Chaval

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Município de Chaval
Igreja de Santo Antonio

Igreja de Santo Antonio
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 22 de novembro
Fundação 22 de novembro de 1951 (67 anos)
Gentílico chavalense
Padroeiro(a) Santo Antônio
CEP 62420-000
Prefeito(a) Sebastião Sotero Veras (PDT[1])
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Chaval
Localização de Chaval no Ceará
Chaval está localizado em: Brasil
Chaval
Localização de Chaval no Brasil
03° 02' 02" S 41° 14' 38" O03° 02' 02" S 41° 14' 38" O
Unidade federativa Ceará
Mesorregião Noroeste Cearense IBGE/2008[2]
Microrregião Litoral de Camocim e Acaraú IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Barroquinha (a Norte e Leste), Granja (a Sudeste), Luís Correia (Piauí) (a Sudoeste), Cajueiro da Praia(a Noroeste).
Distância até a capital 400 kmCE-085
Características geográficas
Área 238,228 km² [3]
Distritos Passagem
População 12 617 hab. (CE: 146º) –  IBGE/2010[4]
Densidade 52,96 hab./km²
Altitude 9 m
Clima Quente e úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,579 (CE: 158º) – baixo PNUD/2000[5]
PIB R$ 40 363,676 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 3 201,18 IBGE/2008[6]
Página oficial
Prefeitura www.chaval.ce.gov.br
Câmara www.camarachaval.ce.gov.br

Chaval é um município brasileiro do estado do Ceará. Sua população estimada em 2016 era de 12.931 habitantes, tem apena um destrito, Passagem de Vaz, está localizado à 22km da sede. Chaval fica localizado no extremo norte do Ceará e se limita com o Piauí, separado pelo Rio Ubatuba.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Chaval, figura no município de Granja. Pelo decreto estadual nº 193, de 20-05-1931, o distrito de Chaval deixa de pertencer ao município de Granja, para pertencer ao município de Quixeramobim. Pelo decreto estadual nº 156, de 04-12-1933, o distrito de Chaval deixa de pertencer ao município de Quixeramobim para pertencer ao município de Camocim. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950. Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Chaval, pela lei estadual nº 1153, de 22-11-1951, desmembrado de Camocim. Sede no antigo distrito de Chaval. Constituído do distrito sede. Instalado em 25-03-1955. Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. Pela lei estadual nº 7018, de 27-12-1963, é criado o distrito de Passagem e anexado ao município de Chaval. Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: Chaval e Passagem. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O topônimo Chaval é explicado pelo fato de terem achado um molho de chaves fero nas margens do rio Timonha, que foram perdidas pelos navegadores holandeses, que navegavam pelo litoral do Ceará e Maranhão, mas também há quem diga que as chaves foram deixadas pelos índios Tremembés, que expressavam abrir um novo ponto estratégico para os inimigos e ser um redutor de sal marinho, assim deu-se origem a palavra Chaval (chave+sal). Mas há quem diga que o nome vem da palavra chavala, que significa fazenda em francês. Outra explicação seria o uso figurado da palavra "cavalar", que significa enorme, descomunal, em alusão às pedras gigantes encontradas na região. Outros atribuem como sendo corruptela de 'chavascal' ou seria um derivado de 'chave', chaval que quer dizer: 'lugar que fecha um território', o que seria plenamente aplicável ao mencionado lugar que se situa próximo ao limite com o Piauí, uma espécie de recanto ao cotovêlo. A região foi primitiva ocupada pelo índios tremembés. Seus primeiros povoadores foram homens vindos de Ibuaçú no idos de 1873, dentre eles o Pe. Antônio Carneiro da Cunha Araújo considerado o principal fundador de Chaval.

História[editar | editar código-fonte]

Mapa do costa do Ceará em 1629.

A região às margens dos rios Timonha e Baracuzinho era habitada pelos índios Tremembé.[7][8]

As bases de Chaval são: o aldeiamento Tremembé, a chegada das missões para a catequização dos mesmos e dos moradores de Granja e as ações do religioso Monsenhor Carneiro e seus familiares.

Em 1879 iniciou a construção de uma capelinha em louvor a Santo Antônio (que mas tarde ganhou o título de Matriz), e em torna da qual desenvolveu-se o povoado de Chaval. Nos dias de hoje a cidade está mais desenvolvida para lado oposto da entrada da igreja.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

Tropical quente semi-árido com pluviometria média de 1.030 mm[9] com chuvas concentradas de janeiro à abril.[10]

Hidrografia e recursos hídricos[editar | editar código-fonte]

As principais fontes de água fazem parte da bacia do rio Coreaú, sendo as principais os rios Timonha, Camurupim e rio Ubatuba (também conhecido por São João da Praia), além do riacho Cajueiro. O Açude Itaúna é açude de grande porte.[11][12]

Relevo e solos[editar | editar código-fonte]

O território de Chaval tem um relevo plano, com áreas de drenagens, e não existem elevações superiores a 200 metros.[11] .

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Nas terras de Chaval a vegetação predominantes é a de tabuleiros, ocorrendo também a caatinga e manguezais em zonas mais restritas[11] .

Subdivisão[editar | editar código-fonte]

O município é dividido em três distritos: Chaval (sede) , Passagem e Carneiro.[13]

Política[editar | editar código-fonte]

A administração municipal localiza-se na sede.

Prefeitos de Chaval[editar | editar código-fonte]

1º-Francisco Thiers Carneiro (1955)

2º-Epitácio Brito de Oliveira (1959)

3º-Libório Adrião de Araújo (1963)

4º-Francisco Ângelo Sobrinho (1967)

5º-José Augusto Fontenele (1971)

6º-Francisco de Assis Damasceno Carneiro (1973)

7º-João Batista de Araújo (1975)

8º-Francisco Pereira Filho (1977)

9º-Francisco de Assis Brandão Meireles (1983)

10ºJoão Batista Paula dos Santos (1989)

11º-Francisco de Assis Brandão Meireles (1993)

12º-Paulo Sérgio de Almeida Pacheco (1997)

13º-Paulo Sérgio de Almeida Pacheco(2001)

14º-Joércio de Almeida Ângelo(2005)

15-ºFrancisco de Assis Brandão Meireles(2007)

16º-Janaline Pacheco (2009)

17º-Pacheco Neto (2013)

18°-Sebastião Sotero Veras (2016)

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia é baseada na produção de sal marinho em salinas, na agricultura de subsistência (algodão arbóreo, caju, arroz, milho, mandioca e feijão), na pecuária (bovinos, suínos e avícola), e na piscicultura (criatórios de camarão).

Existem ainda 18 indústrias, sendo doze de extração a mineral (sal marinho) e seis de moagem e embalagem de sal para uso na pecuária.

Em seu território foram registradas a ocorrência de ferro, na produção de 65% em minérios de hematita com magnesita e na proporção de 50% e 30% em Itabirutus.

O turismo também é uma das fontes de renda devido as belezas naturais: Porto do Mosquito,banho na Barragem do Caldeirão,Balneario dos "Urubu", passeio pelos Rios e Salinas, visitação à Pedra das Carnaúbas (com 100 metros de altura), Pedra da Santa,Pedra do Céu, Pedra da Gruta Nossa Senhora de Lourdes (um santuário no centro da cidade),Pedra da baliza, Barragem do carneiro, entre outras.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Os principais eventos culturais são:

  • Pescaria artesanal de linha (agosto, dia variável)
  • Festa Nossa Senhora de Lourdes (17 a 27 de novembro)
  • Regata de canoas (em um fim de semana, durante os festejos de novembro)
  • Festa de Santo Antônio (4 a 13 de junho)

Esportes[editar | editar código-fonte]

O espírito esportivo é uma das principais características da cidade, apresentando todo ano varios campeonatos, a populção se dedica bastante para mobilizar a cidade e trazer o maior número de pessoas para as arenas e campos, promovendo os benefícios que os esportes traz para saúde. Chaval apresenta muitos times, com pessoas de todas as idades. Estes são alguns times da cidade(2019):

Masculino adulto

Falcões, Cruz Azul (Nova Geração), Porto, Cruz Azul, Santa Rita, serregonheza, Fonte contabilidade, River FC, Red Bull (Camurupim), Cascavel, Semeadores (Barroquinha), Chelsea, Gaiamum, União, Cruzeiro, Vila Nova, Kaça Kana.


Masculino sub 15

Favela, Fonte contabilidade (1), Comunidade, Coléguinho, Fonte contabilidade (2), Os tchans.


Feminino Adulto

Real Girls, Fénix, Divas FC, Meninas do Alto.

Hino[editar | editar código-fonte]

Entre as rochas de grande beleza

Banhadas de sol e de sal

E com brisas que sopram constantes

Nasceu nossa querida Chaval

Uma linda paisagem exuberante

A princesa do meu litoral.


(REFRÃO)

Mocidade, gloriosa,

Vamos todos alegres cantar

Pelo nosso torrão brasileiro

Nós iremos unidos lutar


Relembrando o passado de outrora

O presente nos faz refletir

A memória dos antepassados

Nos momentos de glórias em fim

Ombro a ombro iremos pra vitória

O futuro nos faz prosseguir.


Tua gente heróica e ordeira

Tem orgulho de avante seguir

Conduzindo o brasão da vitória

Honra e glória de um povo gentil.

Parabéns minha cidade patrícia

Pedacinho do nosso Brasil.


Mocidade, gloriosa,

Vamos todos alegres cantar

Pelo nosso torrão brasileiro ,

Nós iremosunidos lutar.


O hino exalta tanto as belezas naturais quanto histórica da cidade e do país, mostrando o quanto o povo tem orgulho de sua terra.

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Pedra da Carnaúba[editar | editar código-fonte]

É a pedra mais alta de Chaval, com aproximadamente 104 metros de altura. Ela ganhou esse nome porque, no topo da pedra, nasceram carnaúbas e no meio delas, formou-se um lago. A pedra da carnaúba é bastante visitada e propícia a pratica de luau, escaladas e etc.

Pedra da Santa[editar | editar código-fonte]

Tem esse nome, graças a uma história contada por moradores de chaval. conta-se a história, que com a chegada dos primeiros colonizadores três crianças, viram uma santa no pedra. Devido a isso no local foi erguido uma pequena capela.

Pedra do Letreiro[editar | editar código-fonte]

Encontra-se perto de um açude regional. Nesta pedra encontramos algumas escritas em vermelho, que segundo os mais velhos, teriam sido escritos pelos índios que moravam nesta região, fazendo parte de suas  culturas. Há também quem diga que está relacionado a uma lenda, que foi passado de gera0Š40Š0o em geração, contando a história de que quem decifrasse tais ''códigos'' desencantaria a pedra, pois a mesma era um palácio que teria sido encantado por um feiticeiro. Desse modo, servindo como um ponto turístico para pessoas que estão em busca de mistério juntamente com história.

Pedra da Gruta[editar | editar código-fonte]

Essa gruta foi construída por um padre regional, chamado Padre João Batista, em cima de uma pedra de grande porte. A sua construção teve apoio e colaboração financeira do povo chavalense, que queriam muito a obra concluída para que nela se realizassem as celebrações de fé e devoção a Nossa Senhora. Para isso, a comunidade ajudou, carregando tijolos, pedras e todo material necessário para o lugar, com a finalidade de ver a Gruta concluída.

Depois da sua construção, ficou sendo um local dos festejos da cidade, com a data de 17 à 27 de novembro, na qual Nossa Senhora de Lourdes é a copadroeira da cidade de Chaval. Atrai a cada ano muitos turistas que são devotos da mesma.

Porto do Mosquito[editar | editar código-fonte]

É um o ponto turÍstico mais visitado de Chaval, por apresentar um mar tranquilo, que mais merece uma piscina natural, os banhistas prefezerem esse ponto turístico, por isso, tranquilidade e segurança. É um ótimo lugar para um dia de lazer com a família, por também apresentar bares e restaurantes no local.

Referências

  1. [1]. Página visitada em 03/04/2013.
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. Sebok. Lou, Atlases published in the Netherlands in the rare atlas collection. Compiled and edited by Lou Seboek. National Map Collection (Canada), Ottawa. 1974
  8. Aragão, R. B, Índios do Ceará e Topônimios Índigenas, Fortaleza, Barraca do Escritor Cearense. 1994
  9. Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos - FUNCEME.
  10. Instituto nacional de Pesquisa espacial - INPE.
  11. a b c http://www.cprm.gov.br/
  12. «SIRH/Ce - Sistema de Informações dos Recursos Hídricos do Ceará». Consultado em 2 de abril de 2010 
  13. http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/ceara/Chaval.pdf

Ligações externas[editar | editar código-fonte]