu mandato cassado.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Ricardo Pinheiro Bermudes e Lilia Valls Pinheiro. Formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) na década de 1960.[2]

Na política começou em 1976, quando foi eleito vereador da cidade de Porto Alegre e, em 1978, deputado estadual, sempre pelo PMDB. A carreira como deputado federal pelo Rio Grande do Sul começou em 1982. Em 1986 foi eleito deputado constituinte e, de fevereiro de 1991 a fevereiro de 1992, foi o presidente da Câmara Federal, tendo conduzido o processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

Era um dos defensores das leis de reserva de mercado, e de medidas que protegiam a indústria brasileira à concorrência estrangeira, mas que impediam a sua modernização e ganho de competitividade.[carece de fontes?] Sendo contrário à abertura econômica, era tido por seus adversários como protecionista e "anacrônico".[carece de fontes?]

Em 1994, teve seu mandato cassado pela CPI que investigou as irregularidades no Orçamento da União, acusado pela revista Veja de participar do Escândalo dos Anões do Orçamento, um esquema de desvio de verbas, e condenado a ficar afastado da vida pública por oito anos.

Em 2000, o Supremo Tribunal Federal arquivou o processo em que era acusado de sonegação fiscal.[3]

Na primeira eleição em que concorreu após a retomada de seus direitos políticos, em 2002, concorreu a deputado federal, mas não se elegeu. Porém, em 2004, retornou à política, elegendo-se vereador de Porto Alegre, tendo sido o candidato mais votado naquela eleição. Em 2006, foi eleito novamente deputado federal. Aliado do governo Lula, votou a favor da CPMF, mas bateu de frente com os interesses do Presidente ao enviar em 2009 a Emenda Ibsen Pinheiro, que retirou royalties do petróleo dos estados produtores, para divisão igual entre os estados brasileiros.

Atualmente é deputado estadual e posicionou-se contra o impeachment de Dilma Rousseff.[4][5]

Ibsen Pinheiro também faz parte do conselho deliberativo do Sport Club Internacional e é procurador de Justiça aposentado.[6]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Antônio Paes de Andrade
Presidente da Câmara dos Deputados
1991 — 1993
Sucedido por
Inocêncio Gomes de Oliveira