Anajatuba

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Anajatuba
  Município do Brasil  
De cima para baixo, da esquerda para a direita: A entrada do distrito sede da cidade; A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário; Paisagem dos campos alagados; Vista aérea do distrito sede do município
De cima para baixo, da esquerda para a direita: A entrada do distrito sede da cidade; A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário; Paisagem dos campos alagados; Vista aérea do distrito sede do município
Símbolos
Bandeira de Anajatuba
Bandeira
Hino
Apelido(s) "Anajá, Vila"
Gentílico anajatubense
Localização
Localização de Anajatuba no Maranhão
Localização de Anajatuba no Maranhão
Mapa de Anajatuba
Coordenadas 3° 15' 54" S 44° 37' 03" O
País Brasil
Unidade federativa Maranhão
Região intermediária[1] São Luís
Região imediata[1] Itapecuru Mirim
Municípios limítrofes Arari, Itapecuru-Mirim, Miranda do Norte, Santa Rita
Distância até a capital 130 km
História
Fundação 22 de julho de 1854
Aniversário 22 de Julho
Administração
Prefeito(a) Helder Lopes Aragão (MDB, 2021 – 2024)
Vereadores 11
Características geográficas
Área total IBGE 942,568 km²
População total (2020) IBGE 26,988 hab.
Densidade 25,01 hab./km²
Clima Tropical
Altitude IBGE 8 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 65490-000
Indicadores
IDH (2010) IBGE 0,581 baixo
PIB (2018) IBGE R$ 178.124,95
 • Posição 89°
PIB per capita (2018) R$ 6 692,90
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Rosário
Sítio www.anajatuba.ma.gov.br (Prefeitura)
www.cmanajatuba.ma.gov.br (Câmara)

Anajatuba é um município brasileiro do estado do Maranhão, Região Nordeste do Brasil e que fica localizada na mesorregião Norte Maranhense e microrregião Baixada Maranhense, e tem suas terras banhadas pelo rio Mearim a norte.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Anajatuba" é um termo de origem tupi-guarani e significa "abundância de anajás", através da junção dos termos anajá ("anajá") e tuba ("abundância"). Formulando a terminologia de anajás em Abundância.[2]O termo "Anajá" procede do tupi ana'yá.[3]

A palmeira Anajá

História[editar | editar código-fonte]

O local onde hoje é a cidade de Anajatuba já foi uma antiga aldeia indígena que no ano de 1854 foi elevada a categoria de Vila, com a denominação de Vila de Santa Maria de Anajatuba, pela lei provincial nº 359, de 22-07-1854 desmembrando-se de Itapecuru-Mirim. Suprimido no ano de 1933, seu território foi anexado ao do município de Rosário, até 1935, quando se restabeleceu a autonomia.[4]

Primórdios[editar | editar código-fonte]

Século XVI[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes dessa região eram os índios da nação tupi, em sentido genérico o termo tupi remete aos indígenas que habitavam a costa brasileira no Século XVI e falavam a língua tupi antiga, praticamente ocuparam toda a costa do Brasil, incluindo a região da baixada maranhense e que hoje compõe a cidade de Anajatuba e tantas outras.

Distribuição dos grupos tupi no litoral do Brasil no século XVI.

No ano de 1991, quando estavam a construir uma casa no centro da cidade, foram encontradas duas pedras em forma de ovo, pesando cerca de quatro a cinco quilos. Os achados foram levados para São Luís e foi constatado que eram duas pedras de fogo usada por índios, antigos habitantes da região. O que consta que a região foi habitada por índios em estado primitivo com alguns grupos ainda sobrevivendo até o inicio do século XX, vivendo ainda dentro das matas da região, e fugindo dos invasores brancos.

Período colonial[editar | editar código-fonte]

Século XVII[editar | editar código-fonte]

No inicio do século XVI o que é hoje o estado do Maranhão já estava a ser habitado por brancos que já haviam fundado diversas cidades e povoamentos por todo o Maranhão, exploradores se embrenharam por todos os lados em busca de riquezas tais como jazidas de ouro ou terras para o pasto ou para o plantio e em Anajatuba encontraram terras boas para o pasto, então a partir daí a região passou atrair interesse daqueles que praticavam a atividade da pecuária, seus primeiros habitantes brancos eram criadores de gado dos municípios circundantes já habitados por brancos que residiam desde o litoral até o interior do estado, no litoral especialmente na capital, São luís, fundada em 8 de setembro de 1612, e no interior viviam em vilas menores como a de Rosário, cidade essa que é de onde se especula que vieram os primeiros habitantes brancos a se estabelecerem em Anajatuba, na época habitada somente por tribos indígenas. O povoamento desta região, que pertenceu sucessivamente ás Vilas de Alcântara e Viana, antes da criação da Vila do Mearim, atual Vitoria do Mearim, deve ter iniciado da época dos governadores gerais, quando o brasil foi dividido em sesmarias.[5]

Século XVIII[editar | editar código-fonte]

No Século XVIII foi o grande abastecedor de carne da capital, onde tinha na antiga Vila do porto da Gabarras o seu maior e principal porto de embarque, por ali convergiam todas as antigas estradas de gado que partiam do sul do Maranhão, esse porto que também serviu de base militar para os brasileiros por ocasião da Guerra de Independência dada a sua posição estratégica, na foz do rio Mearim, e por ser o ponto de partida, via terrestre, para o interior da colônia.

Fotografia do antigo porto das Gabarras

Período imperial (1822-1889)[editar | editar código-fonte]

Brasil Império é o nome dado ao período que se estendeu de 1822 a 1889. A independência do Brasil marcou o início do período imperial, que foi encerrado com a Proclamação da República. Anajatuba foi fundada no reinado de Dom Pedro Segundo, o ultimo imperador do Brasil.

Fundação da Vila[editar | editar código-fonte]

No ano de 1854 foi fundada a Vila de Santa Maria de Anajatuba, vilas eram no Brasil colonial, povoações que constituíram uma forma básica de organização municipal do território da América portuguesa e possuíam estrutura elementar: uma igreja e uma câmara de vereadores. Ao ser criada a vila era estabelecido um compromisso pelo qual cabia às povoações, por meio de doações de seus moradores, a edificação de sua igreja matriz, uma sala para as reuniões da câmara e uma cadeia, de acordo com o sistema português[6].

O Comendador Joaquim José da Silva Rosa Filho é considerado o fundador da cidade, ele era um dos mais abastados fazendeiros da cidade, e provavelmente descendente daqueles primeiros habitantes brancos a se assentarem nessas terras. O comendador Joaquim José teria convocado pessoas de algumas das mais influentes famílias da região para uma reunião onde discutiriam a proposta de criar um município onde a sede administrativa dele seria a Vila de Santa Maria de Anajatuba, a povoação mais populosa na época. [7] Todo o procedimento legal para a elevação do povoado de Santa Maria de Anajatuba foi preparado, e depois pelos deputados da Assembleia Legislativa Provincial foi apresentado o projeto de lei no dia 30 de Maio de 1854, e no dia 22 de Julho de 1854 foi sancionada pelo Presidente da Província do Maranhão, data na qual passou-se a comemorar a data de fundação da cidade.[8]

Após a fundação[editar | editar código-fonte]

Durante todo o período imperial, a administração Municipal era atribuição das câmaras municipais, cujo Presidente até 1881, era eleito com maior número de votos era o chefe do executivo, hoje o que chamaríamos de prefeito. O primeiro administrador do município de Anajatuba, no período de 1855 a 1857 foi o Tenente Coronel Joaquim José da Silva Rosa filho, Comendador Rosa, sendo o último administrador do período imperial o Sr. Antônio Lopes Castelo Branco e Silva.[9]

A câmara municipal é uma das mais antigas instituições de Anajatuba, foi a sede da administração da cidade durante todo o período imperial, a casa da câmara abrigava o Poder Legislativo e também acumulava as funções executivas, cujo o chefe era seu presidente que, pela legislação vigente na época era o vereador mais votado.

Na época do império as Vilas deveriam Auto sustentar-se, pois os raros recursos do Tesouro provincial eram destinados à obras específicas, ficando a administração Municipal encarregada de obter os meios necessários ao seu funcionamento, uma tarefa difícil para Anajatuba que era uma vila carente de recursos, por conta disso no ano de 1855 a câmara municipal aprovou o seu primeiro código de posturas encaminhando de imediato, para apreciação e homologação por parte da Assembleia Legislativa provincial, nesse código estavam estabelecidas as regras para a construção das casas, alinhamento de ruas, conservação das vias públicas, a prática comercial, salubridade pública e de demais atividades, estabelecendo também os valores dos impostos e das multas aplicadas a quem ferisse as leis.

No ano de 1859, no mês de maio, no dia 31, a primeira delegacia de polícia do município foi criada pelo Barão de Anajatuba, Doutor José Maria Barreto Filho empossado do cargo de vice-presidente da província do Maranhão.

Em 5 de Março de 1868,1 o imperador Dom Pedro Segundo nomeava o Bacharel Antônio de Carvalho serra para o cargo de Juiz Municipal de órfãos dos termos reunidos de Itapecuru, Iguará e Anajatuba.[10]

Período Republicano (1889-atual)[editar | editar código-fonte]

Período da primeira república (1889-1930)[editar | editar código-fonte]

Com a proclamação da república, em novembro de 1889, administração pública ficou ainda a cargo do último presidente da Câmara Municipal até que, em 21 de Janeiro de 1890, o governador interino do agora estado do Maranhão, que antes era a província do Maranhão. As primeiras eleições municipais da era republicana, dirigidas pela última Câmara Municipal do império, para eleger o Intendente, o subintendente e os vereadores, foram realizadas em 20 de novembro de 1892 e os eleitos foram empossados no dia 3 de dezembro do mesmo ano, ainda não havia Prefeitura Municipal, a casa da câmara continuava sendo a sede da administração municipal. As prefeituras, como órgãos de administração separados da câmara, só foram criadas em 1922 quando chefe do município passou a ter a designação de prefeito, sendo Manoel Rosa Mendonça o primeiro a ser eleito com essa designação.[11]

(fotografia tirada por volta dos aos de 1970 e 1980)
Antiga prefeitura municipal de Anajatuba
Era Vargas (1930-1946)[editar | editar código-fonte]

Com a ditadura de Getúlio Vargas de 1930, o prefeitos passaram a ser nomeados pelo governador do Estado, e para Anajatuba o primeiro prefeito nomeado foi Luís Magno da Silva, que governou de 1930 a 1935, e foi nesse período que Anajatuba perdeu sua autonomia em 1933 e foi integrada ao município de Rosário, do qual passou a ser um distrito, porém não tardou para que Anajatuba recuperasse sua autonomia no ano de 1935. Na época de Vargas não existia vice-prefeito, quando acontecia o afastamento de um prefeito ele era substituído pelo secretário da prefeitura ou pelo coletor Estadual.[12]

Período democrático (1946-1964)[editar | editar código-fonte]

Depois que Getúlio Vargas saiu do poder, o Brasil voltou a ter um breve período democrático, e neste período no ano de 1954 em Anajatuba houve a comemoração do seu primeiro centenário como cidade, por ocasião das comemorações foi inaugurado a usina elétrica, no local onde hoje se encontra a loja maçônica divino mestre, e esta Usina passou a fornecer energia elétrica para as residências até às 22. o primeiro Centenário da fundação de Anajatuba, ocorrido em 22 de julho de 1954, só foi comemorado nos dias 19 e 20 do mês de dezembro. A festa foi muito concorrida com atrações durante todo o dia. A cerimônia oficial foi realizada a noite do dia 20, com a cidade já iluminada com a energia elétrica é inaugurada na véspera ocasião em que foi inaugurado o Marco comemorativo, encimado com uma imagem de Nossa Senhora do Rosário, a Padroeira da cidade.

Entre os anos de 1955 e 1960, aproximadamente Anajatuba foi passagem de uma das maiores ações de contrabando de café do Estado onde o produto era embarcado nos portos do Troitá e Sipaú gerando grande movimentação na cidade, pois os barcos levavam café e retornavam carregados de sandálias, uísque, armas e outras mercadorias, o que transformou a vida dos moradores. Caminhões e carros de luxo eram as vezes oferecidos a qualquer preço, quando ficavam atolados nos campos, pois essa região da baixada maranhense é formada por grandes planícies baixas que alagam na estação das chuvas, esses veículos eram muitas vezes abandonados cheio de mercadorias contrabandeadas pelos proprietários que temiam a chegada de tropas da polícia ou do exército que se movimentaram para coibir o abuso. Os mercadores diziam que o café era levado para Paramaribo no Suriname e Caiena na Guiana Francesa e que os documentos eram preenchidos como se destinados ao Pará para assim enganar as autoridades.[13]


Administradores municipais desde o inicio da fundação da cidade[editar | editar código-fonte]

Período Imperial (1822-1889)

Segundo Reinado (1840-1889)
Presidentes da Câmara Municipal Período
Joaquim José da Silva Rosa filho 1855-1857
Luiz Antônio Machado 1858-1860
Antônio da Cunha Sanches 1861-1864
Raimundo Pereira da Silva coqueiro 1865-1868
Joaquim Alexandre Serra 1869-1872
Antônio da Cunha Sanches 1873-1876
Manoel José Rodrigues 1877-1879
Joaquim Alexandre Serra 1880-1882
Francisco Solano Rodrigues 1883-1886
Vitor Augusto Pires de Carvalho 1887-1888
Antônio Lopes Castelo Branco e Silva 1888-1889

Período republicano (1889-Atual)

Primeira Republica (1889-1930)
Conselhos de Intendência (nomeados pelo Governador) Período
Francisco Solano Rodrigues

João Vitor Garcia Pereira

Manoel Tomaz Ferreira Mendonça

1890-1890
Francisco Solano Rodrigues

João Vitor Garcia Rodrigues

Pedro José Pinheiro

Eduardo Noronha

1890-1892
Manoel Tomaz Ferreira Mendonça

Raimundo Teotônio Pereira Moreno

Raimundo Joaquin Ferreira

Olavo Sidônio Mendes

Arnaldo Víndio Ribeiro

1892-1892
Intendentes (Eleitos)
Manoel Tomaz Ferreira Mendonça 1892-1896
Arnaldo Víndio Ribeiro 1897-1901
Saul Nina Rodrigues 1902-1904
Djalma Nina Rodrigues 1905-1912
Manoel Francisco Marinho 1913-1915
Manoel Nascimento Pereira 1916-1918
Leôncio Gonçalves Dias 1919-1921
Prefeitos (Eleitos)
Manoel Rosa Mendonça 1922-1924
Francisco Manoel de Oliveira 1925-1927
Manoel Rosa Mendonça 1928-1930
Estado Novo (1930-1946)
Prefeitos (nomeados pelo Interventor) Período
Luís Magno de Silva 1930-1935
João Vitor Garcia Pereira 1935-1936
Nelson Bogéa Rodrigues 1936-1937
João Vitor Garcia Pereira 1937-1938
Raimundo da Silva Pereira 1938-1939
Manoel de Oliveira Gomes 1939-1941
Alcindo de Sousa Braúna 1941-1944
Luís Magno Câmara 1944-1945
Regino Rodrigues de Paula 1945-1945
Francisco Manoel de Oliveira 1945-1946
Regino Rodrigues de Paula 1946-1946
Waldemar Bógea Rego 1946-1947
Enoc Vieira Ewerton 1947-1948
Segunda República (1946-1964)
Prefeitos (eleitos) Período
Waldemar Bógea Rego 1948-1948
Salustiano Severino Santana 1948-1951
Teodoro Pereira Rodrigues 1951-1955
Heráclito Vieira Ewerton 1955-1956
Saul Bogéa Rodrigues 1956-1960
Ana Maria de Sousa Dutra 1960-1961
Sebastião Marinho de Paula 1961-1966
Ditadura Militar (1964-1985)
Prefeitos Período
Antônio Fernandes Ribeiro 1966-1970
João Cerqueira Mendes 1970-1973
Sebastião Marinho de Paula 1973-1977
João Cerqueira Mendes 1977-1983
Joaquim Ananias Gonçalves Neto 1983-1989
Nova República (1985-Atual)
Prefeitos Período
Pedro Lopes Aragão 1989-1992
Ademir Duarte da Cruz 1993-1996
Pedro Lopes Aragão 1997-2000
Pedro Lopes Aragão 2001-2004
Nilton da Silva Lima Filho 2005-2008
Nilton da Silva Lima Filho 2009-2012
Hélder Lopes Aragão 2013-2015
Sidney Costa Pereira 2015-2016
Sidney Costa Pereira 2017-2020
Hélder Lopes Aragão 2021-

[14]

Presidentes da Câmara Municipal
Vereadores Período
José Ribamar Oliveira 2001-2004
Antônio José Gonçalves 2005-2008
Manuel de Jesus Martins Rodrigues 2009-2012
Manuel de Jesus Martins Rodrigues 2013-2016
Maria do Rosário Aragão Rodrigues 2017-2020
Maria Lucilandia Dos Santos Mendes 2021-
Vereadores (desde 2017)
Vereadores - Legislatura 2017-2020
Antônio Rodrigues Lima Filho
Claudino Dutra Gama
Edinilson dos Santos Dutra
Edvan Sanches
Emanoel da Costa Fernandes
Luís Fernando Soares Mendes
José Maria marinho Dutra
Lauro Jorge Rêgo Sousa
Maria do Rosário Aragão Rodrigues
Davi Mendes Moreira
Saulo Fabiano Machado Sanches
Vereadores - Legislatura 2021-
Ana Cristina Moreira Costa
Davi Mendes Moreira
João Victor Mendes De Abreu Viana
Jose Maria Marinho Dutra
Lauro Jorge Rego Sousa
Luis Carlos Martins Pereira
Maria Lucilandia Dos Santos Mendes
Raimundo Rafael Martins Rodrigues
Richardson Martins Dos Reis
Rodrigo Antonio Lisboa Dutra
Sebastião Carlos Lisboa

Geografia[editar | editar código-fonte]

Com um área de aproximadamente 942,568 km², Anajatuba ocupa a 107º colocação no ranking dos municípios maranhenses por área territorial. Anajatuba faz parte do Bioma Amazônico e esta contida no que concerne a Amazônia legal[15], pertence ao sistema costeiro marinho, e está sobre a Região de Influência do Arranjo Populacional de São Luís/MA. Anajatuba se encontra na Mesorregião Norte Maranhense do Estado do Maranhão e também da Microrregião Baixada Maranhense. [16]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima em Anajatuba se caracteriza por ser Tropical Úmido, assim como na região circundantes ao município, pois é o clima predominante da região da baixada maranhense, esse clima se configura por ter duas estações bem definidas: a chuvosa que vai de Janeiro até Junho, mas pode começar antes, as vezes nos meses de novembro ou dezembro, e a seca começa por volta de Junho a Dezembro. O índice pluviométrico em média por ano é de 1500 mm.[17]

Fauna e flora[editar | editar código-fonte]

Grande parte da fauna e flora da região está concentrada em dois biomas: Amazônia e Cerrado, nessas terras os babaçuais ou cocais são um tipo de ecossistema característico da área. Na fauna encontram-se diversos animais, exemplo: as aves como a garça branca, a garça azul e as jaçanãs que são bem abundantes. Os mamíferos mais comuns são: a raposa, guariba, macaco-prego, caititu, veado, guaxinim, paca e tamanduá.

Paisagem comum na região de Anajatuba, caracterizada pela ocorrência de florestas dos cocais.

Relevo e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Possui características fisiografias marcantes como terras baixas, planas, inundáveis, caracterizadas por campos, matas de galeria, manguezais e bacias lacustres. Nos estuários, os manguezais ocorrem penetrando os igarapés, por entre os campos, até onde existe influência das marés. Na época das chuvas, de dezembro a julho, os campos baixos ficam alagados, restando ilhas de terras firmes e áreas de campos em terreno um pouco elevado, chamadas regionalmente de "teso", muitos desses tesos são habitados e formam povoados com uma população significativa e que na época das chuvas alguns ficam inacessíveis por terra, somente podem ser acessados por barcos ou canoas.

Terreno característico da região, planícies alagadas no período de chuvas e que são corriqueiramente chamadas de "campo".


Os mangues compõem uma grande parte do território Anajatubense que é banhado pelo rio Mearim, o solo é caracterizado por ser salino e da deficiência de oxigênio, nos manguezais predominam os vegetais halófilos, em formações de vegetação litorânea ou em formações lodosas. As suas longas raízes halófilos e permitem a sustentação das árvores no solo lodoso.

O Maranhão detém 36% dos manguezais do país, seguido pelo Pará (28%) e Amapá (16%). Esses três estados possuem a maior porção contínua de manguezais sob proteção legal no mundo, como a Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses, a Área de Proteção Ambiental de Upaon-Açu-Miritiba-Alto Preguiças (MA), a Área de Proteção Ambiental Ilha de Algodoal–Maiandeua (PA), a Área de Proteção Ambiental Jabotitiua-Jatium (PA) e o Parque Nacional do Cabo Orange (AP).

Os mangues constituem-se em ecossistemas complexos e dos mais férteis e diversificados do planeta. A sua biodiversidade faz com que essas áreas se constituam em grandes "berçários" naturais, tanto para as espécies típicas desses ambientes, como para animais, aves, peixes, moluscos e crustáceos, que aqui encontram as condições ideais para reprodução, eclosão, criadouro e abrigo, que tenham valor ecológico ou econômico.

Mangues são comuns em Anajatuba, é um fator importante economicamente pela extração de caranguejos

Demografia[editar | editar código-fonte]

Com uma população estimada em 26.988 habitantes no ano de 2020, Anajatuba se posiciona na 1267º colocação em relação aos municípios do Brasil e fica em 62º lugar em relação aos municípios do estado do Maranhão. Sua densidade demográfica estimada em 2020 é de 25,01 hab/km² o que a coloca na 76º colocação quanto aos outros municípios do estado.[18]

População residente por religião[editar | editar código-fonte]

No censo de 2010, a maioria da população se declarou católica romana com cerca de 20 mil adeptos, seguido dos evangélicos com 2.813 assim sendo o segundo maior seguimento religioso no município, outros se declararam sem religião com 2.079. Há outros segmentos religiosos, mas não representam uma parcela significativa dos habitantes já que não alcançam 1% da população.[19]

Religião em Anajatuba, Dados IBGE/2010

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Segundo o censo de 2010 em Anajatuba 60% da população se considerava Parda, com um total de 15,281 pessoas, o que faz deste grupo o a maior do município, em seguida daqueles que se declararam brancos com um total de 8,778 pessoas somando assim 35% da população, depois temos aqueles que se declaram pretos com 1,178 pessoas, o terceiro maior grupo étnico. Outras pessoas também se declararam amarelos e indígenas, porém apenas 38 indivíduos se intitulam amarelos e apenas 16 indígenas, o que não chega a ser 1% de toda a população mesmo juntando as duas etnias.[20]

Composição étnica de Anajatuba, IBGE/2010

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Anajatuba em 2010 segundo o IBGE possuía 6.490 domicílios, a maioria na zona rural, com 4.625 domicílios e 1.865 na área urbana. Desses domicílios 3,5% possuía saneamento adequado,37,4% possuía saneamento a nível inadequado e 59,9% a nível semi-adequado.[21]

Transportes[editar | editar código-fonte]

A frota de veículos em Anajatuba (dados do ano de 2018) é composta por 3.490 veículos, sendo: 611 carros ( automóveis), 43 caminhões, 1 caminhões-trator, 175 caminhonetes, 7 micro-ônibus, 3.332 motocicletas, 285 motonetas, e 13 ônibus. O acesso rodoviário à cidade se dá por meio da MA-324, que a liga a cidade a outras cidades vizinhas, sendo essa a única entrada e saída do municípios por estradas estaduais[22]. O município não possui nenhum aeroporto, a distancia até o aeroporto mais próximo é de 129 quilômetros sendo o O Aeroporto Internacional de São Luís.

Saúde[editar | editar código-fonte]

Atualmente a Cidade de Anajatuba conta com 24 estabelecimentos de saúde contando com um Hospital Geral, Unidades Básicas de Saúde e outros estabelecimentos.

Em relação ao Hospital segue os dados sobre seus equipamentos.

Equipamento: Existente: Em Uso: SUS:
EQUIPAMENTOS DE DIAGNOSTICO POR IMAGEM
RAIO X ATE 100 MA 1 1 SIM
RAIO X MAIS DE 500MA 1 0 SIM
ULTRASSOM CONVENCIONAL 1 1 SIM
EQUIPAMENTOS POR METODOS GRAFICOS
ELETROCARDIOGRAFO 1 0 SIM
EQUIPAMENTOS DE INFRA-ESTRUTURA
CONTROLE AMBIENTAL/AR-CONDICIONADO CENTRAL 11 11 SIM

[23]

A taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 21.28 para 1.000 nascidos vivos. As internações devido a diarreias são de 11.4 para cada 1.000 habitantes. Comparado com todos os municípios do estado, fica nas posições 43 de 217 e 74 de 217, respectivamente. Quando comparado a cidades do Brasil todo, essas posições são de 954 de 5570 e 212 de 5570, respectivamente.[24]

Educação[editar | editar código-fonte]

Em relação a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade os números são de 96,1%, comparando a outros municípios no estado sua posição está em 140º colocação, a cerca da infraestrutura educacional na cidade são: 38 escolas de ensino fundamental e 4 escolas de ensino médio. O município conta com a presença de algumas instituições de ensino superior privadas, e com o um polo de educação semipresencial da Universidade Federal do Maranhão.

Mídia e comunicação[editar | editar código-fonte]

Anajatuba conta com uma estação de radio comunitária, a Rádio Anajá Fm, com frequência em 106,3MHz.

Esporte e Lazer[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com diversas academias comunitárias que ficam ao ar livre em algumas praças, pelo menos 3 academias para a musculação (privadas), algumas quadras poliesportivas espalhadas pela sede do município e por entre alguns povoados, o município também conta com um estádio de futebol de pequena capacidade, o Estádio Municipal Cerqueirão localizado na sede.

Cultura[editar | editar código-fonte]

São diversas as formas de manifestações culturais em Anajatuba, tais como: festas, festejos e tradições, com destaque para os festejos religiosos, como os festejos em de Nossa Senhora do Rosário, o festejo em homenagem a São Benedito (de 01 a 6 de Janeiro); há também festas juninas, caracterizada pela apresentação de danças locais e de fora da cidade; o carnaval; apresentações de tambor de crioula e a festa em comemoração ao aniversario da cidade.

São João[editar | editar código-fonte]

Todos os anos quando no mês de junho a cidade se prepara para a festa de São João, em uma das principais praças da cidade há um palanque de apresentações de danças, em frente a ele um palco é montado, a praça recebe ornamentos e enfeites, barracas são armadas ao redor da praça para a venda de comidas e bebidas, todos ficam ansiosos para o inicio da festa, que é uma das mais aguardadas do ano e amada por todos.

No palanque há apresentações de danças regionais e de fora da cidade, como: quadrilhas juninas, danças country, bumba meu boi, cacuriá (o cacuriá é uma dança típica do estado do Maranhão), danças indígenas, danças portuguesas, entre outras. As pessoas ficam ao redor do palanque de prontidão para não perderem nenhuma apresentação, algumas como o bumba meu boi tem um longo período de duração da apresentação, ás vezes são mais de uma hora, mas isso não é problema para quem assiste, porquê o importante é estar assistindo e contemplando esta bela forma de manifestação cultural.

Apresentação de um grupo de Bumba Meu Boi, essas são as apresentações mais aguardadas durante o período festivo

Carnaval[editar | editar código-fonte]

Na festa de carnaval em Anajatuba em uma praça da cidade um grande palco é montado para receber cantores e bandas, geralmente são quatro dias de festa no calendário da prefeitura que é a organizadora do evento principal, mas não para por ai, pois dentre os vários bairros e povoados que compõe a cidade existem também os seus bloquinhos, estes começam a festa dias antes da festa principal organizada pela prefeitura municipal. Muitas pessoas de fora da cidade comparecem à festa, muitos deles familiares e amigos e até anajatubenses que moram em outras cidades e aproveitam o feriado para passar um tempo com sua família, a festa pode não ser tão grande como em outras cidades vizinhas maiores, porém não deixa de ser divertida e atraente aos olhos daqueles que preferem uma festa de menores proporções e melhor para levar a família.

Palco de apresentações em Anajatuba, carnaval de 2019

Em Anajatuba, pela manhã, o período é usado para organizar os blocos, somente pela tarde os blocos começam a receber seus foliões e começam a festa que durará até por volta das 8 horas da noite, que é o horário onde as apresentações na praça de eventos começam, então seguem os blocos com seus foliões até a praça onde a festa vai até altas horas da madrugada.

Economia[editar | editar código-fonte]

Anajatuba apresentou um PIB de R$ 175 milhões no ano de 2018, o que posiciona o município na 89º colocação em relação aos municípios maranhenses.[25] O município apresentou crescimento econômico de aproximadamente R$ 100 milhões num período de 10 anos.

Gráfico representando o crescimento econômico de Anajatuba entre 2010 e 2018 (IBGE)

Dentre os setores de atividade econômica do município a Administração pública (incluindo a administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social) apresenta os maiores números com valores referentes ao ano de 2018, se aproximando dos R$ 88 milhões, seguido do setor de serviços, com R$ 42 milhões, em seguida o setor agropecuário, com R$ 35 milhões, por ultimo o setor da indústria, apresentando R$ 5 milhões, o que representa uma diminuição de 37% do valor referente ao ano de 2013, quando o valor do Pib em relação a atividade industrial atingiu a marca de R$ 9 milhões.

Divisão da economia de Anajatuba por setores de atividade econômica referentes ao ano de 2018 segundo o IBGE

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Os morros do Rosário, Pacoval, da União e o Igarapé da Assutinga, fazem de Anajatuba, uma rica opção para o turismo ecológico, sendo cercada pelos campos de vegetação alagada. Além disso a vista da Igreja Matriz em frente ao campo alagado torna-se o cartão postal da cidade. Sem falar na Praça Cívica.

Outras atrações são os festejos da Padroeira Nossa Senhora do Rosário (em novembro), o Festival do Caranguejo, o Carnaval, as Festas Juninas e o Festejo de São Benedito (de 01 a 6 de Janeiro).

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. RÊGO, Mauro Bastos (1999). Santa Maria de Anajatuba. Anajatuba-Maranhão: LITHOGRAF. p. 19 
  3. Florence, Afonso Bandeira (26 de janeiro de 1998). «Mattos, Hebe Maria. Das cores do silêncio: os significados da liberdade no Sudeste escravista, Brasil século XIX. 2ª ed., Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1998. 379p.». Afro-Ásia (21-22). ISSN 1981-1411. doi:10.9771/aa.v0i21-22.20975. Consultado em 13 de fevereiro de 2021 
  4. cidades.ibge.gov.br https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ma/anajatuba/historico. Consultado em 8 de fevereiro de 2021  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  5. RÊGO, Mauro Bastos (1999). Santa Maria de Anajatuba. Anajatuba-Maranhão: LITHOGRAF. pp. 19–20 
  6. «Definição de Vila» 
  7. RÊGO, Mauro Bastos (1999). Santa Maria de Anajatuba. Anajatuba-Maranhão: LITHOGRAF. pp. 22–24 
  8. RÊGO, Mauro Bastos (1999). Santa Maria de Anajatuba. Anajatuba-Maranhão: LITHOGRAF. p. 32 
  9. RÊGO, Mauro Bastos (1999). Santa Maria de Anajatuba. Anajatuba-Maranhão: LITHOGRAF. p. 48 
  10. RÊGO, Mauro Bastos (1999). Santa Maria de Anajatuba. Anajatuba-Maranhão: LITHOGRAF. pp. 33–36 
  11. RÊGO, Mauro Bastos (1999). Santa Maria de Anajatuba. Anajatuba-Maranhão: LITHOGRAF. pp. 48–49 
  12. RÊGO, Mauro Bastos (1999). Santa Maria de Anajatuba. Anajatuba-Maranhão: LITHOGRAF. 50 páginas 
  13. RÊGO, Mauro Bastos (1999). Santa Maria de Anajatuba. Anajatuba-Maranhão: LITHOGRAF. pp. 56–58 
  14. RÊGO, Mauro Bastos (1999). Santa Maria de Anajatuba. Anajatuba-Maranhão: LITHOGRAF. pp. 64–68 
  15. «PGI - Biomas e Sistema Costeiro-Marinho do Brasil». www.ibge.gov.br. Consultado em 8 de fevereiro de 2021 
  16. cidades.ibge.gov.br https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ma/anajatuba/panorama. Consultado em 8 de fevereiro de 2021  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
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  19. cidades.ibge.gov.br https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ma/anajatuba/pesquisa/23/22107?detalhes=true. Consultado em 8 de fevereiro de 2021  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
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  21. cidades.ibge.gov.br https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ma/anajatuba/pesquisa/23/25124?detalhes=true. Consultado em 13 de fevereiro de 2021  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
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  23. CnesWeb, Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (10 de fevereiro de 2021). «Dados em relação ao serviço de saúde no município de Anajatuba». CnesWeb. Consultado em 10 de fevereiro de 2021 
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