Juazeiro do Norte

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Município de Juazeiro do Norte
"Terra do Padre Cícero"
"Juá"
"Capital da fé"
Vista aérea de Juazeiro do Norte.jpg

Bandeira de Juazeiro do Norte
Brasão de Juazeiro do Norte
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 22 de julho de 1911 (102 anos)
Gentílico juazeirense
Prefeito(a) Raimundo Macedo (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Juazeiro do Norte
Localização de Juazeiro do Norte no Ceará
Juazeiro do Norte está localizado em: Brasil
Juazeiro do Norte
Localização de Juazeiro do Norte no Brasil
07° 12' 46" S 39° 18' 54" O07° 12' 46" S 39° 18' 54" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Sul Cearense IBGE/2008 [1]
Microrregião Cariri IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Cariri
Municípios limítrofes Barbalha, Caririaçu, Crato e Missão Velha
Distância até a capital 491 km[2]
Características geográficas
Área 248,832 km² [3]
População 261 289 hab. (CE: 3º) –  est. IBGE/2013
Densidade 1 050,06 hab./km²
Altitude 377,3 m
Clima Tropical As
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,694 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 2 249 645 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 8 897 47 IBGE/2011 [5]
Página oficial
Prefeitura www.juazeiro.ce.gov.br
Câmara www.camarajuazeiro.ce.gov.br

Juazeiro do Norte é um município brasileiro do estado do Ceará. Devido à figura de Padre Cícero, é considerado um dos maiores centros de religiosidade popular do Ceará.[6] O município se localiza na região do Cariri,[7] no sul do estado, a 491 km da capital, Fortaleza.[2] Sua área é de 248,832 km², a uma altitude média de 377,3 metros[8] . A população do município em 2013, segundo a estimativa do IBGE, é de 261 289 habitantes, que o torna o terceiro mais populoso do Ceará, a maior do interior cearense e a 102ª do Brasil.[9] A taxa de urbanização é de 95,3%.[10]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O topônimo Juazeiro é uma alusão a uma árvore típica da Região Nordeste do Brasil, cujo nome científico é Zizyphus joazeiro. Juazeiro é uma palavra de origem híbrida (tupi e português): "juá" ou "iu-á" (fruto de espinho) e o sufixo "eiro"[11] .

O município adotou o atual nome em 30 de dezembro de 1943, por meio do decreto estadual n° 1.114.

História[editar | editar código-fonte]

Juazeiro do Norte era inicialmente um distrito da cidade vizinha Crato, até que o jovem Padre Cícero Romão Batista resolveu se fixar como pároco no lugarejo, até então sem capelão e, portanto, sem os serviços religiosos. Padre Cícero foi um dos responsáveis, tempos depois, pela emancipação e independência da cidade. Por conta do chamado "milagre de Juazeiro" (quando Padre Cícero deu a hóstia sagrada à beata Maria de Araújo, a hóstia se transformou em sangue), a figura do padre assumiu características místicas e passou a ser venerado pelo povo como um santo. Hoje a cidade é a segunda do estado e referência no Nordeste graças ao padre.

Vila de Tabuleiro Grande[editar | editar código-fonte]

Detalhe na praça central de como era a cidade em 1827.

Quando ainda era uma vila pertencente ao Crato, Juazeiro chamava-se Tabuleiro Grande e não passava de um aglomerado de casas de taipa e algumas de tijolos convergindo para uma capela dedicada à Nossa Senhora das Dores[12] . A vila era um mero entreposto e servia de ponto de apoio para aqueles que se dirigiam para o Crato.

No natal de 1871, Padre Cícero recebeu o convite para rezar a missa do galo no lugarejo. Era para ser apenas uma celebração, mas em 11 de abril de 1872 o padre retornaria a Tabuleiro Grande acompanhado de alguns familiares para se fixar na vila. Segundo o próprio padre, a decisão decorreu de um sonho, onde viu Jesus Cristo e os doze apóstolos sentados a uma mesa, em seguida uma multidão de peregrinos marcados pela fome e pela dor adentra no local, então Jesus Cristo diz estar decepcionado com a humanidade, mas que está disposto a fazer um último sacrifício para salvar o mundo, então vira-se para o padre e ordena: "E você, Padre Cícero, tome conta deles".

Com o lema "cada casa uma oficina, cada oficina um oratório", logo que chegou, o sacerdote tratou de mudar os costumes profanos do local e tornar comum a prática dos sacramentos. Inspirado por Padre Ibiapina, Padre Cícero criou as Casas de Caridade, organizações tocadas por beatas e que visavam a levar educação, saúde e auxílio religioso ao povo. As Casas de Caridade se espalharam pelo entorno de Juazeiro, sendo a mais famosa delas situada no Sítio Caldeirão sob o comando do beato José Lourenço. Inúmeras oficinas foram criadas, com destaque para as de produção de velas, imagens sacras e calçados. O jeito simples e carismático do padre contagiava a população que cada vez mais se entregava à religião e ao trabalho.

O milagre da hóstia[editar | editar código-fonte]

Beata Maria de Araújo.

Durante uma missa em 6 de março de 1889, Padre Cícero ministrava a comunhão aos fiéis, quando ministrou o sacramento à beata Maria de Araújo a hóstia se transformou em sangue. O fato teria se repetido diversas vezes durante cerca de dois anos. A população logo atribuiu ser um milagre.

Padre Cícero, cauteloso, pediu à diocese que enviasse uma comissão para investigar o fenômeno e pediu aos fiéis que não comentassem a respeito do mesmo, porém este pedido foi em vão, visto que a notícia logo se espalhou por toda a região Nordeste e em uma rapidez extraordinária chegou ao sul do país. A comissão era formada pelo Marcos Rodrigues Madeira (médico do Rio de Janeiro), Ildefonso Correia Lima (médico e professor da Faculdade do Rio de Janeiro), Joaquim Secundo Chaves (farmacêutico), e diversos padres da região.

Após longos estudos, inclusive podendo testemunhar o fenômeno da transformação por diversas vezes, a comissão concluiu que o "facto da ordem dos observados não podem ser explicados pelo jogo natural dos agentes naturais, sendo forçoso aceitar a intervenção de um agente inteligente oculto que represente a causa, o qual, no caso em questão, acredito em ser Deus" (trecho de carta escrita por Ildefonso Correia Lima e reconhecida a letra em firma pelo cartório do Crato).

Apesar da comissão provar que não existia explicação para o fenômeno, o bispo Dom Joaquim enviou uma segunda comissão liderada pelos padres Alexandrino de Alencar e Manuel Cândido para analisar o caso. Esta comissão declarou que o fenômeno era uma farsa. Baseado no segundo relatório, Dom Joaquim mandou enclausurar a beata Maria de Araújo em um convento e suspendeu as ordens sacerdotais de Padre Cícero.

Emancipação[editar | editar código-fonte]

Desde o início do século XX que a vila de Tabuleiro Grande buscava desvincular-se do Crato. Como argumento principal o fato de que a vila se tornara maior e mais importante que a sede. De fato, Tabuleiro Grande apresentou um crescimento surpreendente, chegando a rivalizar até mesmo com a capital Fortaleza. O movimento em prol da emancipação ganhou força em 1909 com a chegada do Padre Alencar Peixoto e de José Marrocos, juntos fundaram o jornal O Rebate que se tornou o principal difusor do projeto[13] . No mesmo ano, houve uma greve geral da população, causando prejuízos à economia do Crato[14] . Em 1910, foi organizada uma passeata pela emancipação, reunindo aproximadamente quinze mil pessoas[14] . Em 22 de julho de 1911, a emancipação é concedida através da lei n° 1.028[8] , o novo município passa a se chamar Joaseiro (uma referência à árvore típica da região), e Padre Cícero é eleito o primeiro prefeito[15] .

Sedição de Juazeiro[editar | editar código-fonte]

Em 4 de outubro de 1911, Padre Cícero e outros dezesseis líderes políticos da região firmaram um acordo de cooperação entre si e apoio ao governador Antônio Pinto Nogueira Accioli. Tal evento ficou conhecido como pacto dos coronéis e representa um marco na história do coronelismo brasileiro[14] .

Jagunços da Sedição de Juazeiro.

No ano seguinte, o então presidente da República Hermes da Fonseca depôs o governador Nogueira Accioli e nomeou o coronel Marcos Franco Rabelo como interventor do Ceará. Houve eleição apenas para vice-governador onde Padre Cícero foi o escolhido. Depois de assumir o posto, Franco Rabelo rompe com o Partido Republicano Conservador (PRC) e passa a perseguir Padre Cícero, chegando a destituí-lo da prefeitura de Juazeiro e a mandar um batalhão da Polícia estadual prender o padre. Então, o médico Floro Bartolomeu (braço direito do padre) reuniu jagunços e romeiros para proteger Padre Cícero[16] . Em apenas uma semana, os romeiros cavaram um valado de nove quilômetros de extensão cercando toda a cidade e ergueram uma muralha de pedra na colina do Horto, a fortificação recebeu o nome de "Círculo da Mãe de Deus" [17] . O batalhão ao ver que seria impossível romper o círculo, recuou e pediu reforços.

Um contingente muito maior foi enviado a Juazeiro, levando consigo um canhão para derrubar a muralha que protegia a cidade, porém, o canhão falhou e os romeiros armados apenas com algumas espingardas, facas, foices e muita fé venceram os invasores. O canhão foi tomado e está exposto até hoje no "Memorial Padre Cícero". Floro Bartolomeu consegue então o apoio do Presidente Hermes da Fonseca e do Senador Pinheiro Machado, e parte para Fortaleza com o intuito de derrubar o governador. No caminho, os romeiros tomam o poder de Crato, Barbalha, Estação Afonso Pena (próxima a Iguatu), Messejana, Maracanaú e Maranguape, fechando todas as entradas da capital, enquanto uma esquadrilha da Marinha de Guerra capitaneada pelo Cruzador Barroso impõe um bloqueio marítimo à cidade. Franco Rabelo é deposto e eleições são convocadas onde Benjamim Liberato Barroso é eleito governador e Padre Cícero mais uma vez eleito vice. Vitoriosos, os romeiros retornam a Juazeiro desarmados e desocupam as cidades tomadas durante a sedição.

Batalhão Patriótico[editar | editar código-fonte]

Em 1925, a coluna Prestes percorria o interior do Brasil. O governo federal montava diversos grupos armados para combater o bando. Na região o encarregado de organizar a milícia foi o médico Floro Bartolomeu, que criou o chamado Batalhão Patriótico.

Floro Bartolomeu e Padre Cícero, líderes políticos de Juazeiro.

Para fortalecer o grupo, Floro teve uma ideia inusitada: convidar o temido cangaceiro Lampião para integrar o Batalhão Patriótico. Como argumentos, o caudilho usou o nome de Padre Cícero e ofertou a anistia ao bando de Lampião.

Em 1926 Lampião chegou em Juazeiro acompanhado de quarenta e nove homens com o intuito de servir ao Batalhão Patriótico. Ao contrário do que os cangaceiros achavam, Padre Cícero somente ficou sabendo do acordo alguns dias antes da chegada do bando a Juazeiro. Em outra versão, defendida pelo historiador Billy James Chandler, o convite teria sido feito pelo próprio sacerdote[18] .

Como Floro Bartolomeu estava no Rio de Janeiro em tratamento médico, o general das forças juazeirenses Pedro de Albuquerque Uchoa foi o encarregado de conceder a patente de capitão ao cangaceiro.

Ao encontrar Lampião e seu bando, Padre Cícero recomendou que abandonassem o cangaço e que passassem a respeitar as leis. Uma de suas frases mais conhecidas foi proferida nesse encontro: "Quem matou não mate mais, quem roubou não roube mais".

Os cangaceiros deixaram Juazeiro sem receber a anistia prometida e sem nunca enfrentar a coluna Prestes.

Hierarquia urbana[editar | editar código-fonte]

A cidade de Juazeiro do Norte exerce forte influência sobre todo Sul do Ceará, sendo um importante centro de compras e serviços regionais. Todo este desenvolvimento resultou em uma grande integração com os municípios de Crato e Barbalha.

Política[editar | editar código-fonte]

O Poder Executivo do município de Juazeiro do Norte é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários O Poder Legislativo é exercido por 21 vereadores que compõem a Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, tendo como funções fiscalizar o executivo e discutir as leis no âmbito municipal. O Poder Judiciário se faz presente na cidade com a Justiça Federal (uma vara e um juizado especial), Justiça Estadual (cinco varas e dois juizados especiais), Justiça do Trabalho (uma vara) e Justiça Eleitoral (duas zonas eleitorais). Juazeiro do Norte possui o terceiro maior colégio eleitoral do Ceará com 157.244 eleitores[19] .

Subdivisão[editar | editar código-fonte]

O município é composto pela sede e pelos distritos Padre Cícero e Marrocos[8] .

Geografia[editar | editar código-fonte]

Gráfico climático para Juazeiro do Norte
J F M A M J J A S O N D
 
 
122
 
34
22
 
 
194
 
33
21
 
 
246
 
32
21
 
 
132
 
32
21
 
 
47
 
31
20
 
 
22
 
31
19
 
 
13
 
31
19
 
 
7
 
33
19
 
 
7
 
34
20
 
 
22
 
35
21
 
 
33
 
35
21
 
 
74
 
35
22
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: UFCG[20]

A pluviosidade no município é de 931,7 mm anuais com temperaturas que variam, conforme a época do ano e local, de mínimas de aproximadamente 19 °C até máximas de 35 °C. As médias térmicas mensais, no entanto, giram entre 24 °C e 28 °C.

A vegetação predominante é a típica do semiárido, mais especificamente floresta caducifólia espinhosa. Em determinados pontos, existem matas de transição. O nome do município decorre de uma árvore bastante comum na região, o Juazeiro. Ao longo das margens dos rios existe a chamada mata de galeria, vegetação original caracterizada pela umidade em contraste com regiões adjacentes mais secas.

Na área urbana a vegetação se resume às praças e parques, sendo a principal área verde, o Parque Ecológico das Timbaúbas, uma área voltada para o adensamento de bosques, visando a preservação de importantes mananciais hídricos ali localizados. É também uma área voltada para o lazer, tendo alguns equipamentos como pista de skate, espaço para cooper e anfiteatro.

Com exceção da Serra do Horto e de uma depressão entre os bairros Timbaúbas e Limoeiro, o relevo do município é regular. A área onde a cidade foi erguida se localiza em um vale encravado na Chapada do Araripe.

Economia[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Juazeiro possui um PIB de R$ 1,586,996 mil IBGE/2009. Com a crescente formalização da economia, e ainda, a cidade deu um salto nos últimos dois anos, sendo a 5ª maior economia do Ceará, atrás apenas de Fortaleza, Maracanaú, Caucaia e Sobral.

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Juazeiro do Norte é um município com pequena extensão territorial, inexistindo a presença de grandes propriedades rurais. Sua taxa de urbanização é de mais de 95%, e cerca de 30% do seu território é de área urbana. Apesar disto, suas terras são férteis e se aproveitam da irrigação dos rios Carás, perenizado a partir do Açude Thomás Osterne, em Crato, e Rio Salgadinho. Deste último pouco se aproveita pois grande parcelas das águas dos esgotos são drenadas para seu interior. Conta com vários minifúndios, destacando-se um grande número de chácaras com árvores frutíferas ao redor da cidade, estas tem uma exploração econômica secundária sendo o interesse predominante nestes imóveis o lazer e atividade residencial. A piscicultura é uma atividade encontrada no Açude Manuel Balbino.

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Corresponde a 29,84% do PIB local. Existe uma política de atração de investimentos formando parcerias entre estado, município e empresários, vários benefícios são concedidos, como doação de terrenos, preferencialmente no Distrito Industrial - localizado próximo às divisas com os municípios de Crato e Barbalha, e no mini-distrito Industrial - localizado no Bairro Campo Alegre, como também incentivos fiscais. Destacam-se os seguintes ramos:

  • Têxtil: Dezenas de empresas desse ramo se instalaram na cidade nos últimos anos e já ocupam boa parte do mercado regional;
  • Folheados: Produz joias e semijoias de alta qualidade que são exportadas. Uma empresa local utiliza mão-de-obra carcerária em sua produção, os internos da Penitenciária Industrial Regional do Cariri (PIRC), fabricam as joias e para cada três dias de trabalho há uma redução de um dia da pena;
  • Artesanato: Existem muitos artesãos que comercializam seus produtos, inclusive para o exterior; destacando-se o Centro de Arte Mestre Noza. Encontra-se em fase de construção a Ceart Cariri, que irá permitir um maior incremento neste setor;
  • Bebidas: Existe uma única empresa de bebidas na cidade, o Grupo São Geraldo, porém seus refrigerantes e sua água mineral são bastante apreciados na região;
  • Máquinas de costura: Juazeiro possui uma fábrica da empresa Singer desde 1997;
  • Construção civil: Impulsionado pelo desenvolvimento como polo universitário, a especulação imobiliária exerceu forte pressão neste segmento, promovendo lançamentos de condomínios horizontais e verticais;
  • Metalurgia: Algumas indústrias metalúrgicas encontram-se instaladas na cidade, com produção predominantemente voltada para abastecer a construção civil.

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

Principal setor da economia juazeirense, respondendo por 80% do PIB municipal (dados do IPECE). Os principais pontos comerciais são o centro da cidade, Cariri Shopping, Juazeiro Open Mall, bairro Pirajá e bairro Pio XII. Encontra-se em construção o Juazeiro Shopping Center que permitirá um maior desenvolvimento comercial na Região Leste da cidade, mais precisamente nas confluências dos Bairros Novo Juazeiro, Tiradentes e Limoeiro. Destaca-se tanto no varejo quanto no atacado, atraindo compradores de municípios e estados vizinhos, devido à sua condição de centro regional.[21]

Grandes grupos varejistas nacionais e internacionais já se instalaram ou fazem estudos prospectivos para a instalação de unidades em vários formatos na cidade. O Atacadão pertencente ao grupo Carrefour foi um dos pioneiros, seguidos pelo Walmart que inagurou duas lojas, uma em formato de hipermercado com a bandeira Bompreço e outra no formato de atacarejo com a bandeira Maxxi. O grupo Pão de Açúcar esquenta a concorrência com a sua unidade; O Assaí, localizado próximo aos concorrentes e Casas Bahia e ainda prospectiva a abertura de lojas com a bandeira Pão de Açúcar.

Este desenvolvimento é acompanhado pela rede bancária local, que conta com agência dos principais bancos no Centro em outros bairros, com destaque para o corredor bancário em formação na Avenida Ailton Gomes no Bairro Pirajá, que conta com o Banco do Brasil e Caixa Económica. Os bancos Itaú e Banco do Brasil ( no Cariri Shopping) possuem agências na Avenida Padre Cícero, em breve a avenida Leão Sampaio contará com a Agência Assunção Gonçalves do Banco do Nordeste.

Naturalmente o ramo que se destaca é o do turismo religioso, porém há um plano integrado de turismo entre várias cidades da região do Cariri, destacando-se também os fósseis, as belezas naturais da Chapada do Araripe, a cultura e a História do Cariri. Juazeiro por ser a maior cidade da região e ter a melhor infra-estrutura é a preferida dos turistas como base. Um dado que comprova o crescimento do turismo na região é o fato de que o Aeroporto Regional do Cariri situado em Juazeiro obteve o maior crescimento percentual do Brasil em 2006.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

A taxa de alfabetização do município é de 76,9%[22] .

Está localizada em Juazeiro do Norte a primeira escola normal rural do Brasil, o Centro Educacional Professor Moreira de Sousa, inaugurado em 13 de junho de 1934[23] .

Juazeiro possui também escolas particulares que são referências em toda a região, tendo como destaque o Colégio Salesiano São João Bosco - sendo um dos primeiros do município, aí instalado a pedido do Padre Cícero - também Colégio Objetivo, Colégio Paraíso,Colégio São Francisco de Assis , entre outros. Também destacando-se na rede pública de ensino está a Escola de Ensino Fundamental e Médio Presidente Geisel, intitulada de Colégio Polivalente, que que vem se destacando pelo alto nível de ensino na rede pública em todo o estado e sendo atualmente a terceira escola do país pela rede pública com o melhor ensino básico e infraestrutura.

Seguindo a tradição e o cuidado com os Juazeirenses como o Padre Cícero o Professor e afilhado Cícero Roberto Bitencourt Calou juntamente com o deputado Federal Mauro Sampaio no ano de 1987/88 lançaram em Brasilia uma campanha para recomposição das Escolas Técnicas Federais chamadas UNED, e criaram o projeto que efetivou a escola Federal de Juazeiro do Norte, hoje conhecida como Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia. Fornecendo cursos gratuitos para os jovens em diversas áreas da ciência e das tecnologias. Em 18 de julho de 2013, o prefeito Raimundo Antônio de Macêdo fez um pedido a câmara de vereadores para reduzir os salários dos professores, conseguindo a aprovação na redução de 40% do salário destes e causando indignação e protestos na cidade.[24] [25]

Juazeiro do Norte ainda conta com um bem desenvolvido polo de educação superior, presencial e a distância, que possui diversas universidades e faculdades públicas e privadas. Na iniciativa pública tem-se a Universidade Regional do Cariri - URCA, o antigo campus avançado da Universidade Federal do Ceará, que se transformou na Universidade Federal do Cariri - UFCA, com campus sede na cidade, o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia - IFCE e a Faculdade de Tecnologia CENTEC - FATEC. Na iniciativa privada se destacam as Faculdade de Juazeiro do Norte - FJN, a Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte - FMJ, a Faculdade Leão Sampaio - FALS e a Faculdade Paraíso - FAP.

Saúde[editar | editar código-fonte]

Juazeiro possui uma boa rede de hospitais e clínicas, com investimentos tanto do setor público como de caráter particular, que funcionam como rede complementar. Durante o período chuvoso, costumam ocorrer surtos de doenças tropicais, principalmente dengue e calazar. Devido ao sol forte, a cidade apresenta alto índice de câncer de pele.

A atenção básica conta com uma rede de postos de saúde ainda em formação visando uma cobertura territorial de 100% do município, já há uma boa cobertura. Este segmento conta com o Programa de Saúde da Família, estratégia nacional, que conta com uma equipe formada por um médico, um dentista (opcional), uma enfermeira, dois ou três Agentes Comunitários de Saúde; sua estratégia visa o acompanhamento longitudinal de famílias em um dado território.

A rede de assistência hospitalar foi dirigida durante muitos anos por hospitais particulares conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). O passo inicial para a formação da rede hospitalar municipal própria foi a construção do Pronto Socorro Municipal, onde hoje funciona o Hospital Tasso Jereissati, responsável pelo atendimento de urgência a adultos. Em seguida houve a municipalização do Hospital São Lucas, hoje voltado para a Saúde Materno-infantil, sendo referência na áreas de Pediatria e Toco-ginecologia, possuindo uma UTI Neonatal. Em 2009, houve a intervenção municipal no Hospital Escola Santo Inácio - HESI, atualmente responsável pelos atendimentos de urgência nas áreas de Cirurgia Geral e Traumatologia, ainda há uma enfermaria de Clínica Médica e uma UTI para adultos, e no Pronto Socorro Infantil do Cariri (PSIC).

O Governo do Estado do Ceará construiu em Juazeiro o Hospital Regional do Cariri (HRC), com gastos de R$ 44 milhões. O HRC terá uma área de abrangência de 150 quilômetros, em média, o que servirá para desafogar os hospitais de Fortaleza que atualmente recebem pacientes de todo o estado. Forão construídos cerca de 160 leitos, inclusive aumentando os de Unidade de Terapia Intensiva. O hospital vai contemplar as especialidades na área de urgência clínica e cirúrgica, um centro de atendimento para casos de envenenamento, doenças transmissíveis, traumas e unidade de queimados. Atuará com unidade reguladora e atenderá a estudantes da saúde, sendo centro de formação[26] .

Com o desenvolvimento do centro universitário, sobretudo os cursos na área de saúde, alguns hospitais tornaram-se hospitais escolas, possuindo programas de residência Médica, sendo duas vagas para Clínica Médica e duas vagas para Cirurgia Geral no HESI - Hospital Escola Santo Inácio; e duas vagas para Pediatria e duas vagas para Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Municipal São Lucas.

Arquitetura e urbanismo[editar | editar código-fonte]

Foto antiga da praça Padre Cícero.

Juazeiro cresceu de forma desordenada devido ao progresso rápido, em especial o Centro da cidade que passou por rápidas transformações sendo poucos os prédios antigos preservados. A arquitetura antiga ainda conta com a antiga Estação Ferroviária, localizada na Praça dos Ourives; a Coluna da Hora, destaque central da Praça Padre Cícero; O casarão da Família Bezerra de Menezes, e dois casarões pertencentes ao Padre Cícero, onde atualmente funcionam museus dedicados ao sacerdote.

A arquitetura moderna conta com um rápido processo de verticalização. O urbanismo é limitado nas áreas já ocupadas, mas algumas ruas ao longo dos últimos anos foram alargadas. Os bairros mais distantes e planejados recentemente contam com avenidas largas ainda em desenvolvimento. O parque Ecológico das Timbaúbas faz parte deste contexto urbanístico com a preservação ambiental em perímetro urbano numa área detentora de importante manancial hídrico, entretanto poluído por falta de uma boa rede de esgotos. Tal área é conhecida como Várzea das Timbaúbas, entretanto seu espaço preserva apenas pequena parte da área total desta várzea.

Transporte[editar | editar código-fonte]

O transporte público urbano é explorado por três empresas de ônibus, Viação São Francisco, Viação Lobo e Expresso Bom Jesus do Horto. As empresas Via Metro e Rápido Quitaiús são responsáveis pelo transporte intermunicipal, ligando Juazeiro aos municípios vizinhos Barbalha, Caririaçu, Crato e Missão Velha. Das empresas citadas, três pertencem ao mesmo proprietário, São Francisco, Lobo e Rápido Quitaiús.

Os chamados transportes alternativos, representados por moto-táxis e Topic, são muito utilizados pela população e se encontram em processo de regularização por parte da Prefeitura.

Malha viária[editar | editar código-fonte]

O município é cortado por duas rodovias estaduais: CE-292 (estrada duplicada que dá acesso ao município do Crato), e CE-060 (trecho norte em pista simples oriundo de Caririaçu, estendendo-se ao sul em estrada duplicada até o município de Barbalha). Ao longo das rodovias de acesso a Crato e Barbalha, há um acentuado crescimento urbanístico e populacional, formando a conurbação conhecida como Crajubar.

A rodovia de acesso a Caririaçu será o novo acesso da Região do Cariri até Fortaleza, através da Rodovia Padre Cícero que se encontra em construção pelo Governo do estado[27] .

Apesar de ser uma cidade de médio porte, Juazeiro apresenta um transporte caótico no centro. Durante o horário comercial é comum que se formem engarrafamentos e faltem vagas para estacionar os veículos, isso porque as ruas são estreitas e não comportam o fluxo de automóveis. A região central possui ruas antigas e estreitas sem planejamento para comportar o intenso tráfego de veículos de todos os portes, carecem projetos de alargamento de ruas e abertura de ruas adequadas.

A situação se complica em época de romaria, quando milhares de romeiros visitam a cidade e as ruas são tomadas por caminhões pau-de-arara. Muitos comerciantes instalam barracas nas ruas e calçadas do município para atender os romeiros, dificultando ainda mais o tráfego. A Prefeitura estuda, ainda, a implantação da Zona Azul, bem como a retirada de vendedores ambulantes das ruas e calçadas.

A redistribuição do fluxo de veículos com a retirada de grande parte dos veículos do centro conta com um projeto aguardando execução, trata-se do Anel Viário de Juazeiro do Norte, uma obra orçada em cerca de 100 milhões de reais, com um percurso de aproximadamente 43 quilômetros que visa melhorar o fluxo de veículos no município, permitindo um mais rápido deslocamento entre as diversas partes do município, como: Aeroporto, Cidade Universitária, Distrito Industrial, Horto e Centro de Apoio aos Romeiros; como também o melhoramento do acesso aos municípios vizinhos, principalmente Caririaçu[28] .

Aeroporto[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto Orlando Bezerra de Meneses (JDO no código IATA), administrado pela Infraero. Possui uma capacidade operacional de cem mil passageiros por ano[29] .

Ferrovias[editar | editar código-fonte]

A Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), opera em Juazeiro desde 1998, realizando o transporte de cargas entre o município e a capital Fortaleza.

O Metrô do Cariri[30] , um veículo leve sobre trilhos (VLT),faz o transporte de passageiros entre Juazeiro do Norte e Crato. A obra é fruto de uma parceria entre o governo estadual e as prefeituras dos dois municípios. São 13,6 quilômetros de extensão da linha e nove estações: Fátima, Juazeiro do Norte, São Pedro, Teatro, Antônio Vieira, São José, Muriti, Padre Cícero e Crato. O projeto teve um investimento de R$ 25.190.720,90 em recursos próprios do Estado. São duas composições com tração a diesel hidráulico mecânica, formado por dois carros equipados com ar condicionado, com passagem tipo gangway e capacidade de transporte de 330 passageiros por composição. A velocidade máxima atingida pelo VLT é de 60 km/h.

Rodoviária[editar | editar código-fonte]

O Terminal Rodoviário Interestadual localizado no bairro Triângulo conta com diversas empresas de nível regional e nacional, com embarques diários para vários destinos do país. Tem uma arquitetura moderna, tendo sido sua administração terceirizada no final de 2008.

Segurança[editar | editar código-fonte]

O Ceará possui apenas duas unidades permanentes da Polícia Federal no interior do estado: um Posto avançado em Sobral e uma Delegacia em Juazeiro do Norte. A cidade é sede do 2° Batalhão de Polícia Militar do Estado do Ceará, que agrupa o Pelotão de Policiamento do Meio Ambiente e Companhia de Policiamento Rodoviário. O Governo do estado implantou em 29 de Junho de 2009 em Juazeiro do Norte o programa Ronda do Quarteirão[31] , onde, no máximo, a cada três quilômetros quadrados uma equipe de policiais se reserva interruptamente, sendo acionados por telefone celular, uma mistura de policiamento ostensivo com apoio comunitário. Este mesmo modelo também é adotado nos municípios vizinhos de Crato e Barbalha, tendo portanto, cobertura estendida a todo Crajubar. Abriga, ainda, o comando do 5° Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará, que possui três secções, sendo duas em Juazeiro do Norte, uma delas localizada no Aeroporto Regional do Cariri. A polícia civil possui duas delegacias em Juazeiro do Norte, sendo uma regional e uma especializada (Delegacia da Mulher). O Instituto Médico Legal (IML), é mais um órgão de apoio a policia técnica na cidade e região.

A Penitenciária Industrial Regional do Cariri (PIRC), localizada em Juazeiro, é uma unidade-modelo voltada para a ressocialização de seus detentos, possuindo atividades de educação e profissionalização, contando com uma indústria de joias e semijoias em suas dependências, onde os detentos trabalham, o que diminui sua pena em um dia a cada três dias trabalhados. Há uma cadeia pública destinada a abrigar presos que ainda aguardam julgamento. Encontra-se em construção um presídio feminino.

Há, ainda, o Tiro de Guerra 10-005, integrante da 10ª Região Militar, sediada em Fortaleza.

Juazeiro do Norte faz parte da rede de cidades integrantes do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI), desenvolvido em conjunto com a Secretaria da Segurança Pública e Cidadania de Juazeiro do Norte e Guarda Civil Municipal.

Mídia[editar | editar código-fonte]

O município conta com uma emissora de caráter educativo, a TV Verde Vale; e desde 1° de outubro de 2009, com a TV Verdes Mares Cariri, emissora comercial pertencente ao Sistema Verdes Mares de Comunicação e afiliada a Rede Globo, além de retransmissoras das principais emissoras de Fortaleza.

A cidade possui sete emissoras de rádio, sendo quatro Fm's - Rádio Tempo FM 101,5 MHZ, Rádio Vale FM 99,9 MHZ, Rádio Juazeiro FM 105,9 MHZ, Rádio Salesiana Padre Cicero 104,9 MHZ | três AM's - Rádio Iracema AM 850 kHz, Rádio Progresso AM 1310 kHz e Rádio Verde Vale AM 570 kHz.

A Imprensa escrita local conta com o Jornal do Cariri, Gazeta de Notícias e a Folha da Manhã. Entretanto, a liderança neste segmento é dividida pelos jornais O Povo e Diário do Nordeste, ambos de Fortaleza.

Problemas socioambientais[editar | editar código-fonte]

Somente 52,2 % dos domicílios juazeirenses possuem esgotamento sanitário. O restante encaminha seus resíduos para fossas, ruas ou até mesmo para os rios da cidade. Em virtude disso, os dois rios que banham Juazeiro, Salgadinho e Carás, apresentam elevado grau de poluição.

O abastecimento de água no município atinge 97,6% das residências e é garantido por poços profundos localizados no Parque Ecológico e pelos açudes Padre Cícero e Manuel Balbino [32] .

A serra do Horto, onde se localiza a estátua do Padre Cícero, está bastante degradada em virtude do desmatamento e de construções irregulares no entorno da estrada que dá acesso à estátua.

Existe um número considerável de favelas no município, algumas delas ocupando áreas de risco como por exemplo a Boca das Cobras na beira do rio Salgadinho e a Favela do Horto localizado na serra de mesmo nome.

Não existe uma política clara com relação ao Plano Diretor, voltado a ações estratégicas e planificadas de crescimento. Há uma valorização das áreas em direção aos municípios em conurbação, em detrimento de outras áreas de natureza predominantemente rural, sem acesso asfaltado, e sem maiores perspectivas de crescimento econômico, a exemplo do Distrito de Marrocos.

A ausência de ligações potencialmente viáveis como o acesso ao município vizinho de Missão Velha, via Aeroporto, distante apenas pouco quilômetros, obrigam aos que desejam fazer este trajeto um percurso bem maior pela cidade de Barbalha.

Juazeiro do Norte enfrenta problemas importantes de infraestrutura, resultantes do rápido crescimento urbano não acompanhado pela implementação de melhorias na mesma velocidade. Tem-se como consequências a diminuição da competitividade com outros centros. Algumas áreas da cidade são propensas a inundações como os bairros Timbaúbas, Limoeiro, Pio XII, Planalto e Pirajá.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Juazeiro é uma cidade de grande efervescência cultural. Pesquisa feita pela UFRJ em todo o país e divulgada em março de 2009, constatou que a cidade de Juazeiro do Norte é a maior em população envolvida em atividades culturais. Esse caldeirão de cultura, tem registrados junto a secretaria de cultura do estado, 72 grupos de cultura popular. Existem vários grupos folclóricos de reisado, maneiro-pau e malhação de Judas, entre outros. A literatura de cordel e a xilografia também são bastante difundidas, especialmente em função da Academia de Cordelistas de Juazeiro do Norte e a Lira Nordestina da Universidade Regional do Cariri.

José Oliveira, tocador de Rabeca de Juazeiro do Norte

Na música, o forró sobressai como ritmo predominante, destacando-se Alcymar Monteiro, Luiz Fidélis e Santanna, músicos juazeirenses consagrados em todo o Nordeste do Brasil. Em 2001 Alcymar Monteiro, na época secretário de cultura, criou o Juaforró, uma festa junina que hoje está entre as maiores do gênero. O repente é muito popular, especialmente em época de romaria, ocasião em que os violeiros saem pelas ruas fazendo versos e desafios de rimas. Outros ritmos conquistaram espaço em Juazeiro, como é o caso do rock, axé e Música eletrônica, existindo várias bandas independentes. As escolas públicas de Juazeiro mantêm a tradição das fanfarras, sendo que nas comemorações da independência do Brasil elas desfilam pela cidade. Outra tradição mantida é a da rabeca, instrumento arcaico semelhante ao violino, havendo inclusive uma orquestra de rabecas em Juazeiro.

A fotografia é uma das artes que também tem destaque. Há evidência para temas ligados a cultura e a religiosidade. Destacam-se fotógrafos como Tiago Santana que publicou o livro "Benditos"[33] , Dada Petrole, radicado na Alemanha, que teve o livro "Moderatrix Cariri" premiado em segundo melhor trabalho do ano da University of Applied Science – De Design (Fachhochschule Münster FB Design), e concurso ADC 2007 como o único projeto de na categoria “Fotografia e concepção”, prêmio oscar do Design na Europa[34] .

O artesanato é um dos maiores expoentes culturais do município, tendo inclusive grande participação na economia de Juazeiro. O Centro Cultural Mestre Noza abriga um vasto acervo de peças artesanais.

O teatro se desenvolveu bastante a partir do final dos anos 90. Até então, não existia nenhum teatro, atualmente são três. Além disso, os grupos teatrais se proliferam.

A dança é extremamente representada pela cultura popular dos reisados, bandas cabaçais e lapinhas. Desde 2005, a Alysson Amâncio Companhia de Dança desenvolve um trabalho de dança contemporânea. Com a criação da Associação Dança Cariri, várias ações foram iniciadas para pesquisa e produção da dança cênica, ganhando editais estaduais e nacionais como Prêmio Klauss Vianna 2008 e 2009.

A religiosidade popular é marcante. Milhões de romeiros se dirigem a Juazeiro para orar e para pagar promessas. Para se ter uma ideia da importância da religião para o município, todos os museus da cidade são de cunho religioso e existem, ainda, várias casas de milagres (locais onde os fiéis depositam peças representativas de milagres que acreditam ter alcançado). Na colina do Horto, ponto mais alto de Juazeiro, foi erguida uma estátua do Padre Cícero com 27 metros de altura, a quarta maior do mundo. Ainda no Horto, está o Museu Vivo do Padre Cícero com réplicas em cera de personalidades do município como Maria de Araújo, José Marrocos, Floro Bartolomeu, Aureliano Pereira e o próprio Padre Cícero.

Joaquim Rodrigues dos Santos, mais conhecido pela alcunha de "Seu Lunga", é um comerciante que faz parte da cultura popular de Juazeiro devido as diversas anedotas e cordéis associados ao seu temperamento.

Pontos culturais[editar | editar código-fonte]

Centros culturais
  • Centro Cultural Banco do Nordeste:

Mantido pelo Banco do Nordeste, possui teatro, centro de exposições e biblioteca. Realiza diariamente apresentações teatrais e musicais, além de exposições de artes plásticas, fotos e peças artesanais.

  • Centro Cultural Mestre Noza:

Localizado no prédio da antiga cadeia pública, abriga artesãos do município e promove exposição permanente de suas obras.

Museus
  • Memorial Padre Cícero:

Recria a história de Juazeiro reunindo fotos, documentos e objetos históricos. No Memorial, estão panos usados para enxugar o sangue derramado no suposto milagre da hóstia e o canhão tomado na Sedição de Juazeiro.

  • Museu Vivo do Padre Cícero:

Misto de museu e casa de milagres, apresenta esculturas em cera de personalidades do município e peças depositadas por romeiros como representação de milagres. No acervo, destacam-se uma camisa da seleção brasileira de futebol assinada por Djalminha e uma camisa do Clube de Regatas Flamengo assinada pelo diretor de futebol da equipe.

  • Museu Padre Cícero:

Localizado na casa onde o sacerdote viveu, o museu reúne seus objetos pessoais.

  • Museu Monsenhor Murilo

Localizado na rua Padre Cícero, o museu está localizado em sua própria casa onde morou por muitos anos.

Teatros
  • Teatro Marquise Branca:

Inaugurado em 2001, localiza-se em um dos prédios mais antigos de Juazeiro que estava abandonado há anos.

Esporte[editar | editar código-fonte]

Juazeiro possui dois clubes profissionais de futebol, o Icasa e o Guarani de Juazeiro. O duelo entre as duas equipes é conhecido no Ceará como Derby Juazeirense. Os dois clubes também ostentam rivalidade com o Crato, com quem fazem clássicos regionais.

O estádio municipal Romeirão é o local onde os dois clubes mandam seus jogos. O Icasa está construindo o Praxedão, um estádio menor do que o Romeirão. Atualmente, a sede do Icasa já oferece à jovens do município uma Escolinha de Futebol, promovendo os estudos além da prática do esporte.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências citadas

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. a b Distância entre Juazeiro do Norte/CE e Fortaleza/CE. Google Maps. Página visitada em 24 de maio de 2014.
  3. Área territorial oficial - consulta por município. Resolução da Presidência do IBGE de n° 1 de 15 de janeiro de 2013 (15 de janeiro de 2013). Página visitada em 24 de maio de 2014. Cópia arquivada em 24 de maio de 2013.
  4. Ranking IDH-M Ceará. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 09 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 19 de dezembro de 2013.
  6. TV Verdes Mares Cariri: Juazeiro. TV Verdes Mares. Página visitada em 14 de dezembro de 2010.
  7. Diário Oficial do Estado do Ceará nº 121, ano I, série 3. Página visitada em 14 de dezembro de 2010.
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  9. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas IBGE_Pop_2013
  10. IPECE, [http://www.ipece.ce.gov.br/publicacoes/anuario/anuario2006/demografia/tabelas/12.05.xls Anuário Estatístico do Ceará 2006}}
  11. Juazeiro do Norte. Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte. Página visitada em 14 de dezembro de 2010.
  12. IBGE,Histórico de Juazeiro do Norte
  13. Independência política de Juazeiro. Página visitada em 14 de dezembro de 2010.
  14. a b c O Poder Político em Juazeiro do Norte Mudanças e Permanências - As Eleições de 2000. Scribd. Página visitada em 14 de dezembro de 2010.
  15. cícero Finados: devoção a Padre Cícero deve levar 400 mil pessoas a Juazeiro do Norte. Rede Brasil Atual. Página visitada em 15 de dezembro de 2010.
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  23. Ruralismo e Práticas Ccotidianas na Primeira Escola Normal Rural do Brasil: A Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte – CE (1934 – 1946).
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  26. Cariri terá maior hospital do interior do estado Título não preenchido, favor adicionar.
  27. Rodovia Pe. Cícero tem roteiro definido Título não preenchido, favor adicionar.
  28. Título não preenchido, favor adicionar.
  29. INFRAERO - Aeroporto de Juazeiro do Norte Título não preenchido, favor adicionar.
  30. Metrô do Cariri começa a funcionar Título não preenchido, favor adicionar.
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  33. http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=851291
  34. http://www.fashionbubbles.com/historia-da-moda/moderatrix-cariri-uma-fotografia-de-moda-com-carater-documental/

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BARBOSA, Geraldo Meneses. Relíquia: o mistério do sangue das hóstias de Juazeiro do Norte. Juazeiro do Norte: Gráfica e Editora Royal, 2004.
  • BARRETO, Murilo de Sá. Padre Cícero. São Paulo: Edições Loyola, 2002.
  • DELLA CAVA, Ralph. Milagre em Joaseiro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.
  • MATIAS, Aurélio. O Poder Político Em Juazeiro do Norte: Mudanças e Permanências - As Eleições de 2000. Juazeiro do Norte: Gráfica Nobre, 2007.
  • NOBRE, Edianne S. O Teatro de Deus: as beatas do Padre Cícero e o espaço sagrado de Juazeiro (1889-1898). Fortaleza: Edições IMEPH/UFC, 2011.
  • SOUZA, Anildomá Willans. Lampião: Nem herói nem bandido... A história. Serra Talhada: GDM Gráfica, 2006.
  • TAVARES NEVES, Napoleão. Cariri: ninho da história regional, berço de heróis, de mártires e de santos. Crato: Edições IPESC-URCA, 1997.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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