Orós

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Município de Orós
"Oásis do Sertão"
Cidade de Orós.jpg

Bandeira de Orós
Brasão de Orós
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 1º de setembro de 1957
Fundação Não disponível
Gentílico oroense
Prefeito(a) Simão Pedro Alves Pequeno[1] (PSD)
(2013–2016)
Localização
Localização de Orós
Localização de Orós no Ceará
Orós está localizado em: Brasil
Orós
Localização de Orós no Brasil
06° 14' 38" S 38° 54' 50" O06° 14' 38" S 38° 54' 50" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Centro-Sul Cearense IBGE/2008 [2]
Microrregião Iguatu IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Norte: Jaguaribe, Leste e Sul: Icó, Oeste: Iguatu e Quixelô
Distância até a capital 410 km km
Características geográficas
Área 576,269 km² [3]
População 21 392 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 37,12 hab./km²
Altitude 188 m
Clima Quente e Seco
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,627 médio PNUD/2000 [5]
PIB R$ 84 959,635 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 3 892,95 IBGE/2008[6]
Página oficial

Orós é uma cidade e um município do estado do Ceará, Brasil. Localiza-se na microrregião de Iguatu, mesorregião do Centro-Sul Cearense. O município tem cerca de 22 mil habitantes e 599 km². Foi criado em 1957. É a cidade do famoso cantor brasileiro Raimundo Fagner, também do Açude Orós, segundo maior do Ceará, atrás apenas do Castanhão.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

A palavra Orós aparece nos livros de registros das Datas e Sesmarias do Ceará em 1732, quando falam de um "riacho que vai se meter no Oró", e em 1736, do "sítio dos Horós".

Orós, no sufixo grego universal, significa montanhas. Vem dele o nome orografia, para descrever montanhas, e orologia, a gênese das mesmas. Apesar do município ter cordilheiras vastas que formam vales e boqueirões, admitir-se que seu nome tenha origem aí é suposição sem base, sobretudo quando inexistem outros topônimos cearenses com derivação semelhante [7].

História[editar | editar código-fonte]

Suas origens estão vinculadas ao chamado Boqueirão do Orós, local tecnicamente estudado e aprovado como propício à construção de um monumental reservatório hídrico (século XIX). Não obstante esses referenciais, tem-se como pioneirismo o estabelecimento de fazendas, ainda no começo do mesmo século, pela família dos Monte e Silva, em conflito territorial com a família Feitosa.

Independente dessas origens consta evidentemente como povoadoras do conflitante território famílias representadas por Patrícios, Matineiros e Nunes da Costa, egressos do sítio Saco da Onça, nas águas do Rio Estreito e local onde seria construído o açude Lima Campos. Essa nova ocupação, exatamente onde seria fundada a povoação de Orós, teve como referencial de posse das quais foram proprietária a senhorinha Dias Bastos e repassadas em operação de compra e venda aos recém-primeiros ensaios de povoamento, fundamentado em casas de moradia, cultivos agrícolas, casa-de-farinha e produção de cal.

No limiar dos anos de 1920, tendo como Presidente da República o nordestino Epitácio Pessoa, saiu do casulo o projeto de construção do pré-falado reservatório de água, objetivando combater as grandes secas da região. Houve como empreiteira a firma norte-americana Dwight P. Robson. Atraídos pela breve realização de obras tão importantes, grande número de pretensos operários acercou-se do local, na perspectiva de emprego, fato que concorreu para a formação do rápido povoamento.

Em nome do empreendimento, que afinal de contas abortaria, construiu-se por conta da empresa o respectivo canteiro de obras, deste constando dezesseis casas de apoio administrativo, o edifício conhecido por Casa dos Hóspedes, um Hospital e a casa geradora de energia elétrica, além do ramal ferroviário via Iguatu. Foi justamente nessa fase que o aqueduto que ligaria o rio Jaguaribe ao rio denominado Estreito, perenizando este em favor do sistema irrigatório. Tudo isso, finalmente, concorreu em prol da formação do povoado e na ocupação das terras de Orós, tendo-se por acréscimo as empresas F. Holanda e João Brasil Montenegro, respondendo este pela primeira indústria de beneficiamento de algodão em termos regionais.

Formação Administrativa[editar | editar código-fonte]

Segundo o decreto estadual nº 1156, de 4 de dezembro de 1933, figura no município de Icó o distrito de Orós.  Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, figura no município de Icó o distrito de Orós.  Assim permanecendo em divisão territorial datada de1-VII-1955.

Elevado à categoria de município com a denominação de Orós, pela lei estadual nº 3338, de 15 de setembro de 1956, desmembrado de Icó. Sede no antigo distrito de Orós. Constituído de 3 distritos: Orós, Guassussê e Igarói, todos desmembrado de Icó. Instalado em 25 de março de 1959.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: Orós, Guassussê e Igarói.  Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31-XII-1963.  Pela lei estadual nº 7168, de 14 de janeiro de 1964, é criado o distrito de Palestina e anexado ao município de Orós.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído de 4 distritos: Orós, Guassussê, Igarói, Palestina.  Assim permanecendo em divisão territorial datada 1988.

Pela lei municipal nº 03, de 18 de junho de 1991, é criado o distrito de Santarém ex-povoado e anexado ao município de Orós.

Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 5 distritos: Orós, Guassussê, Igarói, Palestina e Santarém.

Hino[editar | editar código-fonte]

Orós pra frente

Oásis do sertão

Cidade, beleza, riqueza

Paisagem, amor e união

Cidade, beleza, riqueza

Paisagem, amor e união

Foi Epitácio Pessoa

O primeiro a começar

Comportas e viadutos

Pra ver o rio jaguaribe passar!

Orós pra frente

Oásis do sertão

Cidade, beleza, riqueza

Paisagem, amor e união

Cidade, beleza, riqueza

Paisagem, amor e união

Orós no cinema[editar | editar código-fonte]

Os Trapalhões e o Mágico de Oróz é um filme brasileiro de 1984, do gênero comédia infantil, dirigido por Victor Lustosa e Dedé Santana e estrelado pela trupe humorística Os Trapalhões. Foi realizado por Renato Aragão Produções em parceria com DeMuZa Produções. O filme é uma paródia do conto O Mágico de Oz.

Didi (Renato Aragão), um sertanejo humilde que padecia fome e sede devido à seca no nordeste brasileiro, segue sem rumo com seus companheiros Soró (Arnaud Rodrigues) e Tatu (José Dumont) em busca de melhores condições de vida. Pelo caminho, Didi encontra mais três novos companheiros: o Espantalho (Zacarias), a quem salvou de um bando de Carcarás e que desejava conseguir um cérebro para se tornar uma pessoa comum; o Homem-de-lata (Mussum), que desejava um coração para completar sua felicidade; e o Leão (Dedé Santana), que era o delegado covarde de Oróz e inicialmente lutou contra Didi, mas depois juntou-se ao grupo com o objetivo de levar água para a cidade. O Leão desejava livrar-se de sua covardia. Até que encontram no deserto o lar do Mágico de Oróz (Dary Reis). Este os aconselha a buscarem um monstro de metal que jorra água pela boca, a fim de resolverem o problema da sêca, e a nunca desistirem de conseguir o que desejam. Após enfrentarem e derrotarem, com a ajuda do Mágico de Oróz, o malvado Coronel Ferreira (Maurício do Valle), que comercializava a pouca água dos açudes de Oróz, são levados pelo Mágico e seus poderes à Cidade do Rio de Janeiro, onde conseguem encontrar o procurado "monstro" (que na verdade era uma torneira gigante) e com mais uma ajuda do Mágico o levaram até à cidade de Oróz, que os recebeu em festa. Mas os quatro amigos não sabiam que uma torneira separada de seu encanamento não podia fornecer água, e quando descobriram isto a população da cidade se revoltou e o prefeito os condenou à morte. Perto do fim, Didi convence os seus companheiros a terem fé que a chuva cairia e os salvaria, e dizendo as frases "Vamos todos pensar firme, vamos todos pensar forte, pra cair um pingo d'água e mudar a nossa sorte", fazem o milagre acontecer: a chuva cai e o "monstro" finalmente jorrou água por sua boca. E toda a cidade festeja, e os três companheiros de Didi se tornam seres humanos normais, o que mais desejavam conseguir. O filme termina com uma mensagem escrita na tela, feita pelos Trapalhões aos governantes brasileiros, dizendo: "E choveu. Que a chuva que molhou o sofrido chão do nordeste não esfrie o ânimo de nossas autoridades na procura de soluções para a seca".

Figuras ilustres[editar | editar código-fonte]

Raimundo Fagner Cândido Lopes mais conhecido apenas como Fagner (Orós, 13 de outubro de 1949) é um cantor, compositor, instrumentista, ator e produtor brasileiro, e um dos integrantes do chamado Pessoal do Ceará

Mais jovem dos cinco filhos de José Fares, imigrante libanês, e Dona Francisca, Fagner nasceu na capital cearense, embora tenha sido registrado no município de Orós.

O nome de Fagner vem sendo incluído na lista dos maiores cantores de música latina, principalmente pela sua filiação com outros músicos latinos não-brasileiros, como Mercedes Sosa.

Açude de Orós[editar | editar código-fonte]

Foto: Fredson Pedro Martins
Pôr do Sol no Açude de Orós

O Açude de Orós ou Açude Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira está localizado no leito do rio Jaguaribe, na região centro-sul do Ceará.

Sua história remonta à época do Brasil Império, quando várias secas se sucederam dizimando um número grande de pessoas e animais. Represar o rio Jaguaribe e fazê-lo perene surgiu como a alternativa mais viável para o solucionar o problema da escassez de água no sertão cearense. No entanto, esta ideia só foi colocada em prática no século XX. Ao ser construído, esse reservatório chegou a inundar vilarejos próximos ao leito do rio, dentre eles o mais famoso: Conceição do Buraco, hoje Guassussê. Foi construído pelo DNOCS, tendo suas obras concluídas em 1961.

Açude de Orós
Açude de Orós

Sua capacidade é de 2.100.000.000 m³, o que o coloca como o segundo maior reservatório do estado. Foi o maior até a construção do Açude Castanhão em 2003.

Referências

  1. «Prefeitos eleitos no Ceará». Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. Consultado em 9 de fevereiro de 2013 
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. Livro A história do Município de Orós, de autoria do Dr. João Maia Nogueira

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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