Ponte do Guandu

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Ponte dos Jesuítas

A Ponte do Guandu ou, como hoje é conhecida, Ponte dos Jesuítas, localiza-se na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, em Santa Cruz e foi concluída em 1752, com a finalidade de regular o volume das águas das enchentes e para facilitar a ligação de Santa Cruz com outras fazendas. Era uma ponte-represa.

Possui quatro arcos chamados “óculos”, onde passavam as águas do Rio Guandu, que os padres, por meio de comportas de madeira, controlavam, retendo-as ou liberando-as conforme a ocasião exigisse. Logo após a drenagem do excesso de água plantava-se o arroz nos campos para aproveitar a fertilidade do solo deixada pelos húmus. Enquanto o arroz crescia, os pastos eram preparados nos pontos mais altos e secos, onde se distribuía o gado. Santa Cruz chegou a alcançar 13 mil cabeças de gado distribuídas em 22 currais, todos cercados.

É também ornamentada por colunas de granito com capitéis em forma de pinhas portuguesas, tendo na parte central, belas esculturas barrocas em que aparece uma espécie de brasão com o símbolo da Companhia de Jesus (IHS) e a data de 1752 contornada por uma famosa inscrição em latim clássico:

I.H.S – “Jesus Salvador dos Homens”. Inscrição latina: “Flecte genu, tanto sub nomine, flecte viator Hic etiam reflua flectitur amnis aqua”. ”Dobra o joelho sob tão grande nome, viajante. Aqui também se dobra o rio em água refluente”.

A Ponte dos Jesuítas é prova da capacidade e dos conhecimentos dos jesuítas na área de engenharia, pois para a época, é uma obra de grande envergadura. É um patrimônio histórico, arquitetônico e artístico de grande importância, sendo um dos primeiros patrimônios históricos tombados no Brasil já em 1938, com inscrição de tombo número 003.[1]

Referências

  1. «Livro do Tombo Histórico - Inscrição:003». IPHAN. 22 de novembro de 2008 

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