São João Marcos

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São João Marcos foi um antigo município do estado brasileiro do Rio de Janeiro despovoado e demolido na década de 1940 para a formação de uma represa para a produção de energia elétrica.

História[editar | editar código-fonte]

Formada a partir da abertura da estrada entre o Rio de Janeiro e São Paulo, ainda no governo de Luís Vaía Monteiro, com a instalação de lavouras e comércios de passagem, foi fundada em 1739 por João Machado Pereira, que em suas terras criou uma capela dedicada a São João Marcos.

Conheceu o apogeu quando da chegada da cultura do café, que fez a cidade atingir seu ápice no século XIX, quando chegou a ter mais de 14 mil habitantes, com sua principal vila tendo dez ruas e dez travessas, onde havia um teatro, um hospital, dois clubes, um posto dos correios e duas escolas.

Até o século XIX teve o nome de São João Marcos do Príncipe e o município era constituído das paróquias de São João Marcos (sede da Vila) e Nossa Senhora da Conceição de Passa Três.

Diversas epidemias de malária dizimaram parte considerável da população local após o declínio da lavoura cafeeira e, juntamente com a instalação, no início do século XX, das usinas hidrelétricas de Fontes, e com a formação do lago da Represa de Ribeirão das Lajes, pertencente à companhia canadense The Rio de Janeiro Tramway, Light and Power, contribuíram para sua decadência. Em 1943, a população restante foi deslocada para municípios vizinhos como Rio Claro (que era seu distrito), Mangaratiba, Itaguaí e Piraí, sendo que as águas da represa nunca cobriram a maior parte da antiga cidade.

Foi tombada em 1939 e destombada em 1940, por decreto de Getúlio Vargas, que desapropriou as terras da cidade. A matriz foi o último prédio da cidade, haja vista ninguém querer fazer a explosão, pois a população acreditava que destruir uma igreja seria um pecado, ao que um comerciante teria se habilitado a fazer a explosão, sendo utilizados vinte quilos de dinamite.

Atualmente parte de seu território é o 3º distrito do município de Rio Claro, no Vale do Paraíba Fluminense, e a outra parte é o 4º distrito daquele mesmo município, com nome de Passa Três. As ruínas deste antigo município fluminense podem ser vistas às margens da rodovia RJ-149 entre os municípios de Rio Claro e Mangaratiba, onde foi construído um parque arqueológico mantido pela empresa Light S.A., com a finalidade de preservar sua memória.

Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos[editar | editar código-fonte]

Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos

Em 2008, o Instituto Light, mantido pela empresa LIGHT S.A., que tem como objetivo contribuir para a preservação histórica e cultural da região e para o desenvolvimento do turismo local, com patrocínio da Secretaria de estado da Cultura do Rio de Janeiro, por meio da Lei de Incentivo à Cultura e apoio de diversas instituições foi iniciado o projeto de construção do Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos.[1] No dia 9 de junho de 2011, o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos foi oficialmente inaugurado.[2]

São João Marcos hoje é o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, um museu a céu aberto no interior do Rio de Janeiro preserva a história do Vale do Café. Um dos espaços culturais mais visitados do interior do estado do Rio de Janeiro, o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, situado no município de Rio Claro, comemorou em 23 de junho de 2016 cinco anos de atividades que resgatam a memória da antiga cidade de São João Marcos, sua história e tradições culturais.

Patrocinado pela Light e pela Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e gerido pelo Instituto Cultural Cidade Viva - ICCV, o Parque promoveu, desde a sua inauguração em 2011, mais de 40 eventos culturais. No mês do seu aniversário, contabilizou 50 mil visitantes, entre eles mais de 15 mil estudantes de escolas públicas, que visitaram o Parque dentro de um programa educativo estruturado.

Todos os visitantes dispõem de conforto e segurança para desfrutar em paz de uma verdadeira experiência multissensorial. Durante um passeio pelo Parque, o frequentador pode apreciar as deslumbrantes paisagens que mesclam as belezas da Mata Atlântica e de Ribeirão das Lajes, ouvir o canto e observar os pássaros, abundantes na área perto da represa, e ainda degustar no Quiosque São João Marcos quitutes resgatados de livros de receitas de antigos moradores. Uma festa para os sentidos.

Estão à disposição dos frequentadores um Centro de Memória, guias turísticos, anfiteatro, salas multimídia e de exposições e um campo de futebol em homenagem aos craques do Marcossense Futebol Clube, time considerado imbatível na lembrança dos antigos torcedores.

Há ainda o Espaço Obra Escola, onde, por meio de painéis ilustrativos em formato de histórias em quadrinhos, as crianças são apresentadas ao mundo da arqueologia de maneira lúdica, horta orgânica, na qual alunos cultivam e colhem alimentos livres de agrotóxicos, loja de souvenir, viveiro, estacionamento e banheiros com acessibilidade.

Aberto de quarta a sexta-feira, das 10h às 16h. Sábado e domingo, das 9h às 17h

Endereço: Estrada RJ 149 (Rio Claro – Mangaratiba) Km 20 - Rio Claro – RJ

Telefone: (55-21) 2233-3690

E-mail: contato@saojoaomarcos.com.br


Referências

  1. «Light S.A. - Sala de Imprensa». light.com.br. Consultado em 30 de novembro de 2012. 
  2. «Inaugurado o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos em Rio Claro - A Secretaria | Cultura.rj». cultura.rj.gov.br. 13.06.2011. Consultado em 30 de novembro de 2012. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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