Anauê

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Manifestantes do Movimento Integralista realizam o gesto.

Anauê era a saudação empregada pelos integralistas brasileiros, semelhante às saudações dos fascistas europeus e à saudação nazista, também evoluídas da saudação romana.[1][2][3]

Segundo os integralistas, seria um vocábulo de origem tupi, que servia como saudação entre os indígenas e de brado. É uma palavra com conteúdo afetivo que significa "você é meu irmão".[carece de fontes?]

Foi incorporada como saudação oficial entre os integrantes do Movimento Integralista. Mais precisamente na "Era Vargas", no governo que ficou conhecido como "governo provisório" (1930 a 1934), seguindo o modelo integralista lusitano, foi criada a Ação Integralista Brasileira (AIB), cujos membros vestiam uniformes com camisas verdes e desfilavam pelas ruas como tropa militar, gritando a saudação indígena "Anauê!". [carece de fontes?]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Silva, Rogério Souza (2005). «A política como espetáculo: a reinvenção da história brasileira e a consolidação dos discursos e das imagens integralistas na revista Anauê!». Revista Brasileira de História. 25 (50): 61–95. ISSN 0102-0188. doi:10.1590/S0102-01882005000200004. De fato, a Ação Integralista Brasileira possuía todos os elementos de caracterização externa do fascismo, como a camisa-uniforme, nascida da camiccia nera de Mussolini, que nele era verde (como nos congêneres romeno e húngaro), tendo sido parda no nazismo, preta nos fascistas tchecos e ingleses, azul nos irlandeses e nos portugueses de Rolão Preto; e até dourada num agrupamento mexicano aparentado. Ou, ainda, o signo de conotação meio mística: fascio littorio, svástica, cruz de fechas, tocha e, no Brasil, o sigma somatório. Ou, também, a saudação romana, comum a todas as modalidades e que entre nós passou por um processo revelador de assimilação, identificando-se à saudação indígena de paz com o brado 'Anauê'. Resultou uma saudação nacional, peculiar, reveladora do indianismo que sempre reponta em nossos diferentes nacionalismos como busca do timbre diferenciador; mas que nem por isso deixa de ser manifestação do sistema simbólico do fascismo, geral. 
  2. Payne, Stanley (1995). «Fascism outside Europe?». A history of fascism, 1914–1945 2 ed. [S.l.]: Routledge. p. 345. ISBN 978-1-85728-595-6. The Integralists sought to achieve an authoritarian and corporatist state (an “integral state”) that would foster a new multiracial—if anti-Semitic—Brasilidade, a new Brazilian “race” defined in cultural and historical rather than ethnobiological terms. Members of the movement wore green shirts and combined the fascist salute with the Brazilian Indian greeting of “Anauê.” 
  3. Barbosa, Jefferson Rodrigues (2015). «Chauvinismo e extrema direita: crítica aos herdeiros do sigma». São Paulo: Editora da UNESP – via Scielo Livros. O figurino, com poucas modificações, permanece, saído diretamente dos anos 30. As botas, os quepes e o Sigma (que está para o integralismo como a suástica para o nazismo) atado ao braço deixaram de existir, mas a camisa verde está lá. O Sigma, agora mais discreto, aparece em prendedores de gravatas, pretas, como as calças e os sapatos. Só falta a saudação anauê, que costumavam fazer com o braço direito esticado. Engana-se, porém, quem pensa que a antiga doutrina atrai só saudosistas e remanescentes do auge do integralismo, época em que os “camisas verdes” chegaram a ser 1 milhão. Ao lado das cabeças brancas, jovens simpatizantes afirmam os valores da doutrina. Adequados, ao seu modo, aos novos tempos, os integralistas veem na Internet o grande instrumento para a divulgação de suas ideias. 
Ícone de esboço Este artigo sobre História do Brasil é um esboço relacionado ao Projeto História do Brasil. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.