Lago Verde

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Lago Verde
  Município do Brasil  
Hino
Gentílico lagoverdense
Localização
Localização de Lago Verde no Maranhão
Localização de Lago Verde no Maranhão
Mapa de Lago Verde
Coordenadas 3° 57' 25" S 44° 49' 19" O
País Brasil
Unidade federativa Maranhão
Municípios limítrofes Conceição do Lago-Açu, Pio XII, Olho d'Água das Cunhãs e Bacabal.
Distância até a capital 287 km
História
Fundação 29 de novembro de 1961 (59 anos)
Aniversário 29 de novembro
Administração
Prefeito(a) Alex Cruz Almeida[1] (PP, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [2] 460,218 km²
População total (IBGE/2010[3]) 15 407 hab.
Densidade 33,5 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [4]) 0,533 baixo
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 59 057,178 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 3 933,47

Lago Verde é um município brasileiro do estado do Maranhão.

História[editar | editar código-fonte]

No século XX muitos migrantes da seca vieram para o Maranhão encontrando terras disponíveis e desenvolvendo culturas de arroz e algodão. Com o arroz no Maranhão, a terra se valorizou e a concentração da produção se organizou nos centros.

No espaço rural dos antigos municípios, surgiram povoados que mais tarde, transformaram – se em sede de novos municípios como Lago verde, lago do junco, pio XII... E graças ao arroz surgiu em 29 de novembro de 1961 Lago Verde que inicialmente teve o nome de Santo Antonio das Laranjeira, idealizado pelo seu primeiro morador, sr. Teodoro Sobral de Araújo, e mais tarde Centro dos Gomes que perdurou ate a emancipação do então município. O nome de Lago Verde foi dado ao município em razão da existência de um lago na região, com essa denominação. Foi elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Lago Verde, por lei estadual de 29 de dezembro de 1961, desmembrado de Bacabal e Vitória do Mearim em 31 de dezembro de 1963. Sede no atual distrito do Lago Verde ex-povoado.


Breve Histórico do Município de Lago Verde


O Médio Mearim já vinha sendo cobiçado desde o início do século XIX pelos proprietários do Vale do Itapecuru, onde as terras estavam exauridas (Musumeci, 1998).As terras do Mearim eram objeto de frequentes disputas judiciais por detentores de Sesmarias, desencadeando avanços para o oeste, no caso, o Médio Mearim (Reinaldo, 1995).

A aglomeração populacional que originou Bacabal nasceu por volta de 1846, quando foi instalada a Colônia Leopoldina em Matão, a cerca de 20 km da atual cidade de Bacabal (Reinaldo, 1995).O estabelecimento de grandes propriedades levou às primeiras aglomerações urbanas. Sabe-se que uma outra localidade – o Bairro do Juçaral – também deu origem à cidade de Bacabal (Oliveira, 2000).

Por ser uma localidade ribeirinha, deu-se um movimento portuário que ensejou o desenvolvimento da agricultura, motivando a transferência de moradores adjacentes para a nova área de expansão, surgindo as pequenas propriedades que seriam responsáveis pela produção de alimentos (Reinaldo, 1995).

Nessa época, o trabalho era escravo, sendo cultivados a cana-de-açúcar, o arroz, o feijão, o milho e a mandioca, o que projetou Bacabal no cenário maranhense. Em virtude das terras disponíveis, foram atraídas a Bacabal levas de migrantes procedentes do “Polígono das Secas”, que passaram a dinamizar o povoado.  Por volta de 1889, o povoado de Bacabal foi considerado um dos principais produtores de alimentos do Maranhão (IBGE, 2000).

Em 1913, são criadas as Coletorias Federais e Estaduais, colaborando para que, em 17 de abril de 1920, o povoado passasse à categoria de Vila (Lei nº. 932), fazendo, assim, parte do segundo Distrito Policial de São Luís Gonzaga do Maranhão, conhecido, àquela época, como Ipixuna (IBGE, 2000).

Enquanto município, Bacabal cresceu a ponto de possibilitar o desmembramento de localidades, como dão prova os municípios de Lago Verde (Lei nº 2.157, de 30 de novembro de 1961), Olho d´Água das Cunhãs (Lei nº 2.158, de 30 de novembro de 1961), e São Mateus do Maranhão (Lei nº 2.170, de 26 de dezembro de 1961).

Com as terras cansadas pelas plantações, o solo do Vale do Itapecuru começou a enfraquecer, cedendo espaço para o Vale do Mearim, o novo foco da frente de expansão. Analisa-se que, nessas terras, estavam acontecendo muitos conflitos (sobreposição de sesmarias), fato que levou os detentores de capitais a adquirir terras no Vale do Mearim (Reinaldo, 1995).

Acrescente-se que, nesse ínterim, operavam-se as frentes de expansão provenientes do “Polígono das Secas” (Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará). Com relação à migração e produção, Tribuzi (1981, p.27) menciona que:“Ao aproximar-se a década de 1930, começa a ter alguma significação o incremento da produção agrícola mais diversificada, notadamente de cereais, condicionado em boa medida pelo avolumar da tradicional corrente de imigração nordestina, que não chega a níveis mais ponderáveis pelo mau condicionamento da infra-estrutura viária que limita a expansão da área produtiva, apesar de dispor o Estado de um estoque excepcional, no nordeste, de mais de 15.000.000 de hectares de terras virgens devolutas”.

As principais cidades do Vale do Mearim eram Bacabal, Ipixuna (São Luís Gonzaga) e Pedreiras. Na década de 1960, iniciaram-se vários movimentos emancipacionistas, criando-se outros municípios: Esperantinópolis, Lima Campos, Lago Verde, Olho d´Água das Cunhãs, Pio XII, Poção de Pedras, Santo Antonio dos Lopes, São Mateus, Lago do Junco, Igarapé Grande, Lago dos Rodrigues, etc.

O algodão ainda era produzido em consórcio com o arroz, a mandioca, o milho e o feijão, alimentos típicos dos migrantes que se instalavam na região; ao mesmo tempo, servia para suprir as necessidades momentâneas dos migrantes e da empresa que fomentava a plantação, a Contoniere do Brasil Ltda. As frentes de expansão tiveram papel imprescindível na formação econômica e demográfica de várias cidades do Vale do Mearim. Após a abolição da escravatura, o Médio vale do Mearim, entrou no ciclo de produção de alimentos.

Sabe-se, ademais, que as frentes de expansão são permanentes e nunca deixarão de existir, como, de fato, pode-se comprovar através do entendimento de que, atualmente, estão fora do País, já na Venezuela (Velho, 1976).Nordestinos que buscavam riquezas amazônicas no ciclo da borracha ficaram em terras maranhenses e “engrossaram” a demografia. Consequentemente, a economia de muitos povoados, hoje cidades, como é o caso de Bacabal (Wagner, 1976).

A formação do município de Lago verde se deu no contexto da frente de expansão e nordestinos, que cortavam o Estado do Maranhão no sentido leste/oeste fugindo da seca. Esta frente propiciou condições para a ocupação econômica e populacional de todo o vale do Mearim. Com isto, tornou este território habitado por migrantes nordestinos, transformando o vale em um dos espaços produtivos mais expressivos economicamente no Maranhão.

A maioria dos habitantes de Lago Verde origina-se de migrantes nordestinos, tendo como grande condutor a fronteira agrícola durante os anos 1950 e 1960. Enquanto boa parte desses migrantes eram transformados em trabalhadores e meeiros, surgiu ao mesmo tempo os centros nas terras que eram ocupadas livremente durante várias décadas sempre plantando e sobrevivendo em roças de subsistência e da coleta do babaçu.

À medida que esta fronteira agrícola se delineava cada vez mais era a atração de migrantes nordestinos e através de uma combinação de valores e fatores como melhor infra-estrutura, mercados de trabalho mais complexos e níveis mais elevados de capital-humano exibidos por parte dos imigrantes minimizam a dependência em relação à amigos e parentes. Indivíduos melhor preparados do ponto de vista educacional e profissional geralmente têm maiores facilidades de inserção no mercado de trabalho.

No século XX muitos migrantes da seca vieram para o Maranhão encontrando terras disponíveis e desenvolvendo culturas de arroz e algodão. Com o arroz no Maranhão, a terra se valorizou e a concentração da produção se organizou nos centros.No espaço rural dos antigos municípios, surgiram povoados que mais tarde, transformaram – se em sede de novos municípios como Lago verde, lago do Junco, Pio XII.

Destaca-se ainda os grandes comerciantes, que com seus empórios atendiam os migrantes nordestinos, sendo que essa cadeia funcionava com base na compra e venda a crédito das mercadorias (aviamento), sistema usado tanto pelo pequeno como pelo alto comércio que, na prática, substituía a circulação de dinheiro pelo fluxo de mercadorias, e era esse fluxo de créditoemmercadorias que articulava entre si as aglomerações. Se, de um lado, esse sistema facilitava a expansão da atividade comercial, pois bastava ter crédito para o comerciante e agricultores estabelecerem-se.

O município de Lago Verde, inicialmente teve o nome de Santo Antonio das Laranjeiras, idealizado pelo seu primeiro morador, sr. Teodoro Sobral de Araújo, e mais tarde Centro dos Gomes que perdurou ate a emancipação do então município. O nome de Lago Verde foi dado ao município em razão da existência de um lago na região, com essa denominação. Foi elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Lago Verde, por lei estadual de 29 de dezembro de 1961, convém salientar, desmembrado total e demarcação de seus limites com as cidades de Bacabal e Vitória do Mearim, ocorre somente em 31 de dezembro de 1963. Foi, portanto, por braços de migrantes que o município de Lago Verde chegou a ser um dos maiores produtores de gêneros (feijão e Mandioca), alimentícios, além do pescado no Maranhão.

A emancipação deste Município maranhense ocorreu de forma inusitada.   Consta que Centro dos Gomes, não tinha mais que quatroou cinco ruas, sendo que na rua principal, somava-se, somentecinquenta e quatro casas e, no dossiê processual, além daquelas próprias, também constavam fotografias dos Povoados São José dasVerdades e Conceição do Lago Açu, como se fossem do Centro dos Gomes, isto capitaneado pelo ex-deputado Petrônio de Aguiar Pereira, vizinho e amigo do então governador Newton Barros Belo (Rua Rio Branco, nº 348 – São Luís/MA).

Os mais antigos afirmam que o Governador Newton Belo, para ajudar Petrônio Pereira, disse que procurasse um lugar para emancipar. Primeiro, o deputado Petrônio Pereira (Quarto suplente de deputado estadual), visitouConceição do Lago Açu, mas achou que na localidade existiam muitos chefes políticos. Depois voltou-se para São José das Verdades, que era reduto do ex-deputado Federal Benu Lago. Diante desta situação, surgiu a vez do Centro dos Gomes ou Santa Luzia, o deputado fez opção pelo povoado Centro dos Gomes.

No Povoado Lago Limpo, (No comércio de Senhor Pilino), ocorreu a primeira reunião, com a presença de Petrônio de Aguiar Pereira, os comerciantes e lideranças políticas da região: Joaquim Pinto de Oliveira, (Senhor Pilino), povoado Lago Limpo, José Domingos Marques(Zé Domingos) povoado Santa Luzia, Raimundo Castro (Mundico de Castro), povoado Santa Luzia e Joaquim Teixeira Mendes (Quincas Tempeiro), povoado Centro dos Gomes, que apósdeliberações emancipação, foi nomeado como interventor. O representante do Governo do Estado do Maranhão, que deu posse ao interventor Joaquim Teixeira Mendes e primeiro dirigente do município, foi o SargentoRiod Ayoub Jorge, atualmente Coronel, um militar educado e encontra-se vivo e com bastante lucidez e também pode contar essa História.

Foi preparado o primeiro pleito do município, tendo como candidata a senhora Ana Bogea Pereira, (esposa do deputado Petrônio de Aguiar Pereira), e como vice-prefeitoJoaquim Pinto de Oliveira, (Senhor Pilino), e os opositores foram Raimundo Sebastião Lima (Dico Lima), candidato a prefeito e tendo como vice Chico Mano, inclusive foi o primeiro delegado nomeado de Lago Verde (Nomeado por Pilino).  No pleito saem vencedores Ana Bogea Pereira, (Anicota Bogea), e como vice-prefeito Joaquim Pinto de Oliveira, (Senhor Pilino), sendo que há época, a votação para prefeito e vice-prefeito eram independentes, levando o candidato a vice-prefeito ter mais votos que a candidata a prefeita.

Ana Bogea Pereira, (Filha do Coronel Pedro Bogea), primeira a prefeita eleita, era esposa do ex-deputado Petrônio de Aguiar Pereira, que, só esteve em Lago Verde três vezes (dia do Registro da candidatura, dia de sua posse e dia que entregou o cargo ao senhor Pilino). Com isto, o prefeito, de fato, era o vice, Joaquim Pinto de Oliveira, Pilino, respeitado agricultor, comerciante e fazendeiro da região, que morava no povoado denominado Lago Limpo. Embora sendo um homem de pouco estudo, podemos dizer que tinha ótimas noções de administração, diante das medidas tomadas para viabilizar a existência do município, recém criado. O primeiro problema enfrentado pelo Senhor Pilino, foi quanto a demarcação dos limites do Município, já que Bacabal eVitória do Mearim, não queriam perder partes de seus territórios. Este conflito intermunicipal, só foi resolvido, judicialmente, quando o Senhor Pilino, com recursos próprios, contratou advogados (Doutor Faray, inclusive seria mais tarde juiz na cidade de Vitória do Mearim), para defender os interesses do Município recém criado. Outros problemas enfrentados na primeira e segunda gestão, foi o fato do povoado Centro dos Gomes não possuir condições mínimas para ser elevado a categoria de Município, portanto, carentes de prédios para o funcionamento dos poderes municipais, escolas e postos de saúde, além de não ter estradas e, somente, caminhos, pois era um mero povoado, perdido no meio do nada, sem a menor estrutura, o que ocasionou quatro vezes sua perda da condição de Município.

Determinado, e prefeito em exercício, o senhor Pilino, fez construir o prédio para sediar a prefeitura, a câmara de vereadores e o cartório; o primeiro colégio, denominado John Kennedy, com onze salas, que funcionava em três turnos. A Sra. Maria Angélica, vinda de São Luís,  foi primeira normalista a ensinar neste colégio. Neste mesmo período determinou que em cada povoado do município fosse localizado imóvel para funcionar as primeiras linhas. Como o município não tinha energia elétrica, foram adquiridos motores de geração de energia elétrica, um para a sede e outro para o Povoado Santa Luzia, o maior do município. Neste povoado também foi construído o colégio Rui Barbosa e o posto de Saúde. Foi feito convênio com o Hospital Santa Terezinha (Bacabal), para receber os populares do município de Lago Verde, com os custos correndo da conta prefeitura. Também foi contratado o primeiro médico, Dr. Teones Silva (filho do gerente do Armazém Paraíba de Bacabal à época), que conforme a gravidade do paciente, o mesmo era encaminhado para São Luís ou Teresina, para atendimento especializado, mediante um veículo Rural Willys (Primeiro automóvel do município).

Por oralidade de antigos, moradores, informaram que o senhor Pilino, o prefeito municipal, liderou a comunidade no desbravamento da região, com aberturas de estradas e vias de acesso, a machados, foices e facões, partindo, sempre, em duas frentes, saindo de cada povoado até haver o encontro dos dois grupos. Com esta estratégia abriu as mais diversas estradas, conforme segue-se:

1º - Saindo da sede Lago Verde, ligandoos povoados Lago Limpo, Sapucaia, Cipoeiro (Grande comerciante era Antônio Lima), Marfim, (Comerciante era Raimundo Sebastião Lima, conhecido Dico Lima), chegando até o povoado Santa Luzia.

2º - Saindo do povoado Lago Limpo aos povoados Olho d’água, Buritizal, (Comerciante era Seu Nena, sogro do Chico Tancredo), Sem Nome, Porção de Raiz (comerciante era seu Madalena), Jenipapo, São Domingos até o Povoado São José, ligando a então BR 026.

3º -Saindo de Lago Verde a Nova Olinda, São Constâncio, Campo Achado, Bacuri, chegando até o povoado denominado Cigana, às margens da BR 316.

4º - Saindo de Lago Verde para Marmorana, Manguari, Sapucaia I, até o Povoado Mangueira, às Margens do Lago Mangueira.

5º - Saindo da BR 026, atual 326 para o povoado Copaíba, Nova Roma, Santa Maria, São Pedro, até chegar ao Povoado Andirobal.

5º - Saindo de Copaíba para Nova Roma, Santa Maria, Pequizeiro, São Pedro, Andirobal, Morada Nova, até chegar ás margens do rio Ipixuna-Açu.

6º - Saindo do Povoado Tatajuba (Grande comerciante Manuel Coquinho), ligando o Bacabalzinho, (comerciante Joaquim Ericeira), Santa Rita até chegar no Povoado Andirobal. Neste período foi adquirido um trator da marca Malves, que fazia o serviço de destocamento e nivelamento das estradas.Talvez, por este motivo, o então Presidente da Assembleia Legislativa, Ivar Figueiredo Saldanha, em determinada solenidade o tenha chamado, “Senhor Pilino, o desbravador”.Por  fim, em matéria de estradas, conseguiu com o Governo do Estado a construção da MA 026, hoje 326, saindo do Povoado Alto Alegre, passando por Lago Verde, no sentido Lago Açu.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

O tipo de vegetação de Lago Verde é a floresta ombrófila densa marcante da floresta Amazônia.Esse tipo de vegetação subdivide-se em : aluvial,platôs e sub montanhosa. A aluvial ocupa a porção noroeste do estado e ocupa áreas úmidas destacando-se palmáceas como o açaí, buriti e buritirana.A dos platôs corresponde á formações mais exuberantes com espécies podendo chegar a até 50m e a montanhosa possui plantas arbóreas que apresentam-se em torno de 20m.entres as espécies mais comuns estão a seringueira e a andiroba.

Solo[editar | editar código-fonte]

O tipo de solo de lago verde é o podzóico vermelho - amarelo concrecionário esse tipo de solo ocupa a 2º maior área do estado concentrando – se na região oeste do estado e por ser um solo muito profundo, argiloso e bem drenados são predominantes de chapadas e topos.esse solo é um solo de fertilidade natural sendo muito usado para agricultura de subsistência destacando-se mandioca, milho, feijão, arroz e algumas culturas frutíferas. Outro tipo de solo existente em lago verde é o gleissolo um solo muito argiloso de textura média, mineral hidromórfico, sujeito a alagamentos periódicos aproveitado para pecuária extensiva de bovinos, caprinos, bufalinos e de uso agrícola limitado de corrente do excesso de água.Esse solo é pouco desenvolvido e com pouca fertilidade natural .

Clima[editar | editar código-fonte]

O tipo de clima do município Lago Verde é o clima sub úmido. Este tipo de clima ocupa a região centro–oriental do estado caracterizado por altas temperaturas médias anuais, moderada amplitude térmica e moderada deficiência hídrica. Seu clima é o Tropical úmido com período chuvoso de janeiro a maio e período mais seco de julho a setembro. Esse clima é de transição entre o úmido e seco sua precipitação pluviométrica é entre 1.600 e 2.000 mm Umidade relativa do ar: entre 76% e 79% temperatura superior a 27 °C.

Sua população estimada em 2004 era de 14.053 habitantes.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Planície Fluvial

Lago Verde localiza-se na unidade geoambiental planície fluvial caracterizada por terrenos aluviais são formados por sedimentos vindos de regiões próximas e mais altas. Em Lago Verde predominam aluviões fluviais com influencia eólica. Essas áreas aluviais são exploradas intensamente através da agricultura de subsistência de planta de ciclo curto.

Economia[editar | editar código-fonte]

Agropecuária é a atividade primária que se concentra na região. Ela é desenvolvida de duas formas: a tradicional itinerante, concentrada nas pequenas produções rurais e a agricultura familiar voltar para produção de alimentos cujos vegetais são cultivados em terra de terceiros. Esses tipos de atividade são desenvolvidas no município em áreas de solos mais pobres. O arroz é o principal produto cultivado em Lago Verde, depois dele vem à mandioca um beneficiamento artesanal em farinha d’água, farinha seca, tapioca. Na pecuária o municio costuma criar rebanho bovino, suíno, equino e de aves, não como uma atividade para exportação e sim para subsistência.

Extrativismo[editar | editar código-fonte]

Com uma cobertura vegetal diversificada representada por grande extensão da floresta Amazônia. Lago Verde apresenta um grande potencial extrativo vegetal. Entre produtos extraídos estão à juçara e a amêndoa de babaçu. Lago Verde apesar de ser um município pouco conhecido possui uma grande diversidade de vegetal e animal devido ter influência Amazônica.

Referências

  1. «Candidatos a vereador Lago Verde-MA». Estadão. Consultado em 5 de junho de 2021 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
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