Região Metropolitana do Rio de Janeiro

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Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Localização
Localização da Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, satellite image, LandSat-5, 2011-05-09 (cropped).jpg
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Lei Lei Complementar nº20
Data da criação 1 de julho de 1974
Número de municípios 22 [1]
Cidade-sede Rio de Janeiro
Características geográficas
Área 7 535,778 km²[2]
População 13 005 430 hab. () Estimativa Populacional IBGE/2018 [3]
Densidade 1 725,82 hab./km²
IDH 0,771 () – alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 413,93 bilhões IBGE/2013[5]
PIB per capita R$ 33.856,54 IBGE/2013[5]

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro, também conhecida como Grande Rio, foi instituída pela Lei Complementar nº20, de 1 de julho de 1974, que também determinou a fusão dos antigos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara ocorrida em 15 de março do ano seguinte.[6] Com 13.131.590 habitantes, é a segunda maior área metropolitana do Brasil (após a Grande São Paulo), terceira da América do Sul e 20ª maior do mundo (Censo 2010).[7] A Região Metropolitana concentra mais de 70% da população do Estado do RJ.[8] O município mais populoso é o Rio de Janeiro, seguido de São Gonçalo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu. O maior IDH Municipal é o de Niterói, a quinta maior cidade da região.[9]

História e composição político-administrativa da RMRJ[editar | editar código-fonte]

Ponte Rio-Niterói em construção. As obras foram concluídas em 1974, o mesmo ano em que foi sancionada a lei que criava oficialmente a RMRJ e determinava a fusão entre os antigos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara.

Quando foi instituída, em 1974, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro era composta por 14 municípios: Rio de Janeiro, Niterói, Duque de Caxias, Itaboraí, Itaguaí, Magé, Mangaratiba, Maricá, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Petrópolis (incluindo São José do Vale do Rio Preto, então distrito do município de Petrópolis), São Gonçalo e São João de Meriti.[10]

Durante a década de 1990, distritos de alguns desses municípios foram emancipados, e os novos municípios resultantes desses desmembramentos continuaram fazendo parte da RMRJ. São eles: Belford Roxo, Queimados (ambos emancipados de Nova Iguaçu em 1990), Guapimirim (emancipado de Magé em 1990), Japeri (emancipado de Nova Iguaçu em 1991), Seropédica (desmembrado de Itaguaí em 1995), Tanguá (emancipado de Itaboraí em 1995) e Mesquita (que se emancipou de Nova Iguaçu em 1999).[11]

Os limites da Região Metropolitana, que inicialmente abrangiam a capital, a Baixada Fluminense, o Leste Metropolitano, Petrópolis e Mangaratiba, também sofreram alterações a partir do início da década de 1990, com a exclusão dos municípios de Petrópolis - e São José do Vale do Rio Preto - (em setembro de 1990),[10] Maricá (em outubro de 2001), Itaguaí e Mangaratiba (ambos em julho de 2002).[12] Itaguaí e Maricá, contudo, foram novamente incluídos à Região Metropolitana, respectivamente, em outubro e dezembro de 2009.[13][10] No entanto, nessa mesma época, manteve-se o entendimento de que o município de Mangaratiba não pertence à RMRJ, mas à Região da Costa Verde (Litoral Sul), e a cidade permaneceu oficialmente fora do Grande Rio[14] - do ponto de vista geoeconômico, Mangaratiba já não fazia mais parte da Região Metropolitana desde 1996.[15] Com as inclusões de Itaguaí e Maricá, a RMRJ passou a ser composta por 19 municípios.

Maricá na década de 1970.
Itaguaí na década de 1970.

Em dezembro de 2013, os municípios de Rio Bonito e Cachoeiras de Macacu, que, na divisão político-administrativa do Estado do Rio de Janeiro, faziam parte da região das Baixadas Litorâneas, foram incorporados à RM, devido à localização do COMPERJ, sediado no norte de Itaboraí, próximo aos limites com os dois municípios.[16]

Em 2018, o município de Petrópolis foi novamente incluído ao Grande Rio,[17] fazendo com que o número oficial de municípios pertencentes à Região Metropolitana chegasse a 22, sendo eles o Rio de Janeiro, Belford Roxo, Cachoeiras de Macacu, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Petrópolis, Queimados, Rio Bonito, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Tanguá.[18]

Outras composições oficiais da Região Metropolitana[editar | editar código-fonte]

Composição na divisão geoeconômica do Estado do RJ[editar | editar código-fonte]

Avenida Presidente Vargas na altura da Praça Onze/Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro.

Enquanto a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na sua concepção político-administrativa (abordada acima), tem sofrido várias alterações em seus limites ao longo dos anos, na sua concepção geoeconômica, ela é muito mais estável, tendo se mantido com os mesmos limites desde 1996. Nessa concepção, a RM é, oficialmente, formada por 18 municípios localizados ao redor da capital fluminense: Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Tanguá. Embora o município do Rio de Janeiro faça parte da área metropolitana, já que é onde está o núcleo metropolitano, ele é tratado separadamente em questões concernentes à divisão geoeconômica do Estado do RJ.

Região entre Alcântara e o Mutondo, no município de São Gonçalo.
Éden, no oeste do município de São João de Meriti.

Juntos, a RM, composta pelos 18 municípios da periferia metropolitana, e o município do Rio de Janeiro têm uma população de, aproximadamente, 12.000.000 de habitantes, e são responsáveis pela arrecadação de mais de R$ 20 bilhões em ICMS.[19][20][21]

Em dezembro de 2019, a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro derrubou o veto do governador Wilson Witzel ao projeto de lei 1.624/19, que ratifica a divisão da Região Metropolitana, na sua concepção geoeconômica, sem os municípios de Petrópolis, Cachoeiras de Macacu e Rio Bonito. A medida foi necessária para garantir, sem alterações, a distribuição dos 25% do ICMS que cabem aos municípios, segundo critérios do Índice de Participação Municipal que levam em conta a região onde a cidade está localizada.[22][23][24] Dessa forma, de acordo com critérios como população e extensão territorial, entende-se que Rio Bonito e Cachoeiras de Macacu pertencem à Região das Baixadas Litorâneas, e Petrópolis, à Região Serrana, o que evita que municípios da Região Metropolitana sejam prejudicados no momento da distribuição dos 25% da receita do referido imposto - quando essa distribuição é feita, a capital é separada dos 18 municípios metropolitanos do seu entorno. Sem esses três municípios, a RM continua sendo composta apenas pelos 13 municípios da Baixada Fluminense (Itaguaí, Seropédica, Paracambi, Japeri, Queimados, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo, São João de Meriti, Duque de Caxias, Magé e Guapimirim) e os 5 municípios do Leste Metropolitano (Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá).[25] Entretanto, no que diz respeito à organização, ao planejamento e à execução de funções e serviços públicos de interesse metropolitano (concepção político-administrativa da RMRJ), Petrópolis, Cachoeiras de Macacu e Rio Bonito continuam fazendo parte da Região Metropolitana.[26]

A área que abrange o município do Rio de Janeiro e a Região Metropolitana, conforme a legislação de dezembro de 2019 sobre a regionalização geoeconômica do Estado, que ratifica aquela de dezembro de 1996, corresponde a 12% da área total do Estado do Rio de Janeiro. Ela é, se excluídos os municípios de Petrópolis (com o território correspondente ao atual município de São José do Vale do Rio Preto) e Mangaratiba, a mesma área da RMRJ na sua composição original, de 1974 (estabelecida para fins político-administrativos), já que as emancipações que deram origem aos municípios de Belford Roxo, Queimados, Guapimirim, Japeri, Seropédica, Tanguá e Mesquita entre 1990 e 1999 não alteraram essa área.

Tanto para fins político-administrativos como do ponto de vista geoeconômico, o Estado do Rio de Janeiro é dividido oficialmente em 8 regiões, sendo a Região Metropolitana uma delas. As outras 7 são as regiões das Baixadas Litorâneas, Norte Fluminense, Noroeste Fluminense, Serrana, Centro-Sul Fluminense, do Médio Paraíba e da Costa Verde/Litoral Sul. Porém, como na divisão político-administrativa do Estado os limites dessas regiões mudam frequentemente e na divisão geoeconômica a capital fluminense não integra a Região Metropolitana, as composições dessas regiões nunca são as mesmas nas duas divisões. No entanto, entre os anos de 2009 e 2013, os municípios que compunham cada uma das 8 regiões do Estado nas duas divisões (com exceção do município do Rio de Janeiro, que, na divisão geoeconômica do Estado, não faz parte de nenhuma região) eram os mesmos.[27][28]

Composição no Plano Diretor de Transporte Urbano[editar | editar código-fonte]

Estação ferroviária de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Ramal ferroviário de Santa Cruz na altura de Campo Grande, na Zona Oeste da cidade do Rio.
Estação das barcas no centro de Niterói.

Além da comoposição da Região Metropolitana do Rio de Janeiro definida para fins político-administrativos no ano de 1974, formada atualmente por 22 municípios, e da sua composição de caráter geoeconômico, formada por 18 municípios, há ainda a composição da RMRJ feita para se especificar a área beneficiada pelo Bilhete Único RJ, estabelecida por lei em 2009 e que abrange 20 municípios: Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Mangaratiba, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Tanguá. No Plano Diretor de Transporte Urbano da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que teve início em 2002, a RMRJ é concebida com essa composição, formada por 20 municípios - em 2002, todas as emancipações municipais da Região Metropolitana já haviam acontecido.

Os limites dessa composição da Região Metropolitana são os mesmos da composição político-administrativa que esteve em vigor entre 1990 e 2001. Além disso, atualmente, de todas as composições oficiais da Região Metropolitana, essa é a que mais se aproxima da Região Geográfica Imediata do Rio de Janeiro, que foi definida pelo IBGE em 2017 e é formada por esses mesmos 20 municípios mais Saquarema.[29][30][31]

Composição na divisão do Estado do RJ em regiões de saúde[editar | editar código-fonte]

Na divisão do Estado do Rio de Janeiro em regiões de saúde, as porções oeste e leste da RM são separadas uma da outra e consideradas duas regiões distintas: a Região Metropolitana I e a Região Metropolitana II. A Região Metropolitana I é composta pelos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Magé, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Seropédica e Itaguaí, tendo o município do Rio de Janeiro como pólo regional. A Região Metropolitana II é composta pelos municípios de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí, Tanguá, Rio Bonito e Silva Jardim, tendo o município de Niterói como pólo regional.

Nessa divisão, as outras 7 regiões de saúde (do interior do Estado) são aquelas mesmas das outras divisões já mencionadas (como a geoeconômica), porém os limites de cada região são muito diferentes (por exemplo, na divisão do Estado em regiões de saúde, Paracambi pertence à Região Centro-Sul Fluminense, e Guapimirim, à Região Serrana, embora os dois municípios estejam na Baixada Fluminense e, em outras divisões, pertençam à Região Metropolitana).[32][33]

Integração entre os municípios da área metropolitana no entorno do núcleo[editar | editar código-fonte]

Centro da cidade do Rio de Janeiro, o núcleo da Região Metropolitana.
Vista da Praça XV, com a estação das barcas e o trecho do Elevado da Perimetral que passava pela região.
VLT passando pela Praça Mauá; ao fundo, o Píer Mauá com o Museu do Amanhã, a Baía de Guanabara e a Ponte Rio-Niterói.

Dos 22 municípios que pertencem oficialmente à RMRJ, apenas Itaguaí, Seropédica, Paracambi, Japeri, Queimados, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo, São João de Meriti, Duque de Caxias, Magé, Guapimirim, Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Tanguá e Maricá possuem forte integração entre si. Com exceção da capital, onde está localizado o núcleo metropolitano, cada um desses municípios tem uma parcela considerável da sua população trabalhando em outros municípios dessa aglomeração metropolitana (o que não ocorre com Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu e Petrópolis, municípios com pouca integração com os demais municípios da RMRJ). Todos esses 19 municípios (além de Mangaratiba e Saquarema, municípios mais afastados do centro da capital e, portanto, menos vinculados ao núcleo metropolitano, e que não fazem parte da RMRJ) estão no arranjo populacional do Rio de Janeiro identificado pelo IBGE, que usou, principalmente, os movimentos pendulares como base para identificar cada um dos arranjos populacionais do Brasil.[34]

Desse modo, dos 21 municípios integrantes do arranjo populacional do Rio de Janeiro, identificado por critérios que mensuram a integração entre os municípios de uma determinada região, 19 formam a área metropolitana da capital fluminense. Isto é, a área correspondente ao município do Rio de Janeiro e às regiões da Baixada Fluminense e do Leste Metropolitano, composta pelos 19 municípios mencionados acima, é a área onde o fenômeno metropolitano acontece na prática[35], o que é evidenciado, por exemplo, pelo volume de migrações pendulares entre os 18 municípios da periferia metropolitana e o centro da cidade do Rio de Janeiro (o núcleo metropolitano), pela integração do sistema de transportes que conecta os municípios da Baixada Fluminense e do Leste Metropolitano ao núcleo metropolitano, e pela distância relativamente curta entre todas as localidades, bairros, distritos etc. desses 18 municípios periféricos e o centro da capital, o que condiciona movimentos pendulares a trabalho, busca por bens e serviços, e outras atividades cotidianas que obrigam as pessoas que moram nos municípios periféricos a se deslocarem das suas casas até o núcleo metropolitano, fazendo desse aglomerado metropolitano uma região do dia-a-dia. De acordo com o Censo de 2010, a cidade do Rio de Janeiro é o destino de 65,4% das pessoas que fazem deslocamentos pendulares dentro da área metropolitana (entre os anos de 2009 e 2013, a RMRJ era oficialmente composta pelos 19 municípios já citados, logo os dados do levantamento dizem respeito ao Grande Rio com essa composição, abrangendo apenas o município do Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense e o Leste Metropolitano).

Largo da Carioca, um dos principais logradouros do centro do Rio.
Vista aérea do principal acesso à Central do Brasil, região do centro do Rio de Janeiro por onde chegam trabalhadores da maioria das localidades da área metropolitana.
Área correspondente ao município do Rio de Janeiro, à Baixada Fluminense e ao Leste Metropolitano.

Algo que torna a integração entre esses 19 municípios ainda mais clara é a existência de núcleos menores, fora do município do Rio de Janeiro, que exercem influência considerável nas suas respectivas regiões. Apesar de o centro da cidade do Rio de Janeiro ser o núcleo metropolitano, sendo o destino da maioria das pessoas que fazem deslocamentos pendulares dentro da área metropolitana e atraindo trabalhadores vindos tanto da Baixada Fluminense quanto do Leste Metropolitano, as cidades de Niterói (a segunda cidade da RM que mais absorve mão-de-obra não residente, atrás apenas do Rio de Janeiro) e São Gonçalo são consideradas subnúcleos ou núcleos regionais que atraem trabalhadores dos municípios do Leste Metropolitano, e são os destinos de, respectivamente, 11,8% e 3,5% das pessoas que fazem deslocamentos pendulares na área metropolitana, enquanto as cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu são consideradas subnúcleos ou núcleos regionais que atraem trabalhadores dos municípios da Baixada Fluminense, e são os destinos de 6,0% e 4,6% dos trabalhadores que fazem movimentos pendulares dentro da RMRJ. De acordo com os dados do Censo de 2010, das pessoas que moram nos 19 municípios dessa área metropolitana (o município do Rio de Janeiro, os 13 municípios da Baixada Fluminense e os 5 municípios do Leste Metropolitano) e trabalham em municípios diferentes daqueles em que residem, retornando para casa diariamente, mais de 96% têm, como destinos de trabalho, municípios dessa mesma área; ou seja, de todos os moradores dessa região que trabalham fora do município de residência, 96% não precisam sair da área metropolitana para chegar ao trabalho.[36][37]

Esse espaço metropolitano de alta densidade demográfica (e de caráter econômico, pois essa densidade populacional é resultante da expansão urbana pelos vetores de crescimento dessa área a partir do centro da cidade do Rio de Janeiro, o que se deveu, em grande parte, ao poder da metrópole do Rio de Janeiro de atrair trabalhadores, que passaram a morar em locais suficientemente próximos ao centro do Rio para que fossem possíveis os deslocamentos diários casa-trabalho, e à forte dependência econômica que a população de toda a região teve (e tem) do centro da capital e de outras centralidades desse aglomerado metropolitano) formado por 19 municípios (excetuados os municípios de Mangaratiba e Saquarema, por estarem localizados a uma distância grande demais do centro do Rio (os trajetos mais curtos entre o centro de cada uma dessas duas cidades e o centro da capital percorrem distâncias de, aproximadamente, 100 km) para que haja um fluxo significativo de trabalhadores dessas duas cidades para o núcleo da metrópole) fortemente integrados entre si - integração esta que se apresenta claramente pelos deslocamentos pendulares realizados dentro da área metropolitana em direção aos pólos econômicos dessa região, especialmente em direção ao núcleo - corresponde, portanto, à área pela qual a metrópole carioca se expandiu.

Eixos de expansão urbana da área metropolitana a partir do núcleo[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite do Estado do Rio que mostra a mancha urbana expandida pelo município do Rio de Janeiro e pelas regiões da Baixada Fluminense e do Leste Metropolitano através dos 4 principais eixos de crescimento urbano da RMRJ.

Quanto à expansão urbana e às consequentes conurbações que ocorreram dentro da área que atualmente compreende os 19 municípios mencionados acima, 4 eixos principais se destacaram nesse processo ao longo dos anos: o que parte do núcleo em direção a Itaguaí, definido pela BR-101 Sul; o que parte do núcleo em direção a Paracambi, definido pela BR-116; o que parte do núcleo em direção a Duque de Caxias, definido pela BR-040; o que parte do núcleo em direção a Tanguá, definido pela BR-101 Norte. Embora seja difícil descrever com precisão toda a malha urbana situada dentro dos limites da área metropolitana, dada a complexidade da sua estrutura, o que segue é uma descrição detalhada de cada um dos quatro eixos de expansão urbana dessa área, bem como da relação entre a difusão espacial do tecido urbano e esses eixos.[38]

Eixo da BR-101 Sul[editar | editar código-fonte]

Terminal Rodoviário Américo Fontenelle, na Central do Brasil.
Avenida Brasil na altura de Irajá, na Zona Norte da cidade do Rio.
Fotografias parciais da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, registradas a partir da Estação Espacial Internacional, de dia e à noite.
Ilha da Madeira vista da Enseada de Coroa Grande, em Itaguaí, o último município da Região Metropolitana ao oeste.

O primeiro é o eixo da Av. Brasil e do ramal ferroviário de Santa Cruz, que começam, respectivamente, no Caju e na Central do Brasil. O eixo passa por Magalhães Bastos, Realengo, Padre Miguel, Bangu, Senador Camará, Santíssimo, Campo Grande, Inhoaíba, Paciência e Santa Cruz, e segue, passando pelo Distrito Industrial de Santa Cruz, Ibirapitanga, Califórnia, centro de Itaguaí, Engenho e Brisa Mar, até a região localizada às margens da Baía de Sepetiba que inclui a Ilha da Madeira, Vila Geny, Coroa Grande e Itimirim, no oeste do município de Itaguaí.

A parte desse eixo que inclui Manguinhos, Bonsucesso, Ramos, Olaria, Penha, Brás de Pina, Benfica, Jacaré, Del Castilho, Inhaúma, Engenho da Rainha, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Pilares, Cavalcanti, Engenheiro Leal, Abolição, Cascadura, Madureira, Rocha Miranda, Honório Gurgel, São Cristóvão, Maracanã, Rocha, Riachuelo, Sampaio, Andaraí, Vila Isabel, Grajaú, Engenho Novo, Méier, Engenho de Dentro, Piedade, Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro, Marechal Hermes e outros bairros da Zona Norte do Rio corresponde ao trecho que liga o centro da cidade (o núcleo metropolitano) às regiões onde se iniciam o eixo da BR-040 e o da BR-116.

O Galeão, na Ilha do Governador, é acessado a partir da Av. Brasil, na altura de Ramos, e da Linha Vermelha, na altura da Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, e é o bairro onde começa uma malha urbana que segue, passando pelos bairros da Portuguesa, Jardim Guanabara, Cacuia, Pitangueiras e Zumbi, até a Ribeira, e se alastra pelo norte da ilha.

A área urbana de Santa Cruz se expande, a partir do centro do bairro, para Sepetiba. Partindo de Campo Grande e de Santa Cruz, a mancha urbana continua em direção a Guaratiba (abrangendo os bairros Pedra de Guaratiba e Barra de Guaratiba), ao Recreio dos Bandeirantes e à Barra da Tijuca, de onde se liga, pela Av. das Américas e pela Autoestrada Lagoa-Barra, a São Conrado, Gávea, Jardim Botânico, Lagoa, Leblon, Ipanema, Copacabana, Leme e outros bairros da Zona Sul da capital; da Barra da Tijuca, também há um acesso, pelo Alto da Boa Vista, à Tijuca, ao Estácio e à região central do Rio.

Também de Campo Grande, a área urbanizada segue, pela Estrada Rio-São Paulo, rumo à Rodovia Presidente Dutra, na altura do Belvedere (entrando, portanto, em outro eixo de expansão urbana), passando pelo Km 32, em Nova Iguaçu, Campo Lindo, Parque Jacimar (onde há um acesso, pelo Boa Fé e Piranema, cruzando a Rodovia Rio-Santos (BR-101) e atravessando o bairro Califórnia, ao centro de Itaguaí), UFRRJ, centro de Seropédica e Santa Sofia.

De Cascadura e Madureira, a mancha urbana segue para Jacarepaguá e Barra da Tijuca, conectando-se àquela malha urbana. A partir da região do Engenho de Dentro, Encantado e Água Santa, por uma área menos populosa, os bairros de Jacarepaguá e Barra da Tijuca também podem ser acessados pela Linha Amarela.[39][40][41]

Eixo da BR-116[editar | editar código-fonte]

Vista de Nova Iguaçu, com o Maciço do Gericinó ao fundo.

O segundo é o eixo da BR-116 (Rodovia Presidente Dutra) e do ramal ferroviário de Paracambi. A partir de Deodoro, a ferrovia, depois de passar por Ricardo de Albuquerque e Anchieta, corta os municípios de Nilópolis, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados e Japeri, e, depois do desvio para Mário Belo e Engenheiro Gurgel, e da penúltima estação, em Lages, chega ao centro de Paracambi, com a área urbana continuando até o Jardim Nova Era. Ao passo que as regiões cortadas pelo trecho que vai dos bairros Tricampeão e N. S. da Conceição, em Queimados, até o Delamare, em Japeri, pelo trecho que vai da Granja Iguaçu e São Jorge até a Fazenda Americana, ainda no município de Japeri, e pelo trecho que começa no Beira-Rio e Lagoa do Sapo, em Japeri, e vai até o Mutirão e o Paraíso, em Paracambi, são regiões pouco habitadas, a região cortada pelo trecho entre Ricardo de Albuquerque e o centro de Nova Iguaçu, que abrange também Anchieta, Parque Anchieta, Mariópolis (no município do Rio de Janeiro), Olinda, Cabral, Bairro da Mina, o centro de Nilópolis, Tropical, Frigorífico, Santos Dumont (em Nilópolis), Edson Passos, Chatuba, Cosmorama, o centro de Mesquita, Vila Emil, Cruzeiro do Sul, Presidente Juscelino, Coréia (em Mesquita) e K11 (em Nova Iguaçu), tem uma densidade demográfica muito alta. Essa intensa mancha urbana ainda se estende, com a mesma densidade, para o leste, abrangendo os bairros Paiol de Pólvora (em Nilópolis), São Mateus, Engenheiro Belford, o centro de São João de Meriti, Venda Velha e Parque Araruama (em São João de Meriti), continuando, pelo Bar dos Cavaleiros, até o centro de Duque de Caxias (já na zona de influência do eixo da BR-040).

A BR-116 (Via Dutra), começando em Irajá e passando pelo Jardim América, Parque Colúmbia e Pavuna, corta o município de São João de Meriti, segue pelo limite entre os municípios de Belford Roxo e Mesquita (às margens do Guaraciaba, no centro de Belford Roxo, e do Bairro Industrial, no município de Mesquita), passa pelos municípios de Nova Iguaçu, Queimados e Seropédica, e continua, pelo limite entre o distrito de Ibituporanga, no norte do município de Itaguaí, e o sul do município de Paracambi, até Ponte Coberta. Do Jardim do Trevo, em Queimados, até o Cabral, em Seropédica, a Via Dutra tem acessos ao centro de Queimados, a Engenheiro Pedreira, ao centro de Japeri e ao centro de Paracambi, sendo os dois primeiros completamente urbanizados (exceto pelo início do acesso a Engenheiro Pedreira, localizado no bairro Jardim Alvorada, no município de Queimados (no entanto, o trecho entre o bairro Jardim Marajoara (já no município de Japeri) e as localidades do Mucajá, Citrópolis e Caramujos (na região central de Engenheiro Pedreira) é quase todo urbanizado, e essa mancha urbana continua, pelo bairro dos Eucaliptos, até Santa Inês, localidade de onde se acessa, pela Pedra Lisa, São Pedro e Chacrinha, o centro de Japeri, e, mais adiante, pelo Beira-Rio, Mutirão, Paraíso e Lages, o centro de Paracambi), e os dois últimos, sem áreas urbanas na maior parte do trajeto (há áreas urbanas somente a partir de Nova Belém, no acesso ao centro de Japeri, e a partir do Guarajuba, no acesso ao centro de Paracambi).

Região central de Engenheiro Pedreira, no município de Japeri.
Centro de Paracambi, próximo à Praça Cara Nova e à última estação ferroviária do ramal Japeri-Paracambi da SuperVia.

A BR-116 e o ramal ferroviário de Japeri/Paracambi se cruzam em Comendador Soares, seguindo, pelo Cacuia, Rodilândia e Rosa dos Ventos, para Riachão e Austin, no município de Nova Iguaçu; de Riachão, a mancha urbana se expande, por Palhada e Valverde, até Cabuçu, de onde segue para o Km 32, e, pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116), até a região de Valdariosa, Piabas e Santa Rosa, no município de Queimados, estendendo-se até o Parque Industrial, no mesmo município (um pouco mais adiante, no Jardim Maracanã, já no município de Seropédica, há uma pequena área urbanizada que segue às margens da Via Dutra, terminando entre Boa Esperança e Santa Alice). O bairro Cabuçu também pode ser acessado, pela região da Vila São João, Jardim São Vicente de Paula e Parque Santiago, no município de Queimados, a partir da Rodovia Presidente Dutra, na altura do bairro Jardim do Trevo.

A Via Light pertence a esse eixo, saindo do limite entre Anchieta e Pavuna, seguindo pelo limite entre os municípios de Nilópolis e São João de Meriti (e, assim, passando às margens de bairros como Paiol de Pólvora, Cabuís e Nova Cidade, em Nilópolis, e São Mateus, Tomazinho e Éden, em São João de Meriti), cortando o município de Mequita, passando por bairros como Cosmorama, Vila Emil e Banco de Areia, e chegando ao centro de Nova Iguaçu, no limite com os bairros Santa Eugênia (na entrada do Guadalajara) e Chacrinha; há ainda, ao longo da Via Light, vários acessos à Via Dutra, como por Rocha Sobrinho, no município de Mesquita, e pelo bairro Califórnia, no município de Nova Iguaçu.

O ramal ferroviário de Belford Roxo também está nesse eixo e, de Barros Filho e Guadalupe até o centro de Belford Roxo, passando por Costa Barros, Pavuna, centro de São João de Meriti, Vila Rosali, Agostinho Porto e Coelho da Rocha, segue por ele junto com a BR-116 e o ramal de Japeri/Paracambi. A BR-116 e o ramal de Belford Roxo se cruzam entre os bairros de Agostinho Porto e Coelho da Rocha, no município de São João de Meriti.

A linha 2 do metrô, no seu trecho final, também faz parte desse eixo, em que, a partir de Coelho Neto e Acari, segue até a Pavuna, onde se encontra com o ramal ferroviário de Belford Roxo. Em Belford Roxo, partindo do Centro, a área urbanizada segue, pela Piam, Vilar Novo, Barro Vermelho, Bom Pastor, Parque São Vicente, Vila Pauline, Parque São José e Wona, até o Lote XV, que já fica na área de influência do eixo da BR-040; do Lote XV, a malha urbana entra no município de Duque de Caxias e segue, pelo Pantanal e Gramacho, até o Centro, e, pela Cidade dos Meninos e o Pilar, até a Figueira e o Jardim Primavera, às margens da BR-040.

Em Nova Iguaçu, partindo do Centro, a malha urbana segue, pelo Bairro da Luz, Palhada, Valverde, Cabuçu, Ipiranga e Jardim Paraíso, até o Jardim Guandu e o Km 32, estendendo-se para os bairros Lagoinha e Prados Verdes ao longo da Estrada Rio-São Paulo, e, pela Viga, Itaipu (bairro pertencente à região de Nova Aurora, no município de Belford Roxo), Boa Esperança, Miguel Couto, Grama e Figueira, até Vila de Cava e o Tinguá; as localidades de Miguel Couto, Vila de Cava e Tinguá também podem ser acessadas, pela Posse, a partir do Moquetá, e, por Itaipu, a partir do centro de Belford Roxo.[42][43][44]

Eixo da BR-040[editar | editar código-fonte]

Praça do Pacificador, ao lado da Avenida Presidente Kennedy e da estação ferroviária do ramal de Gramacho/Saracuruna, no centro de Duque de Caxias.
Palácio Anchieta, sede da Prefeitura, no centro do município de Magé.

O terceiro é o eixo da BR-040, que começa em Cordovil, e do ramal ferroviário de Saracuruna a partir de Parada de Lucas e Vigário Geral. Esse eixo atravessa Duque de Caxias, passando pelo Centro, Jardim 25 de Agosto, Parque Duque, Gramacho, Sarapuí e Jardim Gramacho, em direção ao norte (seguindo para Santa Cruz da Serra e Xerém) e ao nordeste do município.

A região de altíssima densidade demográfica que começa nos bairros Corte 8 e Centenário, em Duque de Caxias, se estende pelo Jardim Sumaré, Jardim Íris, Jardim Botânico, Vilar dos Teles e Coelho da Rocha, em São João de Meriti, continua pelo centro de Belford Roxo e pelos bairros Santo Antônio da Prata e Areia Branca (ambos em Belford Roxo), e termina na Prata, em Nova Iguaçu, tem sua maior parte influenciada tanto pelo eixo da BR-040 como pelo da BR-116.

A BR-040 e o ramal de Saracuruna se cruzam entre o Pilar e Campos Elíseos. Depois do trevo da Rodovia Rio-Magé, a BR-040 continua em direção a Santo Antônio da Serra, onde há um acesso ao bairro de Xerém, no extremo norte do município de Duque de Caxias. Na altura da Figueira, a malha urbana segue rumo ao Parque Capivari e ao Lamarão, bairros que também são acessados a partir da Mantiquira, no distrito de Xerém.

Depois de se expandir, a partir da Rodovia Washington Luís (BR-040), para o Jardim Primavera, Saracuruna, Nova Campina, Imbariê, Santa Lúcia e Parada Angélica, a malha urbana entra no município de Magé e continua, por Piabetá, Limeira e Fragoso, até Raiz da Serra, no norte do distrito de Vila Inhomirim, e, por Bongaba, Santa Dalila e Suruí, até o centro de Magé e o Vale das Pedrinhas (distrito do município de Guapimirim); a partir do centro de Magé, a área urbanizada segue, pela Figueira, Jardim Nova Marília, Jororó, Citrolândia (bairro no limite entre Magé e Guapimirim), Parada Ideal e Jardim Guapimirim, para Parada Modelo, Bananal, centro de Guapimirim e Caneca Fina.

Locomotiva operada pela SuperVia partindo do centro de Guapimirim rumo à Estação de Saracuruna, em Caxias.

A malha urbana se alastra para o distrito de Guia de Pacobaíba (Praia de Mauá) a partir de Suruí e, também, do Jardim da Prata, bairro na entrada principal de Mauá. Do Jardim Nova Marília, a área urbana se estende pelo distrito de Santo Aleixo, terminando em Andorinhas. Da Barbuda, na entrada do centro de Magé, há um acesso, pela BR-493, que corta a região de Várzea Alegre, Vila Olímpia e Vale das Pedrinhas, em Guapimirim, aos distritos de Itambi e Manilha, no município de Itaboraí, ligando a Baixada Fluminense ao Leste Metropolitano.[45][46][47]

Eixo da BR-101 Norte[editar | editar código-fonte]

Centro de Niterói, o primeiro município do Eixo Leste Metropolitano do Rio de Janeiro.
Barreto, Zona Norte de Niterói.
Mapa do transporte público do Rio de Janeiro.
Distrito de Ponta Negra, em Maricá, o último município da Região Metropolitana ao leste.

Além das linhas e ramais ferroviários de Saracuruna, Belford Roxo, Japeri, Santa Cruz, Deodoro, Paracambi (partindo de Japeri), Vila Inhomirim (partindo de Saracuruna) e Guapimirim (também partindo de Saracuruna), o ramal de Visconde de Itaboraí, em que era operada a linha Niterói-Visconde de Itaboraí, cuja desativação é relativamente recente, também teve seu papel no crescimento urbano da área metropolitana, mais especificamente, na porção leste dessa área. Contudo, ao contrário do que aconteceu no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense, onde rodovias e ferrovias foram quase igualmente importantes para o crescimento urbano, no Leste Metropolitano, a influência das rodovias sobre a expansão da malha urbana foi predominante.

O quarto eixo de expansão urbana exerce influência nessa porção da área metropolitana. Esse é o eixo das rodovias Niterói-Manilha (BR-101) e Amaral Peixoto (RJ-104), que, sendo acessadas pela Ponte Rio-Niterói, que atravessa a Baía de Guanabara a partir do bairro do Caju, na capital fluminense, Av. do Contorno (de onde se acessa a Ilha da Conceição) e Alameda São Boaventura, começam, respectivamente, no Barreto e no Fonseca, em Niterói, atravessam o município de São Gonçalo, passando por Neves, Gradim, Porto da Pedra, Boaçu, Portão do Rosa, Itaúna (por onde se acessam os bairros do Salgueiro, Fazenda dos Mineiros e Itaoca), Jardim Catarina, Santa Luzia, Guaxindiba, Tribobó, Colubandê, Coelho, Alcântara, Laranjal, Vista Alegre, Marambaia e Apolo III (e exercendo grande influência sobre a vasta área compreendida entre essas duas rodovias, que abrange o centro de São Gonçalo e os bairros Vila Lage, Porto Velho, Paraíso, Parada 40, Zé Garoto, Brasilândia, Califórnia, Mutuá, Mutuapira, Mutuaguaçu, Estrela do Norte, São Miguel, Antonina, Cruzeiro do Sul, Pião, Trindade, Luiz Caçador, Engenhoca (bairro do município de Niterói), Tenente Jardim (entre os municípios de Niterói e São Gonçalo), Venda da Cruz, Covanca, Zumbi, Engenho Pequeno, Barro Vermelho, Rocha, Galo Branco e muitos outros), e se encontram em Manilha, no município de Itaboraí, de onde o eixo da BR-101 Norte continua, passando por Três Pontes, São Joaquim, centro de Itaboraí, Venda das Pedras, Reta Velha (e Reta Nova, onde há um acesso ao distrito de Sambaetiba), Duques (bairro entre os municípios de Tanguá e Itaboraí) e Pinhão, até o centro de Tanguá, cuja malha urbana se alastra para o Bandeirantes, Vila Cortes, Ampliação e outros bairros, terminando em Lagoa Verde, no leste do município de Tanguá.

De Manilha, a mancha urbana se expande, pela Aldeia da Prata e o Gebara (bairro entre Itaboraí e São Gonçalo), para Guaxindiba, e, pelo Parque Aurora, para Itambi, João Caetano, Cidade Grande Rio, Bairro Amaral, Visconde de Itaboraí, Porto das Caixas, Jardim Ferma, Vila Rica, Areal, Nancilândia e Venda das Pedras. A partir da Av. 22 de Maio, na altura de Venda das Pedras, a área urbana continua em direção a Quissamã, onde há um acesso, pelo Calundu e Perobas, ao Pacheco (local de onde se acessa, por Granjas Mirassol e a região de Lagarto, Silvado, Pilar e Ubatiba, o centro de Maricá), e outro, por Chácaras Iguá, Picos, Campo Grande (entrando no município de Tanguá), Mutuapira e Muriqui (no limite entre os municípios de Itaboraí e Tanguá), à Posse dos Coutinhos, na área rural de Tanguá (desse ponto, se acessa, pela região de Ipitangas, o centro de Tanguá); os dois acessos cruzam a BR-101.

Do centro de Itaboraí, a área urbana segue até o Retiro e o Sossego, bairro que dá acesso a N. S. da Conceição e Porto das Caixas. A área urbana de Manilha se expande para o Novo Horizonte, Vila Brasil e Granjas Cabuçu, de onde se acessam as localidades do Sapê e Pitangas, ainda em Itaboraí, e o bairro Largo da Idéia, já em São Gonçalo.

De Vista Alegre, a partir da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-104), em São Gonçalo, a malha urbana continua, pelo Jardim Bom Retiro, até Guaxindiba, e, por Monjolos (abrangendo o Pantanal e o Mundel) e Largo da Idéia, até Cabuçu, São José e Curuzu (esses três bairros pertencem ao distrito de Cabuçu, já em Itaboraí; do bairro Cabuçu, pode-se, pela Vila Verde, Badureco e Caluge, acessar o Centro). Com uma população muito maior e também partindo da RJ-104, na altura do Laranjal, essa malha urbana se expande para o norte, por todo o bairro do Jardim Catarina, até a região cortada pela Rodovia Niterói-Manilha (BR-101); esse trecho da região entre as duas rodovias é uma das áreas de maior densidade demográfica do município de São Gonçalo.

Do Tribobó, a área urbana segue, pelo Arsenal, até o Rio do Ouro, entre os municípios de Niterói e São Gonçalo, de onde se expande, pela Paciência, Muriqui e Maria Paula, até o Badu, o Cantagalo, o Maceió e o Largo da Batalha, na Região de Pendotiba (conectando-se, pelos bairros da Cachoeira e Viradouro, a São Francisco, Santa Rosa, Vital Brazil, Icaraí, Ingá e outros bairros da Zona Sul de Niterói, além do centro da cidade, pela Ititioca, ao Viçoso Jardim, Cubango e Fonseca, e, pelo bairro do Sapê, à Figueira, Caramujo, Baldeador e Santa Bárbara, localidades cortadas pela RJ-104 (Rodovia Amaral Peixoto), pelo Engenho do Mato, até Itaipu, Itacoatiara, Camboinhas, Maravista, Santo Antônio, Piratininga, Jacaré e Cafubá, na Região Oceânica de Niterói (no Cafubá, há acessos ao Cantagalo, Maceió e Largo da Batalha, em Pendotiba, e a Jurujuba, Charitas e São Francisco, na Zona Sul da cidade), e, por Calaboca, até Inoã, já em Maricá, de onde segue, por São José de Imbassaí e Itapeba, até o Centro. De Inoã, a malha urbana se expande até o Recanto (local que também pode ser acessado a partir de Itaipu, em Niterói), Praia de Itaipuaçu e Barroco, no distrito de Itaipuaçu, e, pelo litoral, continua até Cordeirinho e Ponta Negra (onde há um acesso a Jaconé, o último bairro de Maricá), no leste do município, de onde segue, em direção ao norte, para o Bananal, Vale da Figueira, Espraiado e Manoel Ribeiro, numa região menos populosa; a região do Vale da Figueira, Espraiado e Manoel Ribeiro é ligada ao centro de Maricá pela RJ-106, que segue até a RJ-104, na altura do Tribobó, em São Gonçalo.

De Alcântara, em São Gonçalo, a mancha urbana segue, pelo Pacheco e o Sacramento, até a região do Cordeiro, em Santa Izabel, onde há um acesso, por uma extensa área rural, para Ipiíba e Engenho do Roçado, bairros cuja malha urbana é integrada àquela que, pela RJ-106, se estende do Tribobó até o município de Maricá, expandindo-se, ainda, do Rio do Ouro e de Várzea das Moças, para Pendotiba e a Região Oceânica de Niterói.

A área compreendida entre o trecho inicial da RJ-106 (do Tribobó até o Arsenal) e a Estrada Raul Veiga (trecho inicial da estrada que liga Alcântara a Santa Izabel pelos bairros Amendoeira, Pacheco e Sacramento e que dá acesso a localidades mais afastadas da área urbana, como Meia-Noite e Itaitindiba) é uma área bastante povoada que liga, através de bairros como Jardim Nova República, Jóquei Clube, Coelho, Vila Candoza, Jardim Amendoeira, Legião, Pacheco, Lagoinha, Amendoeira, Miriambi, Raul Veiga e Vila Três, as regiões cortadas por essas duas vias principais.[48][49][50]

Vista panorâmica do início da malha urbana do Leste Metropolitano a partir do Parque da Cidade de Niterói.

Baixada Fluminense e Leste Metropolitano[editar | editar código-fonte]

São Gonçalo, a maior cidade do Leste Metropolitano.
Duque de Caxias, a maior cidade da Baixada Fluminense.

Com o crescimento urbano da cidade do Rio de Janeiro na primeira metade do século XX, a população de baixa renda passou a ocupar regiões mais afastadas do Centro e da Zona Sul do Rio. Assim, a área situada ao norte do então Distrito Federal, composta pelos antigos municípios de Itaguaí, Nova Iguaçu e Magé, e a área localizada ao leste da Baía de Guanabara se tornaram soluções de moradia para as classes mais baixas. Esse processo de expansão urbana continuou, nas duas regiões, durante a segunda metade do século XX, tendo se intensificado entre as décadas de 1970 e 1990, especialmente na região ao leste da Baía de Guanabara, composta pelos municípios de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí, depois da construção da Ponte Rio-Niterói, em 1974. Na década de 1990, a Baixada Fluminense e o Leste Metropolitano já eram regiões de alta densidade demográfica.

Apesar de tanto a Baixada Fluminense como o Leste Metropolitano terem crescido como expansões da metrópole carioca, essas regiões se distinguem uma da outra pela forma como cada uma cresceu.

Distrito de Neves, em São Gonçalo, visto a partir da Baía de Guanabara.
Praça da Mantiquira, no Distrito de Xerém, em Duque de Caxias.

Enquanto a Baixada Fluminense cresceu de maneira periférica ao município do Rio de Janeiro, sendo a expansão da sua malha urbana uma continuação da expansão da malha urbana da Zona Norte (e, com menor intensidade, da Zona Oeste) do Rio de Janeiro a partir do centro da capital, o que causou várias conurbações nos municípios da Baixada, o Leste Metropolitano cresceu, de certa forma, isolado, no outro lado da Baía de Guanabara. Embora o núcleo metropolitano, de onde parte o eixo de expansão urbana dessa região, seja o centro da cidade do Rio, a malha urbana do Leste Metropolitano se alastrou a partir do centro de Niterói para os demais municípios.

Desse modo, é comum a concepção da Baixada Fluminense como a região que abrange os 13 municípios remanescentes dos desmembramentos dos antigos municípios de Itaguaí, Nova Iguaçu e Magé (que ficavam no entorno do antigo Distrito Federal, cujo território correspondia ao do atual município do Rio de Janeiro), que ocorreram durante o século XX, entre os anos de 1943, quando Duque de Caxias foi emancipado de Nova Iguaçu, e 1999, ano em que Mesquita se emancipou de Nova Iguaçu, e estão localizados na vasta área de planície situada entre o município do Rio de Janeiro e a Serra do Mar (ou seja, Itaguaí, Seropédica, Paracambi, Japeri, Queimados, Nova Iguaçu, Mesquita, Belford Roxo, Nilópolis, São João de Meriti, Duque de Caxias, Magé e Guapimirim); da mesma forma, é frequente a concepção do Leste Metropolitano como a região que inclui os 5 municípios localizados ao leste da Baía de Guanabara e que integram a Região Metropolitana do Rio de Janeiro desde a sua instituição, em 1974 (são eles, portanto, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá (em 1974, Tanguá era um distrito do município de Itaboraí, e permaneceu como tal até 1995, quando foi emancipado).[51][52][53]

Emancipações[editar | editar código-fonte]

Evolução territorial de Nova Iguaçu.
Centro do bairro Miguel Couto, em Nova Iguaçu.
Centro de Engenheiro Pedreira, no município de Japeri.
Municípios emancipados de Nova Iguaçu
Bandeira Município Área (km²) População (est. 2016)[54] Data da emancipação
Bandeira caxiense.png Duque de Caxias 467,62[55] 886.917[56] 31 de dezembro de 1943[57]
Bandeira-saojoaodemeriti.JPG São João de Meriti (emancipado de Duque de Caxias) 35,216[58] 460.541[59] 21 de agosto de 1947[60]
Bandeira Nilopolis.png Nilópolis 19,393 [61] 158.319[62] 21 de agosto de 1947[63]
Bandeira de Belford Roxo.svg Belford Roxo 77,815[64] 494.141 [65] 3 de abril de 1990[66]
Bandeira de Queimados.svg Queimados 75,695[67] 144.525 [68] 21 de dezembro de 1990[69]
Bandeira de Japeri.svg Japeri 81,869[70] 100.562 [71] 2 de dezembro de 1991[72]
Bandeira de Mesquita (Rio de Janeiro).svg Mesquita 41,477[73] 171.020 [74] 25 de setembro de 1999[75]
Os 13 municípios da Baixada Fluminense com os anos em que foram emancipados.

Na Baixada Fluminense, ao passo que Nova Iguaçu deu origem a sete novos municípios por meio de emancipações ao longo do século XX, poucos distritos foram desmembrados de Itaguaí e Magé nesse mesmo período. Em 1960, os antigos distritos de Paracambi e Tairetá foram desmembrados de, respectivamente, Itaguaí e Vassouras, e a junção dos dois deu origem ao atual município de Paracambi. Em 1990, o então distrito de Guapimirim foi emancipado de Magé, e, em 1995, Itaguaí perdeu mais um distrito com o desmembramento de Seropédica. Portanto, durante todo o século XX, Itaguaí e Magé, juntos, deram origem a apenas três novos municípios. Já no Leste Metropolitano, a única emancipação ocorrida no século passado foi o desmembramento de Tanguá, em 1995, do município de Itaboraí; nenhum novo município foi originado a partir de perda territorial de Niterói, São Gonçalo ou Maricá durante esse período.[76]

IDH-M dos municípios da periferia metropolitana[editar | editar código-fonte]

Nilópolis, município com o maior IDH-M da Baixada Fluminense.
Niterói, município com o maior IDH-M do Leste Metropolitano.

No que concerne ao IDH Municipal das cidades da Baixada Fluminense e do Leste Metropolitano, há uma grande variação entre os municípios nas duas regiões. Tanto a Baixada Fluminense como o Leste Metropolitano têm municípios ocupando as primeiras colocações no ranking do Estado do RJ (como Nilópolis e Niterói) e municípios ocupando as últimas posições (como Japeri e Tanguá).

Os dados mostrados nas tabelas abaixo são referentes ao ano de 2010.

  • Aumento = aumento;
  • Estável = estável;
  • Baixa = perda

Municípios da Baixada Fluminense[editar | editar código-fonte]

Região central de Nova Iguaçu.
Acesso ao centro de Belford Roxo.
Vilar dos Teles, no município de São João de Meriti.
Piam, no município de Belford Roxo.
Praça da Bandeira, no bairro Vilar dos Teles.
Centro do município de Mesquita.
Igreja Nossa Senhora da Piedade, no centro de Magé.
Praça Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade de Queimados.
Bairro Campo Lindo, em Seropédica.
Vista da Baía de Sepetiba. Ao fundo, os bairros Coroa Grande, Vila Geny e Somel, no litoral do município de Itaguaí.
Entrada do Vale das Pedrinhas, em Guapimirim.
Posição no ranking dos 92 municípios do Estado Município IDH
2010[77] Mudança em relação a 2000[78] 2010[77] Mudança em relação a 2000[78]
9 Baixa (3) Nilópolis Nilópolis 0,753 Aumento 0,097
16 Aumento (1) Mesquita Mesquita 0,737 Aumento 0,103
33 Aumento (4) Paracambi Paracambi 0,720 Aumento 0,105
34 Baixa (2) São João de Meriti São João de Meriti 0,719 Aumento 0,099
39 Aumento (2) Itaguaí Itaguaí 0,715 Aumento 0,126
41 Aumento (19) Seropédica Seropédica 0,713 Aumento 0,127
43 Aumento (12) Nova Iguaçu Nova Iguaçu 0,713 Aumento 0,116
49 Aumento (1) Duque de Caxias Duque de Caxias 0,711 Aumento 0,110
51 Aumento (16) Magé Magé 0,709 Aumento 0,136
59 Aumento (11) Guapimirim Guapimirim 0,698 Aumento 0,126
71 Estável Belford Roxo Belford Roxo 0,684 Aumento 0,114
74 Aumento (7) Queimados Queimados 0,680 Aumento 0,130
84 Aumento (3) Japeri Japeri 0,659 Aumento 0,130

Municípios do Leste Metropolitano[editar | editar código-fonte]

Município de Tanguá, no leste da área metropolitana.
Centro da cidade de Tanguá.
Posição no ranking dos 92 municípios do Estado Município IDH
2010[77] Mudança em relação a 2000[78] 2010[77] Mudança em relação a 2000[78]
1 Estável Niterói Niterói 0,837 Aumento 0,066
6 Aumento (10) Maricá Maricá 0,765 Aumento 0,128
14 Estável São Gonçalo São Gonçalo 0,739 Aumento 0,098
62 Aumento (18) Itaboraí Itaboraí 0,693 Aumento 0,140
86 Aumento (4) Tanguá Tanguá 0,654 Aumento 0,134

IDH-M dos municípios da periferia metropolitana de acordo com dados referentes ao ano 2000[editar | editar código-fonte]

Municípios da Baixada Fluminense[editar | editar código-fonte]

Posição Município IDH-M IDH-R IDH-L IDH-E
19 Nilópolis 0,788 0,724 0,708 0,933
35 São João de Meriti 0,774 0,683 0,744 0,895
39 Paracambi 0,771 0,707 0,708 0,897
42 Itaguaí 0,768 0,692 0,724 0,889
45 Nova Iguaçu 0,762 0,686 0,717 0,884
47 Seropédica 0,759 0,684 0,712 0,882
52 Duque de Caxias 0,753 0,678 0,708 0,873
57 Magé 0,746 0,665 0,711 0,863
59 Belford Roxo 0,742 0,642 0,711 0,873
63 Guapimirim 0,739 0,684 0,69 0,843
73 Queimados 0,732 0,642 0,69 0,865
78 Japeri 0,724 0,616 0,694 0,863

Nota: Como o município de Mesquita foi emancipado no fim do ano de 1999, ele não entrou no levantamento.

Municípios do Leste Metropolitano[editar | editar código-fonte]

Posição Município IDH-M IDH-R IDH-L IDH-E
1 Niterói 0,886 0,891 0,808 0,96
21 Maricá 0,786 0,736 0,742 0,881
22 São Gonçalo 0,782 0,707 0,742 0,896
66 Itaboraí 0,737 0,659 0,708 0,844
82 Tanguá 0,722 0,64 0,69 0,837

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Ponte Presidente Costa e Silva[editar | editar código-fonte]

A Ponte Presidente Costa e Silva, mais conhecida como Ponte Rio-Niterói, é uma ponte que atravessa a Baía de Guanabara, ligando a Ponta do Caju, no município do Rio de Janeiro, à Ilha da Conceição, no município de Niterói. Ela é um trecho da BR-101, e dá acesso a importantes vias das duas cidades, como a Avenida Rodrigues Alves, a Avenida Francisco Bicalho, a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, no Rio de Janeiro, e a Avenida Feliciano Sodré, a Avenida Jansen de Melo, a Alameda São Boaventura e a Avenida do Contorno, em Niterói.

A Ponte Rio-Niterói foi inaugurada em março de 1974, um ano antes da fusão entre os estados do Rio de Janeiro e da Guanabara. Antes da construção da ponte, era preciso, para ir de uma cidade à outra, contornar a Baía de Guanabara, atravessando os municípios de São Gonçalo, Itaboraí, Magé (que ainda incluía o então distrito de Guapimirim) e Duque de Caxias. Havia, também, barcas e balsas que faziam a travessia entre as duas cidades. Atualmente, mais de 150 mil veículos passam diariamente pela Ponte Rio-Niterói.[79][80]

Vista panorâmica da Ponte Rio-Niterói.
Avenida Amaral Peixoto vista da Praça Arariboia, no centro de Niterói.
Igreja da Candelária vista da Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio de Janeiro.
Vista panorâmica de Icaraí, Niterói.
Avenida Nossa Senhora de Copacabana, Rio de Janeiro.
Rua Santa Rosa, Niterói.
Vista panorâmica de Botafogo, Rio de Janeiro.
Bonsucesso, Zona da Leopoldina, Rio de Janeiro.
Praça da Bandeira, na Zona Norte do Rio.
Praça Renascença, região do Porto de Niterói.

Arco Metropolitano[editar | editar código-fonte]

O Arco Metropolitano do Rio de Janeiro é uma rodovia que corta vários municípios periféricos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, construída com o objetivo de desviar o trajeto de veículos que, estando apenas de passagem pela área metropolitana, precisariam atravessar a cidade do Rio para chegar aos seus destinos, sendo virtuais causadores de congestionamentos nas vias principais da capital.

O Arco Metropolitano segue pelo entorno do município do Rio de Janeiro, começando no município de Itaboraí e cruzando os municípios de Guapimirim, Magé, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Seropédica e Itaguaí, onde dá acesso à Rodovia Rio-Santos (BR-101) e ao Porto de Itaguaí.

Em 2014, quando foi inaugurado o trecho que liga a BR-101, em Itaguaí, à BR-040, em Duque de Caxias, estimava-se que cerca de 35 mil veículos deixariam de passar pela Avenida Brasil, Via Dutra (BR-116) e Rodovia Washington Luís (BR-040) por dia. O trecho da BR-493 que já existia (e que inclui a Rodovia Rio-Magé e a Rodovia Manilha-Magé), começando na BR-040, na altura do Jardim Primavera, em Duque de Caxias, e terminando na BR-101, na altura de Manilha, em Itaboraí, é a continuação do Arco Metropolitano; da Nuclep, em Itaguaí, até Manilha, em Itaboraí, o Arco Metropolitano tem 145 km de extenção, e cruza os 4 eixos de expansão urbana da área metropolitana.[81]

Arco Metropolitano do Rio de Janeiro: O trecho em vermelho foi inaugurado em 2014; o trecho em laranja já existia, fazendo parte da BR-116 e da BR-493.

Transporte público[editar | editar código-fonte]

Barca atracada na Estação Arariboia, no centro de Niterói.
Trem na Estação de Cascadura, no subúrbio do Rio.
Diagrama das linhas e estações da SuperVia.

O transporte público metropolitano é feito, atualmente, por linhas de ônibus municipais das cidades do Grande Rio (incluindo as do BRT da cidade do Rio e as do BHLS de Niterói), linhas de ônibus intermunicipais que ligam os municípios da Região Metropolitana entre si, trens que ligam a Central do Brasil a Saracuruna (de onde partem outras duas linhas para Vila Inhomirim e Guapimirim), Belford Roxo, Japeri (de onde sai outro trem para Paracambi), Santa Cruz e Deodoro, três linhas do metrô entre a Tijuca e Ipanema, entre a Pavuna e Botafogo, e entre Ipanema e a Barra da Tijuca, barcas que ligam a Praça XV ao centro de Niterói, Charitas, Paquetá e Ilha do Governador, além do VLT, que circula pela região central da capital. O usuário pode fazer integrações entre todos esses meios de transporte (desde que, pelo menos, 1 deles seja intermunicipal) com o uso do Bilhete Único Intermunicipal, havendo algumas restrições para o VLT.

Todos os municípios da Baixada Fluminense e do Leste Metropolitano são ligados ao centro do Rio por linhas intermunicipais de ônibus, trens ou barcas. Também é possível fazer integrações com o Bilhete Único Intermunicipal em todos os municípios dessas duas regiões, além da capital, entre meios de transporte que circulam dentro dessa área e ligam esses municípios entre si.[82][83]

Diagrama das linhas e estações do Metrô do Rio de Janeiro.
Estação Central do Brasil vista da Avenida Presidente Vargas.
Estação Engenho de Dentro da SuperVia, na Zona Norte do Rio.
Estação Pavuna/São João de Meriti do ramal ferroviário de Belford Roxo.
Ramal de Paracambi, o último ramal da SuperVia.
Trens metropolitanos operando na Estação Engenho de Dentro.
Estação Santa Cruz da SuperVia.
Estação Coelho da Rocha do ramal de Belford Roxo da SuperVia, em São João de Meriti.
Última estação do ramal ferroviário de Belford Roxo, no centro do município.
VLT do Rio de Janeiro.
Estação Coelho Neto da Linha 2 do Metrô do Rio de Janeiro, na Zona Norte da capital.
Terminal Rodoviário João Goulart, em Niterói.
Ônibus municipais e intermunicipais no Terminal João Goulart, em Niterói.
Trem da SuperVia na Estação Gramacho do ramal de Saracuruna.
Vista panorâmica de ônibus articulados da TransOeste (BRT) no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca.

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Linhas de trens metropolitanos (SuperVia)[editar | editar código-fonte]

Trem metropolitano da SuperVia.
Metrô do Rio de Janeiro.
Estação de Madureira, Zona Norte do Rio, dos ramais ferroviários de Deodoro, Santa Cruz e Japeri.
Última estação ferroviária do ramal de Japeri.
Última estação ferroviária do ramal de Paracambi.
Linha Terminais Comprimento
(km)
Estações
Deodoro Central do BrasilDeodoro 23 19
Santa Cruz Central do BrasilSanta Cruz 54,75 21
Japeri Central do BrasilJaperi 61,75 17
Paracambi JaperiParacambi 8,26 3
Belford Roxo Central do BrasilBelford Roxo 27,70 19
Serviço Circular Honório - Deodoro Honório GurgelDeodoro 5 2
Saracuruna Central do BrasilGramacho
GramachoSaracuruna
34,02 20
Vila Inhomirim SaracurunaVila Inhomirim 15,35 8
Guapimirim SaracurunaGuapimirim 17,3 19

Linhas de metrô do Rio de Janeiro (MetrôRio)[editar | editar código-fonte]

Linha Terminais Inauguração[84][85] Extensão[86][85][87] Estações[85] Duração da viagem[88][85] Notas
1
Laranja
UruguaiJardim Oceânico 1979 17,9 km 20 49 minutos Desde março de 2017, a Linha 1 e a Linha 4 operam de forma conjunta, sem a necessidade de baldeação. Somadas, possuem 26,1 km de extensão e 25 estações.[89]
4
Amarela
2016 16 km 5
2
Verde
PavunaBotafogo 1981 30,4 km 27[nota 1] 52 minutos[nota 2] Aos sábados, domingos e feriados, a Linha 2 faz o trajeto entre a Estação Pavuna e a Estação Estácio. Já em ocasiões especiais (como o Réveillon de Copacabana e os Desfile das Escolas de Samba na Praça da Apoteose), a Linha 2 é prorrogada até a Estação Jardim Oceanico

Linhas de barcas da Região Metropolitana (CCR Barcas)[editar | editar código-fonte]

Barca na Enseada de Praia Grande, no centro de Niterói.
Linha Terminais Inauguração Distância (m) Duração das viagens (min) Funcionamento
Rio de Janeiro ↔ Niterói Praça XV
Praça Arariboia
A partir de 1998 5 000 20 Diariamente, das 6h15 às 23h30
Rio de Janeiro ↔ Paquetá Praça XV
Paquetá
A partir de 1998 19 180 70 Diariamente, das 4h45 às 23h50
Rio de Janeiro ↔ Cocotá Praça XV
Cocotá
A partir de 2006 13 700 55 Dias úteis, das 6h30 às 20h (exceto sextas, das 6h30 às 22h)
Rio de Janeiro ↔ Charitas Praça XV
Charitas
A partir de 2004 8 140 20 Dias úteis, das 6h às 21h30

Principais vias utilizadas para o transporte coletivo na área metropolitana[editar | editar código-fonte]

Transporte rodoviário[editar | editar código-fonte]

[90]

Via Light, na altura de Nova Iguaçu.
Rodovia Niterói-Manilha na altura do bairro Boa Vista, em São Gonçalo.
Avenida 22 de Maio, em Itaboraí.
  • Linha Vermelha, no Rio de Janeiro, Duque de Caxias e São João de Meriti.
  • BR-101 Sul (incluídas a Avenida Brasil e a Rodovia Rio-Santos), no Rio de Janeiro e Itaguaí.
  • Av. Pastor Martin Luther King Júnior (Av. Automóvel Clube), no Rio de Janeiro, São João de Meriti e Belford Roxo.
  • Av. Dom Hélder Câmara (antiga Avenida Suburbana), no Rio de Janeiro.
  • Av. Radial Oeste/Av. Vinte e Quatro de Maio/Av. Amaro Cavalcanti, no Rio de Janeiro.
  • Autoestrada Lagoa-Barra/Av. das Américas/Av. Dom João VI, no Rio de Janeiro.
  • Linha Amarela, no Rio de Janeiro.
  • Estrada da Posse, no Rio de Janeiro.
  • Estrada Rio-São Paulo, no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Seropédica.
  • RJ-099, em Seropédica e Itaguaí.
  • BR-116 Sul (Via Dutra), no Rio, São João, Mesquita, Belford Roxo, Nova Iguaçu, Queimados, Seropédica, Itaguaí e Paracambi.
  • Via Light, no Rio de Janeiro, Nilópolis, São João de Meriti, Mesquita e Nova Iguaçu.
  • Av. Abílio Augusto Távora, em Nova Iguaçu.
  • Av. Joaquim da Costa Lima, em Belford Roxo.
  • Av. Tancredo Neves, em Queimados e Japeri.
  • RJ-125, em Seropédica e Japeri.
  • RJ-127, em Seropédica e Paracambi.
  • BR-040 (Rodovia Washington Luís), no Rio de Janeiro e Duque de Caxias.
  • Av. Presidente Kennedy, em Duque de Caxias e Belford Roxo.
  • BR-116 Norte, em Duque de Caxias, Magé e Guapimirim.
  • BR-493 (trecho entre o Jardim Primavera, em Caxias, e Manilha, em Itaboraí), em Caxias, Magé, Guapimirim e Itaboraí.
  • BR-101 Norte (incluídas a Ponte Rio-Niterói, a Avenida do Contorno e a Rodovia Niterói-Manilha), no Rio, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Tanguá.
  • Avenida 22 de Maio, em Itaboraí.
  • Rua Francisco Portela/Av. Presidente Kennedy/Rua Nilo Peçanha/Rua Alfredo Backer, em São Gonçalo.
  • Rua Getúlio Vargas/Av. Maricá, em São Gonçalo.
  • Estrada Raul Veiga/Estrada do Pacheco/Estrada de Santa Izabel, em São Gonçalo.
  • Alameda São Boaventura/RJ-104 (Rodovia Amaral Peixoto), em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.
  • RJ-106, em São Gonçalo, Niterói e Maricá.
  • Estrada da Paciência, em Niterói.
  • Av. Rui Barbosa/Estrada Caetano Monteiro, em Niterói.
  • Rua Mário Viana/Estrada Francisco da Cruz Nunes, em Niterói.
  • Av. Ewerton Xavier (antiga Avenida Central), em Niterói.

Transporte ferroviário[editar | editar código-fonte]

Ramal ferroviário de Japeri, na altura de Nilópolis.
Estação Presidente Juscelino do ramal de Japeri, no município de Mesquita.
Estação Engenheiro Pedreira, penúltima estação do ramal de Japeri.
Metrô na Estação Antero de Quental da Linha 4, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro.
  • Ramal Central-Deodoro.
  • Ramal Central-Santa Cruz.
  • Ramal Central-Japeri.
  • Ramal Central-Belford Roxo.
  • Ramal Central-Gramacho/Saracuruna.
  • Ramal Saracuruna-Vila Inhomirim.
  • Ramal Saracuruna-Guapimirim.
  • Ramal Japeri-Paracambi.
  • Ramal Santa Cruz-Itaguaí (desativado).
  • Ramal Niterói-Visconde de Itaboraí (desativado).

Transporte metroviário[editar | editar código-fonte]

  • Linha 1 / Uruguai (Tijuca) - General Osório (Ipanema).
  • Linha 2 / Pavuna - Botafogo.
  • Linha 4 / General Osório (Ipanema) - Jardim Oceânico (Barra da Tijuca).

Geografia física[editar | editar código-fonte]

Cristo Redentor, no Parque Nacional da Tijuca, com a Floresta da Tijuca ao fundo.

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro está localizada numa área de planície, banhada, ao sul, pelo Oceano Atlântico, e cercada pelo trecho da Serra do Mar que começa no oeste de Itaguaí, segue pelo norte de municípios como Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Magé, e termina no leste de Tanguá; no trecho da Serra do Mar que cerca o Grande Rio, estão setores como a Serra das Araras, a Serra do Tinguá e a Serra dos Órgãos.

No meio das baixadas, entre as baías de Guanabara e de Sepetiba, há três maciços costeiros principais: Tijuca, Pedra Branca e Gericinó-Mendanha - todos com grandes áreas verdes preservadas. Entretanto, ao norte e ao leste da Baía de Guanabara, ainda na área das baixadas, há outros maciços importantes, como o do Suruí, em Magé, o de Itaúna, no norte de São Gonçalo, o da Serra da Tiririca, entre Niterói e Maricá, o da Serra de Calaboca, entre Niterói, São Gonçalo e Maricá, e o da Serra do Mato Grosso, no leste de Maricá.[91]

Panorama da Zona Sul do Rio de Janeiro, com destaque para os morros do Corcovado (esquerda), Pão de Açúcar (centro, ao fundo) e Dois Irmãos (direita), a partir da Vista Chinesa, no Parque Nacional da Tijuca.
Vista da Baía de Guanabara a partir do Morro do Pão de Açúcar, com destaque para o Aeroporto Santos Dumont e a Ponte Rio-Niterói.
Serra dos Órgãos, no norte do município de Guapimirim, ao amanhecer.
Serra da Estrela vista de Piabetá, no município de Magé.
Vista do Maciço da Pedra Branca a partir de Bangu, na Zona Oeste da cidade do Rio.
Serra do Lagarto, entre Itaboraí e Maricá.
Vista da Ilha de Paquetá, na Baía de Guanabara.
Baía de Guanabara e Maciço da Tijuca vistos do Pão de Açúcar.
Lagoa Rodrigo de Freitas e orla marítima da Zona Sul do Rio de Janeiro.
Pedra do Índio, no início da Praia de Icaraí, em Niterói.
Rio Guandu visto da ponte da Estrada Rio-São Paulo no limite entre os municípios de Seropédica e Nova Iguaçu.
Morro das Andorinhas, em Itaipu, visto a partir da Praia de Camboinhas, no município de Niterói.
Baía de Sepetiba vista a partir da Ilha da Madeira, em Itaguaí.
Praia de Ponta Negra, no leste do município de Maricá.
Mangue em Itaipuaçu, Maricá.
Praia de Itacoatiara, na Região Oceânica de Niterói.
Distrito de Itaipuaçu, em Maricá, visto a partir da Pedra do Elefante.
Praia de Itaipuaçu, com a Pedra do Elefante ao fundo.
Praia oceânica no bairro Cordeirinho, no distrito de Ponta Negra, em Maricá.
Baía de Guanabara vista da Igreja da Penha, na Zona Norte da cidade do Rio.
Maciço da Tijuca visto a partir da Baía de Guanabara.
Vista panorâmica de Santa Teresa, com Corcovado, Cristo Redentor e Floresta da Tijuca à direita e a Enseada de Botafogo e o Pão de Açúcar à esquerda, ao fundo.
Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Conservação ambiental[editar | editar código-fonte]

Mangue no Rio Macacu, na Área de Proteção Ambiental de Guapimirim.
Represa do Garrão, localizada na Reserva Biológica do Tinguá, no distrito de Xerém, em Caxias.

A área metropolitana do Rio de Janeiro ainda tem 36,27% de seu território verde conservado. Embora grande parte dessa área verde esteja no Rio, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Tanguá e Maricá, cerca de um terço dela (10,96% do território da Região Metropolitana) está na Baixada Fluminense. O fato de uma parte considerável de toda a área verde conservada do Grande Rio estar distribuída pela maioria dos 13 municípios da Baixada evidencia o potencial turístico da região nos segmentos ecológico e de aventura. Duas das principais áreas verdes protegidas da Baixada Fluminense são a Reserva Biológica do Tinguá, cuja maior parte está no município de Nova Iguaçu, e a Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, às margens da Baía de Guanabara.

O total de áreas verdes conservadas na Região Metropolitana corresponde a mais de dois mil quilômetros quadrados, dos quais 16,47% são espaços protegidos, como parques, reservas e estações ecológicas.[92][93]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Entre 1991 e 2005, as taxas de incremento médio anual da população foram de 0,82% (2000-2005) e 0,75% (1991-2000) na capital fluminense, e 1,05% (2000-2005) e 1,18% (1991-2000) na região metropolitana – o que indica, no geral, uma suave desaceleração na taxa de crescimento dos demais municípios, e um pequeno aumento na taxa da capital.[94]

Economia[editar | editar código-fonte]

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro ostenta um PIB de R$ 413,93 bilhões, constituindo o segundo maior polo de riqueza nacional.[5] Concentra 70% da força econômica do estado e grande parte de todos os bens e serviços produzidos no país.[5] Congrega o segundo maior polo industrial do Brasil, contando com refinarias de petróleo, indústrias navais, metalúrgicas, petroquímicas, gás-químicas, siderúrgicas, têxteis, gráficas, editoriais, farmacêuticas, de bebidas, cimenteiras e moveleiras. No entanto, as últimas décadas atestaram uma nítida transformação em seu perfil econômico, que vem adquirindo, cada vez mais, matizes de um grande pólo nacional de serviços e negócios.

Reúne os principais grupos nacionais e internacionais do setor naval e os maiores estaleiros do país e do estado – o qual detém cerca de 90% da produção de navios e de equipamentos offshore no Brasil.[95][96]

No setor de petróleo, verifica-se um arranjo consentâneo de mais de 700 empresas, dentre as quais as maiores do Brasil (Petrobras, YPF, Shell, Esso, Ipiranga, Chevron Texaco, El Paso). A maioria mantém centros de pesquisa espalhados por todo o estado e, juntas, produzem mais de 4/5 do petróleo e dos combustíveis distribuídos nos postos de serviço do território nacional.[96]

Municípios[editar | editar código-fonte]

Foto Município [97] População[3]
Estimativa 2018
Área territorial (km²)[98] Densidade (hab./km²) PIB (R$)[5]
(2013)
IDH-M[99][100][101]
(2010)
Instalação
Rio night.jpg
Rio de Janeiro 6 688 927 1 199,828 5 574,90 282,5 bilhões 0,799

alto

01.07.1974
(LC N.020)
São Gonçalo by Diego Baravelli.jpg São Gonçalo 1 077 687 247,709 4 350,62 17 bilhões 0,739
alto
01.07.1974
(LC N.020)
Novas Palmeiras no centro de Duque de Caxias na gestão do Prefeito Zito. - panoramio.jpg Duque de Caxias 914 383 467,620 1 955,40 25,1 bilhões 0,711
alto
01.07.1974
(LC N.020)
Nova Iguaçu - visão parcial do Centro - 2019.jpg Nova Iguaçu 818 875 519,159 1 577,31 13,2 bilhões 0,713
alto
01.07.1974
(LC N.020)
Niterói bay and contemporary musem.jpg Niterói 511 786 133,916 3 821,69 19,9 bilhões 0,837
muito alto
01.07.1974
(LC N.020)
Belford Roxo portico.JPG Belford Roxo 508 614 77,815 6 536,19 6,3 bilhões 0,684
médio
01.01.1993
Vilar dos Teles - panoramio.jpg São João de Meriti 471 888 35,216 13 399,82 6,5 bilhões 0,719
alto
01.07.1974
(LC N.020)
0000 Vistas de Petrópolis (estado do Rio de Janeiro, Brasil) tiradas da Catedral.JPG Petrópolis 305 687 791,144 386,39 9,5 bilhões 0,745
alto
2018
Igreja Nossa Sra. da Piedade - Magé.jpg Magé 243 657 388,496 627,18 3 bilhões 0,709
alto
01.07.1974
(LC N.020)
Vista parcial de Itaboraí RJ.JPG Itaboraí 238 695 430,374 554,62 5 bilhões 0,700
alto
01.07.1974
(LC N.020)
Vista do centro de Mesquita.JPG Mesquita 175 620 41,477 4 234,15 1,8 bilhões 0,737
alto
2009
(LC 133/2009)
Matriz de N. Srª Conceição - NILÓPOLIS - panoramio.jpg Nilópolis 162 269 19,393 8 367,40 2,5 bilhões 0,753
alto
01.07.1974
(LC N.020)
Pedra do Elefante - panoramio (4).jpg Maricá 157 789 362,571 435,19 7,1 bilhões 0,765
alto
2009
(LC 133/2009)
PcaNSaConceicao.jpg Queimados 149 265 75,695 1 971,93 3,6 bilhões 0,680
médio
01.01.1993
Saveiro no mar, Itaguaí.jpg Itaguaí 125 913 274,433 458,81 7 bilhões 0,715
alto
01.07.1974
(LC N.020)
Engenheiro Pedreira.JPG Japeri 103 960 81,869 1 269,83 0,9998 bilhões 0,659
médio
01.01.1993
Seropédica.JPG Seropédica 86 743 283,766 305,68 1,8 bilhões 0,713
alto
01.01.1997
Green Valley Rio Bonito.jpg Rio Bonito 59 814 465,455 128,51 1,3 bilhões 0,772
alto
27.12.2013
Arco de entrada Vale das Pedrinha- Guapimirim- RJ - panoramio.jpg Guapimirim 59 613 360,766 165,24 0,721 bilhões 0,700
alto
01.01.1993
Cahoeiras de Macacu - RJ - panoramio.jpg Cachoeiras de Macacu 58 560 953,801 61,40 1,05 bilhões 0,752
alto
27.12.2013
Cidade de Paracambi.JPG Paracambi 51 815 179,772 288,23 0,6 bilhões 0,720
alto
01.07.1974
(LC N.020)
Tanguá - RJ.jpg Tanguá 33 870 145,503 232,78 0,456 bilhões 0,654
médio
01.01.1997
Total
13 005 430
7 535,778
1 725,82
413,93 bilhões


Ver também[editar | editar código-fonte]


Referências

  1. «Municípios». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Estimativas de População». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 1 de julho de 2018 
  4. PNUD (2014). «Ranking de todas as RMs». Seção Região Metropolitana. Atlas do desenvolvimento Humano do Brasil. Consultado em 5 de dezembro de 2014 
  5. a b c d e «PIBs Municipais (até 2013)». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 20 de janeiro de 2016 
  6. «Lcp20». www.planalto.gov.br. Consultado em 6 de agosto de 2020 
  7. «World Gazetteer – Welt: Ballungsräume». Consultado em 27 de maio de 2008 
  8. «Caracterização da Região Metropolitana do Rio de Janeiro - RMRJ.» (PDF) 
  9. «G1 Economia - Consulte o IDHM do seu município». G1. Consultado em 10 de junho de 2020 
  10. a b c «Anuário Estatístico do Estado do Rio de Janeiro 2013» 
  11. «Municípios do Rio de Janeiro» 
  12. «Anuário Estatístico 2005 – Seção I: Territórios». Fundação CIDE. Agosto de 2005. Consultado em 27 de maio de 2008. Arquivado do original em 4 de março de 2009 
  13. «Itaguaí passa a integrar a Região Metropolitana do Rio». Consultado em 22 de outubro de 2009 
  14. «Lei Complementar» 
  15. «LEI Nº 2664, DE 27 DE DEZEMBRO DE 1996.» 
  16. «Rio Bonito e Cachoeiras de Macacu agora fazem parte da Região Metropolitana». O Globo. 27 de dezembro de 2013. Consultado em 6 de abril de 2014 
  17. «Petrópolis volta a integrar Região Metropolitana do Rio». Consultado em 6 de maio de 2019 
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  19. «Lei Ordinária». alerjln1.alerj.rj.gov.br. Consultado em 17 de maio de 2020 
  20. «Repasses do ICMS aos municípios». Jornal Monitor Mercantil - Repasses do ICMS aos municípios. Consultado em 22 de maio de 2020 
  21. «Caracterização da Região Metropolitana do Rio de Janeiro - RMRJ.» (PDF) 
  22. «Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro» 
  23. «Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro» 
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  26. «Lei Complementar» 
  27. «Caracterização da Região Metropolitana do Rio de Janeiro - RMRJ» (PDF) 
  28. «ALERJ DERRUBA VETO A PL QUE RATIFICA DIVISÃO DA REGIÃO METROPOLITANA PARA GARANTIR REPASSE A MUNICÍPIOS» 
  29. «Lei Ordinária». alerjln1.alerj.rj.gov.br. Consultado em 18 de maio de 2020 
  30. REC. «PDTU - Plano Diretor de Transporte Urbano da Região Metropolitana do Rio de Janeiro». www.pdtu.rj.gov.br. Consultado em 7 de junho de 2020 
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  34. https://www.ibge.gov.br/apps/arranjos_populacionais/2015/pdf/publicacao.pdf
  35. http://anpur.org.br/xviienanpur/principal/publicacoes/XVII.ENANPUR_Anais/ST_Sessoes_Tematicas/ST%208/ST%208.2/ST%208.2-05.pdf
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  38. http://www.producao.ufrj.br/index.php/br/informacoess-academicas/teses-e-dissertacoes/mestrado/2006/576--509/file
  39. http://www.producao.ufrj.br/index.php/br/informacoess-academicas/teses-e-dissertacoes/mestrado/2006/576--509/file
  40. https://www.antf.org.br/wp-content/uploads/2017/01/delmo-pinho-futuro-mobilidade-brasilpdf.pdf
  41. http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/5333332/4139325/25PDTUGovEstado092014.pdf
  42. https://www.antf.org.br/wp-content/uploads/2017/01/delmo-pinho-futuro-mobilidade-brasilpdf.pdf
  43. http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/5333332/4139325/25PDTUGovEstado092014.pdf
  44. http://www.producao.ufrj.br/index.php/br/informacoess-academicas/teses-e-dissertacoes/mestrado/2006/576--509/file
  45. http://www.producao.ufrj.br/index.php/br/informacoess-academicas/teses-e-dissertacoes/mestrado/2006/576--509/file
  46. https://www.antf.org.br/wp-content/uploads/2017/01/delmo-pinho-futuro-mobilidade-brasilpdf.pdf
  47. http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/5333332/4139325/25PDTUGovEstado092014.pdf
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  50. https://www.antf.org.br/wp-content/uploads/2017/01/delmo-pinho-futuro-mobilidade-brasilpdf.pdf
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[1]

[2]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. Inclui as 10 estações compartilhadas com a Linha 1 durante os dias úteis.
  2. Tempo entre as estações Botafogo e Pavuna, trajeto realizado nos dias úteis.