Tiro de Guerra

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O Tiro de Guerra (TG) é uma instituição militar do Exército Brasileiro encarregada de formar atiradores e ou cabos de segunda categoria (reservistas) para o exército. Os TGs são estruturados de modo que o convocado possa conciliar a instrução militar com o trabalho ou estudo, proporcionando a milhares de jovens brasileiros, principalmente os que residem em cidades do interior do país, a oportunidade de atenderem a Lei e prestarem o Serviço Militar Inicial.[1][2]

A organização de um TG ocorre em acordo firmado com as prefeituras locais e o Comando da Região Militar.[1] O exército fornece os instrutores (normalmente sargentos ou subtenentes), fardamento e equipamentos, enquanto a administração municipal disponibiliza as instalações. Por isto, geralmente, o prefeito se torna o diretor do tiro de guerra.[3]

Na década de 2010, existiam mais de 223 TGs distribuídos por quase todo o território brasileiro. Anualmente, ingressam aproximadamente 12.000 (doze mil) atiradores no Exército Brasileiro.[1]

Origem[editar | editar código-fonte]

General Bellarmino de Mendonça e seu Estado Maior, formado por Tiros Nacionais. Brigada composta por Linhas de Tiro, no encontro nacional na Capital Federal, Praça da República, Rio de Janeiro, 1910.

A origem dos tiros de guerra remonta ao ano de 1902 com o nome de linhas de tiro, quando se fundou em Rio Grande (Rio Grande do Sul) uma sociedade de tiro ao alvo com finalidades militares — esta, a partir de 1916, no impulso da pregação de Olavo Bilac em prol do serviço militar obrigatório, transformou-se, com o apoio do poder municipal, nesse tipo de organização militar destinada à formação de reservistas brasileiros.

Assim sendo foram criadas várias linhas de tiro, estrategicamente localizadas em cidades maiores de cada região, que davam maior proteção aos cidadãos.[4]

Um dos objetivos dos Tiros de Guerra é a formação de cidadãos cônscios sob os seus direitos e deveres na sociedade onde estão inseridos, transformando-se como verdadeiros elementos modificadores das duras condições das regiões em que residem, consistindo-se como centro de formação das futuras lideranças comunitárias e municipais querem no campo da política, da educação, da governança, da iniciativa privada, ou seja, cidadãos que terão franca e intensa participação no desenvolvimento regional e nos benefícios sociais que se desdobram com essa possibilidade.[1]

Formação do atirador[editar | editar código-fonte]

O objetivo dos TGs é formar reservistas de 2ª categoria aptos ao desempenho de tarefas no contexto da Defesa Territorial e Defesa Civil.[1] A formação do atirador é realizada no período de 40 semanas, com uma carga-horária semanal de 12 horas, totalizando 480 horas de instrução. Há um acréscimo de 36 horas destinadas às instruções específicas do Curso de Formação de Cabos, e um terço desse tempo é direcionado para matérias relacionadas com ações de saúde, ação comunitária, defesa civil e meio ambiente.

Até 1969, a formação do atirador era realizada no período de 80 semanas, portanto a partir de 1970, essa formação foi dividida em 1° e 2° semestres.

Por curiosidade, a etimologia da palavra vem do latim tiro, termo usado para descrever novato, jovem soldado e recruta.[4]

O cidadão que prestou o serviço militar em Tiro de Guerra como resultado de sua dedicação ao serviço poderá ser agraciado com o diploma “Ao Mérito” por haver revelado, durante sua vida militar, modelar comportamento na instrução e no serviço, tornando-se um elemento muito desejável pelo o mercado de trabalho, haja vista, o interesse das empresas por elementos responsáveis, com credibilidade moral que os credencia aos mais variados cargos nas organizações.[1]

O projeto é um complemento na formação dos jovens e contribui na formação do civismo e do patriotismo.[3]

É comum a continuidade da carreira militar por antigos atiradores de TG, que após o cumprimento do serviço militar inicial, demonstraram pendor para a carreira das armas, ingressando por concurso público nas diferentes escolas de formação de Oficiais e Sargentos (graduados), como consequência da vocação despertada por ocasião de ter servido o TG.[1]

Contribuição para o Poder Público[editar | editar código-fonte]

Uma grande vantagem dos municípios que possuem Tiro de Guerra é poderem contar com um eventual apoio, mediante autorização do Exército, nos casos de calamidades públicas, catástrofes (podendo ser ou não por causas naturais), na Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e outras perturbações que justifiquem o emprego de tropas federais na região, além de atividades de colaboração com a Defesa Civil.[1][3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h Exército Brasileiro. «Conceito de Tiro de Guerra no Brasil». Consultado em 04/08/2016. 
  2. G1 (23/06/2016). «Jovens do Tiro de Guerra recebem certificados do Time do Emprego». Consultado em 04/08/2016. 
  3. a b c «Prefeito e Presidente da Câmara dos Vereadores visitam comando do Exército». Prefeitura de Matozinhos. 13/04/2015. Consultado em 20/09/2016. 
  4. a b Prefeitura de Lagarto (SE): "Tiro de Guerra"

Ligações externas[editar | editar código-fonte]