Igreja de Nossa Senhora da Penha (Rio de Janeiro)

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Basílica Santuário de Nossa Senhora da Penha de França
Vista aérea da igreja
Construção 1728 - séc. XVIII
Diocese Arquidiocese do Rio de Janeiro
Bispo Orani João Tempesta
Padre Pe. Thiago Sardinha de Jesus
Local Rio de Janeiro,  Brasil

A Basílica Santuário de Nossa Senhora da Penha de França, popularmente conhecida como Igreja da Penha é um tradicional santuário católico localizado no bairro da Penha, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

Erguida no alto de uma pedra, é famosa pelos 382 degraus da escadaria principal, onde muitos fiéis pagam promessas, subindo a pé ou de joelhos. A Basílica (ou Santuário) possui também 3 funiculares para facilitar o acesso das pessoas que não podem subir sua ladeira e escadaria. Todos estão disponíveis gratuitamente.

Anualmente o santuário realiza os festejos da padroeira, no mês de outubro, promovendo a celebração de missas de hora em hora aos domingos, shows religiosos, procissões luminosas, missas campais, apresentação de grupos folclóricos, apresentação de corais e a festa na ladeira de subida ao santuário com as tradicionais barracas de comidas típicas, doces diversos e música ambiente.

História[editar | editar código-fonte]

A Igreja Nossa Senhora da Penha, de arquitetura eclética brasileira está localizada na zona norte carioca, no bairro da Penha. Pertencente ao Santuário da Penha, a igreja é alvo de grande devoção dos católicos, atraindo grande fluxo de pessoas durante o ano, principalmente em Outubro, mês que acontecem as festas. O Santuário existe há mais de 380 anos e seu acesso pode ser feito pelas escadarias, que deram fama a Igreja: são 111 metros de altura e 382 degraus que muitas vezes são utilizados pelos fiéis para se pagar promessas.[carece de fontes?]

A história da capela teve início com o dono do quinto da Sesmaria, capitão Baltazar, em 1635 em agradecimento a Nossa Senhora pelo salvamento de um acidente que poderia ter sido fatal. O capitão, querendo ver suas terras do alto da pedra, foi atacado por uma serpente e ao pedir a proteção da Santa, esta mandou um lagarto, inimigo das serpentes, livrando-o do acidente, e em agradecimento mandou construir uma pequena capela no alto da pedra, que foi crescendo e se desenvolvendo até a Igreja atual.[carece de fontes?]

A escadaria viria mais tarde, mais precisamente no ano de 1819. Em 1817, um casal muito piedoso pediu a santa que os dessem um filho, já que eram casados por muito tempo e ainda não tinham filhos. A esposa, Sra. Maria Barbosa, confiou, pediu e prometeu esculpir uma escada no duro granito do Penhasco para tornar mais fácil o acesso a Igreja. No ano seguinte, 1818, o filho e veio e finalmente a escadaria estava pronta no ano de 1819. São 382 degraus talhados na pedra, mais do que o número de dias do ano.[carece de fontes?]

A vista da Igreja é exuberante e privilegiada podendo se ver o Cristo Redentor, o Corcovado, a Bahia de Guanabara, um pedaço de Teresópolis e também o Aeroporto Internacional do Galeão. Como de costume das igrejas localizadas na costa, a frente está voltada para o mar e as escadarias, que dão fama ao Santuário, levam o visitante para o fundo (costas) da Igreja.[carece de fontes?]

No dia 16 de junho de 2016, o Papa Francisco, atendendo aos pedidos do Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, elevou o Santuário Arquidiocesano Mariano de Nossa Senhora da Penha à categoria de Basílica Menor.[carece de fontes?]

Igreja da Penha vista da saída do Plano Inclinado
Igreja da Penha vista debaixo

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Como a Igreja surgiu de uma pequena capela e foi sendo desenvolvida e reformada ao longo do tempo, muitos a caracterizam como pertencente ao estilo Eclético. Sua atual aparência deve-se a última reforma, que teve o estilo da arquitetura neogótica como referência. Em 1900, o engenheiro arquiteto Luiz de Moraes Júnior nascido em Portugal, migrou para o Brasil e aqui, a convite do padre Ricardo, que era vigário geral da Igreja instalou-se no Rio de Janeiro onde dedicou-se a atividades de restauração de fachada da Igreja, que foram concluídas em 1902.

Em 1860, o estilo Neoclássico que estava em alta no Rio, perde força. A ele foram acrescentados outros estilos como o Neogótico Romântico que esteve presente em muitos prédio públicos. O auge do ecletismo carioca, porém, se deu na passagem do século XIX para o XX, exatamente na época da última restauração/reforma da Igreja da Penha.

Sua forma atual possui diversas influências arquitetônicas, dá-se seu estilo Eclético, e que podem ser percebidas em características formais como:

1) Simetria: sua fachada principal possui duas torres ladeando o corpo central;

2) Guarda corpo em balaustrada em sua fachada posterior, que tem acesso pelas escadarias;

3) Base, corpo e coroamento, característica remanescente do neoclássico;

4) Torres elevadas e pontiagudas, característica do estilo neogótico;

5) Frontão com função apenas decorativa, típico da arquitetura religiosa do século XVII e das regiões de mineração;

6) Laterais avarandadas;

7) Ornamentação interior em azul claro e dourado.

Croqui esquemático da Igreja da Penha

As cores das portas, assim como as galerias, o mezanino e a estrutura da Igreja é toda original; já o altar, ornamentado em dourado foi colocado no século XX e o altar original, em madeira e ornamentado foi colocado na sacristia.

Igreja da Penha - Local do Coro

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. MONTEZUMA, Roberto. “Arquitetura Brasil 500 anos”. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 2002.
  2. REIS FILHO, Nestor Goulart. “Quadro da Arquitetura no Brasil”. São Paulo: Perspectiva, 1987.
  3. DEL BRENNA, G. Rosso. “Ecletismo no Rio de Janeiro (séc.XIX-XX)” In: FABRIS,1987 Annateresa (org.) Ecletismo na arquitetura brasileira. São Paulo, FABRIS, A.
  4. BRUAND, Y. “Arquitetura contemporânea no Brasil. De um Ecletismo sem originalidade à afirmação internacional da nova Arquitetura Brasileira”. São Paulo, Perspectiva, 1981.
  5. BARROCO Brasileiro. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo63/barroco-brasileiro>.
  6. LIMA, Tatiana Souza Maia de. “Santuário de Nossa Senhora da Penha-RJ: Análise do potencial turístico atual”. Niterói: Universidade Federal Fluminense, 2008
  7. HISTÓRIA. In: BASÍLICA da Penha. Rio de Janeiro. Disponível em: <https://www.basilicasantuariopenhario.org.br/historia>.
  8. G. DIAS, Pollyana D’Avila. “O século XIX e o neogótico na arquitetura brasileira: um estudo de caracterização”. Minas Gerais: Universidade Federal de Minas Gerais, 2007.
  9. LUIZ DE MORAES. In: BASE Arch, Casa de Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro. Disponível em: <http://arch.coc.fiocruz.br/index.php/>.

Ver também[editar | editar código-fonte]

+ Nossa Senhora da Penha de França

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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