Nacionalismo no Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Nacionalismo brasileiro)
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
A saudação "anauê", adotada pelos integralistas brasileiros, de provável origem tupi, significando "você é meu irmão".

O nacionalismo no Brasil tornou-se forte durante a declaração de Independência do Brasil, no século XIX e foi marcadamente católico.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O Brasil era inicialmente uma colônia de Portugal, estabelecida durante a colonização portuguesa das Américas. Os historiadores não têm certeza do momento preciso em que os brasileiros desenvolveram um nacionalismo local, distinto do português. Em alguns casos, é apontada para a própria descoberta, em outros é atribuída às explorações dos bandeirantes ou ao teatro sul-americano da Guerra Luso-Holandesa no século XVII. [2]

Ainda assim, os primeiros casos de um forte sentimento nacionalista emergiram no século XIX. A oligarquia colonial branca de origem brasileira desenvolveu sentimentos contra o sistema colonial e manifestou hostilidade às autoridades portuguesas. Havia conspirações locais para se separar de Portugal, já em 1789, mas a Independência do Brasil ocorreu na década de 1820, após a transferência da corte portuguesa para o Brasil durante as Guerras Napoleónicas. Os brasileiros tinham um desejo de autogoverno e ressentiam-se de que a riqueza da nação fosse levada para Portugal. [3]

Após a independência, o nacionalismo brasileiro manteve seu sentimento anti-português, expandindo-se para os sentimentos anti-britânicos e anti-espanhóis (especialmente contra os países da Bacia do Rio da Prata, Argentina, Paraguai e Uruguai), moldando um nacionalismo anti-estrangeiro. [3] O sentimento anti-português era de fato um sentimento comum em todo o Brasil, e ajudou a manter o país unificado durante os períodos coloniais finais e os primeiros anos caóticos após a independência. A monarquia brasileira também era um fator unificador, já que a maioria da elite aceitou a autoridade dos reis e temia as conseqüências de uma possível revolução de seus escravos. [4] A elite imaginava um país de povos brancos, mas os escravos, os mulatos e os mestiços compunham quase os dois terços da população brasileira. [5] Para este fim, incentivaram a imigração européia, para aumentar o número de pessoas brancas. [6]

O sentimento anti-português também levou a um maior uso da língua francesa, em detrimento da língua portuguesa. A França foi vista na época como um modelo de civilização e progresso. [7] O nacionalismo literário começou na década de 1840 com as obras de José de Alencar, que utilizou modelos literários franceses para descrever as regiões e os meios sociais do Brasil. [8] As obras literárias nacionalistas tornaram-se mais complexas na segunda metade do século XIX[9]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. O BATISMO DE CLIO: CATOLICISMO, ENSINO DE HISTÓRIA E NOVAS MÍDIAS EM JONATHAS SERRANO (1908-1944)
  2. Barbosa, p. 5
  3. a b Barbosa, p. 6
  4. Barbosa, pp. 6-7
  5. Barbosa, p. 8
  6. Barbosa, p. 9
  7. Barbosa, p. 19
  8. Nava, p. 18
  9. Nava, p. 19

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Ícone de esboço Este artigo sobre o Brasil é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
Ícone de esboço Este artigo sobre política ou um cientista político é um esboço relacionado ao Projeto Ciências Sociais. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.