Mendes

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Município de Mendes
Estação do trem - Estrada de Ferro Central do Brasil

Estação do trem - Estrada de Ferro Central do Brasil
Bandeira de Mendes
Brasão de Mendes
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 11 de julho de 1952 (64 anos)
Gentílico mendense
Prefeito(a) Reinaldo Macedo (PDT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Mendes
Localização de Mendes no/em  Rio de Janeiro
Mendes está localizado em: Brasil
Mendes
Localização de Mendes no Brasil
22° 31' 37" S 43° 43' 58" O22° 31' 37" S 43° 43' 58" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008 [1]
Microrregião Vassouras IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Barra do Piraí, Engenheiro Paulo de Frontin, Paracambi, Piraí, e Vassouras
Distância até a capital 92 km
Características geográficas
Área 96,3 km² [2]
População 17 883 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 185,7 hab./km²
Altitude 446 m
Clima Tropical de Altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,736 (RJ 18º) – alto PNUD/2010 [4]
PIB R$ 144 722,966 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 8 112,73 IBGE/2008[5]
Página oficial

Mendes é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a uma latitude 22º31'36" sul e a uma longitude 43º43'58" oeste, estando a uma altitude de 446 metros. Sua população no Censo Demográfico 2010 é de 22.881 habitantes. .

História[editar | editar código-fonte]

Igreja Matriz de Santa Cruz

A cidade de Mendes tem origem em um simples rancho para pouso de tropas, erguido às margens do “Caminho Novo do Tinguá”, num atalho que ligava a aldeia de Valença com a cidade do Rio de Janeiro. O pequeno aglomerado, de temperatura agradável e solo fértil, começou lentamente a se desenvolver graças à constante circulação de tropeiros.

O Arraial dos Mendes tem seu primeiro registro em 1847 e a partir daí a vila cresceu e, por volta de 1850, passou a ser conhecida por Santa Cruz dos Mendes. A partir daí, desenvolveu-se na região o cultivo do café. A versão tradicional de que Mendes tenha sido fundada em terras da Fazenda Santa Cruz, pertencente ao Barão do mesmo nome não encontra respaldo histórico, porque o 2º Barão de Santa Cruz, Bartholomeu Torquato de Souza e Silva era um pernambucano, tendo sido promotor em Pau D'Alho até por volta de 1865, e que adquiriu seu título em Portugal em 1870. Veio, portanto, a residir em Mendes muito depois da vila ter sido formada. Não existe registro histórico de nenhuma Fazenda Santa Cruz, de propriedade de alguma família Mendes, mas somente da antiga Imperial Fazenda de Santa Cruz, tomada dos jesuítas pela Coroa, cujas terras foram distribuídas em Sesmaria. 

Já o 1º barão de Santa Cruz ganhou seu título das mãos de D. Luis, em Portugal em 1806, mas dele, Antonio Vicente Peixoto de Mendonça e Costa, não se tem notícia de ter alguma vez vindo ao Brasil, quanto mais a comprar fazendas. Outro nobre com título semelhante foi o Principe estrangeiro D. Augusto Carlos Eugênio Napoleão,duque de Leuchtenberg, genro e cunhado de D. Pedro, que dele ganhou o título de Duque de Santa Cruz, e que nunca possuiu nenhuma propriedade no Vale do Paraíba Fluminense. Dessa forma, dentre os três detentores de título de nobreza sob a alcunha de Santa Cruz, dois nunca vieram ao Brasil, e o outro só se estabeleceu no município já quase no fim da economia cafeeira na região e, mais de meio século após o surgimento das primeiras habitações, portanto, não pode ser considerado fundador ou pioneiro do município.

Centro da cidade

A gênese da história da região hoje da cidade de Mendes, está diretamente ligada à distribuição de terras de sesmarias e ao desmembramento da grande Fazenda de Santa Cruz, conhecida como “Sertão Rei”, onde tiveram atuação também os Jesuítas, e próximo dos locais onde se fizeram aldeamentos de índios de vários grupamentos, destacando-se os Coroados.

Na fase dos caminhos fluminenses, em direção às Minas Gerais, diversos “trilhos” passavam pela área hoje mendense. Por eles os tropeiros mercadejavam e bandeirantes buscavam novos rumos na suas lutas pelo desbravamento do interior.

Mendes que significa nome de tradicional família que, juntamente com a fazenda que possuíam, veio construir o lugarejo que lhe recebeu o nome: Santa Cruz dos Mendes. Diz o historiador: “o aldeamento dos índios, além Paraíba, e sua sujeição, proporcionaram a criação e o desenvolvimento de Nossa Senhora da Glória de Valença, bem como das terras que se lhe seguiam, além do rio Preto, já na capitania de Minas. Era o curso do ribeirão das Mortes, que orientavam as “tropas” vindas de Nossa Senhora da Glória de Valença para Sacra Família, ganhando daí as antigas estradas na direção de Iguaçu, ou o talho que já começava a ser trilhado, para o Rancho dos Mendes e Rodeio, na direção da Serra dos Macacos para se dirigirem, já na planície, rumo de Itaguaí”.

Assim, é correta à hipótese da ocupação das terras pela sua parte Norte, cuja prova é a existência da Estrada Presidente Pedreira, que aparece cortando a região mendense, partindo de terras vassourenses e valencianas e se dirigindo para Macacos (atual Paracambi) e daí, pelos caminhos já existentes, em direção ao Rio de Janeiro.

Sabe-se, pois, que entre os caminhos mais percorridos por tropeiros, caravaneiros, exploradores, fazendeiros e milicianos, estavam os do Norte (caminho novo do Tinguá e outros), o da Polícia, o do comércio e o Presidente Pedreira, que passava por Mendes e hoje corta a cidade-séde do Município como parte de sua artéria principal.

Em suma, parece proceder a afirmação popular sobre a ocupação das terras mendenses que diz “ter sido aí um dos pontos em que o devassador atingiu sua cumeada, quando do desbravamento da região do Tinguá e penetração em terras vassourenses”.

A obtenção de parte desagregada da Fazenda de Santa Cruz dos Mendes deu-se por volta de 1950, muito provavelmente e foi um fator determinado nas questões históricas de “origem” do povoado. Com o incremento da cultura do café, partindo de Resende e Vassouras, Mendes desenvolveu suas atividades e os sesmeiros da região mandavam seus prepostos cultivarem a rubiácea ao mesmo tempo em que expulsavam os “posseiros” de suas terras.

Enquanto pertencente, politicamente, a Piraí, o Curato de Mendes, desenvolveu-se por conta própria, pois a distância da sede administrativa e a carência de boas estradas dificultavam uma assistência maior por parte das autoridades municipais. Não foi necessária grande polêmico para desmembrar as terras mendenses da jurisdição de Piraí, na ocasião em que se constituiu o Município de Vassouras. De 1856 a 1890, Mendes esteve como distrito de Vassouras, e com ela viveu a sua época de ouro do café, tendo seus grandes fazendeiros participando dos debates com relação à construção das linhas férreas para os ramais paulistas e mineiros. Mas foi um progresso de pouca duração, que aconteceu com as regiões que predominavam a monocultura. A partir de 1980, Mendes sofria os abalos, juntamente com Vassouras, de uma decadência que se acentuava dia a dia.

Depois de 1890, a desolação. Só ficara a lembrança de uma época que já vai distante, perdida na História do Império. Vassouras passou a viver uma “imensa paz”. No dizer de Afrânio Peixoto “não é uma cidade morta, arruinada, abandonada. Não. Vive ainda, sempre bela, mas adormeceu... E, nós mesmos, falamos baixo, nos recolhemos e, nos lembramos”... “Vassouras espera quem a desperte, um Siegfried, homem de ação ou de indústria, de política ou de inteligência, que faça o milagre. Valença sofreu, resistiu e, mudando de rumo, recuperou”.

Quando em 1890, a freguesia de São Benedito, da Barra do Piraí, criada em 1885, conseguiu sua independência política e econômica do Município de Piraí, as terras mendenses foram desagregadas de Vassouras passando a lhe pertencer.

O grande crescimento da lavoura cafeeira provocou a vinda da ferrovia para a região. Em 1864, foi inaugurada a estação da Estrada de Ferro D. Pedro II. Às margens dessa ferrovia foram sendo construídas as seguintes estações: Mendes, Humberto Antunes, Martins Costa, Nery Ferreira e Morsing.

Em 1889, lá se instalou a companhia de papel Itacolomy, iniciando a fase industrial do município, onde depois surgiriam outras fábricas, como a cervejaria Teutônia, a fábrica de fósforos Serra do Mar, o frigorífico Anglo e outras. No entanto, é com a inauguração da iluminação elétrica, ocorrida em 12 de outubro de 1912, que o município demonstra um potencial para o desenvolvimento. Desta forma, a região vivenciou duas fases distintas de desenvolvimento: a primeira ligada ao cultivo do café, no século XIX, e a segunda, no século XX, com a implantação das indústrias.

Mendes já foi parte de Piraí, Vassouras e Barra do Piraí mas, graças ao seu grande crescimento econômico, conseguiu emancipação em 1952, por força da Lei n.º 1.559, de 11 de julho daquele ano, e foi definitivamente instalado em 11 de janeiro de 1953.

Dados Históricos[editar | editar código-fonte]

Em 1820, Mendes era apenas um atalho, que ligava Valença ao Rio de Janeiro.
Surgiram os primeiros ranchos de pouso das tropas que levavam o Café de Valença ao Rio de Janeiro.
Mendes era um curato e pertencia a Piraí.
Em 13 de outubro de 1838, passou a ser DISTRITO.
Em 16 de setembro de 1841, voltou a ser curato, talvez por ter sido mal administrado.
Em 19 de setembro de 1855, foi elevado a categoria freguesia.
Em 20 de novembro de 1855, torna-se freguesia novamente.
Em 26 de agosto de 1856 , deixa de pertencer a Piraí, e passa a pertencer a Vassouras.
Em 1860, grande progresso por causa da construção da Estrada de Ferro Dom Pedro II, que trouxe muitos elementos estrangeiros.
Em 1888, com a libertação dos escravos, em treze de maio, sua economia sofreu um grande golpe.
Em 1899, houve a instalação da companhia de Papel Itacolomi.
Em 1890, Mendes deixa de pertencer a Vassouras e passa a pertencer Barra do Piraí.
Seu progresso voltou com a Pecuária e a Indústria.
Em 1915, surgiu o Frigorífico Anglo S/A, que transformou Mendes num dos mais importantes conjuntos Industriais de carne do País.
Em 1940, foi criado um movimento liderado pelo Dr. Álvaro Berardineli, pela emancipação do Distrito.
Em 11 de julho de 1952 Mendes torna-se um Município.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

1 No cemitério da Irmandade Santa Cruz, as pessoas são enterradas com os pés para dentro do cemitério e a cabeça para a porta do cemitério e o único que foi enterrado ao contrário das pessoas foi o padre, pois ele teria maior controle do local.
2 A Praça dos Inocentes – dizem que os casais de namorados iam “paquerar” nessa praça, mas com o tempo esses casais apareciam com seus filhos para passear.
3 Por quê o local onde se localiza o respiradouro do túnel é chamado Alto do Chafre? Porque a população da região ouvia os ingleses, responsáveis pela sua construção, chamarem-no de “Shaft”. Como tinham dificuldade em repetir a palavra, pronunciavam “Chafre’.
4 Vocês sabem por quê a Rua Amaral Peixoto, é conhecida como a “Rua dos Caloteiros”? Por ser uma rua onde não havia comércio, os “caloteiros” passavam por ela, evitando a rua principal, para evitar o pagamento ao comércio.
5 Mendes forneceu jogadores para quatro Estados da União: JARBAS, para a Seleção Paulista, SALVADOR, para a Seleção Pernambucana, URBINO E CHUMBINHO para a Seleção Paranaense e RAMOS, BIBI, ROBERVAL E IZIDORO para Seleção Flumimense.
6 O Maior meia esquerda Sul-Americano, Jair da Rosa Pinto, da Seleção Brasileira, jogou e trabalhou no frigorífico.
7 Mendes forneceu três jogadores que foram laureados com o título de Bi-campeões do Estado do Rio de Janeiro: São eles Magela, Licurgo e Ceoca.
8 Silvio Caldas o grande cantor brasileiro, quando jovem, foi carregador de malas na estação ferrovíaria de Humberto Antunes e foi arqueiro do segundo quadro do Frigorífico e que trabalhou na Anglo.
9 O Mendense Ruy Ramos, foi para o Japão com um simples jogador de futebol. Ruy Ramos depois de algum tempo foi considerado o maior ídolo do futebol Japonês.
10 A Professora Maria Dulce de Almeida Confort é considerada como a melhor e dedicada alfabetizadora que a cidade já teve.
11 Nos áureos tempos da Anglo e Cipec, Mendes era o sétimo município em arrecadação de impostos do Estado do Rio de Janeiro.
12 A primeira colônia de férias do Brasil foi organizada pelo Professor Almir Madeira, em dezembro de 1923, aqui na cidade de Mendes.
13 Em abril de 1865, o Imperador Dom Pedro II acompanhado da Imperatriz, da Princesa Leopoldina e Duque de Saxe, visitaram a estação de Ipiranga. D. Pedro II desceu do trem no Alto do Lírio como era conhecido Humberto Antunes, esse dirigiu ao Túnel Grande, atravessando-o a pé, em toda a sua extensão, numa caminhada que constituiria os seus primeiros e únicos passos, comprovados, em terras mendenses.
14 Mendes já teve duas linhas de bondes, um de propriedade do Hotel de Santa Rita, bonde que eram puxados por dois burros, e que trafegava do hotel para estação ferroviária de Mendes, e a seguir ia até o fim do ponto, transportava os clientes do hotel. A outra linha era de propriedade da Fábrica de Papel, e transportava as mercadorias da estação ferroviária de Humberto Antunes para Fábrica.
15 Vó Maria - Maria das Dores Santos Conceição (5/5/1911). Primeira personagem Mendense a ter seu nome perpetuado num verbete de música" DICIONÁRIO CRAVO ALBIN". Foi casada com DONGA autor do primeiro samba gravado no Brasil "Pelo Telefone", e dá nome à casa de convivência dos idosos (quadra municipal- centro-Mendes). Morou no bairro Grajaú até os 20 anos, em 1931 casou-se com Sebastião Maciel ficando viúva dois anos apos. Passou a trabalhar como tarefeira na fábrica de rendas (bairro da Muda) criando sozinha a filha Nilza (Cathucha). Casou-se outra vez com o jornalista João Conceição (atuante no movimento negro). Nesta época.... Apresentou-se regularmente na roda de samba do MIS (Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro). Fez diversos shows coletivos ao lado de Dona Ivone Lara e Tia Eulália. Em 2001 foi uma das atrações convidadas a apresentar-se no festival "Chorando no Rio"... Discografia: (2003) Maxixe não é samba • Selo ICCA • CD.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O 4º melhor Clima do Mundo

O município de Mendes é terra de vales, montanhas e rios. Cidade aconchegante e acolhedora que permanecem como nos tempos de sua fundação, há 60 anos, mesmo com o crescimento de sua infra-estrutura. Seus pouco mais de 17 mil habitantes compõem o ambiente agradável e interiorano marcado por tradições e qualidade de vida. Mendes tem o 4º Melhor Clima do Mundo, atestado pela UNESCO.

Respirar ar puro faz bem ao corpo e à alma.

Melhor ainda se não é necessário ir muito longe para desfrutar de um ato tão simples como esse, mas tão raro nas grandes cidade nos dias de hoje. 

O município de Mendes, está localizado no Centro-Sul do Estado do Rio de Janeiro, distante a apenas 98 quilômetros da capital. É a típica cidade do interiorana que vê aos finais de senama a sua população crescer. Município, com 17 mil habitantes, recebe muitos turistas aos sábados, domingos e feriados.

Cidade serrana, é considerado o quarto melhor clima do mundo. O dado é da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O clima agradável e ameno, que gira em torno dos 19 graus e umidade relativa do ar de 80%, atrai turistas de todas as idades e regiões do País, que visitam a cidade vem em busca de tranquilidade para fugir da agitação da cidade grande e curtir o merecido descanso, a natureza, o clima e seu ar puro.

Clima elogiado pela UNESCO é atração da Cidade

Quando chegar a Mendes respire fundo. Se você mora na cidade grande, é possível que fique tonto. O ar é tão puro que age nos pulmões acostumados à poluição da metrópole como um entorpecente.

Um dos maiores orgulhos de Mendes é ter sido classificada pela Unesco, na década de 50, como o quarto melhor clima do mundo. A temperatura, sempre em torno de 18, 19 graus, é amena e sem grandes surpresas. Esta aliás, também é uma boa definição para a cidade.

Como dizem os moradores, Mendes é como "entrar num pedacinho do céu".

Mata Atlântica

A exuberância da Mata Atlântica oferece inúmeras opções de lazer rural, com seus passeios ecológicos. Trilhas levam aos mirantes Boa Esperança, do Cruzeiro, do Sítio Rancho Fundo; ao gigantesco jequitibá com 23 metros de altura e 5,95 metros de circunferência, localizado numa área particularmente agradável com açudes e belo visual. Os rios oferecem as cachoeiras do Amaral, do Hotel Cascatinha e do Sanatório. De se ressaltar ainda que a Mata Atlântica, presente em boa parte do município, favorece a exploração de muitas trilhas de turismo ecológico. As excelentes condições climáticas e paisagísticas provenientes do relevo da Serra do Mar, favorecem cada vez mais o desenvolvimento das atividades turísticas do município. Na região de Mendes, a Serra se identifica pelos vales estreitos entre elevações colinas, que se estendem com seus morros recobertos com densa vegetação.

Ladeira João Vieira

Com calçamento pé-de-moleque, construída por escravos no século XIX, localizada no centro de Mendes, este patrimônio cultural é o testemunho da história de um povo bom e hospitaleiro, retrato de uma gente simples e sem artifícios, sendo os leias seguidores da ideologia dos antigos tropeiros que por aqui passaram e deixaram os seus registros.

Matriz de Santa Cruz

Localizada no centro da cidade, a Igreja Matriz de Santa Cruz está situada em um terreno arborizado doado pela Baronesa Adélia Vieira Nunes e pelo Barão de São Carlos, Carlos Pereira Nunes, onde encontrava-se a praça que se integrava ao belíssimo Mendes Hotel de propriedade dos mesmos. Tempos depois, com o falecimentos do Barões, tornou-se colégio comercial, e hoje centro comercial mendense.

A fundação da igreja matriz é datada de 1857, ou seja final do século XIX. A igreja é de arquitetura simples, em seu interior encontram-se quadros em gesso, retratando a via sacra, e duas imagens em suas laterais. Ao fundo, encontra-se uma cruz de um metro de comprimento, em bronze. A Igreja possui ainda, vitrais em forma de círculo e um coro de 10 metros de largura.

A iluminação natural é feita por vitrais de 10 metros de largura, complementada por lustres que imitam cristais do tempo do Império.

Jequitibá Milenar

Um gigantesco jequitibá, com 23m de altura, é a atração do sítio do seu Tavinho. Segundo ele, a árvore tem idade estimada em 1300 anos. Está localizado em uma área de açudes e belas paisagens, mas para chegar a ele é preciso caminhar por 40 minutos em trilha, no sentido do bairro Martins Costa. É de propriedade particular, mas a visitação é liberada.

Estudos comprovam através de método especial de medição e avaliação, que essa espécie com circunferência de 1,60m, tem aproximadamente 1,94 de diâmetro à altura do peito (PDA), em ambiente com excelentes níveis de água, ar e clima.

Prédio do SENAI

É um dos prédios de maior valor histórico para o município. Abrigou primeiro a Cervejaria Teutônia, no final do sec. XIX. A Teutônia veio a dar origem à Brahma, mas acabou por ser transferir para cidade do Rio de Janeiro.

O prédio foi vendido para o frigorífico Anglo em 1915, que o ampliou e veio a se tornar o maior suporte da econômia local (no meados do sec. XX), tendo sido um dos propulsores da transformação de Mendes em Município (pois muito colaborou para transforma-lo no 7º PIB do País). Apresentou problemas financeiros na década de sessenta.

Em 1967 sofreu um enorme incêndio que veio a agravar a situação. Encerrou definitivamente suas atividades em 1974. Foi reformado em 1996, passando a sediar o SENAI.

Túnel 12

Para escoar a enorme produção cafeeira do Vale do Paraíba, o Imperador D. Pedro II contratou firmas inglesas e americanas para construir a ferrovia. 

Devido ao relevo da região, surgiu à necessidade de abrir um túnel com 2.233 metros, que foi construído entre 1858 e 1865, e que foi o maior túnel ferroviário do mundo, sendo atualmente o maior da América Latina. 

Em 1914, perfura-se o segundo túnel com 2245 metros.

Casa do Barão de Santa Cruz

A suposta Casa do Barão de Santa Cruz é uma construção do século XIX, e sediava uma das fazendas cafeeiras da região, pertencendo, segundo a lenda, até então ao referido Barão. Trata-se de uma construção de pavimento único coberta por telhas coloniais feitas por escravos, uma residência típica do ciclo do café.

Sede da Câmara dos Vereadores

Seu prédio de dois pavimentos com uma belíssima influência da arquitetura inglesa do início do século XX, sediava ali, na era industrial que tanto contribuiu para o progresso de Mendes, a inspeção Sanitária do Frigorífico Anglo. Em 1909 teve início a sua construção, sendo inaugurado em 1913, com a denominação de Cia. Frigorífica e Pastoril. Este grupo inglês comprou a antiga Cervejaria Teutônia na cidade, transformando-se em Matadouro Frigorífico. Depois do incêndio em 1967, que destruía o Frigorífico Anglo, o prédio foi reformado anos depois para abrigar o Poder Legislativo do município, preservando o valor histórico do seu aspecto externo.

Capela São José do Colégio dos Irmãos Maristas

O Hotel-Fazenda São José das Paineiras é um grande atrativo que não pode deixar de ser visitado. Trata-se de uma antiga fazenda de café do século XIX, que em 1903 foi comprada pelos irmãos Maristas, devido ao agradável clima local.

O destaque do hotel é a capela, datada de 1949, com vitrais que contam a história de São Marcelino Champagnat, fundador da Ordem Marista.

As muitas trilhas, que são largas, gramadas, sempre cobertas pelas copas das árvores e que podem ser percorridas tanto a pé quanto a cavalo - muitas delas abertas para interligar as fazendas cafeeiras da região - são uma das alternativas de lazer da fazenda, além do curral onde é possível dar mamadeira aos bezerros, ordenhar uma vaca ou alugar um cavalo para um passeio.

A fazenda conta com uma agroindústria, em que são produzidos queijos, doces e licores, além da extração diária de 130 litros de leite e da produção de 300 quilos de bananas por mês. Há também uma horta orgânica, sem agrotóxicos, de onde é colhido 90 porcento do que é consumido no hotel.

Ruínas do Hotel Santa Rita

Foi, primeiramente, uma grande fazenda de café do Barão de Benevente, quando transformado em hotel, tornou-se famoso. Contava com luz elétrica e uma linha de bondes puxados a burro. Recebia um grande número de veranistas em busca de repouso e diversão, além de pessoas convalescentes, atraídas pela qualidade do clima. Um grande incêndio destruiu quase tudo que havia, restando apenas suas majestosas colunas, o paredão de pedras e algumas palmeiras imperiais.

Estação Ferroviária

O prédio da Estação Ferroviária, inaugurado em 1911, é apontado como a imagem mais significativa de Mendes, pois foi construído para atender à grande demanda das indústrias locais que estavam em intensa atividade. Todo construído em pinho de riga, sua edificação representa o que houve de mais belo e bom gosto outrora e, por conseguinte, representa um período extremamente próspero do município.

Frigorífico Anglo

O surgimento do Frigorífico Anglo está interligado ao ciclo do gado, de um lado, e aos trilhos da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, do outro, ligando Barretos, o maior entreposto de bovinos do frigorífico de São Paulo. Em 1909 teve início a sua construção, sendo inaugurado em 1913, com a denominação de Cia. Frigorífica e Pastoril, abatendo no início 28.251 bovinos e 1334 suínos.

Nessa época em Londres, no tradicional mercado mundial de carnes da West Smithfeld, empresa de sucesso no ramo de carnes procurava expandir seus negócios, tendo em vista o início da guerra que eclodiu em 1914. Este grupo inglês comprou uma antiga cervejaria situada na cidade, transformando-se em Matadouro Frigorífico, constituindo-se a Brazilian Meat Company.

Mitos e Lendas

Sítio assombrado no bairro Gonzalês .

Hino[editar | editar código-fonte]

Letra: Maria Stella de Almeida Moura

Arranjo: Francisco Maria Gimenez

Neste dia feliz e ditoso

Nós queremos te homenagear

Mendes, Mendes teu povo glorioso

Teus Grilhões quis valente quebrar.

Salve Mendes, cidade menina.

Salve Mendes, tão bela e gentil.

Salve Mendes, teu povo se inclina

Salve Mendes, florão do Brasil.

Encravada em montanhas enormes

Qual brilhante em coroa real

Mendes, Mendes, desperta se dormes

Pois és dona de ti afinal.

Escondida aqui estás neste mundo

Neste canto sem par do Brasil

Tens a força de um solo fecundo

Tens a glória de um povo viril.

Santa Cruz que é tua padroeira

Há de sempre fazer-te ditosa

Nesta terra feliz brasileira

Serás grande, serás venturosa.

Bairros[editar | editar código-fonte]

  • Água F.

ria

  • Bela Vista
  • Boa Esperança
  • Centro
  • Cinco Lagos
  • Morro do Mathias
  • Coqueiros
  • Cruzeiro
  • Engenheiro Morsing
  • Estação Velha
  • Gaudência
  • Grajaú
  • Gonzalês
  • Humberto Antunes
  • Independência
  • Jabuticabeiras
  • Martins Costa
  • Nova Reta
  • Nossa Senhora Das Graças (Ventania)
  • Oscar Rudge
  • Ponte do Rocha
  • Santa Rita
  • Santa Rosa
  • Tupinambá
  • Vila Mariana
  • Ventania

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010» (PDF). Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 1 de outubro de 2011. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 29 de Julho de 2013.. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]