Segundo moradores mais antigos existem três versões sobre a origem do nome Baraúna. Uma delas, é que, Mossoró (cidade vizinha), teve na época um herói por nome de Alexandre Baraúna, batizou-se o então vilarejo por Baraúna em sua homenagem. Uma segunda versão é defendida pelo historiador Luiz da Câmara Cascudo de que este nome veio devido a uma planta por nome de Ibiraúna, cujos moradores dizem que não existe e nunca existiu nos limites do município. Já os moradores defendem que Baraúna nasceu numa localidade que chamava-se "Rancho do Sabiá" e, que o mesmo servia de abrigo para os tropeiros que faziam o percurso Ceará para Mossoró, e estes repousavam sobre o frondoso pé de Sabiá.
A mudança do nome para Baraúna deu-se devido a um Preto Velho conhecido pelo alcunha de Baraúna que, residindo em Mossoró, passava a maior parte do seu tempo nesta região dedicando-se a caça, uma vez que a mesma era farta, pois segundo os mesmos, existia em quantidade onças, porco-do-mato, tamanduás e outros. Em virtude do exposto, o Rancho do Sabiá aos poucos passou a ser chamado de "As terras de Baraúna".
Os primeiros moradores dessa localidade foram os senhores João Batista Dantas e Guilherme Freire. Estes construíram as primeiras casas e desenvolveram as primeiras atividades agropecuárias e outras. Com algumas famílias residindo no local, destacou-se particularmente uma, devido às suas condições financeiras, que aos poucos foram se apropriando de grandes quantidades de terra. Esta família era conhecida como "os Pachêcos" e eram do Ceará, o que veio a gerar conflitos entre essa família e os demais moradores, pois entendiam os demais, que os Pachêcos estavam entrando em terras baraunenses para registrá-las no Ceará.
No ano de 1935, o interventor do estado Rafael Fernandes Gurjão, atendendo a um pedido do Sr. João Batista Dantas, que viajou de Baraúna a Natal a pé, determinou a inspetoria de Fomento de Combate as Secas e, esta através do Pe. Mota, então Prefeito de Mossoró, perfurou o primeiro poço de Baraúna e este fez com que um maior número de pessoas construísse casas em volta desse poço, construindo-se assim um povoado, e o Sr. José Raimundo de Abreu foi um dos maiores incentivadores para o desenvolvimento dessa localidade. Já em 1940 intensificou-se a exploração da madeira, e da região, saiu milhares de dormentes e outras espécies, embora trabalhadas manualmente.
Através da Lei Municipal nº. 889 de 17 de Novembro de 1953 foi criado o Distrito de Baraúna e foi escolhido para o Primeiro ¨subprefeito¨ não oficial o Sr. Francisco Leandro de Medeiros. Já na condição de Distrito de Mossoró, Baraúna toma impulso na Agricultura e seus principais produtos são: Algodão, Milho e Feijão, os quais permanecem até hoje acrescido do Melão, Melancia, Acerola, Caju e outros. Por meio de um plebiscito decidiu-se elevar o Distrito de Baraúna à categoria de município e, pela lei estadual de nº. 5.107 em 15 de dezembro de 1981, finalmente desmembrou-se de Mossoró. E, em 15 de Novembro de 1982 Baraúna elege o Sr. José Holanda Montenegro casado com Raimunda da Silva Montenegro, para ser o seu primeiro Prefeito que ficou no cargo por seis anos.[4]
A segunda administração, foi chefiada por José Bezerra (PMDB) 1988 - 1992. Em seguida veio José Araújo Dias (PFL) 1993 - 1996, posteriormente foi eleito o professor Francisco Gilson de Oliveira (neto de Francisco Leandro de Medeiros)(PFL)1996 - 2004, cassado por improbidade administrativa em Março de 2004 deu lugar assim, a José Araújo Dias (DEM) do qual o mesmo também foi cassado em Janeiro de 2007. Assim, Aldivon Nascimento(PR)2007-2008 e 2009-2012 assumiu a prefeitura da cidade.
O relevo de Baraúna, com altitudes de até duzentos metros, está inserido na Depressão Sertaneja, com terrenos planos ligeiramente elevados, formados durante a Idade Cretácea Superior, há cerca de oitenta milhões de anos. O território baraunense pertence à Formação Jandaíra, com a predominância de calcário, com exceção das partes nordeste e leste, que estão inseridas no Grupo Barreiras, formado por arenito e cascalho. O solo predominante é o cambissolo, com textura formada por argila, boa drenagem e nível de fertilidade de médio a alto, coberto por uma vegetação de pequeno porte, a caatinga, com espécies que perdem suas folhas na estação seca.[10]
Cortado pelos riachos Cabelo Negro, Grande e Córrego de Pedras, Baraúna possui a maior parte do território (56,22%) inserido na faixa norte de escoamento difuso e o restante (43,78%) na bacia hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró. O clima é semiárido,[10] com temperaturas elevadas e chuvas concentradas no primeiro semestre. Desde 1962, de acordo com dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em Baraúna alcançou 147,5 mm em 23 de março de 2008. O recorde mensal pertence a abril de 1985, com 793,4mm, enquanto o maior acumulado anual ocorreu no mesmo ano, com 2 662,2mm.[15] Desde novembro de 2018, quando entrou em operação uma estação meteorológica automática da EMPARN no município, a menor temperatura ocorreu na madrugada do dia 21 de agosto de 2019 (17°C) e a maior na tarde de 29 de outubro de 2021 (38,9°C).[16]
Sendo um município do Brasil, Baraúna é administrada por dois poderes, o executivo e o legislativo, independentes e harmônicos entre si. O primeiro é representado pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários e eleito pelo voto popular para um mandato de quatro anos, sendo permitida uma única reeleição para mais um mandato consecutivo, enquanto que o segundo é representado pela Câmara Municipal de Baraúna, órgão colegiado de representação dos munícipes que é composto por vereadores também eleitos por sufrágio universal.[17]
As atuais autoridades que ocupam cargos da organização político-administrativa de Baraúna são as seguintes (data: 1º de janeiro de 2024):
Prefeita: Maria Divanize Alves de Oliveira - PSD (2021/-)[18]