Região Metropolitana do Rio de Janeiro

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Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Localização
Localização da Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, satellite image, LandSat-5, 2011-05-09 (cropped).jpg
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Lei Lei Complementar nº20
Data da criação 1 de julho de 1974
Número de municípios 22[1]
Cidade-sede Rio de Janeiro
Características geográficas
Área 7 535,778 km²[2]
População 13 189 574 hab. () Estimativa Populacional IBGE/2021[3]
Densidade 1 750,26 hab./km²
IDH 0,771 () – alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 413,93 bilhões IBGE/2013[5]
PIB per capita R$ 33.856,54 IBGE/2013[5]

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ), também conhecida como Grande Rio, foi instituída pela Lei Complementar nº20, de 1 de julho de 1974, que também determinou a fusão dos antigos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara ocorrida em 15 de março do ano seguinte.[6] Trata-se de um recorte político-espacial cujos limites legais correspondem aos (ou, a depender da legislação, se aproximam dos) limites práticos da área pela qual a metrópole do Rio de Janeiro se expandiu ao longo do século XX, tendo como objetivo viabilizar a gestão dessa metrópole. Embora sucessivas leis tenham excluído e incluído vários municípios na Região Metropolitana ao longo de décadas, a área da metrópole, que abrange 19 municípios, faz parte da RMRJ desde a sua instituição em 1974. Neste artigo, para fins descritivos, a Região Metropolitana é tratada, preferencialmente, com a área que engloba apenas os 19 municípios que integram de fato a metrópole, e que foi a área oficial da RMRJ até o ano de 2013.

Com 12.763.305 habitantes distribuídos pelos 19 municípios que historicamente formam o Grande Rio - e que integram a sua composição oficial definida pela Lei Complementar nº 133, de 15 de dezembro de 2009, e pela Lei nº 2664, de 27 de dezembro de 1996 -[7][8][9] a Região Metropolitana do Rio de Janeiro corresponde à segunda maior área metropolitana do Brasil (após a Grande São Paulo), terceira maior da América do Sul e 16ª maior do mundo (2020).[10] A Região Metropolitana concentra cerca de 75% da população do Estado do RJ.[11] O município mais populoso da metrópole é o Rio de Janeiro, seguido de São Gonçalo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu. O maior IDH Municipal é o de Niterói, a quinta maior cidade da região.[12] Os outros municípios localizados dentro da área metropolitana são Belford Roxo, São João de Meriti, Magé, Itaboraí, Mesquita, Nilópolis, Maricá, Queimados, Itaguaí, Japeri, Seropédica, Guapimirim, Paracambi e Tanguá.[13]

A partir de 2013, três municípios da área perimetropolitana do Rio de Janeiro, pouco vinculados ao núcleo, foram oficialmente incorporados à RMRJ: Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu (em 2013) e Petrópolis (em 2018). Atualmente, conforme a Lei Complementar nº 184, de 27 de dezembro de 2018, 22 municípios integram a Região Metropolitana do Rio de Janeiro na sua composição legal.[14] No entanto, de acordo com a Lei nº 8.674, de 20 de dezembro de 2019 (sobre outra divisão do Estado do RJ estabelecida para outros fins), a Região Metropolitana continua com os limites anteriores ao ano de 2013, abrangendo apenas os 19 municípios integrantes da metrópole.[15][13][16]

Metrópoles no Brasil[editar | editar código-fonte]

Atualmente, as metrópoles brasileiras são os 15 principais centros urbanos do País. Esses centros se distinguem dos demais por terem grande porte, extrema importância econômica e projeção nacional, além de manterem fortes relacionamentos entre si e, geralmente, possuírem extensas áreas de influência direta.

As metrópoles se originam numa cidade central que se expande para as áreas periféricas, quase sempre avançando para municípios localizados no entorno do município-núcleo, resultando em grandes áreas conurbadas (ou em processo de conurbação) nos municípios pelos quais a cidade central se expandiu. Uma metrópole formada por vários municípios tem, como uma das suas principais características, o grande fluxo de movimentos pendulares diários entre esses municípios, em direção ao núcleo da metrópole e a outras centralidades distribuídas pela área metropolitana. A metrópole do Rio de Janeiro, a segunda mais populosa do Brasil, se formou por esse processo: Ao longo de décadas, a cidade do Rio de Janeiro - a cidade central - se expandiu, a partir do centro da capital, para as áreas ao seu redor, dentro e fora dos seus limites administrativos, abrangendo uma área total de 5.327 km² que, atualmente, engloba 19 municípios. Essa área, como resultado da expansão urbana, passou a ter um grande porte populacional, e, hoje, todos os 19 municípios que integram essa região possuem características metropolitanas, como forte integração populacional entre si e com o núcleo metropolitano,[17][18] e alta densidade demográfica, formando, desse modo, a metrópole do Rio de Janeiro.

No período da ditadura militar, na década de 1970, as primeiras Regiões Metropolitanas foram criadas por lei (entre elas, a RMRJ), a fim de se condicionar a governança de algumas das principais metrópoles do Brasil.[19][20][21][22][23][13]

História e composição político-administrativa da RMRJ[editar | editar código-fonte]

Ponte Rio-Niterói em construção. As obras foram concluídas em 1974, o mesmo ano em que foi sancionada a lei que criava oficialmente a RMRJ e determinava a fusão entre os antigos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara.
Mapa destacando a Região Metropolitana na sua composição político-administrativa vigente entre 2009 e 2013 (formada pelos 19 municípios metropolitanos e, portanto, correspondente aos limites práticos da metrópole).[22][13]
Mapa mostrando os municípios da Região Metropolitana na sua composição político-administrativa vigente entre 2013 e 2018 (resultante da adição dos municípios perimetropolitanos de Rio Bonito e Cachoeiras de Macacu à região).

Quando foi instituída, em 1974, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro era composta por 14 municípios: Rio de Janeiro, Niterói, Duque de Caxias, Itaboraí, Itaguaí, Magé, Mangaratiba, Maricá, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Petrópolis (incluindo São José do Vale do Rio Preto, então distrito do município de Petrópolis), São Gonçalo e São João de Meriti.[24]

Durante a década de 1990, distritos de alguns desses municípios foram emancipados, e os novos municípios resultantes desses desmembramentos continuaram fazendo parte da RMRJ. São eles: Belford Roxo, Queimados (ambos emancipados de Nova Iguaçu em 1990), Guapimirim (emancipado de Magé em 1990), Japeri (emancipado de Nova Iguaçu em 1991), Seropédica (desmembrado de Itaguaí em 1995), Tanguá (emancipado de Itaboraí em 1995) e Mesquita (que se emancipou de Nova Iguaçu em 1999).[25]

Os limites da Região Metropolitana, que inicialmente abrangiam a capital, os municípios da Baixada Fluminense e do Leste Metropolitano, além de Petrópolis e Mangaratiba, também sofreram alterações a partir do início da década de 1990, com a exclusão dos municípios de Petrópolis - e São José do Vale do Rio Preto - (em setembro de 1990),[24] Maricá (em outubro de 2001), Itaguaí e Mangaratiba (ambos em julho de 2002).[26] Itaguaí e Maricá, contudo, foram reintegrados à Região Metropolitana, respectivamente, em outubro e dezembro de 2009.[27][24] No entanto, nessa mesma época, manteve-se o entendimento de que o município de Mangaratiba não pertence à RMRJ, mas à Região da Costa Verde (Litoral Sul), e a cidade permaneceu oficialmente fora do Grande Rio[28] - do ponto de vista geoeconômico, Mangaratiba já não fazia mais parte da Região Metropolitana desde 1996.[29] Com Itaguaí e Maricá, a RMRJ passou a ser composta por 19 municípios.[7]

Maricá na década de 1970.
Itaguaí na década de 1970.

Em dezembro de 2013, os municípios de Rio Bonito e Cachoeiras de Macacu, que, na divisão político-administrativa do Estado do Rio de Janeiro, faziam parte da região das Baixadas Litorâneas, foram incorporados à RM, devido à localização do COMPERJ, sediado no norte de Itaboraí, próximo aos limites com os dois municípios.[30]

Mapa da Região Metropolitana na sua composição político-administrativa vigente a partir de 2018 (quando o município perimetropolitano de Petrópolis foi incorporado à RMRJ) dividida em sub-regiões.

Em 2018, o município de Petrópolis foi, com seus limites alterados, sem o território de São José do Vale do Rio Preto, incluído ao Grande Rio,[31] fazendo com que o número oficial de municípios pertencentes à Região Metropolitana chegasse a 22, sendo eles o Rio de Janeiro, Belford Roxo, Cachoeiras de Macacu, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Petrópolis, Queimados, Rio Bonito, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Tanguá.[14]

Outras composições oficiais da Região Metropolitana[editar | editar código-fonte]

Composição na divisão geoeconômica do Estado do RJ[editar | editar código-fonte]

Avenida Presidente Vargas na altura da Praça Onze/Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro.

Enquanto a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na sua concepção político-administrativa (abordada acima), tem sofrido várias alterações em seus limites ao longo dos anos, na sua concepção geoeconômica, ela é muito mais estável, tendo se mantido com os mesmos limites desde 1996. Nessa concepção, a RM é, oficialmente, formada por 18 municípios localizados ao redor da capital fluminense: Belford Roxo,[32] Duque de Caxias,[33] Guapimirim,[34] Itaboraí,[35] Itaguaí,[36] Japeri,[37] Magé,[38] Maricá,[39] Mesquita,[40] Nilópolis,[41] Niterói,[42] Nova Iguaçu,[43] Paracambi,[44] Queimados,[45] São Gonçalo,[46] São João de Meriti,[47] Seropédica[48] e Tanguá[49][22] (todos esses municípios integram a RMRJ - na divisão político-administrativa do estado - desde 1974; alguns como entes municipais, outros como distritos desses entes posteriormente emancipados). Embora o município do Rio de Janeiro faça parte da área metropolitana,[50] já que é onde está o núcleo metropolitano, ele é tratado separadamente em questões concernentes à divisão geoeconômica do Estado do RJ.[51]

Região entre Alcântara e o Mutondo, no município de São Gonçalo.
Éden, no oeste do município de São João de Meriti.
Marcello Alencar, então governador do Rio de Janeiro, sancionou, em 1996, a lei que define os limites das 8 regiões geoeconômicas do estado.

Juntos, a RM - composta pelos 18 municípios da periferia metropolitana - e o município do Rio de Janeiro têm uma população de, aproximadamente, 12.500.000 habitantes,[22] e formam a área de expansão real da metrópole do Rio (a questão dos limites práticos da metrópole é abordada mais adiante).[13] Esses 19 municípios também são responsáveis pela arrecadação de mais de R$ 20 bilhões em ICMS.[52][53][11]

Em dezembro de 2019, a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, após derrubar o veto do então governador Wilson Witzel ao projeto de lei 1.624/19, ratificou a composição da Região Metropolitana, na sua concepção geoeconômica, sem os municípios de Petrópolis, Cachoeiras de Macacu e Rio Bonito. A medida foi necessária para garantir, sem alterações, a distribuição dos 25% do ICMS que cabem aos municípios segundo critérios do Índice de Participação Municipal, que levam em conta a região onde a cidade está localizada.[54][55][56] Dessa forma, de acordo com critérios como população e extensão territorial, entende-se que Rio Bonito e Cachoeiras de Macacu pertencem à Região das Baixadas Litorâneas, e Petrópolis, à Região Serrana, o que evita que municípios da Região Metropolitana sejam prejudicados no momento da distribuição dos 25% da receita do referido imposto - quando essa distribuição é feita, a capital é separada dos 18 municípios metropolitanos do seu entorno. Sem esses três municípios, a RM continua sendo composta apenas pelos 13 municípios da Baixada Fluminense (Itaguaí, Seropédica, Paracambi, Japeri, Queimados, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo, São João de Meriti, Duque de Caxias, Magé e Guapimirim) e os 5 municípios do Leste Metropolitano (Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá).[57] Entretanto, no que diz respeito à organização, ao planejamento e à execução de funções e serviços públicos de interesse metropolitano (concepção político-administrativa da RMRJ), Petrópolis, Cachoeiras de Macacu e Rio Bonito continuam fazendo parte da Região Metropolitana.[58]

A área que abrange o município do Rio de Janeiro e a Região Metropolitana, conforme a legislação de dezembro de 2019 sobre a regionalização geoeconômica do Estado, que ratifica aquela de dezembro de 1996, corresponde a 12% da área total do Estado do Rio de Janeiro. Ela é, se excluídos os municípios de Petrópolis (com o território correspondente ao atual município de São José do Vale do Rio Preto) e Mangaratiba, a mesma área da RMRJ na sua composição original, de 1974 (estabelecida para fins político-administrativos), já que as emancipações que deram origem aos municípios de Belford Roxo, Queimados, Guapimirim, Japeri, Seropédica, Tanguá e Mesquita entre 1990 e 1999 não alteraram essa área.

Tanto para fins político-administrativos como do ponto de vista geoeconômico, o Estado do Rio de Janeiro é dividido oficialmente em 8 regiões, sendo a Região Metropolitana uma delas. As outras 7 são as regiões do Interior do Rio de Janeiro, ou seja, as Baixadas Litorâneas, o Norte Fluminense, o Noroeste Fluminense, a Região Serrana, o Centro-Sul Fluminense, o Médio Paraíba e a Costa Verde/Litoral Sul. Porém, como na divisão político-administrativa do Estado do RJ os limites dessas regiões mudam frequentemente e na divisão geoeconômica a capital fluminense não integra a Região Metropolitana, as composições dessas regiões nunca são as mesmas nas duas divisões. No entanto, entre os anos de 2009 e 2013, os municípios que compunham cada uma das 8 regiões do Estado nas duas divisões (com exceção do município do Rio de Janeiro, que, na divisão geoeconômica do Estado do Rio, não faz parte de nenhuma região) eram os mesmos.[59][60]

Composição no Plano Diretor de Transporte Urbano[editar | editar código-fonte]

Estação ferroviária de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Ramal ferroviário de Santa Cruz na altura de Campo Grande, na Zona Oeste da cidade do Rio.
Estação das barcas no centro de Niterói.

Além da comoposição da Região Metropolitana do Rio de Janeiro definida para fins político-administrativos no ano de 1974, formada atualmente por 22 municípios, e da sua composição de caráter geoeconômico, formada por 18 municípios, há ainda a composição da RMRJ feita para se especificar a área beneficiada pelo Bilhete Único RJ, estabelecida por lei em 2009 e que abrange 20 municípios: Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Mangaratiba, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Tanguá. No Plano Diretor de Transporte Urbano da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que teve início em 2002, a RMRJ é concebida com essa composição, formada por 20 municípios - em 2002, todas as emancipações municipais da Região Metropolitana já haviam acontecido.

Os limites dessa composição da Região Metropolitana são os mesmos da composição político-administrativa que esteve em vigor entre 1990 e 2001. Além disso, atualmente, de todas as composições oficiais da Região Metropolitana, essa é a que mais se aproxima da Região Geográfica Imediata do Rio de Janeiro, que foi definida pelo IBGE em 2017 e é formada por esses mesmos 20 municípios mais Saquarema.[61][62][63]

Composição na divisão do Estado do RJ em regiões de saúde[editar | editar código-fonte]

Na divisão do Estado do Rio de Janeiro em regiões de saúde, as porções oeste e leste da RM são separadas uma da outra e consideradas duas regiões distintas: a Região Metropolitana I e a Região Metropolitana II. A Região Metropolitana I é composta pelos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Magé, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Seropédica e Itaguaí, tendo o município do Rio de Janeiro como pólo regional. A Região Metropolitana II é composta pelos municípios de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí, Tanguá, Rio Bonito e Silva Jardim, tendo o município de Niterói como pólo regional.

Nessa divisão, as outras 7 regiões de saúde (do interior do Estado) são aquelas mesmas das outras divisões já mencionadas (como a geoeconômica), porém os limites de cada região são muito diferentes (por exemplo, na divisão do Estado em regiões de saúde, Paracambi pertence à Região Centro-Sul Fluminense, e Guapimirim, à Região Serrana, embora os dois municípios estejam na Baixada Fluminense e, em outras divisões, pertençam à Região Metropolitana).[64][65]

Caracterização do processo de metropolização no Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Retrato do povoado do antigo Morro do Castelo (atual região do Castelo), local de onde se iniciou, a partir de 1567, a expansão do Rio de Janeiro.

A Lei Complementar que instituiu a RMRJ reconhece o espaço de caráter econômico formado ao longo do processo de ocupação e metropolização desse território. Esse processo teve origem no início do século XX (quando o Rio de Janeiro já tinha o porte de um grande centro urbano), tendo se consolidado por volta de 1930.

A partir do final da década de 1960, como resultado de um intenso processo de industrialização, o processo de metropolização se acelerou muito no Rio de Janeiro, tendo como efeitos, por exemplo, o grande aumento de riqueza econômica, da velocidade do crescimento populacional, e da implementação de infraestrutura urbana na região - esse evento foi um marco na formação da aglomeração metropolitana do Rio de Janeiro.

Na década de 1970, as obras da construção da Ponte Rio-Niterói foram concluídas, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro foi criada por lei, e houve a fusão entre os antigos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara. Esses e outros acontecimentos contribuíram para que, já na década de 1970, o fenômeno metropolitano ocorresse em todos os municípios da Baixada Fluminense e do Leste Metropolitano, dando à metrópole carioca os limites que ela tem atualmente. Com essa área de abrangência consolidada, o tecido urbano do Rio de Janeiro continuou se expandindo por todo o território metropolitano durante as décadas seguintes.

Com o passar dos anos, houve alguns fatores imprescindíveis para a formação da área metropolitana do Rio de Janeiro, como o crescimento da população do núcleo (ou seja, do centro da cidade do Rio e áreas próximas, como a Zona Sul, a Grande Tijuca, São Cristóvão e imediações, e, de certa forma, o centro de Niterói, bem como a Zona Sul deste município), o aumento das atividades industriais na região e o adensamento da ocupação suburbana. Esses e outros fatos relacionados ao desenvolvimento da metrópole - como o grande aumento da oferta de trabalho no núcleo metropolitano e a consequente expansão urbana em direção às periferias (isto é, à Zona Norte, Zona Oeste, Baixada Fluminense e Leste Metropolitano) - fizeram do Rio de Janeiro a segunda maior área metropolitana do Brasil, concentrando mais de 70% da população do Estado do RJ, o que criou uma alta demanda de serviços (tais como abastecimento de água, tratamento de esgoto, fornecimento de energia e transporte público) que são comuns a todo o espaço metropolitano.[66]

Assim, a instituição da RMRJ, como medida de Estado, significa o reconhecimento oficial de um espaço densamente povoado formado, ao longo de décadas, pelo processo de metropolização, sendo esse espaço caracterizado pela expansão da mancha urbana do núcleo metropolitano em direção aos municípios periféricos do entorno da capital, pelos deslocamentos pendulares da população entre os municípios dessa área, especialmente com destino ao núcleo, entre outros fenômenos.

A criação legal da Região Metropolitana viabiliza a governança metropolitana; isto é, a execução de políticas públicas que atendam a demandas comuns a todos os municípios localizados dentro da área metropolitana.[21]

Panorama da área metropolitana do Rio de Janeiro, mostrando a expansão urbana na região (Imagem de satélite). Aqui, pode-se ver a mancha urbana da metrópole expandida, a partir do núcleo metropolitano, pelos vetores Itaguaí, Paracambi, Duque de Caxias e Itaboraí (Tanguá), e pelos sub-vetores Recreio e Maricá, bem como por bifurcações, como aquelas que seguem para Jacarepaguá, Seropédica (a partir do vetor Itaguaí), Cabuçu, Vila de Cava (a partir do vetor Paracambi), Raiz da Serra, Guapimirim (a partir do vetor Duque de Caxias), Rio do Ouro, Santa Izabel e Itambi (a partir do vetor Itaboraí). Os eixos de expansão urbana do Rio de Janeiro são tratados com detalhes mais adiante.

Integração entre os municípios da área metropolitana no entorno do núcleo[editar | editar código-fonte]

Discrepâncias entre os atuais limites legais da RMRJ e os limites da área de abrangência do fenômeno metropolitano[editar | editar código-fonte]

Centro da cidade do Rio de Janeiro, o núcleo da área metropolitana.
Vista da Praça XV, com a estação das barcas e o trecho do Elevado da Perimetral que passava pela região; ao fundo, a Baía de Guanabara.
VLT passando pela Praça Mauá; ao fundo, o Píer Mauá com o Museu do Amanhã, a Baía de Guanabara e a Ponte Rio-Niterói.

A área integrada resultante do processo de metropolização abordado acima é polarizada pelo centro da cidade do Rio de Janeiro.

Dos 22 municípios que hoje pertencem oficialmente à RMRJ, apenas Itaguaí, Seropédica, Paracambi, Japeri, Queimados, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo, São João de Meriti, Duque de Caxias, Magé, Guapimirim, Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Tanguá e Maricá (formação legal da Região Metropolitana do Rio de Janeiro à época do último censo (2010) possuem forte integração entre si.[13][67][18] Com exceção da capital, onde está localizado o núcleo metropolitano, cada um desses municípios tem uma parcela considerável da sua população (inserida no mercado de trabalho) trabalhando em outros municípios dessa aglomeração metropolitana (o que não ocorre com Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu e Petrópolis, municípios com pouca integração com os demais municípios da RMRJ). Além disso, todos esses 19 municípios (além de Mangaratiba e Saquarema, municípios mais afastados do centro do Rio e, portanto, menos vinculados ao núcleo) estão no arranjo populacional do Rio de Janeiro identificado pelo IBGE, que usou, principalmente, os movimentos pendulares como base para identificar cada um dos arranjos populacionais do Brasil.

Os municípios de Rio Bonito e Cachoeiras de Macacu só foram legalmente incorporados à RM em 2013, além de nunca terem participado do processo de metropolização e, por isso, não apresentarem características metropolitanas (como, por exemplo, integração populacional com a metrópole); esses dois municípios não são, portanto, considerados como integrantes do Leste Metropolitano (e da área metropolitana) do Rio em abordagens acadêmicas. O mesmo ocorre com Petrópolis, município pouco integrado ao núcleo que, por essa razão, não é tido como parte da metrópole em abordagens técnicas, além de ainda ser classificado, em várias divisões oficiais, como pertencente à Região Serrana (uma das 8 regiões de governo do Estado do RJ, distinta da Região Metropolitana). A recente inclusão desses três municípios na Região Metropolitana é meramente legal, e não corresponde, na prática, à área de expansão metropolitana.[23][13]

Antes dos desmembramentos ocorridos na década de 1990, durante o período conhecido como "febre emancipatória", a área que hoje compreende os 19 municípios citados acima era dividida em apenas 12: Itaguaí, Paracambi, Nova Iguaçu, Nilópolis, São João de Meriti, Duque de Caxias, Magé, Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá - todos fortemente vinculados entre si desde o fim da década de 1960. Essa área corresponde, portanto, a um território econômica, política e historicamente integrado.[11]

Esses 19 municípios, entre os quais há um fluxo significativo de trabalhadores que fazem deslocamentos pendulares diários e, por efeito, alta integração, são os que formam, de fato, a área metropolitana da capital fluminense. Isto é, a área correspondente ao município do Rio de Janeiro e às regiões da Baixada Fluminense e do Leste Metropolitano, composta pelos 19 municípios mencionados acima, é a área onde o fenômeno metropolitano acontece na prática.[67] Essa área é extremamente vinculada ao núcleo metropolitano, o que é evidenciado, por exemplo, pelo volume de migrações pendulares entre os 18 municípios da periferia metropolitana e o centro da cidade do Rio de Janeiro (o núcleo metropolitano), pela integração de linhas de diferentes modais do sistema de transporte urbano que conectam, direta ou indiretamente, os municípios da Baixada Fluminense e do Leste Metropolitano ao núcleo metropolitano, e pela distância relativamente curta entre todas as localidades, bairros, distritos etc. desses 18 municípios periféricos e o centro da capital, o que condiciona movimentos pendulares a trabalho, busca por bens e serviços, e outras atividades cotidianas que obrigam as pessoas que moram nos municípios periféricos a se deslocarem das suas casas até o núcleo metropolitano, fazendo desse aglomerado metropolitano uma região do dia-a-dia. De acordo com o Censo de 2010, a cidade do Rio de Janeiro é o destino de 65,4% das pessoas que fazem deslocamentos pendulares dentro da área metropolitana (entre os anos de 2009 e 2013, a RMRJ era oficialmente composta pelos 19 municípios já citados, logo os dados do levantamento dizem respeito ao Grande Rio com essa composição, abrangendo apenas o município do Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense e o Leste Metropolitano).

Aqueduto da Carioca (popularmente conhecido como "Arcos da Lapa"), no bairro da Lapa, Região Central do Rio.
Largo da Carioca, um dos principais logradouros do centro do Rio. Destaque para o Relógio da Carioca e o Convento de Santo Antônio.
Vista aérea do principal acesso à Central do Brasil, região do centro do Rio de Janeiro por onde chegam trabalhadores da maioria das localidades da área metropolitana.
A área metropolitana do Rio de Janeiro, destacada em vermelho no mapa, corresponde ao território formado pelo município do Rio, e pelas regiões da Baixada Fluminense e do Leste Metropolitano; os maiores fluxos de deslocamentos populacionais diários em direção ao núcleo e os vetores de crescimento urbano pelos quais a metrópole se expandiu estão distribuídos por esse território.[68][69][70] Entre os anos de 1975 e 1990, essa área era composta por 12 municípios: Rio de Janeiro (capital), Duque de Caxias, Magé, São João de Meriti, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Itaguaí (Baixada Fluminense), Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (Leste Metropolitano). Atualmente, após as emancipações ocorridas na década de 1990, esse mesmo território está dividido em 19 municípios.

Algo que torna a integração entre esses 19 municípios ainda mais clara é a existência de núcleos menores, fora do município do Rio de Janeiro, que exercem influência considerável nas suas respectivas regiões. Apesar de o centro da cidade do Rio de Janeiro ser o núcleo metropolitano, sendo o principal destino das pessoas que fazem deslocamentos pendulares dentro da área metropolitana e atraindo trabalhadores vindos tanto da Baixada Fluminense quanto do Leste Metropolitano, as cidades de Niterói (a segunda cidade da RM que mais absorve mão-de-obra não residente, atrás apenas do Rio de Janeiro) e São Gonçalo são consideradas subnúcleos ou núcleos regionais que atraem trabalhadores dos municípios do Leste Metropolitano, e são os destinos de, respectivamente, 11,8% e 5,1% das pessoas que fazem deslocamentos pendulares na área metropolitana, enquanto as cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu são consideradas subnúcleos ou núcleos regionais que atraem trabalhadores dos municípios da Baixada Fluminense, e são os destinos de 6,0% e 4,6% dos trabalhadores que fazem movimentos pendulares dentro da RMRJ. O fluxo de trabalhadores que fazem migrações pendulares diárias entre Niterói e São Gonçalo é o maior do Rio de Janeiro e o segundo maior do Brasil, ficando atrás, apenas, daquele que ocorre entre São Paulo e Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.[71] De acordo com os dados do Censo de 2010, das pessoas que moram nos 19 municípios da área metropolitana do Rio (o município do Rio de Janeiro, os 13 municípios da Baixada Fluminense e os 5 municípios do Leste Metropolitano) e trabalham em municípios diferentes daqueles em que residem, retornando para casa diariamente, mais de 96% têm, como destinos de trabalho, municípios dessa mesma área; ou seja, de todos os moradores dessa região que trabalham fora do município de residência, 96% não precisam sair da área metropolitana para chegar ao trabalho.[72][73]

Esse espaço metropolitano de alta densidade demográfica formado por 19 municípios (originalmente, por 12) fortemente integrados entre si corresponde, portanto, à área pela qual a metrópole carioca se expandiu.

Centralidades da metrópole - em diferentes níveis - fora do núcleo[editar | editar código-fonte]

Avenida das Américas, na Barra da Tijuca.
Centro de Campo Grande, na Zona Oeste da capital.
Rua Carolina Machado, no centro comercial de Madureira.
Igreja de Nossa Senhora da Penha, com vista para os bairros da Penha, Olaria e Ramos, na Zona Norte do Rio (Zona da Leopoldina).
Região central de Duque de Caxias (Centro e Jardim 25 de Agosto), na Baixada Fluminense.
Avenida Amaro Cavalcanti, no Méier, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.
Rua Bernardino de Melo, no centro da cidade de Nova Iguaçu.
Avenida Amaral Peixoto e a Câmara Municipal de Niterói vistas da Praça da República, no centro da cidade.
Cruzamento da Avenida Monsenhor Félix com a Av. Automóvel Clube e a Linha 2 do Metrô, em Irajá.
Igreja Matriz de São João Batista, no centro de São João de Meriti.

Na Região do Grande Rio, no entorno da porção da capital que inclui a Região Central, a Zona Sul e a Grande Tijuca, e corresponde ao núcleo metropolitano, há várias centralidades menores com diferentes níveis de atratividade de trabalhadores que moram nos municípios da área metropolitana. Essas centralidades podem ter alcance local, regional ou metropolitano. A lista a seguir enumera algumas dessas centralidades.[74]

  • Campo Grande
  • Barra da Tijuca
  • Nova Iguaçu (Centro)
  • Duque de Caxias (Centro)
  • Niterói (Centro)
  • Penha
  • Méier
  • Madureira
  • Irajá
  • Taquara
  • Realengo
  • Bangu
  • Santa Cruz
  • São João de Meriti (Centro)
  • Gramacho
  • Jardim Primavera
  • Ilha do Governador
  • São Gonçalo (Centro)
  • Alcântara
  • Bonsucesso
  • Ramos
  • Olaria
  • Del Castilho
  • Engenho Novo
  • Engenho de Dentro
  • Abolição
  • Piedade
  • Cascadura
  • Vaz Lobo
  • Vicente de Carvalho
  • Vila da Penha
  • Coelho Neto
  • Marechal Hermes
  • Rocha Miranda
  • Pavuna
  • Vila Valqueire
  • Praça Seca
  • Tanque
  • Jacarepaguá
  • Icaraí
  • Santa Rosa
  • Ingá
  • São Francisco
  • Largo da Batalha
  • Piratininga
  • Itaipu
  • Fonseca
  • Barreto
  • Engenhoca
  • Neves
  • Paraíso
  • Venda da Cruz
  • Tribobó
  • Arsenal
  • Colubandê
  • Belford Roxo (Centro)
  • Areia Branca
  • Piam
  • Parque São Vicente
  • Lote XV
  • Campos Elíseos
  • Saracuruna
  • Imbariê
  • Santa Cruz da Serra
  • Xerém
  • Parada Angélica
  • Piabetá
  • Fragoso
  • Magé (Centro)
  • Suruí
  • Parada Modelo
  • Guapimirim (Centro)
  • Vilar dos Teles
  • Coelho da Rocha
  • São Mateus
  • Éden
  • Nilópolis (Centro)
  • Olinda
  • Mesquita (Centro)
  • Presidente Juscelino
  • Edson Passos
  • Miguel Couto
  • Vila de Cava
  • Posse
  • Comendador Soares
  • Austin
  • Cabuçu
  • Queimados (Centro)
  • Engenheiro Pedreira
  • Japeri (Centro)
  • Paracambi (Centro)
  • Lages
  • Seropédica (região central)
  • Campo Lindo
  • Itaguaí (Centro)
  • Brisa Mar
  • Manilha
  • Itaboraí (Centro)
  • Venda das Pedras
  • Tanguá (Centro)
  • Inoã
  • Maricá (Centro)

Pendularidade em números[editar | editar código-fonte]

As próximas cinco tabelas apresentam números concernentes à distribuição dos moradores da área metropolitana do Rio de Janeiro que fazem migrações pendulares diárias dentro da metrópole.

Estação Central do Brasil (centro) e Terminal Rodoviário Américo Fontenelle (esquerda), utilizados por migrantes pendulares que se deslocam diariamente entre a Baixada Fluminense e o centro da capital.
Barca Praça XV-Arariboia e, ao fundo, a Ponte Rio-Niterói, utilizadas por migrantes pendulares que se deslocam diariamente entre o Leste Metropolitano e o centro da capital.

A tabela a seguir mostra a distribuição dos moradores do Grande Rio que fazem movimentos pendulares intrametropolitanos de acordo com seus municípios de origem (de acordo com dados do Censo de 2010).

Interior da Estação Ferroviária Central do Brasil, com as plataformas de embarque e desembarque à esquerda.
Trânsito na Ponte Rio-Niterói (fotografia tirada a partir da pista sentido Rio de Janeiro).
Ônibus intermunicipais com destino à Baixada Fluminense no Terminal Américo Fontenelle, na Central.
Ônibus e van intermunicipais vindos de São Gonçalo chegando ao centro de Niterói.
Município de origem Sub-região Percentual da população total da metrópole que faz deslocamentos pendulares dentro da área metropolitana[68]
Rio de Janeiro Capital 3,6%
Duque de Caxias Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 8,3%
São João de Meriti Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 14,9%
Belford Roxo Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 7,4%
Nilópolis Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 5,8%
Mesquita Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 6,8%
Nova Iguaçu Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 9,0%
Queimados Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 4,0%
Japeri Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 2,8%
Paracambi Baixada Fluminense / Extremo Oeste Metropolitano 0,4%
Seropédica Baixada Fluminense / Extremo Oeste Metropolitano 1,2%
Itaguaí Baixada Fluminense / Extremo Oeste Metropolitano 1,1%
Magé Baixada Fluminense / Fundo da Baía 2,4%
Guapimirim Baixada Fluminense / Fundo da Baía 0,7%
Niterói Leste Metropolitano 10,7%
São Gonçalo Leste Metropolitano 13,2%
Itaboraí Leste Metropolitano 5,4%
Tanguá Leste Metropolitano 0,5%
Maricá Leste Metropolitano 1,8%

A próxima tabela apresenta a distribuição dos moradores da área metropolitana que fazem deslocamentos pendulares intrametropolitanos diários de acordo com seus destinos (segundo dados do Censo de 2010).

Destino Sub-região Percentual da população total da metrópole que faz deslocamentos pendulares dentro da área metropolitana[68]
Rio de Janeiro Capital 65,4%
Duque de Caxias Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 6,0%
São João de Meriti Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 1,9%
Belford Roxo Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 1,2%
Nilópolis Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 1,4%
Mesquita Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 0,6%
Nova Iguaçu Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 4,6%
Queimados Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 0,5%
Japeri Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 0,2%
Paracambi Baixada Fluminense / Extremo Oeste Metropolitano 0,1%
Seropédica Baixada Fluminense / Extremo Oeste Metropolitano 0,4%
Itaguaí Baixada Fluminense / Extremo Oeste Metropolitano 0,7%
Magé Baixada Fluminense / Fundo da Baía 0,2%
Guapimirim Baixada Fluminense / Fundo da Baía 0,1%
Niterói Leste Metropolitano 11,8%
São Gonçalo Leste Metropolitano 3,5%
Itaboraí Leste Metropolitano 0,8%
Tanguá Leste Metropolitano 0,1%
Maricá Leste Metropolitano 0,5%

A tabela abaixo apresenta os percentuais da população ocupada de cada município metropolitano que faz movimentos pendulares diários dentro da metrópole referentes aos seus destinos, bem como o percentual correspondente àqueles que trabalham no próprio município, segundo dados do Censo de 2010. Pode-se perceber, nos números da tabela, que os principais locais de trabalho dos moradores do Grande Rio são o município de residência, municípios próximos ao município de residência e o município do Rio de Janeiro, onde está o núcleo metropolitano. Vê-se, também, que uma parcela muito pequena da população da capital sai do próprio município para trabalhar.[68]

Município de residência Destino: Rio de Janeiro Destino: Duque de Caxias Destino: São João de Meriti Destino: Belford Roxo Destino: Nilópolis Destino: Mesquita Destino: Nova Iguaçu Destino: Queimados Destino: Japeri Destino: Paracambi
Rio de Janeiro 98% 0,5% 0,1% 0,0% 0,1% 0,0% 0,2% 0,0% 0,0% 0,0%
Duque de Caxias 25% 73% 1% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
São João de Meriti 40% 6% 50% 1% 1% 0% 2% 0% 0% 0%
Belford Roxo 35% 7% 4% 46% 0% 0% 6% 0% 0% 0%
Nilópolis 42% 2% 2% 1% 47% 1% 4% 0% 0% 0%
Mesquita 39% 2% 2% 2% 6% 38% 10% 0% 0% 0%
Nova Iguaçu 30% 1% 1% 1% 1% 1% 62% 1% 0% 0%
Queimados 37% 1% 1% 1% 1% 1% 8% 49% 1% 0%
Japeri 44% 1% 0% 0% 1% 1% 6% 2% 42% 1%
Paracambi 11% 0% 0% 0% 0% 0% 3% 1% 1% 79%
Seropédica 19% 0% 0% 0% 0% 0% 1% 0% 0% 1%
Itaguaí 16% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Magé 19% 8% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Guapimirim 9% 2% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Niterói 24% 1% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
São Gonçalo 15% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Itaboraí 12% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Tanguá 6% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Maricá 14% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%

Continuação

Município de residência Destino: Seropédica Destino: Itaguaí Destino: Magé Destino: Guapimirim Destino: Niterói Destino: São Gonçalo Destino: Itaboraí Destino: Tanguá Destino: Maricá
Rio de Janeiro 0,1% 0,1% 0,0% 0,0% 0,3% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0%
Duque de Caxias 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
São João de Meriti 0% 0% 0% 0% 1% 0% 0% 0% 0%
Belford Roxo 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Nilópolis 0% 0% 0% 0% 1% 0% 0% 0% 0%
Mesquita 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Nova Iguaçu 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Queimados 0% 0% 0% 0% 1% 0% 0% 0% 0%
Japeri 1% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Paracambi 3% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Seropédica 72% 5% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Itaguaí 1% 82% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Magé 0% 0% 71 1% 1% 1% 0% 0% 0%
Guapimirim 0% 0% 8% 77% 1% 1% 0% 0% 0%
Niterói 0% 0% 0% 0% 71% 4% 0% 0% 0%
São Gonçalo 0% 0% 0% 0% 22% 61% 1% 0% 0%
Itaboraí 0% 0% 0% 0% 15% 11% 62% 0% 0%
Tanguá 0% 0% 0% 0% 7% 6% 13% 67% 0%
Maricá 0% 0% 0% 0% 10% 4% 0% 0% 69%

A tabela seguinte apresenta os números absolutos de pessoas que fazem deslocamentos pendulares diários - somente por motivo de trabalho - dentro da área metropolitana do Rio de Janeiro por município de residência, segundo dados do último censo (2010).[75][68]

Município de residência Sub-região[76][70] Número absoluto de migrantes pendulares intrametropolitanos diários[75]
Rio de Janeiro Capital 42.067 (com destino a municípios da Baixada Fluminense e do Leste Metropolitano)
Duque de Caxias Baixada Fluminense 96.678 dentro da área metropolitana (86.973 com destino à capital)
São João de Meriti Baixada Fluminense 88.831 dentro da área metropolitana (69.994 com destino à capital)
Belford Roxo Baixada Fluminense 90.519 dentro da área metropolitana (60.338 com destino à capital)
Nilópolis Baixada Fluminense 31.637 dentro da área metropolitana (24.770 com destino à capital)
Mesquita Baixada Fluminense 38.999 dentro da área metropolitana (24.973 com destino à capital)
Nova Iguaçu Baixada Fluminense 106.711 dentro da área metropolitana (85.714 com destino à capital)
Queimados Baixada Fluminense 24.159 dentro da área metropolitana (17.717 com destino à capital)
Japeri Baixada Fluminense 16.633 dentro da área metropolitana (12.697 com destino à capital)
Paracambi Baixada Fluminense 2.911 dentro da área metropolitana (1.482 com destino à capital)
Seropédica Baixada Fluminense 8.389 dentro da área metropolitana (5.628 com destino à capital)
Itaguaí Baixada Fluminense 6.711 dentro da área metropolitana (5.996 com destino à capital)
Magé Baixada Fluminense 23.491 dentro da área metropolitana (14.414 com destino à capital)
Guapimirim Baixada Fluminense 3.969 dentro da área metropolitana (1.729 com destino à capital)
Niterói Leste Metropolitano 61.196 dentro da área metropolitana (49.878 com destino à capital)
São Gonçalo Leste Metropolitano 154.042 dentro da área metropolitana (59.855 com destino à capital)
Itaboraí Leste Metropolitano 30.733 dentro da área metropolitana (9.295 com destino à capital)
Tanguá Leste Metropolitano 3.093 dentro da área metropolitana (459 com destino à capital)
Maricá Leste Metropolitano 14.357 dentro da área metropolitana (7.161 com destino à capital)

Os padrões das migrações pendulares dentro da metrópole do Rio de Janeiro vêm se mantendo praticamente os mesmos desde a década de 1970. Na tabela abaixo, são apresentados os números absolutos de migrantes pendulares diários - que se deslocavam tanto por motivo de trabalho como de estudo - na área metropolitana por município de residência, de acordo com seus destinos, segundo dados do Censo de 1980 - nota-se o papel do município do Rio de Janeiro, tanto em 1980 quanto em 2010, como o principal pólo de atração do movimento pendular na região.[77]

Município de residência Destino: Rio de Janeiro Destino: Duque de Caxias Destino: São João de Meriti Destino: Nilópolis Destino: Nova Iguaçu Destino: Paracambi
Rio de Janeiro 4.202 1.352 592 1.930 75
Duque de Caxias 94.454 2.067 88 1.072 4
São João de Meriti 87.710 8.754 1.889 3.054 4
Nilópolis 32.118 451 961 2.544 12
Nova Iguaçu* 189.399 6.531 4.960 4.295 323
Paracambi 1.036 11 12 20 384
Itaguaí* 6.362 71 8 3 319 122
Magé* 14.379 2.755 72 78 5
Niterói 44.208 276 45 13 131 8
São Gonçalo 48.694 189 14 8 126
Itaboraí* 3.412 27 4 15
Maricá 884 3

Continuação

Município de residência Destino: Itaguaí Destino: Magé Destino: Niterói Destino: São Gonçalo Destino: Itaboraí Destino: Maricá
Rio de Janeiro 1.394 274 4.107 243 75 24
Duque de Caxias 78 519 881 50 8 8
São João de Meriti 48 48 400 8 8
Nilópolis 31 8 178 16
Nova Iguaçu* 465 59 950 21 12 3
Paracambi 280 4 24
Itaguaí* 4 47 4
Magé* 4 518 114 21 17
Niterói 117 123 4.310 272 113
São Gonçalo 45 193 62.412 673 208
Itaboraí* 100 4.262 3.268 50
Maricá 1.020 260 9

Nota: * À época do Censo de 1980, o município de Itaguaí incluía o território de Seropédica; o município de Nova Iguaçu incluía os territórios de Belford Roxo, Mesquita, Queimados e Japeri; o município de Magé incluía o território de Guapimirim; e o município de Itaboraí incluía o território de Tanguá.[78]

Natureza econômica da integração entre os municípios e da expansão urbana[editar | editar código-fonte]

Comendador Soares (bairro também conhecido como "Morro Agudo"), no município de Nova Iguaçu.
Praça de Austin, em Nova Iguaçu, ao lado do ramal de Japeri da SuperVia.
Igreja de São Simão, no centro do bairro Lote XV, em Belford Roxo.
Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no centro de Parada Angélica, em Duque de Caxias.

A expansão urbana ocorrida ao longo do século XX pelos vetores de crescimento da área metropolitana a partir do centro da cidade do Rio de Janeiro teve um caráter econômico, pois se deveu, em grande parte, ao poder da metrópole do Rio de Janeiro de atrair trabalhadores, que passaram a morar em locais suficientemente próximos ao centro do Rio para que fossem possíveis os deslocamentos diários casa-trabalho, e à forte dependência econômica que a população de toda a região teve (e tem) do centro da capital e de outras centralidades desse aglomerado metropolitano.

Desse modo, a mancha urbana existente hoje no Grande Rio constitui uma área urbana de natureza metropolitana, resultante do fluxo intenso de trabalhadores dentro da área metropolitana em direção aos pólos econômicos distribuídos pelos 19 municípios que compõem essa região, dos quais o principal é o centro da cidade do Rio.[74] Por ter se formado principalmente em função da concentração da oferta de trabalho no núcleo metropolitano, a mancha urbana da área metropolitana do Rio não se confunde com outros tipos de mancha urbana, como, por exemplo, aquela que se encontra na maior parte da Região dos Lagos, composta, majoritariamente, por residências de veraneio; embora aquela malha urbana seja muito extensa, não há um volume significativo de deslocamentos pendulares entre os municípios daquela região. Ou seja, a alta integração que há entre os municípios da área metropolitana, que se apresenta pelo fluxo de trabalhadores que fazem movimentos pendulares e por outras relações econômicas entre esses municípios, não é encontrada entre municípios localizados em regiões cujas manchas urbanas são formadas, principalmente, por moradias de veraneio, e não por residências de trabalhadores com dependência econômica de um núcleo.[21][23]

Arranjo populacional do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Área do arranjo populacional (e da Região Geográfica Imediata) do Rio de Janeiro.[71]
Estrada Marechal Alencastro, em Anchieta, na Zona Norte do Rio.

Um arranjo populacional é um conjunto de municípios limítrofes entre os quais há uma forte integração populacional, devido aos movimentos pendulares para trabalho ou estudo, ou à contiguidade das suas manchas urbanas. Esses arranjos não correspondem exclusivamente a áreas metropolitanas, mas a qualquer agrupamento de municípios que apresentem um alto grau de integração entre si.

Os arranjos populacionais do Brasil foram identificados pelo IBGE em 2014, que utilizou, para isso, três critérios de integração: forte intensidade relativa dos movimentos pendulares para trabalho e estudo; forte intensidade absoluta dos movimentos pendulares para trabalho e estudo; contiguidade das manchas urbanas.

O arranjo populacional do Rio de Janeiro é um dos muitos arranjos populacionais identificados no território nacional. É composto por 21 municípios: Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica, Tanguá (todos fortemente vinculados ao centro do Rio e seu entorno, e com características e funções metropolitanas no que diz respeito, por exemplo, a movimentos pendulares em direção ao núcleo (alta integração populacional) e expansão urbana a partir do núcleo (alta densidade demográfica), formando a área metropolitana da capital), Mangaratiba (município que, apesar da sua baixa densidade demográfica, apresenta uma ligação significativa com o oeste da área metropolitana, especialmente com Itaguaí) e Saquarema (município pouco vinculado à metrópole cuja mancha urbana é contígua à de Maricá).

A identificação do arranjo populacional do Rio de Janeiro feita pelo IBGE com base em dados obtidos pelo mesmo instituto é uma das evidências da integração que há entre os 19 municípios localizados na área que abrange a capital, a Baixada Fluminense e o Leste Metropolitano. A integração populacional (que se apresenta, principalmente, pelos movimentos pendulares (sobretudo, em direção ao núcleo) entre os 19 municípios dessa região polarizada pelo centro do Rio combinada a outros fenômenos, como a concentração da oferta de trabalho no núcleo, o crescimento demográfico nas áreas centrais, o adensamento da ocupação dos subúrbios, a expansão da malha urbana em direção às periferias e as conurbações, além do aumento das atividades industriais na região e a existência de um sistema de transporte urbano integrado que atende aos moradores de toda essa área, caracteriza o processo de metropolização. Todos os municípios do arranjo populacional do Rio de Janeiro (com exceção de Mangaratiba e Saquarema, municípios que, pela distância, são pouco vinculados ao núcleo metropolitano - especialmente Saquarema) passaram por esse processo, e formam, hoje, uma das maiores áreas metropolitanas do mundo.[23]

O arranjo populacional do Rio de Janeiro é formado pelos mesmos municípios da Região Geográfica Imediata do Rio de Janeiro, definida pelo IBGE em 2017.[79]

Eixos de expansão urbana da área metropolitana a partir do núcleo[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite do Estado do Rio que mostra a mancha urbana expandida pelo município do Rio de Janeiro e pelas regiões da Baixada Fluminense e do Leste Metropolitano através dos 4 principais eixos de crescimento urbano da metrópole do Rio de Janeiro.

Ainda no que diz respeito à expansão urbana, bem como às consequentes conurbações que ocorreram dentro da área que atualmente compreende os 19 municípios mencionados acima, 4 eixos principais se destacaram nesse processo ao longo dos anos: o que parte do núcleo em direção a Itaguaí, definido pela BR-101 Sul; o que parte do núcleo em direção a Paracambi, definido pela BR-116; o que parte do núcleo em direção a Duque de Caxias, definido pela BR-040; o que parte do núcleo em direção a Tanguá, definido pela BR-101 Norte. Embora seja difícil descrever com precisão toda a malha urbana situada dentro dos limites da área metropolitana, dada a complexidade da sua estrutura, o que segue é uma descrição detalhada de cada um dos quatro eixos de expansão urbana dessa área, bem como da relação entre a difusão espacial do tecido urbano e esses eixos.[70][69][80]

Eixo da BR-101 Sul (vetor Itaguaí)[editar | editar código-fonte]

Terminal Rodoviário Américo Fontenelle, na Central do Brasil, de onde partem ônibus que ligam a capital a todos os municípios da Baixada Fluminense.
Avenida Brasil na altura de Irajá, na Zona Norte da cidade do Rio.
Estrada Intendente Magalhães, no Campinho, uma das principais ligações entre a Zona Norte do Rio e bairros como Vila Valqueire, Sulacap e Realengo, na Zona Oeste da capital.
Ilha da Madeira vista da Enseada de Coroa Grande, em Itaguaí, o último município do litoral da Região Metropolitana ao oeste.

O primeiro é o eixo da Av. Brasil/Rodovia Rio-Santos (BR-101) e do ramal ferroviário de Santa Cruz, que começam, respectivamente, no Caju e na Central do Brasil. O eixo passa por Magalhães Bastos, Realengo, Padre Miguel, Bangu, Senador Camará, Santíssimo, Campo Grande, Inhoaíba, Paciência e Santa Cruz, e segue, passando pelo Distrito Industrial de Santa Cruz, Ibirapitanga, Califórnia, centro de Itaguaí, Engenho e Brisa Mar, até a região localizada às margens da Baía de Sepetiba que inclui a Ilha da Madeira, Vila Geny, Coroa Grande e Itimirim, no oeste do município de Itaguaí.

A parte desse eixo que inclui Manguinhos, Bonsucesso, Ramos, Olaria, Penha, Brás de Pina, Benfica, Jacaré, Del Castilho, Inhaúma, Engenho da Rainha, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Pilares, Cavalcanti, Engenheiro Leal, Abolição, Cascadura, Madureira, Rocha Miranda, Honório Gurgel, São Cristóvão, Maracanã, Rocha, Riachuelo, Sampaio, Andaraí, Vila Isabel, Grajaú, Engenho Novo, Méier, Engenho de Dentro, Piedade, Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro, Marechal Hermes e outros bairros da Zona Norte do Rio corresponde ao trecho que liga o centro da cidade (o núcleo metropolitano) às regiões onde se iniciam o eixo da BR-040 e o da BR-116.

O Galeão, na Ilha do Governador, é acessado a partir da Av. Brasil, na altura de Ramos, e da Linha Vermelha, na altura da Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, e é o bairro onde começa uma malha urbana que segue, passando pelos bairros da Portuguesa, Jardim Guanabara, Cacuia, Pitangueiras e Zumbi, até a Ribeira, e se alastra pelo norte da ilha - por bairros como Cocotá, Tauá e Freguesia - até o Bananal.

A área urbana de Santa Cruz se expande, a partir do centro do bairro, para Sepetiba. Partindo de Campo Grande e de Santa Cruz, a mancha urbana continua em direção a Guaratiba (abrangendo os bairros Pedra de Guaratiba e Barra de Guaratiba), ao Recreio dos Bandeirantes e à Barra da Tijuca, de onde se liga, pela Av. das Américas e pela Autoestrada Lagoa-Barra, a São Conrado, Gávea, Jardim Botânico, Lagoa, Leblon, Ipanema, Copacabana, Leme e outros bairros da Zona Sul da capital; da Barra da Tijuca, também há um acesso, pelo Alto da Boa Vista, à Tijuca, ao Estácio e à região central do Rio.

Também de Campo Grande, a área urbanizada segue, pela Estrada Rio-São Paulo, rumo à Rodovia Presidente Dutra, na altura do Belvedere (entrando, portanto, em outro eixo de expansão urbana), passando pelo Km 32, em Nova Iguaçu, Campo Lindo, Parque Jacimar (onde há um acesso, pelo Boa Fé e Piranema, cruzando a Rodovia Rio-Santos (BR-101) e atravessando o bairro Califórnia, ao centro de Itaguaí), UFRRJ, centro de Seropédica e Santa Sofia.

De Cascadura e Madureira, a mancha urbana segue, pela Praça Seca, Tanque e Taquara, para Jacarepaguá e Barra da Tijuca, conectando-se àquela malha urbana. A partir da região do Engenho de Dentro, Encantado e Água Santa, por uma área menos populosa nas imediações da Freguesia e Pechincha, os bairros de Jacarepaguá e Barra da Tijuca também podem ser acessados pela Linha Amarela.[70][81][82]

Eixo da BR-116 (vetor Paracambi)[editar | editar código-fonte]

Vista de Nova Iguaçu, com o Maciço do Gericinó ao fundo.

O segundo é o eixo da BR-116 (Rodovia Presidente Dutra) e do ramal ferroviário de Japeri/Paracambi. A partir de Deodoro, a ferrovia, depois de passar por Ricardo de Albuquerque e Anchieta, corta os municípios de Nilópolis, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados e Japeri, e, depois do desvio para Mário Belo e Engenheiro Gurgel, e da penúltima estação, em Lages, chega ao centro de Paracambi, com a área urbana continuando até o Jardim Nova Era. Ao passo que as regiões cortadas pelo trecho que vai dos bairros Tricampeão e N. S. da Conceição, em Queimados, até o Delamare, em Japeri, pelo trecho que vai da Granja Iguaçu e São Jorge até a Fazenda Americana, ainda no município de Japeri, e pelo trecho que começa no Beira-Rio e Lagoa do Sapo, em Japeri, e vai até o Mutirão e o Paraíso, em Paracambi, são regiões pouco habitadas, a região cortada pelo trecho entre Ricardo de Albuquerque e o centro de Nova Iguaçu, que abrange também Anchieta, Parque Anchieta, Mariópolis (no município do Rio de Janeiro), Olinda, Cabral, Bairro da Mina, o centro de Nilópolis, Tropical, Frigorífico, Santos Dumont (em Nilópolis), Edson Passos, Chatuba, Cosmorama, o centro de Mesquita, Vila Emil, Cruzeiro do Sul, Presidente Juscelino, Coréia (em Mesquita) e K11 (em Nova Iguaçu), tem uma densidade demográfica muito alta. Essa intensa mancha urbana ainda se estende, com a mesma densidade, para o leste, abrangendo os bairros Paiol de Pólvora (em Nilópolis), São Mateus, Engenheiro Belford, o centro de São João de Meriti, Venda Velha e Parque Araruama (em São João de Meriti), continuando, pelo Bar dos Cavaleiros, até o centro de Duque de Caxias (já na zona de influência do eixo da BR-040).

A BR-116 (Via Dutra), começando em Irajá e passando pelo Jardim América, Parque Colúmbia e Pavuna, corta o município de São João de Meriti, segue pelo limite entre os municípios de Belford Roxo e Mesquita (às margens do Guaraciaba, no centro de Belford Roxo, e do Bairro Industrial, no município de Mesquita), passa pelos municípios de Nova Iguaçu, Queimados e Seropédica, e continua, pelo limite entre o distrito de Ibituporanga, no norte do município de Itaguaí, e o sul do município de Paracambi, até Ponte Coberta. Do Jardim do Trevo, em Queimados, até o Cabral, em Seropédica, a Via Dutra tem acessos ao centro de Queimados, a Engenheiro Pedreira, ao centro de Japeri e ao centro de Paracambi, sendo os dois primeiros completamente urbanizados (exceto pelo início do acesso a Engenheiro Pedreira, localizado no bairro Jardim Alvorada, no município de Queimados (no entanto, o trecho entre o bairro Jardim Marajoara (já no município de Japeri) e as localidades do Mucajá, Citrópolis e Caramujos (na região central de Engenheiro Pedreira) é quase todo urbanizado, e essa mancha urbana continua, pelo bairro dos Eucaliptos, até Santa Inês, localidade de onde se acessa, pela Pedra Lisa, São Pedro e Chacrinha, o centro de Japeri, e, mais adiante, pelo Beira-Rio, Mutirão, Paraíso e Lages, o centro de Paracambi), e os dois últimos, sem áreas urbanas na maior parte do trajeto (há áreas urbanas somente a partir de Nova Belém, no acesso ao centro de Japeri, e a partir do Guarajuba, no acesso ao centro de Paracambi).

Região central de Engenheiro Pedreira, no município de Japeri.
Centro de Paracambi, próximo à Praça Cara Nova e à última estação ferroviária do ramal Japeri-Paracambi da SuperVia.

A BR-116 e o ramal ferroviário de Japeri/Paracambi se cruzam em Comendador Soares, seguindo, pelo Cacuia, Rodilândia e Rosa dos Ventos, para Riachão e Austin, no município de Nova Iguaçu; de Riachão, a mancha urbana se expande, por Palhada e Valverde, até Cabuçu, de onde segue para o Km 32, e, pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116), até a região de Valdariosa, Piabas e Santa Rosa, no município de Queimados, estendendo-se até o Parque Industrial, no mesmo município (um pouco mais adiante, no Jardim Maracanã, já no município de Seropédica, há uma pequena área urbanizada que segue às margens da Via Dutra, terminando entre Boa Esperança e Santa Alice). O bairro Cabuçu também pode ser acessado, pela região da Vila São João, Jardim São Vicente de Paula e Parque Santiago, no município de Queimados, a partir da Rodovia Presidente Dutra, na altura do bairro Jardim do Trevo.

A Via Light pertence a esse eixo, saindo do limite entre Anchieta e Pavuna, seguindo pelo limite entre os municípios de Nilópolis e São João de Meriti (e, assim, passando às margens de bairros como Paiol de Pólvora, Cabuís e Nova Cidade, em Nilópolis, e São Mateus, Tomazinho e Éden, em São João de Meriti), cortando o município de Mequita, passando por bairros como Cosmorama, Vila Emil e Banco de Areia, e chegando ao centro de Nova Iguaçu, no limite com os bairros Santa Eugênia (na entrada do Guadalajara) e Chacrinha; há ainda, ao longo da Via Light, vários acessos à Via Dutra, como por Rocha Sobrinho, no município de Mesquita, e pelo bairro Califórnia, no município de Nova Iguaçu.

O ramal ferroviário de Belford Roxo também está nesse eixo e, de Barros Filho e Guadalupe até o centro de Belford Roxo, passando por Costa Barros, Pavuna, centro de São João de Meriti, Vila Rosali, Agostinho Porto e Coelho da Rocha, segue por ele junto com a BR-116 e o ramal de Japeri/Paracambi. A BR-116 e o ramal de Belford Roxo se cruzam entre os bairros de Agostinho Porto e Coelho da Rocha, no município de São João de Meriti.

A linha 2 do metrô, no seu trecho final, também faz parte desse eixo, em que, a partir de Coelho Neto e Acari, segue até a Pavuna, onde se encontra com o ramal ferroviário de Belford Roxo. Em Belford Roxo, partindo do Centro, a área urbanizada segue, pela Piam, Vilar Novo, Barro Vermelho, Bom Pastor, Parque São Vicente, Vila Pauline, Parque São José e Wona, até o Lote XV, que já fica na área de influência do eixo da BR-040; do Lote XV, a malha urbana entra no município de Duque de Caxias e segue, pelo Pantanal e Gramacho, até o Centro, e, pela Cidade dos Meninos e o Pilar, até a Figueira e o Jardim Primavera, às margens da BR-040.

Em Nova Iguaçu, partindo do Centro, a malha urbana segue, pelo Bairro da Luz, Palhada, Valverde, Cabuçu, Ipiranga e Jardim Paraíso, até o Jardim Guandu e o Km 32, estendendo-se para os bairros Lagoinha e Prados Verdes ao longo da Estrada Rio-São Paulo, e, pela Viga, Itaipu (bairro pertencente à região de Nova Aurora, no município de Belford Roxo), Boa Esperança, Miguel Couto, Grama e Figueira, até Vila de Cava, Iguaçu Velho, Montevidéu e o Tinguá; as localidades de Miguel Couto, Vila de Cava e Tinguá também podem ser acessadas, pela Posse, a partir do Moquetá, e, por Itaipu, a partir do centro de Belford Roxo.[81][82][70]

Eixo da BR-040 (vetor Duque de Caxias)[editar | editar código-fonte]

Praça do Pacificador, ao lado da Avenida Presidente Kennedy e da estação ferroviária do ramal de Gramacho/Saracuruna, no centro de Duque de Caxias.
Palácio Anchieta, sede da Prefeitura de Magé, no centro do município.

O terceiro é o eixo da BR-040, que começa em Cordovil, e do ramal ferroviário de Saracuruna a partir de Parada de Lucas e Vigário Geral. Esse eixo atravessa o município de Duque de Caxias, passando pelo Centro, Jardim 25 de Agosto, Parque Duque, Gramacho, Sarapuí e Jardim Gramacho, e seguindo em direção às regiões norte (passando por Santa Cruz da Serra e chegando a Xerém) e nordeste (passando por Imbariê e chegando a Parada Angélica) do município.

A região de altíssima densidade demográfica que começa nos bairros Corte 8 e Centenário, em Duque de Caxias, se estende pelo Jardim Sumaré, Jardim Íris, Jardim Botânico, Vilar dos Teles e Coelho da Rocha, em São João de Meriti, continua pelo centro de Belford Roxo e pelos bairros Santo Antônio da Prata e Areia Branca (ambos em Belford Roxo), e termina na Prata, em Nova Iguaçu, tem sua maior parte influenciada tanto pelo eixo da BR-040 como pelo da BR-116.

A BR-040 e o ramal de Saracuruna se cruzam entre o Pilar e Campos Elíseos. Depois do trevo da Rodovia Rio-Teresópolis (por onde passa um trecho do Arco Metropolitano), a BR-040 continua em direção a Santo Antônio da Serra, onde há um acesso ao bairro de Xerém, no extremo norte do município de Duque de Caxias. Na altura da Figueira, a malha urbana segue, menos densa, para os bairros Cidade dos Meninos, Parque Capivari e Lamarão, locais que também são acessados a partir da Mantiquira, no distrito de Xerém.

Depois de se expandir, a partir da Rodovia Washington Luís (BR-040), para o Jardim Primavera, Saracuruna, Chácaras Arcampo, Parque Paulista, Nova Campina, Jardim Anhangá, Parada Morabi, Imbariê, Santa Lúcia, Taquara e Parada Angélica, a malha urbana entra no município de Magé e continua, pelo Parque Caçula, Jardim Nazareno, Piabetá, Fragoso e Pau Grande, até Raiz da Serra, no norte do distrito de Vila Inhomirim, e, por Bongaba, Santa Dalila, Suruí, Barão de Iriri e Roncador, até o centro de Magé e o Vale das Pedrinhas (distrito do município de Guapimirim); a partir do centro de Magé, a área urbanizada segue, pela Figueira, Jardim Nova Marília, Jororó, Citrolândia (bairro no limite entre Magé e Guapimirim), Parada Ideal e Jardim Guapimirim, para Parada Modelo, Bananal, Quinta Mariana, Vale do Jequitibá, centro de Guapimirim, Limoeiro e Caneca Fina.

Locomotiva operada pela SuperVia partindo do centro de Guapimirim rumo à Estação de Saracuruna, em Caxias.

A malha urbana se alastra para o distrito de Guia de Pacobaíba (Praia de Mauá) a partir de Suruí e, também, do Jardim da Prata, bairro na entrada principal do distrito. Do Jardim Nova Marília, a área urbana se estende pelo distrito de Santo Aleixo, terminando em Andorinhas. Da Barbuda, na entrada do centro de Magé, há um acesso, pela BR-493, que corta a região de Várzea Alegre, Vila Olímpia e Vale das Pedrinhas, em Guapimirim, aos distritos de Itambi e Manilha, no município de Itaboraí, ligando a Baixada Fluminense ao Leste Metropolitano - região sob influência do eixo da BR-101 Norte.[70][81][82]

Eixo da BR-101 Norte (vetor Itaboraí)[editar | editar código-fonte]

Centro de Niterói, o primeiro município do Eixo Leste Metropolitano do Rio de Janeiro.
Região entre Santana e o Barreto, na Zona Norte de Niterói.
Centro de Tanguá. À direita, a BR-101; ao fundo, os bairros Vila Cortes e Ampliação.
Distrito de Ponta Negra, em Maricá, o último município do litoral da Região Metropolitana ao leste.

Além das linhas e ramais ferroviários de Saracuruna, Belford Roxo, Japeri, Santa Cruz, Deodoro, Paracambi (partindo de Japeri), Vila Inhomirim (partindo de Saracuruna) e Guapimirim (também partindo de Saracuruna), o ramal de Visconde de Itaboraí, em que era operada a linha Niterói-Visconde de Itaboraí, cuja desativação é relativamente recente, também teve seu papel no crescimento urbano da área metropolitana, mais especificamente, na porção leste dessa área.[83] Contudo, ao contrário do que aconteceu no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense, onde rodovias e ferrovias foram quase igualmente importantes para o crescimento urbano, no Leste Metropolitano, a influência das rodovias sobre a expansão da malha urbana foi predominante.[70]

O quarto eixo de expansão urbana exerce influência nessa porção da área metropolitana. Esse é o eixo das rodovias Niterói-Manilha (BR-101) e Amaral Peixoto (RJ-104), que, sendo acessadas pela Ponte Rio-Niterói, que atravessa a Baía de Guanabara a partir do bairro do Caju, na capital fluminense, Av. do Contorno (de onde se acessa a Ilha da Conceição) e Alameda São Boaventura, começam, respectivamente, no Barreto e no Fonseca, em Niterói, atravessam o município de São Gonçalo, passando por Neves, Gradim, Porto da Pedra, Boaçu, Portão do Rosa, Itaúna (por onde se acessam os bairros do Salgueiro, Fazenda dos Mineiros e Itaoca), Jardim Catarina, Santa Luzia, Guaxindiba, Tribobó, Colubandê, Coelho, Alcântara, Laranjal, Vista Alegre, Marambaia e Apolo III (e exercendo grande influência sobre a vasta área compreendida entre essas duas rodovias, que abrange o centro de São Gonçalo e os bairros Vila Lage, Porto Velho, Paraíso, Parada 40, Zé Garoto, Brasilândia, Califórnia, Mutuá, Mutuapira, Mutuaguaçu, Estrela do Norte, São Miguel, Antonina, Cruzeiro do Sul, Pião, Trindade, Luiz Caçador, Engenhoca (bairro do município de Niterói), Tenente Jardim (entre os municípios de Niterói e São Gonçalo), Venda da Cruz, Covanca, Zumbi, Engenho Pequeno, Barro Vermelho, Rocha, Galo Branco e muitos outros), e se encontram em Manilha, no município de Itaboraí, de onde o eixo da BR-101 Norte continua, passando por Três Pontes, São Joaquim, centro de Itaboraí, Venda das Pedras, Reta Velha (e Reta Nova, onde há um acesso aos bairros Quinta dos Colibris, Alto do Jacu, Sambaetiba, Agro Brasil e Parque Nova Friburgo, no distrito de Sambaetiba), Duques (bairro entre os municípios de Tanguá e Itaboraí) e Pinhão, até o centro de Tanguá, cuja malha urbana se alastra para o Bandeirantes, Vila Cortes, Ampliação e outros bairros, terminando em Lagoa Verde, no leste do município de Tanguá.

De Manilha, a mancha urbana se expande, pela Aldeia da Prata e o Gebara (bairro entre Itaboraí e São Gonçalo), para Guaxindiba, e, pelo Parque Aurora, para Itambi, João Caetano, Cidade Grande Rio, Bairro Amaral, Visconde de Itaboraí, Porto das Caixas, Jardim Ferma, Vila Rica, Areal, Nancilândia e Venda das Pedras. A partir da Av. 22 de Maio, na altura de Venda das Pedras, a área urbana continua em direção a Quissamã, onde há um acesso, pelo Calundu e Perobas, ao Pacheco (local de onde se acessa, por Granjas Mirassol (Montevidil) e a região de Lagarto, Silvado, Pilar e Ubatiba, o centro de Maricá), e outro, por Chácaras Iguá, Picos, Campo Grande (entrando no município de Tanguá), Mutuapira e Muriqui (no limite entre os municípios de Itaboraí e Tanguá), à Posse dos Coutinhos, na área rural de Tanguá (desse ponto, se acessa, pela região de Ipitangas, o centro de Tanguá); os dois acessos cruzam a BR-101.

Do centro de Itaboraí, a área urbana segue até o Retiro e o Sossego, bairro que dá acesso a N. S. da Conceição e Porto das Caixas. A área urbana de Manilha se expande para o Novo Horizonte, Vila Brasil e Granjas Cabuçu, de onde se acessam as localidades do Sapê e Pitangas, ainda em Itaboraí, e o bairro Largo da Idéia, já em São Gonçalo.

De Vista Alegre, a partir da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-104), em São Gonçalo, a malha urbana continua, pelo Jardim Bom Retiro, até Guaxindiba, e, por Monjolos (abrangendo o Pantanal e o Mundel) e Largo da Idéia, até Cabuçu, São José e Curuzu (esses três bairros pertencem ao distrito de Cabuçu, já em Itaboraí; do bairro Cabuçu, pode-se, pela Vila Verde, Badureco e Caluge, acessar o Centro). Com uma população muito maior e também partindo da RJ-104, na altura do Laranjal, essa malha urbana se expande para o norte, por todo o bairro do Jardim Catarina, até a região cortada pela Rodovia Niterói-Manilha (BR-101); esse trecho da região entre as duas rodovias é uma das áreas de maior densidade demográfica do município de São Gonçalo.

Do Tribobó, a área urbana segue, pelo Arsenal, até a região do Rio do Ouro e Várzea das Moças, entre os municípios de Niterói e São Gonçalo, de onde se expande, pela Paciência, Muriqui e Maria Paula, até o Badu, o Cantagalo, o Maceió e o Largo da Batalha, na Região de Pendotiba (conectando-se, pelos bairros da Cachoeira e Viradouro, a São Francisco, Santa Rosa, Vital Brazil, Icaraí, Ingá e outros bairros da Zona Sul de Niterói, além do centro da cidade, pela Ititioca, ao Viçoso Jardim, Cubango e Fonseca, e, pelo bairro do Sapê, à Figueira, Caramujo, Baldeador e Santa Bárbara, localidades cortadas pela RJ-104 (Rodovia Amaral Peixoto), pelo Engenho do Mato, até Itaipu, Itacoatiara, Camboinhas, Maravista, Santo Antônio, Piratininga, Jacaré e Cafubá, na Região Oceânica de Niterói (no Cafubá, há ligações com o Cantagalo, Maceió e Largo da Batalha, em Pendotiba, e com Jurujuba, Charitas e São Francisco, na Zona Sul da cidade), e, por Calaboca, até Inoã, já em Maricá, de onde segue, por São José de Imbassaí e Itapeba, até o Centro. De Inoã, a malha urbana se expande até o Recanto (local que também pode ser acessado a partir de Itaipu, em Niterói), Praia de Itaipuaçu e Barroco, no distrito de Itaipuaçu, e, pelo litoral, continua até a Barra de Maricá (de onde se estende para o Boqueirão, Araçatiba e o centro da cidade), Guaratiba, Cordeirinho e Ponta Negra (onde há um acesso a Jaconé, o último bairro de Maricá), no leste do município, de onde segue, em direção ao norte, para o Bananal, Vale da Figueira, Espraiado e Manoel Ribeiro, numa região menos populosa; a região do Vale da Figueira, Espraiado e Manoel Ribeiro é ligada ao centro de Maricá pela RJ-106, que segue até a RJ-104, na altura do Tribobó, em São Gonçalo.

De Alcântara, em São Gonçalo, a mancha urbana segue, pelo Pacheco e o Sacramento, até a região do Cordeiro, em Santa Izabel, onde há um acesso, por uma extensa área rural, para Ipiíba e Engenho do Roçado, bairros cuja malha urbana é integrada àquela que, pela RJ-106, se estende do Tribobó até o município de Maricá, expandindo-se, ainda, do Rio do Ouro e de Várzea das Moças, para Pendotiba e a Região Oceânica de Niterói.

A área compreendida entre o trecho inicial da RJ-106 (do Tribobó até o Arsenal) e a Estrada Raul Veiga (trecho inicial da estrada que liga Alcântara a Santa Izabel pelos bairros Amendoeira, Pacheco e Sacramento e que dá acesso a localidades mais afastadas da área urbana, como Meia-Noite e Itaitindiba) é uma área bastante povoada que liga, através de bairros como Jardim Nova República, Jóquei Clube, Coelho, Vila Candoza, Jardim Amendoeira, Legião, Pacheco, Lagoinha, Amendoeira, Miriambi, Raul Veiga e Vila Três, as regiões cortadas por essas duas vias principais.[70][82][81]

Vista panorâmica do início da malha urbana do Leste Metropolitano a partir do Parque da Cidade de Niterói, com destaque para as enseadas de São Francisco e de Icaraí (no centro), e para os bairros Jurujuba, Charitas (à esquerda), São Francisco, Icaraí, Ingá e Boa Viagem (à direita); no outro lado da Baía de Guanabara, o município do Rio de Janeiro.[70][69]

Sub-vetores[editar | editar código-fonte]

Fotografias parciais da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, registradas a partir da Estação Espacial Internacional, de dia e à noite.

Em 1984, foi feito, pela Fundação para o Desenvolvimento da Região Metropolitana (FUNDREM), um estudo de interpretação da mancha urbana da área metropolitana do Rio de Janeiro (mancha que havia se expandido por um território dividido naquela época em 12 municípios (Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Magé, São João de Meriti, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Itaguaí, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá), antes das emancipações dos municípios de Seropédica, Belford Roxo, Queimados, Japeri, Mesquita, Guapimirim e Tanguá, que ocorreram ao longo da década de 1990), que identificou, além dos quatro vetores principais de crescimento urbano descritos acima (vetor Itaguaí, vetor Paracambi, vetor Duque de Caxias e vetor Itaboraí), os vetores Recreio e Maricá, os quais podem ser considerados sub-vetores dos eixos Itaguaí e Itaboraí, respectivamente. As manchas urbanas que seguem por esses dois vetores se estendem pelo litoral da capital, no sentido oeste, e pelo litoral do Leste Metropolitano, no sentido leste.

O vetor Recreio se inicia no Leblon, na Zona Sul da capital, e segue, pela Auto-Estrada Lagoa-Barra e Avenida das Américas, passando por São Conrado, Joá e Barra da Tijuca, para o Recreio dos Bandeirantes.

O vetor Maricá começa no centro de Niterói, passa pela Zona Sul e Região Oceânica desse município, atravessando bairros como Icaraí, São Francisco, Piratininga e Itaipu, e segue até o município de Maricá.[70][69]

Áreas urbanas dos municípios metropolitanos[editar | editar código-fonte]

A lista abaixo apresenta a área urbana de cada um dos municípios que estão situados dentro do território em que ocorreu a expansão urbana da metrópole do Rio de Janeiro. Municípios cujas manchas urbanas cresceram em outros contextos e municípios predominantemente rurais, localizados fora do território mencionado, não são citados na relação.

Fotografia aérea de parte do núcleo da metrópole - áreas urbanas das regiões centrais do Rio (à direita) e de Niterói (à esquerda), separadas pela Baía de Guanabara.
Posição Município Área
urbana
(km²)[84]
1 Rio de Janeiro 925,313
2 Duque de Caxias 175,457
3 São Gonçalo 166,571
4 Itaboraí 150,348
5 Nova Iguaçu 148,011
6 Maricá 115,65
7 Magé 108,704
8 Niterói 91,149
9 Belford Roxo 66,363
10 Queimados 47,796
11 Seropédica 47,509
12 Itaguaí 42,512
13 São João de Meriti 35,194
14 Guapimirim 26,606
15 Japeri 26,301
16 Tanguá 17,623
17 Mesquita 14,387
18 Nilópolis 9,604
19 Paracambi 8,127

Todos esses municípios têm densidade demográfica superior a 150 hab./km², sendo considerados urbanos conforme os critérios utilizados pela OCDE.[85][86]

Vista panorâmica de parte da Zona Norte do município do Rio de Janeiro a partir do Morro da Penha.
Vista panorâmica de parte da metrópole, com porções do Rio (no centro e à esquerda), da Baixada Fluminense (ao norte da capital) e do Leste Metropolitano (à direita). No centro, a Baía de Guanabara; ao fundo, a Serra do Mar.

Baixada Fluminense e Leste Metropolitano[editar | editar código-fonte]

São Gonçalo, a maior cidade do Leste Metropolitano.
Duque de Caxias, a maior cidade da Baixada Fluminense.

Com o crescimento urbano da cidade do Rio de Janeiro na primeira metade do século XX, a população de baixa renda passou a ocupar regiões mais afastadas do Centro e da Zona Sul do Rio. Assim, a área situada ao norte do então Distrito Federal, composta pelos antigos municípios de Itaguaí, Nova Iguaçu e Magé, e a área localizada ao leste da Baía de Guanabara se tornaram soluções de moradia para as classes mais baixas. Esse processo de expansão urbana continuou, nas duas regiões, durante a segunda metade do século XX, tendo se intensificado entre as décadas de 1970 e 1990, especialmente na região ao leste da Baía de Guanabara, composta pelos municípios de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí, depois da construção da Ponte Rio-Niterói, em 1974. Na década de 1990, a Baixada Fluminense e o Leste Metropolitano já eram regiões de alta densidade demográfica.

Apesar de tanto a Baixada Fluminense como o Leste Metropolitano terem crescido como expansões da metrópole carioca, essas regiões se distinguem uma da outra pela forma como cada uma cresceu.

Distrito de Neves, em São Gonçalo, visto a partir da Baía de Guanabara.[87]
Praça da Mantiquira, no Distrito de Xerém, em Duque de Caxias.[88]

Enquanto a Baixada Fluminense cresceu de maneira periférica ao município do Rio de Janeiro, sendo a expansão da sua malha urbana uma continuação da expansão da malha urbana da Zona Norte (e, com menor intensidade, da Zona Oeste) do Rio de Janeiro a partir do centro da capital, o que causou várias conurbações nos municípios da Baixada, o Leste Metropolitano cresceu, de certa forma, isolado, no outro lado da Baía de Guanabara. Embora o núcleo metropolitano, de onde parte o eixo de expansão urbana dessa região, seja o centro da cidade do Rio, a malha urbana do Leste Metropolitano se alastrou a partir do centro de Niterói para os demais municípios.

Desse modo, é comum a concepção da Baixada Fluminense como a região que abrange os 13 municípios remanescentes dos desmembramentos dos antigos municípios de Itaguaí, Nova Iguaçu e Magé (que ficavam no entorno do antigo Distrito Federal, cujo território correspondia ao do atual município do Rio de Janeiro), que ocorreram durante o século XX, entre os anos de 1943, quando Duque de Caxias foi emancipado de Nova Iguaçu, e 1999, ano em que Mesquita se emancipou de Nova Iguaçu, e estão localizados na vasta área de planície situada entre o município do Rio de Janeiro e a Serra do Mar (ou seja, Itaguaí, Seropédica, Paracambi, Japeri, Queimados, Nova Iguaçu, Mesquita, Belford Roxo, Nilópolis, São João de Meriti, Duque de Caxias, Magé e Guapimirim); da mesma forma, é frequente a concepção do Leste Metropolitano como a região que inclui os 5 municípios localizados ao leste da Baía de Guanabara e que integram a Região Metropolitana do Rio de Janeiro desde a sua instituição, em 1974, por formarem a área pela qual a mancha urbana da metrópole se expandiu do núcleo para o leste e apresentarem alta integração populacional com a capital e os demais municípios da área metropolitana (são eles, portanto, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá (em 1974, Tanguá era um distrito do município de Itaboraí, e permaneceu como tal até 1995, quando foi emancipado).[70][89][90][13]

Centro de Saracuruna, em Duque de Caxias, próximo à estação ferroviária do bairro.
Fim de tarde no centro de Alcântara, em São Gonçalo; ao fundo, o Maciço de Itaúna.

Emancipações[editar | editar código-fonte]

Desmembramentos de distritos e evolução territorial de Nova Iguaçu ao longo dos séculos XX e XXI - formação da Grande Iguaçu.
Estação Guia de Pacobaíba, a primeira estação ferroviária do Brasil, localizada no Ypiranga, em Mauá, no município de Magé.
Ruínas da Fazenda São Bernardino, em Iguaçu Velho, bairro onde se situava a antiga sede da Vila de Iguassú (atual município de Nova Iguaçu).
Centro do bairro Miguel Couto, em Nova Iguaçu.
Centro de Engenheiro Pedreira, em Japeri, município com o menor IDH da Baixada Fluminense, e o segundo menor da RM.

A maioria dos municípios da Baixada foram emancipados de Nova Iguaçu durante o século XX. No final do século XIX, a sede da antiga Vila de Iguassú foi transferida para Maxambomba, e ainda no início do século XX, a mancha urbana do Rio de Janeiro (então Distrito Federal) já avançava, da Zona Norte, para o município de Nova Iguaçu. Na década de 1940, com esse processo de expansão urbana já consolidado e tendo causado conurbações no sul do município da Baixada, ocorreram os primeiros desmembramentos: Em 1943, Duque de Caxias foi emancipado de Nova Iguaçu, e, em 1947, foram emancipados São João de Meriti (desmembrado de Duque de Caxias) e Nilópolis (emancipado de Nova Iguaçu).[76]

Durante as décadas seguintes, o avanço da mancha urbana continuou pelo restante do território da Baixada Fluminense, tendo, como vetores, ramais de trens metropolitanos e rodovias.

A partir do início da década de 1970, a velocidade da expansão do tecido urbano (bem como do sistema de transporte urbano e da infraestrutura urbana de uma forma geral) aumentou significativamente na Baixada Fluminense e na periferia metropolitana como um todo. Com esse rápido crescimento, vários outros distritos de municípios da área metropolitana foram emancipados já na década de 1990, inclusive distritos mais distantes da capital, como Japeri, Guapimirim e Tanguá - no início da década de 2000, a metrópole do Rio de Janeiro já era formada pelos 19 municípios que a compõem atualmente.[91]

Municípios emancipados de Nova Iguaçu
Bandeira Município Área (km²) População (est. 2021)[92] Data da emancipação
Bandeira caxiense.png Duque de Caxias 467,62[93] 929.449 31 de dezembro de 1943[94]
Bandeira-saojoaodemeriti.JPG São João de Meriti (emancipado de Duque de Caxias) 35,216[95] 473.385 21 de agosto de 1947[96]
Bandeira Nilopolis.png Nilópolis 19,393[97] 162.893 21 de agosto de 1947[98]
Bandeira de Belford Roxo.svg Belford Roxo 77,815[99] 515.239 3 de abril de 1990[100]
Bandeira de Queimados.svg Queimados 75,695[101] 152.311 21 de dezembro de 1990[102]
Bandeira de Japeri.svg Japeri 81,869[103] 106.296 2 de dezembro de 1991[104]
Bandeira de Mesquita (Rio de Janeiro).svg Mesquita 41,477[105] 177.016 25 de setembro de 1999[106]
Os 13 municípios da Baixada Fluminense com os anos em que foram emancipados.[76][107]

Na Baixada Fluminense, ao passo que Nova Iguaçu deu origem a sete novos municípios por meio de emancipações ao longo do século XX, poucos distritos foram desmembrados de Itaguaí e Magé nesse mesmo período. Em 1960, os antigos distritos de Paracambi e Tairetá foram desmembrados de, respectivamente, Itaguaí e Vassouras, e a junção dos dois deu origem ao atual município de Paracambi. Em 1990, o então distrito de Guapimirim foi emancipado de Magé, e, em 1995, Itaguaí perdeu mais um distrito com o desmembramento de Seropédica. Portanto, durante todo o século XX, Itaguaí e Magé, juntos, deram origem a apenas três novos municípios. Já no Leste Metropolitano, a única emancipação ocorrida no século passado foi o desmembramento de Tanguá, em 1995, do município de Itaboraí; nenhum novo município foi originado a partir de perda territorial de Niterói, São Gonçalo ou Maricá durante esse período.[78]

Estação Terrena da Embratel em Duques, Tanguá.

Atuais distritos da Baixada e do Leste[editar | editar código-fonte]

[108][109][74]

Fazenda do Colubandê, construção do período colonial situada no bairro Colubandê, em São Gonçalo.
Fazenda São Bento do Iguaçu, do final do século XVI, localizada no bairro São Bento, em Duque de Caxias.
Município Distritos ou Regiões Administrativas
Duque de Caxias Duque de Caxias (distrito-sede), Campos Elíseos, Imbariê e Xerém.
São João de Meriti São João de Meriti (distrito-sede), Coelho da Rocha e São Mateus.
Belford Roxo Subprefeituras de Areia Branca, Nova Aurora, Jardim Redentor, Parque São José e Lote XV.
Nilópolis Nilópolis (distrito-sede) e Olinda.
Mesquita Mesquita (distrito-sede), Vila Emil e Banco de Areia.
Nova Iguaçu Unidades Regionais de Governo de Nova Iguaçu, Posse, Comendador Soares, Austin, Cabuçu, Km 32, Miguel Couto, Vila de Cava e Tinguá.
Queimados Queimados (distrito-sede).
Japeri Regiões de planejamento de Japeri, Engenheiro Pedreira, Marajoara, Guandu, Rio do Ouro, Pedra Lisa e Teófilo Cunha.
Paracambi Paracambi (distrito-sede).
Seropédica Seropédica (distrito-sede).
Itaguaí Itaguaí (distrito-sede) e Ibituporanga.
Magé Magé (distrito-sede), Santo Aleixo, Suruí, Guia de Pacobaíba, Rio do Ouro e Vila Inhomirim.
Guapimirim Guapimirim (distrito-sede), Citrolândia e Vale das Pedrinhas.
Niterói Niterói (distrito-sede) e Itaipu.
São Gonçalo São Gonçalo (distrito-sede), Neves, Sete Pontes, Ipiíba e Monjolos.
Itaboraí Itaboraí (distrito-sede), Manilha, Itambi, Visconde de Itaboraí, Porto das Caixas, Sambaetiba, Cabuçu e Pacheco.
Maricá Maricá (distrito-sede), Inoã, Itaipuaçu e Ponta Negra.
Tanguá Regiões de planejamento de Tanguá, Duques e Posse dos Coutinhos.

IDH-M dos municípios da periferia metropolitana[editar | editar código-fonte]

Igreja Nossa Senhora da Conceição, no centro de Nilópolis, município com o maior IDH-M da Baixada Fluminense.
Museu de Arte Contemporânea, no bairro Boa Viagem, em Niterói, município com o maior IDH-M do Leste Metropolitano.

No que concerne ao IDH Municipal das cidades da Baixada Fluminense e do Leste Metropolitano, há uma grande variação entre os municípios nas duas regiões. Tanto a Baixada Fluminense como o Leste Metropolitano têm municípios ocupando as primeiras colocações no ranking do Estado do RJ (como Nilópolis e Niterói) e municípios ocupando as últimas posições (como Japeri e Tanguá).

Os dados mostrados nas tabelas abaixo são referentes ao ano de 2010, quando foi feito o último censo.

  • Aumento = aumento
  • Estável = estável
  • Baixa = perda

Municípios da Baixada Fluminense[editar | editar código-fonte]

Região central de Nova Iguaçu.
Acesso ao centro de Belford Roxo a partir da BR-116 (Via Dutra).
Vilar dos Teles, no município de São João de Meriti.
Bairro Piam, próximo à região central do município de Belford Roxo.
Praça da Bandeira, no bairro Vilar dos Teles.
Centro do município de Mesquita.
Igreja Nossa Senhora da Piedade, no centro de Magé.
Praça Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade de Queimados.
Bairro Campo Lindo, em Seropédica.
Vista da Baía de Sepetiba. Ao fundo, os bairros Coroa Grande, Vila Geny e Somel, no litoral do município de Itaguaí.
Entrada do Vale das Pedrinhas, em Guapimirim.
Heliópolis, Belford Roxo.
Areia Branca, Belford Roxo.
Posição no ranking dos 92 municípios do Estado Município IDH
2010[110] Mudança em relação a 2000[111] 2010[110] Mudança em relação a 2000[111]
9 Baixa (3) Nilópolis Nilópolis 0,753 Aumento 0,097
16 Aumento (1) Mesquita Mesquita 0,737 Aumento 0,103
33 Aumento (4) Paracambi Paracambi 0,720 Aumento 0,105
34 Baixa (2) São João de Meriti São João de Meriti 0,719 Aumento 0,099
39 Aumento (2) Itaguaí Itaguaí 0,715 Aumento 0,126
41 Aumento (19) Seropédica Seropédica 0,713 Aumento 0,127
43 Aumento (12) Nova Iguaçu Nova Iguaçu 0,713 Aumento 0,116
49 Aumento (1) Duque de Caxias Duque de Caxias 0,711 Aumento 0,110
51 Aumento (16) Magé Magé 0,709 Aumento 0,136
59 Aumento (11) Guapimirim Guapimirim 0,698 Aumento 0,126
71 Estável Belford Roxo Belford Roxo 0,684 Aumento 0,114
74 Aumento (7) Queimados Queimados 0,680 Aumento 0,130
84 Aumento (3) Japeri Japeri 0,659 Aumento 0,130

Municípios do Leste Metropolitano[editar | editar código-fonte]

Município de Tanguá, no leste da área metropolitana; ao fundo, a Serra do Barbosão.
Centro da cidade de Tanguá.
Centro do Pacheco, em Itaboraí.
Bairro Lagoinha, em São Gonçalo.
Posição no ranking dos 92 municípios do Estado Município IDH
2010[110] Mudança em relação a 2000[111] 2010[110] Mudança em relação a 2000[111]
1 Estável Niterói Niterói 0,837 Aumento 0,066
6 Aumento (10) Maricá Maricá 0,765 Aumento 0,128
14 Estável São Gonçalo São Gonçalo 0,739 Aumento 0,098
62 Aumento (18) Itaboraí Itaboraí 0,693 Aumento 0,140
86 Aumento (4) Tanguá Tanguá 0,654 Aumento 0,134

IDH-M dos municípios da periferia metropolitana de acordo com dados referentes ao ano 2000[editar | editar código-fonte]

Municípios da Baixada Fluminense[editar | editar código-fonte]

Posição Município IDH-M IDH-R IDH-L IDH-E
19 Nilópolis 0,788 0,724 0,708 0,933
35 São João de Meriti 0,774 0,683 0,744 0,895
39 Paracambi 0,771 0,707 0,708 0,897
42 Itaguaí 0,768 0,692 0,724 0,889
45 Nova Iguaçu 0,762 0,686 0,717 0,884
47 Seropédica 0,759 0,684 0,712 0,882
52 Duque de Caxias 0,753 0,678 0,708 0,873
57 Magé 0,746 0,665 0,711 0,863
59 Belford Roxo 0,742 0,642 0,711 0,873
63 Guapimirim 0,739 0,684 0,69 0,843
73 Queimados 0,732 0,642 0,69 0,865
78 Japeri 0,724 0,616 0,694 0,863

Nota: Como o município de Mesquita foi emancipado no fim do ano de 1999 e instalado no início de 2001, ele não entrou no levantamento.

Municípios do Leste Metropolitano[editar | editar código-fonte]

Posição Município IDH-M IDH-R IDH-L IDH-E
1 Niterói 0,886 0,891 0,808 0,96
21 Maricá 0,786 0,736 0,742 0,881
22 São Gonçalo 0,782 0,707 0,742 0,896
66 Itaboraí 0,737 0,659 0,708 0,844
82 Tanguá 0,722 0,64 0,69 0,837

Variações socioeconômicas internas nos municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

A Favela da Rocinha, com cerca de 70 mil habitantes, fica ao lado de edifícios residenciais do bairro nobre de São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Como visto acima, as diferenças entre os Índices de Desenvolvimento Humano na periferia extramunicipal da metrópole do Rio de Janeiro (ou seja, entre os municípios do entorno da capital, localizados na Baixada Fluminense e no Leste Metropolitano) são consideráveis. Porém, esses contrastes socioeconômicos também ocorrem dentro do município do Rio de Janeiro, geralmente entre áreas urbanizadas e favelas, ou entre o núcleo e a periferia intramunicipal (isto é, entre bairros próximos ao centro do Rio e bairros mais afastados, situados na Zona Norte e na Zona Oeste da cidade). Entre alguns bairros da capital, esses contrastes são óbvios. Enquanto alguns bairros do município do Rio apresentam Índices de Desenvolvimento Humano correspondentes aos de países nórdicos (Gávea: 0,970; Leblon: 0,967; Jardim Guanabara: 0,963; Ipanema: 0,962; Barra da Tijuca: 0,959), em outros, esses índices são muito inferiores à média municipal, como são os casos do Complexo do Alemão (0,711), Costa Barros (0,713), Jacarezinho (0,731), Rocinha (0,732) e Santa Cruz (0,742).[112][113]

Entrada da Favela do Jacarezinho.
Complexo do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio.
Morro do Bumba, no bairro Viçoso Jardim, em Niterói.

Uma situação semelhante se observa em Niterói, o município com o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal da Região Metropolitana. Ao passo que Icaraí apresenta um IDH superior ao da Zona Sul da capital, em alguns outros bairros de Niterói, como Caramujo, Viçoso Jardim, Ititioca e Viradouro, o IDH é muito mais baixo que a média do município, a infraestrutura urbana é precária e predominam as favelas.[112][113]

Vista panorâmica do Complexo do Alemão, com o Complexo da Penha ao fundo, à direita.

Essas variações internas ocorrem, em maior ou menor grau, em todos os municípios da área metropolitana.[112][113]

Segundo estudos, o Rio de Janeiro é uma das 10 metrópoles mais desiguais do mundo, sendo os municípios da Baixada Fluminense os que apresentam os piores indicadores de desenvolvimento humano e social do estado.[112][113]

Variação paisagística na região próxima ao núcleo da metrópole.

Mobilidade urbana e tempo gasto no deslocamento casa-trabalho na área metropolitana[editar | editar código-fonte]

Diariamente, cerca de 2 milhões de moradores da área metropolitana vão trabalhar ou procurar emprego na capital, especialmente no núcleo metropolitano, onde estão as melhores oportunidades e o maior número de vagas formais de trabalho na metrópole do Rio.

Quanto ao tempo médio de deslocamento casa-trabalho-casa nos municípios da área metropolitana, a tabela abaixo mostra que, dos trabalhadores que levam mais de 30 minutos para ir e voltar do trabalho (muitos dos quais são migrantes pendulares), os moradores da sub-região da Grande Iguaçu, na Baixada Fluminense, são os que gastam mais tempo diariamente nesse deslocamento - com destaque para os moradores do município de Japeri, que levam, em média, 3 horas e 6 minutos todos os dias para fazer o trajeto de ida e volta do trabalho diariamente.[114][115]

Avenida Presidente Vargas, uma das vias de acesso ao centro da capital mais utilizadas pelos moradores da área metropolitana.
Início da Avenida Presidente Vargas na Cidade Nova, na Região Central.
Trânsito em Japeri, no acesso ao centro do município, próximo à Estação Japeri da SuperVia e ao cruzamento da linha férrea (ramal de Paracambi).
Município Sub-região Tempo médio de deslocamento casa-trabalho-casa[114]
Rio de Janeiro Capital 2h14
Duque de Caxias Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 2h29
São João de Meriti Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 2h25
Belford Roxo Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 2h41
Nilópolis Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 2h25
Mesquita Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 2h28
Nova Iguaçu Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 2h44
Queimados Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 2h54
Japeri Baixada Fluminense / Grande Iguaçu 3h06
Paracambi Baixada Fluminense / Extremo Oeste Metropolitano 2h28
Seropédica Baixada Fluminense / Extremo Oeste Metropolitano 2h36
Itaguaí Baixada Fluminense / Extremo Oeste Metropolitano 2h03
Magé Baixada Fluminense / Fundo da Baía 2h41
Guapimirim Baixada Fluminense / Fundo da Baía 2h31
Niterói Leste Metropolitano 2h11
São Gonçalo Leste Metropolitano 2h19
Itaboraí Leste Metropolitano 2h29
Tanguá Leste Metropolitano 2h11
Maricá Leste Metropolitano 2h34

Proporção entre empregos e habitantes nos municípios da metrópole do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

A tabela a seguir mostra o número de empregos formais em relação ao número de habitantes em cada um dos municípios localizados na área metropolitana do Rio de Janeiro.

Município Sub-região Número de empregos por 100 habitantes
Rio de Janeiro Capital 33,88
Duque de Caxias Baixada Fluminense 16,01
São João de Meriti Baixada Fluminense 11,62
Belford Roxo Baixada Fluminense 6,43
Nilópolis Baixada Fluminense 11,19
Mesquita Baixada Fluminense 8,25
Nova Iguaçu Baixada Fluminense 11,86
Queimados Baixada Fluminense 10,35
Japeri Baixada Fluminense 6,42
Paracambi Baixada Fluminense 10,60
Seropédica Baixada Fluminense 16,37
Itaguaí Baixada Fluminense 21,19
Magé Baixada Fluminense 8,18
Guapimirim Baixada Fluminense 9,67
Niterói Leste Metropolitano 33,23
São Gonçalo Leste Metropolitano 9,96
Itaboraí Leste Metropolitano 12,33
Tanguá Leste Metropolitano 11,37
Maricá Leste Metropolitano 13,68

A proporção de empregos em relação ao número de habitantes em cada município metropolitano e a disponibilidade de transportes de massa numa região específica podem determinar a necessidade de se sair do município de residência para trabalhar ou procurar trabalho em outros municípios da área metropolitana, e a praticidade de se fazer esse trajeto. A tabela acima mostra que apenas o Rio de Janeiro e Niterói possuem uma proporção de empregos superior a 30 por 100 habitantes. No entanto, quando se observa o atual sistema de transporte urbano em cada uma das três principais sub-regiões da metrópole (Capital, Baixada Fluminense e Leste Metropolitano), nota-se que o município do Rio conta com três modais de transporte de massa (ferroviário, metroviário e aquaviário), a Baixada Fluminense - com exceção de Itaguaí e Seropédica, que contam somente com o transporte rodoviário - dispõe de apenas um (ferroviário), e o Leste Metropolitano (onde o município de Niterói está situado) não dispõe de nenhum, tendo apenas linhas de ônibus e vans circulando entre os cinco municípios dessa sub-região; embora a barca seja transporte de massa, ela liga estações apenas do Rio e de Niterói, não atendendo aos demais municípios do Eixo Leste Metropolitano.

Historicamente, o Leste Metropolitano carece de tranportes de massa, o que prejudica, especialmente, os moradores dos municípios de São Gonçalo, Itaboraí, Tanguá e Maricá, entre os quais estão os migrantes pendulares diários, que, em sua maioria, se deslocam para Niterói (o subnúcleo regional) e para o Rio (o núcleo metropolitano).[112]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Ponte Presidente Costa e Silva[editar | editar código-fonte]

A Ponte Presidente Costa e Silva, mais conhecida como Ponte Rio-Niterói, é uma ponte que atravessa a Baía de Guanabara, ligando a Ponta do Caju, no município do Rio de Janeiro, à Ilha da Conceição, no município de Niterói. Ela é um trecho da BR-101, e dá acesso a importantes vias das duas cidades, como a Avenida Rodrigues Alves, a Avenida Francisco Bicalho, a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, no Rio de Janeiro, e a Avenida Feliciano Sodré, a Avenida Jansen de Melo, a Alameda São Boaventura e a Avenida do Contorno, em Niterói.

A Ponte Rio-Niterói foi inaugurada em março de 1974, um ano antes da fusão entre os estados do Rio de Janeiro e da Guanabara. Antes da construção da ponte, era preciso, para ir de uma cidade à outra, contornar a Baía de Guanabara, atravessando os municípios de São Gonçalo, Itaboraí, Magé (que ainda incluía o então distrito de Guapimirim) e Duque de Caxias. Havia, também, barcas e balsas que faziam a travessia entre as duas cidades. Atualmente, mais de 150 mil veículos passam diariamente pela Ponte Rio-Niterói.[116][117]

Vista panorâmica da Ponte Rio-Niterói, a partir da capital.
Avenida Amaral Peixoto vista da Praça Arariboia, no centro de Niterói.
Igreja da Candelária vista da Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio de Janeiro.
Avenida Nossa Senhora de Copacabana, Rio de Janeiro.
Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, na Rua Santa Rosa, em Niterói.
Bonsucesso, Zona da Leopoldina, Rio de Janeiro.
Avenida Radial Oeste na altura da Praça da Bandeira, na Zona Norte do Rio.
Praça Renascença, região do Porto de Niterói.
Hotel Copacabana Palace, na Avenida Atlântica, Zona Sul do Rio.
Cantareira, no bairro São Domingos, em Niterói.

Arco Metropolitano[editar | editar código-fonte]

O Arco Metropolitano do Rio de Janeiro é uma rodovia que corta vários municípios periféricos da área metropolitana do Rio de Janeiro, construída com o objetivo de desviar o trajeto de veículos que, estando apenas de passagem pela área metropolitana, precisariam atravessar o município do Rio para chegar aos seus destinos, sendo virtuais causadores de congestionamentos nas vias principais da capital.

O Arco Metropolitano segue pelo entorno do município do Rio de Janeiro, começando no município de Itaboraí e cruzando os municípios de Guapimirim, Magé, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Seropédica e Itaguaí, onde dá acesso à Rodovia Rio-Santos (BR-101) e ao Porto de Itaguaí (antigo Porto de Sepetiba).

Em 2014, quando foi inaugurado o trecho que liga a BR-101, em Itaguaí, à BR-040, em Duque de Caxias, estimava-se que cerca de 35 mil veículos deixariam de passar pela Avenida Brasil, Via Dutra (BR-116) e Rodovia Washington Luís (BR-040) por dia. O trecho da BR-493 que já existia (e que inclui a Rodovia Rio-Magé e a Rodovia Manilha-Magé), começando na BR-040, na altura do Jardim Primavera, em Duque de Caxias, e terminando na BR-101, na altura de Manilha, em Itaboraí, é a continuação do Arco Metropolitano; da Nuclep, em Itaguaí, até Manilha, em Itaboraí, o Arco Metropolitano tem 145 km de extensão, e cruza os 4 eixos de expansão urbana da área metropolitana.[118]

Arco Metropolitano do Rio de Janeiro: O trecho em vermelho foi inaugurado em 2014; o trecho em laranja já existia, fazendo parte da BR-116 (até o trevo do Parque Boneville) e da BR-493.

Transporte público[editar | editar código-fonte]

Barca atracada na Estação Arariboia, no centro de Niterói.
Ônibus intermunicipal e van municipal passando pela Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio de Janeiro.
Trem na Estação de Cascadura, no subúrbio do Rio.
Diagrama das linhas e estações da SuperVia.
Cruzamento do corredor TransCarioca do BRT, na Avenida Vicente de Carvalho, com a Linha 2 (Verde) do Metrô do Rio de Janeiro e a Avenida Automóvel Clube, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte.

O transporte público metropolitano é feito, atualmente, por linhas de ônibus e vans municipais das cidades do Grande Rio (incluindo as do BRT da cidade do Rio e as do BHLS de Niterói), linhas de ônibus e vans intermunicipais que ligam os municípios da metrópole do Rio de Janeiro entre si, trens que ligam a Central do Brasil a Saracuruna (de onde partem outras duas linhas para Vila Inhomirim e Guapimirim), Belford Roxo, Japeri (de onde sai outro trem para Paracambi), Santa Cruz e Deodoro, três linhas de metrô (Uruguai (Tijuca) x General Osório (Ipanema), Pavuna x Botafogo e General Osório (Ipanema) x Jardim Oceânico (Barra da Tijuca), barcas que ligam a Praça XV ao centro de Niterói, Charitas, Paquetá e Ilha do Governador, além do VLT, que circula pela região central da capital. O usuário pode fazer integrações entre todos esses meios de transporte urbano (desde que, pelo menos, 1 deles seja intermunicipal) com o uso do Bilhete Único Intermunicipal, havendo algumas restrições para o VLT.

Todos os dezoito municípios da Baixada Fluminense e do Leste Metropolitano são ligados ao centro do Rio por linhas intermunicipais de ônibus, vans, trens ou barcas. Também é possível fazer integrações com o Bilhete Único Intermunicipal em todos os municípios dessas duas regiões, além da capital, entre meios de transporte que circulam dentro dessa área e ligam esses municípios entre si.

Já as linhas de ônibus urbanos e vans que ligam a metrópole do Rio de Janeiro aos municípios do interior do estado localizados na área perimetropolitana (ou seja, Mangaratiba, Piraí, Mendes, Engenheiro Paulo de Frontin, Miguel Pereira, Petrópolis, Teresópolis, Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito e Saquarema), em geral, são mais escassas do que aquelas que circulam dentro da área metropolitana, as tarifas são mais caras (considerando-se as distâncias percorridas) e, por saírem da área de abrangência do Bilhete Único Intermunicipal (exceto as linhas que ligam a área metropolitana a Mangaratiba), não se pode fazer nenhum tipo de integração.[119][120][16]

Diagrama das linhas e estações do Metrô do Rio de Janeiro.[121]
Estação Central do Brasil - de onde partem trens urbanos que servem a Zona Norte e a Zona Oeste do Rio de Janeiro, além da maioria dos municípios da Baixada Fluminense - vista da Avenida Presidente Vargas.
Estação Engenho de Dentro da SuperVia, na Zona Norte do Rio.
Estação Pavuna/São João de Meriti do ramal ferroviário de Belford Roxo.
Trem parado na última estação do ramal de Paracambi, no centro do município.
Trens metropolitanos operando na Estação Engenho de Dentro.
Estação Santa Cruz da SuperVia.
Estação Coelho da Rocha do ramal de Belford Roxo da SuperVia, em São João de Meriti.
Última estação do ramal ferroviário de Belford Roxo, no centro do município.
VLT do Rio de Janeiro.
Estação Coelho Neto da Linha 2 do Metrô do Rio de Janeiro, na Zona Norte da capital.
Terminal Rodoviário João Goulart, em Niterói, servido por linhas de ônibus com destino aos bairros do município e a todos os demais municípios do Leste Metropolitano, bem como a algumas outras cidades no entorno dessa região.
Ônibus municipais e intermunicipais no Terminal João Goulart, em Niterói.
Trem da SuperVia na Estação Gramacho do ramal de Saracuruna.
Mapa dos atuais corredores de BRT do município do Rio de Janeiro (TransOeste, em lilás, TransCarioca, em vermelho, e TransOlímpico, em vinho).

Linhas de trens metropolitanos (SuperVia)[editar | editar código-fonte]

[122]

Trem metropolitano da SuperVia.
Metrô do Rio de Janeiro.
Estação de Madureira, Zona Norte do Rio, dos ramais ferroviários de Deodoro, Santa Cruz e Japeri.
Última estação ferroviária do ramal de Japeri.
Última estação ferroviária do ramal de Paracambi (extensão do ramal de Japeri).
Linha Terminais Comprimento
(km)
Estações
Deodoro Central do BrasilDeodoro* 23 19
Santa Cruz Central do BrasilSanta Cruz* 54,75 21
Japeri Central do BrasilJaperi 61,75 17
Paracambi JaperiParacambi 8,26 3
Belford Roxo Central do BrasilBelford Roxo 27,70 19
Serviço Circular Honório - Deodoro Honório GurgelDeodoro 5 2
Saracuruna Central do BrasilGramacho
GramachoSaracuruna
34,02 20
Vila Inhomirim SaracurunaVila Inhomirim 15,35 8
Guapimirim SaracurunaGuapimirim 17,3 19

Nota: * Em 2020, as linhas Deodoro e Santa Cruz foram integradas, e a linha Santa Cruz passou a parar em todas as estações que antes eram exclusivas da linha Deodoro. Com isso, a linha Santa Cruz passou a ter 34 estações.

Linhas desativadas de trens metropolitanos (CBTU, Flumitrens e CENTRAL)[editar | editar código-fonte]

Antiga Estação Ferroviária de Itaguaí, no centro do município.

[83]

Linha Terminais Comprimento (km) Estações
Niterói Niterói ↔ Visconde de Itaboraí 32,8 14
Itaguaí Santa Cruz ↔ Itaguaí 10 5

Nota: Entre os anos de 1984 e 1994, as linhas de trens urbanos da Região Metropolitana estiveram sob responsabilidade da CBTU, que operava os ramais Santa Cruz (e a extensão Itaguaí), Japeri (e a extensão Paracambi) e Belford Roxo, que partiam da Estação Dom Pedro II (atual Estação Central do Brasil); Saracuruna (e as extensões Vila Inhomirim e Guapimirim), que partia da Estação Barão de Mauá; e Visconde de Itaboraí, que partia de Niterói. Em 1994, quando a administração do serviço de trens urbanos passou a ser de competência do Governo do Estado do Rio de Janeiro, esses ramais passaram a ser operados pela Flumitrens, com exceção do ramal de Itaguaí, que havia sido desativado no início da década de 1990. Em 1998, o serviço de trens urbanos na Região Metropolitana foi privatizado, e essas linhas passaram a estar sob a concessão da SuperVia; as linhas Saracuruna-Guapimirim e Niterói-Visconde de Itaboraí, contudo, permaneceram com a Flumitrens, e, em 2001, foram transferidas para a CENTRAL. A linha Niterói-Visconde de Itaboraí foi desativada nos anos 2000, e a linha Saracuruna-Guapimirim passou a ser operada pela SuperVia em 2011.

Linhas de metrô do Rio de Janeiro (MetrôRio)[editar | editar código-fonte]

[121]

Ônibus municipais parados ao lado da última estação da Linha 2 do Metrô do Rio de Janeiro, na Pavuna.
Estação Carioca das linhas 1 (Laranja) e 2 (Verde) do Metrô do Rio de Janeiro, no centro da cidade.
Metrô passando pela Estação Carioca.
Linha Terminais Inauguração[123][124] Extensão[125][124][126] Estações[124] Duração da viagem[127][124] Notas
1
Laranja
UruguaiJardim Oceânico 1979 17,9 km 20 49 minutos Desde março de 2017, a Linha 1 e a Linha 4 operam de forma conjunta, sem a necessidade de baldeação. Somadas, possuem 26,1 km de extensão e 25 estações.[128]
4
Amarela
2016 16 km 5
2
Verde
PavunaBotafogo 1981 30,4 km 27[nota 1] 52 minutos[nota 2] Aos sábados, domingos e feriados, a Linha 2 faz o trajeto entre a Estação Pavuna e a Estação Estácio. Já em ocasiões especiais (como o Réveillon de Copacabana e os Desfile das Escolas de Samba na Praça da Apoteose), a Linha 2 é prorrogada até a Estação Jardim Oceanico
  1. Inclui as 10 estações compartilhadas com a Linha 1 durante os dias úteis.
  2. Tempo entre as estações Botafogo e Pavuna, trajeto realizado nos dias úteis.

Linhas de barcas da área metropolitana do Rio de Janeiro (CCR Barcas)[editar | editar código-fonte]

[129]

Barca na Enseada de Praia Grande, no centro de Niterói.
Linha Terminais Inauguração Distância (m) Duração das viagens (min) Funcionamento
Rio de Janeiro ↔ Niterói Praça XV
Praça Arariboia
A partir de 1998 5 000 20 Diariamente, das 6h15 às 23h30
Rio de Janeiro ↔ Paquetá Praça XV
Paquetá
A partir de 1998 19 180 70 Diariamente, das 4h45 às 23h50
Rio de Janeiro ↔ Cocotá Praça XV
Cocotá*
A partir de 2006 13 700 55 Dias úteis, das 6h30 às 20h (exceto sextas, das 6h30 às 22h)
Rio de Janeiro ↔ Charitas Praça XV
Charitas
A partir de 2004 8 140 20 Dias úteis, das 6h às 21h30

Nota: * Até o início dos anos 2000, a linha que servia os bairros da Ilha do Governador era a Praça XV ↔ Ribeira, substituída pela linha Praça XV ↔ Cocotá no ano de 2006. Atualmente, a estação da Ribeira está desativada.

Histórico e distribuição dos meios de transporte público na área metropolitana[editar | editar código-fonte]

Última estação do ramal Vila Inhomirim da Supervia, em Raiz da Serra, Magé.
Estação Lages do ramal ferroviário de Paracambi.

Na relação abaixo, são citados os meios de transporte urbano que operam ou já operaram dentro dos limites históricos da área metropolitana desde o final da década de 1970 (época em que a metrópole do Rio de Janeiro já estava formada), de acordo com cada um dos entes municipais originais dessa região.

  • Rio de Janeiro: ônibus, BRT, van, trem, metrô, VLT, barca, catamarã e aerobarco (desativado).
  • Duque de Caxias: ônibus, van e trem.
  • São João de Meriti: ônibus, van e trem.
  • Nilópolis: ônibus, van e trem.
  • Nova Iguaçu (Nova Iguaçu, Belford Roxo, Mesquita, Queimados e Japeri): ônibus, van e trem.
  • Magé (Magé e Guapimirim): ônibus, van e trem.
  • Paracambi: ônibus e trem.
  • Itaguaí (Itaguaí e Seropédica): ônibus, van e trem (desativado).
  • Niterói: ônibus, BRT (BHLS), van, trem (desativado), barca, catamarã e aerobarco (desativado).
  • São Gonçalo: ônibus, van e trem (desativado).
  • Itaboraí (Itaboraí e Tanguá): ônibus, van e trem (desativado).
  • Maricá: ônibus e van.

De todos esses meios de transporte, apenas os ônibus possuem linhas que ligam, diretamente (sem que haja necessidade de se fazer baldeações), bairros de todos os 12 entes administrativos originais da metrópole citados acima ao centro da capital, o que mostra a insuficiência de linhas em outros modais e a precariedade do transporte metropolitano no Rio de Janeiro.[115]

Principais vias utilizadas para o transporte coletivo na área metropolitana[editar | editar código-fonte]

Transporte rodoviário[editar | editar código-fonte]

Vista panorâmica de ônibus articulados da TransOeste (BRT) no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca.

[70]

Via Light, na altura de Nova Iguaçu.
Vista da Rodovia Niterói-Manilha na altura do São Gonçalo Shopping, no bairro Boa Vista, em São Gonçalo.
Avenida 22 de Maio na altura de Outeiro das Pedras, em Itaboraí.
Mapa do transporte público do Rio de Janeiro - nota-se a insuficiência dos transportes de massa no Leste Metropolitano.
BRT do corredor TransOeste no Terminal Alvorada, principal ponto de integração de BRT's do Rio de Janeiro.
Antiga Estrada Rio-São Paulo na altura do centro de Seropédica, entre Boa Esperança e Fazenda Caxias.
  • Linha Vermelha, no Rio de Janeiro, Duque de Caxias e São João de Meriti.
  • BR-101 Sul (incluídas a Avenida Brasil e a Rodovia Rio-Santos), no Rio de Janeiro e Itaguaí.
  • Av. Pastor Martin Luther King Júnior (Av. Automóvel Clube), no Rio de Janeiro, São João de Meriti e Belford Roxo.
  • Av. Dom Hélder Câmara (antiga Avenida Suburbana), no Rio de Janeiro.
  • Av. Edgard Romero/Av. Vicente de Carvalho, no Rio de Janeiro.
  • Rua Cândido Benício/Av. Nelson Cardoso/Estrada dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro.
  • Av. Radial Oeste/Av. Vinte e Quatro de Maio/Av. Amaro Cavalcanti/Rua Clarimundo de Melo, no Rio de Janeiro.
  • Autoestrada Lagoa-Barra/Av. das Américas/Av. Dom João VI, no Rio de Janeiro.
  • Av. Ayrton Senna/Linha Amarela, no Rio de Janeiro.
  • Estrada da Posse, no Rio de Janeiro.
  • Antiga Estrada Rio-São Paulo, no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Seropédica.
  • RJ-099, em Seropédica e Itaguaí.
  • BR-116 Sul (Via Dutra), no Rio, São João, Mesquita, Belford Roxo, Nova Iguaçu, Queimados, Seropédica, Itaguaí e Paracambi.
  • Via Light, no Rio de Janeiro, Nilópolis, São João de Meriti, Mesquita e Nova Iguaçu.
  • Av. Abílio Augusto Távora (Estrada de Madureira), em Nova Iguaçu.
  • Av. Joaquim da Costa Lima, em Belford Roxo.
  • Rua Belkiss/Av. Comendador Teles, em São João de Meriti.
  • Av. Tancredo Neves, em Queimados e Japeri.
  • RJ-125, em Seropédica e Japeri.
  • RJ-127, em Seropédica e Paracambi.
  • BR-040 (Rodovia Washington Luís), no Rio de Janeiro e Duque de Caxias.
  • Av. Presidente Kennedy, em Duque de Caxias e Belford Roxo.
  • BR-116 Norte, em Duque de Caxias, Magé e Guapimirim.
  • BR-493 (trecho entre o Jardim Primavera, em Caxias, e Manilha, em Itaboraí), em Caxias, Magé, Guapimirim e Itaboraí.
  • BR-101 Norte (incluídas a Ponte Rio-Niterói, a Avenida do Contorno e a Rodovia Niterói-Manilha), no Rio, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Tanguá.
  • Avenida 22 de Maio, em Itaboraí.
  • RJ-116, em Itaboraí.
  • RJ-114, em Itaboraí e Maricá.
  • Rua Francisco Portela/Rua Feliciano Sodré/Rua Nilo Peçanha/Rua Alfredo Backer, em São Gonçalo.
  • Rua Getúlio Vargas/Av. Maricá, em São Gonçalo.
  • Estrada Raul Veiga/Estrada do Pacheco/Estrada de Santa Izabel, em São Gonçalo.
  • Alameda São Boaventura/RJ-104 (Rodovia Amaral Peixoto), em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.
  • RJ-106, em São Gonçalo, Niterói e Maricá.
  • Estrada da Paciência, em Niterói.
  • Av. Rui Barbosa/Estrada Caetano Monteiro, em Niterói.
  • Rua Mário Viana/Estrada Francisco da Cruz Nunes, em Niterói.
  • Rua Noronha Torrezão/Estrada Viçoso Jardim/Estrada Alarico de Souza, em Niterói.
  • Av. Ewerton Xavier (antiga Avenida Central), em Niterói.

Transporte rodoviário (corredores de BRT)[editar | editar código-fonte]

  • Corredor TransOeste, no Rio de Janeiro.
  • Corredor TransCarioca, no Rio de Janeiro.
  • Corredor TransOlímpico, no Rio de Janeiro.
  • Corredor TransOceânico (BHLS), em Niterói.

Transporte ferroviário[editar | editar código-fonte]

Ramal ferroviário de Japeri, paralelo à Av. Getúlio de Moura, na altura de Nilópolis.
Estação Presidente Juscelino do ramal de Japeri, no município de Mesquita.
Estação Engenheiro Pedreira, penúltima estação do ramal de Japeri.
  • Ramal Central-Deodoro (integrado ao ramal de Santa Cruz).[130]
  • Ramal Central-Santa Cruz.[130]
  • Ramal Central-Japeri.
  • Ramal Central-Belford Roxo.
  • Ramal Central-Gramacho/Saracuruna.
  • Ramal Saracuruna-Vila Inhomirim.
  • Ramal Saracuruna-Guapimirim.
  • Ramal Japeri-Paracambi.

Antigos ramais ferroviários[editar | editar código-fonte]

  • Ramal Santa Cruz-Itaguaí (desativado).[131]
  • Ramal Niterói-Visconde de Itaboraí (desativado).[83]

Transporte metroviário[editar | editar código-fonte]

  • Linha 1 - Laranja: Uruguai (Tijuca) - General Osório (Ipanema).
  • Linha 2 - Verde: Pavuna - Botafogo.
  • Linha 4 - Amarela (atualmente, unida à linha 1): General Osório (Ipanema) - Jardim Oceânico (Barra da Tijuca).
Metrô na Estação Antero de Quental da Linha 4 (Amarela), no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro.[121]

Distribuição de energia elétrica[editar | editar código-fonte]

A distribuição de energia elétrica no Grande Rio é feita por duas empresas: Light e Enel. A Light fornece energia para uma região que abrange a capital e a maior parte da Baixada Fluminense, atendendo aos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Paracambi, Seropédica e Itaguaí. Já a Enel (antes conhecida como Ampla), distribui energia para uma área que compreende o Leste Metropolitano e uma pequena parte da Baixada, atendendo aos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Tanguá, Guapimirim, Magé e alguns bairros de Duque de Caxias.[132][133]

Abastecimento de água[editar | editar código-fonte]

A área metropolitana do Rio de Janeiro conta com duas estações de tratamento de água principais - a ETA Guandu e a ETA Laranjal - que atendem à maioria dos seus municípios.

A ETA Guandu é a maior estação de tratamento de água do mundo em produção contínua, e abastece cerca de 9 milhões de pessoas no Grande Rio, mais especificamente, na capital e na Baixada Fluminense. Localiza-se no bairro Jardim Guandu, no município de Nova Iguaçu. A Estação de Tratamento de Água do Guandu atende aos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados e Itaguaí.

A ETA Laranjal é um complexo de produção e fornecimento de água potável, constituído de três estações interligadas. A água é captada no Canal de Imunana, no município de Guapimirim, de onde é bombeada até a ETA Laranjal. A Estação de Tratamento de Água do Laranjal está situada no bairro Laranjal, no município de São Gonçalo, e fornece água para os moradores dos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá, no Leste Metropolitano, além da Ilha de Paquetá, no município do Rio de Janeiro.

Há, ainda, estações de tratamento menores na Região do Grande Rio - como a ETA Japeri e a ETA Tanguá -, que fornecem água para partes da metrópole que não são abastecidas pelas duas estações principais (Guandu e Laranjal).[134][135][136]

Geografia física[editar | editar código-fonte]

Relevo e vegetação[editar | editar código-fonte]

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro está localizada numa área de planície, banhada, ao sul, pelo Oceano Atlântico, e cercada pelo trecho da Serra do Mar que começa no oeste de Itaguaí, segue pelo norte de municípios como Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Magé, e termina no leste de Tanguá; no trecho da Serra do Mar que cerca o Grande Rio, estão setores como a Serra das Araras, a Serra do Tinguá e a Serra dos Órgãos.

No meio das baixadas, entre as baías de Guanabara e de Sepetiba, há três maciços costeiros principais: Tijuca, Pedra Branca e Gericinó-Mendanha - todos com grandes áreas verdes preservadas. Entretanto, ao norte e ao leste da Baía de Guanabara, ainda na área das baixadas, há outros maciços importantes, como o do Suruí, em Magé, o de Itaúna, no norte de São Gonçalo, o da Serra da Tiririca, entre Niterói e Maricá, o da Serra de Calaboca, entre Niterói, São Gonçalo e Maricá, e o da Serra do Mato Grosso, no leste de Maricá.[137]

Vista do distrito de Xerém, em Duque de Caxias, a partir da Serra do Mar, com destaque para a Fábrica Nacional de Motores.
Vista panorâmica de Botafogo, Rio de Janeiro.
Vista panorâmica de Icaraí, Niterói.
Serra dos Órgãos, no norte do município de Guapimirim, ao amanhecer.
Panorama da Zona Sul do Rio de Janeiro, com destaque para o Morro do Corcovado (esquerda), o Pão de Açúcar (centro, ao fundo) e o Dois Irmãos (direita), a partir da Vista Chinesa, no Parque Nacional da Tijuca.
Vista da Baía de Guanabara a partir do Morro do Pão de Açúcar, com destaque para o Aeroporto Santos Dumont e a Ponte Rio-Niterói.
Zona Sul do Rio de Janeiro, Baía de Guanabara e Maciço da Tijuca vistos do Pão de Açúcar.
Lagoa Rodrigo de Freitas e orla marítima da Zona Sul do Rio de Janeiro estendendo-se, da esquerda para a direita, pelos bairros do Flamengo, Botafogo, Urca, Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon; no fundo, à esquerda, o município de Niterói.
Baía de Guanabara vista da Igreja da Penha, na Zona Norte da cidade do Rio; no centro, o Hospital Clementino Fraga Filho, na Ilha do Fundão.
Orla do Rio de Janeiro e o Maciço da Tijuca vistos a partir da Baía de Guanabara, com destaque para o Pão de Açúcar, à esquerda, e o Corcovado, no centro.
Vista panorâmica de Santa Teresa, com o Corcovado, o Cristo Redentor e a Floresta da Tijuca à direita, e a Enseada de Botafogo e o Pão de Açúcar à esquerda, ao fundo.
Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

No município do Rio de Janeiro, encostas são cobertas por florestas e espécies remanescentes de mata atlântica são preservadas no Parque Nacional da Tijuca. Também na capital, mata de baixada, restingas e manguezais são preservados nas áreas de proteção ambiental de Grumari e Prainha.

Cristo Redentor, no Parque Nacional da Tijuca, com a Floresta da Tijuca ao fundo.

Apesar de a cidade do Rio de Janeiro ter se tornado uma das maiores áreas urbanas do mundo, ela cresceu em volta de uma grande mancha verde - a Floresta da Tijuca. Trata-se da maior floresta urbana do mundo, que continua mantendo valiosos remanescentes de seus ecossistemas originais, mesmo tendo sido replantada no século XIX. Este foi o primeiro exemplo de reflorestamento com espécies nativas.

Pedra do Índio, no início da Praia de Icaraí, em Niterói.

Aos poucos, os ecossistemas foram sendo protegidos pela legislação ambiental, e uma grande quantidade de parques, reservas e áreas de proteção ambiental foram sendo criados para garantir sua conservação.

Vista do Maciço da Pedra Branca a partir de Bangu, na Zona Oeste da cidade do Rio.

O relevo da área metropolitana do Rio de Janeiro, recoberto pela floresta da Mata Atlântica, é caracterizado por contrastes marcantes: montanhas e mar, florestas e praias, e paredões rochosos que sobem abruptamente de baixadas extensas. Como já dito, o município do Rio de Janeiro apresenta três importantes grupos montanhosos, além de alguns conjuntos de serras menores e morros isolados, e o restante da área metropolitana possui vários maciços distribuídos por uma extensa planície cercada pela Serra do Mar. E foi por essa área de planicie que a expansão da malha urbana do Rio de Janeiro ocorreu ao longo do século XX, fazendo da Região do Grande Rio a segunda área metropolitana mais populosa do Brasil.

Serra do Lagarto, entre Itaboraí e Maricá.
Rio Guandu visto da ponte da Estrada Rio-São Paulo no limite entre os municípios de Seropédica, à direita, e Nova Iguaçu, à esquerda.

Litoral e lagoas costeiras[editar | editar código-fonte]

O litoral da RM se estende de Itimirim e Coroa Grande, no município de Itaguaí, até Ponta Negra e Jaconé, no município de Maricá, passando pelos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Magé, Guapimirim, Itaboraí, São Gonçalo e Niterói.

Morro das Andorinhas, em Itaipu, visto a partir da Praia de Camboinhas, no município de Niterói.
Vista da Ilha de Paquetá, na Baía de Guanabara.

Em Itaguaí, o litoral fica na margem da Baía de Sepetiba. O litoral de Itaguaí começa no bairro Itimirim e segue por Coroa Grande, Vila Geny, Somel e Ilha da Madeira, além do Distrito Industrial de Itaguaí, por onde a orla continua até o limite com Santa Cruz, no município do Rio de Janeiro. As regiões com potencial turístico dessa parte do litoral são a orla de Coroa Grande, que se estende pelos bairros Coroa Grande e Vila Geny, e a Vila da Ilha da Madeira, próxima ao Porto de Itaguaí.

Serra da Estrela vista de Piabetá (da localidade do Guarani), no município de Magé.

Na capital, está a maior parte do litoral do Grande Rio. Com extensão calculada em 246,22km, divide-se em três setores: Baía de Sepetiba, Oceano Atlântico propriamente dito e Baía de Guanabara. O primeiro vai do limite com o município de Itaguaí, na região da foz do Rio Guandu, até Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do município. Apresenta um único acidente importante - a Restinga da Marambaia. Nele, se destacam três praias: Sepetiba, Pedra de Guaratiba e Barra de Guaratiba. A ocupação humana desse trecho é pouco densa, não só por causa da distância que o separa do centro da cidade, mas também porque apresenta grandes áreas pantanosas, cobertas de manguezais.

Baía de Sepetiba vista a partir da Ilha da Madeira, em Itaguaí.
Praia de Ponta Negra, no leste do município de Maricá.

O segundo setor vai de Barra de Guaratiba até o Pão de Açúcar. A costa é alta quando as ramificações dos Maciços da Tijuca e da Pedra Branca se aproximam do litoral, e é baixa quando elas se afastam. Do Leblon para leste, a faixa litorânea é mais densamente ocupada pela população urbana, e, para oeste, é mais explorada para turismo e lazer; contudo a ocupação humana dessa área vem aumentando ultimamente. As atrações turísticas próximas a essa parte da linha costeira propiciaram a concentração de hotéis de alta categoria nesse trecho. Destacam-se, no litoral oceânico, dois trechos: Barra da Tijuca - pelos 18km de praia ao longo da Avenida Sernambetiba, desde o píer da Barra da Tijuca até o Recreio dos Bandeirantes - e Copacabana - pela fama internacional.

Mangue em Itaipuaçu, Maricá.

O terceiro setor é o de mais antiga ocupação. Estende-se do Pão de Açúcar, na Zona Sul da cidade, até a foz do Rio Meriti, na Zona Norte, no limite com o município de Duque de Caxias. É baixo, por ter sido muito alterado pelos aterros realizados na região. A Ponta do Caju e a Ponta do Calabouço, ambas aumentadas por aterros, estão nessa parte da orla do Rio. Algumas praias famosas encontram-se nesse trecho, como Ramos, Flamengo, Botafogo e Urca.

Praia de Itacoatiara, na Região Oceânica de Niterói.
Distrito de Itaipuaçu, em Maricá, visto a partir da Pedra do Elefante.

Pelos municípios de Duque de Caxias, Magé, Guapimirim, Itaboraí e São Gonçalo, a orla segue pelas margens da Baía de Guanabara até chegar à Zona Norte de Niterói. Destacam-se, nesse trecho do litoral, as localidades de Mauá (Guia de Pacobaíba) e Piedade, em Magé, e as praias da Ilha de Itaoca (como a Praia da Luz), além da Praia das Pedrinhas, todas em São Gonçalo.

Praia de Itaipuaçu, com a Pedra do Elefante ao fundo.

Em Niterói, o primeiro trecho do litoral segue pela margem da Baía de Guanabara, começando no Barreto, na Zona Norte do município, e terminando em Jurujuba, na Zona Sul. Esse trecho da orla de Niterói passa pelo centro da cidade e por algumas praias famosas, como Icaraí e São Francisco.

O segundo trecho do litoral de Niterói é o que segue pela Região Oceânica. Essa parte da linha costeira se estende da Ponta de Santa Cruz, em Jurujuba, até o Costão de Itacoatiara e a Pedra do Elefante, no limite com o município de Maricá. Nesse trecho do litoral oceânico, estão praias como Piratininga, Camboinhas, Itaipu e Itacoatiara.

Em Maricá, o litoral se inicia na Pedra do Elefante, no distrito de Itaipuaçu (que abrange, na sua orla marítima, os bairros Recanto de Itaipuaçu, Praia de Itaipuaçu, Barroco, Jardim Atlântico Oeste, Jardim Atlântico Central e Jardim Atlântico Leste), e se estende até o bairro Jaconé, o último bairro do distrito de Ponta Negra (e do município de Maricá), passando pelo distrito-sede do município, onde está localizado o centro da cidade. Entre o bairro Recanto de Itaipuaçu, no extremo oeste do município de Maricá, e o bairro de Ponta Negra, no extremo leste, uma única faixa de areia se estende por quase toda a linha costeira do município.

Praia oceânica no bairro Cordeirinho, no distrito de Ponta Negra, em Maricá.

As lagoas costeiras da Região Metropolitana estão situadas nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói e Maricá. As lagoas de Jacarepaguá, Camorim e Tijuca, na Zona Oeste do Rio, têm cerca de 11km² de área. A Lagoa de Marapendi, também na Zona Oeste, tem 3.765m² de superfície, e está separada das lagoas anteriores pela restinga de Jacarepaguá. A Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul da capital, é constituída por um espelho d'água com aproximadamente 2,4 milhões de metros quadrados. Suas margens, cercadas por parques, quadras de esportes, quiosques para alimentação, pistas para caminhadas e para passeios de bicicleta, são um dos principais pontos de atração da cidade.

Há, ainda, no Leste Metropolitano, várias lagoas costeiras nos municípios de Niterói e Maricá. As lagoas de Piratininga e Itaipu localizam-se nos bairros homônimos da Região Oceânica de Niterói, e são as duas únicas no município. Já em Maricá, estão localizadas as lagoas de Araçatiba (a maior da Região Metropolitana, com uma área de 18,74km²), da Barra, do Padre, de Guarapina, entre outras.[138]

Clima[editar | editar código-fonte]

Mapa mostrando os tipos de clima no Grande Rio e nas demais regiões do Estado do RJ.

Por estar situada em uma região de baixa altitude, a área metropolitana do Rio possui um clima predominantemente tropical, tendo verões quentes com grandes volumes de chuva, e invernos secos com temperaturas mais baixas. A temperatura média anual no Grande Rio fica entre 22 °C e 24 °C, e o índice pluviométrico na região varia entre 1.000 e 1.500 milímetros anuais.

Dia chuvoso em Ponta Negra, Maricá.

Conservação ambiental[editar | editar código-fonte]

Represa do Garrão, localizada na Reserva Biológica do Tinguá, no distrito de Xerém, em Caxias.
Serra de Madureira (Maciço do Gericinó-Mendanha), localizada nas URG's Centro e Cabuçu, no extremo sul de Nova Iguaçu, vista a partir da Serra do Tinguá, situada na URG Tinguá, no extremo norte do município. O Tinguá é a maior URG de Nova Iguaçu, e é onde está localizada a maior parte da Reserva Biológica do Tinguá.
Mangue no Rio Macacu, na Área de Proteção Ambiental de Guapimirim.

A área metropolitana do Rio de Janeiro ainda tem 36,27% de seu território verde conservado. Embora grande parte dessa área verde esteja no Rio, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Tanguá e Maricá, cerca de um terço dela (10,96% do território da Região Metropolitana) está na Baixada Fluminense. O fato de uma parte considerável de toda a área verde conservada do Grande Rio estar distribuída pela maioria dos 13 municípios da Baixada evidencia o potencial turístico da região nos segmentos ecológico e de aventura. Duas das principais áreas verdes protegidas da Baixada Fluminense são a Reserva Biológica do Tinguá, cuja maior parte está no município de Nova Iguaçu, e a Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, às margens da Baía de Guanabara.[139]

O total de áreas verdes conservadas na Região Metropolitana corresponde a mais de dois mil quilômetros quadrados, dos quais 16,47% são espaços protegidos, como parques, reservas e estações ecológicas.[140][141][138]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Entre 1991 e 2005, as taxas de incremento médio anual da população foram de 0,82% (2000-2005) e 0,75% (1991-2000) na capital fluminense, e 1,05% (2000-2005) e 1,18% (1991-2000) nos municípios periféricos da metrópole - o que indica, no geral, uma suave desaceleração na taxa de crescimento dos municípios da periferia metropolitana, e um pequeno aumento na taxa de crescimento da capital.[142]

Desde 2010, há uma migração notável para o Leste Metropolitano, especialmente para Maricá e São Gonçalo.

Crescimento populacional
Censo Pop.
19808 758 420
19919 582 6069,4%
200010 847 91413,2%
201011 835 7089,1%
Est. 202112 763 305[143]7,8%
[144][145]
Sub-região 2010 2021 (Est.) Mudança
Centro (Rio de Janeiro e Niterói) 6 808 008 7 292 542 +7.12%
Baixada Fluminense (excl. Guapimirim) 3 600 288 3 863 199 +7.30%
Leste Fluminense (excl. Niterói e incl. Rio Bonito e Cachoeiras de Macacu) 1 485 753 1 665 921 +12.13%
Serrana (Petrópolis e Guapimirim) 347 400 369 369 +6.33%
Total[146][147] 12 241 449 13 189 574 +7.74%

Economia[editar | editar código-fonte]

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro ostenta um PIB de R$ 413,93 bilhões, constituindo o segundo maior polo de riqueza nacional.[5] Concentra 70% da força econômica do estado e grande parte de todos os bens e serviços produzidos no país.[5] Congrega o segundo maior polo industrial do Brasil, contando com refinarias de petróleo, indústrias navais, metalúrgicas, petroquímicas, gás-químicas, siderúrgicas, têxteis, gráficas, editoriais, farmacêuticas, de bebidas, cimenteiras e moveleiras. No entanto, as últimas décadas atestaram uma nítida transformação em seu perfil econômico, que vem adquirindo, cada vez mais, matizes de um grande pólo nacional de serviços e negócios.

Reúne os principais grupos nacionais e internacionais do setor naval e os maiores estaleiros do país e do estado - o qual detém cerca de 90% da produção de navios e de equipamentos offshore no Brasil.[148][149]

No setor de petróleo, verifica-se um arranjo consentâneo de mais de 700 empresas, dentre as quais as maiores do Brasil (Petrobras, YPF, Shell, Esso, Ipiranga, Chevron Texaco, El Paso). A maioria mantém centros de pesquisa espalhados por todo o estado e, juntas, produzem mais de 4/5 do petróleo e dos combustíveis distribuídos nos postos de serviço do território nacional.[149]

Rede urbana da metrópole do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

De acordo com o estudo Regiões de Influência das Cidades 2007 (REGIC 2007), conduzido pelo IBGE, o Brasil possuía, até aquele ano, 12 Grandes Concentrações Urbanas consideradas Metrópoles, sendo o Rio de Janeiro uma delas. As outras 11 Metrópoles eram São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Belém, Manaus, Curitiba e Porto Alegre.

A metrópole do Rio de Janeiro, classificada como Metrópole Nacional conforme a hierarquia do REGIC, exercia, à época do referido estudo, influência imediata no Estado do RJ, no Espírito Santo, em parte do sul da Bahia e na Zona da Mata Mineira, região sobre a qual tinha influência dividida com Belo Horizonte.

A área da rede urbana do Rio de Janeiro, relativamente pequena se comparada à de São Paulo, contava com 11,3% da população do Brasil e 14,4% do PIB nacional.

A rede do Rio de Janeiro era composta pelos centros urbanos de Vitória, classificado, de acordo com o REGIC, como Capital Regional A; Juiz de Fora, classificado como Capital Regional B; e Cachoeiro de Itapemirim, Campos dos Goytacazes e Volta Redonda-Barra Mansa, tidos como Capitais Regionais C. Entre os centros urbanos classificados como Centros Sub-regionais A, integravam a rede urbana do Rio de Janeiro os de Barbacena, Muriaé, Ubá, Teixeira de Freitas, Colatina, São Mateus, Cabo Frio, Itaperuna, Macaé e Nova Friburgo; entre os Centros Sub-regionais B, faziam parte da rede Cataguases, Linhares, Resende, Angra dos Reis e Teresópolis.[19][21]

Recentemente, segundo o estudo Regiões de Influência das Cidades 2018 (REGIC 2018), passou para 15 o número de Metrópoles no território nacional - dado que Florianópolis, Campinas e Vitória foram elevadas à classe das Metrópoles -, o que (pelo crescimento e desenvolvimento do centro urbano de Vitória) fez a metrópole do Rio de Janeiro, mesmo possuindo uma população de quase 13 milhões de habitantes, passar a ter uma área de influência bastante reduzida, com seu alcance limitado ao próprio Estado e à Zona da Mata de Minas Gerais.[20]

Megalópole Rio-São Paulo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Megalópole Rio-São Paulo
Imagem de satélite da Megalópole Rio-São Paulo à noite, com as localizações dos centros urbanos do Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas e Santos.

A Megalópole Rio-São Paulo é a área da Região Sudeste do Brasil onde ocorre um processo de conurbação, basicamente, entre as metrópoles do Rio de Janeiro e São Paulo, as duas maiores do País. Essa megalópole em formação inclui, além do Grande Rio e Grande São Paulo, as RM's de Campinas, do Vale do Paraíba, de Sorocaba, da Baixada Santista, de Jundiaí e de Piracicaba, que, somadas à RMSP, formam o Complexo Metropolitano Expandido.[150][151]

A região se estende de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, a Campinas, no Interior Paulista, abrangendo 232 municípios de três estados (Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo), onde vivem 42 milhões de pessoas. Algumas das principais cidades da megalópole são: Campos dos Goytacazes, Macaé, Cabo Frio, Rio de Janeiro, Petrópolis, Juiz de Fora, Angra dos Reis, Volta Redonda, Resende, São José dos Campos, São Paulo, Santos, Sorocaba, Jundiaí, Campinas, Piracicaba e Bragança Paulista.[150][151]

Imagem de satélite de parte da Megalópole Rio-São Paulo, com destaque para as manchas urbanas das áreas metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo, as duas mais populosas do Brasil.[151]

Municípios da RMRJ[editar | editar código-fonte]

Foto Município[152] População[147]
Estimativa 2021
Área territorial (km²)[153] Densidade (hab./km²) PIB (R$)[5]
(2013)
IDH-M[154][155][156]
(2010)
Instalação
Rio night.jpg
Rio de Janeiro 6 775 561 1 199,828 5 647,11 282,5 bilhões 0,799

alto

01.07.1974
(LC N.020)
São Gonçalo by Diego Baravelli.jpg São Gonçalo 1 098 357 247,709 4 434,06 17 bilhões 0,739
alto
01.07.1974
(LC N.020)
Novas Palmeiras no centro de Duque de Caxias na gestão do Prefeito Zito. - panoramio.jpg Duque de Caxias 929 449 467,620 1 987,61 25,1 bilhões 0,711
alto
01.07.1974
(LC N.020)
Nova Iguaçu - visão parcial do Centro - 2019.jpg Nova Iguaçu 825 388 519,159 1 589,85 13,2 bilhões 0,713
alto
01.07.1974
(LC N.020)
Niterói bay and contemporary musem.jpg Niterói 516 981 133,916 3 860,48 19,9 bilhões 0,837
muito alto
01.07.1974
(LC N.020)
Belford Roxo portico.JPG Belford Roxo 515 239 77,815 6 621,33 6,3 bilhões 0,684
médio
01.01.1993
Vilar dos Teles - panoramio.jpg São João de Meriti 473 385 35,216 13 442,32 6,5 bilhões 0,719
alto
01.07.1974
(LC N.020)
0000 Vistas de Petrópolis (estado do Rio de Janeiro, Brasil) tiradas da Catedral.JPG Petrópolis* 305 687 791,144 388,23 9,5 bilhões 0,745
alto
2018
Igreja Nossa Sra. da Piedade - Magé.jpg Magé 247 741 388,496 637,69 3 bilhões 0,709
alto
01.07.1974
(LC N.020)
Vista parcial de Itaboraí RJ.JPG Itaboraí 244 416 430,374 567,91 5 bilhões 0,700
alto
01.07.1974
(LC N.020)
Vista do centro de Mesquita.JPG Mesquita 177 016 41,477 4 267,81 1,8 bilhões 0,737
alto
2009
(LC 133/2009)
Pedra do Elefante - panoramio (4).jpg Maricá 167 668 362,571 462,44 7,1 bilhões 0,765
alto
2009
(LC 133/2009)
Matriz de N. Srª Conceição - NILÓPOLIS - panoramio.jpg Nilópolis 162 893 19,393 8 399,58 2,5 bilhões 0,753
alto
01.07.1974
(LC N.020)
PcaNSaConceicao.jpg Queimados 152 311 75,695 2 012,16 3,6 bilhões 0,680
médio
01.01.1993
Saveiro no mar, Itaguaí.jpg Itaguaí 136 547 274,433 497,56 7 bilhões 0,715
alto
01.07.1974
(LC N.020)
Engenheiro Pedreira.JPG Japeri 106 296 81,869 1 298,37 0,9998 bilhões 0,659
médio
01.01.1993
Seropédica.JPG Seropédica 83 841 283,766 295,46 1,8 bilhões 0,713
alto
01.01.1997
Arco de entrada Vale das Pedrinha- Guapimirim- RJ - panoramio.jpg Guapimirim 62 225 360,766 172,48 0,721 bilhões 0,700
alto
01.01.1993
Green Valley Rio Bonito.jpg Rio Bonito* 60 930 465,455 130,90 1,3 bilhões 0,772
alto
27.12.2013
Cahoeiras de Macacu - RJ - panoramio.jpg Cachoeiras de Macacu* 59 652 953,801 62,54 1,05 bilhões 0,752
alto
27.12.2013
Cidade de Paracambi.JPG Paracambi 53 093 179,772 295,33 0,6 bilhões 0,720
alto
01.07.1974
(LC N.020)
Tanguá - RJ.jpg Tanguá 34 898 145,503 239,84 0,456 bilhões 0,654
médio
01.01.1997
Total
13 189 574
7 535,778
1 750,26
413,93 bilhões

Nota: * Municípios não pertencentes à Região Metropolitana do Rio de Janeiro de acordo com a divisão geoeconômica do estado.[157][158][8][15]

Ver também[editar | editar código-fonte]


Referências

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