BioParque do Rio

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BioParque do Rio
Portão monumental do antigo Zoológico do Rio de Janeiro.
Localização Quinta da Boa Vista s/n, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, no  Brasil.
Tipo Público
Área 55 000 metros quadrados[1]
Inauguração 16 de janeiro de 1888 (Vila Isabel)
18 de março de 1945 (Quinta da Boa Vista)
Administração Grupo Cataratas
Nº de visitas anuais 70 000 visitantes por mês

O BioParque do Rio é um centro de conservação da biodiversidade localizado na Quinta da boa Vista, no município do Rio de Janeiro. Antigo Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, o parque é resultado de uma transformação que teve início em 2018 para trazer um novo conceito de zoológico à cidade do Rio.

Com a mudança, o BioParque passou a seguir melhores práticas para garantir o bem-estar animal e conta com o auxílio de um Plano de População desenvolvido pela equipe do parque para garantir que a presença dos animais seja associada ao tripé educação, pesquisa e conservação de espécies.

O plantel de mais de oitocentos animais do BioParque do Rio se divide em áreas que reproduzem seus habitats naturais, como a Aventura Selvagem, que reúne animais africanos como hipopótamos, zebras, girafas e impalas, e o setor Aves do Brasil, que reúne mais de 220 aves representantes de biomas brasileiros.

História[editar | editar código-fonte]

O Jardim Zoológico do barão de Drummon[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Vila Isabel

Após uma viagem a Paris, na década de 1870, o empresário João Batista Viana Drummond ficou impressionado com o urbanismo daquela capital e, na qualidade de amigo do imperador Pedro II, em 1872 adquiriu, da princesa Isabel, a antiga Fazenda dos Macacos, pagando 120 contos de réis. Localizada no atual bairro de Vila Isabel, implantou nela um grande projeto de urbanização que viria a culminar, em 16 de janeiro de 1888, na inauguração de um jardim zoológico. Primeiro jardim zoológico moderno da cidade e do país, contava com riachos e lagos artificiais. No mesmo ano, o empresário recebeu o título de barão de Drummond.

Anodorhyncus leari no zoológico do Rio de Janeiro

Com a Proclamação da República no Brasil, em 1889, e com o consequente fim da ajuda de custo garantida pelo imperador, a manutenção do jardim e de seus animais tornou-se um pesado encargo financeiro. Como solução, o barão concebeu uma loteria para financiá-lo. Diariamente, fazia pendurar uma gaiola coberta por um pano, ocultando um animal de pequeno porte, no alto do portão do jardim zoológico. Cada ingresso dava direito a um bilhete numerado – e cada número correspondia a um animal –, para concorrer ao sorteio diário do "bicho", à hora do encerramento do parque ao público. O dinheiro arrecadado era revertido, parte para a aquisição de mais espécimes para o zoológico, e parte como prêmio aos apostadores. O "jogo dos bichos", devido ao baixo valor do ingresso, revelou-se muito popular, e encontra-se na origem da contravenção atual do jogo do bicho no país. Inicialmente, os moradores do bairro (e depois visitantes de toda a cidade) faziam as apostas pela manhã e inteiravam-se do resultado do jogo do dia, afixado em um poste, ao final da tarde.

Ao longo dos anos, no entanto, com a sucessão das administrações e diante das dificuldades, o antigo zoológico viu-se obrigado a fechar suas portas – o que ocorreu, de fato, na década de 1940.

O local deste primeiro jardim zoológico foi recentemente recuperado pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, sendo renomeado como Jardim da Princesa.

Elefante no zoológico do Rio de Janeiro.

O Jardim Zoológico da Quinta da Boa Vista[editar | editar código-fonte]

Em 18 de março de 1945, o Rio de Janeiro ganhou um novo jardim zoológico, inaugurado pelo então presidente Getúlio Vargas, no parque da histórica Quinta da Boa Vista, residência da Família Real Portuguesa e da Família Imperial Brasileira, junto ao Museu Nacional do Brasil.

Fundação Jardim Zoológico da Cidade do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Alternando períodos de prosperidade e de dificuldades, o Jardim Zoológico foi transformado, em 1985, na Fundação Jardim Zoológico da Cidade do Rio de Janeiro, ligada à Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro. A mudança proporcionou maior agilidade administrativa, permitindo um extenso processo de modernização que transformou a instituição em um respeitado centro de pesquisas e educação ambiental, reconhecido em todo o país e no exterior.

Em 8 de janeiro de 2005, a Fundação Jardim Zoológico da Cidade do Rio de Janeiro, com o apoio da VITAE – Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social, inaugurou o Museu da Fauna, um projeto voltado à educação ambiental que permite conhecer os ecossistemas brasileiros.

Grupo Cataratas e mudança para BioParque do Rio[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 2016, o zoológico passou a ser administrado pelo Grupo Cataratas – a maior concessionária de turismo sustentável do país. Com o intuito de garantir o bem-estar animal e priorizar o tripé educação, pesquisa e conservação, o Grupo iniciou, em 2018, as obras que levariam o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, um dos mais antigos do país, a se transformar em BioParque do Rio, com previsão de abertura em 2020.

Além da mudança de nome, o Grupo Cataratas introduziu um novo conceito de zoológico na cidade do Rio, seguindo as melhores práticas mundiais. Com a mudança, o zoológico deixou de ser um local com caráter expositivo, para se tornar um centro de referência para projetos de conservação da biodiversidade que coloca o animal em primeiro lugar. Tudo isto será feito em parceria com as instituições de pesquisa e universidades de todo país.

Atrações[editar | editar código-fonte]

Na nova estrutura do BioParque do Rio, os animais são divididos em áreas que representam seus habitats naturais e proporcionam ao visitante uma experiência de imersão em seus biomas. O objetivo do parque é garantir o bem-estar animal e, ao mesmo tempo, possibilitar que os visitantes sejam conscientizados sobre a importância da conservação da biodiversidade.


  • Na Aventura Selvagem, os visitantes podem vivenciar uma verdadeira savana africana, com hipopótamos, zebras, girafas e impalas.


  • No setor Aves do Brasil, 220 aves de 50 diferentes espécies, representantes de biomas como Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado, voam ao redor dos visitantes.


  • A Fazendinha é o lugar onde as crianças podem interagir com os animais e aprender de onde vem o leite e os ovos que fazem parte da alimentação da garotada.


  • No espaço Animais de Sangue Frio, os visitantes podem observar de pertinho e aprender sobre animais como cobras e jacarés.


  • O Anfiteatro é onde são realizadas diversas atividades educativas sobre conservação da biodiversidade.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre BioParque do Rio
  1. RioZoo. Disponível em http://www.riozoo.com.br/conheca-o-riozoo/. Acesso em 17 de fevereiro de 2018.