Tiro de Guerra

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O Tiro de Guerra (TG) é uma instituição militar do Exército Brasileiro encarregada de formar soldados e ou cabos de segunda categoria (reservistas) para o exército. Os TGs são estruturados de modo que o convocado possa conciliar a instrução militar com o trabalho ou estudo.[1][2]

A organização de um TG ocorre em acordo firmado com as prefeituras locais e o Comando da Região Militar.[1] O exército fornece os instrutores (normalmente sargentos ou subtenentes), fardamento e equipamentos, enquanto a administração municipal disponibiliza as instalações. Por isto, geralmente, o prefeito se torna o diretor do tiro de guerra.

Na década de 2010, existiam mais de 200 TGs distribuídos por quase todo o território brasileiro.[1]

Origem[editar | editar código-fonte]

General Bellarmino de Mendonça e seu Estado Maior, formado por Tiros Nacionais. Brigada composta por Linhas de Tiro, no encontro nacional na Capital Federal, Praça da República, Rio de Janeiro, 1910.

A origem dos tiros de guerra remonta ao ano de 1902 com o nome de linhas de tiro, quando se fundou em Rio Grande (Rio Grande do Sul) uma sociedade de tiro ao alvo com finalidades militares — esta, a partir de 1916, no impulso da pregação de Olavo Bilac em prol do serviço militar obrigatório, transformou-se, com o apoio do poder municipal, nesse tipo de organização militar destinada à formação de reservistas brasileiros.

Assim sendo foram criadas várias linhas de tiro, estrategicamente localizadas em cidades maiores de cada região, que davam maior proteção aos cidadãos.

Formação do atirador[editar | editar código-fonte]

O objetivo dos TGs é formar reservistas de 2ª categoria aptos ao desempenho de tarefas no contexto da Defesa Territorial e Defesa Civil.[1] A formação do atirador é realizada no período de 40 semanas, com uma carga-horária semanal de 12 horas, totalizando 480 horas de instrução. Há um acréscimo de 36 horas destinadas às instruções específicas do Curso de Formação de Cabos, e um terço desse tempo é direcionado para matérias relacionadas com ações de saúde, ação comunitária, defesa civil e meio ambiente.

Até 1969, a formação do atirador era realizada no período de 80 semanas, portanto a partir de 1970, essa formação foi dividida em 1° e 2° semestres.

Por curiosidade, a etimologia da palavra vem do latim tiro, termo usado para descrever novato, jovem soldado e recruta.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Exército Brasileiro. «Conceito de Tiro de Guerra no Brasil». Consultado em 04/08/2016. 
  2. G1 (23/06/2016). «Jovens do Tiro de Guerra recebem certificados do Time do Emprego». Consultado em 04/08/2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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