Ibiapina

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Disambig grey.svg Nota: Se procura por o padre católico brasileiro, veja José Antônio Maria Ibiapina.
Ibiapina
  Município do Brasil  
Igreja Matriz de Ibiapina
Igreja Matriz de Ibiapina
Símbolos
Bandeira de Ibiapina
Bandeira
Brasão de armas de Ibiapina
Brasão de armas
Hino
Gentílico ibiapinense
Localização
Localização de Ibiapina no Ceará
Localização de Ibiapina no Ceará
Mapa de Ibiapina
Coordenadas 3° 55' 22" S 40° 53' 20" O
País Brasil
Unidade federativa Ceará
Municípios limítrofes Ubajara, São Benedito, Mucambo, Graça e São João da Fronteira (Piauí)
Distância até a capital 360 km
História
Fundação 1878
Aniversário 23 de novembro
Administração
Prefeito(a) Antônio Leandro Gomes Linhares (PDT, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 414,902 km²
População total (estimativa IBGE/2019[2]) 24 997 hab.
Densidade 60,2 hab./km²
Clima Tropical Subúmido, Tropical de altitude e Tropical Semiárido Brando
Altitude 878,42 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [3]) 0,646 médio
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 132 135,599 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 5 514,61

Ibiapina é um município do estado do Ceará, no Brasil. Localiza-se na Serra da Ibiapaba. Sua população foi estimada em 24 997[2] habitantes, conforme dados do IBGE de 2019.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O topônimo "Ibiapina" vem do tupi e significa "terra pelada", através da junção dos termos yby ("terra") e apin ("rapado, pelado")[5].

Sua denominação original era São Pedro, depois São Pedro da Baepina ou Baiapina, São Pedro de Ibiapina e, desde 1938, Ibiapina.

História[editar | editar código-fonte]

Antes da chegada dos colonizadores portugueses, no século XVII, o atual território de Ibiapina era habitado por nações indígenas Tupis (Tabajara, Tupinambá) e tapuias (cararijus).[6][7] Existiam mais de setenta aldeias indígenas na região, sendo conhecidos os chefes tabajaras Irapuã ("Mel Redondo") e seu irmão, Jurupariaçu ("Demônio Grande").[8] É uma das regiões do Ceará no qual os indígenas já tinha contatos e negociavam com os franceses estabelecidos em São Luis do Maranhão antes da chegada dos portugueses.

Os portugueses chegaram a partir de 1603, com a expedição de Pero Coelho de Souza e tinham, como intuito, encontrar um caminho por terra para poder expulsar os franceses do Maranhão. Nessa expedição, também veio o jovem Martim Soares Moreno. Pero Coelho e suas tropas guerrearam com os nativos, vencendo-os e fechando um acordo de paz com os mesmos, porém, quando este e suas tropas avançaram na direção do Piauí, foram derrotados pelos indígenas e franceses.[8]

Em 1607, os padres Francisco Pinto e Luís Figueira chegaram à região, encontrando as aldeias dispersas, em conflito e amedrontadas com relação aos portugueses. Estes ficaram quatro meses na região e, depois do assassinato do padre Francisco Pinto, o padre Luiz Figueira fugiu da região.[8]

Em 1656, vieram os Jesuítas do Maranhão com a catequização ao longo da Grande Serra. Nesse período, formou-se o aldeamento a que se denominou Baepina.

Até 1741, pertenceu à Capitania do Piauí, quando, então, passou à jurisdição do Ceará. Até hoje, existe um litígio entre os dois estados sobre as divisas territoriais.[9]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

Neblina matinal, fenômeno bastante comum no período chuvoso

Tropical semi-úmido com pluviometria média de 1081 mm [10] com chuvas concentradas de janeiro a maio.[11] Segundo dados da FUNCEME dá nos o direito de afirmar, ser Ibiapina o ponto mais chuvoso do estado do Cerá, pois em 43 anos de estatística de chuvas, Ibiapina atingiu o índice maior, isto, sendo campeão do estado em 10 anos na pluviosidade em mm. O clima na região é ameno, diminuindo a temperatura entre junho-julho.

Hidrografia e recursos hídricos[editar | editar código-fonte]

As principais fontes de água são de origem dos rios Jaburu, Pejuaba e Pituba, que são os três rios do município. Entretanto ainda são utilizadas cacimbas, poço raso, cisterna, poço amazonas e poços profundos.

Relevo e Solo[editar | editar código-fonte]

Localizado no centro da Serra da Ibiapaba, a principal elevação encontra-se na localidade de Mata Fresca, que fica a 970 metros acima do nível do mar.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação predominante é a Caatinga, mas outros três tipos vegetacionais são encontrados na região: a Floresta Subperenifólia Tropical Plúvio-Nebular (Mata Úmida, Serrana), a Floresta Subcaducifólia Tropical Pluvial (Mata Seca) e o Carrasco[12]

A fauna possui animais como, o macaco-prego, o mico-estrela, o tamanduá-mirim, a cotia, a jiboia, a salamanta, o preá, e mais de 120 espécies de aves.

Subdivisão[editar | editar código-fonte]

O município é dividido em quatro distritos: Ibiapina (sede), Alto Lindo, Betânia e Santo Antônio da Pindoba.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia é baseada na:

Ainda encontram-se indústrias, tais como de produtos alimentares, de bebida, de madeira, de produtos minerais não metálicos e de vestuário, calçados e artigos de tecidos de couro e peles.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Vista da encosta Ibiapinense

O turismo é também uma das principais fontes de renda, devido as suas atrações naturais como a Cachoeira da Ladeira, o Buraco do Zeza, a Barragem dos Granjeiros, o Balneário Brisa do Ninga, a Bica Pinguruta, a Bica de Monte Belo, a Bica da Bigorna, a Cachoeira da Curimatã, a Cachoeira do Galo, a Bica do Frade, Mirantes e a Trilhas dos Aparatos.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Vista externa da Biblioteca Municipal Alfredo Soares e Silva

Os principais eventos culturais são:

  • Festa de São Sebastião (20 de janeiro)
  • Festa de São José (19 de Março)
  • Mês Mariano (maio)
  • Festa de Santo Antônio (13 de junho)
  • Festa de São Pedro - Padroeiro (29 de junho)
  • Semana da Pátria (setembro)
  • Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (15 de agosto)
  • Festa de São João (29 de Março)
  • Festa de São Francisco (4 de outubro)
  • Concurso Miss e Mister Ibiapina (22 de novembro)
  • Dia do Município (23 de novembro)
  • Festa de Santa Luzia (13 de dezembro)

Esporte[editar | editar código-fonte]

Estádio da cidade: Carvalhão.[13] Ginásio Poliesportivo Pedro Sabino Gomes.

Meios de comunicação[editar | editar código-fonte]

  • Rádio Compasso 98.7 MHz (FM)
  • Rádio Palavra (Web Rádio Gospel)
  • Rádio Ibiapina (Web Rádio)

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. a b «Estimativa populacional 2019 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 28 de agosto de 2019. Consultado em 10 de novembro de 2019 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. NAVARRO, E. A. Método Moderno de Tupi Antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p. 323
  6. Sebok. Lou, Atlases published in the Netherlands in the rare atlas collection. Compiled and edited by Lou Seboek. National Map Collection (Canada), Ott
  7. Aragão, R. B, Indios do Ceará e Topônimios indígenas, Fortaleza, Barraca do Escritor Cearense. 1994
  8. a b c http://www.institutodoceara.org.br/Rev-apresentacao/RevPorAno/1903/1903-RelacaodoMaranhao1608.pdf[ligação inativa]
  9. «Zona de Litígio entre Ceará e Piauí». Colégio Militar de Porto Alegre. 27 de fevereiro de 2008. Consultado em 24 de janeiro de 2009 
  10. Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos - FUNCEME.
  11. Instituto nacional de Pesquisa espacial - INPE.
  12. FIGUEIREDO, M. A. A cobertura vegetal do Ceará (Unidades Fitoecológicas). pp. 28-29. In: Atlas do Ceará. Fortaleza, IPLANCE, 1997. 
  13. Foto do Estádio. Página acessada em 13/11/2013.

Ver também[editar | editar código-fonte]

João Ximenes de Melo

Ligações externas[editar | editar código-fonte]