Partido Comunista Brasileiro

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Partido Comunista do Brasil (desambiguação).
Partido Comunista Brasileiro
Número eleitoral 21
Secretário-geral Edmilson Costa[1]
Fundação 25 de março de 1922 (98 anos)[2][3]
Registro 9 de maio de 1996 (24 anos)[4]
Sede Rio de Janeiro
Ideologia Comunismo[5]
Marxismo-leninismo[6]
Espectro político Extrema-esquerda[7]
Publicação O Poder Popular
Think tank Fundação Dinarco Reis
Ala jovem União da Juventude Comunista (UJC)
Ala Feminina Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro
Membros  (2020) 12 754 filiados[8]
Afiliação internacional Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários
Foro de São Paulo
Vereadores (2016)[9]
1 / 56 810
Cores      vermelho

     amarelo

Página oficial
Site oficial do PCB
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

Partido Comunista Brasileiro (PCB)[10] é um partido político brasileiro que se define como um partido de militantes e quadros revolucionários que se formam na luta de classes, na organização do proletariado[11] e no estudo das obras de Karl Marx e Friedrich Engels.[12] Sua base teórica para a ação prática é o marxismo-leninismo, que se pauta nos princípios desenvolvidos por Vladimir Lênin.[13]

O partido, tal como o PCdoB, reivindica ser o antigo Partido Comunista - Seção Brasileira da Internacional Comunista.[14]

Seu símbolo, segundo seus estatutos, "é uma foice e um martelo, cruzados, simbolizando a aliança operário-camponesa, sob os quais está escrita a legenda "Partido Comunista Brasileiro". Seu número de código eleitoral é o 21.[15] Em setembro de 2020 possuía 12.754 filiados[16]

História[editar | editar código-fonte]

Cisão e luta pela sigla (1992-2001)[editar | editar código-fonte]

Em 1992, grupo liderado por Roberto Freire, majoritário dentro da cúpula partidária do antigo PCB, declarou a extinção do então PCB, e criação, em seu lugar, do Partido Popular Socialista.[17] A convenção, considerada controversa, acabou sendo reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral. Membros mais antigos classificaram a ação do grupo ligado ao seu então presidente, Roberto Freire, como um golpe, e decidiram lançar um edital de fundação de um novo partido, que utilizaria então o nome da agremiação ora extinta: Partido Comunista Brasileiro.[17] O PPS, apesar de se considerar um novo partido, se declarava sucessor do antigo partido, e herdou seu registro eleitoral e patrimônio,[17] de forma que o grupo que formou o novo PCB precisou recomeçar sua trajetória eleitoral do zero.

O PCB hoje (2002-atualmente)[editar | editar código-fonte]

O atual Secretário-Geral do PCB é Edmilson Costa.[18][19] De acordo com o Manual de Organização Partidária, atualmente O PCB se define como um partido de militantes e quadros revolucionários.

Em 18 de novembro de 2012, foi fundada a Unidade Classista,[20] corrente sindical ligada ao PCB que, em 6 de fevereiro de 2016, teve aprovada a sua filiação na Federação Sindical Mundial.[21] Em 29 de abril de 2017, a Unidade Classista obteve importante vitória nas eleições para a diretoria da SINDIPETRO, sindicato dos petroleiros do estado do Rio de Janeiro, ao apoiar e atuar na chapa vencedora, a chapa 2 "É pra mudar".[22][23] Em 24/05/2018, a chapa 1 "União e Luta", da Unidade Classista, venceu as eleições para a direção do Sindicato dos Operários da Construção civil de Fortaleza e Região Metropolitana-CE.[24]

Em 2014, o partido realizou o seu XV Congresso Nacional,[25] em São Paulo, no qual discutiu a necessidade, na concepção dos seus membros, da construção de uma ampla frente anticapitalista e anti-imperialista, além de fazer um balanço e das perspectivas do processo de Reconstrução Revolucionária do PCB.[26]

Em 2015, o PCB lançou o seu novo órgão oficial de imprensa, O Poder Popular.[27][28]

Em 2016 o PCB ocupava a 10° posição de partido com mais curtidas em sua página do Facebook.[29]

Em 10 de março de 2018, anunciou oficialmente a coligação com o PSOL e o apoio a pré-candidatura presidencial de Guilherme Boulos para as eleições gerais no Brasil em 2018,[30] candidatura esse confirmada em 21 de julho de 2018[31]

Em 7 de agosto de 2018, o jornal Voz da Unidade, antigo órgão de imprensa do PCB, voltou a ser editado, desta vez como o órgão de imprensa oficial da Unidade Classista.[32][33]

Unidade classista.

Participação do partido nas eleições[editar | editar código-fonte]

Vereadores eleitos pelo PCB[editar | editar código-fonte]

Município Candidato(a) Votos % Coligação proporcional
Gameleira-PE Reginaldo Rodrigues da Silva 422 3,25% Unidade Popular
PCB / PRB / PTN / PSB / PRP
Barreirinhas-MA Julio Cezar Neves Miranda
(Irmão Julio)
375 1,23% Unidos pela Libertação
PCB / PSOL
Macapá-AP Sebastião Nelson Silva de Souza
(Nelson Souza)
2.305 1,13% Unidade por Macapá
PCB / PSOL
Cascavel-CE Francisco Erivan Bessa de Castro
(Professor Erivan)
1.042 2,57% Liberdade, Igualdade e Fraternidade
PCB / PTN / PPS / PTC
Benjamin Constant-AM Armando da Silva Costa
(Armandinho)
331 2,33% A Mudança que o Povo Quer
PCB / PT / PMDB / PSC / PSDC / PTC
Município Candidato(a) Votos % Coligação proporcional
Novo Aripuanã-AM Juscelino Ferreira Alho Pinto
(Caqui)
274 3,46% Coligação do Povo de Novo Aripuanã
PCB / PSL / PTC / PT
Macapá-AP Sebastião Nelson Silva de Souza
(Nelson Souza)
3.893 2,13% Macapá de Todos Nós
PCB / PRTB / PV / PPS
São Luís do Curu-CE José Wielton Acácio
(Wilton)
269 5,77% Com Saúde Sou Feliz
PCB / PCdoB / PR
Humberto de Campos-MA Emanoel Santana da
Silva Machado (Machado)
372 2,45% Renovação Democrática
PCB / PT
Santa Rita-MA Antônio Alberto Carvalho
Gonçalves (Berré)
584 4,06% Renovação com União
PCB / PT
Santa Rita-MA Fredilson de Jesus Carvalho Lopes 641 4,45% Renovação com União
PCB / PT
São João do Paraíso-MA Rivaldo Borges Marinho
(Rivaldo Rural)
470 6,89% Em Defesa do Paraíso
PCB / PDT / PSL / PCdoB / PPS
Borda da Mata-MG Maria Aparecida dos Santos
Costa Rodrigues (Cidinha Costa)
355 3,36% Borda da Mata, uma Cidade para Todos
PCB / PT
São José de Caiana-PB Francisco Lucivan Herculano 221 6,45% A União dos Filhos de Caiana
PCB / PTB / PSDB / DEM / PT / PPS
Afogados da Ingazeira-PE Renaldo Lima Silva 918 4,64% Frente Socialista
PSB / PTB / PCdoB / PCB / PMN
Gameleira-PE Reginaldo Rodrigues da Silva 339 2,77% Unidade Comunista
PCB / PCdoB
Madeiro-PI Maria Ivone Sales Veras 202 4,58% Com Deus e o Povo Continuo de Novo
PCB / PTB / PSDB / DEM / PMN / PPS
Poço Verde-SE Pedro de Jesus Santos 837 6,18% Poço Verde no Rumo Certo
PSB / PDT / PP / PCdoB / PT / PCB / PRB

Eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Desde a obtenção do registro em 1996, o PCB participou de todas as eleições presidenciais.

Ano Imagem Candidato(a) a Presidente Candidato(a) a Vice-Presidente Coligação Votos % Posição
1994
Luiz Inácio Lula da Silva.jpg
Luiz Inácio Lula da Silva

(PT)

Aloizio Mercadante

(PT)

Frente Brasil Popular pela Cidadania

(PT, PSB, PPS, PV, PCdoB, PCB e PSTU)

17.122.127 27,04
1998
Luiz Inácio Lula da Silva.jpg
Luiz Inácio Lula da Silva
(PT)
Leonel Brizola
(PDT)
União do Povo Muda Brasil
(PT, PDT, PSB, PCdoB e PCB)
21 475 218 31,71
2002
Luiz Inácio Lula da Silva.jpg
Luiz Inácio Lula da Silva
(PT)
José Alencar
(PL)
Lula Presidente
(PT, PL, PCdoB, PMN e PCB)
52 793 364 61,27
2006
Heloisa Helena.jpg
Heloísa Helena
(PSOL)
César Benjamin
(PSOL)
Frente de Esquerda
(PSOL, PCB e PSTU)
6 575 393 6,85
2010
Ivan Pinheiro PCB - 2014 (cropped).jpg
Ivan Pinheiro
(PCB)
Edmilson Costa
(PCB)
sem coligação 39 136 0,04
2014
Mauro Iasi no Senado.png
Mauro Iasi
(PCB)
Sofia Manzano
(PCB)
sem coligação 47 845 0,05 10º
2018
Guilherme Boulos em São Paulo (cropped).jpg
Guilherme Boulos
(PSOL)
Sônia Guajajara
(PSOL)
Vamos sem medo de mudar o Brasil
(PSOL e PCB)
617 122 0,58 10º

Congressos[editar | editar código-fonte]

  • X Congresso: São Paulo, janeiro de 1992
  • XI Congresso: São Paulo, março/abril de 1996
  • XII Congresso: São Paulo, março de 2000
  • XIII Congresso: Minas Gerais, março de 2005
  • XIV Congresso: Rio de Janeiro, outubro de 2009
  • XV Congresso: São Paulo, abril de 2014[36]

Presidentes do partido[editar | editar código-fonte]

Secretários-gerais[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. [1]
  2. a b Maurício Stycer (9 de dezembro de 1996). «'Comunismo não morreu'». Consultado em 14 de novembro de 2017 
  3. Alzira Alves de Abreu. «Dicionário histórico-biográfico da Primeira República (1889-1930)». Consultado em 14 de novembro de 2014 
  4. Tribunal Superior Eleitoral (TSE). «TSE - Partidos políticos registrados no TSE». Consultado em 7 de novembro de 2015 
  5. «MANUAL DE ORGANIZAÇÃO PARTIDÁRIA Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro» (PDF) 
  6. «MANUAL DE ORGANIZAÇÃO PARTIDÁRIA Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro» (PDF) 
  7. «Nanicos de extrema esquerda desistem de candidaturas próprias e fazem as pazes com o PT». O Globo. 10 de agosto de 2018 
  8. «Estatísticas do eleitorado». Tribunal Superior Eleitoral. Consultado em 13 de outubro de 2020 
  9. «O novo mapa partidário das câmaras de vereadores». congresso em foco 
  10. «PARA CONHECER O PCB». PCB - Partido Comunista Brasileiro 
  11. «MANUAL DE ORGANIZAÇÃO PARTIDÁRIA Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro» (PDF) 
  12. José Paulo Netto. «ELEMENTOS PARA UMA LEITURA CRÍTICA DO MANIFESTO COMUNISTA» (PDF) 
  13. «RESOLUÇÕES DO XIV CONGRESSO DO PCB - A Estratégia e a Tática da Revolução Socialista no Brasil» (PDF) 
  14. PCB (26 de março de 2009). «As diferenças entre PCB e PCdoB». Consultado em 6 de setembro de 2016 
  15. Tribunal Superior Eleitoral: «Partidos políticos registrados no TSE». www.tse.gov.br , visitado em 25 de julho de 2007
  16. «Estatísticas do eleitorado – Eleitores filiados». www.tse.jus.br. Consultado em 13 de outubro de 2020 
  17. a b c Carlos I. S. Azambuja. «A criação do PPS». Consultado em 14 de novembro de 2017. Cópia arquivada em 18 de junho de 2018 
  18. «EDMILSON COSTA SUBSTITUI IVAN PINHEIRO NA SECRETARIA GERAL DO PCB». pcb.org.br. 18 de outubro de 2016 
  19. «Carta de Edmilson Costa à militância comunista». pcb.org.br. 23 de outubro de 2016 
  20. «FUNDADA A UNIDADE CLASSISTA!». pcb.org.br. 10 de dezembro de 2012 
  21. «UNIDADE CLASSISTA FILIA-SE À FSM – FEDERAÇÃO SINDICAL MUNDIAL!». pcb.org.br. 7 de fevereiro de 2016 
  22. «SINDIPETRO-RJ: Vitória da chapa 2 "é pra mudar!"». pcb.org.br 
  23. «Chapa 2 - 'Mudar o Sindipetro-RJ' ganha as eleições do sindicato dos petroleiros do Rio». Agência Petroleira de Notícias 
  24. Vitória do sindicalismo classista na construção civil do Ceará
  25. «Resoluções do XV Congresso do PCB». PCB - Partido Comunista Brasileiro. 12 de agosto de 2014 
  26. «RECONSTRUÇÃO REVOLUCIONÁRIA.doc». google.com 
  27. No ar a edição nº 01 do Jornal O Poder Popular
  28. O Poder Popular nº 01
  29. «Top Likes - Partidos». toplikes.com.br. Consultado em 12 de agosto de 2016 
  30. Unir a esquerda socialista com as pré candidaturas populares de Guilherme Boulos e Sônia Guajajara!
  31. PSOL confirma Guilherme Boulos como candidato oficial para a disputa da Presidência
  32. Voz da Unidade
  33. Voz da Unidade Voz da Unidade nº 01, julho/agosto de 2018
  34. TSE. «TSE - Estatísticas Eleições 2012». www.tse.jus.br 
  35. «TSE 2008 - Estatísticas e Resultados da Eleição». tse.jus.br 
  36. CONCLUÍDO COM ÊXITO O XV CONGRESSO NACIONAL DO PCB

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • CARONE, Edgard - O PCB (1922-1943). São Paulo: DIFEL. 1982.
  • CARONE, Edgard - O PCB (1943-1964). São Paulo: DIFEL. 1982.
  • MAZZEO, Antonio - Sinfonia Inacabada. São Paulo: BOMTEMPO. 1998.
  • CARONE, Edgard - O PCB (1964-1982). São Paulo: DIFEL. 1982.
  • MARÇAL BRANDÃO, Gildo - Esquerda positiva: as duas almas do Partido Comunista - 1920-1964. São Paulo: Hucitec. 1997.
  • MOTTA, Rodrigo Patto Sá - Introdução à história dos partidos políticos brasileiros. Belo Horizonte: Editora da UFMG. 1999.
  • PANDOLFI, Dulce Chaves - Camaradas e companheiros: história e memória do PCB. Rio de Janeiro: Relume-Dumará. 1995.
  • REZENDE, Claudinei C. Suicídio Revolucionário. São Paulo: Editora Unesp, 2010.
  • SILVA, Fabrício Pereira da. Utopia dividida: crise e extinção do PCB (1979-1992). Rio de Janeiro, IFCS/UFRJ, 2005. (Mestrado em História; orientadora: Maria Paula Nascimento Araújo)
  • TAVARES, Rodrigo Rodrigues - A "Moscouzinha" brasileira: cenários e personagens do cotidiano operário de Santos. São Paulo: Humanitas, 2007

Ligações externas[editar | editar código-fonte]