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Extremoz

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Município de Extremoz
"São Miguel do Guajiru"
"Vila Nova de Estremoz"
Centro de Extremoz

Centro de Extremoz
Bandeira de Extremoz
Brasão de Extremoz
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 3 de maio de 1760 (257 anos)
Emancipação 4 de abril de 1963 (54 anos)
Gentílico extremozense[1]
Prefeito(a) Joaz Oliveira Mendes da Silva (PR)
(2017–2020)
Localização
Localização de Extremoz
Localização de Extremoz no Rio Grande do Norte
Extremoz está localizado em: Brasil
Extremoz
Localização de Extremoz no Brasil
05° 42' 21" S 35° 18' 25" O05° 42' 21" S 35° 18' 25" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Leste Potiguar IBGE/2013[2]
Microrregião Natal IBGE/2013[2]
Região metropolitana Natal
Municípios limítrofes Ceará-Mirim, Natal e São Gonçalo do Amarante
Distância até a capital 23,5 km[3]
Características geográficas
Área 139,575 km² [4]
População 27 993 hab. (RN: 20º) –  estatísticas IBGE/2016[1]
Densidade 200,56 hab./km²
Altitude 41 m (RN: 132º)[5]
Clima Tropical As
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,66 (RN: 141º) – médio PNUD/2010[6]
PIB R$ 264 871 mil IBGE/2014[7]
PIB per capita R$ 9 771,30 IBGE/2014[7]
Página oficial
Prefeitura www.extremoz.rn.gov.br
Câmara www.extremoz.rn.leg.br

Extremoz é um município brasileiro situado no litoral do estado do Rio Grande do Norte. Pertencente à Microrregião de Natal e à Mesorregião do Leste Potiguar, bem como à Região Metropolitana de Natal e ao Polo Costa das Dunas, localiza-se a norte da capital do estado, distante desta 23,5 quilômetros.

O município de Extremoz se emancipou de Ceará-Mirim na década de 1960. Seu nome é uma referência à sua localização geográfica a norte de Natal e se assemelha à cidade portuguesa de Estremoz, no Distrito de Évora, porém com o tempo passou-se a escrever seu nome com "x" ao invés do "s". Em Extremoz localiza-se a praia de Genipabu, o cartão-postal do estado do Rio Grande do Norte.

História[editar | editar código-fonte]

Antiga Igreja de São Miguel do Guajiru, construída pelos Jesuítas.
Ruínas da antiga Igreja de São Miguel.

As terras que hoje pertencem ao município de Extremoz, litoral do Rio Grande do Norte, foram inicialmente habitadas pelos índios tupis e paiacus, que viviam às margens da Lagoa de Guajiru.[8]

No ano de 1607, uma parte de terra foi concedida a jesuítas pelo capitão-mor do Rio Grande do Norte, Jerônimo de Albuquerque, tendo como principal objetivo catequizar os indígenas. Os jesuítas também foram os principais responsável pela construção da igreja de São Miguel e pelo estabelecimento da missão do Guajiru. Isso também fez com que a sociedade tribal fosse sendo influenciada pela doutrina cristã.[8]

Em 1757, durante as invasões holandesas no Brasil, os jesuítas foram expulsos e a povoação tornou-se a primeira da Capitania do Rio Grande do Norte com a categoria de vila (segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo). A 3 de maio de 1760 passa a se chamar "Vila Nova de Estremoz do Norte".[nt 1] Nesse tempo a vila tinha 1 429 habitantes e era um importante centro econômico e pecuarista. Até aos dias de hoje, moradores nativos preservam várias lendas a respeito da história de Extremoz, como a do tesouro, cujo desfecho foi a destruição da capela de São Miguel, que teria sido demolida na tentativa de os moradores encontrarem o tal tesouro. Nos dias atuais a capela se encontra em ruínas e foi tombada em 1990.[8][9]

Em 18 de agosto de 1855 a Vila Nova de Estremoz do Norte foi incorporada ao povoado de Boca da Mata, com a denominação de "Vila de Ceará Mirim". Já em 1892, foi criado o distrito de "Extremoz" e anexado ao município de Ceará-Mirim. Em 4 de abril de 1963, Extremoz foi desmembrado de Ceará-Mirim e tornou-se novo município do estado do Rio Grande do Norte. A instalação oficial do município ocorreu em 2 de fevereiro de 1964. Seu nome se deve principalmente ao fato de estar localizada a norte de Natal (capital do estado).[8][9]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Extremoz está localizado no litoral do estado do Rio Grande do Norte, a uma altitude média de 41 metros acima do nível do mar, distante 23,5 quilômetros de Natal, capital estadual,[3] e 2 216 quilômetros de Brasília, capital federal.[10] Integra a Mesorregião do Leste Potiguar, a Microrregião de Natal, o Polo Costa das Dunas e a Região Metropolitana de Natal. Ocupa uma área de 139,575 quilômetros quadrados,[4] e se limita com os municípios de Ceará-Mirim a norte e a oeste; São Gonçalo do Amarante a sul e a leste; Natal a sul. A costa do Oceano Atlântico constitui o limite leste.[9]

No município predominam os terrenos planos, com altitudes abaixo de cem metros acima do nível do mar. Extremoz situa-se em uma área de abrangência de rochas pertencentes ao Grupo Barreiras, originárias da Idade Terciária Superior, com a predominância de arenitos recobertos por quartzo, sílex e fragmentos líticos. Na região litorânea ou próximo dela estão as paleodunas, também chamadas "dunas fixas", formadas por areias amareladas transportadas pela erosão eólica e cobertos por vegetação, além dos depósitos de praias marinhos, também originados pela ação dos ventos e formados por areia com cascalho, e a planície fluviomarinha, modelada tanto por processos fluviais quanto marinhos. Próximo ao rio Ceará Mirim estão os depósitos aluvionares, que formam a planície fluvial, sujeita a inundações durante o período chuvoso.[11]

O tipo de solo predominante é a areia quartzosa distrófica, que possui baixos níveis de fertilidade, elevados índices de drenagem e textura formada por argila ou areia. Há também os solos indiscriminados de mangue, as areias quartzosas marinhas (litoral) e o latossolo vermelho amarelo.[11][12]

Área de Proteção Ambiental das Dunas de Genipabu, entre Natal e Extremoz, criada em 1995.

O município está localizado em um conjunto de três bacias hidrográficas, sendo a do Rio Ceará-Mirim a maior delas, cobrindo 49,45% do território municipal, seguida pela faixa litorânea leste de escoamento difuso (28,53%) e pela bacia do Rio Doce (22,02%). Os principais rios que cortam Extremoz são o Doce e o Guajiru. O principal reservatório é a Lagoa de Extremoz, construído em uma área de 358,93 hectares (ha) e com capacidade para 11 019 525 m³, além da Lagoa de Guamoré.[11][13]

Por sua vez, a cobertura vegetal é formada pelos tabuleiros litorâneos, predominante em áreas modificadas pela ação humana, e os manguezais, típicos de solos inundados pelas marés, com alto grau de salinidade.[11] O município abriga, juntamente com Natal, a Área de Proteção Ambiental das Dunas de Genipabu, instituída pelo decreto estadual 12 620, de 17 de maio de 1995, com o objetivo de preservar a fauna e a flora locais.[14]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Extremoz (do tipo Aw na classificação climática de Köppen-Geiger), com temperaturas médias superiores a 18 °C em todos os meses do ano e precipitação inferior a sessenta milímetros (mm) nos meses mais secos. A temperatura média anual gira em torno dos 26 °C, chegando aos 31 °C nos meses mais quentes. O índice pluviométrico é de superior a 1 300 mm/ano, concentrados entre os meses de março e julho,[15] a umidade relativa do ar média de 77% e o tempo de insolação em torno de 2 700 horas/ano.[9]

Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), de 2005 a 2008 e a partir de 2010, o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em Extremoz (EMATER), foi de 213 mm em 1º de julho de 2008.[16] Outros grandes acumulados foram 211 mm em 16 de junho de 2014,[17] 124,9 mm em 30 de abril de 2006,[18] 124 mm em 20 de maio de 2013[19] e 111,2 mm em 9 de setembro de 2014.[20]

Dados climatológicos para Extremoz
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 31,5 31,3 31 30,3 29,4 28,4 28,2 28,6 29,6 30,5 31 31,1 30,1
Temperatura média (°C) 27,1 26,9 26,7 26,1 25,4 24,4 24 24,1 24,9 25,7 26,2 26,5 25,7
Temperatura mínima média (°C) 22,7 22,5 22,4 22 21,4 20,5 19,9 19,7 20,3 21 21,5 21,9 21,3
Precipitação (mm) 57 99 185 206 193 211 180 88 45 17 16 24 1 321
Fonte: Climate Data.[15]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1970 8 991
1980 8 796 -2,2%
1991 14 941 69,9%
2000 19 572 31,0%
2010 24 569 25,5%
Est. 2016 27 993 [1] 43,0%
Fonte: CNM/IBGE[21][22]

A população de Extremoz no censo demográfico de 2010 era de 24 569 habitantes, um crescimento de 2,3% ao ano em relação ao censo de 2000,[22] sendo o vigésimo município em população do Rio Grande do Norte, apresentando uma densidade populacional de 176,03 hab./km².[23] De acordo com este mesmo censo demográfico, 64,18% dos habitantes viviam na zona urbana e 35,82% na zona rural. Ao mesmo tempo, 50,36% da população eram do sexo feminino e 49,64% do sexo masculino, tendo uma razão de sexo de 98,55.[24] Quanto à faixa etária, 65,37% da população tinham entre 15 e 64 anos, 28,31% menos de quinze anos e 6,32% 65 anos ou mais.[22]

Ainda segundo o mesmo censo, a população de Extremoz era formada por católicos apostólicos romanos (72,99%), protestantes (18,01%), espíritas (1,24%), testemunhas de Jeová (0,3%), umbandistas (0,17%), candomblecistas (0,09%) e mórmons (0,04%). Outros 6,75% não tinham religião, incluindo-se aí os ateus (0,26%), e 0,04% não tinham religião determinada.[25] O padroeiro do município é São Miguel Arcanjo, cuja paróquia foi criada em 6 de junho de 1755.[26] Há ainda a Área Pastoral de São João Batista, localizada na praia de Pitangui, criada em 5 de setembro de 2016.[27][28] Extremoz pertence ao vicariato episcopal urbano da arquidiocese de Natal.[29] Há ainda alguns credos protestantes ou reformados, dentre igrejas pentecostais e de missão, sendo as principais denominações a Assembleia de Deus, a Congregação Cristã do Brasil, Deus é Amor, o Evangelho Quadrangular, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a igreja batista, a igreja metodista e a Igreja Universal do Reino de Deus.[25]

Conforme pesquisa de autodeclaração do mesmo censo, 63,52% dos habitantes eram pardos, 25,71% brancos, 9,15%, pretos, 1,25% amarelos e 0,37% indígenas.[30] 99,87% da população eram brasileiros natos (46,88% naturais do município)[31] e 0,13% estrangeiros.[32] Em relação à região de nascimento, 96,93% eram naturais do Nordeste, 1,77% do Sudeste, 0,45% do Centro-Oeste, 0,37% do Sul e 0,3% do Norte, além de 0,05% sem especificação. Dentre os naturais de outras unidades da federação, a Paraíba tinha o maior percentual de residentes (1,67%), seguido por Pernambuco (1,15%) e pelo Rio de Janeiro (0,94%).[33]

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do município é considerado médio, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo dados do relatório de 2010, divulgados em 2013, seu valor era de 0,660, estando na décima nona posição a nível estadual (em 167 municípios) e na 2 898ª a nível federal (de 5 565 municípios). Considerando-se apenas o índice de longevidade, seu valor é de 0,808, o valor do índice de renda é 0,640 e o de educação é 0,555.[6] No período de 2000 a 2010, o índice de Gini reduziu de 0,57 para 0,51 e a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até R$ 140 passou de 45,7% para 26,3%, apresentando uma queda de 42,5%. Em 2010, 73,8% da população vivia acima da linha de pobreza, 14,1% entre as linhas de indigência e de pobreza e 12,2% abaixo da linha de indigência. No mesmo ano, os 20% mais ricos eram responsáveis por 58,1% no rendimento total municipal, valor pouco mais de dezoito vezes superior ao dos 20% mais pobres, de apenas 3,2%.[22][34]

Política[editar | editar código-fonte]

Joaz Oliveira, prefeito de Extremoz.

O poder executivo em Extremoz é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários municipais.[35] O primeiro prefeito do município foi Daniel Pinheiro da Silva, desde a emancipação política até 1968,[36] e o atual, Joaz Oliveira Mendes da Silva, do Partido da República (PR), foi eleito em 2016 com 50,51% dos votos válidos,[37] tendo como vice Djalma Sales "Macho".[38]

O poder legislativo é constituído pela câmara municipal,[35] composta por onze vereadores eleitos para mandatos de quatro anos.[39] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias).[35]

O município abriga uma representação do poder judiciário do Rio Grande do Norte, a comarca de Extremoz, de primeira entrância, cujo único termo é o município de Maxaranguape, embora este não seja limítrofe com Extremoz.[40] Extremoz se rege por sua lei orgânica, promulgada em 3 de abril de 1990[35] e pertence à 64ª zona eleitoral do Rio Grande do Norte, possuindo, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 22 320 eleitores (dezembro de 2016), representando 0,927% do eleitorado potiguar.[41]

Economia[editar | editar código-fonte]

Segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) do município de Extremoz em 2014 era de R$ 264 871 mil, dos quais R$ 118 328 mil da administração pública, R$ 72 706 mil do setor de serviços, R$ 41 310 mil da indústria, R$ 22 303 mil da arrecadação de impostos e R$ 10 224 mil da agropecuária. O PIB per capita era de R$ 9 771,30.[42]

Em 2015 o município possuía um rebanho de 22 639 galináceos (frangos, galinhas, galos e pintinhos), 1 693 bovinos, 126 caprinos, 82 ovinos, 826 suínos e 153 equinos. No mesmo ano, 623 vacas foram ordenhadas e houve a produção de 118 300 kg de camarão e 65 000 kg de tilápia.[43] Na lavoura temporária de 2015 foram produzidos abacaxi (500 mil frutos), mandioca (60 t), melancia (50 t), batata-doce (33 t), milho (26 t) e feijão (10 t),[44] e na lavoura permanente foi reportada a produção de banana (3 420 t), manga (135 t), castanha-de-caju (17 t) e coco (450 mil frutos).[45]

Considerando-se a população municipal com idade igual ou superior a dezoito anos (2010), 58% era economicamente ativa ocupada, 12,2% ativa desocupada e 29,8% economicamente inativa. Ainda no mesmo ano, levando-se em conta a população ativa ocupada na mesma faixa etária, 39,08% trabalhavam no setor de serviços, 15,77% em indústrias de transformação, 13,48% no comércio, 11,82% na construção civil, 11,38% na agropecuária e 0,13% em indústrias extrativas.[22]

Conforme a estatística do cadastro central de empresas de 2014, Extremoz possuía 250 unidades (empresas) locais, sendo 247 atuantes; salários juntamente com outras remunerações somavam R$ 47 703 mil e o salário médio mensal era de dois salários mínimos.[46]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

O serviço de abastecimento de água de Extremoz é feito pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto[47] e a empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica é a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN).[48] A voltagem da rede é de 220 volts,[49] sendo que no ano de 2007 existiam 8 324 consumidores e foram consumidos 173 245 KWh de energia.[9] O código de área (DDD) de Extremoz é 084[50] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) varia na faixa de 59575-000 a 59577-999.[51] Em 2010 o município tinha 96,04% de seus domicílios com água canalizada,[52] 98,97% com eletricidade[53] e 77,95% com coleta de lixo.[54] Ao mesmo tempo, 69,11% tinham somente telefone celular, 2,32% apenas fixo e 14,60% possuíam ambos, enquanto que 13,97% não tinham nenhum.[55]

A frota municipal em 2016 era de 3 819 automóveis, 2 396 motocicletas, 455 caminhonetes, 132 camionetas, 90 caminhões, 81 motonetas, 45 ônibus, 40 utilitários, 24 micro-ônibus e quatro caminhão-trator, além de 226 em outras categorias, totalizando 7 312 veículos.[56] O município é atendido por transporte ferroviário através das duas estações do trem urbano da CBTU: uma no Conjunto Estrela do Mar e a Estação Extremoz, na sede do município. Extremoz é atravessado pelas seguintes rodovias: a BR-101, que começa em Touros, no extremo nordeste do Rio Grande do Norte e do país, liga vários municípios e se estende até o extremo sul do Brasil; a RN-160, que liga Maxaranguape, passa pela sede municipal e se estende até o município de Serrinha, no agreste potiguar; a RN-307, que liga Ceará-Mirim a Extremoz; e a BR-406, que começa na capital potiguar e passa na divisa entre Natal, São Gonçalo do Amarante e Extremoz, estendendo-se até Macau.[57]

Saúde[editar | editar código-fonte]

A rede de saúde de Extremoz dispunha, em 2009, de dez estabelecimentos de saúde, sendo nove públicos municipais e um privado, todos conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS).[58] Em abril de 2010, a rede profissional de saúde era constituída por 29 médicos, 17 cirurgiões-dentistas, 16 médicos de família, 14 auxiliares de enfermagem, 13 enfermeiros, cinco farmacêuticos, quatro clínicos gerais, quatro fisioterapeutas, dois técnicos de enfermagem, dois assistentes sociais, dois nutricionistas, dois pediatras, dois gineco-obstetras, dois psicólogos, um fonoaudiólogo e um radiologista.[59] Segundo dados do Ministério da Saúde, 80 casos de AIDS foram registrados em Extremoz entre 1990 e 2015 e, entre 2001 e 2012, foram notificados 920 casos de dengue e 25 de leishmaniose.[60]

Em 2010, 3,1% das mulheres de 10 a 17 anos tiveram filhos.[22] Em 2014, foram registrados 544 nascidos vivos, sendo que o índice de mortalidade infantil neste ano foi de 11 óbitos de crianças menores de cinco anos de idade a cada mil nascidos vivos. No mesmo ano, 94,7% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia[61] e 85,9% das crianças do município foram pesadas pelo Programa Saúde da Família, sendo que 0,5% delas estavam desnutridas.[34]

Educação[editar | editar código-fonte]

IDEB de Extremoz[62]
Ano Anos
iniciais
Anos
finais
2005 2,8 2,7
2007 2,7 2,7
2009 3 3
2011 3,3 3,1
2013 3,4 3,1
2015 4,1 3,4

Extremoz possuía uma expectativa média de 8,84 anos de estudos em 2010, valor abaixo da média estadual (9,54 anos),[22] ao passo que a taxa de alfabetização da população acima dos dez anos indicada pelo último censo demográfico do mesmo ano foi de 83,7% (85,4% para as mulheres e 81,8% para os homens).[63] A taxa de conclusão do ensino fundamental, entre jovens de 15 a 17 anos, era de 34,4%, enquanto o percentual de conclusão do ensino médio (18 a 24 anos) era de 33,8%.[62]

O percentual de crianças de cinco a seis anos na escola era de 95,78% e de onze a treze anos cursando o fundamental de 80,49%. Entre os jovens, a proporção na faixa de quinze a dezessete anos com fundamental completo era de 38% e dezoito a vinte anos com ensino médio completo de apenas 31,78%. Considerando-se apenas a escolaridade da população com idade igual ou superior a 25 anos, 21,78% não sabiam ler ou escrever, 41,76% tinham fundamental completo, 26,79% tinham ensino médio completo e apenas 4,34% ensino superior completo.[22]

Em 2015, a distorção idade-série ou defasagem entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com idade superior à recomendada, era de 23,9% para os anos iniciais e 45,6% nos anos finais, chegando a 44,9% no ensino médio.[62] No mesmo ano o município possuía uma rede de 22 escolas do pré-escolar (54 docentes), 30 de ensino fundamental (com 238 docentes) e três de ensino médio (39 docentes), com um total de 7 926 matrículas.[64]

Cultura[editar | editar código-fonte]

No calendário cultural do município, existem diversos eventos ao longo do ano,[65][66] entre os quais destacam-se o carnaval, realizado em data móvel, geralmente em fevereiro;[67] emancipação política, no dia 4 de abril;[68] as festas juninas, em junho, com apresentações de quadrilhas, bandas musicais e outras atrações;[69] em setembro as festas do vaqueiro (realizada na Vila de Fátima, durante dois dias)[70] e do padroeiro São Miguel Arcanjo;[71] em dezembro, o Quinho Folia (tradicional carnaval fora de época),[72] a Carreata da Bíblia (evento organizado pela igreja evangélica no segundo domingo de dezembro em comemoração ao Dia da Bíblia, que consiste em uma carreata cujo percurso vai desde distrito de Araçá até o centro de Extremoz)[73] e as comemorações natalinas.[74]

Dromedários em Genipabu, cartão postal do Rio Grande do Norte.

Também são realizados eventos em diversas modalidades esportivas, com o futebol[75] e o futsal,[76] sendo que em 2011 o município sediou uma edição da Regata Interestadual de Remo, com a participação de vários clubes de remo vindos do Rio Grande do Norte e de outras unidades da federação.[77]

Integrante do Polo Costa das Dunas, Extremoz possui um grande potencial turístico,[78] abrigando a praia de Genipabu, cartão-postal do Rio Grande do Norte, que se destaca pelas suas dunas móveis, além dos passeios de buggies, jangadas e dromedários.[79] Outras importantes atrações turísticas do município são as praias Barra do Rio, Graçandu, Pitangui e Santa Rita,[9] além de monumentos históricos, sendo a Igreja Matriz de São Miguel o principal deles.[80]

O artesanato é outra forma espontânea da expressão cultural extremozense, tendo como principais atividades o bordado, fibras, fios e materiais recicláveis[81] e se destacando na produção de peças de areia colorida e de tapetes.[80] Também existem grupos artesanais, bem como de artes plásticas e visuais, corais, manifestação tradicional popular e música.[81]

Feriados municipais

Em Extremoz, há, além dos feriados nacionais e estaduais e dos pontos facultativos, dois feriados municipais, que são o dia 4 de abril, dia de emancipação política do município, e o dia 29 de setembro, dia do padroeiro do município, São Miguel Arcanjo.[82]

Notas

  1. Segundo algumas fontes, a vila teria sido fundada em 1758 pelo desembargador Bernardo Coelho Gama Casco com o nome de "Vila Nova de Extremoz".[9]

Referências

  1. a b c «Extremoz». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 19 de junho de 2017 
  2. a b Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais (19 de julho de 2013). «Divisão Territorial do Brasil». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 8 de julho de 2014 
  3. a b «Distância entre Natal/RN e Extremoz/RN». Google Maps. Consultado em 4 de abril de 2014 
  4. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (15 de janeiro de 2013). «Área territorial oficial». Consultado em 19 de junho de 2017. Cópia arquivada em 19 de junho de 2017 
  5. «Rio Grande do Norte». Embrapa. 2000. Consultado em 19 de junho de 2017. Cópia arquivada em 27 de fevereiro de 2011 
  6. a b Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking IDH-M Municípios 2010». Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 31 de agosto de 2013. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2013 
  7. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2014). «Produto Interno Bruto dos Municípios». Consultado em 19 de junho de 2017. Cópia arquivada em 19 de junho de 2017 
  8. a b c d «DA CRIAÇÃO ATÉ HOJE...». Prefeitura Municipal de Extremoz (RN). Consultado em 17 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 17 de outubro de 2011 
  9. a b c d e f g «EXTREMOZ» (PDF). IDEMA/RN. 2008. Consultado em 14 de setembro de 2011. Cópia arquivada em 17 de outubro de 2011 
  10. «Distância entre Brasília/DF e Extremoz/RN». Google Maps. Consultado em 4 de abril de 2014 
  11. a b c d «Extremoz» (PDF). Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte. 2013. Consultado em 4 de abril de 2014. Cópia arquivada (PDF) em 7 de abril de 2014 
  12. «Mapa Exploratório-Reconhecimento de solos do município de Extremoz, RN» (PDF). Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Consultado em 1º de agosto de 2014. Cópia arquivada em 1º de agosto de 2014 
  13. «Ficha Técnica do Reservatório Lagoa de Extremoz». Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Recursos Hídricos. Consultado em 4 de abril de 2014 
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