Maracaçumé

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Município de Maracaçumé
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 1996
Gentílico maracaçumeense
Prefeito(a) Chico Velho[1] (PRB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Maracaçumé
Localização de Maracaçumé no Maranhão
Maracaçumé está localizado em: Brasil
Maracaçumé
Localização de Maracaçumé no Brasil
02° 02' 34" S 45° 57' 32" O02° 02' 34" S 45° 57' 32" O
Unidade federativa  Maranhão
Mesorregião Oeste Maranhense IBGE/2008 [2]
Microrregião Gurupi IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Governador Nunes Freire, Junco do Maranhão, Centro Novo do Maranhão
Distância até a capital 458 km
Características geográficas
Área 629,330 km² [3]
População 19 142 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 30,42 hab./km²
Altitude 0 m
Clima 32•
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,613 médio PNUD/2000 [5]
PIB R$ 60 000 896,049 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 17,686 IBGE/2008[6]
Página oficial

Maracaçumé é um município da microrregião de Gurupi, mesorregião do Oeste Maranhense, estado do Maranhão, Brasil. O município tem 19.155 mil habitantes (Censo 2010) e 448 km². Foi criado em 1997.

História[editar | editar código-fonte]

Nas suas Cartas do Brasil, datas de 1549, o padre Manuel da Nóbrega descreveu algumas lendas dos índios brasileiros sobre uma entidade denominada Sumé.[1] Tal divindade teria aparecido de forma misteriosa e se tratava de um homem branco, que andava ou flutuava no ar e possuía longos cabelos e barbas brancas.

Sumé começou por ensinar ao povo da selva a arte da agricultura e depois habilidades como a de transformar mandioca em farinha e alguns espinhos em anzol, além de regras morais.[1] Curava feridas e diversos males sem cobrar nada em troca. Tanta gentileza e poder assim despertou sobre si o ódio dos caciques, culminando com a recepção de Sumé a flechadas numa certa manhã, armas que misteriosamente retornaram e feriram de morte os arqueiros atiradores.[1] Os índios também ficaram então espantados com a facilidade como tal forasteiro extraía as flechas e como de seu corpo não escorria sangue algum. Sumé ainda teria andado de costas desde o rio Gurupi até até atingir as águas do mar. A divindade teria desaparecido num voo sobre as ondas transformado numa ave chamada "papagaio Macanã". Assim, a palavra Maracaçumé advêm da junção do termo Maracanã + Sumé.

O vulgo atribui o termo a lendas ou anedotas locais, sendo, entretanto, desprovidas de qualquer arcabouço ou embasamento histórico.

A região que se estende desde o rio Gurupi até o vale do Turiaçu, abrangendo todo o Maracaçumé, desde os fins do século XVIII, concentrou inúmeros quilombos.

Não se pode estabelecer uma data fixa de criação ou de origem da cidade, pois "existiram quilombos antes e depois da Independência, formados no decorrer dos anos, em Viana, Pinheiro, Alcântara, Guimarães, Maracaçumé e outros lugares" como afirma Carlos de Lima em História do Maranhão A Colônia. Segundo Eduardo Olímpio Machado, em 1855 criou-se a Colônia Maracaçumé, administrada pela Companhia Maranhense de Mineração, a qual contratou cerca de 40 chineses para a exploração das minas. índios Os Ka'apor vivem no norte do Maranhão. Suas terras fazem limite, ao norte, com o rio Gurupi, ao sul, com os afluentes meridionais do rio Turiaçu, a oeste com o Igarapé do Milho e a leste, com uma linha no sentido noroeste-sudeste quase paralela à rodovia BR-316. Todos os córregos e rios drenam para três grandes rios: Maracaçumé, Turiaçu e Gurupi, que, por sua vez, deságuam diretamente no oceano Atlântico. A altitude máxima é de cerca de 250 metros acima do nível do mar nas regiões montanhosas, onde as cabeceiras do Maracaçumé, Turiaçu e Gurupi estão mais próximas umas das outras. Chove cerca de 2000 a 2500 mm por ano, sendo que a maior parte deste volume cai durante a predominância dos ventos vindos de leste de janeiro a maio. Eles são conhecidos pela história documentada por terem se estabelecido sucessivamente nas bacias do rio Acará (ca. 1810), rio Capim (ca. 1825), rio Guamá (1864), rio Piriá (1875) e rio Maracaçumé (1878).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • LIMA, Carlos de. História do Maranhão A Colônia. Ed. GEIA.
  • Wass, Jean Charles. Maragnon Etat. Ed. IBAP

Referências

  1. Resultado Final eleições 2012 no Maranhão. Página visitada em 13/01/2013.
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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