Campestre do Maranhão

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Campestre do Maranhão
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Campestre do Maranhão
Bandeira
Brasão de armas de Campestre do Maranhão
Brasão de armas
Hino
Lema Cidade da Renovação
Gentílico campestrino
Localização
Localização de Campestre do Maranhão no Maranhão
Localização de Campestre do Maranhão no Maranhão
Mapa de Campestre do Maranhão
Coordenadas 6° 10' 19" S 47° 21' 50" O
País Brasil
Unidade federativa Maranhão
Municípios limítrofes Ribamar Fiquene,Porto Franco,Lajeado Novo Montes Altos
Distância até a capital 740 km
História
Fundação 10 de novembro de 1994 (26 anos)
Aniversário 10 de novembro
Administração
Prefeito(a) Fernando Oliveira da Silva (PSB, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1] 615,384 km²
População total (IBGE/2017[2]) 14 219 hab.
Densidade 23,1 hab./km²
Clima tropical
Altitude 173 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [3]) 0,652 médio
PIB (IBGE/2010[4]) R$ 87,736 mil
PIB per capita (IBGE/2015[4]) R$ 9 558,06
Sítio campestredomaranhao.ma.gov.br (Prefeitura)

Campestre do Maranhão é um município brasileiro localizado no interior do estado do Maranhão.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Idos de 1950. Mataria densa e inexplorada, onde predominava, com toda pujança, o babaçual. Selva fria, terreno arenoso, baixadas verdejantes, porção imensa de uma gleba que se estendia do Rio Lajeado ao Riacho Natividade e da Água Boa ao Rio Tocantins. Eram de herdades, em campo aberto, em comum com diversos condôminos e, sem demarcação eram tituladas e registradas no cartório da cidade em nome de seus dois proprietários, os irmão Odilon e Elpídio de Vasconcelos Milhomem. Dada a fertilidade de seu solo, eram chamadas de “Retiro”, um refrigério na época de estio para o gado de toda a região das fazendas Palmeirinhas, Buritizinho e outras adjacentes. Os rebanhos criados em sistemas primitivos também pastavam em comum e se reproduziam sob a vigilância e os cuidados dos vaqueiros, homens corajosos e destemidos que enfrentavam a doença, a fome, a selva, as feras, para salvaguardar o gado do patrão ou próprio. Era nesse cenário verde coberto de babaçuais que, de agosto a dezembro, gado e vaqueirama, se infiltravam na mata, fugindo da seca, em busca de pastagem e caça para a sobrevivência.
Fator mais importante para o nascimento do povoado foi a exploração e comércio de amêndoa de babaçu. Podemos mesmo afirmar que Campestre nasceu por força de exploração do coco. Na década de 50 o interesse industrial na praça de Belém do Pará pela amêndoa de babaçu era enorme. Barcos de motores partiam carregados de coco dos portos de Tocantinópolis e Porto Franco com o destino ao Pará, onde bom preço pelos produtos e os comerciantes, em contrapartida, volviam às suas praças com estoque de mercadorias e gênero de primeira necessidade.
Nesse cenário verde e aprazível estavam “Três Barras”, à beira-rio, e São João, na boca da mata, propriedades antigas que receberam o fluxo dos sertanejos que vindos, principalmente, da Serra da Cinta, com as quebradeiras de coco, explorar essa riqueza vegetal, vendendo a produção diária aos agentes compradores nos armazéns improvisados. O método empregado na quebra-coco é manual, machado e cacete, pancadaria na amêndoa e muita prática. Os quebradores mais ágeis chegavam a fazer até 15 litros diários de babaçu por dia. Em sua maioria os exploradores desse produto vegetal são pessoas muito humildes e nômades. Pouco ficava na região na época invernosa, que não se presta mesmo para a quebra. Mas os que permaneciam iam construindo suas cabanas e o pequeno núcleo comunitário ia crescendo vagarosamente. No lugar onde se situa hoje a sede do novo município, o Sr. Elpídio Milhomem instalou um comércio de compra de babaçu e, nas “Três Barras”, Zeca de Brito e filho, José Barreto e Neuton Milhomem tinham outros postos de compra de amêndoas. Em São João, Jacy Gomes Santos, Croweel Oliveira e Petrolíneo Santos Barbosa também negociavam a produção trazida pelos quebradores, num armazém que montaram na boca da mata.

As primeiras famílias foram se instalando no arruado: João Secundo e sua família; Claro Macêdo com sua dedica esposa Dona Josefa; pais de numerosa prole; Cabloco Pedro fincaram as primeiras casas de morada. Com o advento da construção na BR-010, Belém-Brasília, pelo ano de 1958, o pequeno povoado foi crescendo a beira da estrada. Para apenas citar alguns, Justino, Manoel Maleiro, Onildo Gomes, Jacob Barbosa e outros foram se juntando aos primeiros moradores e fazendo crescer o lugar. Houve a necessidade de educar os filhos e a prefeitura municipal de Porto Franco instala a primeira escola pública, hoje U. I. Humberto de Campos. Uma das primeiras professoras do lugar, que ainda vive na cidade, Dona Ivone Azevedo Costa, conta história pitoresca dos primeiros dias de aula do povoado. Construíram a torre de transmissão da Embratel e esse fato contribuiu para que muitas casas nascessem, mas imediações. Mais tarde foi instalada em terras que hoje pertencem ao nascente município a Destilaria Caiman hoje conhecida como Maity Bioenergia, a grande responsável pelo fator povoamento, trabalho, mão-de-obra, comércio e vida econômica na cidade, a Caiman fez desaparecer grande parte da pobreza da região, pois gerando empregos se tornou responsável pelo movimento da cidade, e por parte do bem-estar se sua gente.
Campestre se desmembra de Porto Franco economicamente bem melhor do que outros municípios, porque é rico, próspero e promissor.

Criação e instalação do Município de Campestre do Maranhão[editar | editar código-fonte]

O município de Campestre do Maranhão foi criado pela Lei nº 6.143, de 10 de Novembro de 1994, da Assembleia Legislativa, sancionada na mesma data pelo então governador José de Ribamar Fiquene, vice que substituiu o governador Edson Lobão. Sua instalação se deu em 1 de Janeiro de 1997, após os resultados da eleição para seu primeiro prefeito, vice-prefeito e vereadores, cujo pleito se deu em 3 de outubro de 1996, quando foi eleita a primeira legislatura:

Prefeito: José Teixeira de Miranda
Vice-prefeito: Emivaldo Vasconcelos Macedo
Vereadores:
- Geraldo Alves Sousa
- Maria Alice Pereira Barros
- Francisco José da Silva
- Albiner de Aguiar Gomes
- Pedro Alves de Carvalho
- Maria da Conceição Rodrigues Pessoa
- Ednilse Gomes Cavalcante
- Inácio Marques da Costa
- Edmilson Alves Martins

Foram eleitos para a segunda legislatura. Quadriênio 2001/2004

Prefeito: José Murilo Lopes de Sousa
Vice-prefeito: Epaminondas de Oliveira Neto
Vereadores:
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Foram eleitos para a terceira legislatura. Quadriênio 2005/2008

Prefeito: José Teixeira de Miranda
Vice-prefeito: Leonildo Rodrigues de Sousa
Vereadores:
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Foram eleitos para a quarta legislatura. Quadriênio 2009/2012

Prefeito: Emivaldo Vasconcelos de Macedo
Vice-prefeito: Aparecido Saraiva
Vereadores:
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Foram eleitos para a quinta legislatura. Quadriênio 2013/2016

Prefeito: Valmir de Morais Lima
Vice-prefeito: Maria de Jesus Carvalho Marinho
Vereadores:
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Foram eleitos para a terceira legislatura. Quadriênio 2017/2020

Prefeito: Valmir de Morais Lima
Vice-prefeito:
Vereadores:
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A lei nº 6.143, que criou o novo município, estabeleceu, entre outros, os seguintes critérios:
Art. 1º - Fica criado o município de Campestre do Maranhão, com sede no povoado de Campestre, a ser desmembrado de Porto Franco, subordinado a comarca de Porto Franco.
Art. 2º - O Município de Campestre do Maranhão limita-se ao norte com o Município de Ribamar Fiquene; ao Sul com o Município de Porto Franco; a Leste com o Município de Lajeado Novo; a Oeste com o Estado do Tocantins.

Lista de ex-prefeitos[editar | editar código-fonte]

  • José Teixeira de Miranda(1997-2000)
  • Murilo (2001-2004)
  • José Teixeira de Miranda (2005-2008)
  • Emivaldo Macedo (2009-2012)
  • Valmir Morais (2013-2016)
  • Valmir Morais (2017- 2020)
  • Fernando Oliveira da Silva - Bermuda - (2021 - Atual)

Demografia[editar | editar código-fonte]

Em sua sede vivem, segundo o Censo 2010, 10.621 pessoas, o que corresponde a 79% da população total do município. Existem ainda quatro distritos ou povoados: Cabeceira Grande (1254 habitantes), Cachimbeiro, Ramal do Cachimbeiro e Vila Nova (261 habitantes).

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «População estimada [2017]». População estimada [2017]. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  3. «Ranking IDHM Municípios 2010». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 12 de junho de 2019 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2006-2010». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
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