Barra do Corda

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Município de Barra do Corda
"Princesa do Sertão"
Igreja de Nossa Senhora da Conceição

Igreja de Nossa Senhora da Conceição
Bandeira de Barra do Corda
Brasão de Barra do Corda
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 3 de maio
Fundação 3 de maio de 1835 (182 anos)
Gentílico barracordense ou cordino
Prefeito(a) Wellryk Oliveira Costa da Silva (PCdoB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Barra do Corda
Localização de Barra do Corda no Maranhão
Barra do Corda está localizado em: Brasil
Barra do Corda
Localização de Barra do Corda no Brasil
05° 30' 21" S 45° 14' 34" O05° 30' 21" S 45° 14' 34" O
Unidade federativa  Maranhão
Mesorregião Centro Maranhense IBGE/2008[1]
Microrregião Alto Mearim e Grajaú IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Formosa da Serra Negra, Tuntum, Grajaú, Jenipapo dos Vieiras, Fernando Falcão, Joselândia, São Roberto, São Raimundo do Doca Bezerra e Itaipava do Grajaú
Distância até a capital 462 km
Características geográficas
Área 5 190,339 km² [2]
Distritos Barra do Corda e Papagaio
População 87 135 hab. (MA: 11°) –  estimativa IBGE/2017[3]
Densidade 16,79 hab./km²
Altitude 148 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,606 (MA: 21°) – médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 586 097 mil (MA: 16°) – IBGE/2014[5]
PIB per capita R$ 6 846,69 IBGE/2014[5]
Página oficial

Barra do Corda é um município brasileiro do estado do Maranhão. A cidade está localizada no centro geográfico do Maranhão, na confluência dos Rio Corda e Rio Mearim. O Rio Corda, possui águas claras e frias, enquanto o Rio Mearim possui águas esverdeadas e mornas sendo totalmente navegável a partir da confluência com o Rio Corda. O município é sede da Região de Planejamento dos Guajajaras.

A religião predominante é a Católica, tendo como padroeira da cidade Nossa Senhora da Conceição, que se comemora no dia 8 de Dezembro, sendo feriado municipal devido as comemorações por toda a cidade e nos povoados vizinhos, a igreja de Nossa Senhora da Conceição é a mais visitada, fica localizada na praça da matriz, conhecida como praça Melo Uchôa nome dado em homenagem ao fundador da Cidade. [carece de fontes?]. Em Barra do Corda existem vários templos de diversas religiões, sendo os católicos e protestantes com maior número e em menor quantidade podemos citar os de origem africana (terreiros de umbanda) e os de origem indígena conhecido como Terecô.

Barra do Corda também é conhecida por seu potencial turístico, sobretudo por ser banhada por dois belos rios com várias cachoeiras e corredeiras de águas limpas. O carnaval é considerado um dos maiores do Maranhão, é grande quantidade de turistas que visitam a cidade nesse período, atraídos principalmente pelas tradicionais brincadeiras de blocos de ruas e balneários por toda a cidade, com destaque ao balneário guajajaras, um dos mais frequentados devido ao encontro das água claras e escuras dos rios Mearim e Rio Corda, formando um verdadeiro espetáculo da natureza. A População da cidade fica maior no verão e nas férias. Em Barra do Corda passa a BR-226, ela atravessa a ponte sobre o Rio Mearim, denominada de Ponte Nova e pela Avenida Rio Amazonas, onde se encontra o Espaço Cultural, local onde é realizado o Carnaval, outras festividades e shows diversos. Nas proximidades encontra-se o Mercado Municipal, a Igreja Matriz Santa Giana Bereta, Igreja São Francisco e o Ginásio Municipal Edson Lobão, além de bares, restaurantes e lanchonetes.

História[editar | editar código-fonte]

Pouco se sabe com absoluta certeza a respeito do povoamento do território do atual Município. Segundo versão das mais antigas, considera-se como fundador de Barra do Corda o cearense Manoel Rodrigues de Melo Uchoa.

O território constituía domínio de tribos canelas, do tronco dos gês e guajajaras, da linha Tupi. Nos anos que se seguiram à Independência, Melo Uchoa, por questões de família, foi a Riachão, no Estado do Maranhão. Em suas viagens a São Luís, estabeleceu boas relações de amizade com cidadãos de prol, entre os quais o Cônego Machado. Orientado por este, ao que parece, foi levado a escolher um local, entre a Chapada, hoje Grajaú, e Pastos Bons, para lançar as bases de uma povoação, ou mesmo com finalidades políticas, para evitar que os eleitores dispersos na região tivessem que percorrer grandes distâncias.

Em 1835, impondo a si e a sua própria família os maiores sacrifícios, Melo Uchoa embrenhava-se na mata, por muito tempo, acompanhado apenas de um escravo e, mais tarde, por alguns índios canelas, chamados “mateiros”. Melo Uchoa, por certo margeou o rio Corda, ou “das Cordas”, até a sua embocadura, chegando ao local que escolheu para fundar a nova cidade, atendendo não só às condições topográficas como as comodidades relativas ao suprimento de água potável e ainda à possibilidade de navegação fluvial até São Luís.

Sua esposa, D. Hermínia Francisca Felizarda Rodrigues da Cunha, fazendo-se acompanhar de seu compadre Sebastião Aguiar, foi a sua procura, viajando até a fazenda “Consolação”, onde, devido ao adiantado estado de gestação em que se encontrava, viu-se obrigada a permanecer; Sebastião Aguiar ordenou ao escravo Antônio Mulato que prosseguisse na busca de Uchoa. O encontro não tardou muito e, em breve, estavam todos reunidos. Melo Uchoa relatou suas aventuras, informando sobre a planície cortada por dois rios, considerando-a o lugar apropriado para a povoação desejada.

Ao dar sua esposa à luz uma menina, Melo Uchoa exclamou: “Feliz é a época que atravesso. A providência acaba de me agraciar com duas filhas risonhas e diletas – a Altina Tereza e a futura cidade, que edificarei”. Ao voltar ao local onde pretendia construir a nova cidade, já agora acompanhado de sua família, alguns amigos e índios, levantou um esboço topográfico, detalhando os contornos da última curva do Corda e mais acidentes locais. Mais tarde, levou o “croquis” ao conhecimento do Presidente da Província, Antônio Pedro da Costa Ferreira, por intermédio de outro prestimoso amigo, o Desembargador Vieira. Assim teve início a fundação de Barra do Corda, em 1835.

Melo Uchoa tinha o posto de Tenente de Primeira Linha e foi precursor da abertura de estradas e da proteção aos índios, no século passado, sendo o primeiro encarregado desse serviço. Construiu a primeira estrada entre Barra do Corda e Pedreiras, com 240 quilômetros de extensão. Faleceu paupérrimo, em Barra do Corda, segundo consta, em 7 de setembro de 1866, deixando sete filhos.

Colaborando com o fundador, após sua morte, empenharam-se no desenvolvimento de Barra do Corda, entre outros, Abdias Neves, Frederico Souza Melo Albuquerque, Isaac Martins, Frederico Figueira Fortunato Fialho, Anibal Nogueira, Vicente Reverdoza e Manoel Raimundo Maciel Parente.

Este último, um dos baluartes do desenvolvimento de Barra do Corda, é considerado, por alguns, como o seu fundador, mas é fora de dúvida que tal prerrogativa pertence a Melo Uchoa que tem seu nome na principal praça da cidade, num povoado e na maior aldeia de índios guajajaras.

O território do Município recebeu sucessivamente as denominações de Missões, Vila de Santa Cruz, Santa Cruz da Barra do Corda e Barra do Rio das Cordas. Fato de grande repercussão ligado à história do Município foi o massacre da colônia Alto Alegre pelos índios, em 13 de março de 1901, no qual pereceram mais de 200 pessoas, entre as quais frades e freiras. Mais recentemente teve Barra do Corda sua vida conturbada por ocasião dos movimentos revolucionários de 1924 e 1930.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Barra do Corda possui de acorda com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ,tem uma extensão territorial de 5.190,339 quilômetros quadrados. Situa-se a 5°30`21´ de latitude sul e 45°14`34´ de longitude oeste estando distante cerca de 462 da capital estadual. Os municípios limítrofes são Formosa da Serra Negra e Fernando Falcão ao sul;, Grajaú,Itaipava do Grajaú e Jenipapo dos Vieiras, ao oeste; Tuntum ao leste; Joselândia, São Raimundo do Doca Bezerra, e São Roberto ao norte.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Barra do Corda é classificado como Tropical tipo Aw de acordo com a classificação climática de Köppen.Possui verões quentes e chuvosos é invernos amenos e secos. A média pluviométrica de Barra do Corda é de 1 122,5 mm anuais,Com chuvas Concentradas entre outubro e abril,o mês mais chuvoso é março com (218,9 mm) e o mês mais seco é julho com (7,8 mm).O tempo de insolação total é de 2 177,2.O mês mais quente é outubro quando a temperatura média é de 27,4,e o mês mais frio é julho quando a média é de 24,4, quando as temperaturas ficam abaixo dos 15°C.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), de 1961 a 2016 a menor temperatura registrada em Barra do Corda foi de 10,2 °C em 4 de agosto de 1966,[6] e a maior atingiu 40,9 °C em 23 de setembro de 1962.[6] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 198,4 mm em 14 de novembro de 1971. Outros grandes acumulados foram 138,6 mm em 8 de dezembro de 1988, 126,5 mm em 19 de fevereiro de 2007, 126,4 mm em 28 de dezembro de 2001 e 122,8 mm em 24 de dezembro de 1999.[7] Em abril de 1985, foi observado o maior volume total de chuvas em um mês, de 603,8 mm.[8] O menor índice de umidade relativa do ar foi registrado na tarde de 14 de setembro de 1981, de apenas 17%.[9]

Dados climatológicos para Barra do Corda
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima absoluta (°C) 37,3 35,6 35,3 34,6 35,4 36,3 37,1 39,8 40,9 40,0 39,8 40,4 40,9
Temperatura máxima média (°C) 30,4 30,2 30,2 30,4 30,8 31,3 32,0 33,4 34,2 33,4 33,0 31,6 31,7
Temperatura média (°C) 25,1 25,0 25,0 25,2 24,9 24,6 24,4 25,5 27,0 27,4 26,5 25,8 25,5
Temperatura mínima média (°C) 21,5 21,6 21,8 21,7 20,9 19,5 18,7 19,1 21,1 22,1 22,2 21,9 21,0
Temperatura mínima absoluta (°C) 18 18 18,6 18,2 15 12,6 12 10,2 13,2 14,4 16,6 18,2 10,2
Chuva (mm) 171,2 179,7 218,9 204,3 59,4 20 7,8 11,4 20,7 39,6 65,9 123,6 1 122,5
Dias com chuva (≥ 1 mm) 13 15 15 14 6 3 1 1 3 5 6 10 92
Umidade relativa (%) 85 87 88 87 84 80 70 65 64 69 72 78 77
Horas de sol 144,1 126,4 133,5 155,6 211,3 249,2 257,7 242,6 191,4 161,8 155,2 148,4 2 177,2
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (normal climatológica de 1961-1990;[10][11][12][13][14][15][16] recordes de temperatura a partir de 1961).[6]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2017 era de 87.135[3] habitantes.

Crescimento populacional
Censo Pop.
1991 90 820
2000 78 147 -14,0%
2010 82 830 6,0%
Est. 2016 86 662 4,6%
Fonte: Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística
(IBGE)

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),em 2010 a população de Barra do Corda era 66.529 católicos apostólicos romanos, 11.947 protestantes,e 4 pessoas espíritas.

Política[editar | editar código-fonte]

O atual prefeito é Eric Costa (PCdoB). A câmara de vereadores também fica instalada no mesmo prédio, no centro comercial da cidade, e conta com dezessete vereadores.

Próximo ao local, fica o Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Entre outros órgãos públicos, há o Cartório de 1º ofício, o de 2º ofício, o Cartório Eleitoral, o fórum e o INCRA da cidade.

Barra do Corda na Proclamação da República[editar | editar código-fonte]

A Proclamação da República do Brasil ocorreu em 15 de novembro de 1889, no entanto desde 1888 na cidade de Barra do Corda já havia pessoas que divulgavam os ideias republicanos como Isaac Martins dos Reis que foi chamado de “Chefe do Partido Republicano dos sertões do Maranhão”, Dunshee de Abranches, Frederico Figueira, entre outros que participaram do Clube Republicano de Barra do Corda. Esse grupo tinha como objetivo divulgar os ideais da proclamação da República no Maranhão em especial nos sertões, esses republicanos se reuniam todas as noites e publicaram manuscritos que eram distribuídas pelas redondezas para disseminar a semente da República. No que se refere ao estado do Maranhão, esses ideais partiram do interior, e de uma forma organizada da cidade de Barra do Corda. Esse grupo organizado produziu em 12 de novembro de 1888 o jornal O Norte, que na verdade deveria ter o nome de Republicano, porém devido à ausência de tipos para impressão, decidiram nomeá-lo O Norte.

Esse grupo oriundo de Barra do Corda teve força para divulgar em outras vilas e cidades as vantagens da República, a repercussão foi tanta que os mesmos foram denunciados na capital da província por deputados favoráveis a continuidade da Monarquia. Quando finalmente ocorreu a Proclamação da República, Isaac Martins não se encontrava em Barra do Corda, e a população em geral soube do ocorrido no dia 20 de novembro. Como a cidade era palco de muitas atividades republicanas houve muitas comemorações nas ruas. Idealistas e autoridades locais se reuniram na Câmara Municipal onde decidiram a primeira Junta Provisória Republicana de Barra do Corda, que foi substituída por outras, até que se estabelecessem eleições de acordo com a Constituição que seria promulgada.

A Proclamação da República teve grande destaque no cenário da nossa cidade e com o jornal O Norte que liderou a campanha contra o Império na região Centro Sul do Maranhão, Barra do Corda foi tida como a “Capital dos Altos Sertões”.

Transporte[editar | editar código-fonte]

  • Rodoviário: BR-226
  • Fluvial: Rio Mearim e Rio Corda, onde ocorre o encontro dos dois rios.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Estimativa populacional 2017 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 30 de agosto de 2017. Consultado em 4 de setembro de 2017 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 30 de julho de 2013 
  5. a b «Pib dos municípios maranhenses». IBGE. 2014. Consultado em 19 de janeiro de 2014 
  6. a b c «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Mínima (ºC), Temperatura Máxima (ºC) - Barra do Corda». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 11 de maio de 2017 
  7. «Série Histórica - Dados Diários - Precipitação (mm) - Barra do Corda». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 11 de maio de 2017 
  8. «Série Histórica - Dados Mensais - Precipitação Total - Barra do Corda». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 11 de maio de 2017 
  9. «Série Histórica - Dados Horários - Umidade Relativa (%) - Barra do Corda». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 11 de maio de 2017 
  10. «Temperatura Média Compensada (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961–1990. Consultado em 11 de maio de 2017. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  11. «Temperatura Máxima (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961–1990. Consultado em 11 de maio de 2017. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  12. «Temperatura Mínima (°C)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961–1990. Consultado em 11 de maio de 2017. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  13. «Precipitação Acumulada Mensal e Anual (mm)». Instituto Nacional de Meteorologia. 1961–1990. Consultado em 11 de maio de 2017. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  14. «Número de Dias com Precipitação Maior ou Igual a 1 mm (dias)». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 11 de maio de 2017. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  15. «Insolação Total (horas)». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 11 de maio de 2017. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 
  16. «Umidade Relativa do Ar Média Compensada (%)». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 11 de maio de 2017. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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