Delcídio do Amaral

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Delcídio do Amaral
Senador pelo Mato Grosso do Sul
Período 1º de fevereiro de 2003
até 10 de maio de 2016
Ministro de Minas e Energia do Brasil
Período 21 de setembro de 1994
até 1º de janeiro de 1995
Presidente Itamar Franco
Antecessor(a) Alexis Stepanenko‎
Sucessor(a) Raimundo Mendes de Brito
Dados pessoais
Nascimento 8 de fevereiro de 1955 (62 anos)
Corumbá, MS, Brasil
Esposa Maika do Amaral Gomez
Partido PT (2001-2016)
Profissão Engenheiro
linkWP:PPO#Brasil

Delcídio do Amaral Gómez (Corumbá, 8 de fevereiro de 1955) é um político brasileiro, ex-ministro de Minas e Energia e ex-senador por Mato Grosso do Sul. Engenheiro eletricista, participou da construção e montagem da Usina de Tucuruí, no Pará.

Em 25 de novembro de 2015 foi preso em flagrante por tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato ao tentar impedir uma delação premiada do ex-executivo da Petrobras, Nestor Cerveró.[1]

Em 21 de julho de 2016, foi denunciado pelo Ministério Público Federal de Brasília por obstrução à justiça na Lava Jato.[2] Em 28 de julho de 2016, o MPF pediu novamente a prisão de Delcídio por descumprir as regras impostas pelo Supremo Tribunal Federal.[3]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Depois de viver dois anos na Europa, trabalhando para a Shell, Delcídio Amaral voltou ao Brasil. Foi diretor da Eletrosul em 1991, responsável pelo planejamento energético da região sul.

Em março de 1994 ocupou a secretaria executiva do Ministério de Minas e Energia, onde permaneceu até setembro. No final do governo Itamar Franco foi ministro de Minas e Energia, de setembro de 1994 a janeiro de 1995.

No governo Fernando Henrique Cardoso, foi diretor de Gás e Energia da Petrobrás, entre 2000 e 2001, quando trabalhou com Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, dois dos delatores da Operação Lava Jato.

Algumas fontes afirmam que foi filiado ao PSDB, entre 1998 e 2001.[4][5][6] Outras afirmam que ele teria assinado a ficha de filiação ao partido mas esta nunca teria sido homologada.[7][8][9] Em 2001 ele se aproximou do PT e se tornou secretário de infra-estrutura do então governador do Mato Grosso do Sul, Zeca do PT e, na sequência, apoiado por este, elegeu-se ao Senado em 2002, pelo PT.[10]

Em 2005 ganhou projeção nacional ao presidir a CPMI dos Correios, que apurou o mensalão. Disputou o governo de Mato Grosso do Sul em 2006, mas foi derrotado já no primeiro turno por André Puccinelli.

No mês de agosto do ano de 2009, o senador Delcídio Amaral votou pelo arquivamento das ações contra o ex-presidente José Sarney, numa reunião do Conselho de Ética, sendo esta uma determinação de seu partido, o PT.[11]

Em 2014 lançou-se a candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pela segunda vez. Acabou derrotado em segundo turno, por Reinaldo Azambuja.[12][13][14]

Em abril de 2015, foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff como líder do governo no Senado e no Congresso Nacional.[15]

Em 17 de dezembro de 2015, no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, foi aberto um processo que pede a perda do mandato de Delcídio, preso na Operação Lava Jato.[16]

Em 15 de março de 2016, após a homologação de sua delação premiada, se desfiliou do Partido dos Trabalhadores (PT).[17]

Prisão[editar | editar código-fonte]

Delcídio do Amaral foi preso pela Polícia Federal em 25 de novembro de 2015, por tentar dificultar a delação premiada de Nestor Cerveró, ex-executivo da Petrobras,[18] sobre uma suposta participação do senador em irregularidades na compra da Refinaria de Pasadena, no estado do Texas, nos Estados Unidos.[19] Segundo investigadores, Delcídio chegou até a oferecer fuga a Cerveró, para que este não fizesse a delação premiada, o que, para as autoridades, constituiu-se em tentativa de obstruir a Justiça. A prova dessa tentativa é uma gravação, feita pelo filho de Cerveró, que mostra o intento do senador de atrapalhar as investigações e oferecer fuga ao ex-executivo para que este não fizesse a delação. Além de Delcídio do Amaral e do seu chefe de gabinete, também foram presos o banqueiro André Esteves, então CEO do BTG Pactual, e o advogado Edson Ribeiro, que atuou na defesa de Nestor Cerveró.[9]

Após a prisão de Delcídio, o ministro do STF, Teori Zavascki, leu, em sessão do tribunal, as alegações da PGR. No pedido de prisão, a Procuradoria afirmava que Delcídio chegou a oferecer R$ 50 mil mensais para que Cerveró não citasse o senador na delação premiada. Segundo relato de Nestor Cerveró aos procuradores, Delcídio do Amaral recebeu suborno de US$ 10 milhões da multinacional Alstom (ver Escândalo do caso Alstom) quando era Diretor de Óleo e Gás da Petrobras, entre 1999 e 2001, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Nessa época, Cerveró era um de seus gerentes.[20]

No dia 19 de fevereiro de 2016, o ministro do STF Teori Zavascki mandou Delcídio ser solto, revogando sua prisão preventiva.[21] A decisão do ministro impõe restrições ao senador, que terá de ficar em casa no período noturno e nos dias de folga. Também não pode deixar o país e tem que se apresentar à Justiça a cada quinze dias.[22] Nesse mesmo dia, o senador deixou a prisão, após negociar um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Nesse acordo, revelações importantes foram feitas no contexto da operação Lava-Jato.[23]

Em 28 de julho de 2016, o MPF pediu novamente a prisão de Delcídio que foi solto em fevereiro pelo STF sob a condição de cumprir uma espécie de prisão domiciliar e, de 15 em 15 dias, comparecer em juízo, mas descumpriu estas condições do Supremo.[3]

Delação[editar | editar código-fonte]

O então presidente do Senado, Renan Calheiros, é um dos nomes citados na delação premiada de Delcídio.

No dia 3 de março de 2016 foi noticiado pela imprensa que o senador havia acertado um acordo de delação premiada,[24] na qual denuncia sobretudo interferências nas investigações da Operação Lava Jato com nomeações de ministros para os tribunais superiores favoráveis às defesas dos acusados pela presidente Dilma Rousseff,[23] além de denúncias envolvendo o ex-presidente Lula. No mesmo dia, o senador e seu advogado divulgaram nota oficial em razão do acordo de confidencialidade onde afirmam que: "À partida, nem o Senador Delcídio, nem a sua defesa confirmam o conteúdo da matéria assinada pela jornalista Débora Bergamasco. Não conhecemos a origem, tampouco reconhecemos a autenticidade dos documentos que vão acostados ao texto. Esclarecemos que em momento algum, nem antes, nem depois da matéria, fomos contatados pela referida jornalista para nos manifestarmos sobre fidedignidade dos fatos relatados."[25]

Em 15 de março de 2016, a delação premiada de Delcídio do Amaral foi homologada pelo ministro Teori Zavascki do Supremo Tribunal Federal (STF).[26] Na peça, Delcídio acusou os ex-ministros Antonio Palocci, Erenice Guerra, e Silas Rondeau, de envolvimento num esquema de R$ 45 milhões.[27] Delcídio ainda implicou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o empresário André Esteves. “O presidente da Câmara funcionava como garoto de recados de André Esteves, principalmente quando o assunto se relacionava a interesses do Banco BTG”, disse o senador.[28] Ainda entre os nomes citados por Delcídio estão o do ex-presidente Lula; o da então presidente Dilma Rousseff;[29] e os dos senadores Aécio Neves (PSDB), Edison Lobão (PMDB), Eunício Oliveira (PMDB), Gleisi Hoffmann (PT), Humberto Costa (PT), Jader Barbalho (PMDB), Romero Jucá (PMDB), Valdir Raupp (PMDB) e o do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB).[29][30] Em 10 de maio de 2016, Delcídio teve o mandato cassado pelo Senado Federal.

Na delação, o ex-líder do governo no Senado citou várias vezes o ex-presidente Lula. Disse que fora procurado por Lula na época da prisão de Paulo Roberto Costa, logo no início da Lava Jato. Delcídio concordara que era preciso acompanhar o caso de perto porque o ex-diretor da Petrobras sabia de muita coisa. Mas nada foi feito para barrar a operação. "Na verdade, o governo subestimou aquela situação do Paulo Roberto. Deixou as coisas andarem". Segundo Delcídio, no final de 2014, quando os primeiros grandes empresários foram presos, Lula tentou convencer o governo a criar um "gabinete de crise" para acompanhar a operação, mas Dilma não comprou a ideia. "Ele tinha noção, como eu também, de que esse troço iria explodir. Quando veio a sétima fase, ele insistiu mais. Mas ela botou na cabeça que não tinha nada a ver com isso e que o legado que iria deixar era ter combatido a corrupção", contou o senador. Delcídio revelou ainda que o ex-presidente o procurou em maio de 2015 e pediu que ajudasse a proteger seu amigo José Carlos Bumlai e a impedir a delação do ex-diretor Nestor Cerveró. O senador afirmou que Lula sabia de tudo, comandava o esquema. Contou que participara de uma reunião em São Paulo com Lula e os senadores Renan Calheiros e Edison Lobão para tratar da crise política provocada pela Lava Jato. Lula negou essas alegações e acusou Delcídio de mentir.[31]

Em sua delação, o ex-líder do governo no Senado falou também que a presidente Dilma nomeara o ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para o Superior Tribunal de Justiça visando interferir nos rumos da Lava Jato e revelou que ela se reunira com o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, com o mesmo objetivo. Contou também que os empreiteiros de Belo Monte pagaram propina para financiar campanhas eleitorais de Dilma em 2010 e 2014. Em seus depoimentos, Delcídio acusou o vice-presidente Michel Temer de ser ligado a um dos operadores presos, João Augusto Henriques, e ao ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada. Também implicou o senador Aécio Neves num esquema de recebimento de propinas em Furmas e disse que os dados fornecidos pelo extinto Banco Rural á CPI dos Correios - que fora presidida por Delcídio - atingiram o senador Aécio Neves se não tivessem sido "maquiados" pela instituição financeira.[32]

Delcídio disse, em depoimento, que, quando à CPI dos Correios autorizou a quebra de sigilo de pessoas e empresas, inclusive do Banco Rural, Aécio enviou emissários á comissão para que o prazo de entrega das quebras de sigilo fosse "delongado", sob a justificativa de que não haveria tempo hábil para preparar as respostas. O ex-líder do governo relatou que, ao receber o material, percebeu "com surpresa" que "o tempo fora utilizado para maquiar os dados que receberá do Banco Rural" e que "atingiram em cheio as pessoas de Aécio Neves e Clésio Andrade, governador e vice-governador de Minas Gerais". Os dois negaram tudo. Em nota, a assessoria de Aécio disse que ele "nunca manteve qualquer relação com o Banco Rural" e que o senador "jamais tratou com o delator Delcídio de nenhum assunto referente à CPMI dos Correios" nem pediu a ninguém que fizesse isso. A delação de Delcídio tornou o clima político ainda mais incandescente.[32]

No dia 1º de setembro de 2017, o Ministério Público Federal pediu a absolvição do ex-presidente Lula e do banqueiro André Esteves no caso de compra de silêncio do ex-diretor de Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró. O procurador Ivan Marx alega que o delator mentiu e pediu, ainda, anulação da delação e condenação de Delcídio.[33]

Cassação[editar | editar código-fonte]

No dia 10 de maio de 2016 o Senado Federal cassou o mandato do senador por 74 votos a favor, 1 abstenção, nenhum voto contrário e cinco faltas. Delcídio fica inelegível por 11 anos.[34]

Em sua vaga assumiu seu primeiro suplente Pedro Chaves dos Santos (PSC).[35]

Referências

  1. «Líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral é preso pela Polícia Federal». G1. Globo. 25 de novembro de 2015. Consultado em 21 de julho de 2016 
  2. Ricardo Brito (21 de julho de 2016). «MPF de Brasília denuncia Lula, Delcídio, André Esteves por obstrução à Justiça». Estadão. Consultado em 21 de julho de 2016 
  3. a b «Delcídio descumpre regras e procuradoria pede nova prisão». Época. Globo. 28 de julho de 2016. Consultado em 28 de julho de 2016 
  4. Rosa, Vera (25 de Novembro de 2015). «Delcídio do Amaral foi alçado à liderança do governo por ter jogo de cintura política». O Estado de S. Paulo. Consultado em 26 de Novembro de 2015 
  5. «PF prende senador Delcídio Amaral para não atrapalhar Lava Jato». Jornal do Brasil. 25 de Novembro de 2015. Consultado em 26 de Novembro de 2015 
  6. Melo, Karine; Cannes, Michelle (25 de Novembro de 2015). «Lava Jato: Delcídio do Amaral é preso e levado à Superintendência da PF». Agência Brasil. Consultado em 26 de Novembro de 2015 
  7. Pellegrini, Marcelo. «Quem é Delcídio do Amaral, senador preso pela PF». CartaCapital. Consultado em 26 de novembro de 2015 
  8. «Delcídio lidera em MS 'omitindo' o PT - Política - Estadão». Estadão. Consultado em 26 de novembro de 2015 
  9. a b «Delcídio e Esteves, quem é um, que é o outro». Jornal Já,. 25 de novembro de 2015 
  10. Pellegrini, Marcelo. «Quem é Delcídio do Amaral, senador preso pela PF». CartaCapital. Consultado em 25 de novembro de 2015 
  11. G1 (19 de agosto de 2009). «No Twitter, senador do PT justifica voto pró-Sarney». Consultado em 20 de agosto de 2009 
  12. «Pré-Candidatos a Governador do Mato Grosso do Sul». Eleições 2014 
  13. «PROS garante apoio da sigla a Delcídio no Estado». MS Notícias. 4 de junho de 2014. Consultado em 5 de junho de 2014 
  14. «Reinaldo Azambuja (PSDB) é eleito governador de Mato Grosso do Sul». G1 Eleições 2014. 26 de outubro de 2014. Consultado em 4 de março de 2016 
  15. «Dilma indica Delcídio do Amaral para liderança do governo no Senado». G1 Política. 28 de abril de 2015. Consultado em 4 de março de 2016 
  16. «Senador Ataídes Oliveira será o relator do processo contra Delcídio». Senado Notícias. 17 de dezembro de 2015 
  17. «Em carta, Delcídio pede desfiliação do Partido dos Trabalhadores». G1 Política. 15 de março de 2016 
  18. Embora frequentemente referido pela imprensa como "diretor da área internacional", não existe formalmente, na Petrobras, uma Diretoria Internacional, mas sim uma Gerência Internacional, subordinada à Diretoria de Exploração e Produção (ver organograma da Petrobras e lista de diretores da empresa).
  19. MIN. TEORI ZAVASCKI (25 de novembro de 2015). «Decisão do STF sobre a Prisão do Delcídio Amaral» (PDF). Supremo Tribunal Federal. Consultado em 25 de novembro de 2015 
  20. Delcídio recebeu US$ 10 milhões de propina da Alstom, diz Cerveró. Por Bela Megale e Mario Cesar Carvalho.] Folha de S. Paulo, 9 de dezembro de 2015
  21. «Ministro Teori Zavascki manda soltar senador Delcídio do Amaral». Operação lava jato. Consultado em 19 de fevereiro de 2016 
  22. «Teori põe Delcídio em liberdade». Fausto Macedo. Consultado em 19 de fevereiro de 2016 
  23. a b «Delcídio sai da prisão após negociar acordo de delação premiada». O Globo. Consultado em 20 de fevereiro de 2016 
  24. Camila Bomfim (3 de março de 2016). «Delcídio acerta acordo de delação premiada na Lava Jato». G1 
  25. «Delcídio diz em nota que não confirma teor de reportagem sobre delação». G1. 3 de março de 2016. Consultado em 3 de março de 2016 
  26. Renan Ramalho e Marcelo Cosme (15 de março de 2016). «Teori Zavascki homologa delação premiada de Delcídio do Amaral». G1. Consultado em 15 de março de 2016 
  27. Redação (15 de março de 2016). «Revista afirma que Erenice Guerra, Palocci e Silas Rondeau estariam envolvidos em desvio de R$ 45 milhões. Advogado contesta a reportagem». Metropoles. Consultado em 15 de março de 2016 
  28. «Delcídio: Eduardo Cunha era 'garoto de recados' de André Esteves no Congresso». Época. 15 de março de 2016. Consultado em 15 de março de 2016 
  29. a b Isadora Perone. «Supremo homologa delação de Delcídio que cita Lula, Dilma, Aécio e a cúpula do PMDB». Estadão. Consultado em 15 de março de 2016 
  30. Eduardo Rodrigues, Beatriz Bulla e Gustavo Aguiar (15 de março de 2016). «Delcídio cita Gleisi Hoffmann e Humberto Costa em delação». Estadão. Consultado em 15 de março de 2016 
  31. «Delcídio do Amaral acusa Dilma e Lula em delação premiada vazada». Bom Dia Brasil. 4 de março de 2016 
  32. a b «Teori Zavascki homologa delação premiada de Delcídio do Amaral». Operação lava jato. 15 de março de 2016 
  33. «MPF pede a perda de benefícios concedidos a Delcídio em delação». Operação lava jato. 1 de setembro de 2017 
  34. Felipe Amorim (10 de maio de 2016). «Com 74 votos, Senado cassa mandato de Delcídio do Amaral». UOL. Consultado em 10 de maio de 2016 
  35. Gustavo Garcia (10 de maio de 2016). «Primeiro suplente de Delcídio diz que pretende assumir vaga no Senado». G1. Consultado em 10 de maio de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Delcídio do Amaral
Precedido por
Alexis Stepanenko
Ministro de Minas e Energia do Brasil
1994 — 1995
Sucedido por
Raimundo Mendes de Brito
Precedido por
Lúdio Coelho
Senador pelo Mato Grosso do Sul Mato Grosso do Sul
2003 - 2016
Sucedido por
Pedro Chaves dos Santos