Paraipaba

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Município de Paraipaba
"A Terra do Coco"

"Princesinha do Vale"

Igreja Matriz

Igreja Matriz
Bandeira de Paraipaba
Brasão de Paraipaba
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 05/02/1985
Fundação 5 de fevereiro de 1985 (33 anos)
Gentílico paraipabense
Lema Nossa terra, nossa gente
Prefeito(a) Dimitri Batista (PSDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Paraipaba
Localização de Paraipaba no Ceará
Paraipaba está localizado em: Brasil
Paraipaba
Localização de Paraipaba no Brasil
03° 26' 20" S 39° 08' 52" O03° 26' 20" S 39° 08' 52" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Norte Cearense IBGE/2008 [1]
Microrregião Baixo Curu IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Fortaleza
Municípios limítrofes Norte - Trairi e Oceano Atlântico; Leste - Paracuru; Sul - São Gonçalo do Amarante; Oeste - Trairi.
Distância até a capital 93 km
Características geográficas
Área 301,123 km² [2]
População 32 256 hab. IBGE/2015[3]
Densidade 107,12 hab./km²
Clima Tropical altlântico e Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,666 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 126 921,795 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 302,00 IBGE/2008[5]

Paraipaba é um município brasileiro do estado do Ceará. Sua população estimada no Censo em 2010 era de 30 048 habitantes. Em 2016, a população estimada foi de 32 256 habitantes.

Às margens do rio Curu, Paraipaba tem um dos maiores projetos irrigados do mundo, onde são encontrados diversas variedades de frutas, e entre estas, o cultivo do coco é a principal atividade agropecuária da região.

Paraipaba possui uma exuberância de aproximadamente 14 km de praia que se estendem a partir da foz do Rio Curu até a barra, formada pelas tranquilas águas da lagoa das Almécegas com a beleza sem igual das praias, dunas e lagoas existentes ao longo de toda costa.

História[editar | editar código-fonte]

Inicialmente, Paraipaba era conhecida como Passagem do Tigre e, com este nome, é citado no Decreto n.º 1156 de 04 de setembro 1933. Através do Decreto Lei n.º 448 de 20 de dezembro de 1938, passa a chamar-se apenas Tigre, em homenagem a antigas aldeias de índios anacés que ocupavam aquela área. Novo Decreto Lei nº 1114 de 30 de dezembro de 1943 mudaria esta denominação para atual Paraipaba. Assim, Paraipaba é um nome indígena e significa água corrente. Sua população vivia da caça, pesca, agricultura, extrativismo vegetal (cera de carnaúba) e criação de caprinos, apenas para a subsistência da população que não passava de 1.200 habitantes. O inverno de 64 prometia uma boa safra. Porém, logo no início, as chuvas não cessavam e em poucos dias as plantações foram alagadas e perdidas, casas arrastadas pelas águas e moradores que ficaram desabrigados tiveram que se deslocar da Velha Paraipaba para casas de parentes e amigos, alguns no vilarejo do atual Monte Alverne (bairro de Paraipaba), outros na cidade de Paracuru, com a ajuda da Defesa Civil e da Prefeitura de Paracuru, visto que o Prefeito (Sr. Frº Batista de Azevedo) tinha decretado estado de calamidade pública. O lugar ficou quase deserto. Depois de 40 dias, as águas baixaram, algumas famílias voltaram e passam a viver em condições precárias, enquanto outras não querem se arriscar por temerem uma nova enchente. A busca por um lugar mais alto tornou-se necessário. Além de toda tragédia, transformou-se em mais um episódio na história da cidade; Sob reconstrução nas terras, na saída da Paraipaba Velha para Nova Paraipaba! Donos de Terras doaram generosamente para a população mais carentes suas terras, onde autoridades (padre, políticos, conselho comunitário etc) começaram a trabalhar no plano da construção da nova cidade, lutando contra aqueles que resistiam à mudança do lugar. Houve também uma valiosa ajuda do DNOCS que já encontrava aqui desde 1957, quando o mesmo se encarregou do desmatamento e das mudanças. Além disso, construiu 92 casas, 2 poços profundos e um mercado central. No dia 1º de Novembro de 1964, foi celebrada a 1º missa pelos padres José Olavo Rodrigues, José Naury Braga e o Bispo Dom José Delgado. A solenidade aconteceu por ocasião da Festa de Santa Rita de Cássia (padroeira) e foi realizada em terreno ainda não destocado e por isso denominada nesse ano de festa do toco. Para marcar o início da criação da cidade, foi colocada a pedra fundamental pelo Prefeito de Paracuru, Francisco Batista de Azevedo, na presença de várias autoridades e de toda a população que assistia atentamente. A Partir desse ano a cidade começou a crescer, até chegar em dias atuais.

Distritos[editar | editar código-fonte]

Lagoinha, Camboas,Camburão, Boa Vista, Setor B, Setor C-1, Setor C-2, Setor E, Setor D-1, Setor D-2, Setor G/H, Gerencia Velha, Córrego Do Mato, Faisa, Segunda Etapa e Centro Gerencial do DNOCS, além de diversas localidades ao longo de seu território.

Clima[editar | editar código-fonte]

Tropical Atlântico com Pluviometria média de 1.290mm com chuvas concentradas de Janeiro a Maio e Temperatura Média de 28°C.

Turismo[editar | editar código-fonte]

No mês de julho acontece a tradicional Regata de Lagoinha, onde atrai turistas de todo o mundo. No mês de outubro as pessoas comemoram a tradicional festa de Santa Rita de Cássia que é Padroeira de Paraipaba.

Praia de Lagoinha[editar | editar código-fonte]

Vista da praia da lagoinha

À 11 km do município localiza-se a praia da Lagoinha, que é bastante conhecida por suas dunas e coqueirais. Paraipaba é a terra de gente bonita e hospitaleira, quem bebe de sua água jamais esquece.

Localizada a aproximadamente 120km da capital do Estado, a comunidade de Lagoinha tornou-se mundialmente conhecida e bastante visitada pela beleza de suas praias, dunas e falésias. Paisagem de rara beleza, conservando o primitivismo que a destacou como uma das mais belas do Brasil. Tem o formato de meia-lua, uma enseada de ondas fracas, cercada por dunas amarelas, arrecifes e coqueirais com bicas de água doce ao lado do Morro do Cascudo onde está o porto das jangadas.

A praia de Lagoinha se destaca no turismo mundial como uma das mais belas do Brasil, sendo o maior atrativo turístico, com paisagem de rara beleza, formato de meia-lua, uma enseada de ondas fracas, cercada por dunas amarelas, arrecifes e coqueirais com bicas de água doce. Formada por um penhasco de cerca de 50 metros de altura, Lagoinha conserva ainda uma paisagem natural primitiva composta por dunas douradas e um vasto e verdejante coqueiral que vão ao encontro de um mar de águas calmas e de um verde deslumbrante. Encontrando-se a uma distância 120 km de Fortaleza e 92 km de Itapipoca, é assistida por um transporte de qualidade pelas cooperativas licitadas pelo governo do estado. A Coottrece(Fortaleza)e a Cooperita(Itapipoca)perfazem o trajeto em aproximadamente 2 horas. Na praia da Lagoinha, não faltam opções para se divertir e se apaixonar. Vale a pena conhecer a vegetação de mangue, os coqueiros, as formações rochosas, bem como contemplar os recifes que surgem quando a maré está baixa, os quais formam piscinas de água salgada próximas à praia

Para melhor aproveitar a viagem à Lagoinha, a indicação é fazer um delicioso e aventureiro passeio em um veículo conhecido como pau-de-arara. Logo fazer a travessia da lagoa em uma jangada e andar de buggy pela praia, tornam mais emocionante ainda a estadia numa das mais belas praias do país.

A belíssima praia da Lagoinha é uma área de proteção ambiental, com isso, objetiva-se a preservação do lugar e toda a sua natureza.

Um dos passeios mais procurados é para a Lagoa das Almécegas, também conhecida como Lagoa da Barra, que conta com barcos que cruzam suas águas límpidas e claras. A parada final é diante das muitas barracas localizadas tanto na lagoa quanto na praia, que oferecem um bom serviço, com destaque para o famoso peixe frito e frutos do mar, além de uma deliciosa água de coco bem gelada.

O povoado fica no alto do morro e tem um mirante que permite uma vista panorâmica e magnífica da praia.

Com uma população, composta em sua maioria por pequenos grupos de pescadores artesanais, ainda guarda a tranquilidade e a paz estampadas nas folhas verdes de seus coqueirais embalados pela brisa do mar, que à tardinha acalenta todos que a visitam. As dunas de Lagoinha são áreas de Proteção Ambiental com 523 ha. de pura beleza.

Lagoa das Almécegas[editar | editar código-fonte]

Seguindo tranquilamente pela praia ou através de um passeio divertido no tradicional “pau-de-arara”, encontramos, a poucos quilômetros de Lagoinha, um novo atrativo natural. Águas escuras, belas dunas, morros e uma barragem que oferece um refrescante banho com direito a passeio de barco, caracterizam Lagoa da Almécegas.

Praia de Capim Açu ou Barra do Curu[editar | editar código-fonte]

A estrada indica o caminho certo para chegar à praia do Capim Açu, local que oferece uma visão exuberante da natureza. As lagoas, os manguezais, as dunas e o coqueiral formam os caminhos que aguçam a nossa imaginação, retratando o próprio paraíso. O descanso relaxante em suas tranquilas águas faz o visitante esquecer o tempo e apenas despertar com o magnífico pôr-do-sol. Deserta, com larga faixa de areia fofa e jangadas, próximo à Ponta Aguda, rochas extensas são a atração.

Praia de Camboas[editar | editar código-fonte]

A 12 km da sede, praia situada na margem esquerda do Rio Curu, conjunto físico variado composto de dunas, coqueiros, águas, mangues e enseadas.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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