Nacionalismo brasileiro

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A saudação "anauê", adotada pelos integralistas brasileiros, de provável origem tupi, significando "você é meu irmão".

Nacionalismo brasileiro refere-se ao nacionalismo do povo brasileiro e da cultura brasileira. Tornou-se forte durante a declaração de Independência do Brasil, no século XIX.

História[editar | editar código-fonte]

O Brasil foi inicialmente uma colônia do Império Português, estabelecido durante a colonização portuguesa da América. Os historiadores não têm certeza sobre o momento exato em que os brasileiros desenvolveram um nacionalismo local, distinto do português. Em alguns casos, é apontado para a própria descoberta, em outros, é atribuído às explorações dos bandeirantes ou ao teatro sul-americano da Guerra Luso-Holandesa no século XVII.[1]

Ainda assim, os primeiros casos de um forte sentimento nacionalista emergiu no século XIX. A oligarquia colonial branca nascida no Brasil passou a desenvolver sentimentos contra o sistema colonial e a manifestar hostilidade às autoridades portuguesas. Em 1789 já havia conspirações locais que buscavam a separação do território brasileiro de Portugal, mas a Independência do Brasil ocorreu apenas na década de 1820, após a transferência da corte portuguesa para o Brasil durante as guerras napoleônicas. Os brasileiros tinham o desejo de terem um governo próprio e se ressentiam da riqueza nacional que foi levada para Portugal.[2]

Após a independência, o nacionalismo brasileiro manteve o seu sentimento antilusitano, expandindo-se para sentimentos antibritânico e anti-hispânico (especialmente contra os países da Bacia do Rio da Prata - Argentina, Paraguai e Uruguai), moldando um nacionalismo antiestrangeiro.[2] O sentimento antilusitano era comum em todo o Brasil e ajudou a manter o país unificado durante o período colonial ​​e nos primeiros anos caóticos após a independência. A monarquia brasileira também foi um fator unificador, visto que a maioria da elite aceitava a autoridade dos reis e temia as consequências de uma revolução potencial de seus escravos.[3] A elite imaginava um país de pessoas brancas, mas os escravos, mulatos e mestiços compunham quase dois terços da população brasileira.[4] Por conta disto, o Império do Brasil passou a encorajar a imigração europeia, para aumentar o número de pessoas brancas na população local.[5]

O sentimento antilusitano também levou a um aumento da utilização da língua francesa, em detrimento da língua portuguesa. A França era vista na época como um modelo de civilização e progresso.[6] O nacionalismo literário começou na década de 1840 com as obras de José de Alencar, que usou modelos literários franceses para descrever as regiões e ambientes sociais do Brasil.[7] Obras literárias nacionalistas tornaram-se mais complexas na segunda metade do século XIX.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Barbosa, p. 5
  2. a b Barbosa, p. 6
  3. Barbosa, pp. 6-7
  4. Barbosa, p. 8
  5. Barbosa, p. 9
  6. Barbosa, p. 19
  7. Nava, p. 18
  8. Nava, p. 19

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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