Jaguaribara

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Município de Jaguaribara
Bandeira desconhecida
Brasão de Jaguaribara
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Aniversário 9 de março
Fundação 9 de março de 1957
Gentílico jaguaribarense
Prefeito(a) Francisco Holanda Guedes (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Jaguaribara
Localização de Jaguaribara no Ceará
Jaguaribara está localizado em: Brasil
Jaguaribara
Localização de Jaguaribara no Brasil
05° 39' 28" S 38° 37' 12" O05° 39' 28" S 38° 37' 12" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Jaguaribe IBGE/2008 [1]
Microrregião Médio Jaguaribe IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Norte: Morada Nova, Leste: Alto Santo e Iracema, Sul: Jaguaribe e Pereiro, Oeste: Jaguaretama
Distância até a capital 219 km
Características geográficas
Área 668,291 km² [2]
População 10 405 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 15,57 hab./km²
Altitude 92 m
Clima Semiarido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,653 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 46 065,971 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 493,80 IBGE/2008[5]
Página oficial

Jaguaribara é um município do estado do Ceará, no Brasil. Localiza-se no vale Jaguaribe, mais precisamente na Região do médio Jaguaribe,a uma Latitude (sul): 5º 39’ 29” e a uma longitude (oeste): 38º 37’ 12”, estando a uma altitude de 150 metros. Sua população estimada em 2010 é de 10 399 habitantes. Possui uma área de 668 km² quilômetros quadrados. Seu principal acesso se dá através da BR-116.

História[editar | editar código-fonte]

AÇUDE DO CASTANHÃO[editar | editar código-fonte]

E o maior reservatório de água doce do Ceará. Foi instalado às margens do Rio Jaguaribe, próximo ao Centro de Jaguaribara. Muitos dizem que é o maior projeto hídrico do Ceará, por sua beleza e imponência. O Açude Castanhão compreende os limites geográficos de pelo menos quatro municípios cearenses: Jaguaribara (Nova Jaguaribara), Alto Santo, Jaguaretama e Jaguaribe, dadas as suas grandes dimensões.

IDEALIZAÇÃO[editar | editar código-fonte]

Desde o Brasil Império a construção de barragens era considerada um dos mecanismos para ajudar a conviver com a seca. Em 1910, iniciaram os primeiros estudos topográficos e geológicos para a construção do Açude. O engenheiro americano Roderic Crandal, consultor da então Inspetoria de Obras Contra as Secas - IOCS, hoje DNOCS, identificou o Boqueirão do Cunha, local apropriado para construir a barragem. No local onde hoje está construída a torre da tomada d água, existia uma caverna conhecida popularmente como “Caverna do Doutor”, que serviu de residência e escritório a RODERIC. Interessante registrar que, no início da construção do Castanhão, durante as escavações da obra, encontrou-se um bloco de pedra com a enigmática inscrição: “REGIÃO DE SÃO SALVADOR CAVERNA DO MISTÉRIO OBRA DO FIM DOS TEMPOS 1893”. Nas escavações de solo foi encontrado um dente de um filhote de MASTODONTE, animal da família dos elefantes, que viveu na região a milhões de anos atrás.

ASSINATURA[editar | editar código-fonte]

Em 1985, no governo do então presidente da República José Sarney, Paes de Andrade, cearense de Mombaça, assinou o projeto de construção do Castanhão quando assumiu interinamente a Presidência da República. LOCALIZAÇÃO Estado: Ceará – Brasil Municípios: Alto Santo, Jaguaribara, Jaguaribe e Jaguaretama. Distância de Fortaleza: 253 km pela rodovia BR 116 Bacia: Rio Jaguaribe Rio barrado: Jaguaribe Principais Rios: Jaguaribe, Salgado. PROJEÇÃO – BENEFÍCIOS Em operação, o açude do Castanhão propiciará benefícios de grande monta, como:

  • Irrigação de 43.000 há de terras férteis do Chapadão do Castanhão e da Chapada do Apodi;
  • Garantia d água para o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza;
  • Controle de cheias do baixo vale do Jaguaribe
  • Produção de 3.800 ton/ano de pescado;
  • Instalações de uma usina hidroelétrica, com capacidades de uma de gerar 22,5 megawatts:
  • Criação de um polo turístico;
  • Reservatório Pulmão para Transposição de Águas.

IMPACTOS[editar | editar código-fonte]

  • Inundação de 2/3 do município de Jaguaribara;
  • Desestruturação econômica e produtiva;
  • Redução da atividade pecuária;
  • Impactos ambientais;

CONSTRUÇÃO[editar | editar código-fonte]

Em 16 de novembro de 1995, a Empresa Andrade Gutierrez iniciou a construção da barragem, com a fiscalização do DNOCS e acompanhada pelo consórcio Aguasolos e Hidroterra. Sua conclusão ocorreu no final de 2003, passando assim, oito anos de construção.

CUSTO[editar | editar código-fonte]

A construção da obra teve um investimento no valor de 407 milhões de reais. Deste valor 71% do Governo Federal e 29% do Governo Estadual.

DENOMINAÇÃO[editar | editar código-fonte]

Açude Público Padre Cícero, foi à denominação legal do Açude, numa referência toda especial à fé do povo nordestino, que popularmente ficou conhecido como Castanhão por conta da proximidade com o Distrito “CASTANHÃO”, no município de Alto Santo. Conta-se que o Distrito tem este nome em virtude de ter existido naquelas terras um cavalo de rara beleza, que por sua cor castanha o chamavam de castanhão, posteriormente denominado o lugarejo.

INAUGURAÇÃO[editar | editar código-fonte]

Em 23 de dezembro de 2002, o então Presidente da República – Fernando Henrique Cardoso inaugurou o Açude com 98% das obras concluídas, quando o então Governador do Estado Ceará era Beni Veras.

ABERTURA DAS COMPORTAS[editar | editar código-fonte]

Em 27 de fevereiro de 2004, surpreendendo as previsões técnicas, o Castanhão atingia a cota 97.7 quando foram acionadas as comportas do vertedouro, causando um espetáculo digno de ser admirado.

RESERVATÓRIO[editar | editar código-fonte]

CAPACIDADE MÁXIMA DE ACUMULAÇÃO: 6,7 bilhões de m³ d`água - cota 111 m VOLUME ÚTIL: 4,211 bilhões de m³ / cota 100m VOLUME MORTO: 250 milhões de m³ / cota 71 m ÁREA: 325 km² Cota 100 COMPRIMENTO MÁXIMO: 48 km de represa COMPRIMENTO TOTAL DA PAREDE: 10.620 m

BARRAGEM PRINCIPAL TIPO: Terra homogênea/Concreto Compactado a Rolo - CCR COROAMENTO: cota 111 EXTENSÃO PELO COROAMENTO: 3,45 Km LARGURA: saia 50m / crista 7m COMPRIMENTO: 650 m ALTURA MÁXIMA: 60 m – acima da fundação TUNEL DE MANUTENÇÃO: 620 m VOLUME DE MACIÇO: CCR - 934.581,94,00 M³ SOLO - 3.957.782,00 m³ PAREDES DE SOLO ALTURA MÁXIMA: 60m LARGURA: maior saia 150m - Crista 10m COMPRIMENTO TOTAL: 10.620m TOMADA D`ÁGUA TIPO: Torre-Galeria ALTURA: 64,5 m COMPRIMENTO: 194 m TUBULAÇÕES: 2 – Com diâmetro de 3,70 cm COMPRIMENTO: 194m CASA DE VÁLVULAS Nº DE VÁLVULAS: 4 de 1.500mm de diâmetro VÁLVULAS DISPERORAS: 2 (instaladas) DESCARGA MÁXIMA: 100 m³/s CASA DE FORÇA POTENCIAL TOTAL INSTALÁVEL: 22,5 megawatts NÚMERO DE TURBINAS: 2 QUEDA BRUTA: 38,5 MCA VERTEDOURO TIPO: Superfície com perfil creager LARGURA: 153m ALTURA TOTAL: 55m / COTA 95 DESCARGA MÁXIMA: 12.345 m³/s de água TIPO DE COMPORTA: segmento QUANTIDADE: 12 unidades DIMENSÕES: 10m de largura x 11,55m de altura

DIQUE FUSÍVEL EXTENSÃO: 750m COTA DE COROAMENTO: 110 LARGURA DA CRISTA: 10m ALTURA MÁXIMA DO MACIÇO: 5m COMPLEXO CASTANHÃO

  • Desapropriação rural de 62.00 ha. e urbana de 1.030 prédios, sendo 800 em Jaguaribara e 230 em Jaguaretama;
  • Construção da nova Cidade de Jaguaribara;
  • Relocação da população rural estabelecida na bacia hidrográfica do Açude;
  • Desmatamento de 30.000ha. de terras inundáveis;
  • Execução de uma variante da BR 116, com 26 km de extensão;
  • Ligação asfáltica, com 7 km de extensão e dotada de uma ponte rodoviária de 461 m entre BR 116 e a nova Cidade de Jaguaribara;
  • Construção de três Estações Climatológicas, três Estações Sismológica e uma Estação Ecológica;
  • Implantação dos Projetos de Irrigação: Alagamar, Curupati e Mandacaru que juntos, perfazem um total de 1.785ha.


Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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