Ivete Vargas

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Ivete Vargas
A deputada, em foto de 1979.
Deputada Federal por  São Paulo
Período 1951-1955
1955-1959
1959-1963
1963-1967
1967-1969
1983-1984
Vida
Nascimento 17 de julho de 1927
São Borja, RS
Morte 3 de janeiro de 1984 (56 anos)
São Paulo, SP
Dados pessoais
Esposo Paulo Guilherme Martins[1]
Partido PTB e MDB
Profissão jornalista
linkWP:PPO#Brasil

Cândida Ivete Vargas Martins (São Borja, 17 de julho de 1927São Paulo, 3 de janeiro de 1984) foi uma jornalista e política brasileira[1].

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida Cândida Ivete Vargas Tatsch, era filha de Newton Barbosa Tatsch e de Cândida Vargas. Sua mãe era sobrinha do presidente Getúlio Vargas.

Como jornalista iniciou carreira na cidade do Rio de Janeiro no jornal de seu avô, Viriato Dornelles Vargas. Trabalhou no jornal matutino paulista Folha da Manhã, atual Folha de S.Paulo.[1]

Embora pouco conhecida no estado de São Paulo, em 1950, foi eleita deputada federal pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) ajudada pelos votos de legenda e de seu parentesco com Getúlio Vargas. Tornou-se embaixatriz do Brasil em 1953 credenciada junto à Organização das Nações Unidas (ONU).[1]

Foi reeleita sucessivamente nos pleitos de 1954, 1958, 1962 e 1966,[2] sendo uma das primeiras parlamentares brasileiras. Em 1956, durante o governo de Juscelino Kubitschek, comandou a delegação de parlamentares brasileiros em visita aos países socialistas[1].

Presidiu a seção paulista do PTB, e à frente desta, organizou o Movimento Jan-Jan (Jânio-Jango) em 1960. Não apoiou o Golpe de 1964, todavia não foi teve seu mandato cassado neste primeiro momento. Presidiu o PTB paulista até a extinção da legenda em 1965, pelo AI-2. Após isso, aderiu ao MDB, tendo sido cassada em 16 de janeiro de 1969, pelo AI-5, desligou-se momentaneamente da vida política.

Em 1979, com reformas políticas destinadas a promover a redemocratização do país, presidiu uma das facções que disputaram o controle da sigla do PTB, com o grupo de Leonel Brizola, e finalmente, em 1980, por decisão do TSE, ganhou a disputa, e se tornou a Presidente Nacional do novo PTB. O grupo de Brizola passou então a organizar o Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Em 1980, lançou o livro "Por que fui cassada - Testemunho à nação", coletânea de seus discursos parlamentares. Atraiu poucas estrelas do velho PTB, além do ex-presidente Jânio Quadros (que chegou a ser eleito deputado federal pelo PTB paranaense), que disputou o governo de São Paulo, e alguns trabalhistas do estado do Rio de Janeiro.

Nas eleições de 1982, o PTB de Ivete elegeu treze deputados federais, somente em São Paulo (8) e no Rio de Janeiro (5); o PDT brizolista venceu as eleições para o Governo do Estado do Rio de Janeiro, mas somente elegeu 24 deputados: no Rio Grande do Sul (8) e no Rio de Janeiro (16). Ivete Vargas foi uma das deputadas federais mais votadas de São Paulo com mais de 276 mil votos, e assumiu a Liderança da Bancada em Brasília.

Morreu vítima de câncer.

Trabalhos publicados[editar | editar código-fonte]

  • Humanismo e renascimento. 1945.
  • Por que fui cassada; testemunho à nação. 1980.

Referências

  1. a b c d e Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Editora FGV, 2001.
  2. «Conheça os Deputados». Câmara dos Deputados. Consultado em 04 de agosto de 2013  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
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