Região Metropolitana de Natal

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Região Metropolitana de Natal
Localização
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Lei LCE 152/97
Data da criação 16 de janeiro de 1997
Número de municípios 12
Cidade-sede Natal
Características geográficas
Área 3 250,91 km²[1]
População 1 508 906 hab. (18º) Estimativa IBGE/2014[2] [nota 1] [nota 2]
Densidade 464,15 hab./km²
IDH 0,733 – alto PNUD/2010[3]
PIB R$ 12 665 085,735 mil IBGE/2008[4]
PIB per capita R$ 9 700,95 IBGE/2008[4]

A Região Metropolitana de Natal (RMN), também conhecida como Grande Natal, reúne doze municípios do estado do Rio Grande do Norte formando a quarta maior aglomeração urbana do Nordeste, atrás apenas das regiões metropolitanas de Salvador (BA), Recife (PE) e Fortaleza (CE), e décima oitava maior região metropolitana do país.[nota 2]

O termo refere-se à extensão da capital potiguar, considerando-se apenas o núcleo urbano, formado por Natal e três de seus municípios limítrofes: Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Extremoz, que formam uma mancha urbana continua, além de outros municípios próximos sem nenhuma conurbação entre eles: Ceará-Mirim, Ielmo Marinho, Macaíba, Maxaranguape, Monte Alegre, Nísia Floresta, São José de Mipibu e Vera Cruz.

Com uma população estimada em 1 495 669 habitantes[2] [nota 1] — segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2014, a principal dificuldade é a integração das cidades. O transporte coletivo ainda é muito caro e pouco abrangente. Quase a totalidade dos equipamentos urbanos concentram-se ainda em Natal. Existe um projeto para ligar as principais cidades da região metropolitana, a Via Metropolitana.

História[editar | editar código-fonte]

Vista noturna de Natal, a principal cidade e sede da região metropolitana.

A criação da Região Metropolitana de Natal ocorreu por meio da lei estadual Complementar nº 152, de 16 de janeiro de 1997, inicialmente compreendendo os municípios de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba e Extremoz.[5] Nísia Floresta e São José de Mipibu foram incluídos em 10 de janeiro de 2002 (lei complementar 221).[6] Posteriormente, por força da lei complementar estadual n° 315, de 30 de novembro de 2005, foi adicionado o município de Monte Alegre.[7] E em 2009, por meio da lei complementar nº 391, de 22 de julho de 2009, é a vez de Vera Cruz integrar a região.[8]

Um projeto de lei, de autoria do deputado estadual George Soares, pretendia adicionar o município de Ielmo Marinho à região metropolitana, devido à sua proximidade com o Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante. Outro projeto, do deputado Poti Júnior, sugeria a inclusão de Maxaranguape na Grande Natal. Ambos os projetos, aprovados em 2011, foram vetados em 2012 pela então governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini.[9] No ano seguinte, o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ricardo Motta, promulgou a lei complementar estadual 485, e o município de Maxaranguape foi adicionado.[10] Em 27 de julho de 2015, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, sancionou a lei complementar 540, que incluiu Ielmo Marinho na Grande Natal.[11]

Polêmica

Um projeto de lei de autoria do deputado estadual Arlindo Dantas pretendia incluir o município de Nova Cruz na região metropolitana,[12] o deputado alegou que a cidade fica somente a 37 km da capital, porém há um equívoco já que o município fica a 96 km da capital e ainda faz divisa com o estado da Paraíba, o que tecnicamente inviabiliza a inclusão do município.[13]

A Região Metropolitana[editar | editar código-fonte]

Formada por doze municípios, a Região Metropolitana de Natal (RMN) apresenta-se como uma das regiões de maior dinamismo econômico e social do Rio Grande do Norte. Do ponto de vista da urbanização, apresenta uma acentuada diferença, pois a população rural de alguns municípios é superior à população urbana. Sua população total (segundo o censo populacional de 2010 do IBGE) atingiu 1 351 004 habitantes. Isto já representa mais de 40% da população do Rio Grande do Norte.[14] A RMN corresponde a 6,16% do território estadual abrangendo uma superfície de 320,91 quilômetros quadrados. O maior município em área territorial é Ceará-Mirim com 724,38 km². Já Vera Cruz é o menor, com 83,89 km².[1] Além mais, quase metade do Produto Interno Bruto do estado vem dessa região.

Municípios[editar | editar código-fonte]

Município Legislação Área (km²)[1] População
(2014)[15]
Ceará-Mirim LCE 152/97 724,38 72 374
Extremoz LCE 152/97 139,575 27 107
Ielmo Marinho LCE 540/15 312,028 13 237
Macaíba LCE 152/97 510,771 76 801
Maxaranguape LCE 485/13 131,316 11 628
Monte Alegre LCE 315/05 210,918 21 996
Natal LCE 152/97 167,264 862 044
Nísia Floresta LCE 221/02 307,842 26 208
Parnamirim LCE 152/97 123,471 235 983
São Gonçalo do Amarante LCE 152/97 249,124 96 759
São José de Mipibu LCE 221/02 290,331 42 773
Vera Cruz LCE 391/09 83,89 21 996
Total 3 250,91 1 508 906
[nota 1]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. a b c A população da Região Metropolitana de Natal estimada pelo IBGE em 2014 é de 1 485 505 habitantes, não incluindo a população do município de Maxaranguape, que fora incluído na região metropolitana em 2013, e de Ielmo Marinho, adicionado em 2015.
  2. a b Em 2014, o IBGE classificou a Região Metropolitana de Natal como sendo a décima sétima maior do país. Contudo, com a criação da Região Metropolitana de Sorocaba, no estado de São Paulo, em maio de 2014, a Grande Natal passa a ser classificada na décima oitava posição.

Referências

  1. a b c Área Territorial Oficial: Consulta por Município Resolução da Presidência do IBGE nº 1, de 23/01/2013 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (23 de janeiro de 2013). Visitado em 22 de fevereiro de 2015.
  2. a b IBGE divulga as estimativas populacionais dos municípios em 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (28 de agosto de 2014). Visitado em 28 de agosto de 2014.
  3. PNUD (2014). Ranking de todas as RMs Atlas do desenvolvimento Humano do Brasil. Visitado em 5 de dezembro de 2014. "Seção Região Metropolitana'"
  4. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 12 dez. 2010.
  5. LEI COMPLEMENTAR Nº 152, de 16 de julho de 1997 Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (1997). Visitado em 22 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2015.
  6. LEI COMPLEMENTAR Nº 221, de 10 de janeiro de 2002 Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (2002). Visitado em 22 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2015.
  7. LEI COMPLEMENTAR Nº 315, DE 30 DE NOVEMBRO DE 2005 Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (2005). Visitado em 22 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2015.
  8. LEI COMPLEMENTAR Nº 391, de 22 de julho de 2009 Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (2009). Visitado em 22 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2015.
  9. Lara Paiva (24 de julho de 2012). Governadora veta Ielmo Marinho e Maxaranguape na Grande Natal Portal No Minuto. Visitado em 22 de fevereiro de 2015.
  10. LEI COMPLEMENTAR Nº 485, de 25 de fevereiro de 2013 Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (25 de fevereiro de 2013). Visitado em 22 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2015.
  11. LEI COMPLEMENTAR Nº 540, DE 27 DE JULHO DE 2015 Diário Oficial do Rio Grande do Norte (27 de julho de 2015). Visitado em 28 de julho de 2015.
  12. Deputado sugere inclusão de Nova Cruz na Região Metropolitana de Natal (em português) Nominuto.com ESP Brasil (21 de março de 2009). Visitado em 26 de janeiro de 2013.
  13. Deputado quer Nova Cruz fazendo parte da região metropolitana (em português) Gazeta. Visitado em 26 de janeiro de 2013.
  14. Tabela 608 - População residente, por situação do domicílio e sexo - Sinopse Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010). Visitado em 22 de fevereiro de 2014.
  15. ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NO BRASIL E UNIDADES DA FEDERAÇÃO COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2014 (PDF) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (28 de agosto de 2014). Visitado em 22 de fevereiro de 2015.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]