São Luís Gonzaga do Maranhão

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São Luís Gonzaga do Maranhão
  Município do Brasil  
Foto de São Luís Gonzaga do Maranhão com destaque ao prédio da antiga prefeitura
Foto de São Luís Gonzaga do Maranhão com destaque ao prédio da antiga prefeitura
Hino
Gentílico gonzaguense
Localização
Localização de São Luís Gonzaga do Maranhão no Maranhão
Localização de São Luís Gonzaga do Maranhão no Maranhão
Mapa de São Luís Gonzaga do Maranhão
Coordenadas 4° 22' 48" S 44° 40' 12" O
País Brasil
Unidade federativa Maranhão
Municípios limítrofes Bacabal, Pedreiras, Lima Campos, Peritoró
Distância até a capital 209 km
História
Fundação 12 de junho de 1854 (167 anos)
Aniversário 12 de junho
Administração
Prefeito(a) Francisco Pedreira Martins Júnior[1] (PDT, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [2] 968,554 km²
População total (IBGE/2010[3]) 20 156 hab.
Densidade 20,8 hab./km²
Clima Clima tropical com estação seca (Aw)
Altitude 17 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000[4]) 0,542 baixo
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 113 169,403 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 5 612,73

São Luís Gonzaga do Maranhão é um município brasileiro do estado do Maranhão. Sua população é de 25.533 habitantes.

Religião[editar | editar código-fonte]

A religião predominante em São Luís Gonzaga do Maranhão é o catolicismo, que possui 17.808 adeptos. A cidade leva o nome de São Luís Gonzaga, um santo jesuíta do século XVI, padroeiro da cidade, dos jovens e dos estudantes. Sua festa litúrgica é comemorada dia 21 de Junho. Na cidade de São Luís Gonzaga do Maranhão é feriado municipal no dia do padroeiro e ocorre o festejo em homenagem ao santo na igreja matriz em homenagem a São Luís Gonzaga.

Em segundo lugar aparecem as religiões evangélicas que possuem 1.818 adeptos, a cidade conta com as igrejas Assembleia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Mundial do Poder de Deus, Congregação Cristã no Brasil, Igreja Adventista do Sétimo dia, Igreja Batista dentre outras.

História[editar | editar código-fonte]

Em meados dos anos de 1840, surgiram às margens do Rio Mearim duas povoações: “Paióis” e “Machado”. Duas povoações diferentes e distintas uma da outra com aproximadamente 15 quilômetros de distância . O  povoado dos Paióis foi fundado em 1844 e, dez anos depois, foi levado à categoria  de freguesia de São Luís Gonzaga do Alto Mearim.  O povoado “Machado”  cresceu rapidamente, e ali se aglomeravam  muitas famílias vindas de todas as regiões, eram principalmente fugitivos da Revolta da Balaiada ocorrida entre os anos 1838 a 1841.

Quatro anos após ser elevado à categoria de freguesia de São Luís Gonzaga do Alto Mearim, em 1858, "PAIÓIS"  teve sua sede transferida para o povoado  “MACHADO” e predomina com a denominação de “VILA” ou “VILA DE MACHADO” . Foi somente em 30 de dezembro de 1943, que a Vila de Machado  ou “VILA”, como todos falavam, passou a categoria de cidade e com a denominação de “IPIXUNA”.

Com a denominação de Ipixuna em 1943, a população se revoltou e não aceitou este nome , o alvoroço e a indignação correram  em toda  a região, principalmente quando começaram a gozação e preconceito com todos os moradores  da antiga Vila de Machado.

Após a denominação de Ipixuna,  a cidade cresceu e prosperou, e muitos chegaram de todas as partes do país para aqui se instalar e construir família.  E como as terras eram boas para cultivo de lavoura e criação de gado, grandes fazendas se destacaram na região na criação de bovinos,caprinos,suínos e  produção agrícola, arroz,milho,feijão,mandioca e algodão, bem  como  a extração do coco babaçu.

Com a vinda de toda essa gente, foram surgindo grandes fazendas e usinas, criando-se assim a fábrica de algodão “Aboud”.

Na época, era comum que oligarquias dominassem o poder dos municípios. Em  Ipixuna, não foi diferente, na cidade quem mandava era duas famílias :  Machado e Gomes.

Contudo, toda extensão de um lado do Rio Mearim  era dominada politicamente pelo um fazendeiro  Gustavo Gomes. A outra extensão onde ficava a sede do município era dominada pelo fazendeiro Augusto Machado, que, além de possuir grandes fazendas, detém o poder político da cidade.

A cidade estava  crescendo e se desenvolvendo,  principalmente, na zona rural, pois as pessoas chegam à cidade à procura de trabalho e se instalam na zona rural do município para ficar morando. Com isso, a movimentação de suas embarcações subindo e descendo o rio era enorme, e movimentava a economia do município, pois produtos produzidos aqui eram transportados nas embarcações para as cidades vizinhas. As embarcações saíam do porto da empresa Aboud, carregadas de produtos como  algodão, arroz, feijão, milho, e amêndoas do coco babaçu.

Com o passar do tempo , Ipixuna acumulou vários mistérios e lendas, e uma delas é sobre toco preto que, de vez em quando, aparece para os navegantes e pescadores  no meio do rio.   Também tinha a lenda do lobisomem que percorre a cidade e o interior  nas noites de quinta-feira, após a meia noite, o lobisomem deixa um rastro de destruição  por onde passa, matando animais e pondo medo em toda a população.

Existe também a lenda da ilha da pedra grande: consiste em uma pedra enorme tombada para dentro do rio, e quem a olha de longe tem impressão de que ela vai cair  dentro do rio; ao seu redor o Rio Mearim forma  uma ilha e diz a lenda que debaixo da pedra mora uma serpente que dorme o tempo todo, mas no dia em que ela acorda a pedra vai tombar e cair dentro do rio, e as água do Rio Meariam vão se agitar tanto que vai alagar todas as cidades rio abaixo.

Essas lendas fizeram a cidade crescer e prosperar, tendo como o comandante do poder político os coronéis da  aristocracia rural.

Porém, algo intrigava a cidade ,  todos queriam mudar o nome “Ipixuna”, nome pelo qual nenhum morador se identificava. Com isso, várias manifestações foram feitas, e com crescimento dessas, Ipixuna foi se transformando em São Luís Gonzaga. O fato é que o nome Ipixuna perdeu fôlego, e cada vez   mais o velho nome São Luis Gonzaga ganhava adesão entre a população. Assim, três distribuição surgiram e espalharam por toda região: “Terra dos Doutores”, “Terrinha” e “Terra do Cuxá".

Apesar do alvoroço do nome, ele foi crucial para o crescimento da cidade. Entretanto, o nome que deu Status à cidade não aguentou a pressão da população e no dia 14 de novembro  de 1971, voltou a se chamar “São Luiz Gonzaga”.

Neste período, ele se  fragmenta em três outras regiões: Pedreiras, por lei separatista n*1453; Bacabal,1920, pela lei separatista n* 932; e lago do Junco,1961, por lei separatista n* 2151.

Editado Por: Ryan de Castro Vieira

Fonte: livro "A sombra do Rio"

Referências

  1. Resultado Final eleições 2012 no Maranhão. Página visitada em 13 de janeiro de 2016.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 

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