Farias Brito

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Disambig grey.svg Nota: Para o filósofo, veja Raimundo de Farias Brito.
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Farias Brito (desambiguação).
Município de Farias Brito
"A Capital da Cal"
Farias Brito Ceará.jpg

Bandeira de Farias Brito
Brasão de Farias Brito
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 20 de dezembro
Fundação 13 de outubro de 1890 (127 anos)
Emancipação 20 de dezembro de 1936 (80 anos)
Gentílico fariasbritense
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Conceição
Prefeito(a) José Maria Gomes Pereira (PC do B)
(2017–2020)
Localização
Localização de Farias Brito
Localização de Farias Brito no Ceará
Farias Brito está localizado em: Brasil
Farias Brito
Localização de Farias Brito no Brasil
06° 55' 38" S 39° 34' 22" O06° 55' 38" S 39° 34' 22" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Sul Cearense IBGE/2008 [1]
Microrregião Caririaçu IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Cariri
Municípios limítrofes Crato, Caririaçu, Várzea Alegre, Cariús, Tarrafas, Assaré, Altaneira, Nova Olinda
Distância até a capital 475 km
Características geográficas
Área 503,622 km² [2]
População 18 861 hab. (CE: 109º) –  IBGE/2015[3]
Densidade 37,45 hab./km²
Altitude 320 m
Clima Tropical semiárido brando
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,633 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 83 741 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 4 423,24 IBGE/2011[5]
Página oficial
Prefeitura Farias Brito
Câmara Câmara Municipal

Farias Brito é um município da microrregião de Caririaçu, no estado do Ceará, no Brasil. Sua população estimada em 2015 era de 18 861 habitantes. Localiza-se na Região Metropolitana do Cariri

O município de Farias Brito, antigo Quixará, fica no sul do Estado, entre vales e socalcos e em terras irrigadas pelas águas do rio Cariús que lhe atravessa o território de um a outro extremo.

Limita-se com os municípios de Crato, Nova Olinda, Várzea Alegre, Caririaçu, Tarrafas, Assaré, Cariús, Altaneira. Este se divide em quatro distritos: Farias Brito (sede), Cariutaba, Nova Betânia e Quincuncá. Apresenta um clima Tropical semiárido brando, tendo temperatura variável entre 22 e 32 graus centígrados, sendo mais frequente a temperatura de 28 graus. A época invernosa (quando acontece) vai de janeiro a abril, escasseando em maio; em junho começa o verão, que se prolonga até dezembro, costumando haver trovoadas entre os meses de janeiro-abril e novembro-dezembro. O município apresenta como acidentes geográficos a Serra do Quincuncá, Rio Cariús, Riachos do Romão, Contendas e Foveiras. Sobre o aspecto das riquezas naturais, ocorrem apenas as jazidas calcárias e argila plástica, no reino mineral, e, no reino vegetal, extração de madeiras para uso fabril e doméstico.

A principal fonte de riqueza do município é agricultura de subsistência, notadamente as culturas de arroz, do feijão, milho, amendoim, produtos básicos à economia local. A agricultura é a principal atividade econômica com destaque para a produção de milho, feijão e amendoim. O cultivo do arroz é mais predominante no Vale do Cariús e com relação ao feijão a produção é realizada em todo o município com um maior destaque na região leste.  As áreas frutíferas em escala comercial produzem banana, tomate sendo que outras frutas como: manga e goiaba são para o consumo familiar. A venda de galinhas caipiras e carneiros também são predominantes no nosso município

A atividade pecuária, embora pouco desenvolvidas tem significado econômico local, pois abastece a população no fornecimento de carne e leite.  A pecuária apresenta-se com produção bovina por pequenos produtores, mas pulverizada em todo o município. E a apicultura é uma atividade iniciante em que as expectativas são favoráveis demonstrando-se com bastante potencial. O extrativismo é bastante acentuado  por conta da extração da lenha para abastecimento do município de Crato e serve também para alimentar os fornos de produção da cal. A extração do calcário é feita de forma rudimentar, porém a cidade de Farias Brito, destaca-se como uma das maiores produtoras do estado do Ceará. Embora a cal venha de forma industrializada  diretamente para o comércio, ainda persiste a produção da Cal ainda de forma rústicas  em algumas localidades.  O município possui pequenas indústrias além do beneficiamento da cal, como a produção de mel e a fabricação de móveis e mini fabricas de confecções, fábrica de tijolos. O comércio destaca-se no centro da cidade com várias lojas dentre elas ressaltamos as lanchonetes, padarias, sorveterias, pequenos supermercados, Agências Bancárias, Cartórios, etc. Observa-se ainda o fluxo da população que se desloca para as cidades circunvizinhas como Crato e Juazeiro do Norte, na busca de outros tipos de produtos não ofertados no nosso município.

História[editar | editar código-fonte]

A área geográfica onde se localiza a atual comunidade foi outrora campo de atividade da tribo indígena Cariús, que habitava grande parte da atual zona sul do sul do Ceará e sertão pernambucano.

O município de Farias Brito, antigo Quixará, começou a ser organizado entre o final do século XVII e princípios do século XVIII, originário da concessão de datas das sesmarias da Capitania do Ceará medindo cerca de três léguas cada, localizadas às margens do Rio Cariús. Há relatos de conflitos entre os povos indígenas que ali viviam e os brancos europeus que chegavam.

Registro da crônica histórica dá conta que um dos vultos marcantes da formação da comuna foi o coronel Francisco Gomes de Oliveira Braga, chefe político muito influente, que conseguiu que fosse, o povoado, elevado à categoria de vila em 1890.

Por ato de 22 de julho de 1873 e por Lei Provincial nº. 2.042, de 06 de novembro de 1883 foi elevada à categoria de Arraial de Quixará.

O Decreto nº. 82, de 03 de outubro de 1890, elevou-o à condição de município autônomo, com a denominação de Quixará, desmembrando-o das terras de Assaré.

No dia 15 de novembro de 1890, foi instalado oficialmente o novo município, tendo como prefeito José Alexandre Nunes.

Em 09 de outubro de 1920, porém, são cessadas as suas autonomias políticas e administrativas pela Lei Estadual nº. 1.794, ficando Quixará sob a dependência de Santana do Cariri.

Pela Lei estadual nº. 2359, de 26 de julho de 1926, o distrito de Quixará deixa de pertencer ao município de Santana do Cariri, para ser anexado ao município de Crato.

Pelo Decreto estadual nº. 193, de 20 de maio de 1931, o distrito de Quixará deixa de pertencer ao município de Crato, sendo incorporado ao município de São Mateus, atual Jucás.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Quixará, volta a pertencer ao município de Crato.

Em  Lei nº. 268, de 20 de dezembro de 1936, restituiu-lhe a categoria de Município, desmembrando-o do município do Crato.

Pelo decreto estadual nº. 448, de 20 de dezembro de 1938, o município de Quixará adquiriu o distrito de Ingá (Cariutaba), do município de São Mateus.

Sob o mesmo decreto acima citado é criado o distrito de Quincuncá e anexado ao município de Quixará. Pelo decreto-lei estadual nº. 1114, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Ingá passou a denominar-se de Cariutaba.

Pela lei estadual nº 2 194, de 15 de dezembro de 1953, o município de Quixará passou a denominar-se Farias Brito. O nome Farias Brito é em homenagem ao filósofo Raimundo de Farias Brito.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O nome primitivo do município era Quixará. Nome de origem indígena, derivado de “quixa” (o que corta), o dicótile “queixada” mais “à” (sufixo, dizendo “composto do”– composto de queixadas; lugar onde abundam esses dicótiles).

Posteriormente o nome do município foi mudado para Farias Brito, em homenagem ao filósofo Raimundo de Farias Brito.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Distritos[editar | editar código-fonte]

O município de Farias Brito é composto de três distritos, além da sede, que são elencados a seguir.

Cariutaba[editar | editar código-fonte]

A localidade que hoje é Cariutaba se chamara Santo Antonio e era distrito de Jucás, criado pelo Decreto Ato de 08 de fevereiro de 1913.

O decreto Lei Nº 448, de 29 de dezembro de 1938, mudou esse nome para Ingá e o transferiu do município de Jucás para o de Quixará (hoje Farias Brito).

O nome atual Cariutaba é palavra de formação arbitrária para significar taba ou aldeia dos Cariús, índios que habitavam a região.

Elevado à categoria de município pela Lei Nº 6.431 de 24 de junho de 1963, não chegou a ser instalado porque a criação foi declarada sem efeito pela lei nº 8.339, de 14 de dezembro de 1965.

Fazem parte do território do Distrito os seguintes sítios:

  • Juá
  • Carnaúba
  • Cachoeira
  • Cajueiro
  • Pedra Preta
  • Água Fria
  • Caiçara

Nova Betânia[editar | editar código-fonte]

Terra desabitada, a beira do rio Cariús, que fora ocupada pelos índios da tribo Cariús, quando houve a expulsão destes do local onde se instala a sede do QUIXARÁ (hoje Farias Brito). Recebeu nome de BARREIROS, devido ao local ser beira de rio, portanto muito barrento de lama na época de 1890.

Dentre sua história este incorporou os nomes de Barreiros, Nova Aurora, e por fim, Nova Betânia. Razão deste último nome, é referente ao povo que habitava, que tinha uma característica típica, de serem um povo bom, caridoso, humilde onde os padres David Moreira e Ágio Moreira comparavam o local citado, a uma cidade santa chamada "Betânia". 

Em 1911, o quadro da divisão administrativa do Brasil divide o município de Quixará em dois distritos: o da Sede e o de Barreiros. Entretanto, a autonomia política e administrativa seria cassada noves anos depois pela Lei Estadual nº 1.794, de 9 de outubro de 1920. 

Por força da lei n. 2.194 de 15-12-53, é eleva do a categoria de distrito de "Nova Betânia" e ato solene em 1 de maio de 1954.

A capela de invocação de Nossa Senhora da Graças, fundada pela família Ferreira do Bispado de Crato. Sua construção primeira é datada 400 anos pelas mãos de italianos (sendo considerada a terceira mais velha do Ceará). 

Entre os vultos de sua vida política destacam-se:

Joaquim Fernandes de Oliveira, este foi o 3º Intendente do Antigo Quixará nos anos de 1898-1902. Pertencia à Oligarquia Aciolina, liderada no Cariri pelo Pe. Cícero Romão Batista e pelo médico baiano Floro Bartolomeu da Costa. Teve participação indireta no pacto dos Coronéis. 

Sabino Ferreira Mota, foi Intendente logo após Joaquim Fernande, nos anos de 1903-1904, Foi avô do Sr. Zeca Mota. O nome de sua família originou o “Sítio Motas” no Distrito de Nova Betânia. Foi proprietário do “mais confortável prédio” da localidade, o qual foi doado ao Pe. Joaquim Sóther de Alencar e que mais tarde tornou-se a Casa Paroquial de Quixará. Esta ficou sob os cuidados da Beata Mariquinha. Localizava-se na esquina da Rua que hoje recebe o nome do Intendente. 

Quintino Fernandes de Oliveira, José Ferreira Sobrinho, Balbino Ferreira Silva, Ramiro Pereira da Silva,Venceslau Rodrigues da Silva, Junior Rodrigues (Junior Da Betânia), Francisco Pereira Oliveira (Chico da Betania) - (Atual Presidente da Câmara Municipal).

Deve-se enaltecer a cultura do distrito, na figura de Personalidades culturais da localidade, tal como Inacio de Loyola, que na década de 50 projetava filmes em Farias Brito e na região do Cariri, um cinema ambulante tão pobre, tão pobre, que nunca tinha uma fita inteira para exibir. Com o tempo, ele ia emendando sobras de filmes de diversos gêneros uns nos outros. Segundo Rosemberg Cariry, Inácio era um bruxo, e o seu cinema, tão pobre e tão precário, era a sua maior magia, sua varinha de condão capaz de encher de brilhos e sonhos os nossos corações de crianças sertanejas. Tão grande quanto Inácio Cinemeiro só mesmo os contadores de estórias de trancoso (Romana e Delfina), os violeiros e os poetas de cordel. Dentre outros, que sempre se destacam na área da Educação e Cultura. 

Fazem parte do território do Distrito os seguintes sítios:

  • Escondido;
  • Barauna;
  • Poeira;
  • São João;
  • Sitio Várzea;
  • Sitio Ferreira;
  • Motas

Quincuncá[editar | editar código-fonte]

O Quincuncá é o distrito sede da Serra de mesmo nome e antigamente era denominada de Araticum, em alusão à fazenda que originou o lugar. O distrito de Quincuncá foi criado por força da lei nº 448 de 20 de dezembro de 1936.

Segundo relatos dos mais idosos no ano de 1901 o Padre Cícero Romão Batista procedeu a benção do terreno da capela de São José e do cemitério. Os referidos terrenos foram doados por José Rodrigues da Silva e esposa Ana Maria de Jesus (Donaná), avós de José Antero (Silva Antero), prefeito eleito em 1950 e vice-prefeito em 1958. Dentre algumas figuras ilustres da comunidade (In Memoriam) podemos citar a Sra. Maria Lindalva Rodrigues, sua irmã Maria Nilza Rodrigues que ambas dedicaram-se a serviços de voluntariado na capela de São José por mais de quatro décadas, promovendo eventos culturais como lapinhas, coroações de Nossa Senhora no mês de maio, quadrilhas, e as tradicionais festa de partidos no mês de março, mês do padroeiro, que infelizmente não acontecem mais da mesma forma. Figuras que se destacaram no âmbito politico, foram João Antero da Silva, Leonardo Pereira e Silva, Francisco Bezerra da Silva (Nenêm Antero), etc.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município de Farias Brito é banhado pelo Rio Cariús.

Lista de riachos:

  • Riacho da Roça
  • Riacho do Taquari

Lista de açudes

  • Açude Quixará (conhecido como Açude de Aurélio) - Vila Lamaju
  • Açude dos Gatos
  • Açude de Arão (sede)
  • Açude de Zeca Mota
  • Açude de Ramiro

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima em Farias Brito é tropical. Chove muito menos no inverno que no verão. Segundo a Köppen e Geiger o clima é classificado como Aw. Farias Brito tem uma temperatura média de 26.0 °C. A média anual de pluviosidade é de 820 mm.

Agosto é o mês mais seco com 4 mm. O mês de maior precipitação é Março, com uma média de 214 mm.

Com uma temperatura média de 27.5 °C, Novembro é o mês mais quente do ano. Ao longo do ano Junho tem uma temperatura média de 24.4 °C. Durante o ano é a temperatura média mais baixa.

Se compararmos o mês mais seco com o mês mais chuvoso verificamos que existe uma diferença de precipitação de 210 mm. As temperaturas médias variam 3.1 °C durante o ano.[6]

Dados climatológicos para Farias Brito
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 32,2 31,0 29,9 29,4 29,2 29,4 30,0 31,3 32,6 33,4 33,4 33,1 33,4
Temperatura média (°C) 26,9 26,2 25,5 25,1 24,7 24,4 24,6 25,4 26,5 27,2 27,5 27,5 25,9
Temperatura mínima média (°C) 21,7 21,4 21,1 20,9 20,3 19,5 19,2 19,5 20,4 21,1 21,6 21,9 19,2
Precipitação (mm) 122 162 214 156 47 14 5 4 5 13 20 58 820
Fonte: Climate Data

Problemas ambientais[editar | editar código-fonte]

O Rio Cariús encontra-se poluído. A falta de saneamento básico, a ausência de tratamento de esgoto, o desmatamento da mata ciliar, as queimadas, o assoreamento e o despejo de esgoto no leito do rio contribuem para a sua poluição. Desde a sua nascente, no município de Santana do Cariri, passando pelo município de Nova Olinda (Ceará), o rio sofre com a poluição.

A Barragem Enoch Rodrigues (ou Barragem de Quincuncá), no distrito de Quincuncá, também encontra-se bastante poluída.

Enchentes de grandes proporções atingiram o Rio Cariús no município de Farias Brito, alagando casas e estabelecimentos comerciais em 2004[7].

Incêndios de grandes proporções atingiram vegetação da Serra do Quincuncá e arredores da sede do município em 2012[8], em 2016[9].

Demografia[editar | editar código-fonte]

Vista aérea da cidade

Religiões[editar | editar código-fonte]

O município possui 17.143 residentes católicos e 1.398 evangélicos.

Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Farias Brito[editar | editar código-fonte]

A Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Farias Brito é vinculada a Diocese do Crato. Foi criada oficialmente no dia 16 de abril de 1938 pelo bispo Dom Francisco de Assis Pires.

A igreja matriz da cidade foi construída em 1867, tendo à frente o padre Henrique José Cavalcante, seu primeiro Capelão, mesmo antes da instalação da paróquia.

Lista de templos religiosos católicos

  • Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição - Sede
  • Igreja do Rosário de Fátima - Sede
  • Capela de São Vicente de Paulo - Sede
  • Capela de Nossa Senhora das Graças - Distrito de Nova Betânia
  • Capela de São José - Distrito de Quincuncá
  • Capela de Santo Antônio - Distrito de Cariutaba
  • Capela de São João Batista - Vila Carás
  • Capela de São José- Carás São José
  • Capela de Nossa Senhora das Graças - Vila Baraúnas
  • Capela de São Sebastião - Vila Monte Alegre
  • Capela de Nossa Senhora de Fátima - Vila Umari
  • Capela de São Francisco - Vila Monte Pio
  • Capela de Santa Teresinha - Vila Lamajú
  • Capela de Santa Clara de Assis - Vila Lambedouro
  • Capela de Nossa Senhora do Carmo - Vila Barreiro do Jorge
  • Capela de São Francisco – Vila Lagoa Seca
  • Capela de Nossa Senhora Aparecida - Sítio Fazenda
  • Capela de São Francisco de Assis - Sítio Tabuleiro
  • Capela de Santo Expedito - Vila Cajueiro
  • Nossa Senhora Aparecida - Sítio São João
Lista de párocos[editar | editar código-fonte]

Antes da criação da Paróquia:

Pe. Inácio Bonfim 1860 / 1865;

Pe. HENRIQUE JOSÉ CAVALCANTE - Construtor da Igreja Matriz - 1867 / 1869;

Pe. João Teixeira de Abreu 1870 / 1896;

Pe. JOAQUIM SÓTHER DE ALENCAR - 1897 / 1914;

Além dos Capelões já enumerados, a Capela foi atendida pelos Padres: Emílio Álvares Cabral, Emídio Lemos, Joaquim Sabino Dantas, Alzir Sampaio e José Correia.

Nome Início Fim Observações
1 Pe. Davi Augusto Moreira 16 de abril de 1938 05 de abril de 1939 Decreto de Sua Excelência Revm.ª D. Francisco de Assis Pires, 2º Bispo do Crato, no dia 16 de abril de 1938.[10]
2 Pe. Aloizio Rocha Barreto 05 de abril de 1939 03 de setembro de 1939 Foi nomeado vigário de Quixará por Provisão de D. Francisco de Assis Pires, datada de 5 de abril de 1939.[10]
3 Pe. José Ferreira Lôbo 1939 1941 [10]
4 Cônego Manoel de Araújo Feitosa 22 de junho de 1941 30 de dezembro de 1945 [10]
5 Pe. Ágio Augusto Moreira 30 de dezembro de 1945 30 de dezembro de 1948 [10]
6 Pe. Raimundo Nonato Dias do Nascimento 30 de dezembro de 1948 24 de janeiro de 1960 [10]
7 Pe. Orlando Tavares de Araújo 24 de janeiro de 1960 maio de 1967 [10]
8 Pe. Valdemar Fernandes 10 de junho de 1967 08 de abril de 1969 [10]
9 Pe. Eugênio Dantas de Medeiros 08 de abril de 1969 06 de abril de 1970 [10]
10 Pe. José Adauto Alencar 06 de abril de 1970 19 de fevereiro de 1972 [10]
11 Pe. José Wilton Leite 1972 1984 [10]
12 Pe. José Valdênio de Andrade Arraes 1984 1988 [10]
13 Pe. José Coringa 30 de janeiro de 1988 05 de outubro de 2011 [10]
14 Pe. Adalmiran Vasconcelos 29 de outubro de 2011 atualmente

Lista de filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Esta lista contém os filhos ilustres de Farias Brito. Esta lista não inclui os prefeitos e padres, visto que já estão listados acima.

  • Rosemberg Cariry: Antonio Rosemberg de Moura,Nasceu em 1956,na pequena Farias Brito,na micro região de Crato,no vale do Cariri Cearense,Cineasta e poeta,Rosemberg Cariry Estreou em 1986 com o documentário de longa-metragem O caldeirão da Santa Cruz do Deserto. A partir de 1987, contratado pela televisão Verdes Mares, produziu programas culturais e documentários sobre a história e as artes do Nordeste. Em 1993, rodou o segundo longa-metragem, a ficção A saga do guerreiro alumioso, prêmio do público no Festival de Brasília. Em 1995, filmou seu terceiro longa,Corisco e Dadá. Formado em filosofia, cearense, nascido em Farias Brito em 1956, exerceu o cargo de secretário de Cultura da cidade de Crato em 1997. A partir de 1999, realizou A TV e o sertão;Pedro Oliveira, o cego que viu o mar e o documentário de longa-metragem Juazeiro, a nova Jerusalém. Em 2002, seu novo longa-metragem Lua Cambará, nas escadarias do palácio, teve sua estréia no Festival de Brasília. Publicou quatro livros de poesia: Despretencionismo (1975),Semeadouro (1981),S de Seca SS (1983) eInãron ou na ponta da língua eu trago trezentos mil desaforos (1985). Foi um dos criadores do movimento Nação Cariri e fez direção artística de vários discos de artistas cearenses, com destaque para a coleção Memória Viva do Povo Cearense. Em 2006, foi co-roteirista do curta Dos restos e das solidões, de Petrus Cariry, selecionado para o Festival de Gramado. No mesmo ano, lançou Cine Tapuia, que mistura figuras lendárias da história do Ceará com personagens das obras de José de Alencar. Lança ainda em 2008 o longa Siri-ará, ficção que conta a história da chegada de Dom Pero Coelho e de seu exército nos sertões do Ceará e em 2009, o documentário Patativa do Assaré – Ave poesia.   Outras Atividades: Vice-diretor do Fórum Clóvis Beviláqua e Coordenador das Varas da área criminal, de 1997 a 1998 Coordenador das Varas do Júri, Auditoria Militar, Execuções Criminais e Corregedoria de Presídios e Habeas Corpus, de 1999 a 2001  Integrante do Comitê de Qualidade Total do Tribunal de Justiça do Ceará  Membro da Comissão de Implantação do Programa “Excelência no Judiciário” Membro da Comissão de Revisão de Manuais de Rotinas Forenses Membro da Comissão de Reforma do Sistema Automatizado de Expedição de Certidões Criminais Membro da Comissão de Elaboração e Implementação do Projeto de Amparo às Famílias de Vítimas de Delitos com Resultado Morte Coordenador da Coordenadoria de Cumprimento de Mandados Judiciais da Comarca de Fortaleza (COMAN) Diretor da Associação Cearense de Magistrados (ACM) por quatro anos Membro Suplente da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (CEJAI) Membro do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, na categoria de Juiz de Direito Primeiro Presidente da Comissão Nacional de Penas e Medidas Alternativas do Ministério da Justiça 2º Tenente R-2 do Exército  Participou de inúmeros eventos na condição de palestrante, expositor e debatedor, dos quais sete internacionais Condecorações, Títulos e Medalhas Agraciado com o “Colar do Mérito Judiciário”, conferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí Prêmio Alexandre Martins de Castro Filho, conferido pelo Ministério da Justiça Medalha Desembargador Moreira, conferida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Ceará Troféu Sapiranga, outorgado pela Fundação Maria Nilva Alves Presidente de Honra do VII Fórum Nacional de Direito Penitenciário Troféu “Forças Vivas” concedido pela Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Ceará Agraciado com o título de cidadão cratense.
  • Elmano Pinheiro Rodrigues: A vida de Elmano Rodrigues Pinheiro, de 68 anos, natural e Farias Brito-CE,  é amontoar obras literárias, científicas e artísticas para, depois, distribuí-las pelos rincões do país. Ele quer ver a sua gente do Ceará e adjacências (Pernambuco e Paraíba) lendo, respirando a cultura. De Brasília, com ajuda de um e de outro, dá um jeito de realizar a missão para "partir dessa vida levando uma boa história". Na última segunda-feira, um caminhão saiu do Planalto Central com 15 mil obras rumo ao Nordeste. E outra remessa, com a mesma quantidade, está pronta para ser mandada para lá, em data a ser definida. Em quase duas décadas, ele levou a escolas e bibliotecas públicas do sertão cearense mais de 65 mil títulos. Pela primeira vez, Elmano Rodrigues contou com ajuda do governo. O Ministério da Integração Social, por meio da Secretaria de Programas Regionais, cedeu o transporte para levar em viagem os 15 mil livros ao Instituto Cultural do Cariri, em Crato. De lá, as obras serão distribuídas pelas bibliotecas públicas do interior. "Mandei livros da área de enfermagem, proteção ambiental, sociologia, direitos humanos, relações internacionais, política. Os pedidos são maiores para obras acadêmicas. Percebo que a evolução da informática fez com que as pessoas deixassem os livros de lado", observa Elmano. Foi em casa, na pequena Farias Brito (CE), a 44 quilômetros da cidade de Crato, na região do Cariri cearense, que Elmano se apaixonou pelos livros. A pequena biblioteca da família o impulsionou para a leitura. Em 1958, ele e os seis irmãos resistiram ao assassinato do pai, Enoch Rodrigues, que havia sido prefeito da cidade. A mãe, em homenagem, criou, em ginásio, o ambiente para dar aulas aos filhos de famílias carentes. "Isso me marcou muito", lembra. Quando decidiu mandar os livros para o Nordeste, a maior dificuldade de Elmano era o transporte. "Parente e amigo que vinha se hospedar aqui em casa, levava pelo menos 100 títulos para lá." De pouco em pouco, batendo de casa em casa, nas editoras, a fama do cearense se espalhou. "Hoje, as pessoas me ligam. Tenho encomendas para a Paraíba. Ajudei a montar uma biblioteca num hospital em Crato", conta. Produtor gráfico da Editora da Universidade de Brasília (UnB), Elmano chegou em 1979 a Brasília. "Aqui, fiquei cada vez mais próximo da produção editorial. Vi muitas obras jogadas fora. Comecei a juntar de literatura a livros técnicos. E pensei que isso poderia ajudar no crescimento das pessoas da minha terra", explica. Os livros vêm do lixo, descartados pelos donos, ou de empresas doadoras.
  • Francisco Darival Bezerra Primo: desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, filho natural de Farias Brito, cursou bacharel em Direito pela UFC, e logo após Começou na judicatura em janeiro de 1981. Atuou nas Comarcas de Caririaçu, Mauriti e Juazeiro do Norte, além da 1ª Vara do Juri e da 5ª Vara da Infância e Juventude de Fortaleza. Exerceu ainda as funções de vice-diretor do Fórum Clóvis Beviláqua e de juiz auxiliar da Presidência do TJCE e da Corregedoria-Geral de Justiça, Presidiu a 3ª Câmara Criminal, entre outras. Ingressou no Tribunal, pelo critério de antiguidade, em 18 de fevereiro de 2011, e o no dia 31 de janeiro de 2017 tomou posse como Corregedor Geral do Estado do Ceará.
  • Pe David Augusto Moreira: Primeiro vigário: Nascido em 19 de janeiro de 1910, filho do Dr. Augusto Moreira (farmacêutico) e Raimunda Moreira (D. Mundinha). Cursou o 1º e o 2º grau no Seminário São José do Crato e o Curso Superior de Filosofia e Teologia no Seminário Maior de Fortaleza.  Ingressou no seminário em 1º de março de 1925. Foi ordenado sacerdote em solenidade na Sé Catedral do Crato, em 24 de fevereiro de 1934. Exerceu a partir daí as seguintes funções, entre outras: Professor e Prefeito de disciplina no Seminário do Crato e Professor do Ginásio Diocesano, de 1935 a 1937; Diretor e Prof. Do Instituto São Luís em Parnaíba – PI, de 1941 a 1945; Professor do Liceu do Crato, de 1939 a 1941. Sua primeira missa foi celebrada em Quixará, no dia 25 de fevereiro de 1934 onde foi vigário, de 1938 a 1939. Em 1946 recebeu Provisão de Vigário Cooperador de Quixará, onde o seu  irmão Pe. Ágio Augusto Moreira era Vigário. Nesse período desenhou e fez os cálculos e a planta da Nova Matriz e lançou com o irmão a pedra fundamental de tão majestosa obra. O lugar onde seria construída foi denominado por eles de “Moriá”, que na Bíblia significa “lugar de sacrifício”. Foi o autor do Hino de Nossa Senhora da Conceição, músico, intérprete, cientista, químico e matemático. É tido como uma das personalidades memoráveis desta terra. Faleceu em Fortaleza, em 12 de setembro de 1972.
  • Pe Ágio Moreira: Natural de Quixará - hoje Farias Brito, Iniciou a formação religiosa, aos doze anos, em Campinas,  junto com o seu irmão David Moreira. Depois no no Seminário Diocesano da cidade de Crato. Daí, no Seminário da Prainha, em Fortaleza, onde aprimorou os os estudos em musica clássica e Canto Gregoriano. Voltou ao Cariri depois de ordenado Padre. Trabalhou em varias cidades da região. Sempre sendo bem recebido pela população dos lugares por ande atuou. Trabalhando no distrito de Goianinha (hoje Jamacarú), em Missão Velha (CE), foi surpreendido por um grupo de trabalhadores rurais, entoando os chamados “Cânticos de Trabalho” enquanto colhiam arroz e café. O coro se dividia em voz masculina e feminina, dentro de uma harmonia e afinação quase perfeita, segundo o Padre Ágio. Alí surgiu a idéia de fundar uma escola de música para trabalhadores rurais. Certo de que a música poderia se transformar num instrumento de crescimento e despertar individual e coletivo  para crescimento e o desenvolvimento humano. Padre Ágio levou os trabalhadores para cantar na igreja durante as missas. Iniciando uma triangulação divina entre música, religião e trabalho. concretizou o seu projeto. concretizou  seu projeto em Crato. Começou no Lameiro, ensinando solfejo, canto gregoriano e o manuseio de intrumentos musicais (acordeon, Violoncelo piano e violão). Seus primeiros alunos foram, José Nilton Figueiredo, José Moreira e outros dois que atendiam pelos apelidos de Pituxa e Frajola. Continuou o projeto no distrito de Belmonte por volta de 1965 com a Escola de Música Heitor Villa Lobos. Primeiro os cânticos na igreja, pois lá no Belmonte já não via mais os cânticos de colheita. A partir daí direcionava-os para as aulas teóricas de música. Como não podiam deixar o trabalho, os alunos manuseavam instrumentos de trabalho durante o dia(pás, enxadas, facões, arados, etc.), e à noite trocavam seus instrumentos de trabalho por instrumentos musicais e se embrenhavam em partituras, solfejos e cantos. A música aos poucos foi se tornando parte das suas vidas. O aprendizado da musica ensinou a todos eles o caminho para a autodescoberta. Cientes das suas competências, hoje são homens empoderados do seu saber e das suas possibilidades de conquistas. A comunidade aos poucos, foi agregando a escola às suas vidas, as crianças eram incentivadas pelos pais a irem estudar música, e o projeto tomou corpo. Começaram a se apresentar na cidade. Assim, vieram as doações de instrumentos, de dinheiro, pessoas da cidade ajudavam na administração da escola, o número de alunos cresceu e a comunidade agora era parte da escola assim como a escola era parte da vida da comunidade. Já se vão mais de meio século de sonho realizado. A Escola transformou-se em Sociedade Lírica do Belmonte. Possui hoje  um auditório, escolinha de alfabetização para crianças, uma orquestra, coral (adulto e infantil,) palco, sala de ensaios, capela, banda de musicas, camerata, etc. Atende um contingente de cerca de 150 alunos. Possui uma orquestra formada por 65 músicos distribuídos em instrumentos de corda (violões, violinos, violoncelos e baixos), instrumentos de sopro (de madeira e de metal), teclados, além de instrumentos de percussão. Muitos dos alunos, hoje são professores de música na escola. Outros se espalharam pelo Brasil abrilhantando orquestras sinfônicas com os seus talentos como por exemplo Salvador, João Pessoa, Maceió, Fortaleza, Rio de Janeiro e, sempre que podem, retornam ao distrito de Belmonte trazendo cursos intensivos aos alunos da Escola. Outros optaram por permanecer na escola, cativos que são do gosto pela música, exemplados que são pela grandeza, humildade e perseverança do Padre Ágio. Lásão dirigentes e professores. Muitos deles hoje com formação acadêmica, são doutores encaminhados pelo crescimento pessoal promovido pela música. Enfim, Um exemplo para o mundo
  • Antonio Ildegardo Gomes de Alencar: Popularmente conhecido como Ildegardo Alencar, nasceu em Farias Brito – CE em 12 de agosto de 1958, filho do comerciante José Gomes Bezerra e Vilani Gomes Alencar; onde viveu a sua infância e adolescência, cursando o primário no Grupo Escolar Getúlio Vargas (1966-1970) e o ginasial no Ginásio Enoch Rodrigues (1971-175). Ao concluir esta etapa da vida estudantil, mudou-se para Juazeiro do Norte e logo em seguida para Carpina- PE onde cursou o científico e posteriormente Filosofia no Seminário Salesiano Padre Rinaldi (1976-1980), voltou a sua terra natal onde foi professor de História do Pedagógico (Curso de Formação de Professores) no Ginásio Enoch Rodrigues. Pouco tempo depois votou a Pernambuco indo residir em Recife onde trabalhou como Professor de História do Colégio Salesiano e cursou Odontologia na Faculdade de Odontologia da FESP (Fundação do Ensino Superior de Pernambuco). Após a conclusão do curso de Odontologia foi para o Rio de Janeiro onde cursou Especialização em Odontopediatria na ABO – RJ (Associação Brasileira de Odontologia). Em 1986 foi para o Amapá onde exerceu a atividade de Cirurgião dentista no Hospital Geral de Macapá até 2003. No Amapá cursou Direito no CEAP (Centro de ensino superior do Amapá), instituição onde foi professor de História do Pensamento Jurídico, Filosofia Jurídica,Teoria geral do Processo e Instituições de Direito, nos cursos de Direito e Economia. Logo que chegou ao então Território Federal do Amapá, se vinculou à luta do povo pela transformação do Território em Estado Brasileiro, o que veio ocorrer com a Constituição de 1988. No Amapá exerceu vários cargos públicos, tendo sido Vice-Governador do Estado (1995-1998) oportunidade onde foi também Secretário de Saúde e Secretário da Segurança, exercendo o mandato de Governador no último trimestre de 1998. Posteriormente foi Defensor Público Geral do Estado (199-200) e Procurador do Amapá em Brasília (2003-2004), oportunidade onde cursou Pós- Graduação em Filosofia na Universidade Católica de Brasília. Em 2005 retornou ao Amapá a Convite do então Governador para exercer o Cargo de Secretário Especial de Governadoria até maio de 2006, quando pediu para sair do cargo para retirar-se da atividade política. Atualmente reside em Brasília, trabalha como Cirurgião Dentista no Serviço Médico do Ministério da Agricultura; dedica-se também a atividade literário sendo membro da Associação Amapaense de Escritores e colaborador do jornal Folha do Amapá. È autor dos livros de poesias Poemas de Amor e de Ternura e Poemas Escritos no Orvalho, é autor do poema e peça teatral Lamentos do Rio Cariús.
  • Haroldo Correia de Oliveira Máximo: Nascido no 5 de novembro de 1949, em Farias Brito, Ceará, filho de José Correia de Oliveira e Maria Máximo Correia, junto com Ivone Maria Aragão Correia é pai de Haroldo Correia de Oliveira Máximo Filho, Lino André Aragão Correia Máximo e Lorena Aragão Correia e Sá. Possui Formação Acadêmica em: Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em 1973; Bacharel em Administração pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), em 1979 Especialista em Direito Processual Penal pela Universidade de Fortaleza (Unifor) Course of Comparative Law for Judges - The School of Law of the University of Miami Curso Derecho Comparado español y brasileño para juristas, magistrados y abogados – Facultad de Derecho de la Universidad Complutense de Madrid; Funções atuais: Membro da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) Membro efetivo do Instituto dos Magistrados do Ceará, titular da cadeira nº 37 Professor titular da Universidade Regional do Cariri - URCA (à disposição da Universidade Estadual do Ceará – Uece). Principais Atividades Exercidas: Magistratura Juiz Titular das Comarcas de Jardim, Brejo Santo, Juazeiro do Norte (1ª Vara) e Fortaleza (23ª Vara Cível; 8ª Vara Criminal; 4ª Vara do Júri e 2ª Vara de Execuções Criminais, Corregedoria de Presídios e Habeas Corpus) Juiz Titular da Vara de Execução de Penas Alternativas e Habeas Corpus da Comarca de Fortaleza Membro da 4ª Turma Recursal, em 2001  Coordenador Geral da Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará (Esmec) – 2008/2009.
  • José Helder Máximo de Carvalho: Nasceu aos 26 de outubro de 1966, no sítio Paradé-Carius. Ainda criança mudou-me para Cariutaba - Farias Brito - Ceará, onde ali foi registrado. Aos sete anos de idade, desconfortavelmente assistido pelo destino, perdeu seu pai, ficando, pois, na incumbência de ajudar a sua mãe e aos seus irmãos mais novos. Sua mãe (Dona Fransquinha) mudou-se com toda a família para Várzea Alegre, no ano de 1974, com o objetivo de colocar os filhos para estudar. Na época, ela mantinha a família com o aposento de viúva que correspondia apenas a meio salário mínimo. De menino batalhador a homem consagrado pelas lutas - integração de trabalho, estudos e serviços sociais Aos 10 anos de idade, Helder começou a trabalhar como engraxate. E em outros expedientes, vendia merenda e dindim nas escolas, na hora do intervalo. Por necessidade maior, chegou também a vender frutas de porta em porta. Foi quando, posteriormente, aprendeu a pintar com o mestre Idelfonso, a fim de manter o seu sustento e ainda com o pequeno salário, ajudar a família na despesa da casa. Considerando que o mercado de trabalho exige do cidadão um certo grau de escolaridade, para maior identificação com as necessidades financeiras, apesar da sua pouca idade, Helder conseguiu conciliar trabalho e estudo. Estudou na Escola Presidente Castelo Branco até a 6ª série primaria, terminado o 1º grau no Colégio São Raimundo Nonato. Cursou o segundo grau na Escola Agrotécnica Federal do Crato (Colégio Agrícola), em regime de internato, durante os três anos. Graças a seu desempenho de bom aluno e esforço como estudante, acabou assumindo, lá no Colégio, o cargo de conselheiro da Cooperativa Agrícola e de Presidente dos Tecnolandos das turmas de 3º ano. Logo que concluiu o curso assumiu, por um ano, o cargo de Presidente da ATACE (Associação dos Técnicos Agrícolas do Ceará). Terminando o 2º grau foi morar em Fortaleza, para trabalhar e dar continuidade aos seus estudos. Nesse período trabalhou como pintor de letreiro junto a Pincel, que na época, era propriedade do seu amigo Carlos Renir. Mesmo morando em Fortaleza após um ano, resolveu prestar exame vestibular na Universidade Regional do Cariri - URCA, Crato - CE. Foi aprovado e teve que voltar a morar em Várzea Alegre para, então, cursar a faculdade de LETRAS - Licenciatura Plena. Morando em Várzea Alegre e estudando no Crato, ainda assim, sonhava em montar uma horta comercial, valendo-se da esperança e privilégio de ter concluído o curso de técnico agrícola, o que lhe daria suporte para o plano. Pena que as suas condições financeiras não lhe foram favoráveis ao sonho, o que acabou não dando certo. Mesmo assim, insistiu em investir nos seus planos de trabalho. E foi quando... Aos 23 anos começou a trabalhar através da Poly Artes Produções Artísticas, com serigrafia, realização de eventos e festas dançantes em toda região, inclusive em alguns estados vizinhos. Nesse período, a empresa faturava razoavelmente bem, o que chegou a lhe dar uma considerável estabilidade financeira. Em 1995 com a expansão das bandas de forró no Ceará, através do Emanuel Gurgel, a atividade acabou entrando em crise. Porém, mais uma vez ele persistiu na luta.  Pelo motivo da maioria das bandas, com as quais Helder trabalhou, serem de Caicó-RN, ele começou a se espelhar nas fabrica de bonés que lá existiam gerando emprego e renda. E foi quando resolveu mudar de ramo e começou, então, com a pequena fábrica, que na época, só produzia bonés (POLY BONÉS). Depois introduziu a fabricação de camisetas e fardamentos (POLY). Hoje a POLY vende para todo o pais, sendo também introduzida na Fabrica a produção de roupas de moda jovem com marca OPION. Sendo este ainda um projeto para decolar. E também de sua iniciativa a Academia Corpus.  No âmbito social, fez parte do LEO, quando ainda adolescente. Como atividade “LEO” proferia palestras nas escolas sobre drogas e doenças sexualmente transmissíveis. Foi presidente do CREVA, em 1990, aos 22 anos de idade, sendo que até hoje, continua colaborando, junto ao referido Clube.  No período de 1992 a 1996, inicialmente com 24 anos, Helder participou da gestão municipal de Dr. Pedro, como promotor de eventos, já que era, na época, o ramo em que ele tinha uma pequena experiência. Ali, foi descentralizada a Semana do Município e foram resgatados os valores da nossa cultura, uma vez que estavam ocultados pelo desprezo, principalmente nos Distritos. Isto foi feito, graças as bênção de Deus e aos trabalhos que lhe foram inerentes, enquanto cidadão.   Em 2004, depois de reconhecida a sua capacidade e os seus valores morais de cidadão, na sua sã consciência e integridade atuante aos caracteres de cunho social, foi apontado pelas lideranças do município de Várzea Alegre, diante do Grupo liderado pelo Dr. Pedro Sátiro, como candidato a prefeito. Uma vez apoiado pelo povo e estimado pela maioria da população varzealegrense, enfrentou a campanha e culminou suas virtudes maiores, vencendo, pois, a eleição e sendo consagrado PREFEITO de Várzea Alegre para a gestão 2005 / 2008, ao lado do vice-prefeito Tibúrcio Bezerra. Esta foi mais uma das suas ascensões, senão a maior, diante dos seus trabalhos que fazem jus ao carinho que tem pelo seu povo e pela sua terra. Novamente nas eleições de 2016 é vitorioso volta ao cargo de prefeito em Várzea Alegre.
  • Antonio Gomes Vidal: Nascido em 15/06/1969 no municipio de Farias Brito. Migrou para São Paulo no final dos anos 70 onde viveu até 1992. Estudou Jornalismo em São Paulo e formou-se em Sociologia na Universidade de Fortaleza. Especialista em Comunicacao social, publicidade e propaganda e mestre em Gestão Empresarial pela universidade UTAD, em Portugal. Filho de David Gomes Vidal e Lindalva Gomes da Silva, Antonio Vidal ingressou na Comunicação aos 14 anos quando cursou a escola técnica do SENAI em São Paulo. No Ceará, Antonio Vidal é professor universitário na área da comunicação e marketing e foi diretor da televisão verdes mares e do Diário do Nordeste. Atualmente é superintendente na empresa Indaiá/Minalba do Grupo Edson. Queiroz. Tem 43 anos, casado com Ana Paula Vidal e pai de Luana Lins Vidal.

Governo e política[editar | editar código-fonte]

O Poder Executivo do município de Farias Brito é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.

O Poder Legislativo é representado pela Câmara Municipal, composta por 11 vereadores eleitos para cargos de quatro anos.

Lista de prefeitos da cidade de Farias Brito[editar | editar código-fonte]

Esta lista de prefeitos de Farias Brito compreende todas as pessoas que tomaram posse definitiva da chefia do executivo municipal em Farias Brito e exerceram o cargo como prefeitos titulares, além de prefeitos eleitos cuja posse foi em algum momento prevista pela legislação vigente. Prefeitos em exercício que substituíram temporariamente o titular não são considerados para a numeração mas estão citados em notas, quando aplicável.

Entre 1890 e 1914 os prefeitos de Quixará eram chamados de intendentes. Os intendentes eram geralmente coronéis que detinham grande poder econômico local. Entre 08 de outubro de 1920 e 09 de maio de 1937 não houve prefeitos, visto que o município foi extinto por força da Lei Estadual nº. 1.794. Entre 1937 e 1940 houve o mandato do primeiro prefeito eleito do Quixará. Entre 1940 e 1948 os prefeitos foram nomeados pelo interventor federal do estado do Ceará Francisco de Meneses Pimentel, durante a Era Vargas.

Desde 1948 até os dias atuais os prefeitos são eleitos democraticamente, de acordo com a legislação de cada período.

O primeiro prefeito do recém criado município de Quixará foi José Alexandre Nunes no ano de 1890. O primeiro prefeito eleito de Quixará foi Manoel Pinheiro de Almeida no ano de 1937, logo após a recriação do município. Na época haviam 203 eleitores aptos a votar (de acordo com a legislação vigente).

O atual prefeito de Farias Brito é José Vandevelder Freitas Francelino eleito em 2012 por sufrágio universal. O seu sucessor é José Maria Gomes Pereira, eleito em 2016 e com posse prevista para o ano seguinte.

Nome Imagem Início do mandato Fim do mandato Partido Observações
Primeira República Brasileira (1889–1930)
1 José Alexandre Nunes 1890 1894 intendente
2 Manoel Duarte Pinheiro 1894 1898 intendente
3 Joaquim Fernandes de Oliveira 1898 1902 intendente
4 Sabino Ferreira Mota 1902 1904 intendente
5 José Alexandre Costa 1904 1906 intendente
6 Marcolino Alves de Olveira 1906 1908 intendente
7 Antonio Rodrigues da Silva 1908 1912 intendente
8 Vitor Ribeiro da Silva 1912 1914 intendente
9 José Alves Pimentel 1914 1918 prefeito
10 José Liberalino Duarte 1918 09 de outubro de 1920 prefeito
Por determinação da Lei Estadual n.º 1794, de 09 de outubro de 1920, o município de Quixará foi extinto, voltando ao estado de município apenas em 20 de dezembro de 1936.
Era Vargas (Segunda e Terceira República; 1930–1945)
11 Manoel Pinheiro de Almeida 09 de maio de 1937 01 de janeiro de 1940 prefeito eleito em 04 de abril de 1937[10]
12 Elpídio Ricardo de Carvalho 01 de janeiro de 1940 07 de outubro de 1941 prefeito nomeado pelo interventor federal do estado do Ceará
13 Enoch Rodrigues 07 de outubro de 1941 25 de novembro de 1945 prefeito nomeado pelo interventor federal do estado do Ceará
14 Hermes Parayba 25 de novembro de 1945 03 de dezembro de 1945 juiz de direito da comarca do Crato (o município de Quixará era termo judiciário) , assumiu como prefeito após a saída do titular. Designou o Reverendíssimo Cônego Manoel de Araújo Feitosa, então vigário paroquial, para o exercício do cargo.
15 Enoch Rodrigues 05 de dezembro de 1945 20 de dezembro de 1945 Foi reempossado prefeito de acordo com a nomeação do telegrama 792/73 de 26 de novembro de 1945
Quarta República Brasileira (1945–1964)
16 José Rodrigues da Silva 20 de dezembro de 1945 06 de janeiro de 1948 prefeito nomeado pelo interventor federal do estado do Ceará
17 Enoch Rodrigues 06 de janeiro de 1948 23 de dezembro de 1950 Partido Social Democrático (1945–2003) PSD prefeito eleito em 07 de dezembro de 1947[11]
18 José Ferreira Sobrinho 23 de dezembro de 1950 31 de outubro de 1951 presidente da Câmara Municipal, assumiu como prefeito após impedimento do titular
19 João Antero da Silva 31 de janeiro de 1951 25 de março de 1955 Partido Social Democrático (1945–2003) PSD prefeito eleito em 03 de outubro de 1950 (Quixará)[12]
20 Manoel Pinheiro de Almeida 25 de março de 1955 04 de novembro de 1958 União Democrática Nacional UDN prefeito eleito em 03 de outubro de 1954 (Farias Brito)[13]
21 Aurélio Liberalino de Menezes 04 de novembro de 1958 25 de março de 1959 presidente da Câmara Municipal, assumiu como prefeito após o licenciamento do titular
22 Diocles Almeida Brandão 25 de março de 1959 13 de janeiro de 1962 Partido Social Democrático (1945–2003) PSD prefeito eleito em 03 de outubro de 1958[14]
23 Higino Pereira da Silva 13 de janeiro de 1962 28 de março de 1962 Partido Social Democrático (1945–2003) PSD presidente da Câmara Municipal, assumiu como prefeito após a renúncia do titular
24 José Ferreira Sobrinho 28 de março de 1962 25 de março de 1963 Partido Social Democrático (1945–2003) PSD presidente da Câmara Municipal, assumiu como prefeito após a renúncia do então presidente da Câmara Municipal
25 Isaac de Alcântara Costa 25 de março de 1963 25 de março de 1967 Partido Social Democrático (1945–2003) PSD prefeito eleito em 07 de outubro de 1962[15]
Quinta República Brasileira (1964–1985)
26 Aurélio Liberalino de Menezes 25 de março de 1967 25 de março de 1971 Aliança Renovadora Nacional ARENA prefeito eleito em 15 de novembro de 1966[16]
27 Gabriel Bezerra de Morais 25 de março de 1971 31 de janeiro de 1973 Aliança Renovadora Nacional ARENA prefeito eleito em 15 de novembro de 1970[17]
28 Aurélio Liberalino de Menezes 31 de janeiro de 1973 31 de janeiro de 1977 Aliança Renovadora Nacional ARENA prefeito eleito em 15 de novembro de 1972[18]
29 João Matias 31 de janeiro de 1977 15 de março de 1983 Aliança Renovadora Nacional ARENA prefeito eleito em 15 de novembro de 1976[19]
30 Arão Pereira e Silva 15 de março de 1983 15 de março de 1989 Partido Democrático Social PDS prefeito eleito em 15 de novembro de 1982[20]
Sexta República Brasileira (1985–presente)
31 João Matias 15 de março de 1989 09 de agosto de 1990 Partido da Frente Liberal PFL prefeito eleito em 15 de novembro de 1988[21]
32 Ramiro Pereira da Silva 09 de agosto de 1990 01 de janeiro de 1993 vice-prefeito, assumiu como prefeito após o falecimento de João Matias
33 Antônio Marcos Moreira da Silva Filho 01 de janeiro de 1993 01 de janeiro de 1997 Partido Democrata Cristão (1985–1993) PDC prefeito eleito em 03 de outubro de 1992[22]
34 José Vandevelder Freitas Francelino 01 de janeiro de 1997 01 de janeiro de 2005 Partido Social Democrático (1945–2003) PSD

Partido da Social Democracia Brasileira PSDB

prefeito eleito em 03 de outubro de 1996[23] e reeleito em 01 de outubro de 2000[24]
35 José Maria Gomes Pereira 01 de janeiro de 2005 01 de janeiro de 2009 Partido da Social Democracia Brasileira PSDB prefeito eleito em 03 de outubro de 2004[25]
36 José Vandevelder Freitas Francelino 01 de janeiro de 2009 01 de janeiro de 2017 Partido Social Liberal PSL

Partido Comunista do Brasil PCdoB

prefeito eleito em 05 de outubro de 2008[26] e reeleito em 07 de outubro de 2012 [27]
37 José Maria Gomes Pereira 01 de janeiro de 2017 Atual Partido Comunista do Brasil PCdoB prefeito eleito em 02 de outubro de 2016[28]

Economia[editar | editar código-fonte]

  • As principais fontes de renda dos munícipes são a produção agrícola, o funcionalismo público e o comércio local.
Forno do Contínuo

Turismo[editar | editar código-fonte]

Forno do Contínuo

Erguido no ano de 1962 pelo Prefeito Aurélio Liberalino de Menezes em sua propriedade de nome Maxio, com capacidade para queimar duas carradas de cal por dia.  Denominado de Contínuo, simboliza um marco da modernidade em Farias Brito e . O município possui grande fonte de calcário, no qual foi intitulado de "Terra da Cal", que outrora, contribuía com grande parcela na economia local. 

Pedra Redonda

Localizado entre duas comunidades rurais de Farias Brito, as do sitio Cedro e a do sitio Carás, encontra-se a Pedra Redonda, edificada pelo senhor José Conrado, conhecido como Zeca Conrado, devoto do padrinho Cícero Romão Batista que em graça alcançada ergue uma capela sobre uma rocha, no alto de um vale cercado da Caatinga.  A natureza mistificada pela devoção a imagem do Padre Cicero simboliza um espaço de fé que recebe visitantes para contemplar a beleza natural e religiosas do espaço, que deixa a todos deslumbrado de como a pedra está sobre a outra.


Rio da Pintada

O rio da Pintada está localizado na comunidade do sitio Umburana - serra do Quincuncá, e contempla á todos da região pela beleza natural, que atrai visitante em períodos chuvosos para lazer. Em período invernoso sobre as pedras forma-se pequenas cachoeiras e poços que encantam pelas águas cristalinas e limpas.

Cemitério Pe. Cicero - Distrito de Quincuncá

Construído no final do Século XIX no local escolhido pelo Pe. Cícero Romão Batista que veio a localidade a convite de moradores onde o mesmo procedeu a marcação e benção da capela, sobe oraculo de São José, e do cemitério .

O local escolhido pelo “Padim”, sempre despertou curiosidade no vilarejo, pois sua localização fica em meio a grandes rochas, e que essas poderiam interferir para construção das covas e túmulos. Os mais velhos contam que certo homem chegou a questionar o Padre sobre o espaço estabelecido, mas o mesmo respondeu que “ Onde cavassem daria cova”. Confiantes nas palavras “proféticas e sabias” do “Pe Ciço” o fato é que nunca cavaram o cemitério para não obterem uma cova.   

Casa de Farinha

Espaço que resistiu a modernidade se mantendo ativa nos dias atuais. Localizada na Comunidade do Barreiro do Jorge, pertence ao Senhor José Ferreira Pinho, com aproximadamente 70 anos de fundação ainda continua funcionado, mesmo com algumas modificações continua com a mesma estrutura da época. As demais casas de farinha foram definhando aos poucos. Em certas épocas do ano acontecem as farinhadas que atraem visitantes para deliciar  comidas feitas a partir da  farinha  e  a goma da mandioca, em forma de Beijú, tapioca, pirão, mingau, pães de ló entre outros.

Açude de Aurélio

Construído na década de 50 pelo Cel Manoel Pinheiro de Almeida, localizado à 4 Km do centro de Farias Brito, na  comunidade do sitio Lamaju está “O Açude de Aurélio”, o maior açude do município, que tornou-se um dos atrativos de lazer do município.   Com grande extensão permite a pratica de pescaria, lazer e abastecimento de água a comunidade do Lamuju e circunvizinhas. No período invernoso sobre as pedras do sangrador formarse pequenas cachoeiras e poços que atraem visitantes.

Cruzeiro do Cariutaba

Um dos passeios mais desafiantes e que atrai bastante visitantes ao Cruzeiro em Cariutaba, fundado em 1943 pelo morador da comunidade, Pedro Correira, em homenagem a São Bom Jesus. Possui 585 metros de elevação, e para subir até lá o acesso mais fácil é por trilhas, com caminhadas e trechos de mata fechada até o cume.  A trilha dura cerca de 1h e é recomendada apenas para pessoas com boa resistência física, é um passeio imperdível para quem gosta de montanhismo e natureza.

Pontal do Padre Cícero[editar | editar código-fonte]

Estátua do Padre Cicero no Pontal do Padre Cícero

O Pontal do Padre Cícero, como passou a ser conhecido o local, é um mirante na Serra do Quincuncá, distante apenas 4 km do centro urbano da cidade. O lugar é lindo. A vista do Vale do Cariri é encantadora.

No final da década de 1970, o alto da ladeira recebeu uma estátua encomendada pelo ex-prefeito João Antero da Silva, transformando-se em local de festivas romarias, ocorridas sempre no dia 20 de cada mês, dia da morte do Padre Cícero. Nessas manifestações de fé, muitos romeiros chegavam entoando benditos, enquanto outros acendiam velas ou queimavam fogos que eram ouvidos de localidades bem distantes.

Já na década de 1980, ocorreram também missas celebradas pelo então vigário de Farias Brito, padre José Wilton Leite. O espaço utilizado pelos devotos ficava repleto de gente, caminhonetes e caminhões.

A partir da chegada do padre Adalmiran Vasconcelos à paróquia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição a participação dos católicos nas celebrações litúrgicas cresceu significativamente. Não tardou para que o sacerdote percebesse a importância das peregrinações quase que diária à serra. Desde 2013, missas passaram a ser celebradas regularmente no dia 20 de cada mês, em homenagem ao Padre Cícero que morreu no dia 20 de julho de 1934.[29]

Lenda

A escolha do local para erguer a estátua tem uma suposta origem mística, relacionada com a lenda da Pedra da Batateira, uma maldição que teria sido deixada pelos índios cariris. Segundo ela, um dia a Pedra da Batateira será deslocada e o Cariri será inundado pelas águas que jorram da fonte.

No início do século XX, o Padre Cícero foi à Serra do Quincuncá, atendendo a um convite de moradores do povoado de Araticum, hoje Quincuncá. O motivo dessa visita sacerdotal era escolher e benzer o terreno do futuro cemitério local.

Voltando ao Araticum, Padre Cícero teria parado no alto da ladeira para descansar um pouco e, refletindo sobre a geografia da região, concluiu algo importante. Uma vez afundada a Pedra da Batateira e inundadas todas as áreas baixas, a Colina do Horto, mais tarde transformada em santuário religioso de Juazeiro do Norte, seria um bom porto. Já a Serra do Quincuncá, no município de Farias Brito, seria outro.[30]

O Farol

O farol é um projeto ainda em fase de iniciação, liderado pelo Pe. Adalmiran Vasconcelos, que visa construir um farol para guiar as embarcações quando a Serra do Quincuncá se transformar em um grande porto, após a profecia relatada popularmente que o Padre Cícero disse quando passava no local: "quando o sertão virar mar e o mar virar sertão, aqui seria um porto seguro".

"Há sempre um sentido figurado nas palavras, como nas parábolas de Jesus, que nos trazem uma mensagem muito maior por detrás das palavras escutadas e "entendidas" apenas ao pé da letra. Porto Seguro simboliza um lugar de paz, de harmonia e de segurança espeiritual (o que nossa sociedade hoje anseia e muito). Farol tem como objetivo iluminar as trevas". Explica o Pe. Adalmiran Vasconcelos.

No local também está previsto a instalação de um pequeno museu da Marinha do Brasil, onde haverá exibição de vídeos para incentivar os jovens a seguirem a carreira militar.

Foi criada uma música e um clipe para divulgar o projeto, gravados pelo cantor Maurício Jorge.[31]

Cruz do Cego[editar | editar código-fonte]

A Cruz do Cego, foi construída no local da morte de Sebastião Avelino de Sousa (Cego) e seu neto e guia conhecido como Netinho, após o latrocínio ocorrido no mês de janeiro de 1964 na ladeira da Serra do Quincuncá.

Barragem de Cariutaba[editar | editar código-fonte]

A Barragem de Cariutaba é um local de lazer e banho localizado no distrito de Cariutaba. Em meses chuvosos a barragem enche e o local é visitado por muitas pessoas.

Calendário anual de eventos[editar | editar código-fonte]

No mês de fevereiro, ocorre o carnaval. O principal bloco carnavalesco é o Bloco da Virgens, mas também existem outros blocos, como o Bloco dos Fuleiros e o Amor Amil.

No mês de maio, ocorre o Festival de Violeiros, que atrai vários cantores, trovadores e repentistas da região.

No mês de junho, ocorre o Festival de Quadrilhas, em que cada escola do município mostra suas quadrilhas.

Em agosto, ocorre a Vaquejada do Sítio Patarábia.

Em setembro, ocorre a Vaquejada do Parque Silva Antero, que é a maior festa deste município. A festa conta com vários cantores e bandas, além de mostras agropecuárias.

No dia 08 de dezembro ocorre a festa da padroeira do município, Nossa Senhora da Conceição.

No dia 20 de dezembro ocorre a festa de Emancipação Política.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Praça Enoch Rodrigues
Praça da Coluna

Educação[editar | editar código-fonte]

Lista de escolas do município[editar | editar código-fonte]

Escola Ensino Tipo Localização
1 Getúlio Vargas Fundamental

Médio

Estadual Sede
2 Gabriel Bezerra de Morais Médio Estadual Sede
3 Maria Carmosina Pinheiro Rodrigues Fundamental Municipal Sede
3 Antonio Paes de Andrade Fundamental Municipal Sede
4 Centro Educacional Face de Cristo Fundamental Particular Sede
5 Zás-Trás Infantil

Fundamental

Particular Sede
6 Luiz Otacílio Correia Fundamental

Médio

Municipal Distrito de Cariutaba
7 Cosmo Alves Pereira Fundamental Municipal Distrito de Quincuncá

Mídia[editar | editar código-fonte]

O município possui alguns canais de comunicação em mídias como internet e radiodifusão, conforme elencado a seguir.

A Rádio Carmovida FM 104,9 é uma emissora de rádio local que, em sua programação, possui programas musicais, informativos, jornalísticos, entre outros.

O site Farias Brito Notícias é um website de notícias que aborda os mais diversos assuntos relacionados ao município.

O Blog Farias Brito é um website que traz publicações relacionadas ao município.

O Blog de Quincuncá é um website onde o jovem Francisco Guilherme publica o resultado das conclusões de pesquisas realizadas acerca do história da Serra do Quincuncá.

Transportes[editar | editar código-fonte]

A sede do município tem acesso rodoviário através das rodovias CE-386 (saída para Crato) e Rodovia Transamazônica (saída para Várzea Alegre).

O município não possui terminal rodoviário, porém algumas empresas de ônibus possuem agências de passagens no centro da cidade e o embarque/desembarque de passageiros ocorre na rua principal da cidade. A cooperativa local Cooperfab (Cooperativa dos Profissionais em Transporte Alternativo de Passageiros de Farias Brito e Região do Cariri) opera vans regularmente para os municípios vizinhos. Também existem veículos que realizam transporte para os distritos e sítios do município. Há serviço de moto-táxi. Não há serviço de taxi.

O município não possui ferrovias.

O município não possui aeroporto. O aeroporto mais próximo que opera voos comerciais é o Aeroporto de Juazeiro do Norte, distante cerca de 64 km a partir do centro de Farias Brito.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Centro Cultural Maria Marieta Pereira Gomes

Lista de equipamentos culturais[editar | editar código-fonte]

  • Associação Cultural Curumins do Sertão[32]
  • Banda de Música Municipal Padre David Moreira
  • Casa de Arte e Cultura Rosemberg Cariry[33]
  • Centro Cultural Maria Marieta Pereira Gomes
  • Cia de Teatro Curumins do Sertão
  • Memorial Maria Leite de Almeida
  • Museu Nosso Quixará
  • Ponto de Cultura Meninada no Palco
  • Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Juventude
  • Biblioteca Pública Municipal Francisco Matias de Souza " O MANINHO" - Sede
  • Biblioteca Pública Municipal José Rodrigues da Silva "ZÉ DE MIZIM" - Distrito de Nova Betânia
  • Biblioteca Comunitária Dr José Maria Gomes Pereira (Casa de Arte e Cultura Rosemberg Cariry)

Esportes[editar | editar código-fonte]

  • Estádio municipal "O Zezão"
  • Ginásio Poliesportivo Prof Francisco de Oliveira Brito (Sede);
  • Quadra do Parque de Vaquejada Silva Antero (Sede);
  • Quadra Poliesportiva Evaristo Rosendo de Sousa- EEF Maria Carmosina Pinheiro Rodrigues (Sede);
  • Quadra da EEM Gabriel Bezerra de Morais (Sede);
  • Quadra da EEF Santa Bárbara (Sede);
  • Quadra do Centro Social Urbano (Sede);
  • Quadra Alzir de Alcantara Pontes-Vila Carás;
  • Quadra Poliesportiva do Sitio Cipó;
  • Quadra da EEI Marcelino Primo Correia (Cariutaba);
  • Quadra da EEFM Luiz Otacilio Correia (Cariutaba);
  • Quadra Poliesportiva (Sítio São João);
  • Quadra da EEF Francisco Castelo de Castro (Nova Betânia);
  • Quadra Poliesportiva José Marlon Ferreira (Barreiro do Jorge);
  • Quadra Poliesportiva da EEF Duque de Caxias (Vila Lagoa Seca);
  • Quadra da EEF Cosmo Alves Pereira (Quincuncá);
  • Quadra da Vila Umari;
  • Quadra da EEF Evaldo Gonçalves de Pinho (Vila Monte Pio);
  • Quadra Poliesportiva José Armando Rodrigues da Silva (Lambedouro);
  • Estádio Municipal “O ZEZÃO”;
  • Estádio Futebol Municipal (Construção);
  • Academia da Saúde da Rua João Pereira de Araújo
  • Academia da Saúde do Parque Silva Antero 

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (21 dez. 2015). «Área territorial oficial». Consultado em 7 de janeiro de 2016 
  3. «Censo Populacional 2015». Censo Populacional 2015. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 21 de dezembro de 2015. Consultado em 7 de janeiro de 2016 
  4. «IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 20 de dezembro de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2011». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 20 de dezembro de 2013 
  6. «Clima: Farias Brito - Gráfico climático, Gráfico de temperatura, Tabela climática - Climate-Data.org». pt.climate-data.org. Consultado em 10 de outubro de 2016 
  7. «Agricultores enfrentam dificuldades - Regional - Diário do Nordeste». Diário do Nordeste. Consultado em 13 de outubro de 2016 
  8. «Incêndio em Farias Brito já destrói área de 12 hectares, na serra – Diário Cariri». blogs.diariodonordeste.com.br. Consultado em 13 de outubro de 2016 
  9. «Incêndio já dura quatro dias na Serra do Quincuncá, em Farias Brito – Diário Cariri». blogs.diariodonordeste.com.br. Consultado em 13 de outubro de 2016 
  10. a b c d e f g h i j k l m n Menezes, Cícero. Memórias do Quixará. Farias Brito: [s.n.] 
  11. CE, TRE (7 de dezembro de 1947). «ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 7 DE DEZEMBRO DE 1947» (PDF). PREFEITOS ELEITOS NO CEARÁ. Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Consultado em 9 de outubro de 2016 
  12. CE, TRE (3 de outubro de 1950). «PREFEITOS ELEITOS NO CEARÁ» (PDF). PREFEITOS ELEITOS NO CEARÁ. Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Consultado em 9 de outubro de 2016 
  13. CE, TRE (3 de outubro de 1954). «PREFEITOS ELEITOS NO CEARÁ» (PDF). PREFEITOS ELEITOS NO CEARÁ. Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Consultado em 9 de outubro de 2016 
  14. CE, TRE (3 de outubro de 1958). «Eleições 1958» (PDF). Eleições 1958. Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Consultado em 9 de outubro de 2016 
  15. CE, TRE (7 de outubro de 1962). «PREFEITOS ELEITOS NO CEARÁ» (PDF). PREFEITOS ELEITOS NO CEARÁ. Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Consultado em 9 de outubro de 2016 
  16. «Eleições municipais de 15 de novembro de 1966» (PDF). Resultados eleitorais por município 1966. Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. 15 de novembro de 1966. Consultado em 8 de outubro de 2016 
  17. CE, TRE (15 de novembro de 1970). «ELEIÇÕES 1970 – Resultado Oficial no Ceará» (PDF). ELEIÇÕES 1970 – Resultado Oficial no Ceará. Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Consultado em 9 de outubro de 2016 
  18. CE, TRE (15 de novembro de 1972). «ELEIÇÕES 1972 RESULTADO OFICIAL NO CEARÁ» (PDF). ELEIÇÕES 1972 RESULTADO OFICIAL NO CEARÁ. Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Consultado em 9 de outubro de 2016 
  19. CE, TRE (15 de novembro de 1976). «PREFEITOS ELEITOS NO CEARÁ» (PDF). PREFEITOS ELEITOS NO CEARÁ. Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Consultado em 9 de outubro de 2016 
  20. CE, TRE (15 de novembro de 1982). «PREFEITOS ELEITOS NO CEARÁ» (PDF). PREFEITOS ELEITOS NO CEARÁ. Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Consultado em 9 de outubro de 2016 
  21. CE, TRE (15 de novembro de 1988). «ELEIÇÕES MUNICIPAIS de 15 de novembro de 1988» (PDF). ELEIÇÕES MUNICIPAIS de 15 de novembro de 1988. Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Consultado em 9 de outubro de 2016 
  22. CE, TRE (3 de outubro de 1992). «ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 1992 (Prefeitos Eleitos)» (PDF). ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 1992 (Prefeitos Eleitos). Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Consultado em 9 de outubro de 2016 
  23. CE, TRE (3 de outubro de 1996). «ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 1996 - CEARÁ (Prefeitos Eleitos)» (PDF). ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 1996 - CEARÁ (Prefeitos Eleitos). Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Consultado em 9 de outubro de 2016 
  24. CE, TRE (1 de outubro de 2000). «Eleições Municipais de 2000 - Estado do Ceará» (PDF). Eleições Municipais de 2000 - Estado do Ceará. Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Consultado em 9 de outubro de 2016 
  25. «Eleições Municipais 2004». apps.tre-ce.jus.br. Consultado em 10 de outubro de 2016 
  26. «Apuração - UOL Eleições 2008». placar.eleicoes.uol.com.br. Consultado em 10 de outubro de 2016 
  27. «Farias Brito/CE: Apuração de votos e candidatos eleitos (1º turno) - UOL Eleições 2012». placar.eleicoes.uol.com.br. Consultado em 10 de outubro de 2016 
  28. «UOL Eleições 2016 Farias Brito/CE: Apuração de votos, resultado, prefeito e vereadores eleitos». UOL Eleições. Consultado em 10 de outubro de 2016 
  29. «Pontal do Padre Cícero atrai devotos» 
  30. «Colina do Horto tem réplica em Quincuncá - Regional - Diário do Nordeste». Diário do Nordeste. Consultado em 24 de julho de 2015 
  31. «Padre Adalmiran - Linha do Tempo | Facebook». www.facebook.com. Consultado em 10 de outubro de 2016 
  32. «Associação Cultural Curumins do Sertão | Facebook». www.facebook.com. Consultado em 2 de janeiro de 2017 
  33. «Casa de Arte e Cultura Rosemberg Cariry | Facebook». www.facebook.com. Consultado em 2 de janeiro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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