Metrópole

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para a principal catedral de uma diocese, veja Sé episcopal. Para outros significados, veja Metrópolis.
Imagem de satélite da Região Metropolitana de Tóquio, com mais de 40 milhões de habitantes, atualmente a maior do mundo
A Arquidiocese Metropolitana de Mariana,metrópole no sentido mais antigo da palavra. [1][2][3]
A França Metropolitana inclui o território continental e a Córsega

Metrópole, da língua grega metropolis (μήτηρ, mētēr = mãe, ventre e πόλις, pólis = cidade), se refere, de modo geral à uma cidade influente que assume importante posição econômica, política, cultural, comercial, eclesiástica, entre outros, em seu país e sua região de influência. O termo metrópole, que é de origem grega e chegou ao português através do latim (com essa grafia a partir do século XVII), se refere tradicionamente à capital de uma província [4] (imperial, eclesiástica, etc...).[1][3] Contudo, tem caído em desuso, em função de um significado urbano, ligado às cornubações de várias cidades, que surgiu a partir do século XVIII. [3]

Definição[editar | editar código-fonte]

Ainda hoje Estados como o Vaticano utilizam o termo para designar as cidades que presidem -ou seja, equivalentes a capitais de- suas provícias, uma herança do Império Romano, que também o fazia. [1] [2] [3]. A igreja católica manteve suas fronteiras nas antigas linhas do Império romano como uma questão de conveniência em meio à política turbulenta da Europa, novas províncias foram criadas, mas manteve-se o espírito de suas contrapartes antigas [2]. Desta forma, as Arquidioceses são chamadas de metrópoles eclesiásticas pelo Vaticano, tendo em vista presidir -ser capital de- uma Províncias Eclesiásticas. [1] [2] [3]

Em certos países ou estados cujos territórios estão divididos em várias parcelas não contínuas, o termo metrópole designa também o território continental ou central desses países por oposição ao seu território não continental ou ultramarino. O termo é especialmente aplicado, no âmbito de impérios coloniais, para se referir ao território original da potência colonial, por oposição às suas colónias. Assim, por exemplo, até 1975, a Metrópole Portuguesa incluía Portugal Continental, o arquipélago da Madeira e o arquipélago dos Açores, constituindo os restantes territórios o Ultramar Português. Ainda hoje, os territórios franceses situados na Europa constituem a França Metropolitana, enquanto que os restantes constituem as colônias Ultramarinas. [3]

Metrópole é o termo empregado pelo IBGE para designar as cidades centrais de áreas urbanas formadas por cidades ligadas entre si fisicamente (conurbadas), com grande fluxos de pessoas e serviços[5][6] correspondente em termos classificatórios às metrópoles nacionais e regionais.[5]

Outra definição diz que a conurbação não é imprescindível para que haja uma metrópole. Ela geralmente existe, mas o necessário é a ligação entre a cidade principal e as outras através do fluxo de pessoas (principalmente trabalhadores: o movimento pendular diário) e da influência econômica daquela sobre estas e sobre a região[5]

Por essas definições, aglomeração urbana difere das metrópoles pela falta de uma cidade principal que tenha considerável população e importância econômica ao menos regional.[5] As metrópoles também diferem das regiões (ou áreas) metropolitanas por estas serem somente uma região de planejamento[6] ou uma formalização daquelas.[5] Mesmo que não haja uma região metropolitana legalmente estabelecida, a metrópole pode existir (basta pensar na Grande São Paulo antes da criação da região metropolitana, em 1973).

Cidades Globais[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cidade global

Metrópoles globais são metrópoles cujas áreas de influência se estendem por grandes regiões continentais ou mesmo mundiais que se destacam na esfera econômica mundial como Tóquio, Nova Iorque, São Paulo e Berlim pela forte presença de um mercado financeiro globalizado onde as principais instituições financeiras possuem representação e participação na bolsa de valores, na esfera política como Washington, Moscou e Londres, onde a cúpula dos países mais industrializados G8 se reúne a portas fechadas para discutir as políticas de influência de suas nações sobre o resto do mundo, na esfera cultural como Paris e Milão, as mais tradicionalmente aceitas como centros de difusão de novas culturas, modismos e tendências comportamentais, entre outras.[carece de fontes?]

Dentro da hierarquia urbana, a metrópole nacional apresenta-se como um grande centro, muito bem equipado, onde existem todos os tipos de serviços e produtos industriais. Sua influência abrange todo o país. Imediatamente subordinada à metrópole nacional, aparece a metrópole regional, distribuindo produtos industriais e serviços a uma vasta porção do país.[carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d «Arquidiocese Metropolitana» 
  2. a b c d «Catholic Provinces: Redux (Em Português:Províncias Católicas:Redux)» 
  3. a b c d e f «Dal vocabolario italiano: Metropoli (em Português:Do vocabulário italiano: Metropóle)» 
  4. «Metrópole e Megalópole» 
  5. a b c d e SOUZA, Marcelo Lopes de. ABC do desenvolvimento urbano. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. pp. 32-36, 55. ISBN 9788528610136
  6. a b SENE, Eustáquio de; MOREIRA, João Carlos. Geografia geral e do Brasil: espaço geográfico e globalização. São Paulo: Scipione, 1998. p. 308. ISBN 9788526229443

Ligações externas[editar | editar código-fonte]