Itinga do Maranhão

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Município de Itinga do Maranhão
"Princesa da Amazônia Maranhense"
"Cidade de Paz"
Bandeira de Itinga do Maranhão
Brasão de Itinga do Maranhão
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 10 de novembro de 1996
Fundação 10 de novembro de 1996
Gentílico itinguense
Prefeito(a) Lúcio Flávio [1] (PSDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Itinga do Maranhão
Localização de Itinga do Maranhão no Maranhão
Itinga do Maranhão está localizado em: Brasil
Itinga do Maranhão
Localização de Itinga do Maranhão no Brasil
04° 27' 00" S 47° 31' 33" O04° 27' 00" S 47° 31' 33" O
Unidade federativa Maranhão
Mesorregião Oeste Maranhense IBGE/2008[2]
Microrregião Imperatriz IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Açailândia, Bom Jardim, Centro Novo do Maranhão (Maranhão), Ulianópolis, Dom Eliseu (Pará)
Distância até a capital 615 km
Características geográficas
Área 3 590,033 km² [3]
População 25,589 hab. IBGE/2017[4]
Densidade 0,01 hab./km²
Altitude 175m m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,702 (BR: 3487º MA: 04º) – elevado PNUD/2000[5]
PIB R$ 218 459,000 mil IBGE/2013[6]
PIB per capita R$ 8 739,42 IBGE/2013[6]

Itinga do Maranhão é um município brasileiro localizado na Região Amazônica do Estado do Maranhão sendo o quarto mais populoso da Microrregião de Imperatriz e o 62ª do estado(3ª em população urbana da sua microrregião e 41ª do estado).

O Itinga conta com uma população de 25.518 habitantes segundo estimativas do IBGE 2016 e 3.596,99 km² o 19ª maior município em extensão territorial do estado. Fundada em 1996, tem como principal fonte de renda a indústria madeireira, pecuária e o setor de serviços.

O município está em intensa conurbação com a Vila Bela Vista, distrito da cidade de Dom Eliseu do Pará, herdando mais características culturais do estado vizinho do que do próprio estado. É a cidade maranhense que proporcional a sua população tem o maior percentual de residentes de outros estados brasileiros, já que 23,7% da população do município não é natural do estado do Maranhão.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Itinga" do tupi y'tinga que significa "água branca" ou "águas claras", junção dos termos 'y ("água") e ting ("branco" ou "claro", "alvo").[7]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1959, em decorrência da Rodovia Belém-Brasília, foi criado um pequeno povoado às margens do Rio Itinga, no estado do Maranhão. O rio, mais tarde, lhe emprestaria o nome. Fato ocorrido durante o governo do Presidente Juscelino Kubitschek, teve como primeiros moradores, Manoel Pereira de Carvalho (Manoel Ventinha), Manoel da Silva (Manoel Baixinho) e Manoel Barros (Manoel Tratorista) e Darly Rosa. Outro motivo que estimulou a sua criação foi a implantação do Posto Fiscal, na divisa. Nesta época, chegou a família de João Barbosa Botelho, cuja esposa Luíza Botelho Costa foi a primeira professora na localidade, na Escola Catulo da Paixão Cearense. Com vistas ao crescimento da localidade, instalou-se a Igreja Católica, tendo como primeiro padre o frei Noé. Em seguida, seu primeiro hospital, Cristo Rei, tendo, como médico, José dos Santos.

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Itinga do Maranhão.

Clima[editar | editar código-fonte]

O Itinga tem um Clima tropical (Aw) de acordo com a classificação climática de Köppen com temperatura média anual de 26 °C, índice pluviométrico de 1.780(mm) com temperatura média mínima de 22° e temperatura média máxima de 32°. As chuvas costumam a ocorrer depois de setembro quando se aproxima o verão (inverno amazônico) e vão até Maio, já o mês mais chuvoso do ano é Março com precipitação de 375(mm) mensal. após Maio ocorre a estiagem e com ele o relativo frio durante madrugadas e início das manhas atípica para a região com temperaturas mínimas na casa dos 16 °C ou até abaixo disso.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Seu relevo é formado basicamente de depressões que compõe a região oeste da Serra do Tiracambu que se estende até a Serra da Desordem, com altitude entre 100 e 200m. Uma região de terreno arenoso e barrento, rica em barro amarelo, propício para produção de todos os tipos de verduras e cereais, como milho, arroz e feijão.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A hidrografia da região é formada por aproximadamente vários rios e riachos que nascem na Serra do Tiracambu, todos afluentes do Rio Gurupi ou Rio Itinga, como é chamado na região, que define a divisa com o estado do Pará. Alguns dos mais importantes são os rios Cajuapara e Açailândia, ambos nascem numa região de planalto, e alguns que nascem na serra como o rio Guaramandi, o rio Nova Descoberta, o rio Ipuí, o rio Ipanema e o Igarapé Panema que define a divisa norte do município.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Floresta amazônica

A vegetação é composta por Floresta ombrófila densa, englobando outras faciações floristicas classificadas em Floresta Ombrófila Densa Aluvial, de Terras Baixas e Submontana, esta última com maior predominância, associadas a diferentes faixas altimétricas e, no caso da primeira a corpos d'água, conforme a posição do terreno[8]. Em geral se caracteriza por ter dossel podendo atingir 50 metros de altura, com grande diversidade de espécies vegetais, fazendo parte da área de endemismo Belém.

Ressalta-se que no município não há formações consideradas áreas transição entre o bioma amazônico e extra-amazônico como Floresta Estacional e Floresta Ombrófila Aberta, esta ultima caracterizada pela presença da palmeira Babaçu (Attalea speciosa), assim não é correto utilizar o termo pré-amazônia para a região.

A região possui muitas espécies de interesse florestal, o que levou a uma intensa exploração da região, com a grande maioria das áreas convertidas para pastagens e lavoura. Ainda se encontram áreas com algum grau de preservação ao norte do município, principalmente na Zona de amortecimento da Reserva Biológica do Gurupi, área considerada prioritária para conservação[9]

Fauna[editar | editar código-fonte]

Guaruba guarouba

Apesar do elevado desmatamento pela exploração ilegal de madeira, abertura de áreas de cultivo e pastagem (que continuam sendo abertas principalmente em áreas de assentamentos) e pelas carvoarias, e da pesca e caça intensa de desenfreada de aves e mamíferos há uma grande variedade de animais típicos habitantes da região amazônica,

Pyrrhura lepida

Com grande diversidade biológica, são encontradas espécies endêmicas Ararajuba (Guaruba guarouba), Tiriba-pérola (Pyrrhura lepida) e o macaco Cairara-kaapor (Cebus kaapori) ameaçados de extinção[10], principalmente, no caso das aves, pela caça e procura como animal de estimação.

Há ainda tantas outras espécies de répteis como a sucuri (Eunectes murinus), lagarto-de-cifres (Stenocercus dumerilii), Jacaretinga (Caiman crocodilus); de mamíferos como antas (Tapirus terrestris), Veado-mateiro (Mazama americana) e a onça-pintada (Panthera onca), comuns em toda a região de floresta.

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Ver também[editar | editar código-fonte]

  1. «Resultado Final eleições 2012 no Maranhão»  Página visitada em 13/01/2013.
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  7. [1]
  8. IBGE (2012). «Manual Técnico da Vegetação Brasileira». IBGE. Consultado em 07 de agosto de 2018..  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  9. Embrapa (2014). Relatório final do Macrozoneamento ecológico-econômico do Estado do Maranhão. Campinas - SP: Embrapa. 124 páginas. Consultado em 07 de agosto de 2018.  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  10. MARTINS, Marlúcia Bonifácio; OLIVEIRA, Tadeu Gomes (2011). Amazônia Maranhense: Diversidade e Conservação. Belém, PA: MUSEU PARAENSE EMÍLIO GOELDI. 328 páginas. ISBN 978-85-61377-52-6  Verifique data em: |acessodata= (ajuda);
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