Frecheirinha

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Município de Frecheirinha
Igreja Matriz de Frecheirinha

Igreja Matriz de Frecheirinha
Bandeira indisponível
Brasão de Frecheirinha
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Aniversário 25 de março
Fundação 25 de março de 1955 (62 anos)
Gentílico frecheirinhense
Prefeito(a) Carleone Júnior de Araujo (PP)
(2017–2020)
Localização
Localização de Frecheirinha
Localização de Frecheirinha no Ceará
Frecheirinha está localizado em: Brasil
Frecheirinha
Localização de Frecheirinha no Brasil
03° 45' 36" S 40° 48' 57" O03° 45' 36" S 40° 48' 57" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Noroeste Cearense IBGE/2008[1]
Microrregião Coreaú IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Norte e Leste: Coreaú, Sul: Ubajara, Oeste: Tianguá
Distância até a capital 283 km
Características geográficas
Área 181,240 km² [2]
População 12 991 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 71,68 hab./km²
Clima Tropical Semiárido brando

Brando

Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,605 médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 45 742,767 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 416,44 IBGE/2008[5]
Página oficial

Frecheirinha é um município brasileiro do estado do Ceará. Localiza-se na Mesorregião do Noroeste Cearense. Sua população estimada em 2004 era de 12.924 habitantes.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

A história de “Frecheirinha” começou num olho d’água, habitada por uma tribo provavelmente descendente dos Tabajaras (Senhores das Serras) que habitavam os sertões e rios da Zona Norte do Ceará. A tribo era liderada por uma índia chamada “Flexeira” muito hábil no manejo da flecha. Flexeira deu à luz uma filha que em pouco tempo tornou-se muito mais hábil no manejo da flecha do que a própria mãe e logo ficou muito querida e respeitada na aldeia. Em homenagem à indiazinha a aldeia passou a ser chamada de “Flexeirinha”. Daí surgiu a toponímia Frecheirinha, ou seja, nome adaptado do diminutivo de flecheiras.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes de Frecheirinha, segundo a crônica mais antiga, seriam as famílias Capitão Manuel Victor, Vicente Thomaz de Aguiar, Alexandre Silvério, Pacífico Carneiro e José Borges que, no início do século XX teriam deslocado-se para a zona, outrora pertencente ao município de Coreaú, atraídos pelas fertilidade do solo. Em 1903 é levantada uma pequena capela de taipa em devoção a Nossa Senhora da Saúde, padroeira do município, no local onde hoje é erigida a matriz, formando-se ao seu redor o povoado. Em 1933 Frecheirinha passou a integrar o município de Tianguá e, em 1937, retornou à jurisdição de Coreaú, então Palma. Foi elevado à categoria de Vila pelo Decreto-Lei nº 169, de 31 de março de 1938. Frecheirinha veio a emancipar-se politicamente pela lei de número 1.153, de 22 de novembro de 1951, elevada assim à categoria de município. A 25 de março de 1955 é instalada a nova comuna.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Relevo[editar | editar código-fonte]

Frecheirinha situa-se no sopé da Serra da Ibiapaba e possui formas de relevo suaves e pouco dissecadas da depressão sertaneja, produto da superfície de aplainamento no cenozóico. No extremo-oeste do município vê-se o planalto custiforme da Ibiapaba, com altitudes próximas de 700 metros. Solos litólicos, podzólicos e latossolos, encontram-se distribuídos na área, permitindo o crescimento da caatinga arbórea.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O Município de Frecheirinha está inserido na Bacia hidrográfica de Coreaú (Caiçara) e tem como drenagens principais o próprio Rio Coreaú e os Riachos Ubajara, Palmeira e Jardim. Figuram como principais recursos hídricos do município o Açude Angicos, e pequenos açudes como o Barreira, o Campestre, o Pavão, o Roça Velha e a Lagoa da Seriema. O município ainda conta com 53 poços perfurados nas diversas localidades.

Clima[editar | editar código-fonte]

Varia de Tropical Quente Semi-árido e Tropical Quente Semi-árido Brando, com temperaturas entre 24 e 36Cº, com precipitação pluviométrica média de 1.139,2 mm.

Como unidade de conservação ambiental conta com parte de sua área incluída na zona de proteção do Parque Nacional da Ibiapaba.

Política[editar | editar código-fonte]

A história política do município teve início com a emancipação, quando foi desmembrada do município de Coreaú, e a eleição do primeiro prefeito, Abdias Pontes de Aguiar. Segue em ordem cronológica os prefeitos de Frecheirinha:

  • Abdias Pontes de Aguiar (1955 a 1959)
  • Raimundo Pereira de Sousa (1959 a 1963)
  • Antonio Custódio Sobrinho (1963 a 1967)
  • Patrício Pontes Filho (1967 a 1970)
  • Joaquim Rodrigues de Aguiar (1970 a 1971)
  • Francisco das Chagas Filho (1971 a 1973)
  • Benedito Lima de Aguiar (1973 a 1977)
  • Vandick Custódio de Azevedo (1978 a 1982)
  • José Maria de Albuquerque (1983 a 1988)
  • Vandick Custódio de Azevedo (1989 a 1992)
  • José Lealci de Azevedo (1993 a 1996)
  • Maria Jancila Junior de Azevedo (1997 a 2000)
  • José Lealci de Azevedo (2001 a 2004)
  • Helton Luis Aguiar Júnior (2005 a 2012)
  • Carleone Júnior de Araujo (2013 - atual)

Hino de Frecheirinha[editar | editar código-fonte]

Letra e Música: Antonio da Silveira Bastos

Sob as sombras da Serra Ibiapaba,

No Sertão, entre fontes cristalinas

Sobre o solo da terra de minérios,

De regatos fecundos verdejantes,

Floresceu, junto às margens do Caiçara,

Frecheirinha dos prados e colinas,

Dos cultores de encantos da Seara,

Pátria amada é de todos sem mistérios.

Frecheirinha de heróis fundadores,

Rica terra da cal adornada,

Nossa vida ao teu sol de esplendores

É mais doce ó gentil Frecheirinha.

Para nós o teu seio nordestino,

É o de mãe carinhosa, sertaneja

Que em todos momentos mais doridos

Nos abriga ao calor de ternos ninhos.

Berço amado de filhos aguerridos,

Dá-nos paz sobre a Pátria que viceja

Sob o céu sempre azul e cristalino

Desta terra de amores e carinhos.

Frecheirinha de heróis fundadores,

Rica terra da cal adornada,

Nossa vida ao teu sol de esplendores

É mais doce ó gentil Frecheirinha.

Economia[editar | editar código-fonte]

Serviços Públicos[editar | editar código-fonte]

O município apresenta um quadro sócio-econômico empobrecido, castigado pela irregularidade das chuvas. A população, segundo o Censo de 2000, é de 11.832 habitantes com população estimada de 12.924 habitantes no ano de 2004. A densidade demográfica é de 86,25 hab/km² apresentando uma taxa de urbanização de 54,62%. A Sede do Município dispõe de abastecimento de água (CAGECE), fornecimento de energia elétrica (COELCE), serviço telefônico (TELEMAR), agência de correios e telégrafos (EBCT), serviço bancário (Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), hospitais, hotel, escolas de ensino fundamental e médio e campus avançado da Universidade Estadual Vale do Acaraú e ULBRA.

Atividades Econômicas[editar | editar código-fonte]

A principal atividade econômica por muito tempo foi representada pela agricultura de subsistência, com a cultura de feijão, milho, arroz e mandioca, além de monoculturas de algodão, cana-de-açúcar e castanha de caju. Na pecuária extensiva destaca-se a criação de bovinos, ovinos, caprinos e suínos. Na área de mineração, a extração de calcário para a fabricação da cal representa uma importante fonte de ocupação e renda para o Município. O mineral é muito utilizado na construção civil, na correção do PH do solo e como insumo na criação de camarão em cativeiro.

A produção industrial, por sua vez, hoje representa a principal fonte de renda e ocupação na cidade, sobretudo da mão-de-obra feminina. A cidade se destaca como um importante pólo produtor de lingerie de referenciada qualidade, exportada para vários mercados consumidores nacionais e internacionais. São mais de 20 empresas que geram cerca de 1500 empregos diretos e indiretos.

Indicadores Sociais[editar | editar código-fonte]

Até 2012 Frecheirinha apresentava 96,25% de crianças de 7 a 14 anos na escola e 12% de evasão escolar, atendendo 68,55% de crianças de 4 a 6 anos com educação pré-escolar nas creches municipais. Nos indicadores de saúde, 81,4% das crianças de 0 a 11 meses com vacinação em dia, 8,51% das crianças de 0 a 11 meses apresentando desnutridas, 45,1% das crianças com até 4 meses de idade se alimentam exclusivamente da amamentação. O município apresentava até então uma taxa de mortalidade infantil de 56,54. Na área de assistência social, foram atendidas 300 (trezentas) crianças de 2 a 5 anos com o serviço de creche e pré-escola. No Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), foram atendidas 150 crianças com idade de 7 a 14 anos, residentes no Bairros Caeiral, numa ação conjunta entre os governos federal e municipal, com o auxílio de uma bolsa em dinheiro no valor de R$ 40,00 (quarenta reais) mensal possibilitando o acesso e a permanência da criança, o desenvolvimento de atividades sócio-educativas complementares à escola. Foram atendidos ainda 25 jovens com idade entre 15 e 17 anos residentes nos Bairros Lapa, Rua da Palha e Barril com o Programa Agente Jovem que possibilitou cursos de formação nas áreas de saúde, meio ambiente e cidadania. Para isso, os adolescentes receberam uma ajuda financeira de R$ 65,00 (sessenta e cinco reais) mensais. Ainda na área da assistência social, o Projeto Conviver atendeu 98 (noventa e oito) idosos com ações de complementação alimentar e convivência grupal através de encontros semanais, realizados no Centro Comunitário do Município, às terças e sextas-feiras, durante 3 horas, com programação previamente escolhida com a participação dos idosos.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Atrativos[editar | editar código-fonte]

Destaca-se como um importante pólo de moda íntima colocando-a na rota do turismo de negócios aliado ao turismo ecológico, tendo em vista que a cidade representa a porta de entrada para o Parque Nacional da Ibiapaba via sertão, situando-se a 10 km da entrada do Parque através de estrada asfaltada, com amplo contato com a natureza e a gente simples do lugar.

O município ainda oferece opções de trilhas, banhos e pescaria de açude.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]