Partido Trabalhista Cristão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Wikitext.svg
Esta página ou seção precisa ser wikificada (desde agosto de 2014).
Por favor ajude a formatar esta página de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo.
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde fevereiro de 2014). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Partido Trabalhista Cristão
Número no TSE 36
Presidente Daniel Tourinho
Fundação 1989 (como Partido da Juventude)
(obteve o registro definitivo em 22 de fevereiro de 1990)
Sede São Paulo, SP
Ideologia Liberalismo econômico
Espectro político Centro-direita
Deputados federais (2014)[1]
2 / 513
Cores       Azul       Amarelo
Site
Página oficial do PTC

Política do Brasil
Partidos políticos
Eleições

Partido Trabalhista Cristão (PTC) é um partido político brasileiro. Seu número eleitoral é o 36 e obteve registro definitivo em 22 de fevereiro de 1990.[2]

Foi criado após a redemocratização do Brasil, com o fim do regime militar, em 1985, sob o nome de Partido da Juventude (PJ), havendo participado com esta denominação das eleições de 1985, 1986 e 1988. No início de 1989, foi renomeado como Partido da Reconstrução Nacional (PRN), sempre presidido pelo advogado Daniel Tourinho, antigo filiado do PDT.

A bandeira política do partido, desde sua criação, tem sido o liberalismo econômico e, portanto, a economia de mercado e o livre comércio, sendo visto como um partido de direita ou centro-direita, no espectro político. Apesar de pequeno, lançou uma chapa própria às eleições presidenciais diretas de 1989, tendo Fernando Collor de Mello, ex-governador do estado de Alagoas, como candidato a Presidente da República e Itamar Franco, senador por Minas Gerais, como candidato a vice-presidente. A chapa sagrou-se vitoriosa, mas em 1992, Collor sofreu impeachment, e Itamar exerceu a Presidência até 1994, completando o mandato presidencial.

Em 1990, o partido havia lançado diversos membros de sua Executiva Nacional como candidatos aos governos estaduais: Hélio Costa em Minas Gerais, José Carlos Martinez no Paraná, João Castelo no Maranhão, Renan Calheiros em Alagoas e o advogado Aguiar Júnior no Ceará, entre outros, tendo então conquistado mais de 8% dos votos para a Câmara Federal. Nenhum deles foi eleito.

Depois do impeachment de Collor e da posse de Itamar, o partido encolheu e voltou a ser mais uma sigla "nanica". Nas eleições de 1994 lançou o empresário baiano Walter Queirós, expulso do partido em plena campanha, e logo depois substituído pelo também pouco conhecido Carlos Antônio Gomes.

Depois de ter eleito menos de 20 prefeitos e um igualmente baixo número de vereadores nas eleições de 1996, repetindo o resultado pífio em 1998, o partido muda novamente de nome para Partido Trabalhista Cristão (PTC) em fins de 2000, colhendo melhores resultados.

Período como Partido da Reconstrução Nacional (1989-2000)[editar | editar código-fonte]

No Congresso Nacional, o PRN possuía como seus mais destacados líderes o senador Ney Maranhão e o deputado (e futuro senador) Renan Calheiros, líder do governo na Câmara dos Deputados. Em 1990, o partido levou ao segundo turno cinco dos seus dez candidatos a governador, entretanto o curso da campanha foi adverso aos planos da legenda: em Minas Gerais, Hélio Costa (depois ministro das comunicações do Governo Lula) foi derrotado por Hélio Garcia, no Paraná, José Carlos Martinez (proprietário da Central Nacional de Televisão e futuro presidente do PTB) foi vencido por Roberto Requião e em Rondônia, Valdir Raupp (atualmente senador pelo PMDB) sucumbiu ao avanço de Osvaldo Piana. No Nordeste a derrota atingiu João Castelo e Renan Calheiros. Nos dois casos, o PRN iniciou a disputa como favorito, todavia o cenário foi paulatinamente revertido: no Maranhão, o apoio de José Sarney permite que Edison Lobão derrote João Castelo e em Alagoas uma dissenção partidária elegeu Geraldo Bulhões (que trocou o PRN pelo PSC no início do ano) em lugar de Renan Calheiros. Encerrada a campanha, Márcia Kubitschek foi eleita vice-governadora do Distrito Federal na chapa de Joaquim Roriz (então no também extinto PTR) e o partido elegeu dois senadores e quarenta deputados federais (metade oriunda do Paraná, São Paulo e Minas Gerais).

Embora nenhum de seus membros tenha sido nomeado para o ministério, o PRN integrou a base parlamentar de Fernando Collor ao lado do PFL e do PDS e elegeu noventa e oito prefeitos em 1992 ante as três conquistadas pelo Partido da Juventude em 1988, entretanto as acusações que pairavam sobre o Presidente da República e a posterior abertura do processo de impeachment têm um efeito devastador e a legenda faz apenas um deputado federal em 1994. Nas eleições presidenciais daquele ano, o candidato baiano Walter Queirós foi expulso do partido durante a campanha, logo sendo substituído pelo gaúcho Carlos Antônio Gomes, o qual obteve apenas 387.611 votos, contagem pequena se comparada com os 35.085.457 votos pró-Collor no segundo turno de 1989.

No ano 2000, as lideranças do PRN deliberaram pela mudança de sigla e surgiu então o Partido Trabalhista Cristão. Porém, nesse período, Collor já não estava no partido, estabelecendo-se à época no PRTB.

O atual Partido Trabalhista Cristão[editar | editar código-fonte]

Ainda em 2000, o candidato do partido à prefeitura de São Paulo, Ciro Moura, ganha seus "15 minutos de fama" ao não mostrar o rosto em nenhum programa eleitoral. Nas eleições de 2002, apoia o ex-governador fluminense Anthony Garotinho, então no PSB, à Presidência da República.

O PTC costuma abrigar em seus quadros alguns artistas que tentam se candidatar: o cineasta José Mojica Marins, o "Zé do Caixão", tentou candidatar-se a vereador na cidade de São Paulo, sem muito sucesso. Em 2006, o estilista e apresentador de TV Clodovil Hernandes (falecido em 2009, quando já era filiado ao PR) conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados, também pelo estado de São Paulo, ao obter uma votação expressiva para o cargo – a terceira maior em todo o país. Com sua morte, em março de 2009, o coronel da Policia Militar Paes de Lira, que houvera recebido pouco mais de seis mil votos, assumiu a vaga. No mesmo ano, Éder Xavier foi o candidato ao governo de São Paulo, tendo recebido votação pouco expressiva.

Nas eleições de 2008, o PTC lança Ciro Moura como candidato a prefeito da cidade de São Paulo. O partido chega a lançar um candidato monarquista, Jean Tamazato, / citado pela jornalista Sônia Racy, do Estadão. Além deles, Havanir Nimtz (ex-PRONA), o empresário Oscar Maroni, Osmar "Peroba" Lins (ex-presidente do extinto PAN) e outros quase 60 candidatos compuseram a chapa. Nenhum candidato do PTC conseguiu se eleger.

Em 2010, forma com o PP a coligação "Em Defesa do Cidadão" e apoia a candidatura de Celso Russomanno ao governo de SP, lançando Ciro Moura como candidato ao senado, tendo este ficado em sétimo lugar, com 275.664 votos (0,79% das intenções de voto). Entre os candidatos a deputado federal e estadual, destacou-se o estilista Ronaldo Ésper, que não conseguiu repetir o desempenho de Clodovil Hernandes em 2006, tendo votação pouco expressiva para a Câmara dos Deputados.

Em 2012, o PTC sobe de 13 para 19 prefeitos, com destaque para a vitória em São Luís, com Edivaldo Holanda Junior.

Bancada na Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Composição atual

Deputados AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

Fonte: Portal da Câmara dos Deputados - Conheça os Deputados - Selecione "Partido..." e "UF...", e clique no segundo botão "Pesquisar".

Bancada eleita para a legislatura

Legislatura Eleitos  % AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO Diferença
54ª (2011-2015)
1 0,19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -2
53ª (2007-2011)
3 0,58 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 0 +3
52ª (2003-2007)
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 ±0
51ª (1999-2003)
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

Fonte: Portal da Câmara dos Deputados - Bancada na Eleição.

Participação do partido nas eleições[editar | editar código-fonte]

Eleições estaduais de 2014[editar | editar código-fonte]

Candidatos majoritários apoiados pelo PTC em 2014 [3]
Legenda: em azul estão os candidatos eleitos.
UF Governador e vice Senador Coligação
AC Márcio Bittar (PSDB) Gladson Cameli (PP) PTC / PMDB / PSDB / PTdoB / PP
PSC / PPS / PR / SD / PSD
Antônia Sales (PMDB)
AL Joathans Albuquerque (PTC) Elias Barros (PTC) PTC
Marineide Messias (PTC)
AM José Melo (PROS) Omar Aziz (PSD) PTC / PV / PROS / PSL / PTN
PRP / PSDB / PHS / PEN / PRTB
DEM / PR / PSC / PSD / SD / PTdoB
Henrique Oliveira (SD)
AP Jorge Amanajás (PPS) Coronel Palmira (PTC)
candidato sem apoio
dos outros partidos.
PTC / PPS / PSC / PMN
PRTB / PRP / PPL / PTB
Daiana Ramos (PMN)
BA Paulo Souto (DEM) Geddel Lima (PMDB) PTC / DEM / PSDB / PMDB / SD
PTN / PROS / PRB / PSC / PPS
PV / PRP / PSDC
Joaci Góes (PSDB)
CE Camilo Santana (PT) Mauro Filho (PROS) PTC / PV / PP / PDT / PT / PRTB / SD
PTB / PRB / PSL / PEN / PMN / PSD
PCdoB / PROS / PHS / PPL / PTdoB
Izolda Cela (PROS)
DF Agnelo Queiroz (PT) Geraldo Magela (PT) PTC / PT / PP / PMDB / PRB / PEN
PRP / PPL / PTN / PTdoB / PSC
PV / PROS / PHS / PSL / PCdoB
Tadeu Filippelli (PMDB)
ES Renato Casagrande (PSB) Neucimar Fraga (PV) PTC / PSB / PSDC / PSL / PP / PTB
PTdoB / PPS / PR / PSC / PSD
PCdoB / PRTB / PEN / PTN / PPL
PMN / PRB / PHS
Fabrício Gandini (PPS)
GO Marconi Perillo (PSDB) Vilmar Rocha (PSD) PTC / PV / PRB / PDT / PTdoB
PSL / PR / PP / PHS / PMN / PROS
PPS / PSDB / PEN / PSD / PTB
José Eliton (PP)
MA Flávio Dino (PCdoB) Roberto Rocha (PSB) PTC / PCdoB / PSDB / PSB
PP / SD / PROS / PDT / PPS
Carlos Brandão (PSDB)
MG Pimenta da Veiga (PSDB) Antônio Anastasia (PSDB) PTC / PSDB / PP / DEM / PSD
PTB / PV / PDT / PR / PMN
PSC / PSL / PPS / SD
Dinis Pinheiro (PP)
MS Delcídio do Amaral (PT) Ricardo Ayache (PT) PTC / PT / PDT / PSL / PTB
PSDC / PROS / PCdoB
PV / PPL / PRP / PR
Londres Machado (PR)
MT Janete Riva (PSD) Rui Prado (PSD) PTC / PEN / PSD / PRTB / PTN / SD
Dr. Aray da Fonseca (PSD)
PA Simão Jatene (PSDB) sem consenso pra
senador na coligação
e sem apoio do PTC
PTC / PSDB / PSB / PMN / SD
PRB / PSC / PTB / PEN / PSD
PP / PPS / PSDC / PTdoB / PRP
Zéquinha Marinho (PSC)
PB - Walter Brito (PTC) PTC
-
PE Paulo Câmara (PSB) Fernando Coelho (PSB) PTC / PV / PMDB / PCdoB / PTRB
PRP / PTN / PR / SD / PPS / PHS
PSDB / PSD / PPL / DEM / PEN
PSDC / PROS / PP / PSB / PSL
Raul Henry (PMDB)
PI Zé Filho (PMDB) Wilson Martins (PSB) PTC / PMDB / PSDB / PCdoB / PTdoB
PSB / PDT / PTN / PV / DEM / PSDC
PSL / PMN / PRB / PPS / PSD / PEN
Sílvio Mendes (PSDB)
PR Tulio Bandeira (PTC) Luiz Bárbara (PTC)
candidato indeferido
PTC
Ulisses Sabino (PTC)
RJ Luiz Fernando Pezão (PMDB) César Maia (DEM) PTC / PMDB / PP / PTB / PSL
PPS / PTN / DEM / PSDC / PHS
PEN / PMN / PRTB / PRP
PSDB / PSC / PSD / SD
Francisco Dornelles (PP)
RN Robinson Faria (PSD) Fátima Bezerra (PT) PTC / PSD / PT / PCdoB
PTdoB / PP / PEN / PRTB
Fábio Dantas (PCdoB)
RO Jaqueline Cassol (PR) Ivone Cassol (PP) PTC / PV / PP / PR / PROS / PPS
Carlos Magno (PP)
RR Ângela Portela (PT) Telmário Mota (PDT) PTC / PT / PDT / PCdoB / PV
Alexandre Henklain (PDT)
RS Tarso Genro (PT) Olívio Dutra (PT) PTC / PT / PCdoB / PROS / PPL / PTB / PR
Abgail Pereira (PCdoB)
SC Paulo Bauer (PSDB) Paulo Bornhausen (PSB) PTC / PSDB / PP / PSB / PSL
SD / PTN / PPS / PEN
PRTB / PHS / PTdoB
Joares Ponticelli (PP)
SE Eduardo Amorim (PSC) Maria do Carmo (DEM) PTC / DEM / PSL / PP / PTdoB
PSC / PPS / PSDB / PTB / SD
PV / PHS / PMN / PR / PEN
Augusto Franco Neto (PSDB)
SP Geraldo Alckmin (PSDB) José Serra (PSDB) PTC / PSC / PSDB / DEM / PMN
PTdoB / PPS / PTN / SD / PEN
PRB / PSB / PSDC / PSL
Márcio França (PSB)
TO Sandoval Cardoso (SD) Ângelo Agnolin (PDT) PTC / PRB / PP / PDT / PTB / PSC
PSL / PR / PPS / DEM / PHS / SD
PEN / PRTB / PSB / PRP / PSDB
Eduardo Gomes (SD)

Eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ano Candidato(a) a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação Votos  % Colocação
2014 Aécio Neves (PSDB) Aloysio Nunes (PSDB) PSDB, PMN, SD, DEM, PEN, PTN, PTB, PTC e PTdoB 51.036.040 48,36
2010 Dilma Rousseff (PT) Michel Temer (PMDB) PT, PMDB, PR, PSB, PDT, PCdoB, PSC, PRB, PTC e PTN 55.752.529 56,05
2002 Anthony Garotinho (PSB) José Antonio Figueiredo (PSB) PSB, PGT e PTC 15.180.097 17,86
1994 Carlos Antônio Gomes Dilton Carlos Salomoni sem coligação 387.738 0,61
1989 Fernando Collor de Mello (PRN) Itamar Franco (PRN) PRN, PSC, PTR e PST 35.089.998 49,94

Membros famosos[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Almanaque (12 ed.), São Paulo: Abril, 1986 .
  • Almanaque (16 ed.), São Paulo: Abril, 1990 .
  • Isto É – Brasil 500 Anos: Atlas Histórico, São Paulo: Três, 1998 .
  • "Voto maduro", Isto É Senhor, 3 de outubro de 1990 .

Referências

Ícone de esboço Este artigo sobre política é um esboço relacionado ao Projeto Ciências Sociais. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.