Orós

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Município de Orós
"Oásis do Sertão"
Panorama.Orós.jpg

Bandeira de Orós
Brasão de Orós
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 01 de setembro
Gentílico oroense
Prefeito(a) Simão Pedro Alves Pequeno[1] (PSD)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Orós
Localização de Orós no Ceará
Orós está localizado em: Brasil
Orós
Localização de Orós no Brasil
06° 14' 38" S 38° 54' 50" O06° 14' 38" S 38° 54' 50" O
Unidade federativa Ceará
Mesorregião Centro-Sul Cearense IBGE/2008 [2]
Microrregião Iguatu IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Norte: Jaguaribe, Leste e Sul: Icó, Oeste: Iguatu e Quixelô
Distância até a capital 344 km km
Características geográficas
Área 576,269 km² [3]
População 21 392 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 37,12 hab./km²
Altitude 188 m
Clima Quente e Seco
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,636 médio PNUD/2000 [5]
PIB R$ 84 959,635 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 3 892,95 IBGE/2008[6]

Orós é uma cidade e um município do estado do Ceará, Brasil. Localiza-se na microrregião de Iguatu, mesorregião do Centro-Sul Cearense. O município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para 2018 tem cerca de 21.471 mil habitantes e 599 km². Foi criado em 1957. É a cidade do famoso cantor brasileiro Raimundo Fagner, também do Açude Orós, segundo maior do Ceará, atrás apenas do Castanhão.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

A palavra Orós aparece nos livros de registros das Datas e Sesmarias do Ceará em 1732, quando falam de um "riacho que vai se meter no Oró", e em 1736, do "sítio dos Horós"[carece de fontes?].

Orós, no sufixo grego universal, significa montanhas[carece de fontes?]. Vem dele o nome orografia, para descrever montanhas, e orologia, a gênese das mesmas[carece de fontes?]. Apesar do município ter cordilheiras vastas que formam vales e boqueirões, admitir-se que seu nome tenha origem aí é suposição sem base, sobretudo quando inexistem outros topônimos cearenses com derivação semelhante.[7]

História[editar | editar código-fonte]

Fachada da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Suas origens estão vinculadas ao chamado Boqueirão do Orós, local tecnicamente estudado e aprovado como propício à construção de um monumental reservatório hídrico (século XIX)[carece de fontes?]. Não obstante esses referenciais, tem-se como pioneirismo o estabelecimento de fazendas, ainda no começo do mesmo século, pela família dos Monte e Silva, em conflito territorial com a família Feitosa[carece de fontes?].

Independente dessas origens consta evidentemente como povoadoras do conflitante território famílias representadas por Patrícios, Matineiros e Nunes da Costa, egressos do sítio Saco da Onça, nas águas do Rio Estreito e local onde seria construído o açude Lima Campos[carece de fontes?]. Essa nova ocupação, exatamente onde seria fundada a povoação de Orós, teve como referencial de posse das quais foram proprietária a senhorinha Dias Bastos e repassadas em operação de compra e venda aos recém-primeiros ensaios de povoamento, fundamentado em casas de moradia, cultivos agrícolas, casa-de-farinha e produção de cal[carece de fontes?].

No limiar dos anos de 1920, tendo como Presidente da República o paraibano Epitácio Pessoa, saiu do casulo o projeto de construção do pré-falado reservatório de água, objetivando combater as grandes secas da região. Houve como empreiteira a firma norte-americana Dwight P. Robson[carece de fontes?]. Atraídos pela breve realização de obras tão importantes, grande número de pretensos operários acercou-se do local, na perspectiva de emprego, fato que concorreu para a formação do rápido povoamento[carece de fontes?].

Em nome do empreendimento, que afinal de contas abortaria, construiu-se por conta da empresa o respectivo canteiro de obras, deste constando dezesseis casas de apoio administrativo, o edifício conhecido por Casa dos Hóspedes, um Hospital e a casa geradora de energia elétrica, além do ramal ferroviário via Iguatu[carece de fontes?]. Foi justamente nessa fase que o aqueduto que ligaria o rio Jaguaribe ao rio denominado Estreito, perenizando este em favor do sistema irrigatório[carece de fontes?]. Tudo isso, finalmente, concorreu em prol da formação do povoado e na ocupação das terras de Orós, tendo-se por acréscimo as empresas F. Holanda e João Brasil Montenegro, respondendo este pela primeira indústria de beneficiamento de algodão em termos regionais[carece de fontes?].

Formação Administrativa[editar | editar código-fonte]

Segundo o decreto estadual nº 1.156, de 4 de dezembro de 1933, figura no município de Icó o distrito de Orós [8].  Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, figura no município de Icó o distrito de Orós [9]. Assim permanecendo em divisão territorial datada de1-VII-1955 [10].

Elevado à categoria de município com a denominação de Orós, pela lei estadual nº 3338, de 15 de setembro de 1956, desmembrado de Icó [11]. Sede no antigo distrito de Orós [12]. Constituído de 3 distritos: Orós, Guassussê e Igarói, todos desmembrados de Icó [13]. Instalado em 25 de março de 1959 [14]

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: Orós, Guassussê e Igarói [15]. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31-XII-1963 [16]. Pela lei estadual nº 7168, de 14 de janeiro de 1964, é criado o distrito de Palestina e anexado ao município de Orós [17].

Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído de 4 distritos: Orós, Guassussê, Igarói, Palestina [18]. Assim permanecendo em divisão territorial datada 1988 [19].

Pela lei municipal nº 03, de 18 de junho de 1991, é criado o distrito de Santarém ex-povoado e anexado ao município de Orós [20].

Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 5 distritos: Orós, Guassussê, Igarói, Palestina e Santarém [21].

Hino[editar | editar código-fonte]

Orós pra frente

Oásis do sertão

Cidade, beleza, riqueza

Paisagem, amor e união

Cidade, beleza, riqueza

Paisagem, amor e união

Foi Epitácio Pessoa

O primeiro a começar

Comportas e viadutos

Pra ver o rio jaguaribe passar!

Orós pra frente

Oásis do sertão

Cidade, beleza, riqueza

Paisagem, amor e união

Cidade, beleza, riqueza

Paisagem, amor e união

Orós no cinema[editar | editar código-fonte]

Os Trapalhões e o Mágico de Oróz é um filme brasileiro de 1984, do gênero comédia infantil, dirigido por Victor Lustosa e Dedé Santana e estrelado pela trupe humorística Os Trapalhões[carece de fontes?]. Foi realizado por Renato Aragão Produções em parceria com DeMuZa Produções. O filme é uma paródia do conto O Mágico de Oz[carece de fontes?].

Didi (Renato Aragão), um sertanejo humilde que padecia fome e sede devido à seca no nordeste brasileiro, segue sem rumo com seus companheiros Soró (Arnaud Rodrigues) e Tatu (José Dumont) em busca de melhores condições de vida. Pelo caminho, Didi encontra mais três novos companheiros: o Espantalho (Zacarias), a quem salvou de um bando de Carcarás e que desejava conseguir um cérebro para se tornar uma pessoa comum; o Homem-de-lata (Mussum), que desejava um coração para completar sua felicidade; e o Leão (Dedé Santana), que era o delegado covarde de Oróz e inicialmente lutou contra Didi, mas depois juntou-se ao grupo com o objetivo de levar água para a cidade. O Leão desejava livrar-se de sua covardia. Até que encontram no deserto o lar do Mágico de Oróz (Dary Reis). Este os aconselha a buscarem um monstro de metal que jorra água pela boca, a fim de resolverem o problema da sêca, e a nunca desistirem de conseguir o que desejam. Após enfrentarem e derrotarem, com a ajuda do Mágico de Oróz, o malvado Coronel Ferreira (Maurício do Valle), que comercializava a pouca água dos açudes de Oróz, são levados pelo Mágico e seus poderes à Cidade do Rio de Janeiro, onde conseguem encontrar o procurado "monstro" (que na verdade era uma torneira gigante) e com mais uma ajuda do Mágico o levaram até à cidade de Oróz, que os recebeu em festa. Mas os quatro amigos não sabiam que uma torneira separada de seu encanamento não podia fornecer água, e quando descobriram isto a população da cidade se revoltou e o prefeito os condenou à morte. Perto do fim, Didi convence os seus companheiros a terem fé que a chuva cairia e os salvaria, e dizendo as frases "Vamos todos pensar firme, vamos todos pensar forte, pra cair um pingo d'água e mudar a nossa sorte", fazem o milagre acontecer: a chuva cai e o "monstro" finalmente jorrou água por sua boca. E toda a cidade festeja, e os três companheiros de Didi se tornam seres humanos normais, o que mais desejavam conseguir. O filme termina com uma mensagem escrita na tela, feita pelos Trapalhões aos governantes brasileiros, dizendo: "E choveu. Que a chuva que molhou o sofrido chão do nordeste não esfrie o ânimo de nossas autoridades na procura de soluções para a seca"[carece de fontes?].

Figuras ilustres[editar | editar código-fonte]

Raimundo Fagner Cândido Lopes mais conhecido apenas como Fagner (Orós, 13 de outubro de 1949) é um cantor, compositor, instrumentista, ator e produtor brasileiro, e um dos integrantes do chamado Pessoal do Ceará[carece de fontes?]

Mais jovem dos cinco filhos de José Fares, imigrante libanês, e Dona Francisca, Fagner nasceu na capital cearense, embora tenha sido registrado no município de Orós[carece de fontes?].

O nome de Fagner vem sendo incluído na lista dos maiores cantores de música latina[carece de fontes?], principalmente pela sua filiação com outros músicos latinos não-brasileiros, como Mercedes Sosa.

Açude de Orós[editar | editar código-fonte]

Foto: Fredson Pedro Martins
Pôr do Sol no Açude de Orós
Açude de Orós
Sangria do Açude de Orós em 2007

O Açude de Orós ou Açude Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira está localizado no leito do rio Jaguaribe, na região centro-sul do Ceará. Sua história remonta à época do Brasil Império, quando várias secas se sucederam dizimando um número grande de pessoas e animais [22]. Represar o rio Jaguaribe e fazê-lo perene surgiu como a alternativa mais viável para o solucionar o problema da escassez de água no sertão cearense[carece de fontes?]. No entanto, esta ideia só foi colocada em prática no século XX[carece de fontes?]. Ao ser construído, esse reservatório chegou a inundar vilarejos próximos ao leito do rio, dentre eles o mais famoso: Conceição do Buraco, hoje Guassussê[carece de fontes?]. Foi construído pelo DNOCS, tendo suas obras concluídas em 1961[carece de fontes?].

Sua capacidade é de 2.100.000.000 m³, o que o coloca como o segundo maior[carece de fontes?] reservatório do estado. Foi o maior até a construção do Açude Castanhão em 2003[carece de fontes?].

Referências

  1. «Prefeitos eleitos no Ceará». Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Consultado em 9 de fevereiro de 2013 
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. Livro A história do Município de Orós, de autoria do Dr. João Maia Nogueira
  8. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/oros/historico
  9. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/oros/historico
  10. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/oros/historico
  11. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/oros/historico
  12. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/oros/historico
  13. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/oros/historico
  14. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/oros/historico
  15. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/oros/historico
  16. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/oros/historico
  17. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/oros/historico
  18. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/oros/historico
  19. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/oros/historico
  20. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/oros/historico
  21. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/oros/historico
  22. https://www.portalodia.com/blogs/chico-miguel/as-grandes-secas-do-nordeste,-sec,xix-e-xx-222787.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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