Ibiapina
Ibiapina | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | ibiapinense |
![]() | |
| Coordenadas: 3° 55′ 22″ S, 40° 53′ 20″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Ceará |
| Municípios limítrofes | Norte: Ubajara Sul: São Benedito, Graça Leste: Mucambo Oeste: São João da Fronteira (Piauí) |
| Distância até a capital | 360 km |
| Fundação | 23 de novembro de 1878 (147 anos)[1] |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Marcos Antonio da Silva Lima (PSB, 2021–2024) |
| Área | |
| • Total [2] | 414,902 km² |
| Altitude | 878,42 m |
| População | |
| • Total (estimativa IBGE/2021[3]) | 25 165 hab. |
| Densidade | 60,7 hab./km² |
| Clima | Tropical subúmido e Tropical de altitude |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| IDH (PNUD/2000 [4]) | 0,646 — médio |
| PIB (IBGE/2008[5]) | R$ 132 135,599 mil |
| • Per capita (IBGE/2008[5]) | R$ 5 514,61 |
Ibiapina é um município brasileiro do estado do Ceará. Sua população estimada em 2021, era de 25 165 habitantes.[3]
Etimologia
[editar | editar código]O topônimo "Ibiapina" vem do tupi e significa "terra pelada", através da junção dos termos yby ("terra") e apin ("rapado, pelado")[6].
Sua denominação original era São Pedro, depois São Pedro da Baepina ou Baiapina, São Pedro de Ibiapina e, desde 1938, Ibiapina.
História
[editar | editar código]Antes da chegada dos colonizadores portugueses, no século XVII, o atual território de Ibiapina era habitado por nações indígenas Tupis (Tabajara) e tapuias (cararijus).[7][8] Existiam mais de setenta aldeias indígenas na região, sendo conhecidos os chefes tabajaras Irapuã ("Mel Redondo") e seu irmão, Jurupariaçu ("Demônio Grande").[9] É uma das regiões do Ceará no qual os indígenas já tinha contatos e negociavam com os franceses estabelecidos em São Luis do Maranhão antes da chegada dos portugueses.
Os portugueses chegaram a partir de 1603, com a expedição de Pero Coelho de Souza e tinham, como intuito, encontrar um caminho por terra para poder expulsar os franceses do Maranhão. Nessa expedição, também veio o jovem Martim Soares Moreno. Pero Coelho e suas tropas guerrearam com os nativos, vencendo-os e fechando um acordo de paz com os mesmos, porém, quando este e suas tropas avançaram na direção do Piauí, foram derrotados pelos indígenas e franceses.[9]
Em 1607, os padres Francisco Pinto e Luís Figueira chegaram à região, encontrando as aldeias dispersas, em conflito e amedrontadas com relação aos portugueses. Estes ficaram quatro meses na região e, depois do assassinato do padre Francisco Pinto, o padre Luiz Figueira fugiu da região.[9]
Em 1656, vieram os jesuítas do Maranhão com a catequização ao longo da Grande Serra. Nesse período, formou-se o aldeamento a que se denominou Baepina.
Até 1741, pertenceu à Capitania do Piauí, quando, então, passou à jurisdição do Ceará. Até hoje, existe um litígio entre os dois estados sobre as divisas territoriais.[10]
Geografia
[editar | editar código]Clima
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Tropical semiúmido com pluviometria média de 1081 mm [11] com chuvas concentradas de janeiro a maio.[12]
Vegetação
[editar | editar código]A vegetação predominante é a Caatinga, mas outros três tipos vegetacionais são encontrados na região: a Floresta Subperenifólia Tropical Plúvio-Nebular (Mata Úmida, Serrana), a Floresta Subcaducifólia Tropical Pluvial (Mata Seca) e o Carrasco[13]
Referências
- ↑ Panorama dos Municípios Brasileiros (2025). «IBGE I Cidades@». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 3 de dezembro de 2025 Texto " Ceará I Ibiapina I Panorama" ignorado (ajuda)
- ↑ IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010
- 1 2 «Estimativa populacional 2021 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 28 de agosto de 2021. Consultado em 28 de agosto de 2021
- ↑ «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008
- 1 2 «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010
- ↑ NAVARRO, E. A. Método Moderno de Tupi Antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p. 323
- ↑ Sebok. Lou, Atlases published in the Netherlands in the rare atlas collection. Compiled and edited by Lou Seboek. National Map Collection (Canada), Ott
- ↑ Aragão, R. B, Indios do Ceará e Topônimios indígenas, Fortaleza, Barraca do Escritor Cearense. 1994
- 1 2 3 http://www.institutodoceara.org.br/Rev-apresentacao/RevPorAno/1903/1903-RelacaodoMaranhao1608.pdf[ligação inativa]
- ↑ «Zona de Litígio entre Ceará e Piauí». Colégio Militar de Porto Alegre. 27 de fevereiro de 2008. Consultado em 24 de janeiro de 2009
- ↑ Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos - FUNCEME.
- ↑ Instituto nacional de Pesquisa espacial - INPE.
- ↑ FIGUEIREDO, M. A. A cobertura vegetal do Ceará (Unidades Fitoecológicas). pp. 28-29. In: Atlas do Ceará. Fortaleza, IPLANCE, 1997.


