Avenida Presidente Vargas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Avenida Presidente Vargas (desambiguação).
Avenida Presidente Vargas
Rio de Janeiro (RJ),  Brasil
Vista da avenida na altura da Central do Brasil.
Tipo Avenida
Início Rua Primeiro de Março
Fim Radial Oeste

Avenida Presidente Vargas é um dos principais logradouros da cidade do Rio de Janeiro, e a principal via de acesso ao Centro do Rio para quem chega de qualquer ponto da metrópole.

História[editar | editar código-fonte]

Projetada por Getúlio Vargas, à época em que então era Presidente do Brasil, enquanto a cidade do Rio de Janeiro ainda era capital federal da nação.

Construção da Avenida no ano de 1944.

A avenida conecta a região da Leopoldina ao fim da Zona Norte à região da Candelária em 3,5 km e quatro pistas de trânsito para veículos, cada pista contando com quatro vias para circulação dos veículos, sendo duas dessas quatro pistas no sentido Candelária, e as outras duas no sentido Zona Norte; tais pistas são irreversíveis. Ao meio da avenida, passa um canal do qual se desemboca o Rio Maracanã, nas proximidades da antiga Estação Leopoldina. Ele a segue em seu meio, até aproximar-se da Estação Central do Brasil, onde é desviado, dando lugar a um calçadão, que é ora para transeuntes, e ora para flores e árvores de pequeno porte.

A avenida é de suma importância para o centro da cidade do Rio de Janeiro, pois o corta perpendicularmente em sua maior parte, passando por importantes logradouros e vias, bem como Linha Vermelha e Avenida Brasil, nas proximidades da Zona Norte, e avenidas Rio Branco e Primeiro de Março, no sentido da Candelária. Elá dá assim, acesso às principais ruas do centro, e principais estabelecimentos comerciais. Podemos dizer assim que a avenida é a porta de entrada e saída do Centro, e liga indiretamente a Zona Norte, Sul e Oeste da cidade. Em outras palavras, ela é o "centro" do centro. Entre seus estabelecimentos, podemos destacar:

Cruzamento com a Avenida Rio Branco.

Por ser uma avenida de tamanho movimento, ela é servida por diversos meios de transporte, entre os quais podemos ressaltar:

  • Paço Municipal do Rio de Janeiro no final do século XIX, demolido para a construção da Avenida Presidente Vargas (Arquivo Nacional).
    Rodoviário: Perto de seu final, às proximidades da Leopoldina, encontra-se a Rodoviária Novo Rio, e também é servida por diversas linhas e empresas de ônibus, vindas de todas as outras zonas da cidade. Principais pontos (mais movimentados): Presidente Vargas à altura da Igreja da Candelária, Camelódromo, Central do Brasil, Cidade Nova e Leopoldina.
  • Metroviário: Sob a avenida passa a Linha 1 do Metrô carioca. As estações próximas à avenida são: Estação Estácio, Estação Praça Onze, Estação Central, Estação Presidente Vargas, e a Estação Uruguaiana. Foi construída uma nova estação em frente à Prefeitura, chamada Cidade Nova. [1]
  • Ferroviário: o principal ponto ferroviário da cidade encontra-se à margem direita de avenida: a Estação Central do Brasil. De lá, partem ramais intermunicipais e para diversos bairros da cidade. De Duque de Caxias a Santa Cruz, todos interligados pela Central, considerando também as interligações com outros meios de transporte que ali se dão, tais como: Trem - Metrô, Ônibus - Metrô, Ônibus - Trem.
Estação Central do Brasil, vista da Avenida Presidente Vargas.

A avenida foi inaugurada em 7 de setembro de 1944. Para isso, inúmeros cortiços e casebres antigos, que faziam parte da zona do meretrício do Centro carioca, foram demolidos. Igrejas históricas como a São Pedro dos Clérigos e a São Domingos, também foram demolidas [2]. Diversas ruas foram extintas: Rua General Câmara, Rua Visconde de Itaúna, Rua do Sabão, Rua Senador Euzébio e Rua de São Pedro. A Praça XI de Junho foi descaracterizada, deixando de ser o centro da boêmia cosmopolita carioca.

Em seu primeiro quilômetro, as edificações tem seu entorno uma altura máxima padrão de 70 metros. Na época, a avenida foi inspirada em similares vias levantadas pelo partido Nazista na Alemanha, que eram conhecidos por seu rigor em padrões matemáticos.

Corredor cultural[editar | editar código-fonte]

Às margens da Presidente Vargas, podemos encontrar inúmeros ícones da capital fluminense.

Na Cidade Nova, encontram-se o Arquivo da Cidade, o Sambódromo, a Praça Onze, a sede da Prefeitura, o prédio-sede dos Correios e a quadra da escola de samba São Clemente, embora ela seja do bairro de Botafogo, assim como a maioria seus componentes.

Na região da Estação Central do Brasil, temos a estação homônima de trens metropolitanos, o Palácio Duque de Caxias e o Campo de Santana.

Na Rua Uruguaiana, temos a SAARA, o Mercado Popular da Uruguaiana.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]