Joaci Fonseca de Góes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Joaci Fonseca de Góes
Deputado federal pela Bahia
Período 1 de janeiro de 1987
a 1 de janeiro de 1991
Dados pessoais
Nascimento 25 de agosto de 1938 (83 anos)
Ipirá, Bahia
 Brasil
Nacionalidade brasileiro
Cônjuge Lídice Ferraz de Góes
Partido PMDB (1981-1990)
PSDB (1990-presente)
Profissão Advogado

Joaci Fonseca de Góes (Ipirá, 25 de agosto de 1938), mais conhecido como Joaci Góes[1],é um advogado, jornalista, empresário e político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Joaci Fonseca de Góes nasceu na fazenda São Bento, em Ipirá, filho de João de Souza Góes e Mariana Fonseca de Góes.

Fez o curso primário nos arraiais de Ponto Alegre e Pau de Ferro. Aos 12 anos de idade, mudou-se para Salvador onde cursou o ginasial no Colégio Severino Vieira e o colegial no Colégio Central da Bahia.

Concluídos os estudos preliminares, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, pela qual foi diplomado em 1963.

Como empresário, tem apreciável folha de serviço. Sob a supervisão paterna e a liderança de seus irmãos mais velhos, participou da fundação da Construtora Góes, em 1959, quando ainda era estudante de Direito. Com o surgimento do Banco Nacional de Habitação, fundiram ambas empresas em uma só: a Góes-Cohabita, que passou a operar no Brasil e no exterior. Posteriormente enveredou por outras atividades, nos ramos de agropecuária, indústria, educação e energia. Não podendo conciliar a vocação acadêmica com as atividades empresariais, Joaci optou pelo mundo dos negócios, dedicando porém as horas vagas ao hábito da leitura, passando assim a ser considerado intelectual e, ao mesmo tempo, empresário.

Como jornalista, além de colaborar na imprensa baiana, foi, por mais de 27 anos, o principal dirigente do jornal Tribuna da Bahia e coproprietário da Rádio e TV Aratu.

Como político foi eleito deputado federal constituinte (1987-1989). No exercício do seu mandato, foi coordenador da bancada baiana, vice-líder do partido e membro de várias comissões e subcomissões.

Como intelectual, é conferencista, orador, articulista e autor de vários ensaios. Em 2001, publicou “A Inveja nossa de cada dia, como lidar com ela”; em 2004, “Anatomia do ódio”; em 2009, “A força da vocação para o desenvolvimento das pessoas e dos povos”; em 2014, publicou "(As) 51 Personalidades (mais) marcantes do Brasil"; em 2015, publicou "As 7 pragas do Brasil Moderno"; em 2017, "Como governar um Estado - o caso da Bahia". Assina uma coluna semanal do jornal Tribuna da Bahia, é comentarista da Rádio Metrópole e consultor educacional das Obras Sociais Irmã Dulce. É titular da Academia de Letras da Bahia, onde ocupa a Cadeira nº 7 que tem como Patrono José da Silva Lisboa, Visconde de Cairu. Foi eleito para presidir a Academia de Letras da Bahia em dezembro de 2018, tomou posse em março de 2019[2], mas renunciou em outubro de 2020 por desavenças politicas dentro da academia[3]; É membro efetivo da Academia de Letras e Artes do Salvador e Membro da Academia Baiana de Educação.

Em 2013, recebeu a Comenda 2 de Julho, condecoração concedida pela Assembleia Legislativa da Bahia.[4]

É sócio efetivo do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, diretor da Associação Comercial da Bahia e sócio do Instituto Genealógico da Bahia.

Referências

  1. Biografia-Joaci Góes Arquivado em 14 de julho de 2014, no Wayback Machine. Acessado em 08 de julho de 2014.
  2. «Joaci Góes é eleito presidente da Academia de Letras da Bahia». Metro1. 29 de novembro de 2018. Consultado em 8 de março de 2021 
  3. Levi Vasconcelos (26 de outubro de 2021). «Desavenças políticas levam Joaci Goes a renunciar na ABL». Bahia.ba. Consultado em 8 de março de 2021 
  4. COMENDA DOIS DE JULHO Acessado em 20 de junho de 2020.