Tejuçuoca

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Município de Tejuçuoca
"Capital do bode"
Igreja de São Pedro, em Tejuçuoca

Igreja de São Pedro, em Tejuçuoca
Bandeira de Tejuçuoca
Brasão de Tejuçuoca
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 13 de janeiro
Fundação 28 de dezembro de 1987
Gentílico tejuçuoquense
Padroeiro(a) São Pedro
Prefeito(a) Francisco Valmar Mota Bernardo (PDT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Tejuçuoca
Localização de Tejuçuoca no Ceará
Tejuçuoca está localizado em: Brasil
Tejuçuoca
Localização de Tejuçuoca no Brasil
03° 59' 20" S 39° 34' 51" O03° 59' 20" S 39° 34' 51" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Norte Cearense IBGE/2008 [1]
Microrregião Médio Curu IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Norte: Itapajé, Leste: Apuiarés e General Sampaio , Sul: Canindé, Oeste: Irauçuba
Distância até a capital 144 km
Características geográficas
Área 750,605 km² [2]
População 16 836 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 22,43 hab./km²
Altitude 140 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,611 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 43 142,835 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 687,02 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura http://www.tejucuoca.ce.gov.br/site/
Parque Ecológico Furna dos Ossos

Tejuçuoca é um município do estado do Ceará, no Brasil. Sua população estimada em 2004 era de 14 398 habitantes.==== Hino de Tejuçuoca ==== Letra e Música: Raimundo Nonato Cipriano


Toponímia[editar | editar código-fonte]

Teiuaçu em Tejuçuoca-CE.

"Tejuçuoca" procede do tupi antigo teîuûasu oka, que significa "toca dos teiuaçus". De teîuûasu: teiuaçu; e oka: toca.[6] [7]

História[editar | editar código-fonte]

Originalmente habitada por ameríndios, a ocupação de origem portuguesa da região principiou a partir da fixação dos primeiros indivíduos nas proximidades do Riacho do Paulo, afluente do Rio Curu, os quais formaram um arraial. A vinda destes primeiros ocupantes de origem portuguesa tem início por volta do começo do século XIX. No início do século XX, a região foi refúgio de cangaceiros que fugiam da ação da polícia.[8]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • 4 de dezembro de 1933: elevação à categoria de vila pelo decreto-lei 1 156;
  • 3 de julho de 1963: elevação à categoria de município pela lei 6 392.
  • 14 de dezembro de 1965: suprimida, antes da instalação, a elevação à categoria de município através da lei 8 339.
  • 28 de dezembro de 1987: restauração da elevação à categoria de município através da lei 11 414.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Tejuçuoca pertence à microrregião do Médio Curu. Sua área é de 750,605 quilômetros quadrados, que corresponde a 0,54% da área do estado do Ceará.

Relevo e Solos[editar | editar código-fonte]

Possui relevo levemente acidentado na maior parte do território,[9] com altitudes inferior a 200 metros na maior parte do território.[10] Apenas na porção sudoeste há terrenos mais acidentados com altitudes mais elevadas, atingindo valores máximos ao redor de 700 metros.

  • Serra das Vertentesː é a única parte do município com clima diferente do clima semiárido.
  • Serra da Caboretinga (Sede)
  • Serra do Algodão (Retiro)
  • Serra da Sant'Ana (Retiro)

Clima[editar | editar código-fonte]

Tropical quente semiárido em quase todo o território municipal.[11]

Bacias Hidrografia[editar | editar código-fonte]

  • Rio Caxitoré- onde fica localizado o açude do Jerimum, que abastece as localidades de Monte Carmelo e Retiro. Em torno de seu leito, é possível encontra plantações de cajueiros e mamoeiros.
  • Riacho Tejuçuoca - onde fica o açude Tejuçuoca, que abastece a sede do município e as localidades de Boqueirão, Boa Ação, Caiçara I e Malaquias
  • Riacho do Paulo

Divisões Administrativas[editar | editar código-fonte]

O município está dividido em duas unidades: Sede e distrito de Caxitoré. Na sede, se localizam as localidades de Riacho das Pedras, Boqueirão, Caiçara II, Malaquias, Catirina, Vazante Grande e Boa Ação. No Distrito de Caxitoré, se localizam as localidades de Jardim, Monte Carmelo, Jerimum, São Bento, São Gonçalo, Açude, Barra do Caxitoré, Laura Muquém, Retiro, Vertentes, Logradouro e Caiçara I.

Cultura[editar | editar código-fonte]

O município é a sede de uma das maiores festas do Cearáː a Tejubode - Feira da Ovinocaprinocultura (ou caprinovinocultura), que acontece anualmente desde 2001. Os festejos vão desde feiras, gastronomia regional, pratos à base de bode, artesanato, até noites agitadas com shows de músicos regionais e também nacionais. O local dos festejos é aleatório, sendo o Parque de Exposições Joãozão um dos já utilizados.

Com o intuito de fazer a Tejubode crescer cada vez mais, existe o programa "Bolsa Bode", que incentiva jovens de 17 a 28 anos a praticarem a criação de ovinos e caprinos. Com o apoio da prefeitura da cidade, os inscritos recebem, mensalmente, o valor de 100 reais de ajuda de custo e, anualmente, um auxílio de 5 000 reais.

Parque Furna dos Ossos[editar | editar código-fonte]

No município, se localiza o parque Furna dos Ossos, que abriga cavernas nas quais costumavam ser enterrados criminosos, cangaceiros e desafetos políticos no início do século XX. O parque possui, ainda, formações rochosas de formatos curiosos, bem como fauna e flora típicas da caatinga.[12]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Tejuçuoca

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  6. NAVARRO, E. A. Dicionário de Tupi Antigoː a Língua Indígena Clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 602.
  7. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 657.
  8. Diário do Nordeste. Disponível em http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/regional/monolitos-na-furna-dos-ossos-1.715363. Acesso em 12 de março de 2016.
  9. http://www2.ipece.ce.gov.br/atlas/capitulo1/12/122x.htm
  10. http://www2.ipece.ce.gov.br/atlas/capitulo1/12/123x.htm
  11. http://www2.ipece.ce.gov.br/atlas/capitulo1/12/126x.htm
  12. Diário do Nordeste. Disponível em http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/regional/monolitos-na-furna-dos-ossos-1.715363. Acesso em 12 de março de 2016.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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