Viana (Maranhão)

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Viana
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Viana
Bandeira
Hino
Apelido(s) "Rainha da Baixada Maranhense." Princesa dos Lagos". "Veneza dos Lagos""
Gentílico vianense
Localização
Localização de Viana no Maranhão
Localização de Viana no Maranhão
Viana está localizado em: Brasil
Viana
Localização de Viana no Brasil
Mapa de Viana
Coordenadas 3° 13' 12" S 45° 0' 14" O
País Brasil
Unidade federativa Maranhão
Municípios limítrofes Pedro do Rosário Cajari, Penalva, Vitória do Mearim, Matinha e Monção
Distância até a capital 217 km
História
Fundação 8 de julho de 1757 (262 anos)
Aniversário 8 de julho
Administração
Prefeito(a) Magrado Aroucha Barros[1] (PSDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 1 162,494 km²
População total (IBGE/2016[3]) 52,503 hab.
 • Posição MA: 23°
Densidade 0,05 hab./km²
Clima Tropical semi-úmido (TSU)
Altitude 22 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,618 médio
 • Posição MA: 32°
PIB (IBGE/2018[5]) R$ 401 849 mil
 • Posição MA: 31°
PIB per capita (IBGE/2016[5]) R$ 7,905,00
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Conceição

Viana é um município brasileiro localizado na Baixada Maranhense, estado do Maranhão. Sua população em 2018 foi estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 52.503 habitantes,[3] distribuídos em 1.162 km² de área.

A cidade de Viana é a quarta mais antiga do Maranhão e teve sua origem na aldeia Guajajara de Maracu, que começou a ser povoada pelos missionários da Companhia de Jesus em 1709. Hoje, Viana conta com dezenas de estabelecimentos comerciais: Lojas de móveis e eletrodomésticos, casas lotéricas, restaurantes, distribuidoras de alimentos, farmácias, óticas, hotéis, clínicas particulares( para pequenos exames médicos),lojas de vestuários (roupas e calçados),lojas do ramo agropecuário, lojas de revenda de motocicletas, lojas de auto-peças, padarias, mercado público ( conhecido como feira da Barra do Sol), correspondentes bancários e financeiras, vários açougues, salões de beleza, armarinhos, escolas privadas, pizzarias, pequenas lanchonetes,e etc. Depois da cidade de Pinheiro, é a segunda maior cidade da região da Baixada Maranhense.

É o principal centro comercial e de serviços da Região dos Lagos Maranhenses. Seu centro comercial conta com agências do Banco do Brasil, Bradesco, Banco do Nordeste, Agência dos Correios e Caixa Econômica Federal, além de 02 agências Lotéricas. Recentemente, o município por ser pólo da Região dos Lagos, foi contemplado com um IFMA (Instituto Federal de Educação do Maranhão).

Sua economia gira em torno do comércio varejista e atacadista, agricultura( destaque para a produção de farinha de mandioca e arroz), pecuária (destaque para a criação de búfalos), pesca artesanal e comercial e prestação de serviços em geral. O município é sede da [Região de Planejamento dos Lagos] que compreende os municípios de Penalva, Cajari, Matinha e Olinda Nova do Maranhão. (Lei Complementar 108/2007).

O rio Maracu (também chamado de canal do Maracu), um dos mais importantes da Baixada, tem como função conduzir a água do lago Viana para o rio Pindaré e ocasionalmente permitir a entrada de água salgada procedente da baía de São Marcos, através das marés altas, trazendo cardumes para o lago. O lago de Viana é conectado ao lago Cajari por meio do rio Cajari.

História[editar | editar código-fonte]

A região era habitada pelos índios guajajaras na época da chegada dos europeus. Na segunda metade do século XVII, os jesuítas fundaram a Missão de Conceição de Maracu, deslocando para aquele local certo número de índios procedentes da aldeia do Itaqui. Mas, ao que parece, somente em princípios do século seguinte os padres da Companhia de Jesus se estabeleceram na região, edificando, na extremidade de "um esporão de terra firme que avança entre a lagoa e uma das suas enseadas", uma igreja sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição. Há,também, notícias relativas à exploração de minas de ouro para as bandas do rio Turi.

Aos padres jesuítas vieram juntar-se posteriormente, sob os auspícios da administração pública,alguns colonos portugueses que, acompanhados de grande número de escravos negros, se localizaram na sede da aldeia e em outros pontos, dedicando-se ao comércio e à agricultura.

Vila[editar | editar código-fonte]

Em 8 de julho de 1757, foi criada a vila, com a denominação de Viana, pelo governador da Capitania, Gonçalo Pereira Lobato e Sousa, que ali compareceu acompanhado de outras autoridades. Em nome do governo português, o governador tomou posse da vila e de todos os bens a ela pertencentes, conforme a relação que lhe foi apresentada pelo padre Manuel das Neves,da Companhia de Jesus, missionário que administrava a antiga aldeia, assistido pelo padre José Rancone, como procurador do seu colégio. Pelo mesmo governador foi concedida à vila, em 30 de outubro de 1759, uma légua de terra em quadra para o seu patrimônio. A título de indenização, por ser a doação parcialmente alagadiça, ser-lhe-ia concedida mais tarde nova porção de terra, contígua ao antigo patrimônio. Também em 1759, a Coroa Portuguesa concedeu 14,5 mil hectares de terra aos índios gamelas, como sesmaria.[6]

Em 1768, o governador Joaquim de Melo e Póvoas, relatando à coroa portuguesa a viagem que fizera ao interior da Capitania.informava haver estado em Viana, achando excelente a sua situação.Encontrara uma "boa igreja, suficiente casa de câmera e uma forte cadeia". Visitou a escola, que"estava muito bem provida de rapazes", dos quais "alguns escrevem bem". Ainda de acordo com o depoimento do governador,a vila dispunha de boas casas, embora todas cobertas de palha, e de uma boa olaria, tendo ele ordenado que as casas em construção e as que de futuro se levantassem fossem cobertas de telhas, ajudando-se os moradores uns aos outros.

Provida de paróquia desde 1757, quando cessou a jurisdição temporal e secular dos missionários regulares que administravam a Missão, a vila passou a ser assistida espiritualmente por vigários designados pelo bispado.

Em 1820, contava a localidade uma grande praça, cinco ruas e algumas travessas, com 137 fogos e 843 almas, em cujo número se incluíram aproximadamente 400 índios domesticados.

Elevação de província a cidade[editar | editar código-fonte]

A Lei provincial n.° 377, de 30 de junho de 1855, elevou a vila à categoria de cidade. Pela divisão territorial vigente em 1.° de janeiro de 1958, o Município compõe-se de apenas um distrito, o do mesmo nome.

Nascimentos[editar | editar código-fonte]

Em Viana, nasceram Antônio Bernardo da Encarnação e Silva (1799-1848), lente de retórica e poética do Liceu Maranhense; Celso Magalhães (1849-1879), poeta, novelista, crítico e magistrado, um dos precursores dos estudos folclóricos no Brasil; Antônio Lopes da Cunha (1889-1950),magistrado, professor, jornalista e poeta, membro da Academia Maranhense de Letras; e Raimundo Lopes da Cunha(1894-1941) naturalista e etnógrafo de renome, autor de vasta obra literária.

Festas[editar | editar código-fonte]

Desde o ano 2008 se realiza em Viana o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, uma das maiores festas religiosas de toda a Região. O Círio de Nazaré de Viana se festeja no início de novembro. São 10 dias de festa que contam com a participação de milhares de peregrinos e devotos provenientes de vários Estados do Brasil. A cada ano a Cidade de Viana recebe a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré de Belém do Pará acompanhada por uma delegação da Guarda de Nazaré e da Diretoria do Festejo. A visita da Imagem Peregrina reúne milhares de devotos nas duas maiores romarias que encerram o festejo. O Círio de Nazaré de Viana se encerra com a grande procissão da corda todo segundo domingo de novembro. Até hoje realizaram-se 10 edições.

Há também o boi passa-fogo que acontece no mês de junho nas festas juninas, a brincadeira consiste em um bumba-meu-boi sendo queimado por carretilhas ou coisas do gênero, durante todo um percurso pelo centro da cidade. A pessoa que fica dentro do boi também não passa sufoco, pois a cada canto água é jogada no brincante corajoso a fim de não provocar acidentes.

Referências

  1. «Prefeito eleito - Viana Maranhão». Eleições2016.com. Consultado em 9 de maio de 2017 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NO BRASIL E UNIDADES DA FEDERAÇÃO COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1º de julho de 2016. Consultado em 19 de janeiro de 2016 [ligação inativa]
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 30 de julho de 2013 
  5. a b «Pib dos municípios maranhenses». IBGE. 2016. Consultado em 19 de janeiro de 2014 
  6. Madeiro, Carlos (2017) "Luta de meio século contra grilagem explica violência na disputa por terras no MA"; UOL notícias, 5 de maio de 2017.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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