São José de Ribamar

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Município de São José de Ribamar
"Ribamar"
Igreja Matriz de São José

Igreja Matriz de São José
Bandeira de São José de Ribamar
Brasão de São José de Ribamar
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 16 de dezembro de 1627 (390 anos)
Gentílico ribamarense
Prefeito(a) Luís Fernando Silva[1] (PSDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de São José de Ribamar
Localização de São José de Ribamar no Maranhão
São José de Ribamar está localizado em: Brasil
São José de Ribamar
Localização de São José de Ribamar no Brasil
02° 33' 43" S 44° 03' 14" O02° 33' 43" S 44° 03' 14" O
Unidade federativa Maranhão
Mesorregião Norte Maranhense IBGE/2008[2]
Microrregião Aglomeração Urbana de São Luís IBGE/2008[2]
Região metropolitana São Luís
Municípios limítrofes São Luís, Paço do Lumiar, Raposa
Distância até a capital 32 km
Características geográficas
Área 386,282 km² [3]
População 176 008 hab. (MA: 3°) –  IBGE/2016[4]
Densidade 455,65 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,708 (MA: 4º) – elevado PNUD/2010[5]
PIB R$ 1 610 892 mil (MA: 5°) – IBGE/2014[6]
PIB per capita R$ 9 343,81 IBGE/2014[6]

São José de Ribamar é o terceiro município mais populoso do estado brasileiro do Maranhão. Sua população é de 176.008 mil habitantes segundo censo do IBGE em 2016. Pertence à Região Metropolitana de São Luís. É um dos quatro municípios que integram a ilha de Upaon-Açu. Situada no extremo leste da Ilha, de frente para a Baía de São José, dista cerca de 32 quilômetros do centro da capital maranhense.

O nome da cidade é em homenagem ao padroeiro do Maranhão. Na cidade de Ribamar encontra-se um dos santuários mais importantes do Norte-Nordeste.

História[editar | editar código-fonte]

São José de Ribamar em 1908

Primitivamente uma aldeia indígena. O atual território do município era área tradicional da etnia indígena dos potiguaras.[7] Seu nome atual decorre da seguinte história: um navio que vinha de Lisboa para São Luís desviou-se de sua rota e em plena Baía de São José, esteve ameaçado de naufrágio por grandes tempestades e vagalhões. Os tripulantes invocaram a proteção de São José, prometendo erguer-lhe uma capela na povoação ao longe avistada. Tal foi a contrição das súplicas, que imediatamente o mar acalmou-se. E todos chegaram a terra são e salvos. Para cumprir a promessa, trouxeram de Lisboa uma imagem de São José, entronizando-a na modesta igrejinha então erguida, de frente para o mar. Mas devotos residentes na antiga Anindiba dos indígenas, atual Paço do Lumiar, entenderam que a imagem deveria ser levada para a ermida daquela povoação. Sem que ninguém percebesse, realizaram seu intento. No dia seguinte, porém, viram que a imagem ali não mais se encontrava, pois voltara, misteriosamente, à capela de origem. Repetiram a transferência e colocaram pessoas a vigiar o santo, para que ele não voltasse a Ribamar.

São José, entretanto, transformando seu cajado em luzeiro, desceu da Igreja de Anindiba e, protegido por anjos e santos, regressou a Ribamar. E o caminho por onde ia passando o celeste cortejo, encheu-se de suaves rastros de luz. Somente assim compreenderam os moradores de Anindiba que o santo desejava permanecer em sua capela, de frente para o mar.

Tempos depois, quando da construção de uma nova igreja, resolveram fazê-la de frente para a entrada da cidade - intento não alcançado porque as paredes da igreja várias vezes ruíram, até que os fiéis compreenderam que ela deveria permanecer voltada para o mar.

Garças descansando e aguardando a movimentação de sardinhas para a caçada.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Lava-Pratos[editar | editar código-fonte]

O Lava-Pratos acontece sempre no final de semana após o carnaval tradicional, palco dessa festa acontece na cidade de São José de Ribamar, no Maranhão. O evento é considerado como sendo o segundo Carnaval fora de época mais antigo do país, além de encerrar oficialmente a temporada momesca no Estado.[8]

Religião[editar | editar código-fonte]

São José de Ribamar é um santo de grande devoção do seu povo. Daí a profusão de Josés e Marias de Ribamar entre os maranhenses que adotam "de Ribamar" como um segundo nome em homenagem religiosa. A festa do seu milagroso santo padroeiro é famosa e acontece durante dez dias, em data móvel do mês de setembro, sempre por ocasião da lua cheia.

Monumento a São José de Ribamar.

Outro passeio de um dia, nos arredores da cidade é uma visita à cidade histórica de São José do Ribamar, distante 32 km do centro de São Luís. A cidade é o principal destino da fé no estado. A igreja da cidade, que só se manteve intacta quando foi construída de virada para o mar, homenageia o santo protetor dos pescadores. Cerca de 500 mil romeiros visitam Ribamar no mês setembro, quando depositam os ex-votos na Casa dos Milagres e visitam a estátua de 17,5 m erguida para o protetor.

Praia da Ponta-verde

A outra festa de destaque da cidade não é nada religiosa: no primeiro fim de semana após quarta-feira de cinzas, mais de 200 mil pessoas se reúnem para assistir um desfile dos tradicionais blocos do carnaval de São Luís.

Praia de Panaquatira

Literatura a beira-mar[editar | editar código-fonte]

Os atrativos são para todos os gostos. Da folia para a literatura. Anualmente, na última semana do mês de agosto, a cidade religiosa se rende a poesia com o festival Geia de literatura. Incentivar a leitura de grandes escritores e poetas maranhenses é o principal objetivo do Geia. O festival acontece desde 2000 e é organizado pelo Instituto Geia, organização não governamental sem fins lucrativos.

Festival do Peixe-Pedra[editar | editar código-fonte]

Praia em São José de Ribamar

A culinária de São José de Ribamar tem sabor bem característico à base de frutos do mar (camarão, caranguejo, ostra, sarnambi, sururu e siri) e peixes de água salgada típicos da região, tais como pescada-amarela, corvina, bagre, tainha (sajuba, pitiu, urixoca), pescadinha, sardinha, urubarana, cabeçudo, baiacu (açu e pininga), peixe-galo, palombeta, solha, tibiro, caruaçu, jurupiranga, cambéu, mero, tralhoto, solha, paru, uriacica, bandeirado, guaravira, camurupim, moreia, amor-sem-olho, gurijuba, pargo, pampo, cabeçudo, cururuca, xaréu, jiquiri, cação, arraia, peixe-prata, camorim, uritinga, pacamão, cangatã, agulhinha, peixe-serra, entre outras espécies. Mas uma das iguarias do ribamarense é o peixe-pedra, muito abundante na região, que entre os meses de julho e agosto é realizado um festival onde servem este peixe cozido, frito, assado e escabeche. Além da gastronomia, na programação consta competições esportivas e programação cultural. O festival do peixe-pedra foi criado na administração João Alves da Silva (tirintintim). De 1996 a 2004, o festival não foi realizado. A retomada aconteceu em 2005, primeiro ano da administração do prefeito Luís Fernando. Além de propiciar cultura e lazer de qualidade aos maranhenses e turistas que se deslocarem até o município, o festival é considerado como um importante incentivador da economia local, cujo pilar está centrado na pesca artesanal.

Projeto peixe-boi[editar | editar código-fonte]

Anualmente é realizado o festival do peixe-boi, na comunidade de Guarapiranga, zona rural do município de São José de Ribamar. O objetivo deste evento é divulgar e promover a interação entre as comunidades pesqueiras o Projeto Peixe-boi e parceiros. A comunidade está localizada em uma das principais áreas de ocorrência do peixe-boi-marinho (trichechus manatus) no Maranhão e onde o projeto peixe-boi foca suas atividades de monitoramento com o ponto fixo de observação desses animais desde 2001.

FAUNA E FLORA[editar | editar código-fonte]

A Região de São José de Ribamar abrange diferentes espécies da fauna e flora brasileira, entre elas destacam-se:

AVES[editar | editar código-fonte]

  • guará
  • garça (azul e branca)
  • gavião-carijó
  • socó
  • maçarico
  • coruja-das-torres
  • pato-do-mato
  • irerê
  • bem-te-vi
  • maritaca
  • pica-pau
  • gaivotas

Dentre os mamíferos além do peixe-boi-marinho, na cidade também é comum encontrar nas áreas de preservação ambiental:

  • bicho-preguiça
  • macaco-prego
  • mão-pelada
  • boto-cinza
  • cutia
  • paca
  • tatu

répteis[editar | editar código-fonte]

  • jiboia
  • jararaca
  • jacaré
  • camaleão
  • iguana
  • tartarugas-marinhas

anfíbios[editar | editar código-fonte]

  • sapo-cururu
  • rã-assoviadeira

FLORA[editar | editar código-fonte]

  • juçareiras
  • palmeiras
  • coqueiros
  • mangueiras
  • cajueiros
  • manguezais

Futebol[editar | editar código-fonte]

Além do São José de Ribamar EC, que disputa profissionalmente, a pequena cidade maranhense conta ainda com várias equipes no amadorismo, como Agremiação Esportiva São Paulo FC (Campina), América FC (Trizidela do Maioba), Ass. Luso Brasileiro FC, Avenida Esporte Clube (Cruzeiro), Duguay FC (Mata), Esporte Clube Campinense, Esporte Clube Onze Amigos (J.Câmara), Esporte Clube Ribamar (São Raimundo), Joinville FC, Santos Dumont Esporte Clube, Santos de Olho D'água, Treze de Campinas Esporte Clube e, por fim, o Verona Esporte Clube.

Bairros[editar | editar código-fonte]

A cidade de São José de Ribamar é formada por pequenos bairros, sendo eles:

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Os principais pontos turísticos de São José de Ribamar são:

Referências

  1. [1]. Página visitada em 01/01/2016.
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  3. IBGE; IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  4. «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NO BRASIL E UNIDADES DA FEDERAÇÃO COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2016. Consultado em 19 de janeiro de 2016. 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 23 de março de 2014. 
  6. a b «Pib dos municípios maranhenses». IBGE. 2014. Consultado em 19 de janeiro de 2017. 
  7. BUENO, E. Brasil: uma história. Segunda edição revista. São Paulo. Ática. 2003. p. 18,19.
  8. «Lava-Pratos agita São José de Ribamar neste fim-de-semana - Prefeitura de São José de Ribamar». saojosederibamar.ma.gov.br. Consultado em 11 de junho de 2012. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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