São Luís (Maranhão)

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Município de São Luís
"SLZ"
"Jamaica Brasileira"
"Ilha do Amor"
"Atenas Brasileira"
"Cidade dos Azulejos"
"Capital Brasileira do Reggae"
"Ilha Magnética"
"Capital da França Equinocial"
"Ilha Bela"
“Ilha Rebelde"
"São Luís do Maranhão"
São Luis do Maranhão-Montagem.jpg

Bandeira de São Luís
Brasão de São Luís
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 8 de setembro
Fundação 8 de setembro de 1612 (406 anos)
Gentílico são-luisense ou ludovicense[1]
Prefeito(a) Edivaldo Holanda Júnior[2] (PDT)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de São Luís
Localização de São Luís no Maranhão
São Luís está localizado em: Brasil
São Luís
Localização de São Luís no Brasil
02° 31' 48" S 44° 18' 10" O02° 31' 48" S 44° 18' 10" O
Unidade federativa Maranhão
Região
intermediária

São Luís IBGE/2017[3]

Região
imediata

São Luís IBGE/2017[3]

Região metropolitana São Luís
Municípios limítrofes Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Raposa, Alcântara
Distância até a capital 1 993 km[4]
Características geográficas
Área 834,785 km² [5]
População 1 094 667 hab. (MA: 1º; BR: 15º) –  estatísticas IBGE/2018[6]
Densidade 1 311,32 hab./km²
Altitude 4 m
Clima tropical Awh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,768 (BR: 249º; MA: 1º) – elevado PNUD/2010[7]
PIB R$ 26 832 481,04 mil (MA: 1°) – IBGE/2015[8]
PIB per capita R$ 24 986,18 IBGE/2015[8]
Página oficial
Prefeitura www.saoluis.ma.gov.br
Câmara www.saoluis.ma.leg.br

São Luís (frequentemente chamado de São Luís do Maranhão) é um município brasileiro e a capital do estado do Maranhão. É a única cidade brasileira fundada por franceses, no dia 8 de setembro de 1612[9], posteriormente invadida por holandeses[10] e por fim colonizada pelos portugueses. Localiza-se na ilha de Upaon-Açu no Atlântico Sul, entre as baías de São Marcos e São José de Ribamar, no Golfão Maranhense. Em 1621 quando o Brasil foi dividido em duas unidades administrativas — Estado do Maranhão e Estado do Brasil — São Luís foi a capital da primeira unidade administrativa. No ano de 1997 o centro histórico da cidade foi declarado patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO.

Com uma população de 1 094 667 habitantes, São Luís é o município mais populoso do Maranhão, além de ser o 15° município mais populoso do Brasil, e o 4° da Região Nordeste. Sua área é de 831,7 km², desse total 283 km² estão em perímetro urbano (12ª maior área urbana do país).[11]. O município é sede da Região de Planejamento da Ilha do Maranhão (composta pelos 4 municípios localizados na ilha de Upaon-Açu) e da Região Metropolitana de São Luís composta por 13 municípios que totalizam mais de 1.620.000 habitantes.[12]

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de São Luís, segundo dados das Nações Unidas datados do ano 2010, é de 0,768 acima da média brasileira, o 3ª melhor IDH entre as capitais da região Nordeste do Brasil, e 4ª entre todos os 1.794 municípios da região[13]

A capital maranhense tem um forte setor industrial por conta de grandes corporações e empresas de diversas áreas que se instalaram na cidade pela sua privilegiada posição geográfica entre as regiões Norte e Nordeste do país. Seu litoral estrategicamente localizado bem mais próximo de grandes centros importadores de produtos brasileiros como Europa e Estados Unidos, permite economia de combustíveis e redução no prazo de entrega de mercadorias provenientes do Brasil pelo Porto de Itaqui[14], que é o segundo mais profundo do mundo e um dos mais movimentados e bem estruturados para o comércio exterior no país.[15]

A cidade está ligada ao interior do estado e ao estado do Piauí pela ferrovia São Luís-Teresina, bem como aos estados vizinhos Pará e Tocantins por meio da ferrovia Estrada de Ferro Carajás e Ferrovia Norte-Sul, sendo que esta última conecta a cidade a Região Centro-Oeste o que facilita e barateia a escoação agrícola do interior do país para o porto de Itaqui. Por rodovia, a capital maranhense é servida pela BR-135 (duplicada) que a liga a ilha ao continente, e pelo transporte aéreo conta com o Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado[16], com capacidade de atender 5.900.000 passageiros por ano.[17] Também há um serviço de ferry-boats, realizando a Travessia São Luís-Alcântara.[18]

O clima em São Luís é tropical semi-úmido sendo fortemente influenciado pelo mar e pela Zona de Convergência Intertropical. A cidade apresenta grande quantidade de coqueiros e muita vegetação litorânea. Há pequenas áreas de Floresta Amazônica que resistiram ao processo de urbanização da cidade, todas protegidas por parques ambientais[19]. Pequenos rios nascem na cidade: entre eles, o Rio Bacanga é o mais importante economicamente[20].

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Luís IX de França

O nome da cidade é uma homenagem dada pelos franceses ao rei da França Luís XIII, conforme registrou o cronista da França Equinocial o Capuchinho Claude D'Abbeville. Posteriormente o nome passou a referenciar Luís IX, chamado de "São Luís Rei de França". O rei Luís IX ficou popular pois morreu numa Cruzada na Idade Média, sendo posteriormente canonizado pela Igreja.

História[editar | editar código-fonte]

A capital maranhense, lembrada hoje pelo enorme casario de arquitetura portuguesa, no início abrigava apenas ocas de madeira e palha e uma paisagem quase intocada. Aqui, ficava a aldeia de Upaon-Açu, onde os índios tupinambás - entre 200 e 600, segundo cronistas franceses - viviam da agricultura de subsistência (pequenas plantações de mandioca e batata-doce) e das ofertas da natureza, caçando, pescando e coletando frutas.[21] Nos arredores da atual cidade de São Luís, habitava a etnia indígena dos potiguaras[22].

Pré-história[editar | editar código-fonte]

Antes mesmo da chegada dos franceses, o lugar onde hoje está localizada a cidade de São Luís já era densamente habitado por povos indígenas. Atualmente, pesquisadores estão a procura de objetos arqueológicos provavelmente enterrados no Sambaqui do Bacanga, localizado no Parque Estadual do Bacanga. Os pesquisadores criaram trincheiras à procura de vestígios de novos artefatos que poderiam pertencer a populações pré-históricas. Querem também saber o perfil sociocultural dos humanos que habitaram essa região. Esses objetos provavelmente pertenciam a populações pescadoras–coletoras-caçadoras-ceramistas pré-históricas que viviam no sambaqui do Bacanga. A descoberta poderá ser muito importante, pois acredita-se que as populações que viviam na Amazônia migraram para a Região Nordeste do Brasil.[23]

O Sambaqui do Bacanga localiza-se no Norte do Maranhão, na região centro-oeste da ilha de São Luís. Suas coordenadas geográficas:2° 34' 41,8" S 44° 16' 50,4" O.[23]

Colonização portuguesa[editar | editar código-fonte]

Em 1535, a divisão do Brasil pelos portugueses em capitanias hereditárias deu, ao tesoureiro João de Barros, a primeira oportunidade de colonização europeia da região. Na década de 1550, foi fundada a cidade de Nazaré, provavelmente onde hoje é São Luís, que acabou, no entanto, sendo abandonada devido à resistência dos índios e à dificuldade de acesso à ilha.[21]

Se, desde o final do século XVII, novos elementos da civilização europeia já chegavam a São Luís por vias marítimas (com destaque para os religiosos carmelitas, jesuítas e franciscanos, que também passaram a educar a população), este processo de modernização aumentou no novo ciclo econômico, trazendo benefícios urbanos para a cidade. Durante o período pombalino (1755-1777), aconteceu a canalização da rede de água e esgotos e a construção de fontes pela cidade.[24]

Os filhos dos senhores eram enviados para estudar no exterior, enquanto, na periferia da cidade, longe da repressão da polícia e das elites, os escravos fermentavam uma das culturas negras mais ricas do país. Entre as abastadas famílias de comerciantes, estava a senhora Ana Jansen [25], conhecida por maltratar, torturar e até matar seus escravos.

Além de dar nome a uma lagoa que fica na parte nova da cidade, Ana Jansen é também lembrada através de uma lenda: sua carruagem, puxada por cavalos brancos sem cabeça, estaria circulando ainda hoje pelas ruas escuras de São Luís.[26]

Ocupação francesa[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: França Equinocial
Luís IX da França, retratado em pintura de El Greco

Daniel de La Touche[27][28], conhecido como Senhor de La Ravardière, acompanhado de cerca de 500 homens vindos das cidades francesas de Cancale, Granville e Saint-Malo [29], chegou à região em 1612 para fundar a França Equinocial e realizar o sonho francês de se instalar na região dos trópicos. Uma missa rezada por capuchinhos e a construção de um forte nomeado de Saint-Louis ("São Luís"), em homenagem prestada a Luís IX patrono da França, e ao rei francês da época Luís XIII[30], marcaram a data de fundação da nova cidade: 8 de Setembro. Logo se aliaram aos índios, que foram fiéis companheiros na batalha contra portugueses vindos de Pernambuco decididos a reconquistar o território, o que acabou por acontecer alguns anos depois.[31][32]

Em novembro de 1614, os portugueses venceram os franceses na Batalha de Guaxenduba, na Baía de São José. Em 1615, a tropa da Capitania de Pernambuco comandada por Alexandre de Moura expulsou os franceses do Maranhão, e o militar olindense Jerônimo de Albuquerque foi destacado para comandar a cidade.[33] Açorianos chegaram a São Luís em 1620 e a plantação da cana-de-açúcar para a produção de açúcar e aguardente tornou-se, então, a principal atividade econômica na região. Os índios foram usados como mão de obra na lavoura. A produção foi pequena durante todo o século XVII e como, praticamente, não circulava dinheiro na região, os excedentes eram trocados por produtos vindos do Pará, Amazônia e Portugal. Rolos de pano eram um dos objetos valorizados na época, constando inclusive nos testamentos dos senhores mais abastados.[31][32]

Ocupação holandesa[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Invasões holandesas no Brasil
São Luís do Maranhão em mapa de 1629 por Albernaz I

Por volta de 1641, aportou, em São Luís, uma esquadra holandesa[34] formada por 18 embarcações, com mais de mil militares, sob o comando do almirante Jan Cornelisz Lichthart e pelo coronel Koin Handerson. O principal objetivo dos holandeses seria a expansão da indústria açucareira na região. Antes da invasão em São Luís, os holandeses já haviam invadido grande parte do nordeste brasileiro e tomado outras cidades como Salvador, Recife e Olinda.[34]

Os holandeses investiram contra São Luís, amedrotaram os moradores o que fez a cidade ficar deserta. Foi feito prisioneiro o governador da cidade o fidalgo português Bento Maciel Parente e também foi hasteada a bandeira holandesa. A cidade toda foi saqueada, igrejas de templos foram roubados, cerca de cinco mil arrobas de açucar foram roubados. Isso tudo resultou numa paralisação da economia maranhense. A produção da capitania era baseada na comercialização de tabaco, cravo, algodão, aguardente, açucar, sal, azeite, couro, farinha de mandioca, baunilha entre outros produtos.[34]

Após a expansão dos holandeses para o interior além da ilha de São Luís, foram em busca do controle sobre outros engenhos maranhenses. Os portugueses estavam insatisfeitos, então iniciaram em 1642 os movimentos de revolta e de mobilização para tentar expulsar os holandeses das terras maranhenses. Começou, então, uma guerrilha que durou cerca de três anos e que, em consequência, causou a destruição da cidade de São Luís. Finalmente, após uma violenta batalha que levou à morte de muitas pessoas, em 1644 os holandeses desocuparam a cidade de São Luís.[34][35]

Expansão econômica[editar | editar código-fonte]

Cartão-postal da Praça João Lisboa editado por volta de 1910

A criação da Companhia do Comércio do Maranhão,[36] em 1682, integrou a região ao grande sistema comercial mantido por Portugal. As plantações de cana-de-açúcar, cacau e tabaco eram, agora, voltadas para a exportação, tornando viável a compra de escravos africanos, grande parte deles oriunda da região da atual Guiné-Bissau.[37] A Companhia, de gestão privada, passou a administrar os negócios na região em substituição à Câmara Municipal. O alto preço fixado para produtos importados e discordâncias quanto ao modelo de produção geraram conflitos internos na elite que culminaram na Revolta de Beckman,[38] considerada a primeira insurreição da colônia contra Portugal. O movimento foi prontamente reprimido pelas forças governistas.

Na segunda metade do século XVIII, devido à Guerra de Independência, os Estados Unidos interrompem sua produção de algodão e abrem espaço para que o Maranhão passe a fornecer a matéria-prima demandada pela Inglaterra.[39] Em 1755, é fundada a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão[40] e o porto de São Luís ganha enorme movimento de chegada e saída de produtos. Com a proibição do uso de escravos indígenas e o aumento das plantações, sobe muito o número de escravos negros.

Em 1780, foi construída a Praça do Comércio,[41] na Praia Grande, que se tornou centro da ebulição econômica e cultural de São Luís. Tecidos, móveis, livros e produtos alimentícios, como o azeite português e a cerveja da Inglaterra, eram algumas das novidades vindas do velho continente.

O fluxo comercial de algodão entrou em decadência no fim do século XIX, devido à recuperação da produção norte-americana e à abolição da escravatura. A produção agrícola foi, aos poucos, sendo suplantada pela indústria têxtil que, além de matéria-prima, encontrou mão de obra e mercado consumidor na região. A nova atividade colaborou para a expansão geográfica da cidade e surgimento de novos bairros na periferia.

Com a decadência da indústria têxtil, São Luís ficou isolada do resto do país, só voltando a se recuperar após a primeira metade do século XX, com a aplicação de grandes investimentos, como a construção da Estrada de Ferro Carajás e dos portos do Itaqui e Ponta da Madeira. Este último, de propriedade da Vale, é o segundo terminal portuário mais profundo do mundo e pode lidar com navios que possuem calado de mais de 20 metros.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de São Luís ocupa uma área de 834,785 km²[5] e ocupa uma área que representa 0,2492 por cento do estado do Maranhão[42], 0.0532 % da Região Nordeste[42] e 0.0097 % do território nacinal[42]. Perímetro urbano de 96,27 %[42] e rural de 3,73 %[42]. A 2° ao Sul do Equador, nas coordenadas geográficas latitude S 2º31´ longitude W 44º16, estando à 24 metros acima do nível do mar. Segundo este Censo 2010, a população jovem chegava a 63,87 por cento (555 709 habitantes) com idade inferior a 29 anos, destacando-se que 375 624 (40,17 por cento) menores de 19 anos.

De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017,[43] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de São Luís.[3] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião da Aglomeração Urbana de São Luís, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Norte Maranhense.[44]

O município ocupa mais da metade da ilha (57 por cento) e, conforme registros da Fundação Nacional de Saúde (1996), a população está distribuída em centro urbano com 122 bairros (que constituem a região semiurbana) e 122 povoados (que formam a zona rural). A cidade está dividida em 15 setores fiscais e 233 bairros, loteamentos e conjuntos residenciais.

Região metropolitana e municípios limítrofes[editar | editar código-fonte]

Limita-se com o município de São José de Ribamar e com o oceano Atlântico, separada do continente pelo Estreito dos Mosquitos. Embora também se localizem na ilha e façam parte da região metropolitana, os municípios de Paço do Lumiar e Raposa não fazem fronteira com São Luís [45]. É a mais populosa cidade de todo o estado. Está localizada na ilha de Upaon-açu (palavra indígena que significa "Ilha Grande") com área de 1 455,1 km² que contém outros municípios: São José de Ribamar, com área de 436,1 km², Paço do Lumiar, com área de 121,4 km² e Raposa, com área de 63,9 km².[46]

Há outras ilhas pertencentes politicamente ao município de São Luís. São elas: [47]

Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, bairro Cohab-Anil, São Luis (MA).
Município Área (km²)
[49]
População
(2010)[50]
PIB em R$
(2005)[49]
Paço do Lumiar 132,410 104 881 151 088 648
Raposa 64,182 26 280 55 786 772
São José de Ribamar 386,282 162 925 276 244 223
São Luís 827,141 1 014 837 9.340.943.741
Alcântara 1 483,232 21 466 62 130 241
Total 1 410,015 1 327 495 9.886.193.625

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de São Luís é tropical, quente e úmido. A temperatura mínima na maior parte do ano fica entre 22 e 24 graus e a máxima geralmente entre 30 e 34 graus.[51] Apresenta dois períodos distintos: um chuvoso, de dezembro a julho, e outro seco, de agosto a novembro. A média pluviométrica é de 2200 mm/ano, concentrados entre fevereiro e maio. Os meses com maior média de pluviosidade são março e abril, enquanto os menores são setembro e outubro.[52]

As primeiras pancadas de chuva, mesmo que com fraca intensidade, já começam a cair a partir da segunda quinzena do mês de dezembro, tornando-se mais intensas e frequentes em janeiro. Durante estes dois meses é comum alguns dias serem nublados, outros chuvosos e outros ensolarados caracterizando assim o período de transição entre o período de estiagem e o chuvoso. Nos meses de fevereiro a maio, a zona de convergência intertropical fica mais ativa no município e por isso os dias desses meses são marcados por poucos ou nenhum período de sol, fortes temporais, temperaturas amenas e algumas vezes ocorrência de neblina pela manhã, caracterizando o período chuvoso.

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas
registrados em São Luís por meses (INMET, 1971-presente)[53]
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 187,8 mm 08/01/2011 Julho 85,1 mm 01/07/1990
Fevereiro 210 mm 06/02/1980 Agosto 45,8 mm 04/08/2006
Março 162,2 mm 13/03/2010 Setembro 62,8 mm 15/09/1975
Abril 177,2 mm 19/04/1974 Outubro 40 mm 22/10/1973
Maio 181,6 mm 11/05/2014 Novembro 67,3 mm 01/11/1995
Junho 133 mm 05/06/2008 Dezembro 159,7 mm 28/12/1993

Os meses de junho e julho também são meses de transição, mas da estação chuvosa para a estiagem. Este período é caracterizado por dias com chuvas, outros com sol forte, calor e umidade baixa e outros com tempo abafado, sem ventos e com muita nebulosidade, conhecido popularmente como calmaria. Em raras ocasiões, é também neste período de transição que se formam as trombas ď água pela orla marítima. Uma peculiar caraterística das chuvas de junho e julho em São Luís é por serem muito intensas, repentinas e rápidas (normalmente não ultrapassando os 30 minutos) e geralmente acompanhadas de muito vento. Após este período de transição chega o período de estiagem que corresponde os meses de agosto a novembro. Neste período os dias são ensolarados e com temperaturas elevadas, as chuvas diminuem drasticamente, a umidade durante a tarde cai para até 40% e os ventos vão se tornando mais fortes chegando a 50 km/h, principalmente entre os meses de setembro e outubro, contribuindo para o surgimento de focos de incêndio.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1971 a menor temperatura registrada em São Luís foi de 17,9 °C em 26 de março de 1987,[54] e a maior atingiu de 37,2 °C em 4 de outubro de 1997.[55] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 210 mm em 6 de fevereiro de 1980. Alguns outros grandes acumulados foram 187,8 mm em 8 de janeiro de 2011, 181,6 mm em 11 de maio de 2014, 177,2 mm em 19 de abril de 1974, 174,8 mm em 23 de fevereiro de 1974, 165 mm em 25 de abril de 1979, 162,2 mm em 13 de março de 2010, 161,4 mm em 10 de abril de 1985, 159,8 mm em 19 de março de 2000, 159,7 mm em 28 de dezembro de 1993, 155,2 mm em 15 de abril de 1984, 154,9 mm em 3 de maio de 2009, 152,5 mm em 15 de março de 1991, 150,9 mm em 28 de março de 1985 e 130,6 mm em 19 de janeiro de 2017.[53] O recorde mensal de precipitação foi de 849,2 mm em abril de 1985.[56] O menor índice de umidade relativa do ar foi registrado na tarde de 11 de julho de 1992, de 42%.[57]

Dados climatológicos para São Luís
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 34,7 36,3 34,5 34,4 34,2 33,7 34 35,5 35,4 37,2 35,2 34,9 37,2
Temperatura máxima média (°C) 30,6 30,2 29,9 30,2 30,9 31,1 31 31,4 31,7 31,9 32,1 31,8 31,1
Temperatura média (°C) 26,7 26,4 26,1 26,2 26,6 26,4 26,2 26,5 26,9 27,2 27,5 27,4 26,7
Temperatura mínima média (°C) 23,9 23,6 23,4 23,4 23,6 23,2 23 23,3 23,9 24,2 24,6 24,5 23,7
Temperatura mínima recorde (°C) 20 20,1 17,9 21,1 20,2 20,6 18,1 20,3 21 21,2 21,6 20 17,9
Precipitação (mm) 226,4 321,4 462,1 457,6 302 183,4 122,9 30 6,4 4,7 10,5 72,6 2 200
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 13 16 22 21 18 14 10 4 1 1 1 4 125
Umidade relativa (%) 83,4 85,8 87,6 88,6 86,7 84,9 84,5 81,3 78,3 76,8 76,7 78,4 82,8
Horas de sol 155,1 119,5 111,5 116,5 163,2 204,5 235,9 265,5 257,2 259,2 238,2 212,2 2 338,5
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[52] recordes de temperatura: 1971-presente)[54][55]

Relevo e hidrografia[editar | editar código-fonte]

A capital maranhense encontra-se a altitude de quatro metros acima do nível do mar. Existem baixadas alagadas, praias extensas, manguezais e dunas que formam a planície litorânea.[58] A bacia de São Luís é composta por rochas sedimentares com formação na era cenozoica e apresenta vários tipos de minerais, o calcário é um encontrado em abundância.[59]

Os principais rios que cortam São Luís são o Bacanga, que atravessa o Parque Estadual do Bacanga[60][61], e o Anil, que divide a cidade moderna e o centro histórico. O rio Itapecuru abastece[62] a cidade, embora não passe pela ilha.

A hidrografia da região é formada pelos rios de Anil, Bacanga, Tibiri, Paciência, Maracanã, Calhau, Pimenta, Coqueiro e Cachorros. São rios pequenos que deságuam em diversas direções abrangendo dunas e praias. Sendo que o rio Anil com 12.63 km de extensão, e Bacanga com 233,84 km fluem para a Baía de São Marcos tendo em seus estuários áreas cobertas de mangues.[20]

A laguna da Jansen[63] (laguna, por existir saídas para o mar) é a principal e maior laguna da ilha, com seis mil metros quadrados de área.[63]

Bacias hidrográficas Área (km²)
[64]
Comprimento (km)[64] Hierarquia fluvial
[64]
Perímetro (km)[64]
Anil 40,94 12,63 5ª Ordem 33,39
Bacanga 105,9 233,84 5ª Ordem 48,86
Tibiri 140,04 16,04 6ª Ordem 52,88
Paciência 153,12 27,48 4ª Ordem 73,95
Inhaúma 27,52 5,45 5ª Ordem 26,15
Praias 61,05 3,75 1ª Ordem 69,90
Santo Antônio 100,46 25,88 4ª Ordem 60,04
Estiva 41,65 7,09 4ª Ordem 32,92
Geniparana 81,18 15,03 5ª Ordem 60,36
Cachorros 65,00 10,71 5ª Ordem 38,49
Guarapiranga 16,48 4,56 4ª Ordem 24,98
Itaqui 48,60 6,09 3ª Ordem 49,18
Total 1 290,00 368,55 - -

Praias[editar | editar código-fonte]

Por do Sol na Praia do Calhau
Praia da Ponta D'Areia

As praias são uns dos pontos turísticos mais procuradas pelos turistas que visitam a cidade. Destacam-se:

  • Praia da Guia: final de semana de muito sol e lazer na área Itaqui Bacanga. Centenas de pessoas aproveitam o domingo de sol para se bronzear e se refrescar nas praias da orla marítima do eixo Itaqui Bacanga.

Na Praia da Guia, uma das mais conhecidas e visitadas praias da região, o movimento e intenso logo pela manhã. Banhistas e vendedores ambulantes atravessavam o canal em canoas para enfim chegar a uma das mais belas praias da capital.

  • Prainha: Outro local muito visitado é a Prainha, que fica do lado direito da Praia da Guia, seguindo depois da comunidade do Bonfim. A Prainha é bem aconchegante e dispõe de bares e restaurantes. Um dos atrativos singular da Prainha é a vista de São Luís. Localizada do outro lado da Rampa Campos Melo, o visitante tem a vista de toda a cidade, do Palácio dos Leões, Convento das Mercês e de todo Centro Histórico. Muitos ficam encantados com a visão panorâmica do centro de São Luis. A vista da cidade é maravilhosa por este ângulo. É perto do centro, dá para ver o São Francisco e toda a cidade nova.
  • Praia do Cajueiro: A praia do cajueiro,fica no bairro de mesmo nome na zona rural da cidade, próximo a Vila Maranhão,na área Itaqui-Bacanga. A praia é deserta e cercada de natureza e é de lá que os moradores da comunidade retiram o sustento da família diariamente. O acesso é feito pela BR-135,seguindo pela estrada que dá acesso ao bairro e a praia.
  • Praia do Amor: A Praia do Amor, que fica em área de Marinha, o acesso já é mais difícil. Distante, aproximadamente, seis quilômetros do bairro Anjo da Guarda, o caminho também é pela BR-135, seguindo pela estrada que dá acesso à Ponta da Espera.
Monumento aos Pescadores, na praia de São Marcos

Os veículos ficam no portão de entrada do Porto da Marinha, daí em diante o banhista segue a pé pouco mais de um quilômetro até chegar a Praia do Amor. Um lugar de sossego, primitivo, de puro contato com a natureza. A praia é apropriada para o lazer em família, e as crianças brincam a vontade, pois carros não trafegam na faixa de areia. Aos domingo centenas de pessoas aproveitam o dia de sol na Praia do Amor que contou com os serviços de dois salva-vidas do Corpo de Bombeiros do Maranhão.

  • Praia Ponta d’Areia: é a mais visitada pela população e pelos turistas, devido ao fácil acesso. Encontra-se a apenas três quilômetros do centro da cidade. Nessa praia, foi construído o Espigão Costeiro da Ponta D'Areia, construído para proteger a costa da ação das ondas do mar, mas que se tornou importante ponto turístico e de lazer da capital. [65][66]
  • Praia de São Marcos: destaca-se por suas fortes ondas, e é bastante procurada por surfistas.[65]
  • Praia do Calhau: é uma das praias mais conhecidas da capital maranhense. Apresenta ondas fracas e dunas cobertas por vegetação.[65]
  • Praia Olho d’Água: localiza-se a 13 quilômetros do centro da cidade. É cercada por dunas e vegetação rasteira.[65]
  • Praia do Meio: localizada entre as praias de Olho d'Água e Araçagi, possui águas límpidas e próprias para prática de kitesurf.[67]

Com exceção de alguns trechos da praia do Araçagi, nenhuma outra - Ponta d’Areia, Calhau, São Marcos e Olho d’Água - está em condições para banho. Em junho de 2009 as praias que estavam impróprias para o banho foram marcadas com placas de alerta, avisando os banhistas sobre a condição da qualidade da água em cada trecho.[68][69]

Vista panorâmica da Praia Ponta d'Areia.

Fauna e flora[editar | editar código-fonte]

Palmeira Babaçu, na Praça Benedito Leite

A cidade de São Luís está localizada numa área de encontro de duas floras: a flora da amazônia e a flora nordestina. Isso faz com que a ilha de São Luís tenha uma flora muito diversa e rica em espécies. Na região litorânea da cidade (compreendendo quase toda ela) foram catalogadas 260 espécies de plantas adentradas em 76 famílias sendo que a família das fabaceae (leguminosas) possui o maior número de espécies, são mais de 26 catalogadas. Dentre todas as regiões pesquisadas do Brasil, 125 espécies são exclusivas de São Luís.[70]

A vegetação da cidade é diversificada e, em sua maior parte, litorânea. Com grande número de coqueiros, São Luís conta também com uma quantidade considerável de manguezais. A cobertura vegetal original do município é um misto de floresta latifoliada, babaçual, vegetação de dunas, restinga e manguezal. Encontram-se parques ambientais por toda a capital maranhense, entre os quais o Parque Estadual do Bacanga, Área de Proteção Ambiental da Região do Maracanã, a Área de Proteção Ambiental do Itapiracó e o Parque Estadual Sítio do Rangedor, dentre outros, que guardam resquícios de vegetação da Floresta Amazônica.[19]

Uma recente pesquisa (2007) comprovou a existência de mais de 28 espécies de Flebotomíneos, que são mosquitos transmissores da Leishmaniose na região metropolitana de São Luís principalmente nas áreas de preservação ambiental. Com a ocupação desordenada da população na região podem ocorrer surtos de leishmaniose na população.[19]

No Parque Botânico de São Luís encontram-se muitas espécies de vegetais e alguns animais como o bicho-preguiça, Macaco-prego, o Macaco-capijuba, o Gato-maracajá, a Cutia, o Tatupeba, a Paca e o Tamanduá-mirim.[71]

As áreas protegidas da região de São Luís foram mapeadas por satélites de geoprocessamento (Imagem do Satélite Ikonos – 0,5 cm) e são ao total sete divididas em:[72]

Nome Área Lei
Áreas de Influência das Nascentes do Rio Jaguarema 45,74 hectares Lei nº 4.770 de 22 de março de 2007
Parque do Bom Menino - Lei de Tombamento Estadual do Centro Histórico
Parque do Diamante 3 hectares Lei nº 3.019 de 28 de dezembro de 1989
Parque do Rio das Bicas - Lei nº 3.019 de 28 de dezembro de 1989
Parque Ambiental e Recreativo do Itaqui/Bacanga 3 000 Lei n° 4.177, de 20 de março de 2003
Zona de Reserva Florestal do Sacavém - Lei nº3.253 de 29 de dezembro de 1992

Demografia[editar | editar código-fonte]

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Como o resto do Brasil, São Luís possui, em sua composição, ancestralidades europeia como portugueses,holandeses e franceses,indígena e africana. De acordo com um estudo genético de 2005, a contribuição europeia atinge 42 por cento; a indígena, 39 por cento; e a africana, 19 por cento.[73]

Com relação à religião, o Censo 2010 declarou que 65,90% da população é católica; 23,61% é evangélica e 0,61% é espírita[74]

Política[editar | editar código-fonte]

Palácio dos Leões, sede do Governo do estado

O poder político em São Luís é representado pela Prefeitura de São Luís, chefiada pelo prefeito, auxiliado pelo vice-prefeito e secretários municipais. Para o prefeito criar alguma lei, é preciso a aprovação do Poder Legislativo, sendo este composto pela Câmara dos Vereadores de São Luís. São símbolos oficiais da cidade o brasão, a bandeira e o hino.

O Palácio La Ravardière[75], sede do governo municipal (prefeitura), foi construído originalmente por volta de 1689, tendo sido Casa da Câmara e Cadeia. De fachada simétrica, em dois pavimentos, centrada por uma caitela, decorada com concha e folhas de acanto estilizado, dando ideia de pequeno frontão, todo em estuque. À frente, calçada de cantaria exibe busto de bronze de Daniel de La Touche, Senhor de La Ravardière, esculpido por Bibiano Silva[76].

Convento das Mercês

A cidade também é a sede política e institucional do Governo do Estado do Maranhão, sendo o Palácio dos Leões o edifício-sede do governo. O Palácio, com origens no forte que deu origem à cidade no século XVII, é um dos símbolos culturais mais importantes da cidade.[77]

São Luís conta com o maior colégio eleitoral do estado do Maranhão, seguida por Imperatriz, Caxias, Timon e Codó. Seu eleitorado total é de 668 817 eleitores em 2010. Pertence á Comarca de São Luís [78].

São Luís é sede do Tribunal de Justiça do Estado[79], fundado em 1813. Também é sede do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT), com jurisdição sobre o Estado do Maranhão. A Capital sedia também o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) [80] e Tribunal de Contas do Estado [81], que apesar de não pertencer ao Poder Judiciário, pois constitucionalmente é um órgão vinculado ao Poder Legislativo, possui autonomia administrativa e financeira. Sua função é auxiliar o Legislativo e fiscalizar a aplicação do dinheiro público. São Luís também é sede da Procuradoria Geral de Justiça, da Procuradoria Geral do Estado e da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA)[82].

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Imagem noturna do bairro Ponta do Farol

Oficialmente, São Luís é constituído pelo distrito sede. Estava dividido em dois distritos até 1997: São Luís e Anil.[83] Por vezes São Luís é dividida em Cidade Nova, que compreende os bairros da área nobre como Renascença, Ponta d'Areia, Calhau, entre outros, e Cidade Antiga com o Centro, Monte Castelo, Anil e outros bairros, em sua maioria de classe média. A cidade esta dividida em 38 bairros, mas se contar com as subdivisões dos bairros, palafitas, favelas, chegam a 96 e em alguns casos, ultrapassam mais de 100 bairros.[84]

Economia[editar | editar código-fonte]

Avenida Ana Jansen

A economia maranhense foi uma das mais prósperas do país até a metade do século XIX[85][86]. Todavia, após o fim da Guerra Civil dos Estados Unidos da América[87], quando perdeu espaço na exportação de algodão, o estado entrou em colapso[85]; somente após o final da década de 1960 no século XX o estado passou a receber incentivos e saiu do isolamento, com ligações férreas e rodoviárias com outras regiões[88].

Centro Histórico de São Luís

No fim do século XVIII, o aumento da demanda internacional por algodão para atender as industrial têxtil inglesa aliado à redução da produção estadunidense por causa da Guerra da Independência dos Estados Unidos forneceram o cenário ideal para o estímulo da produção algodoeira no Maranhão. As companhias de navegação Southampton & Maranham Company e Maranham Shipping Company, de transporte marítimo a vapor, que realizavam o transporte do algodão dos estados da Geórgia e do Alabama, passaram a operar no eixo São Luís – Londres, levando a produção de Caxias e da Baixada Maranhense. Até o início do século XX, São Luís ainda exportava algodão para a Inglaterra por via marítima, através das linhas Red Cross Line e Booth Line (cuja rota se estendia até Iquitos) e da companhia Liverpool-Maranham Shipping Company.[89]

Nesse período, a fase de ouro da economia maranhense, São Luís passou a viver uma efervescência cultural. A cidade, que se relacionava mais com as capitais europeias que as outras cidades brasileiras, foi a primeira a receber uma companhia italiana de ópera. Possuía calçamento e iluminação como poucas do país. Recebia semanalmente as últimas novidades da literatura francesa. As grandes fortunas algodoeiras e os comerciais locais enviavam seus filhos para estudar em Recife, Salvador, Rio de Janeiro e, principalmente, Europa.[89]

A inauguração do Porto do Itaqui[90], em São Luís, atualmente o segundo em profundidade no mundo[90], ficando atrás apenas do de Roterdã, na Holanda[90], e um dos mais movimentados do país, serviu para escoar a produção industrial e de minério de ferro vinda de trem da Ferrovia Carajás[90], atividade explorada pela Companhia Vale do Rio Doce. A estratégica proximidade com os mercados europeus e norte americanos fez do Porto uma atraente opção de exportação, mas padece de maior navegação de cabotagem[90].

O Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, porto privado pertencente à Vale, adjacente ao Porto do Itaqui, é destinado principalmente à exportação de minério de ferro e movimenta anualmente mais de 110 milhões de toneladas em minérios.[91]

Exportações de São Luís - (2012)[92]

Pode-se perceber a dimensão da Vale em São Luís analisando-se as exportações do município em 2012, que foi principalmente de óxido de alumínio (47,84%), minério de ferro (34,98%) e alumínio bruto (10,67%)[92].

Com a construção do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) no porto de Itaqui, ampliou-se a capacidade de exportação de grãos como soja, milho e arroz, utilizando-se da infraestrutura da Ferrovia Carajás para escoamento da produção do sul do estado, bem como dos estados de Tocantins e Goiás, com a Ferrovia Norte Sul. No ano de 2017, o porto movimentou em torno de 6 milhões de toneladas de soja[93].

A economia ludovicense baseia-se na indústria de transformação de alumínio, alimentícia, turismo e nos serviços. São Luís possui o maior PIB do estado[94], sediando duas universidades públicas (UFMA e UEMA) e vários centros de ensino e faculdades particulares. Segundo o último levantamento de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a cidade de São Luís possui o produto interno bruto de 26 326 087 000 reais, sendo, assim, a 26º economia nacional entre os mais de 5 560 municípios brasileiros e ocupando a 13º posição entre as capitais.[95]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

São Luís é destaque em iluminação pública: 100 por cento da cidade é coberta por redes de iluminação, a cidade tem 50 por cento das ruas pavimentadas com disponibilidade de serviços de energia elétrica e 30 por cento das ruas têm drenagem urbana. 79 por cento dos domicílios ludovicenses são atendidos pela rede de abastecimento de esgoto, 43 por cento da população tem escoadouro sanitário, 69 por cento dos domicílios tem o lixo coletado por serviços de limpeza e há 261 589 telefones residenciais instalados na cidade.[96] Dados de 2000 indicam que São Luís possuía 202 231 domicílios conferido entre casas, apartamentos e cômodos. Desse total, 168 284 eram imóveis próprios distribuídos entre 746 607 moradores.

São Luís também possui muitos problemas, como engarrafamentos de trânsito, filas enormes em terminais, entre outros problemas.[97] Com o grande crescimento da população o transporte público não esta sendo eficaz o que traz grandes transtornos à população.[98]

Transportes[editar | editar código-fonte]

O município conta com cinco terminais de integração (Praia Grande, São Cristovão, Cohab-Cohatrac, Cohama-Vinhais e Distrito Industrial) que permitem ao passageiro percorrer de ônibus toda a cidade e parte da região metropolitana pagando apenas uma passagem. A rede de linhas do SIT São Luís (Sistema Integrado de Transporte de São Luís) é baseada em dois tipos: as que fazem a integração bairro-terminal e as que integram o terminal ao centro da cidade ou ainda a outro terminal. Atuam na cidade, dividida em quatro lotes operacionais, três consórcios e uma empresa, que detêm, conjuntamente, uma frota de cerca de 1 000 veículos que utilizam sistema de bilhetagem eletrônica. Com a conclusão do projeto de terminais de integração na administração de Tadeu Palácio, iniciou-se a última fase da reformulação do transporte coletivo de São Luís, a ampliação das linhas e da frota de veículos.[99][100]

O Aeroporto Internacional de São Luís possui terminal com capacidade para atender 3,4 milhões de passageiros por ano[101]. Localizado a apenas 14 quilômetros do centro da cidade, oferece aos passageiros um restaurante, duas lanchonetes e lojinhas de souvenir. É servido por três companhias aéreas brasileiras, Azul, Latam, e Gol, com voos diários, partindo das principais capitais brasileiras.[102]

Além de transportar minério de ferro, soja, combustíveis, dentre outros produtos, a ferrovia Carajás também realiza o transporte de passageiros entre São Luís e as cidades de Marabá e Parauapebas, no Pará. A ferrovia São Luís-Teresina transporta combustíveis, cimento, gusa e contêineres, havendo entrocamento com a Ferrovia Teresina-Fortaleza, possibilitando a interligação entre os portos de Itaqui (MA), Pecém (CE) e Mucuripe (CE). [103][104]

Um sistema de ferry-boats realiza a Travessia São Luís-Alcântara, cruzando a Baía de São Marcos, e encurtando a distância entre a capital e a Baixada Maranhense, transportando mais de 1,8 milhão de passageiros por ano.[18]

A frota de veículos na capital maranhense (dados do ano de 2008) é composta por 130.277 automóveis, 6.384 caminhões, 416 caminhões-trator, 19.388 caminhonetes, 1.056 micro-ônibus, 42.806 motocicletas, 3.625 motonetas, 2.827 ônibus e 14 tratores.[105]

Saúde[editar | editar código-fonte]

O município de São Luís conta com três estabelecimentos de saúde federais, 16 estaduais, 52 municipais e 212 privados.[106] Dentre os hospitais da cidade, merecem destaque:

  • Hospitais públicos: Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I); Hospital Municipal Clementino Moura (Socorrão II); Hospital Universitário - Unidade Materno Infantil; Hospital Universitário - Unidade Presidente Dutra; Hospital da Criança; Hospital Presidente Vargas; Hospital Carlos Macieira; Hospital dos Servidores Públicos do Maranhão[107]; Hospital Infantil Juvêncio Matos.
  • Santa Casa e Hospital do Coração; Hospital SARAH; Maternidade Marly Sarney; Maternidade Benedito Leite e Hospital da Mulher.
  • Hospitais particulares: Hospital São Domingos; UDI Hospital; Hospital Aliança; Centro Médico; Hospital São Marcos; Hospital Português; Hospital Aldenora Belo (possui convênio com o SUS).

Educação[editar | editar código-fonte]

A capital maranhense possui uma grande quantidade de escolas públicas e particulares, universidades e faculdades, além de institutos federais. Dados de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística[108] mostram que a cidade de São Luís possui 474[108] escolas de ensino fundamental, 400[108] escolas pré-escolas e 133[108] instituições de ensino médio.

As principais instituições de ensino sediadas em São Luís são a Universidade Federal do Maranhão[109], a Universidade Estadual do Maranhão[110], o Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão[111] e o Instituto Federal do Maranhão[112], além de importantes instituições particulares de ensino superior, como o Centro Universitário do Maranhão,[113] a Faculdade São Luís[114] a Faculdade Atenas Maranhense (FAMA),[115] a Faculdade Santa Terezinha (CEST),[116] a Faculdade do Maranhão (FACAM),[117] o Instituto de Estudos Superiores do Maranhão (IESEMA),[118] a Universidade Vale do Acaraú (UVA-IDEM),[119] o Centro Universitário UNISEB COC[120] e a Fundação Getúlio Vargas (FGV)[121]

Mídia e comunicação[editar | editar código-fonte]

São Luís abriga as sedes dos dois maiores grupos de comunicação do estado do Maranhão, o Grupo Mirante (responsável na cidade pela TV Mirante São Luís, Rádio Mirante, Mirante FM e pelo jornal O Estado do Maranhão) e o Sistema Difusora de Comunicação (responsável pela TV Difusora São Luís, Rádio Difusora e Difusora FM). Grupos nacionais também possuem empresas no município, como a estatal EBC (controla a TV Brasil Maranhão) e os Diários Associados (controla os jornais O Imparcial e Aqui Maranhão).

Cultura[editar | editar código-fonte]

Pix.gif Centro Histórico de São Luís *
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Património Mundial da UNESCO

SaoLuis-Street1.jpg
Fachadas azulejadas no Centro Histórico de São Luís.
País  Brasil
Critérios iii, iv, v
Referência 821
Região** Brasil
Coordenadas 2°30'51"S 44°18'09" W
Histórico de inscrição
Inscrição 1997  (21.ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.

São Luís tem manifestações muito fortes como o bumba-meu-boi, festa de tradição afro-indígena que aflora na cidade nas festas do mês de junho. Além disso, possui o Tambor de Crioula, o Cacuriá, o "Tambor de Mina", religião afro-brasileira, que tem na Casa Grande das Minas Jeje (Querebentã de Tói Zomadônu) e na Casa de Nagô (Nagon Abioton), fundadas do século XIX, os seu mais importantes terreiros. Estas manifestações acontecem no período das festas juninas. No carnaval, a tradição de São Luís é um forte carnaval de rua, onde os blocos populares se misturam aos brincantes e às bandinhas tradicionais.

No fim do século XVIII, o aumento da demanda internacional por algodão para atender as industrial têxtil inglesa aliado à redução da produção norte americana por causa da Guerra de Independência dos Estados Unidos forneceram o cenário ideal para o estímulo da produção algodoeira no Maranhão. Nesse período, a fase de ouro da economia maranhense, São Luís passou a viver uma efervescência cultural. A cidade, que se relacionava mais com as capitais europeias que as outras cidades brasileiras, foi a primeira a receber uma companhia italiana de ópera. Recebia semanalmente as últimas novidades da literatura francesa. As grandes fortunas algodoeiras e os comerciais locais enviavam seus filhos para estudar em Recife, Salvador, Rio de Janeiro e, principalmente, Europa. É nessa fase que São Luís passa a ser conhecida por "Atenas Brasileira". A denominação decorre do número de escritores locais que exerceram papel importante nos movimentos literários brasileiros a partir do romantismo. Surgiu, assim, a imagem do Maranhão como o estado que fala o melhor português do país.

A primeira gramática do Brasil foi escrita e editada na cidade por Sotero dos Reis. Mesmo nos dias atuais a cidade ainda tem uma grande vocação natural para a literatura e poesia.

Faz parte do seu patrimônio cultural a riqueza de poemas e romances dos seus grandes escritores, tais como Aluísio de Azevedo, Gonçalves Dias, Graça Aranha, dentre outros, o que tornou a cidade conhecida como a Atenas Maranhense[122]. Além da literatura, os ritmos cadenciados transbordam alegria e sensualidade, através do tambor-de-crioula[123], do reggae [124] e do bumba-meu-boi[125].

Em 1 de setembro de 2010, São Luís foi eleita a décima terceira Capital Americana da Cultura para o ano de 2012,[126][127] sucedendo Quito, por Xavier Tudela. Isto é uma iniciativa cultural, de cooperação e de promoção nos países da América, respeitando a sua diversidade nacional e regional e destacando o seu patrimônio cultural.[126]

A cidade foi tombada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura como Patrimônio cultural da Humanidade, em 1997. Possui um acervo arquitetônico colonial avaliado em cerca de 3 500 prédios, distribuídos por mais de 220 hectares de Centro Histórico, sendo grande parte deles sobradões com mirantes, muitos revestidos com preciosos azulejos portugueses. Vários prédios foram restaurados; a Prefeitura, por exemplo, funciona no Palácio la Ravardière, construção de 1689.[128]

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Fachada azulejada de um prédio.

Os principais pontos turísticos[129][130] abertos a visitação da cidade de São Luís são:

Segundo teatro mais antigo do Brasil, o Teatro Artur Azevedo foi fundado com o nome de Teatro da União por dois comerciantes portugueses em 1817. No projeto original, o teatro se estenderia até o Largo do Carmo, mas acabou reduzido por um veto da Igreja. Baseado no chamado teatro de plateia italiano, em formato ferradura, apenas em 1922 ganhou o nome atual. Funcionou como cinema entre 1940 e 1966 e, abandonado, acabou em ruínas.[129][131]

Em 1989, quando apenas a fachada original ainda resistia, foi demolido e reconstruído de acordo como o projeto original. Atualmente tem capacidade para 750 espectadores, distribuídos por quatro andares. Os espetáculos são gravados por um circuito profissional de vídeo instalado no teatro e retransmitidos pela TV Senado.[129][131]

O Palácio dos Leões foi erguido pelos franceses como uma fortificação em homenagem ao rei Luís XIII em 1612. A estrutura do atual prédio foi construída no final do século XVIII e passou por inúmeras reformas, até assumir o estilo neoclássico. Hoje, é a sede do Governo do Estado.[77]

A Catedral de São Luís do Maranhão foi erguida por ordem do terceiro capitão-mor Diogo Machado da Costa em 1629, quando a cidade passava por um surto de varíola. É uma homenagem à protetora dos portugueses na Batalha de Guaxenduba (vitória sobre os franceses). Foi reconstruída várias vezes até 1922, quando assumiu o aspecto neoclássico. No interior destaca-se o altar-mor talhado em ouro.[132]

O Palácio de La Ravardière foi construído originalmente em 1689 como a Casa da Câmara, é a atual sede da prefeitura municipal. No largo do palácio há um busto de Daniel de La Touche, senhor de La Ravardière, fundador da cidade.[75]

O Museu de Artes Visuais possui um acervo composto por azulejos coloniais, murais, fotografias e obras de artistas maranhenses. Um de seus destaques é a coleção de gravuras do escritor Arthur Azevedo.[133]

O Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho é sediado num sobrado colonial de 3 pavimentos, mantém um grande acervo com peças das diversas manifestações culturais (bumba-meu-boi, tambor de crioula, carnaval, dança do coco etc) e religiosas (tambor de mina, Festa do Divino etc) do estado. Além disto, possui objetos da cultura indígena e artesanatos.[134]

Funcionando no Solar Gomes de Souza, o Museu Histórico e Artístico do Maranhão foi inaugurado em 1973 e se destaca pela reconstituição da decoração típica dos sobrados do século XIX com móveis, objetos e obras de arte.[135]

O Convento das Mercês foi construído em 1654 e inaugurado pelo padre Antônio Vieira, onde funcionava a sede do antigo Convento da Ordem dos Mercedários. Hoje abriga a Fundação da Memória Republicana Brasileira, que reúne obras únicas da história do país, documentos do tempo de presidência do maranhense José Sarney, presentes oferecidos por outros presidentes, além de um museu que contem obras de arte sacra, pinturas, esculturas, e uma biblioteca.[136][137]

O Ceprama funciona como uma instituição de divulgação da cultura maranhense, com uma feira permanente de artesanato típico.[138]

Azulejos, símbolo da cidade de São Luís

A Fonte das Pedras serviu de base para a tropa de Jerônimo de Albuquerque durante a expulsão dos fundadores franceses em 1615. É cercada de árvores e bancos.[130]

Considerado o maior prédio em azulejos da país (tem três pavimentos), o Solar São Luís foi construído na segunda metade do século XIX. Teve seu interior destruído por um incêndio e ficou abandonado até ser adquirido e restaurado pela Caixa Econômica Federal, que nele instalou uma agência.[139]

O Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão, localizado em um sobrado histórico, tem atuação nas áreas de Paleontologia, Arqueologia e Etnologia, com ações voltadas ao conhecimento, valorização e preservação patrimonial.[140]

O Museu de Arte Sacra funciona no Palácio Episcopal. Seu acervo, que pertence em parte à Arquidiocese de São Luís, é composto por peças dos século XVIII e século XIX nos estilos mareirista, rococó, barroco e neoclássico.[129][141]

Carranca da Fonte do Ribeirão

A Cafuá das Mercês ou Museu do Negro é um pequeno sobrado onde funcionava o mercado de escravos que chegavam a São Luís, hoje abriga um museu de referência da cultura negra, com peças de arte de origem africana e instrumentos musicais.[129][142][143]

O Museu do Reggae do Maranhão é o primeiro museu temático de reggae fora da Jamaica e o segundo do mundo, e tem como objetivo materializar as memórias do ritmo jamaicano que conquistou o Maranhão. [144]

A Casa do Tambor de Crioula é um espaço destinado a preservar e divulgar essa manifestação da cultura popular.[145]

O Centro de Criatividade Odylo Costa Filho é um antigo armazém reformado, abriga um espaço cultural com cinema, teatro, galeria de arte, cursos e outras atividades.[146]

Pôr do sol na Lagoa da Jansen.

A Fonte do Ribeirão foi construída em 1796 para abastecer a cidade, tem o pátio revestido com pedras de cantaria. Suas janelas gradeadas dão acesso às galerias subterrâneas (antigas redes de esgoto) que passam pelo centro histórico.[130]

Até o início da construção do Porto do Itaqui na década de 1960, foi o principal porto da cidade de São Luís. O Cais da Sagração foi construído no início da década de 1840 em alvenaria e no projeto original, iria até o Convento das Mercês, mas por falta de recursos, foi limitado a onde hoje fica o cais da Praia Grande. O cais se estende até próximo à Praça Maria Aragão.[147]

Bumba-meu-boi, elemento marcantes das festividade juninas da capital

O Parque Estadual da Lagoa da Jansen destaca-se pela infraestrutura adaptada à prática de esportes e pela noite agitada e animada, contendo uma grande quantidade de bares e restaurantes para todos os tipos e gostos.[63][148]

O Espigão Costeiro da Ponta d'Areia, construído para proteger a costa da ação das ondas do mar, tornou-se um importante ponto turístico e de lazer, em especial para ver o pôr do sol.[149]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Como em todo o Brasil, o futebol é o esporte mais praticado em toda a cidade de São Luís. Em 1981, foi construído o Estádio Governador João Castelo que é um dos maiores estádios de toda a Região Nordeste. Na época, o governador do Maranhão era João Castelo e em sua homenagem pôs seu nome no Estádio, que também é conhecido como complexo Canhoteiro. em 2012 o estádio passou por ampla reforma e modernização que custaram 28 milhões de reais com a colocação de cadeiras AntiVandalismo, telões de LED, 22 câmeras CFTV, adaptação ao portadores de necessidades especiais, climatização de cabines de Rádio e TV, 75 novos holofotes, entre outras melhorias para adequar o estádio para as exigências de segurança e estrutura da FIFA.

Como 32 km de praia, esportes como surfe, futebol de areia, Stand Up Paddle, futevôlei, vôlei de praia, frescobol e kitesurf são populares em São Luís. em 2016 o Sampaio Correa Basquete ganhou destaque nacional ao se consagrar campeão da Liga de Basquete Feminino.

A cidade conta com 3 principais clubes de futebol, o Sampaio Corrêa fundado em 1923 que disputa a segunda divisão do futebol brasileiro, o Moto Club fundado em 1937 que disputa a quarta divisão nacional, e o Maranhão Atlético Clube fundado em 1932 que também disputa a quarta divisão nacional. Respectivamente ocupam as posições 39ª, 66ª e 95ª no Ranking Nacional de Clubes 2017.

Referências

  1. [[1]]
  2. G1 Maranhão (30 de outubro de 2016). «Edivaldo Holanda Jr. é reeleito prefeito de São Luís». Consultado em 28 de dezembro de 2016. Cópia arquivada em 10 de fevereiro de 2018 
  3. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  4. Atlas Geográfico do Brasil. «Capitais dos estados». Consultado em 1 de janeiro de 2011. Cópia arquivada em 10 de fevereiro de 2018 
  5. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (15 de janeiro de 2013). «Áreas dos Municípios». Consultado em 10 de fevereiro de 2018. Cópia arquivada em 10 de fevereiro de 2018 
  6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2018). «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2018». Consultado em 29 de agosto de 2018 
  7. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 30 de julho de 2013. Cópia arquivada (PDF) em 8 de julho de 2014 
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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