Marco (Ceará)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Município de Marco
Foto da igreja Matriz

Foto da igreja Matriz
Bandeira de Marco
Brasão de Marco
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 22 de novembro
Fundação 1951
Gentílico marquense
Prefeito(a) Roger Neves Aguiar (PSD)
(2017–2020)
Localização
Localização de Marco
Localização de Marco no Ceará
Marco está localizado em: Brasil
Marco
Localização de Marco no Brasil
03° 07' 26" S 40° 08' 49" O03° 07' 26" S 40° 08' 49" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Noroeste Cearense IBGE/2008 [1]
Microrregião Litoral de Camocim e Acaraú IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Morrinhos, Acaraú, Senador Sá, Bela Cruz e Granja
Distância até a capital 220 km
Características geográficas
Área 574,148 km² [2]
População 24 703 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 43,03 hab./km²
Clima tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,616 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 208 521,000 mil IBGE/2013[5]
PIB per capita R$ 3 966,50 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura http://www.marco.ce.gov.br/index.php

Marco é um município brasileiro do Estado do Ceará, situado na Região Nordeste do Brasil. Sua população estimada em 2016[6] era de 26.738 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Suas origens remontam ao século XVIII, tendo como referência um marco divisório entre a Ribeira do Acaraú e Santana do Acaraú, situando-se meia légua distante do local onde se edificaria a povoação. As terras nas quais se localiza o Município eram, primitivamente, habitadas por índios Tremembés, Aperiús e Acriús, tribos que por desavença familiar se separaram, indo algumas delas residir na Ibiapaba.

Cessadas as desavenças tribais, surgiram os colonizadores brancos, dentre outros, Manuel de Góes Monteiro, pioneiro na ocupação de terras na Ribeira do Acaraú. Surgiram nessa fase as primeiras edificações, em processo lento e persistente, formando ao longo dos anos o conjunto gregário em modestas condições.

O distrito, com jurisdição centralizada em Santana do Acaraú, data de 21 de outubro de 1872, confirmado posteriormente segundo Lei Municipal de 15 de abril de 1893. Sua elevação à categoria de Vila provém do Dec-lei nº 448, de 20 de dezembro de 1938. A elevação à categoria de Município com a denominação atual, provém da Lei nº 1.153, de 22 de novembro de 1951, tendo sido instalado a 25 de março de 1955.

Seu primeiro colégio foi construído na localidade de Gado Bravo,quando Marco ainda era Distrito de Licânia, atual Santana do Acaraú, nas Terras de Inácio Jesuíno Soeiro, um dos primeiros habitantes da Ribeira do Acaraú e também um dos primeiros a libertar seus escravos, muito antes da Lei Áurea. Embora patriarca de uma importante e tradicional família, não teve nenhum de seus descendentes como prefeito de Marco. Marco conta hoje com um dos maiores Polos Moveleiros do Nordeste, que geram emprego e renda, amenizando assim o problema das secas que assolam o semiárido. É sede do Projeto de Irrigação do Baixo Acaraú, inaugurado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2000, outra obra de infraestrutura que alavanca a economia de Marco, gerando emprego e atraindo investimentos de pessoas e empresas até mesmo de outros países, pois Marco já desponta como um potencial exportador de frutas para a Europa, Estados Unidos e Japão, como também seus móveis são igualmente exportados para todos os estados brasileiros e alguns países do Mercosul e América Latina.

Distritos[editar | editar código-fonte]

Distrito Data de Criação Instrumento Legal
Panacuí 20/05/1931 Decreto estadual nº 193
Marco 22/11/1951 Lei estadual nº 1.153
Mocambo 19/11/1994 Lei municipal nº 53

Aspectos Políticos[editar | editar código-fonte]

Elevado à categoria de cidade em 1951, Marco teve seu primeiro governante somente em 1955, tendo à frente o Prefeito Manuel Jaime Neves Osterno, que governou de 1955 a 1959.

Prefeitos de Marco[editar | editar código-fonte]

Seq. Prefeito Conhecido por Vice-prefeito Mandato
01 Manuel Jaime Neves Osterno Jaime Osterno Não existia o cargo de Vice-prefeito 25/03/1955 - 25/03/1959
02 Dr. José Gerardo Osterno Rios Dr. José Gerardo José Gifone Rios 25/03/1959 - 24/03/1963
03 Manuel Jaime Neves Osterno Jaime Osterno Raimundo Osvaldo Moreira 24/03/1963 - 24/03/1967
04 Geraldo Bastos Osterno Geraldinho José Glaydstone Macêdo Osterno 24/03/1967 - 24/03/1971
05 Geraldo Magela Neves Osterno Lalau Geraldo Magela Neves 24/03/1971 - 31/01/1973
06 Raimundo Neiva Neves Raimundo Neves Paulo Augusto Osterno 31/01/1973 - 31/01/1977
07 Guy Neves Osterno Guido Osterno José Edilardo Moreira 31/01/1977 - 31/01/1983
08 Geraldo Bastos Osterno Geraldinho Francisco Rogério Osterno Aguiar 31/01/1983 - 31/12/1988
09 Francisco Rogério Osterno Aguiar Rogério Aguiar Manuel Jaime Neves Osterno 01/01/1989 - 31/12/1992
10 Geraldo Bastos Osterno Júnior Júnior Osterno José Sávio Osterno Neves 01/01/1993 - 31/12/1996
11 José William Osterno Aguiar William Aguiar Fernando Luiz Macêdo Osterno 01/01/1997 - 31/12/2000
12 Jorge Stênio Macêdo Osterno Jorge do Toba Francisco Rogério Osterno Aguiar Filho 01/01/2001 - 31/12/2004
13 Jorge Stênio Macêdo Osterno Jorge do Toba Francisco Rogério Osterno Aguiar Filho 01/01/2005 - 31/12/2008
14 José Grijalma Rocha Silva Paredão Francisco Rocha Neto 01/01/2009 - 31/12/2012
15 José Grijalma Rocha Silva Paredão Francisco Rocha Neto 01/01/2013 - 31/12/2016
16 Roger Neves Aguiar Roger Aguiar José Leorne Neto 01/01/2017 - 31/12/2020

Observações e curiosidades:

1. José Otacílio Silveira assumiu o cargo de Prefeito no período de 14/07/1972 a 11/08/1972, durante o mandato do Prefeito Geraldo Magela Neves Osterno (Lalau).

2. Com exceção do ex-gestor municipal, José Grijalma Rocha Silva (Paredão), todos os demais, inclusive o atual, pertencem a uma mesma família: Osterno. Todos descendem ou possuem ligação com um dos irmãos: João Osterno da Silva (05/03/1886 – 25/11/1964) ou Antônio Osterno da Silva (10/06/1888 – 29/11/1984), filhos de Manoel Osterno da Silva (05/01/1862 – ?), o pai da família Osterno. De João Osterno: Jaime, Lalau e Guido Osterno (filhos); Dr. José Gerardo, Rogério Aguiar, William Aguiar e Jorge do Toba (netos) e Roger Aguiar (bisneto). De Antônio Osterno: Geraldinho (filho), Raimundo Neves (genro) e Júnior Osterno (neto).

3. Roger Neves Aguiar (Roger Aguiar), filho do Ex-Deputado Estadual Rogério Aguiar e descendente das famílias: Neves, Aguiar e Osterno, tomou posse da Prefeitura Municipal de Marco (2017-2020), depois de ter sido comandada por José Grijalma Rocha Silva (Paredão), durante 8 anos, que não pertencia ao vínculo familiar que comandou Marco por mais de 50 anos antes de iniciar sua gestão (2009-2016). Assim sendo, voltando a tradição desde a criação da cidade de Marco, onde alguns descendentes das grandes famílias de Marco também governam para toda a população. É também o primeiro prefeito da família Osterno que não assina com Osterno.

Presidentes da Câmara Municipal de Marco[editar | editar código-fonte]

Seq. Presidente Mandato
01 Ricardo Neves Filho 25/03/1955 - 25/03/1959
02 Geraldo Magela Neves Osterno 25/03/1959 - 24/03/1963
03 Dr. José Olavo Neves Osterno 24/03/1963 - 24/03/1967
04 Geraldo Magela Neves Osterno 24/03/1967 - 01/09/1970
05 Guy Neves Osterno 02/09/1970 - 24/03/1971
06 José Otacílio Silveira 24/03/1971 - 14/07/1972
07 Paulo Augusto Osterno 14/07/1972 - 31/01/1973
08 Francisco Radier de Vasconcelos 31/01/1973 - 31/01/1975
09 José Dete de Souza 31/01/1975 - 31/01/1977
10 Francisco das Chagas Neves 31/01/1977 - 31/01/1979
11 Galdêncio Leorne Silva 31/01/1979 - 31/01/1980
12 Manuel Emilson Teles 31/01/1980 - 31/01/1981
13 José Dete de Sousa 31/01/1981 - 31/01/1983
14 Dr. José Olavo Neves Osterno 31/01/1983 - 31/01/1985
15 Paulo Augusto Osterno 31/01/1985 - 31/01/1987
16 Dr. José Olavo Neves Osterno 01/02/1987 - 31/12/1988
17 Plauto Silva Neves 01/01/1989 - 31/12/1990
18 Rita Helena Sousa Aguiar 01/01/1991 - 31/12/1992
19 José Jocileu Soeiro Silva 01/01/1993 - 31/12/1994
20 Francisco Maciste Teixeira Osterno 01/01/1995 - 31/12/1996
21 Francisco Chagas Pontes 01/01/1997 - 31/12/1998
22 Jorge Stênio Macêdo Osterno 01/01/1999 - 31/12/2000
23 Paulo Augusto Osterno 01/01/2001 - 31/12/2002
24 José Sávio Osterno Neves 01/01/2003 - 31/12/2004
25 Rita Helena Sousa Aguiar 01/01/2005 - 31/12/2006
26 Paulo Augusto Osterno 01/01/2007 - 31/12/2008
27 Antônia Glaucy Osterno Rios 01/01/2009 - 31/12/2010
28 Antônia Glaucy Osterno Rios 01/01/2011 - 31/12/2012
29 Antônia Glaucy Osterno Rios 01/01/2013 - 31/12/2014
30 Francisco José Cordeiro 01/01/2015 - 31/12/2016
31 Antônio Ademar Alencar Neto 01/01/2017 - 31/12/2018

Deputados Estaduais filhos de Marco[editar | editar código-fonte]

Seq. Deputado Conhecido por Mandato
1. Francisco Neves Osterno Toba Osterno 1967 - 1970
2. Maria Shylene Osterno Aguiar Silveira Silene Aguiar 1991 - 1994
3.1 Francisco Rogério Osterno Aguiar Rogério Aguiar 1995 - 1998
3.2 Francisco Rogério Osterno Aguiar Rogério Aguiar 1999 - 2002
3.3 Francisco Rogério Osterno Aguiar Rogério Aguiar 2003 - 2006
3.4 Francisco Rogério Osterno Aguiar Rogério Aguiar 2007 - 2010
3.5 Francisco Rogério Osterno Aguiar Rogério Aguiar 2011 - 2014

Religiosidade[editar | editar código-fonte]

As primeiras manifestações de apoio eclesial provêm da edificação da capela em honra de São Manuel, construída em 1870. Essa capela, depois de reformada e ampliada, transformou-se em Igreja-Matriz, conforme portaria de autoria do Bispo de Sobral, D. José Tupinambá da Frota, datada de 31 de dezembro de 1941. Ainda por ato de D. José e na mesma data, criou-se a Freguesia, sendo seu primeiro vigário o padre Francisco Ferreira Apoliano, empossado a 6 de janeiro de 1942, data em que também foi instituída a paróquia. Padre Apoliano muito fez pelo progresso de Marco, pois ainda sendo Distrito de Licânia (Santana do Acaraú) sofria com o abandono por parte dos seus governantes e pela distância da sede para o distrito. São obras de padre Apoliano a primeira barragem sobre o rio Acaraú, na travessia do Lado Direito, que assim permitiu que carros e caminhões chegassem a cidade vindos principalmente de Sobral e Fortaleza; a implantação da Cáritas, que muito ajudou as pessoas mais necessitadas e capacitação para parteiras, pois na época não havia hospital e nem como se locomover por falta de estradas e pontes. Depois de um incidente envolvendo o padre Apoliano, que foi afastado, vieram a seguir os padres Tupinambá, depois o padre Egberto, estes sem muita expressão histórica, até a chegada do Monsenhor Waldir Lopes de Castro, o maior Benfeitor da História de Marco, como missionário, pacificador, educador, evangelizador, empreendedor e acima de tudo, humilde. Instituiu o sistema de Dirigentes Leigos nas comunidades, sendo o primeiro deles o Sr. Manuel Amadeus Soeiro, em Gado Bravo e Sr. Francisco Linhares, em Santa Rosa, como testes. Deu tão certo que hoje todas as comunidades têm seu dirigente com sua respectiva capela. São obras de Monsenhor Waldir uma barragem sobre o rio Acaraú, o Santuário do Sagrado Coração de Jesus, localizado no bairro de mesmo nome, a reforma da Igreja Matriz de São Manuel, reforma do Patronato Mater Dei, implantação do Ginásio CNEC, um dos pioneiros da Zona Norte do Estado, do qual foi diretor e professor, mas sua maior obra foi a conquista do povo, que é o maior patrimônio, com cerca de 95% de católicos praticantes e dizimistas. Após Monsenhor Waldir, assumiu a paróquia de Marco Mons. Manuel Rômulo Rocha, filho da terra, e no dia 23 de Fevereiro de 2017 assumiu a paróquia o Reverendíssimo Padre Raimundo Nonato Timbó de Paiva.

O Catolicismo continua sendo a religião dominante do município, com 23.335 fiéis, de acordo com o Censo Demográfico 2010, o equivalente a 94,5% da população. No entanto, no Censo Demográfico de 2000, os católicos de Marco eram 19.808, o que representava 97% da população, que era de 20.427. Neste Censo (2010) também se registrou o que vem ocorrendo em todo o território nacional: a diminuição do número de católicos e o crescimento do rebanho evangélico (ou protestante). Os evangélicos de Marco passaram de 382 fiéis em 2000 (1,9% da população) para 1.167 em 2010 (4,7%), com destaque para a Igreja Assembleia de Deus, com 952 membros em 2010 (3,9% da população e 81,6% de todos os evangélicos do município). Portanto, em 2010, os evangélicos chegaram a 5% da população do Município de Marco, o equivalente a 1.167 crentes, sendo 952 assembleianos, com um índice de crescimento de 20,6% a.a.; permanecendo este índice, os evangélicos chegarão a 12% da população em 2020, cerca de 3.565 crentes. Em 2000, representavam 2%, cerca de 382 crentes. A Igreja Evangélica Assembleia de Deus foi implantada em Marco, em 1972, pelo Pr. José Chagas, já sendo Campo de Marco desde o início. O templo-sede, situado à Rua Gov. Raul Barbosa, foi construído na gestão do segundo pastor, Pr. José Almeida. Atualmente, a igreja está sob a responsabilidade do Pr. Sebastião Pedro da Silva, que tomou posse em 06 de maio de 2012.

Eventos[editar | editar código-fonte]

Chitão Maravilha de Marco - O Chitão Maravilha de Marco, é uma das maiores festas tradicionais do Ceará, que teve seu início em 1963, através do seu criador Francisco Aguiar (em memória), pai do Ex-Deputado Rogério Aguiar, que por sua vez vem mantendo esta tradição até os dias de hoje. Ao longo dos anos ela vem tomando uma conotação política, social e econômica muito importante para a região norte do Ceará. Em 2009, com a criação da Lei Nº 035[7], de 11 de setembro, pelo Prefeito Municipal José Grijalma Rocha Silva, ficou oficializada a Festa do Chitão Maravilha de Marco, que passou a ser organizada pela Secretaria de Cultura do Município com a participação da Comunidade Marquense, integrando-se ao Calendário de eventos oficiais do Município. Todos os anos centenas de pessoas de outros estados vêm prestigiar este evento, assim como milhares de pessoas também das cidades circunvizinhas, tais como: Itapipoca, Amontada, Itarema, Acaraú, Cruz, Bela Cruz, Jijoca de Jericoacoara, Morrinhos, Santana do Acaraú, Massapê, Sobral e outras mais.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. «Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data em 1 de julho de 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 30 de agosto de 2016. Consultado em 1 de setembro de 2016 
  7. http://www.cmm.ce.gov.br/leis/804c83d.pdf