Selma Arruda

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Selma Arruda
Senadora pelo Mato Grosso
Período 1° de fevereiro de 2019 a atualidade.
Dados pessoais
Nome completo Selma Rosane Santos Arruda
Nascimento 20 de janeiro de 1963 (56 anos)
Camaquã, Rio Grande do Sul
Alma mater UniRitter
Partido PSL
Profissão Juíza aposentada
Website Site oficial

Selma Rosane Santos Arruda (Camaquã, 20 de janeiro de 1963)[1] é uma magistrada aposentada e política brasileira, filiada ao Partido Social Liberal (PSL). Atuou por vinte e dois anos na magistratura no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), na 7ª Vara Criminal de Cuiabá,[2] até se aposentar em 2018.[3] Ganhou notoriedade por sentenciar prisões de políticos em Mato Grosso envolvidos em corrupção.[4] Nas eleições de 2018, foi eleita na primeira colocação como senadora por Mato Grosso.[5] Em 10 de abril de 2019, Selma Arruda e suplente foram cassados pelo TRE-MT por suposto uso de caixa 2 nas eleições de 2018, o qual determinou novas eleições na área. A decisão cabe recurso.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida em Camaquã, no Rio Grande do Sul, fez carreira e ganhou notoriedade como magistrada.[4] Em abril de 2018, filiou-se ao PSL,[6] e em outubro do mesmo ano, foi eleita sendo a senadora mais votada por Mato Grosso.[5] Por sua atuação rígida contra a corrupção, foi apelidada de "Moro de MT" (em referência ao juíz Sérgio Moro, que também atuou rigidamente contra a corrupção na Operação Lava Jato), e tem uma rotina de proteção com apoio de nove seguranças em razão das várias ameaças que recebe. Em 2015, a juíza decretou a prisão do ex-governador Silval Barbosa, na Operação Sodoma, da Polícia Federal.[2]

Em 10 de abril de 2019, teve o seu mandato cassado por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, tornando-a inelegível junto a seus suplentes, Gilberto Possamai e Clerie Fabiana. Contudo, a senadora ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral sem precisar deixar o mandato, enquanto a condenação é questionada judicialmente. Selma foi acusada de contratar propaganda irregular antes da campanha oficial e uso de caixa 2. [7] Ela disse que irá recorrer da decisão.[8]

Referências

  1. «Juiza Selma Arruda 170 (PSL) Senador | Mato Grosso | Eleições 2018». Gazeta do Povo. 3 de outubro de 2018. Consultado em 8 de outubro de 2018 
  2. a b Souza, André (24 de março de 2017). «Chamada de 'Moro de MT', juíza relata rotina protegida por 9 seguranças». G1. Consultado em 11 de outubro de 2018 
  3. Bachega, Jessica (23 de março de 2018). «Após 22 anos na magistratura, juíza Selma Arruda ingressa com pedido de aposentadoria». Hipernotícias. Consultado em 8 de outubro de 2018. Arquivado do original em 8 de outubro de 2018 
  4. a b «Juíza que ganhou notoriedade por mandar prender políticos em MT pede aposentadoria». G1. 23 de março de 2018. Consultado em 11 de outubro de 2018 
  5. a b «Juíza Selma Arruda (PSL) e Jayme Campos (DEM) são eleitos senadores por MT». G1. 7 de outubro de 2018. Consultado em 7 de outubro de 2018 
  6. Ferreira, Chico (5 de abril de 2018). «Selma Arruda se filia ao PSL para entrar na disputa eleitoral - veja vídeo». Gazeta Digital. Consultado em 11 de outubro de 2018 
  7. «TRE cassa mandato de senadora do PSL». O Antagonista. 10 de abril de 2019. Consultado em 10 de abril de 2019 
  8. «TRE-MT cassa Selma Arruda e suplente por caixa 2 e abuso de poder econômico e determina nova eleição». G1. Consultado em 11 de abril de 2019 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Selma Arruda
Ícone de esboço Este artigo sobre um político brasileiro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.