Aracati

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Disambig grey.svg Nota: Para pelo barão de Aracati, veja José Pereira da Graça.
Município de Aracati
"Terra dos Bons Ventos"
Praia de Canoa Quebrada

Praia de Canoa Quebrada
Bandeira de Aracati
Brasão de Aracati
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 25 de outubro de 1842 (173 anos)
Gentílico aracatiense
CEP 62800-000
Prefeito(a) Francisco Ivan Silvério da Costa (PDT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Aracati
Localização de Aracati no Ceará
Aracati está localizado em: Brasil
Aracati
Localização de Aracati no Brasil
04° 33' 43" S 37° 46' 12" O04° 33' 43" S 37° 46' 12" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Jaguaribe IBGE/2008[1]
Microrregião Litoral de Aracati IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes N: Fortim; L: Icapuí; S: Rio Grande do Norte (Tibau, Mossoró, Baraúna), Jaguaruana, Itaiçaba; O: Palhano, Beberibe
Distância até a capital 150 km
Características geográficas
Área 1 229,194 km² [2]
População 72 727 hab.
Densidade 59,17 hab./km²
Altitude 5 m
Clima Tropical atlântico e Tropical As
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,655 médio PNUD/2014[3]
PIB R$ 1 001 363 mil IBGE/2013[4]
PIB per capita R$ 13 956,4 IBGE/2013[4]
Página oficial

Aracati é um município do estado do Ceará, no Brasil, a 150 km da Capital cearense Fortaleza, fundada em 11 de abril de 1747 Teve o núcleo urbano sede do município tombado em 2000 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como patrimônio nacional. É a terra onde nasceu o Revolucionário Eduardo Angelim, e também o romancista Adolfo Caminha, o primeiro bispo cearense, Dom Manuel do Rego Medeiros, o abolicionista Dragão do Mar, o ator Emiliano Queiroz, o pianista clássico Jacques Klein.

Aracati tem sua população estimada em 72,727 habitantes, e é um polo econômico de serviços, que conta com mais de 3.000 pontos comerciais, destaca-se pela produção da carcinicultura e pescado.

Durante anos a cidade recebeu grandes empreendimentos de grande porte como: A fabrica E.B.B.A. (Empresa Bras. de Bebidas e Alimentos), Maris (Pescado), Sapato terapia, o Aeroporto Internacional Dragão do Mar, Energia eólica e o Shopping Pinheiro: O Bom Vizinho, Aracati consolidou-se em 2014 como a cidade mais importante de toda a região e a que mais arrecadou.

Conhecida nacionalmente como o melhor carnaval do Ceara e o terceiro maior do Nordeste.

Muito conhecida pelas suas Praias como: Praia de Canoa Quebrada, Majorlandia e Quixaba dentre outras que fazem parte do município.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O topônimo Aracati vem da língua tupi. Significa "ar bom, tempo bom", pela junção de ara (ar, tempo) e katu (bom).[5] Sua denominação original era Cruz das Almas; Arraial de São José dos Barcos do Porto dos Barcos do Jaguaribe; em 1766, Santa Cruz de Aracati; e, desde 1842, Aracati.[6]

História[editar | editar código-fonte]

Ceará a partir do mapa de 1629 por Albernaz I.
Quadro de José dos Reis Carvalho de 1859 retratando um moinho de vento feito de carnaúba nos arredores de Aracati.

Os primeiros habitantes das terras de Aracati, os índios Potyguara,[7] provavelmente entraram em contato com os europeus em 2 de fevereiro de 1500, através do navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón, que aportara no local denominado Ponta Grossa ou Jabarana, segundo o historiador Tomás Pompeu de Sousa Brasil.

Pero Coelho de Souza, durante a expedição contra os franceses que haviam invadido o Maranhão, ergueu, a 10 de agosto de 1603, às margens do Rio Jaguaribe, o Fortim de São Lourenço. A sua permanência deu origem ao povoado de São José do Porto dos Barcos, sucessivamente, Cruz das Almas e Santa Cruz do Aracati.

Aracati tornou-se um ponto de apoio militar. Várias edificações foram construídas: Bateria do Retiro Grande, Presídio da Ponta Grossa, Presídio de Coroa Quebrada, Presídio do Morro de Massaió e outras.

A ocupação definitiva de Aracati teve início com o funcionamento das oficinas ou charqueadas do Ceará, que foram responsáveis por possibilitar a competitividade da pecuária no estado, tendo em vista os privilégios da Zona da Mata pernambucana com a cultura canavieira. Aracati transformou-se então em produtor de carne seca e no principal porto de exportação deste produto para as regiões canavieiras, além de continuar a ser um ponto de apoio militar (Fortim de Aracati), agora com o intuito de proteger o porto, as transações comerciais e os habitantes contra os ataques de índios como os Payacu.

A possibilidade de abate e conservação da carne, através do charque, foi a principal responsável pela ocupação e desenvolvimento das terras do Ceará. Por volta de 1740, já existiam oficinas em Aracati, inicialmente no pequeno Arraial de São José dos Barcos do Porto dos Barcos do Jaguaribe, depois elevada à categoria de Vila com o nome de Santa Cruz do Aracati, hoje cidade do Aracati. O comércio de carne e couro atraía abastados senhores de locais diversos. Aracati manteve-se por longo tempo como a localidade de maior influência de formação econômica, social e política do povo cearense.

Com o crescimento do povoado, no local, em 1714, foi erguida uma capela e, em 1743, foi instalado um juízo e tabelião local.

Já em fins do século XVIII, Aracati se transformara, juntamente com as vilas de São Bernardo das Russas e Icó, na praça de negócios mais desenvolvida do Ceará.

Em 10 de fevereiro de 1748, foi elevada à categoria de vila (ato oficial). No mesmo ano, foi erguido um pelourinho e empossada a câmara.

Em 1770, foram erguidas a Casa da Câmara e a Cadeia, na Rua do Comércio, antiga Rua das Flores.

Em 1779, Aracati contava com cerca de 2 mil pessoas, cinco ruas e muitos sobrados e mais de setenta lojas.

Em 1829, foi apresentada, na Assembleia Geral do Ceará, uma proposta que pretendia transferir a sede do Governo da Capitania para a Vila de Aracati, mas a proposta foi rejeitada.

Em 25 de outubro de 1842, a vila foi elevada a condição de cidade pela Lei Provincial 244.

Em 1824, durante a Confederação do Equador, a vila de Aracati tornou-se palco de um dos acontecimentos marcantes da história do Nordeste Brasileiro: Tristão Gonçalves de Alencar Araripe chefiou tropas rebeldes que atacaram e arruinaram a localidade, permanecendo no local por uma semana. Aracati sofreu com as inundações do Rio Jaguaribe, hoje controladas com a construção de um dique.

Eleição Municipal de 1844[editar | editar código-fonte]

As comitivas de eleitores que transitavam pelas ruas e travessas da cidade buscavam suas pousadas nos “currais eleitorais,” verdadeiros acampamentos montados pelos respectivos partidos políticos, aonde iriam se alojar, receber alimentação e orientação, esperando a hora da eleição, que seria realizada no sábado dia 7 de setembro de 1844, na Igreja Matriz, como mandava a legislação eleitoral da época, para eleger os 9 vereadores para Câmara Municipal além do Juiz de Paz[3].

O partido Conservador, apelidado de Caranguejo era liderado pela poderosa família Caminha, cujo chefe o Cel. Silvestre Ferreira dos Santos Caminha, mantinha uma longa predominação na política do Aracati. Nessa eleição municipal, no entanto, sofria as consequências da dissidência de alguns antigos correligionários, que foram denominados de Equilibristas, que se aliando aos Carcarás, cognome do Partido Liberal; preparavam através dessa união, causar uma fragorosa derrota ao seu tradicional rival na política aracatiense, o Partido Conservador, levando à vitória o Partido Liberal, chamado também de Chimango, comandado pelo Cel. João Crisóstomo de Oliveira e membros da família Pamplona, que tinha como maioria dos seus eleitores gente da cidade, enquanto os Caminha contavam com os moradores do sertão.

Quando os sinos da Matriz começaram a badalar no começo da manhã do sábado, dia 7 de setembro de 1844, chamando os fiéis para a celebração da missa, era também uma convocação para o comparecimento ao local de votação.

Saindo depois da 2ª chamada do sino da Matriz do seu sítio no São José, acompanhado de um séquito de correligionários, todos com as cédulas de votação marcadas com os nomes dos vereadores do partido Caranguejo, Reinaldo da Costa Lima ao chegar ao largo da Matriz encontrou o local tomado por uma multidão.

A mesa era composta pelo presidente, geralmente o pároco da cidade, dois secretários e dois escrutinadores, que tinham a competência de reconhecer a identidade dos votantes, receber as cédulas, numerá-las e apurá-las, manter a ordem da votação, requisitar a autoridade competente para fazer observar a lei. À medida que cada votante entregava sua cédula, um dos secretários a numerava, rubricava e recolhia na urna. O voto não era secreto. A lei permitia também o voto dos analfabetos. Terminada a eleição, a própria mesa, a vista de todos, procedia à apuração.

Antes do início da votação, o movimento era intenso em todo o largo da matriz, com o ajuntamento dos eleitores de ambas as facções políticas em disputa. A cada momento, um pequeno distúrbio se manifestava no meio da aglomeração. Os chefes políticos, juntamente com o delegado de polícia, sentindo que poderiam perder as rédeas da turba, resolveram então se reunir e tentar entrar num acordo para evitar que um turbilhão de violência e agressões acontecesse espalhando-se por toda a cidade sem nenhum controle das autoridades.

Combinaram então que fosse feita a contagem dos votantes ainda antes de votarem. Quem tivesse mais gente sairia vencedor e quem tivesse menos eleitores se desse por vencido e estava assim tudo terminado, sem necessidade de votação.

Os Caranguejos, tendo à frente o Cel. Silvestre Ferreira Caminha, reuniram todo seu pessoal em fila. O mesmo aconteceu com os Chimangos que a ordem do Cel. João Crisóstomo de Oliveira se postaram em fila para que pudessem ser contados para finalizar de uma vez por todas aquela pendenga, que se arrastava sem solução ao lado da Praça da Matriz, ao sol que começava a ficar forte, trazendo fadiga e calor para o povaréu.[8]

Poderes Politicos[editar | editar código-fonte]

A partir de 1748, Aracati passou a possuir uma Câmara Municipal. Só poderiam ter Câmaras Municipais as localidades elevadas à condição de vila.

Compunham a Câmara Municipal os chamados "homens bons"; ou seja, pessoas do sexo masculino, portugueses ou filhos de portugueses e que tivessem propriedade e influência política.

A cidade por longa de sua historia, sofreu com enchentes conhecido como cheias durante 1922, 1924, 1974 e 1985, esse ultimo resultando na criação de um dique de proteção.

Foi reconstruída ao lado direito e de costas para o Rio Jaguaribe para que os ventos levassem para longe os odores dos locais de abate do gado. Esta conformação urbana permanece até os dias de hoje, resultando em uma falta de integração da cidade com o rio responsável por seu surgimento.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Hidrografia e recursos hídricos[editar | editar código-fonte]

Símbolo da praia de Canoa Quebrada, esculpido nas falésias da praia
Rio Jaguaribe próximo da sede de Aracati

As principais fontes de água são: Rio Jaguaribe, córregos do Retiro, das Aroeiras, São Gonçalo e dos Fernandes.

Pode-se destacar também a lagoa de Santa Tereza.

Relevo e solos[editar | editar código-fonte]

No território, há presença de areias quartzozas distróficas nas praias de Canoa Quebrada, Majorlândia, Quixaba e Retiro Grande, principalmente, na área que abrange o Pedregal.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Vegetação costeira prevalecendo a caatinga. Manguezais são encontrados em toda a faixa que percorre o Rio Jaguaribe.

Clima[editar | editar código-fonte]

O município está incluído na área geográfica de abrangência do clima semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005, que tem critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.[9]

Levando-se em conta apenas a precipitação, o município possui clima tropical, com pluviosidade média é de 1 024 mm/ano, sendo março o mês mais chuvoso, com 264 mm, e setembro/novembro os mais secos, com apenas 5 mm.[10]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Aracati Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 32,4 31,8 31,1 31 30,8 30,5 30,9 31,6 32,3 32,6 32,7 31,6 31,6
Temperatura média (°C) 27,9 27,5 27,1 26,9 26,7 26,2 26,2 26,5 27,3 27,6 27,9 27,9 27,1
Temperatura mínima média (°C) 23,5 23,2 23,2 22,9 22,7 22 21,6 21,5 22,3 22,7 23,1 23,3 22,7
Precipitação (mm) 84 148 264 242 147 64 28 7 5 6 5 24 1 024
Umidade relativa (%) 76,5 78,6 79,6 80,9 77 74,7 72 69,3 71,1 71,8 72,9 75 74,9
Fonte: Climate Data[10] e Departamento de Ciências Atmosféricas da UFCG (umidade relativa, 1911-1980).[11]

Política administrativa[editar | editar código-fonte]

O Governo Municipal e a Prefeitura Municipal de Aracati, estão localizadas na sede do município. A Câmara é representada por 15 vereadores e 05 suplentes.

Subdivisão[editar | editar código-fonte]

Aracati é subdividida entre a sede que tem grandes bairros e distritos:

Sede: Aracati, com grandes bairros como Várzea da Matriz, Pedregal, Nossa Senhora de Lurdes, Bairro de Nossa Senhora de Fátima e Duque de Caixias.

Distritos:, Cabreiro,Mata Fresca, Córrego dos Fernandes e Rodrigues, Barreira dos Vianas, Jirau, Santa Tereza, COHAB, Alto da Cheia, São Chico, Gameleira, Vila são josé, Sitio do vovó, tabua lascada, tanque salgado, cantinho de cima, morrinhos e Albuquerque.

Praias: Canoa Quebrada, Majorlandia, Quixaba, Lagoa do Mato e Murici.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia conta com sua base na agricultura, no cultivo do caju, coco-da-baía, cana-de-açúcar, mandioca, milho, feijão e carcinicultura (criação de camarões em cativeiro).

Agropecuária: bovino, suíno e avícola. Seus solos possuem grande fertilidade natural.

O sal e a extração mineral de argila são outras importantes fontes de renda do município.

A cidade conta com indústrias dos mais diversificados ramos: nos setores de perfumaria, produtos de limpeza, produtos minerais não metálicos, de madeira, produtos alimentícios, vestuário, calçados, tecidos, couros e peles, bebidas e extração mineral entre outros.

Uma das principais fontes de economia do município é o turismo. Aracati é conhecida nacional e internacionalmente pela praia de Canoa Quebrada, o segundo destino mais procurado no estado do Ceará. Majorlândia e Quixaba também recebem destaque como praias secundárias.

Portão do Mercado Público de Aracati (por Frederico Menezes)

O Mercado Público de Aracati é o centro de negócios do município que vem abastecendo (no atacado e varejo) durante anos a população da cidade, distrito e arredores. Lá são ofertados produtos de todos os tipos, desde vestimenta, artesanato, comidas, remédios, eletrônicos, tecidos, cereais e outros mais. Apresenta também um grande potencial turístico sendo de grande destaque sua arquitetura secular, cultura e costumes dos comerciantes.

A pecuária foi a primeira atividade econômica, que inclusive serviu como meio para o início da ocupação territorial, com a expulsão dos índios que os colonizadores passaram a desenvolver a pecuária ás margens do rio Jaguaribe, a produção era escoada pelo interior do estado. Atualmente, é a segunda atividade econômica mais rentável no município, perde apenas para o turismo. A empresa COMPESCAL (atual MARIS) foi responsável por 14% da produção de pescados no Brasil no ano de 2000.[carece de fontes?]

Dentro das atividades econômicas podem-se destacar em meio industrial, o beneficiamento de frutas tropicais, cerâmica e cera de carnaúba. Nas atividades agrícolas: o melão, o milho, a melancia, o feijão, o coco, e a castanha de caju

Na atividade extrativa, destaca-se o petróleo.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Segundo dados do IBGE de 2012, a cidade possui 14.038 estudantes, sendo 10.333 de ensino fundamental e 3.705 de ensino médio, população Alfabetizada é de 50.869

Aracati conta com um bom e desenvolvido polo de Educação Fundamental e Médio, são elas Colégio Marista de Aracati, Instituto São José e Salesianas como ensino privado e ensino publico tem Colégio Municipal, Régis Bernardo de Souza, Colégio Barão de Aracati, Colégio Beni Carvalho, Raízes e Asas.

A cidade também possui instituições técnicas e superior como duas unidades Instituto Federal do Ceará (IFCE), e a Faculdade do Vale do Jaguaribe

Saúde[editar | editar código-fonte]

A atenção básica conta com uma rede de postos de saúde ainda em formação visando uma cobertura territorial de 100% do município, A cidade desfruta de grandes polos voltados a saúde como Hospital Municipal Eduardo Dias, o Centro de Especialização de Odontologia, O Governo do Estado do Ceará contribuiu para a cidade com a Instalação da Policlínica e uma Unidade de Pronto Atendimento UPA

Transporte[editar | editar código-fonte]

Aeroporto[editar | editar código-fonte]

Rodoviaria[editar | editar código-fonte]

Segurança[editar | editar código-fonte]

Mídia[editar | editar código-fonte]

O Município conta com uma Emissora de TV, a Tv Sinal desde Junho 2006

A cidade possui quatro emissoras de Rádio FM Canoa 96.9, Sinal 104.9, Rádio Moria 1320 AM, Plus FM 98,1, Radio Sinal 730 AM

A Imprensa escrita local conta com o Jornal Folha de Aracati e a Revista Gente em Ação

Esporte[editar | editar código-fonte]

Estádio Coronel Virgílio Távora

Potencial petrolífero, hídrico e eólico[editar | editar código-fonte]

A cidade de Aracati apresenta peculiaridades que a destaca das demais cidades. A cidade possui a 4ª maior bacia de petróleo em terras do Brasil, a "Fazenda Belém". Também é o município que recebe mais royalties do petróleo no Ceará, superando a capital Fortaleza. O maior parque eólico do Ceará encontra-se instalado em Aracati, o parque eólico "Bons Ventos".[carece de fontes?]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Carnaval de Aracati[editar | editar código-fonte]

Até o ano de 1940 0 carnaval de Aracati sempre mantinha a tradição de começar os festejos mominos 15 dias antes da data oficial. No sábado antes do carnaval iniciava com a chegada do Zé Pereira que era um bloco que animava o povão para a abertura do carnaval. Os homens vestidos de trajes que eram: uma túnica branca, onde pareciam com almas, um capuz na cabeça que não dava para conhecer a pessoa que o estava usando e na mão eles conduziam uma tocha de fogo. A animação era por conta da charanga cantando e tocando marchinhas e frevos.Os ensaios dos blocos eram até sexta e no sábado à noite os blocos já desfilavam pela principal rua da cidade Rua Cel. Alexanzito( Rua Grande).Desfilavam pelas ruas principais os blocos: Marújo da Orgia, Cana-Verde, Contradanças de Velhos, As Baianinhas (organizada pela saudosa Maria Baía), As Lanceiras, Odalisca, Bambas da Orgia, Cangaceiro Lampião e Maria Bonita, Malandro do Morro( homenageava a pequena notável Carmem Miranda), Caveira, Os Índios (fundado por Mané Caboclo, depois passou a ser organizado por Chiquinho dos Santos) e As Ciganas. Pela manhã desfilavam os tradicionais Papangus e à noite abriam os clubes; 7 de Setembro, Democrático e o Aracati-Club.

Os foliões jogavam lança perfume nas moças, serpentina e o confete pela manhã, à tarde saiam várias pessoas vestidas de Papangu, logo em seguida vinha Chico de Janes, Geraldo Cirino e uma mulher que se chamava Dora. Também havia um boi que só saia pela parte da manhã, Barra de Aço e Zé Pandeiro eram o boi e a catita e logo em seguida o Cabe Mais Um.

Não podemos esquecer das pessoas que fizeram parte da história do carnaval de Aracati como: Chico de Janes, Dora, Geraldo Cirino, Barra de Aço, Mestre Hermes, Antônio Nogueira Ponciano, dentre outros...

O último bloco de rua a ser criado em Aracati, foi Os Piratinhas da Santos Dumont (Organizado por Lourdinha de Mestre Hermes, composto em sua maior parte por crianças).

Os anos se passaram e o carnaval mudou um pouco, começaram a trazer Trios Elétricos. Antes de começar o falado mela-mela na rua principal, Cel. Alexanzito (Rua Grande) o primeiro bloco a desfilar era o Cabe Mais Um, em seguida vinha o Malandro do Morro, Caveira, Os Índios, As Baianinhas e Os Piratinhas da Santos Dumont. A abertura do carnaval era no domingo com a presença do rei Momo e a Rainha, o primeiro Rei Momo foi Zé Benício, um mês antes do carnaval, eles faziam a festa no clube para escolher o rei e a rainha do carnaval, depois de escolhidos os dois desfilavam no trio elétrico fazendo a abertura do carnaval. Era entregue a chave da cidade e desfilavam três ou mais dias de carnaval. Após a morte de Zé Benício seu sucessor foi Juarez que reinou durante 6 anos, sucedido por Coelho, Mauro Jorge, Netinho, Evandro e Ricardo.

Originalmente eram quantro dias de folia, mas devido a chegada de vários foliões na sexta-feira Aracati ficou com cinco dias de folia. Na quinta-feira saia a Banda Chico de Janes animando a cidade, hoje é o desfile dos blocos alternativos do canaval de Aracati; Bob Esponja, Esquina Dos Artistas, A Praça é Nossa, Ação Reggae, Bloco Boa dentre outros...

Hoje existe o mela-mela com trios elétricos indo e voltando na Avenida Coronel Pompeu. Pela manhã os foliões curtem o carnaval na praia de Majorlânida, onde é armado um palco para as bandas tocarem, não existe mais o carnaval da Praça da Comunicação

Arquitetura e Urbanismo[editar | editar código-fonte]

Paroquias e Igrejas[editar | editar código-fonte]

Os principais eventos são:

  • Festa da padroeira: Nossa Senhora do Rosário (8 de outubro)
  • Canoarte (julho),
  • Carnaval de Aracati (fevereiro),
  • Festa do Senhor do Bonfim (1 de janeiro),
  • Festa de São Sebastião (20 de janeiro),
  • Festa do Município (25 de outubro),
  • Regata de Jangadas de Majorlândia (outubro),
  • Festival Folclórico-cultural do Baixo-Jaguaribe (janeiro)
  • FESTMAR - Festival Internacional de Rua do Aracati - Instituto IACB
  • A Paixão de Cristo do Aracati - Largo da Igreja Matriz - Grupo Teatral Frente Jovem/Instituto IACB

Instituições culturais[editar | editar código-fonte]

Palacete da Biblioteca Pública de Aracati

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Ranking IDHM Municípios 2010». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2014. Consultado em 17 de novembro de 2014. 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2013». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 19 dez. 2014.  Texto "aracati" ignorado (Ajuda); Texto "produto-interno-bruto-dos-municipios-2013 " ignorado (Ajuda)
  5. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 543.
  6. Revista Oceanos 41 - Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Lisboa, 2000
  7. Sebok. Lou, Atlases published in the Netherlands in the rare atlas collection. Compiled and edited by Lou Seboek. National Map Collection (Canada), Ottawa. 1974
  8. «Haja pau e corra sangue - Aracati das Artes». www.luacheia.art.br. Consultado em 2016-04-29. 
  9. Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro.
  10. a b «Clima: Aracati». Climate Data. Arquivado desde o original em 12 de outubro de 2014. Consultado em 12 de outubro de 2014. 
  11. «UMIDADE RELATIVA DO AR». Departamento de Ciências Atmosféricas. Arquivado desde o original em 27 de julho de 2014. Consultado em 7 de julho de 2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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