Região Metropolitana de Goiânia

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Região Metropolitana de Goiânia
Localização
Localização da Região Metropolitana de Goiânia
Unidade federativa  Goiás
Lei LCE 27/99
Data da criação 30 de dezembro de 1999
Número de municípios 20
Cidade-sede Goiânia
Características geográficas
Área 7 315,15 km²[1]
População 2 571 240 hab. (12º) estimativa populacional - IBGE/2018[2]
Densidade 351,5 hab./km²
IDH 0,769 – elevado PNUD/2010[3]
PIB R$ 27,868 bilhões IBGE/2008[4]
PIB per capita R$ 13.069,31 IBGE/2008[4]

A Região Metropolitana de Goiânia, conhecida popularmente como Grande Goiânia, é uma conurbação de cidades ao redor de Goiânia, capital do estado brasileiro de Goiás.

Características[editar | editar código-fonte]

Criada em 30 de dezembro de 1999 pela Lei Complementar Estadual de número 27, a Região Metropolitana de Goiânia é a primeira do Centro-Oeste do Brasil.

LEI COMPLEMENTAR Nº 139, DE 22 DE JANEIRO DE 2018: A Região Metropolitana de Goiânia (RMG), instituída para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum, é compreendida pelos Municípios de Goiânia, Abadia de Goiás, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Brazabrantes, Caldazinha, Caturaí, Goianápolis, Goianira, Guapó, Hidrolândia, Nerópolis, Nova Veneza, Santa Bárbara de Goiás, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Terezópolis de Goiás e Trindade.

Englobando vinte municípios, a Região Metropolitana de Goiânia ocupa uma área de 7.397,203 km².[5] É a região mais expressiva do estado de Goiás, contendo cerca de 35% de sua população total, um terço de seus eleitores, cerca de 80% de seus estudantes universitários e aproximadamente 36,5% de seu Produto Interno Bruto.[4]

A Lei Complementar Estadual de número 78, aprovada em 25 de março de 2010, incluiu na Região Metropolitana de Goiânia os municípios de Brazabrantes, Caldazinha, Caturaí, Inhumas, Nova Veneza e Teresópolis de Goiás.[6]

Municípios[editar | editar código-fonte]

Foto Município Área (km²)
[5]
População[2] PIB em reais
(IBGE/2008)[4]
IDH
(PNUD/2010)[7]
Abadia de Goiás 147,734 8.583 51 766 mil 0,708
elevado
Aparecida de Goiânia 278,539 565.957 5 148 640 mil 0,718
elevado
Aragoiânia 218,183 10.116 48 642 mil 0,684
médio
Bela Vista de Goiás 1.275,849 29.448 363 774 mil 0,716
elevado
Bonfinópolis 123,427 9.488 50 525 mil 0,683
médio
Brazabrantes 123,072 3.659 38 480 mil 0,701
elevado
Caldazinha 249,691 3.759 40 102 mil 0,685
médio
Caturaí 205,078 5.038 41 969 mil 0,664
médio
Goiânia 728,841 1.495.705 24 445 744 mil 0,799
elevado
Goianápolis 169,013 11.239 67 572 mil 0,703
elevado
Goianira 212,552 43.260 253 841 mil 0,694
médio
Guapó 517,255 14.211 98 474 mil 0,697
médio
Hidrolândia 953,729 21.278 211 335 mil 0,706
elevado
Inhumas 613,349 52.465 Sem dados Sem dados
Nerópolis 204,217 29.293 359 978 mil 0,721
elevado
Nova Veneza 123,377 9.684 85 803 mil 0,718
elevado
Santo Antônio de Goiás 132,805 6.123 43 278 mil 0,723
elevado
Santa Bárbara de Goiás 139,598 6.485 45 711 mil 0,733
elevado
Senador Canedo 248,291 112.224 3 188 615 mil 0,701
elevado
Terezópolis de Goiás 106,913 7.897 57 985 mil 0,685
médio
Trindade 710,328 125.328 881 431 mil 0,699
médio
Total 7 481,841 2.571.240 35 970 633 mil 0,706
[3] elevado

Demografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com estimativa do IBGE de 2018, cerca de 2 571 240 pessoas vivem nessa região metropolitana,[8] o que faz dela a décima segunda mais populosa do país e a 210ª do mundo.[9]

Concentração de renda[editar | editar código-fonte]

De acordo com o relatório Estado Mundial das Cidades 2008/2009 do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a Região Metropolitana de Goiânia possui a maior concentração de renda dentre as 19 áreas analisadas da América Latina.[11] De acordo com o relatório, a região da Grande Goiânia apresenta índice Gini de 0,65, enquanto que o ideal é cerca de 0,4.[11] Se Goiânia fosse um país, seria o segundo mais desigual do mundo, atrás apenas da Namíbia.

A Região Metropolitana de Goiânia segue uma tendência estadual, já que o estado de Goiás voltou a registrar altos índices de concentração de renda a partir de 2004, de acordo com o IBGE.[11] Por outro lado, a cidade vai contra a tendência nacional, uma vez que a concentração de renda caiu nos últimos anos no Brasil,[11] que possui índice Gini de 0,57. De acordo com Cecília Martinez, diretora do escritório regional para América Latina e Caribe da ONU-Habitat, isso ocorre por que os municípios são tratados pela administração pública como se estivessem "ilhados".[11]

No relatório da ONU-Habitat para o biênio 2010/2011, Goiânia foi novamente considerada a cidade mais desigual da América Latina, com índice Gini superior a 0,6. No ranking geral de todas as cidades analisadas no mundo, Goiânia perde apenas para as cidades sul-africanas de Buffalo City, Johannesburgo e Ekurhuleni.[12][13] O estudo foi divulgado durante o 5º Forum Urbano Mundial da ONU, na Zona Portuária do Rio de Janeiro.

Qualidade de vida[editar | editar código-fonte]

Dados divulgados em 2014 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) junto com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro (FJP) mostram que a Região Metropolitana de Goiânia possuí um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,769, o que faz dela a sétima região metropolitana do país em qualidade vida. Com o crescimento das dezesseis regiões metropolitanas brasileiras em 2010 para a faixa de alto desenvolvimento humano, entretanto, a Região Metropolitana de Goiânia ascendeu duas posições no ranking, de nona posição em 2000 para sétima posição na lista. O IDH da região é um pouco mais elevado do que a média nacional (0,727) uma taxa de crescimento de 50,92% para a Unidade Federativa e 47% para o país..

Religião[editar | editar código-fonte]

A Região Metropolitana de Goiânia tem uma grande festa católica , é a Festa do Divino Pai Eterno (ou Festa dos Romeiros) é um movimento cultural e religioso que acontece em Trindade, atraindo romeiros e católicos de todo o Brasil. Mas a Região metropolitana de Goiânia é a área menos católica de todo o estado de Goiás, com pouco mais de 60% de sua população declarando-se seguidora desta religião, enquanto em outras áreas do estado a taxa de católicos varia de 65% a 85%. É, por outro lado, uma das regiões do estado de maior ascensão do protestantismo.[14] De acordo com o estudo Economia das Religiões, realizado pela Fundação Getúlio Vargas, Goiânia é a capital brasileira com o maior número de evangélicos. Dentre pentecostais e não-pentecostais, um quarto dos goianienses declaram-se protestantes.[15]

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  2. a b «Estimativa populacional 2018» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 29 de agosto de 2018. 
  3. a b «Ranking decrescente do IDH-M das regiões metropolitanas do Brasil». Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2013. Consultado em 27 de Novembro de 2014. 
  4. a b c d «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 5 de maio de 2011. 
  5. a b IBGE Cidades
  6. LCE 78, no site do Gabinete Civil do Estado de Goiás
  7. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 19 de Novembro de 2014. 
  8. IBGE. «Tabelas e gráficos especiais - Estimativas 2018». Sala de Imprensa. Consultado em 1 de setembro de 2018. 
  9. «World Gazetteer – Welt: Ballungsräume». Consultado em 28 de junho de 2008. 
  10. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da Federação com data de referência em 1° de julho de 2018» (PDF). Consultado em 14 de novembro de 2018. 
  11. a b c d e «Para ONU, Goiânia é a mais desigual da América Latina». Rádio Paranaíba. 24 de outubro de 2008. Consultado em 30 de novembro de 2008. 
  12. [1]
  13. [2]
  14. «Estruturas da Territorialidade Católica no Brasil». Revista Eletrônica de Geografia e Ciências Sociais. Consultado em 18 de julho de 2008. 
  15. [3]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]